Contingente brasileiro no Haiti recebe comitiva do Ministério da Defesa


Na última terça-feira (01/03), uma comitiva do Ministério da Defesa chegou ao Haiti para avaliar o 23º contigente brasileiro (Contbras) na Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah). O objetivo é verificar a execução de atividades logísticas e operacionais e identificar possíveis pendências administrativas. A missão leva em conta a possibilidade de término da missão com a realização de eleições no país no fim de abril.

Foto: PH Freitas / MD

Comitiva do Ministério da Defesa chega ao Haiti para avaliação de contingente

Ministério da Defesa – 02/03/2016

Uma comitiva de aproximadamente 30 pessoas do Ministério da Defesa (MD), incluindo militares das três Forças Armadas, chegou nessa terça-feira (1º) à capital do Haiti para realizar uma avaliação do 23º contigente brasileiro (Contbras) na Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah). O objetivo é verificar a execução de atividades logísticas e operacionais e identificar possíveis pendências administrativas, tendo em vista a possibilidade de término da missão, já que há previsão de que as eleições no país sejam finalizadas no dia 24 de abril.

A comitiva do MD foi recebida em uma cerimônia realizada dentro das instalações do Batalhão de Infantaria e Força de Paz (Brabat), com as presenças do force commander da Minustah, o general brasileiro Ajax Porto Pinheiro; do comandante do Brabat, coronel Ricardo Bezerra; e do embaixador do Brasil no Haiti, Fernando Vidal, além de outros oficiais militares. Durante sua apresentação, o general Ajax, que comanda o braço militar da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, ressaltou as qualidades dos contingentes, tanto brasileiro quanto de outros países. “É uma das melhores tropas com quem já trabalhei. São o que os Exércitos de cada país possuem de melhor. O grupo é muito bom, muito rápido e trabalha muito bem. Em crise, eles têm uma capacidade de reação muito rápida. Todo o planejamento de operação é muito bem feito e também notamos uma grande integração”, avalia o general.

O titular do Force Commander – uma espécie de Quartel-General militar da ONU – administra uma rede composta por 10 quartéis independentes: companhias de engenharia do Brasil e do Paraguai; batalhões de engenharia do Brasil e do Chile (este último no norte do Haiti, com dois pelotões, sendo um de El Salvador e outro de Honduras); um batalhão menor, do Uruguai, em parceria com o Peru; duas unidades de aviação (Chile e Bangladesh); um hospital argentino; uma companhia da Guatemala; e outra das Filipinas. “Temos a representação de 11 tropas, de 11 países, e 19 nacionalidades, porque temos oficiais de estado-maior do México, EUA, Canadá, Sri-Lanka, Nepal, Jordânia, Equador e Bolívia”, afirmou o general Ajax.

O general Carlos Sardinha, oficial com maior graduação da comitiva, disse que um dos objetivos da visita é iniciar o trabalho de planejamento preliminar para uma possível reversão da tropa brasileira para o território nacional. “Viemos aqui com uma equipe multidisciplinar: sou do Comando Logístico (Colog), e tem representantes do MD, da Marinha, do Estado-Maior e do Comando de Operações Terrestres (Coter) do Exército e também da Força Aérea Brasileira. Não sabemos ainda quando a reversão vai acontecer, porque será uma decisão da ONU, mas já podemos começar a trabalhar nesse sentido”, disse.

 

23º Contbras

Na manhã desta quarta-feira (02), o comandante do Brabat, coronel Ricardo Bezerra, fez uma apresentação sobre a atuação do batalhão. O 23º contingente de militares brasileiros no Haiti (23º Contbras) foi ativado no dia 3 de dezembro de 2015. O batismo de fogo ocorreu uma semana depois, em 10 de dezembro, no bairro de Citè Soleil, uma das comunidades mais violentas de Porto Príncipe, com cerca de 300 mil habitantes. “O objetivo da nossa atuação é mostrar que a área está ocupada. Mandamos 500 homens à região na terça-feira seguinte à nossa chegada. Visitamos cada quarteirão e enfrentamos tiros”, relatou o comandante.

Ainda segundo o coronel, o comando estabelece uma rotina bem definida de atividades para a tropa, com um dia de patrulha, outro de serviço e outro de treinamento. “Fazemos o adestramento contínuo de nossas tropas. Faz parte da nossa rotina”, afirmou, ao acrescentar que o contingente também recebe acompanhamento de psicólogos e participa de atividades de lazer, como partidas de futebol, apresentações culturais e sessões de cinema.

O Brabat 23 tem um volume expressivo de militares vindos do Rio Grande do Sul, tendo 665 homens e mulheres do Exército, 181 da Marinha e 4 da Aeronáutica. Além disso, há outros 120 militares que atuam no Batalhão de Engenharia do Brasil (Braengcoy). O Campo General Jaborandy, onde o Brabat e o Braengcoy estão instalados, tem um efetivo total de 1.220 pessoas (incluindo civis), em uma área de 390 mil m². Até o dia 10 de fevereiro, as tropas do 23º Contbras haviam realizado patrulhas em quase 17 mil km e percorrido mais de 134,8 mil km durante a realização de suas atividades. Nesse mesmo período, não houve nenhum disparo acidental de arma de fogo, fato destacado pelo comandante da unidade.

Fonte: http://www.defesa.gov.br/noticias/18572-comitiva-do-ministerio-da-defesa-chega-ao-haiti-para-avaliacao-de-contingente

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