Autor: Gustavo Feddersen

Estudante de Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Conflito e Integração Regional no Leste da Ásia: a crise na península coreana e as relações entre China, Coreias e Japão


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A crise na Península Coreana, iniciada em março de 2013, após a adoção de uma nova rodada de sanções contra a Coreia do Norte, desencadeou uma escalada das tensões na região a um nível similar ao da Guerra da Coreia. Essa crise inseriu-se no processo de reformulações políticas e estratégicas por que vem passando o Leste Asiático. No âmbito político, China, Coreia do Sul e Japão passaram por processos eleitorais marcados pela vitória de grupos tradicionalmente conservadores. No âmbito estratégico, o teste nuclear norte-coreano, os exercícios militares entre Coreia do Sul e Estados Unidos e a atuação chinesa mais assertiva em busca de uma resolução pacífica do conflito denotaram o alto nível de instabilidade regional.

A crise na península coreana teve suas origens no teste nuclear realizado pela Coreia do Norte em fevereiro de 2013, o que levou a uma nova rodada de sanções por parte da ONU. As novas sanções, aliadas à suspensão da ajuda japonesa, levaram à Coreia do Norte ao limite das suas capacidades, reforçando a crise humanitária. Em março, após o início dos exercícios militares conjuntos entre Estados Unidos e Coreia do Sul (Exercício Key Resolve), a Coreia do Norte suspendeu o armistício que vigorava desde o final da Guerra da Coreia (1953). A partir disso, houve uma escalada acentuada das tensões, que deixou a península muito próxima de uma conflagração, em um nível de tensionamento que não ocorria desde os anos 1950. A crise deixou claro que a estabilidade regional é sensível, e que os vizinhos (Japão, Coreia do Sul e, especialmente, China), em que pesem as particularidades, buscaram preservar o equilíbrio, dado que agiram no intuito de evitar o aprofundamento das tensões.

As eleições na China, Coreia do Sul e Japão, no final de 2012, foram marcadas pela vitória dos grupos conservadores desses países. Na China, o Grupo de Xangai, representado por Xi Jinping, desbancou a Juventude do Partido Comunista, passando a ocupar a ampla maioria dos assentos no Comitê Permanente do Politburo do Partido Comunista Chinês. Na Coreia do Sul, único dos três países em que os conservadores já estavam no poder, Park Geun-hye, do Partido Saenuri, foi eleita para a Presidência. No Japão, utilizando-se de uma retórica anti-China, Shinzō Abe foi eleito Primeiro-Ministro, representando a volta do Partido Liberal Democrata (PLD) ao poder e um enfraquecimento do Partido Democrático do Japão (PDJ). Apesar de em um primeiro momento, essa nova onda de governos conservadores indicar um acirramento de tensões, durante a crise os governos conservadores agiram de forma prudente, e, especialmente, no caso de Xi Jinping, contribuíram para o arrefecimento das tensões.

Estes três países adquiriram um peso político e econômico crescente no cenário internacional, marcado pela ascensão do Leste Asiático, a reestruturação das dinâmicas globais e a consolidação da multipolaridade. Esta ascensão da Ásia se destaca também pela emergência do Pacífico como centro do comércio e da geopolítica global, em detrimento da estagnação relativa do Atlântico. Este processo vem favorecendo as mudanças na Política Externa estadunidense para a região da Ásia-Pacífico, marcada pelo balanceamento global, denominado como movimento de “pivô” no Pacífico. Este balanceamento tem se materializado na forma da institucionalização de uma rede de tratados entre os EUA e os governos do Leste Asiático visando ao fortalecimento estratégico da posição estadunidense no Pacífico.

As consequências da ascensão do Leste Asiático para outras regiões, como a América do Sul, também são significativas. No caso do Brasil, destaca-se que o país já vivencia os efeitos da ascensão econômica da Ásia, mas ainda não se adaptou completamente a este processo em termos político-estratégicos. A Ásia representa atualmente cerca 31% do fluxo comercial brasileiro, um aumento expressivo se considerarmos que esta região representava entre 12 e 15% da corrente comercial do Brasil nos anos 1990. Como pode ser visualizado a partir dos dados da tabela a seguir, o Leste Asiático consolidou uma posição de grande relevância comercial para o Brasil:

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Destaca-se que a China se consolidou como maior parceiro comercial do Brasil, ultrapassando inclusive a Argentina e os EUA como maior importador de produtos brasileiros. O Japão tornou-se o quinto maior parceiro comercial do Brasil, enquanto a Coreia do Sul passou a ocupar a sétima posição, à frente de parceiros tradicionais como a França e o Reino Unido.

Entretanto, o aumento da relevância econômica e comercial da Ásia para o Brasil é apenas uma parcela dos efeitos globais da reemergência asiática. Esse reposicionamento da Ásia afeta também as disputas políticas e estratégicas mundiais, ampliando significativamente a necessidade de se aprofundar a capacidade analítica e conjuntural dos eventos políticos domésticos dos países daquela região.

Analisando os processos políticos nos quatro países nota-se que no caso da Coreia do Sul, desde o início de 2012, a tendência foi de um enfraquecimento do partido do então Presidente Lee Myung-Bak, já que nas eleições legislativas nacionais o partido governista perdeu parte dos assentos que mantinha no legislativo, reduzindo o número de cadeiras no Plenário Nacional de 165 para 152 de um total de 300. Esse panorama sugeria que as eleições Presidenciais de dezembro seriam vencidas pela oposição progressista. No entanto,ao longo da campanha eleitoral, cresceu a aceitação pública à candidata Park Geun-hye, também do partido Saenuri, à medida que ela adotava uma retórica similar à do candidato de oposição, Moon Jae In (Partido Democrático Unido). Ou seja, os liberais acabaram aderindo ao discurso progressista de conciliação com os vizinhos do norte, de crítica às políticas de favorecimento dos grandes conglomerados sul-coreanos, os chaebols, e de fomento do crescimento equilibrado entre as diferentes regiões do país.

Nos primeiros meses de governo, Park tem se mantido afastada das principais tensões regionais. Basicamente, manteve a política do governo Lee Myung-Bak de alinhamento à política externa dos Estados Unidos para a região. Isso ficou evidente quando da crise com a Coreia do Norte, em que o governo sul-coreano deu suporte à postura estadunidense, entretanto, não tomou nenhuma atitude que promovesse a escalada das tensões. A principal preocupação sul-coreana no momento parece ser a de assegurar um bom ambiente para a economia, que não impeça o fluxo de investimentos e as exportações. Em relação à Coreia do Norte, tudo indica que a política deve se manter cautelosa, apesar de existirem tímidos sinais de aproximação, mas em um ritmo muito menos acelerado do que nos tempos da Sunshine Policy. Em relação a China e Japão, a Coreia do Sul deve continuar empreendendo sua política externa pendular para o Leste Asiático, com sua tradicional política de barganha diplomática. Nesse sentido, nota-se que a Coreia do Sul deve continuar evitando maiores aprofundamentos dos laços regionais, ao menos enquanto não alcançar uma posição mais favorecida para sua economia, especialmente para sua indústria, diante da competição face aos gigantes vizinhos. A manutenção desse perfil conservador – em termos regionais – passa pela capacidade da nova Presidente eleita de mobilizar o Congresso coreano, onde possui frágil maioria.

