Negociações para fim do conflito na R.D. do Congo continuam em paralelo ao maior enfrentamento armado entre governo e M23


M23 rebels in the DRC have clashed with troops in the deadliest incident in months. (AFP)

Negociações para fim do conflito na República Democrática do Congo continuam em paralelo ao maior enfrentamento armado entre governo e M23

17/07/2013

A República Democrática do Congo (RDC) passou neste domingo pelo o que pode ser considerado o maior conflito entre as Forças Armadas do governo congoles e o grupo rebelde M23. As proximidades da cidade de Goma, que os rebeldes chegaram a ocupar por dez dias, tem enfrentado desde de domingo uma escalada de violência. A batalha perdeu força durante a noite porque os dois lados possuem pouco equipamento para combater no período noturno, mas logo no início da manhã de segunda-feira as hostilidades recomeçaram com força e continuaram durante toda a segunda-feira.

Centenas de moradores abandonaram as regiões mais periféricas da cidade, procurando refúgio atrás das montanhas de Muningi, onde há  a principal linha de defesa da cidade montada pela missão da ONU. Considerada a maior missão de paz das Nações Unidas, com 20 mil militares e comandada pelo general brasileiro Carlos Alberto dos Santos Cruz, declarou que não se envolveu no confronto porque as forças do governo estariam conseguindo manter controle sobre o confronto.

A missão da ONU tem uma unidade militar especial, chamada de Brigada de Intervenção, que estará completa com três mil homens e terá características de força de ataque € com contingentes de artilharia, aviação e comandos. Essa força possui suporte legal para não apenas se defender, mas atacar os mais de 50 grupos rebeldes que operam no leste do Congo, especialmente na província do Kivu Norte.

Por outro lado, o M23 é formado por ex-soldados congoleses que se amotinaram e encontraram, de acordo com a RDC e as Nações Unidas, apoio em homens e munições dos governos de Uganda e de Ruanda. Ambos os países negam qualquer assistência ao M23.

Em paralelo aos enfrentamentos em Goma, conversações de paz entre o M23 e a ONU estão acontecendo em Uganda. Segundo analistas, tanto os “capacetes azuis” como rebeldes vinham evitando hostilidades para não serem acusados de estragar o processo de paz.

Contudo, a escalada da violência afasta ainda mais a esperança da ONU de resolver o confronto na esfera política. No momento em que ocorria a batalha em Goma, no campo diplomático, os esforços do secretario geral Ban Ki-moon que reuniu no início do ano 11 países da região em um tratado para tentar acabar com a violência local ─ também sofreram um revés.

A chancelaria de Ruanda acusou o governo da RDC e a ONU de bombardearem seu território nesta segunda-feira. Uma carta do chanceler de Ruanda disse ainda que um grupo de rebeldes hutus, ”€ o FDLR (Frente Democrática para a Libertação de Ruanda), supostamente ligado ao genocídio de 1994, € estariam recebendo apoio de membros da Brigada de Intervenção da ONU. Já o governo da RDC voltou a acusar Ruanda de financiar o M23, o maior grupo rebelde que opera em seu território.

Fontes:

Plano Brasil (http://www.planobrazil.com/congo-escalada-de-violencia-cria-mais-dificuldade-a-general-brasileiro/)

Folha de S. Paulo (http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2013/07/1311246-confronto-de-exercito-e-milicia-no-congo-mata-130-pessoas.shtml)

Mail&Guardian (http://mg.co.za/article/2013-07-16-130-dead-in-drc-army-rebel-clashes)

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