ISAPE Pesquisa

Artigos, teses, dissertações, monografias, entrevistas e demais publicações derivadas da pesquisa feita no ISAPE e por pesquisadores associados ao instituto.

Coreia do Norte: ideologia, guerra e violência


Confira aqui o artigo do pesquisador do ISAPE Bruno Gomes Guimarães sobre o papel da guerra e da violência nas ideologias da Coreia do Norte publicado na revista Conjuntura Austral. Usando marcos teóricos de Malešević e Schmitt sobre a ideologização da violência, o trabalho analisa as ideologias norte-coreanas Songun e Ch’ongdae. Conclui-se que ambas lidam com inimizades nos extremos e estão conscientes de uma possibilidade de guerra envolvendo o país. No entanto, nota-se que elas são articuladas somente para fins defensivos e que servem para a mobilização de guerra constante na Coreia do Norte.

Imagem: Chosun.

A política externa do México de 1970 a 1994: entre o estado desenvolvimentista e o estado neoliberal


Confira aqui a monografia do pesquisador do ISAPE, Diogo Ives de Quadros, sobre a política externa mexicana entre 1970 e 1994. O trabalho usa os conceitos de paradigmas de Estado formulados por Amado Cervo para analisar a trajetória do México no período e explicar por que houve uma significativa alteração em sua política externa dos anos 70 para os 90. O Estado mexicano teria passado de desenvolvimentista para neoliberal, em grande medida, por constrangimentos econômicos criados pela reprodução do capitalismo na América Latina em combinação com decisões da elite política local. Porém, o quadro de análise proposto se mostra insuficiente para explicar as ações externas mexicanas no âmbito securitário.

Imagem: MexicoXport.

Política de defesa no Brasil: superando as lacunas entre fins e meios


Confira aqui o artigo do pesquisador associado do ISAPE, Marco Cepik, em coautoria com Frederico Bertol a respeito da política de defesa do Brasil publicado na revista Defence Studies. O trabalho mostra que ela foi fortalecida pela Estratégia Nacional de Defesa (END) de 2008 devido à clareza dos objetivos estratégicos delineados. Superar as lacunas entre esses fins e os meios adequados de atingi-los seria um esforço contínuo em qualquer país, mas o Brasil teria intensificado suas medidas com esse intuito desde 2008, mesmo em um contexto de crises econômicas e políticas.

Foto: n.i.

África Ocidental: oportunidades e desafios da integração regional frente às relações interafricanas (desde os anos 1960)


Confira aqui a tese do pesquisador do ISAPE, Mamadou Alpha Diallo, sobre as relações interafricanas a partir dos processos de integração regional em curso na parte ocidental do continente. O trabalho trata das incoerências entre o objetivo da integração regional, que é comum a todos, e a criação fragmentada de instituições econômicas e monetárias, baseadas em laços coloniais e em rivalidades internas. Mostra-se que, apesar de da serem apresentadas como complementares, as organizações de integração econômica e monetárias da África Ocidental, nomeadamente a CEDEAO (Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental), UEMOA (União Econômica e Monetária do Oeste Africano) e ZMOA (Zona Monetária do Oeste Africano), representam interesses particulares tanto interna quanto externamente e, consequentemente, a real integração política e econômica demora a se concretizar.

Membros da CEDEAO. Em verde: membros da CEDEAO e da UEMOA. Em vermelho: CEDEAO e ZMOA. Em azul: somente CEDEAO. Mapa: Wikimedia Commons.

A ascensão da China e os seus impactos para o leste asiático


Confira aqui a dissertação do pesquisador do ISAPE, Athos Munhoz Moreira da Silva, sobre a ascensão da China e os seus impactos para o leste asiático. Com base em uma análise histórica da ascensão chinesa, o trabalho trata da alteração fundamental na polaridade e na polarização regionais, com implicações em âmbito global. Constata-se que, diante da rivalidade estratégica entre Estados Unidos e China, os demais atores regionais buscam manter sua autonomia e margem de manobra entre as duas potências. Consideram-se três possíveis perspectivas para o leste asiático: uma hegemonia chinesa sem ocorrência de guerra central; o acirramento das tensões entre Pequim e Washington, com possibilidade de guerra central; e a concertação e criação de mecanismos de governança entre os atores regionais, podendo ser anárquica — sem líderes aparentes — ou hierárquica — condomínio de potências —.

Imagem: East by Southeast.

Quem governa a governança da internet? Uma análise do papel da internet sobre os rumos do sistema-mundo


Confira aqui a dissertação do pesquisador do ISAPE, Alexandre Arns Gonzales, sobre como a expansão da Internet afeta as estruturas de poder nas relações internacionais. Utilizando a Teoria de Redes e uma análise de Sistema-Mundo, o trabalho mostra quais são os grupos de interesses que disputam e moldam as diferentes áreas de governanças da Internet e sua arquitetura e também como que as práticas reais da governança da Internet impactam as relações entre o centro e periferia das relações internacionais.