Desde a morte de Kim Jong-Il, a Coreia do Norte vem passando por um processo de reformulação política orientado para a realização de reformas econômicas. A escolha de Kim Jong-Un para governar o país trouxe a perspectiva de alteração dos pilares que sustentavam política e economicamente o governo de seu pai. Algumas atitudes ilustram esse novo perfil: a troca de alguns generais de alta patente e o resgate de figuras políticas com perfil reformista, que haviam, aparentemente, caído no ostracismo, como o novo premiê Pak Pong-ju. Em relatório de 2013 do Congressional Research Service, que presta consultoria ao Congresso Norte-Americano, Kim Jong-un é descrito como um reformista, cujas ações se baseiam, por um lado, na busca de afirmação política interna e, por outro, na costura de um acordo que permita a revitalização econômica do país. Os testes balísticos de abril e dezembro de 2012 e o teste nuclear de fevereiro de 2013 serviram para o novo líder se afirmar internamente e, mais uma vez, tentar restabelecer uma rodada de negociações, especialmente com os EUA. A nova rodada de sanções e o agravamento da crise humanitária que assola o país colocaram a Coreia do Norte diante de uma encruzilhada: ou se obtém um acordo de paz com os Estados Unidos¹ ou o país poderá, de fato, colapsar. Nesse sentido, o governo norte-coreano parece ter elevado as tensões ao máximo nível possível, mesmo com a possibilidade de isso conduzir a uma conflagração.

No caso do Japão pode-se observar uma polarização maior do que a experienciada pelos coreanos, quadro que tende a se aprofundar. O Partido Liberal Democrático japonês, que governou o país por mais de meio século, perdeu as eleições de 2009 para o PDJ, então liderado por Yukio Hatoyama. Hatoyama foi eleito Primeiro-Ministro com uma plataforma de defesa da distribuição de renda, de fomento às instituições democráticas, de aproximação com os vizinhos asiáticos e, especialmente, de maior autonomia na Política Externa frente aos Estados Unidos. As dificuldades para superar a crise econômica agravaram ainda mais a crise política no Japão. Após fracassar no intento de remover a base estadunidense de Futenma em Okinawa, Hatoyama renunciou ao cargo de Primeiro-Ministro, em 2010, visando preservar seu projeto político progressista. Entretanto, o desastre nuclear de Fukushima agravou o quadro, que enfraqueceu o partido enormemente, com dissidentes mudando de partido ou migrando para o PLD.

Aproveitando-se dessa situação e das tensões com a China envolvendo as ilhas Senkaku/Diaoyu, o PLD adotou uma retórica extremada, utilizando-se de um discurso em tom anti-China, o que garantiu o apoio necessário para eleger seu candidato Primeiro-Ministro, Shinzō Abe. Em dezembro de 2012, nas eleições para a Câmara Baixa do Legislativo japonês, o PLD conseguiu maioria avassaladora, com 294 assentos de 480 cadeiras. Em uma coalizão com o Partido Novo Kōmeitō, o PLD terá dois terços dos votos, suficiente para vetar decisões da Câmara Alta, a Câmara dos Conselheiros, onde o PDJ ainda possui força. Com apenas 57 assentos na Câmara Baixa, o PDJ fica com apenas 3 cadeiras a mais do que o recém-criado Partido da Restauração Nacional (PRN), de cunho nacionalista radical. Uma possível aliança entre o PDJ e o PRN seria uma das poucas formas daquele partido conseguir levar adiante parte da sua plataforma política em um cenário dominado pelos liberais.

O tensionamento recente das relações sino-japonesas, decorrente das disputas territoriais marítimas reposicionou a polarização do debate político interno no Japão. A visita de Hatoyama à China, no mês de dezembro, cujo objetivo era abrandar as relações sino-japonesas, reforçou a ideia de que havia uma polarização intensa no Japão em torno da Política Externa, demonstrando que o PDJ ainda busca salvar seu projeto político regionalista para a Ásia. A crise coreana redimensionou a importância das questões regionais dentro do debate político interno. Após o início da crise coreana, as tensões entre China e Japão pelas ilhas Senkaku/Diaoyu ficaram em segundo plano. Em relação à questão coreana, a opção do Japão por suspender o auxílio alimentar à Coreia do Norte foi fundamental para desencadear o agravamento da crise humanitária e, por consequência, a escalada das tensões. No epicentro da crise, o Japão adotou medidas protetivas, como o posicionamento e ativamento dos sistemas antimísseis e, por outro lado, se distanciou do debate político acerca da crise.

A China, por sua vez, assistiu à alternância de poder representada pela saída da ala progressista de Hu Jintao, da Juventude do Partido Comunista, e a ascensão ao poder do representante da facção conservadora do partido, Xi Jinping, ligado ao Grupo de Xangai. O Grupo de Xangai é alinhado aos interesses do capital financeiro e representa, politicamente, a elite empresarial chinesa polarizada pela região de Xangai. Ao contrário da sua contraparte progressista, a Juventude do Partido Comunista ou Grupo da Harmonia, o Grupo de Xangai não se mostra interessado na distribuição mais equânime dos recursos advindos da industrialização do país, tanto em termos sociais quanto geográficos. No plano externo, defendem a manutenção do fomento das exportações, calcada na competição com os países vizinhos, vislumbrando que a relação com estes deve se focar na mera busca de vantagens comerciais para a China, em contraposição ao grupo de Hu Jintao, que pregava o aumento da margem de complementaridade com mercados vizinhos. Em discursos logo após sua posse como Secretário-Geral do Partido, Xi Jinping defendeu a continuação do modelo mais liberal de crescimento, voltado para as exportações, defendido pela facção de Xangai.

Ao longo do período, entretanto, Xi alterou sensivelmente seu discurso, passando a defender abertamente pontos presentes na plataforma da Juventude Comunista, como demonstrado por seu discurso no Fórum Boao para a Ásia de 2013, realizado em abril. Durante a crise na Península Coreana, o Presidente chinês foi um dos principais interessados em amenizar as tensões. A crise foi sintomática para a mudança da postura chinesa com relação à Coreia do Norte. Primeiramente, porque a China aprovou a rodada de sanções contra o país de Kim Jong-un. Segundo, porque condenou a postura agressiva dos antigos aliados e o que ficou nítido, inclusive, pela mobilização de forças na fronteira entre os dois países. De certo modo, pode-se dizer que Xi Jinping teve de assumir a “máscara do comando” e conduziu a China a agir enquanto potência responsável: como mediador das tensões regionais, reivindicando um comportamento moderado por parte dos países envolvidos.

Ainda, dentro do contexto chinês é importante mencionar também o resultado das eleições em Taiwan, que, mesmo não sendo um Estado independente, é carregado de importância para o contexto de política regional, especialmente devido ao sistema político-partidário autônomo. Ma Ying-jeou, do Kuomintang, foi reeleito no início de 2012. O Kuomintang sempre defendeu a existência de apenas uma China, e Ma inseriu no seu programa eleitoral a continuação da aproximação e eventual reunificação com o governo continental, em contraposição ao conservador Partido Democrático Popular, que defende a independência formal da ilha. A preferência do eleitorado pela plataforma de reunificação da China ganhou ímpeto em uma década em que predominaram governos favoráveis a projetos de Integração Regional no Leste Asiático. Ao mesmo tempo cresceu ainda mais a interdependência com a China continental, principalmente no contexto posterior à assinatura do acordo de livre comércio entre China e Taiwan, de 2010. Neste contexto de reaproximação, os governos da China e de Taiwan, inclusive, concordaram nas questões de soberania marítima contra o Japão.

As negociações entre China e Taiwan dos últimos anos envolveram basicamente a questão do futuro status da ilha, que seria similar ao de Hong Kong na atualidade, ou seja, com a manutenção de todas as prerrogativas de autonomia possíveis, exceto nas áreas de Defesa e Política Externa. Taiwan se beneficiaria da integração plena com a segunda maior economia do mundo e a China conseguiria enfim concluir seu longo processo de reunificação política.

Esta análise permite apontar alguns dos indicadores mais relevantes para a compreensão da conjuntura política da Ásia Oriental. Primeiramente, a concomitância de grupos conservadores no poder desses três países pode atrapalhar o aprofundamento da integração regional, mas, não se traduz, necessariamente, em retrocessos ou outras alterações bruscas nas linhas observadas até agora, devido à elevada interdependência econômica e comercial já alcançada entre China, Japão e Coreia do Sul. A polarização interna nos sistemas políticos dos três países dificulta uma desconstrução plena dos ímpetos integracionistas alcançados na última década. Assim, mesmo que iniciativas integracionistas não avancem significativamente, não serão totalmente inviabilizadas. Entretanto, a facilidade com que a crise na Península levou a região à beira da guerra mostra que a estabilidade regional é frágil. Ou seja, modificações bruscas num padrão de cooperação e conflito podem ocorrer inesperadamente.

O processo de integração regional no Leste Asiático pode ser considerado um processo histórico de longa duração, que apesar de oscilações entre períodos de maiores avanços ou estagnação, vem se consolidando lentamente. Apesar das rivalidades regionais ainda vigentes, os esforços políticos orientados para a cooperação regional vem se estruturando através de iniciativas como a de Chiang Mai (2000), a aproximação entre as Coreias que marcou a Sunshine Policy (1998-2008), a cooperação em bloco dos três países nas negociações com a ASEAN, que funciona efetivamente a mais de uma década, o projeto da Comunidade do Leste Asiático, lançado em 2009 nos governos de Hatoyama e Hu Jintao, ou a formalização do acordo financeiro entre China e Japão de 2011. Por outro lado, a crise na Península Coreana mostrou que a resolução da questão norte-coreana está no cerne do equilíbrio regional. Nesse sentido, a dissolução do problema coreano pode ser o elo para o avanço da integração regional ou para o definitivo acirramento das rivalidades históricas.

As eleições de 2012 não representaram, até agora, alterações fundamentais para a formulação da política externa dos países da Ásia oriental. A China firmou com o Japão, ainda em 2009, o compromisso de desnuclearizar a Península Coreana, durante encontro entre os ministros de relações exteriores. Com a mudança de governo nos dois países, este compromisso foi confirmado, mesmo diante da crise na Península Coreana e na ocasião da visita do Secretário de Estado norte-americano, John Kerry (2013). Isso demonstra a continuidade da política externa dos dois países, mesmo com a mudança de governos. Entretanto, no plano interno, as eleições representam um ponto de inflexão de tendências conservadoras.

Todavia, considerando os empecilhos para se aprofundar de forma significativa os processos de integração regional no Leste Asiático, é provável que a perspectiva de consolidação de um bloco na região continue sendo adiada, permanecendo, ao menos por enquanto, a polarização tradicional na região. Neste sentido, China, Japão e Coréia do Sul continuam sendo polos regionais de poder de relevância principalmente no contexto da Ásia Oriental, cujas rivalidades históricas continuam passíveis de manipulação e acirramento, o que não descarta possíveis escaladas de tensão entre os vizinhos asiáticos, como mostrou a recente crise.

Neste contexto, os Estados Unidos continuam sendo um ator fundamental e de grande influência nos rumos da política da Ásia-Pacífico. A atual política de contenção da China implica em fomentar as rivalidades entre os países asiáticos, incidindo diretamente sobre o perfil das relações entre a China, as Coreias e o Japão. A instabilidade na Península decorreu, em grande parte, da postura ofensiva norte-americana, exemplificada pelos testes com o bombardeiro estratégico B-2. A estratégia estadunidense acaba por interferir, também, nos rumos da política doméstica destes países, em que pese as grandes diferenças de resultados possíveis em cada um. Enquanto a China é o país menos suscetível a tais influências externas, a Coréia do Sul parece ser o país da região com menor autonomia frente às pressões estadunidenses.

Tudo indica, que a China deve se tornar uma das principais grandes potências do Sistema Internacional. Entretanto, enquanto prevalecer a instabilidade marcada por rivalidades e desconfianças na região, dificilmente a China será forte o suficiente para ser considerada um desafiante crível para o poderio estadunidense na Ásia-Pacífico. Os processos de integração regional vigentes representam, assim, uma das poucas variáveis que podem alterar esta realidade.

Por fim, nota-se que a ascensão ou reemergência da Ásia acelera o processo de reestruturação do padrão de distribuição de poder no Sistema Internacional, que se manifesta através da consolidação de um sistema mais nitidamente multipolar, o que pode ser denominado como recomposição hegemônica (MARTINS, 2013). O atual padrão de multipolaridade continua sendo bastante desigual, especialmente em termos de distribuição das capacidades estratégicas entre os diferentes polos de poder. O processo de integração regional no Leste Asiático está inserido, portanto, em um processo mais abrangente, de (re) emergência de novas potências e de mudanças na polarização sistêmica, que podem vir a alterar a polaridade do sistema internacional. Dessa forma, as respostas acerca do padrão de cooperação e conflito das relações entre a China, as Coreias e o Japão estão, em grande medida, atreladas aos desdobramentos do sistema internacional.

Notas
[1] – O acordo de paz com os Estados Unidos é premissa fundamental para que a República Democrática Popular da Coreia possa atrair investimentos externos e promover a reabertura econômica do país. Isso se deve ao Ato de Comércio com o Inimigo, que restringe transações econômicas com países em Estado de Guerra com os Estados Unidos. No caso da Coreia do Norte, desde 1953, apenas um armistício regulamenta o fim das hostilidades na Península.

Expediente | Responsáveis: Lucas Kerr de Oliveira, Pedro Vinicius Pereira Brites, Rômulo Barizon Pitt, Athos Munhoz Moreira da Silva, Bruno Magno | Pesquisadores: Bruno Gomes Guimarães, Giovana Esther Zucatto, Gustavo Feddersen, Igor Castellano da Silva, João Arthur da Silva Reis, João Gabriel Burmann da Costa, Luíza Costa Lima Correa | Colaboradores: Alexandre Arns Gonzales, Eduardo Urbanski Bueno, Thiago Borne Ferreira, Yasmin Ornelas

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Chile busca ampliar presença na Antártica


Foto por: Reuters/Ivan Alvarado

Chile busca ampliar presença na Antártica

DefesaNET, com Diálogo / Janie Hulse – 29/05/2012

O Chile segue um plano multibilionário para aumentar sua presença na Antártica. O Plano Antártica, como é conhecido, tem por objetivo aperfeiçoar a capacidade nas áreas de ciência, turismo e defesa do país sul-americano no continente gelado.

Em janeiro, o presidente Sebastian Piñera revelou seu programa que busca renovar e construir bases; investimentos que garantem ao Chile a posição de portal da Antártica; a consolidação das 67 entidades existentes no país relacionadas à Antártica em uma única instituição e o desenvolvimento do turismo na região Antártica-Magalhães.

Embora a mídia local tenha-se referido a esse plano de quatro pilares como novo, isso não significa necessariamente uma mudança de política.

“Faz tempo que o Chile tem interesse em estabelecer presença na Antártica, há cerca de 50 anos. Agora, o país precisa modernizar as bases existentes”, diz o doutor Jaime García, um brigadeiro da reserva do Exército chileno que possui doutorado em ciência política. García explicou que esses aprimoramentos são apenas uma questão natural num momento em que o Chile reivindica a região da Antártica como parte de seu território, a chamada XII Região de Magalhães e Antártica chilena – cuja capital é Punta Arenas.

O coronel Arturo Contreras, professor na Universidad de Chile, em Santiago, também se referiu ao legado antártico de seu país desde o final do século XVI, ressaltando que “no aclamado poema La Araucana, Alonso de Ercilla y Zúñiga descreveu o Chile e a Antártica como um pertencendo ao outro”.  (mais…)

MAPLE FLAG – C-130 da FAB realiza primeiro voo no exercício


Fonte: Sgt Johnson/Agência Força Aérea

MAPLE FLAG – C-130 da FAB realiza primeiro voo no exercício

DefesaNET, com Agência Força Aérea – 29/05/2012

A aeronave C-130 Hércules da Força Aérea Brasileira (FAB) realizou nesta segunda-feira (28/5) o primeiro voo de treinamento no exercício Maple Flag, promovido pela Força Aérea Canadense, na Base de Cold Lake.