Imagem: DigitalMed. 

Política externa e integração na África Oriental: um estudo sobre Uganda, Tanzânia e Quênia


Confira aqui a dissertação do pesquisador e atual diretor-geral do ISAPE, Marcelo de Mello Kanter, sobre o processo de integração da África Oriental e as políticas externas de Quênia, Uganda e Tanzânia. O trabalho procura responder por que as políticas externas desses três países convergiram ao final da década de 1990 culminando na refundação da Comunidade da África Oriental (CAO). Levando em consideração tanto a política interna e o sistema internacional, a pesquisa realizada mostra que na Tanzânia a transição presidencial foi determinante para a mudança na política externa; já em Uganda, a superação da instabilidade interna (principalmente insurgências) permitiu o maior engajamento regional. Em contraste, a política externa queniana mostrou-se mais reativa ao contexto externo: a perda de valor estratégico do país para os Estados Unidos com o fim da Guerra Fria obrigou-o a buscar aliados regionais para evitar isolamento. Conclui-se que, mesmo havendo essa convergência e paulatinos avanços na CAO, ainda restam muitos desafios, pois os três países disputam entre si para tornar-se polos de poder.

Imagem: 24Tanzania.com

A integração produtiva intra-Mercosul: diagnóstico, possibilidades e desafios


Confira aqui o artigo do pesquisador do ISAPE, Henrique Gomes Acosta, sobre o processo de integração produtiva entre as economias que compõem o Mercosul. O trabalho nota que esse é um fenômeno incipiente na região e que, embora tenha avançado nos últimos 20 anos, apresenta uma série de desequilíbrios geográficos e setoriais. Três dificuldades para um aprofundamento da integração das estruturas produtivas da região são apontadas: (i) os entraves relacionados à livre circulação de bens e à coordenação de políticas industriais entre os países do bloco; (ii) as deficiências da infraestrutura regional; e (iii) a insuficiência dos mecanismos regionais de financiamento de longo prazo.

Imagem: MRE.

A integração de infraestrutura na América do Sul: uma análise da logística e dos desafios à defesa regional


Confira aqui o artigo da pesquisadora do ISAPE, Bruna Jaeger, em coautoria com as pesquisadoras Isadora Coutinho, Naiane Cossul e Namisi de Oliveira, publicado na Revista de Estudos Internacionais sobre a integração de infraestrutura na América do Sul e seus impactos para a defesa e logística regionais. O trabalho nota que historicamente a integração infraestrutural sul-americana preocupa-se somente com efeitos comerciais e pouco com defesa e questões geopolíticas. As autoras mostram que a construção de grandes obras de energia, transportes e comunicações constitui-se em um fator significativo para aumentar as capacidades logísticas da região, formar cadeias produtivas e reduzir as assimetrias existentes, especialmente no interior da América do Sul.

Mapa: Guia Geográfico – Globo Terrestre. 

A China em transição: desdobramentos da crise financeira global e o rebalanceamento do modelo de crescimento


Confira aqui a monografia da pesquisadora do ISAPE, Júlia Simões Tocchetto, sobre os principais impactos da crise financeira global sobre a economia chinesa, i.e. a queda nas exportações e o aumento do investimento para compensá-la. Analisando o modelo de desenvolvimento chinês a partir das reformas de Deng Xiaoping em 1978, o trabalho mostra que a crise o colocou em cheque ao atingir as exportações do país e gerar uma necessidade de reconfiguração do mesmo. Portanto, a desaceleração da economia da China parece ter caráter estrutural e não apenas conjuntural. No entanto, assevera-se que é prematuro dizer com certeza que o modelo está esgotado ou que a China está a caminho de um novo estilo de desenvolvimento, pois há evidências em ambas as direções.

Foto: AFP.

Foto: AFP.

Infraestrutura e desenvolvimento: estudo de caso sobre IIRSA e COSIPLAN


Confira aqui a tese do pesquisador do ISAPE, Fernando Dall’Onder Sebben, sobre a conexão entre infraestrutura e desenvolvimento na América do Sul. O trabalho analisa as políticas públicas de infraestrutura de energia, transporte e comunicações em ambientes institucionais marcados por diferentes níveis de cooperação entre os setores público e privado a partir de um estudo de caso dos projetos da Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana (IIRSA) e do Conselho Sul-Americano de Infraestrutura e Planejamento (COSIPLAN) de 2000 a 2015. Verifica-se, na análise, que há quatro tipos ideais de vínculo entre infraestrutura e desenvolvimento: Estado Neo-utilitário, Estado Autônomo, Estado Facilitador e Estado Desenvolvimentista. Concluiu-se também que há um predomínio do modelo do Estado Facilitador na América do Sul e que isso significa que as políticas de infraestrutura predominantemente favorecem e ampliam as vantagens comparativas produtivas existentes, sobretudo na comercialização de produtos primários. Consequentemente, reforça-se o padrão de especialização regressiva e condicionam-se as opções e a trajetória de desenvolvimento do Brasil e da América do Sul.