Pela manhã, o avião do Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1o GTT) voou em uma formação com mais duas aeronaves C-160 Transall da Força Aérea Francesa. Durante o voo, a tripulação brasileira teve que realizar formaturas táticas, a fim de vigiar as aeronaves da formação e simular a defesa contra caças inimigos. Também foi feito o treinamento de lançamento de CDS (conteiner delivery system), além de aproximação em pista curta com arremetida no ar.

No retorno da missão, foi feito treinamento de pouso tático, com aproximação em alta velocidade à baixa altura perpendicular à pista de pouso (off set shallow), manobra realizada pela primeira vez pelo C-130 da FAB.

Esta foi a primeira de diversas missões previstas para as próximas duas semanas de exercício. Para o Major Aviador Osmário Jorge Souza Cabral, comandante da aeronave, todos estavam muito ansiosos pelo primeiro voo. “Na verdade, essa missão iniciou em janeiro, com muito estudo de inglês e participação em duas manobras no Brasil. Tivemos uma preparação minuciosa para que pudéssemos aproveitar o exercício ao máximo. Todos estavam ansiosos, mas conseguimos desempenhar muito bem essa primeira missão”, disse.  (mais…)

Romney pode selar indicação republicana na primária do Texas


Romney pode selar indicação republicana na primária do Texas

Reuters Brasil / Steve Holland – 29/05/2012

Mitt Romney deve selar formalmente sua indicação como candidato à Presidência dos EUA pelo Partido Republicano com uma ampla vitória na eleição primária do Texas nesta terça-feira, conquistando impulso para o duelo de 6 de novembro contra o presidente democrata Barack Obama.

O Texas envia 155 delegados à convenção partidária nacional de agosto, na Flórida, e Romney precisa de menos de metade deles para ultrapassar a marca de 1.144 delegados necessários para receber a indicação.

A escolha do candidato republicano foi um processo longo e sinuoso, e ao longo dos últimos meses sucessivos pré-candidatos conservadores vêm desistindo, abrindo caminho para o moderado ex-governador de Massachusetts.

O próprio Romney não irá ao Texas nesta terça. De olho na eleição geral de novembro, fará campanha em Las Vegas na companhia de um ex-pré-candidato conservador, Newt Gingrich, e do magnata imobiliário Donald Trump.

A vitória no Texas acaba de vez com o risco de uma rebelião conservadora contra Romney na convenção partidária, como Gingrich ameaçou fazer quando a disputa ainda estava acirrada. “Significa que ele está blindado”, disse o estrategista republicano Ron Bonjean.  (mais…)

Banco Mundial reduz a previsão de crescimento da economia chinesa


Banco Mundial reduz a previsão de crescimento da economia chinesa

Correio do Brasil, com Reuters – 23/05/2012

O Banco Mundial reduziu nesta quarta-feira sua perspectiva para o crescimento econômico da China neste ano de 8,4 para 8,2%, e pediu ao país que conte com uma política fiscal mais flexível que amplie o consumo, em vez de apostar no investimento estatal para impulsionar a atividade econômica.

Em um relatório semestral para o Leste da Ásia e Pacífico, o Banco Mundial afirmou que uma desaceleração na China vai afetar o crescimento em países emergentes do Leste da Ásia para mínimas de dois anos em 2012, mas alertou que a crise da dívida da Europa pode provocar danos ainda maiores se piorar.

O enfraquecimento da demanda dos EUA e da Europa e do mercado imobiliário chinês podem pesar sobre a economia chinesa no curto prazo, completou o banco. Mas se governos e bancos centrais agirem a tempo para estabilizar a atividade, as economias devem se recuperar no próximo ano.

O banco disse que os países podem afrouxar ainda mais as políticas monetária e fiscal para alimentar a atividade, mas destacou que o espaço para manobra está reduzido por riscos de inflação que podem aumentar quando o crescimento se recuperar em meio à crescente dívida pública agora.

– As autoridades da região devem permanecer flexíveis para mudar a política monetária se o crescimento ganhar tração e as pressões inflacionárias aumentarem – disse o Banco Mundial.

Na China, onde o crescimento econômico em 2012 foi reduzido de 8,4% para 8,2%, o banco afirmou que Pequim deve apenas alterar marginalmente sua política monetária por enquanto reduzindo o compulsório dos bancos, uma vez que as taxas de juros reais estão negativas.  (mais…)

Leis de imigração fazem EUA ‘ficar para trás em corrida por cérebros’


Leis de imigração fazem EUA ‘ficar para trás em corrida por cérebros’

Correio do Brasil, com BBC – 23/05/2012

Quando o italiano Claudio Carnino teve a ideia de abrir uma pequena empresa no setor de tecnologia, olhou primeiro para os Estados Unidos – a meca do empreendedorismo. Dois anos atrás, após abandonar a faculdade, ele e sua parceira Nicoletta Donadio conseguiram ter seu projeto aprovado poruma prestigiosa incubadora em Providence, Estado de Rhode Island.

Entretanto, depois de analisar a burocracia das leis de imigração norte-americanas, e avaliar o risco de os donos um dia terem seus vistos negado para viver nos EUA, a incubadora voltou atrás.

– Eles nos disseram que queriam investir na empresa, mas que sempre haveria esse problema da imigração – disse Claudio, de 23 anos, à BBC Brasil – Foi de romper o coração.

O italiano, que depois do episódio levou o seu projeto para o Chile, é apenas um exemplo dos talentos que os EUA estão desperdiçando com leis “incoerentes” de imigração, segundo um grupo apartidário de prefeitos e de grupos empresariais norte-americanos, a Parceria para uma Nova Economia Americana.

Em um relatório inédito que compara a estratégia norte-americana de imigração com a de outros países, a coalizão afirma que os EUA estão “ficando para trás na corrida global por talentos” e que correm o risco de ter escassez de mão-de-obra qualificada no futuro próximo, apesar do fluxo permanente de trabalhadores batendo às suas portas.

– Enquanto no passado a América já foi a primeira e única escolha para jovens sonhadores com a próxima grande ideia, os empreendedores ambiciosos agora olham para destinos como China, Índia, Brasil e Cingapura, e veem mercados e oportunidades enormes, ambientes de negócios receptivos e governos que os querem – critica o relatório.  (mais…)

Primeira eleição livre para escolher presidente é realizada no Egito


Foto por: Reuters

Primeira eleição livre para escolher presidente é realizada no Egito

Correio do Brasil, com BBC – 23/05/2012

Os egípcios estão indo às urnas em sua primeira eleição presidencial livre, 15 meses depois de derrubar Hosni Mubarak no levante da Primavera árabe.

Cinquenta milhões de pessoas têm direito a voto, e as filas estão se formando em seções eleitorais. A votação dura dois dias e, caso nenhum candidato consiga a maioria dos votos, haverá segundo turno, em junho.

A junta militar que assumiu o poder presidencial em fevereiro de 2011 prometeu uma votação justa e um regime civil.

A eleição opõe islamitas a secularistas, e revolucionários a ex-ministros de Mubarak.

Os principais candidatos são Ahmed Shafiq, antigo comandante da força aérea e primeiro-ministro durante os protestos de fevereiro de 2011; Amr Moussa, que foi ministro das Relações Exteriores e chefe da Liga Árabe; Mohammed Mursi, que lidera a Irmandade Muçulmana e o Partido da Justiça e Liberdade; Abdul Moneim Aboul Fotouh, candidato independente islâmico.

Até que uma nova Constituição seja aprovada, não está claro que poderes o presidente terá, o que provoca temores de atrito com os militares.  (mais…)

VENBRA VI – Brasil e Venezuela treinam em conjunto no combate a ilícitos


VENBRA VI – Brasil e Venezuela treinam em conjunto no combate a ilícitos

DefesaNET, com Agência Força Aérea – 22/05/2012

Iniciou hoje (21/05) em Boa Vista (RR) a operação combinada das Forças Aéreas do Brasil e da Venezuela. A sexta edição da VENBRA vai realizar missões de vigilância com foco em transferência de tráfegos aéreos de interesse, ou seja, que combatem o tráfego de aeronaves supostamente envolvidas em atividades ilícitas.

O exercício integra o acordo de cooperação bilateral firmado no ano 2000 em Brasília (DF). A área de aproximadamente 700km de fronteira entre os dois países será o cenário, até o dia 25/5, para a realização da sexta edição da manobra que tem que tem por objetivo principal treinar pilotos e controladores de voo para procedimentos de interceptação e maior controle de tráfego aéreo na região.

O exercício contribui para estabelecer procedimentos que possibilitam maior eficácia no combate ao tráfico de ilícito transnacional, por meio da cooperação entre os órgãos de Defesa Aérea do Brasil e da Venezuela; consolida procedimentos de cooperação para a interceptação de aeronaves para a execução de Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo e será utilizado para revisar e atualizar as Normas Binacionais de Defesa Aeroespacial para aprimorar os procedimentos de transferência de tráfego aéreo de interesse.

De acordo com o comandande da parte brasileira da VENBRA VI e do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA), Major-Brigadeiro do Ar Marcelo Mário de Holanda Coutinho, a cada edição do exercício aumenta a similaridade das doutrinas de interceptação. “Este exercício é importante para a cooperação, pois nós [Brasil e Venezuela] temos problemas em comum com tráfegos ilícitos cruzando a fronteira”, diz o brigadeiro.

Para o General de Brigada da Força Aérea Venezuelana Andres Macario Castillo Rivas, que teve a oportunidade de participar da primeira edição da VENBRA e, agora, comanda a parte venezuelana, a realização do exercício combinado proporcionou vários avanços importantes ao longo das seis edições.  (mais…)

OTAN busca definir seu papel para além do Atlântico


OTAN busca definir seu papel para além do Atlântico

DefesaNET, com Deutsche Welle / Christina Bergmann – 21/05/2012

Não há dúvidas de que a Otan precisa passar por reformas. Mas quais tarefas ela deve assumir futuramente? Os EUA têm propostas bem definidas e as apresentarão na cúpula de Chicago realizada de domingo e segunda-feira.

Caça aos piratas na costa da Somália, ataques aéreos contra as tropas de Kadafi na Líbia, treinamento do exército no Afeganistão. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) assume cada vez mais tarefas fora de sua área de responsabilidade. De domingo (20/05) a segunda-feira, os países membros discutirão o papel da aliança.

“A Otan precisa ser o socorrista mais competente do mundo”, disse Nicholas Burns, embaixador dos EUA na Otan de 2001 a 2005, em um discurso em março de 2012. Pelo menos no que diz respeito aos países do mundo árabe – Tunísia, Egito, todo o Oriente Médio –, a aliança deverá fortalecer suas relações futuramente.

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, também colocou as coisas em termos semelhantes. “A Otan é e continuará sendo uma organização transatlântica, mas os problemas que vemos hoje diante de nós não se limitam a um oceano, e nosso trabalho também não o pode fazer”, afirmou em uma conferência da Otan em abril deste ano.  (mais…)

Presidenta Dilma discursa na instalação da Comissão da Verdade


Foto por: REUTERS/Ueslei Marcelino

Dilma diz que ódio não move Comissão da Verdade

Reuters Brasil / Ana Flor – 16/05/2012

A presidente Dilma Rousseff emocionou-se nesta quarta-feira ao instalar a Comissão da Verdade e, ao lado de todos seus antecessores no Palácio do Planalto desde a redemocratização, afirmou que as investigações não serão movidas pelo ódio ou revanchismo, mas pela necessidade de o Brasil conhecer a “totalidade de sua história”.

“Ao instalar a Comissão da Verdade, não nos move o revanchismo, o ódio ou o desejo de reescrever a história de uma forma diferente do que aconteceu”, disse a presidente sobre o grupo criado para buscar o esclarecimento de crimes e abusos contra direitos humanos cometidos no país entre 1946 e 1988, período que inclui o regime militar (1964-1985).

O Planalto convidou os ex-presidentes para fazer da posse um “evento de Estado, não de governo”, como afirmou Dilma que, no discurso, ressaltou contribuições de cada um deles. Além dos presentes –José Sarney (1985-1990), Fernando Collor (1990-92), Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) -, Dilma citou Tancredo Neves (não chegou a tomar posse) e Itamar Franco (1992-1994), já mortos.

Ao defender as investigações sobre crimes durante a ditadura, Dilma, que foi torturada e presa por três anos pelo regime militar, afirmou que a ignorância sobre a história “mantém latente mágoas e rancores”.

“O Brasil não pode se furtar a conhecer a totalidade de sua história. Trabalhamos juntos para que o Brasil conheça e se aproprie dessa totalidade da sua história”, disse ela. “A sombra e a mentira não são capazes de promover a concórdia. O Brasil merece a verdade”, acrescentou.  (mais…)

Relatório da ONU indica que Irã viola sanções à Síria


EXCLUSIVO-Irã viola sanções e arma a Síria, diz ONU

Reuters Brasil / Louis Charbonneau – 16/05/2012

A Síria continua sendo o principal destino das armas exportadas pelo Irã, violando a proibição de exportações armamentistas impostas pela ONU à República Islâmica, segundo um relatório preliminar confidencial feito por especialistas da organização, ao qual a Reuters teve acesso nesta quarta-feira.

O Irã, como a Rússia, é um dos poucos aliados do presidente sírio, Bashar al-Assad, que há 14 meses enfrenta uma rebelião interna contra o seu regime.

O relatório, apresentado pelos especialistas à comissão de sanções do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, disse que o painel investigou três grandes lotes de armas fornecidos pelo Irã ao longo do último ano.

“Dois desses casos envolveram a República Árabe da Síria, como na maioria dos casos inspecionados pela comissão durante seu mandato anterior, salientando que a Síria continua sendo parte central nas transferências ilícitas de armas iranianas”, disse o texto.

O relatório também cita tentativas iranianas de burlar sanções ao seu programa nuclear, mas observa que as quatro rodadas de medidas punitivas impostas entre 2006 e 2010 pelo Conselho ao Irã estão tendo impacto.  (mais…)

Mantega teme desaceleração no investimento com PIB fraco


Mantega teme desaceleração no investimento com PIB fraco–fontes

Reuters Brasil / Luciana Otoni, Tiago Pariz – 16/05/2012

Sabendo que o PIB do primeiro trimestre ficou abaixo do esperado, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, convocou dirigentes da indústria, do varejo e da construção civil nesta quarta-feira em Brasília para transmitir uma mensagem de confiança e pedir que os empresários continuem a investir.

No Ministério da Fazenda, informações de bastidores dão conta de que o primeiro trimestre registrará crescimento menor em relação ao quarto trimestre de 2011, e inferior ao esperado pela presidente Dilma Rousseff.

“O governo espera um pequeno crescimento em relação ao quarto trimestre”, disse uma fonte ligada à equipe econômica do governo.

No ano passado, o último trimestre registrou avanço de 0,3 por cento na comparação com o período de três meses imediatamente anterior, que, por sua vez, não avançou.

A Reuters mostrou no início desta semana que a expectativa de expansão da atividade neste ano é de 3,2 por cento.

“O desempenho no primeiro trimestre vai ser fraco, menor do que queríamos”, afirmou, por sua vez, um outro técnico da área econômica. Segundo ele, ao término de 2012, a economia deverá estar rodando a uma taxa anualizada de 4,5 por cento.  (mais…)

Parlamento Russo (DUMA) debate criação de empresas militares


Parlamento Russo (DUMA) debate criação de empresas militares

DefesaNET, pela Gazeta Russa – 16/05/2012

Mal acabou a polêmica em torno da declaração, em 24 de abril, do presidente Vladímir Pútin sobre sua intenção de criar na Rússia empresas militares privadas (EMP) e o respectivo projeto de lei intitulado “Da regulação estatal das atividades das empresas militares privadas”, de autoria do deputado do partido Rússia Justa Aleksêi Mitrofanov, foi introduzido na Duma de Estado (câmara baixa do Parlamento Russo).

Seu objetivo é criar uma força militar não controlada pelos parlamentos e pela sociedade que seja capaz de executar missões específicas em território estrangeiro evitando os longos e difíceis debates e formalidades necessários ao envio de tropas regulares ao exterior. Além disso, as possíveis perdas das EMP permitem aos governos evitar questões embaraçosas que inevitavelmente surgem quando exércitos regulares sofrem baixas humanas.

FRASE – Vladímir Pútin, presidente da Rússia: ” Acredito que essas empresas são uma forma de implementar os interesses nacionais sem o envolvimento direto do Estado”

Em algumas regiões que contam com fracas estruturas de Estado, as EMP podem realmente substituir as Forças Armadas e defender as instalações da parte contratante contra as mais diversas ameaças, assim como garantir a segurança de circulação de cargas, realizar os trabalhos de retirada de minas e prestar outros serviços de natureza militar. Muitas vezes, especialistas das EMP também são contratados para treinar as Forças Armadas de outros países.

No Afeganistão, por exemplo, essas empresas operam no abastecimento da Força Internacional de Assistência à Segurança no Afeganistão, permitindo à Otan evitar perdas humanas durante o transporte de cargas. Claro que isso é custoso, mas os valores gastos são justificados pela diminuição de um eventual prejuízo político.  (mais…)

PROSUB – PL 3538/12 – Criação da empresa pública Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A


PROSUB – PL 3538/12 – Criação da empresa pública Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A

DefesaNET – 16/05/2012

PROJETO DE LEI 3538/12

Autoriza a criação da empresa pública
Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A
– AMAZUL e dá outras providências.
O CONGRESSO NACIONAL decreta:

Art. 1º Fica o Poder Executivo autorizado a criar, em decorrência da cisão parcial da Empresa Gerencial de Projetos Navais – EMGEPRON, a empresa pública Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. – AMAZUL, sob a forma de sociedade anônima, com personalidade jurídica de direito privado, patrimônio próprio e vinculada ao Ministério da Defesa, por meio do Comando da Marinha.
§ 1º A cisão parcial da EMGEPRON se dará após deliberação de seu Conselho de Administração, ouvido o Conselho Fiscal, e observará o procedimento previsto na Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976.
§ 2º A cisão parcial da EMGEPRON se dará pela versão para a AMAZUL dos elementos ativos e passivos relacionados às atividades do Programa Nuclear da Marinha – PNM.

Art. 2º A AMAZUL terá sede e foro na cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, e prazo de duração indeterminado, podendo estabelecer escritórios, dependências e filiais em outras unidades da federação e no exterior.

Art. 3º A AMAZUL será constituída pela Assembleia Geral de acionistas, a ser convocada pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

Art. 4º O capital social inicial da AMAZUL será formado pela versão do patrimônio cindido da EMGEPRON, inclusive para atendimento ao disposto no inciso II do caput do art. 80 da Lei no 6.404, de 1976.
Parágrafo único. O capital social da AMAZUL pertencerá integralmente à União.

Art. 5º A AMAZUL terá por objeto:
I – promover, desenvolver, absorver, transferir e manter tecnologias necessárias às atividades nucleares da Marinha do Brasil e do Programa Nuclear Brasileiro – PNB;
II – promover, desenvolver, absorver, transferir e manter as tecnologias necessárias à elaboração de projetos, acompanhamento e fiscalização da construção de submarinos para a Marinha do Brasil; e
III – gerenciar ou cooperar para o desenvolvimento de projetos integrantes de programas aprovados pelo Comandante da Marinha, especialmente os que se refiram à construção e manutenção de submarinos, promovendo o desenvolvimento da indústria militar naval brasileira e atividades correlatas.  (mais…)

Partido de Merkel está em declínio e deve perder em Estado alemão


Partido de Merkel está em declínio e deve perder em Estado alemão

Correio do Brasil, com a BBC – 13/05/2012

Pesquisas de boca de urna indicam que o partido da chanceler Angela Merkel sofreu uma dura derrota em eleições neste domingo na Renânia do Norte-Vestfália, que é considerado um dos Estados mais importantes no cenário político alemão.

Segundo uma pesquisa, o CDU, de Merkel, teria recebido apenas 26% dos votos, contra 35% obtidos na eleição passada. O grande vencedor do pleito, segundo a pesquisa, é o social-democrata SPD, que faz oposição a Merkel.

Alguns analistas acreditam que uma derrota do CDU seria um sinal de rejeição na Alemanha às políticas de disciplina fiscal impostas por Merkel. A chanceler alemã é considerada a principal defensora das medidas de austeridade de gastos em toda a Europa, e as eleições estaduais estariam colocando sua popularidade à prova.

A mensagem dada nas urnas na Renânia do Norte-Vestfália seria semelhante a de eleitores na França e na Grécia, que na semana passada rejeitaram políticos que defendem a austeridade fiscal.

Fraqueza

Recentemente, o partido de Merkel e o FDP, sigla que integra a coalizão que governa a Alemanha, foram derrotados em eleições no Estado de Schleswig-Holstein. O resultado foi o pior do CDU em 50 anos naquela região.

Agora o CDU tentou se aproveitar de um momento de fraqueza dos seus rivais em outra eleição estadual. A Renânia do Norte-Vestfália é o Estado mais populoso da Alemanha, e possui um forte peso no PIB nacional. Historicamente, a política no Estado sempre teve influência no cenário nacional.  (mais…)

Impasse marca última tentativa de Grécia formar um governo de coalizão


Impasse marca última tentativa de Grécia formar um governo de coalizão

Correio do Brasil – 13/05/2012

O presidente da Grécia se reuniu neste domingo com líderes de partidos em uma última tentativa de formar uma coalizão e evitar a repetição das eleições, mas as negociações imediatamente chegaram a um impasse e não devem dar resultados, devido às grandes diferenças sobre o plano de ajuda da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) ao país.

Líderes dos três maiores partidos da Grécia, que falharam ao tentar formar um governo na semana passada, reuniram-se na mansão presidencial, onde o presidente Karolos Papoulias tinha uma última oportunidade de implorá-los a formar uma coalizão antes de precisar convocar novas eleições, provavelmente para o meio de junho.

O encontro ruiu depois de menos de duas horas de negociações, e os líderes disseram que as discussões deram um nó, embora tenham expressado esperança de que as dificuldades serão superadas.

– Até mesmo agora, apesar do impasse no encontro que tivemos com o presidente, eu tenho algum limitado otimismo de que um governo possa ser formado – afirmou o líder socialista Evangelos Venizelos, cujo partido PASOK finalizou em terceiro na eleição do último domingo. Mas ele alertou de que o tempo está se esgotando.

– A hora da verdade chegou. Ou formamos um governo, ou vamos para novas eleições.  (mais…)

Hollande vence eleição presidencial na França


Hollande wins French presidential election with 51.9 % of votes

Russia Today – 06/05/2012

First official results show Socialist candidate Francois Hollande defeated incumbent President Nicolas Sarkozy, who managed to secure only 48.1 percent of the votes. Sarkozy has conceded defeat, asking for Hollande’s victory to be respected.

The estimates were carried by French media after all polling stations closed at 2000 (18:00 GMT).

Hollande will be the first French socialist president since 1995.

The socialist candidate capitalized on France’s economic woes and President Sarkozy’s unpopularity. He has also promised to raise taxes on big corporations and people earning more than 1m euros a year, and lower the retirement age to 60.

Sarkozy, who has been in office since 2007, had promised to reduce France’s large budget deficit through budget cuts.  (mais…)

China demonstrou seu novo MBT


China demonstrou seu novo tanque MBT

DefesaNET – 02/05/2012

A empresa chinesa NORINCO (North Industries Corporation) demostrou na Exposição DSA (Defence Services Asia) 2012 o seu novo MBT(Main Battle Tank) VT-2 (também conhecido como Type 96A MBT), baseado no tanque sino-paquistanês MBT-2000.

Apresentando por um modelo em escala na DSA 2012, ainda não há informações se algum país demostrou interesse em comprar o novo tanque.

Segundo o fabricante, a capacidade de sobrevivência no campo de batalha está garantido pelo design compacto, baixa silhueta, uma blindagem composta avançada e ERA.

Além disso, no VT-2 pode ser montada uma metralhadora controlada remotamente, sistema de controle de fogo com estabilização de imagem, câmera de infravermelho e telêmetro a laser, são equipamentos padrão para VT2 MBT. O tanque pode ser usado em condições climáticas adversas dia e noite.  (mais…)

Especialistas do Pentágono acreditam que vitória sobre o Irã poderia ser obtida em 3 semanas


AFP Photo / US NAVY / Mass Communication Specialist Seaman Apprentice Karolina A. Martinez

 

Pentagon encircles Iran: Victory would take 3 weeks

Russia Today – 02/05/2012

As the US beefs up its military presence in the Persian Gulf region, Pentagon strategists estimate that they would need less than a month to defeat Iranian forces should a military conflict take place.

US Central Command (CENTCOM) believes it can destroy or significantly degrade Iran’s conventional armed forces in about three weeks using air and sea strikes, a defense source told The Washington Post.

“We plan for any eventuality we can and provide options to the president,” Army Lt. Col. T.G. Taylor, a spokesman at CENTCOM told the newspaper. “We take our guidance from the secretary of defense and from our civilian bosses in [Washington] DC. So any kind of guidance they give us, that’s what we go off of [sic].”

The American military has been building up its presence in the region amid rising tension in the area.

The US Navy currently has two aircraft carriers deployed near Iran and is upgrading mine-detection and removal capabilities.  (mais…)

Brasil impõe condições para discutir economia verde na Rio+20, afirma ministro do Desenvolvimento Agrário


Brasil impõe condições para discutir economia verde na Rio+20, afirma ministro do Desenvolvimento Agrário

Correio do Brasil – 24/04/2012

O governo brasileiro só admite discutir o conceito de economia verde na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, se envolver sustentabilidade e desenvolvimento social.

A declaração foi feita nesta terça-feira pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas. Ele reflete a preocupação brasileira de que o tema seja usado pelos países desenvolvidos para impor medidas protecionistas.

— Não há problema em discutir o conceito, desde que signifique uma economia que vise às atividades econômicas e à inclusão social em primeiro lugar. Atividades econômicas que visem à inclusão social, redução de emissão de carbono, preservação dos recursos naturais estratégicos, disse. “Se for dentro desses termos, não teremos problemas em discutir. Se for para justificar outras coisas, não queremos discutir a economia verde”, completou.

A economia verde é um dos principais temas a serem discutidos na Rio+20. Entretanto, ainda não há consenso sobre o assunto. Segundo negociadores brasileiros, a dificuldade está na desconfiança de países em desenvolvimento de que o instrumento crie brechas para, no futuro, justificar medidas protecionistas, como barreiras comerciais, imposição de padrões tecnológicos e pré-condições para receber ajuda externa.  (mais…)

Estados Unidos criam novo aparato de Inteligência, com mudança no perfil de percepção de ameaça


AFP Photo

New US spy service targets China and Iran

Russia Today – 24/04/2012

China and Iran are the high-priority targets for a new spy service created by the Pentagon. The Defense Clandestine Service is aimed at ramping up spying operations overseas, and suggests a shift in national threat assessment.

The plan approved by Defense Secretary Leon Panetta last week will see hundreds of case officers working alongside the CIA.

The military and civilian spy agencies will increasingly focus on similar threats.

The large military build up in China is likely to be one of the main targets for the new agency. Iran, Al-Qaeda in Africa, and North Korea’s nuclear programme are also on the priority list.

During the last decade the US has mainly focused on war zones such as Iraq and Afghanistan. (mais…)

Presidente do Sudão do Sul diz que Sudão declarou guerra ao seu país


Reuters/Goran Tomasevic

Sudan declared war on our country – South Sudan president

Russia Today – 24/04/2012

The president of South Sudan says attacks by the North amount to a declaration of war on his country. Khartoum and Juba, which became independent last year, remain embroiled in a conflict over sharing oil profits and establishing frontiers.

The president of newly independent South Sudan who’s on a visit to Beijing has told China’s president that attacks by rival Sudan amount to a declaration of war on his country.

Salva Kiir has meet Hu Jintao while lobbying for economic and diplomatic support.

Earlier on Tuesday the official spokesman for the South’s army Philip Aguer also announced that Sudan has effectively declared war.

Auger’s statement came after suspected bombing of his country’s territory by the North.  (mais…)

Turquia veta presença de Israel em cúpula da Otan


Turquia veta presença de Israel em cúpula da Otan

DefesaNET – 23/04/2012

A Turquia vetou a participação de Israel em uma cúpula da Otan no mês que vem, em represália ao fato de o país não ter pedido desculpas por um incidente armado em 2010 que resultou na morte de ativistas turcos que tentavam chegar de barco à Faixa de Gaza, disse uma autoridade turca nesta segunda-feira. As relações entre as duas potências regionais tiveram uma notável piora desde a ação militar israelense contra o navio Mavi Marmara, que tentava furar o bloqueio imposto à Faixa de Gaza.

Em setembro do ano passado, a Turquia expulsou o embaixador israelense em Ancara e congelou a cooperação militar com Israel, que continuou sem pedir desculpas apesar das críticas que constavam em um relatório da ONU sobre o incidente.

“Não demos nosso consentimento a essa questão”, disse uma autoridade turca à Reuters, ao ser questionada sobre o veto da Turquia à presença de Israel na reunião dos dias 20 e 21 de maio em Chicago. Essa fonte disse que a Turquia ainda espera um pedido de desculpas e o pagamento de indenização de Israel para as vítimas da ocupação do Mavi Marmara.  (mais…)

Egito interrompe fornecimento de gás a Israel


Foto por: Reuters

Egito interrompe fornecimento de gás a Israel

Correio do Brasil, com BBC – 23/04/2012

O governo do Egito anunciou na noite de domingo que rompeu um acordo com Israel para fornecimento de gás natural. Israel importa do Egito cerca de 40% do gás natural consumido internamente, e usado para gerar eletricidade.

O diretor da empresa nacional de gás natural do Egito, Mohamed Shoeb, alega que a decisão não tem nenhum componente político, e que foi tomada porque Israel não pagou pelo gás fornecido nos últimos quatro meses.

Israel nega esta versão. O governo israelense diz que a decisão foi tomada porque o Egito não consegue mais garantir o transporte de gás natural ao país, já que o gasoduto usado foi alvo de vários ataques e sabotagens no deserto do Sinai nos últimos meses.

O ministro das Finanças de Israel, Yuvai Steinitz, disse que a medida é “muito preocupante”, e contradiz um acordo de paz entre israelenses e egípcios.  (mais…)

China e Índia revivem ‘Grande Jogo’ por influência militar


China e Índia revivem ‘Grande Jogo’ por influência militar

DefesaNET – 23/04/2012

A Índia apresentou o lançamento de seu míssil de longo alcance, na semana semana, como um grande êxito de seu poder militar. Isso ocorre apenas alguns meses depois de ter sido anunciada a intenção de Pequim de dispor de instalações nas Ilhas Seychelles para abastecer seus navios militares. Essa intenção foi lida em Nova Déli na forma de “China abrirá sua primeira base no Oceano Índico”, segundo a manchete de um jornal indiano.

Esses episódios poderiam ser considerados os últimos atritos de uma relação tensa e complicada, sobretudo tendo em conta que ambos os países disputaram uma guerra em 1962. Mas é também uma relação inevitável, já que Índia e China compartilham quase 4 mil quilômetros de fronteira.

O correspondente da BBC no sul da Ásia, Andrew North, define este cenário como um novo “Grande Jogo”, ao referir-se ao termo usado para descrever a rivalidade entre o Império Britânico e o Império Russo por influência na Ásia Central no século 19.

Segundo North, nos dias atuais, mudam os jogadores, mas não o objetivo.  (mais…)

Hillary Clinton desembarca no Brasil para reuniões com Dilma e Patriota


Foto por: AP

Hillary Clinton desembarca no Brasil para reuniões com Dilma e Patriota

DefesaNET – 16/04/2012

Após acompanhar o presidente Barack Obama na Cúpula das Américas, na Colômbia, a Secretária de Estado do governo norte-americano, Hillary Clinton, desembarcou no Brasil no início da madrugada desta segunda-feira. A ex-primeira dama tem dois dias de agenda no País.

Hillary inicia as atividades com participação na 3ª Reunião do Diálogo de Parceria Global Brasil-EUA, na manhã da segunda-feira. às 12h30, ela será recebida por 150 empresários brasileiros e americanos na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. Para o fim do dia está marcada uma reunião com o diplomata Antonio Patriota, seguida de coletiva de imprensa.

Na terça, a americana se reunirá com a presidente Dilma Rousseff durante a 1ª Conferência Anual de Alto Nível da Parceria para Governo Aberto. Ainda antes da tarde, Clinton deve se despedir do Brasil e partir para a Bélgica.  (mais…)

Guarani entra em produção em Sete Lagoas


Guarani entra em produção em Sete Lagoas

DefesaNET / Julio Cabral – 16/04/2012

Os antigos Urutus feitos pela Engesa entraram em serviço em 1974, enquanto os M113 são veteranos da Guerra do Vietnã. Para substituí-los, a Iveco desenvolveu em parceria com o Exército um novo veículo blindado para o transporte de tropas (VBTP), conhecido como Guarani.

Trata-se de um parrudo blindado 6×6 com espaço para 11 militares e capacidade de carga de até três toneladas. Serão feitas 2.044 unidades até 2032, fruto de uma licitação que começou em 2007. O projeto é cria nacional, tendo envolvido uma equipe de 30 engenheiros da Iveco, Exército e Fiat.

A fabricação será feita na fábrica da Iveco, em Sete Lagoas, em uma nova instalação de 18 mil metros quadrados somente para a produção de modelos da Divisão de Veículos de Defesa, o que demandou investimentos de R$ 75 milhões. Dali sairão todos os modelos destinados ao Brasil e ao exterior. O primeiro lote inclui um protótipo (fotos) e outros 16 Guarani, todos montados com peças importadas, mas o objetivo é chegar aos 60% de nacionalização.

BLINDADO Como a sigla diz, trata-se de um modelo mais voltado ao transporte de tropas do que ao combate direto. Isso não significa que o Guarani seja indefeso. Pelo contrário: a blindagem resiste a disparos de calibre até 7,62mm, comum em fuzis de assalto, o que o torna bem mais resistente que seus antecessores, ainda que não seja um tanque de combate.  (mais…)

Rosneft e Exxon Mobil assinam acordo para prospecção no Ártico


Foto por: Rosneft

Rosneft, Exxon Mobil sign landmark deal to develop Arctic reserves

Russia Today – 16/04/2012

Rosneft and Exxon Mobil have signed a partnership deal, which will see them work together to develop the Arctic’s rich untapped reserves.
The deal also hands Russia’s top oil firm access to projects in North America developed by Exxon.
Contracts creating two operating companies to develop projects in the Kara and Black Seas, worth around $1bn were signed by Rosneft president Eduard Khudainatov and Exxon Mobil CEO Rex Tillerson in the presence of Russia’s president-elect Vladmir Putin.

Russian Deputy PM & former Rosneft Chairman Igor Sechin told media that at least 15 sea platforms would be built on the Arctic Kara Sea. “The drilling process will be very complex and will require significant investment. Preliminary estimates put the Kara sea investment at up to $300 bln. Under the Black Sea exploration deal drilling is expected to start in 2015 and will require injections of up to $55 bln. Investments into other projects is still to be defined”.

Sechin estimates Kara Sea deposit reserves at about 4.9 billion tons of oil and 8.3 trillion of cubic meters of gas. The Black Sea shelf deposit reserves are estimated at 1.2 billion tons of oil.
Vladimir Rozhankovsky, Head of Research at Nord Capital in Moscow, however, says it’s too early to call the agreements game-changers. “It’s just a number of framework deals, which I believe will become a full-scale cooperation deals not until we know the name of the next US president. Politics is weighing on such big deals a lot. I don’t think real joint exploration will kick-off any time soon, as the US is still treating its Russian partners with a shade of caution.”
Under a separate deal Rosneft will gain 30% stakes in three Exxon Mobil projects in the US, the Gulf of Mexico and Canada.  (mais…)

Lançamento de foguete norte-coreano falha logo após lançamento


‘Provocative’ North Korean rocket fails shortly after launch

Russia Today – 13/04/2012

A North-Korean carrier rocket took off at 7:39 am local time on Wednesday. However, the launch has been confirmed to have failed.

The North American Aerospace Defend Command (NORAD) says the first stage of the rocket fell into the sea, while the other two stages failed.

And a North Korean news agency has acknowledged that the country’s satellite failed to enter orbit, and that scientists and technicians are searching for the cause of failure. Earlier the country’s space agency said it had no information on the launch, according to South Korean media.

The South Korean army said the rocket debris crashed some 200 kilometers (125 miles) off the western coast of South Korea, Reuters reports.

Japanese Defense Minister Naiki Tanaka said the rocket appears to have flown for one minute before collapsing into the Yellow Sea.  (mais…)

Insatisfação trabalhista pode inviabilizar reeleição de Sarkozy


Insatisfação trabalhista pode inviabilizar reeleição de Sarkozy

Reuters / Catherine Bremer – 12/04/2012

Arrastando-se na entrada de Paris, com bolhas nos pés após dez dias de marcha a partir de uma siderúrgica ameaçada de fechamento no nordeste da França, o metalúrgico Jerome Baroin não queria nem ouvir falar na possibilidade de o presidente Nicolas Sarkozy ser reeleito.

“Sarkozy não fez nada por nós. Suas promessas são só mentiras”, disse Baroin, de 29 anos, que percorreu 350 quilômetros na companhia de 17 colegas a partir da fábrica desativada de Florange, na fronteira com a Alemanha.

Os metalúrgicos têm uma queixa bem específica: no começo da atual campanha, o presidente conservador disse ter selado um acordo com a ArcelorMittal, proprietária da usina, para religar as fornalhas, mas a empresa posteriormente disse que só fará isso quando a economia se recuperar.

Mas o protesto desse grupo simboliza uma insatisfação mais generalizada dos trabalhadores contra o governo francês. As pesquisas dizem que Sarkozy não está conseguindo repetir o apoio proletário que o ajudou a ser eleito pela primeira vez em 2007, quando seu slogan era “trabalhar mais para ganhar mais”.  (mais…)