Foto: Datacenter Dynamics.

Segurança ambiental dos recursos hídricos internacionais: conflito e cooperação na bacia do Zambeze


Confira aqui a monografia da pesquisadora do ISAPE, Luciana Costa Brandão, sobre a situação dos recursos hídricos transfronteiriços na Bacia do Zambeze a partir da ótica da segurança ambiental. O trabalho identifica quais são os principais fatores de risco e ameaças aos sistemas hídricos compartilhados por dois ou mais países em geral e no caso específico do Zambeze na África Austral. Nota-se que a integração regional como um todo e a construção conjunta de projetos entre os Estados ribeirinhos são fatores que podem contribuir para o fortalecimento da segurança. Observa-se também que a incorporação dos múltiplos agentes de segurança aos mecanismos de cooperação institucionalizados é um passo importante para que se alcance uma segurança ambiental mais abrangente nas bacias hidrográficas internacionais.

Bacia hidrográfica do rio Zambeze. Mapa: Worldtraveller / Wikimedia Commons / University of Texas.

Desenvolvimento e construção regional no Golfo da Guiné: os casos de Angola e Nigéria no pós-Guerra Fria


Confira aqui a monografia da pesquisadora do ISAPE, Marília Bernardes Closs, sobre os modelos de desenvolvimento e da construção de um espaço regional por parte de Angola e Nigéria no Golfo da Guiné. O trabalho procura averiguar se os dois países podem ser considerados potências regionais africanas no Golfo, no período que vai de 2000 a 2015. Mostra-se que, embora Angola e Nigéria sejam potências regionais africanas, elas ainda não o são com relação ao Golfo da Guiné. Luanda e Abuja não conseguiram construir um espaço regional efetivo e politicamente coordenado no Golfo, que adquiriu uma geopolítica própria, o que seria essencial para a superação de diversos gargalos estruturais herdados do processo da formação dos Estados africanos.

Golfo da Guiné. Mapa: GlobalResearch.

A experiência militar israelense e a doutrina da Batalha Aeroterrestre


Confira aqui a monografia da pesquisadora do ISAPE, Laís Helena Andreis Trizotto, sobre as semelhanças entre a experiência militar israelense e o proposto na doutrina da Batalha Aeroterrestre (ALB, de Air-Land Battle). O trabalho é um estudo prospectivo de averiguação da experiência dos Estados Unidos com a ALB, no caso a Guerra do Golfo (1991), em comparação com experiências de Israel na Guerra do Yom Kippur, de 1973, e na Guerra do Líbano, de 1982. Mostra-se que a experiência militar de Israel em 1973 se aproximou dos marcos gerais do debate doutrinário acerca da ALB nos EUA.

Foto: picture-alliance / CPA Media via DW.

A polaridade sob a perspectiva dos conceitos operacionais: o caso do A2/AD e da Air-Sea Battle


Confira aqui a monografia do pesquisador do ISAPE, Guilherme Henrique Simionato dos Santos, sobre a relação entre os conceitos operacionais de Antiacesso e Negação de Área (A2/AD) e de Air-Sea Battle (ASB ou Batalha Aeronaval) e a polaridade no Sistema Internacional. Um dos fatores-chave para esta é a inexpugnabilidade, i.e. a capacidade de um país manter a sua soberania frente a qualquer agressão externa. O trabalho mostra que a inexpugnabilidade da China se dá através de seu processo de modernização militar focado no A2/AD, mas que, em contrapartida, os Estados Unidos desenvolveram a ASB, cujo objetivo é garantir o acesso estadunidense à região do Leste e Sudeste Asiático a despeito do A2/AD chinês. Dessa forma, a ASB seria uma estratégia não declarada de primazia, pois prega a destruição da rede de informações e de mísseis da China, negando a Pequim uma capacidade de retaliação.

Foto: Marinha dos EUA.

Segunda Guerra Sino-Japonesa: gênese de um modo asiático de fazer a guerra?


Confira aqui a monografia do pesquisador do ISAPE, Bruno Magno, sobre a 2ª Guerra Sino-Japonesa e sua relação com a Política Externa e de Segurança de Japão e China nos dias de hoje. O trabalho mostra que nem Pequim nem Tóquio conseguiram atingir seus objetivos estratégicos na guerra, que fez parte do teatro do Pacífico na Segunda Guerra Mundial, e que isso faz com que a mesma seja inconclusa. Esse fato traz implicações pros dias de hoje para o planejamento para a guerra e processos de modernização dos dois países, baseados em um “modo asiático de se fazer a guerra”.

Foto: Ullstein Bild via Getty Images.

Da intimidação nuclear ao escudo antimíssil: condicionantes do programa estratégico-nuclear chinês


Confira aqui a monografia do pesquisador do ISAPE, Osvaldo Alves Pereira Filho, sobre a conexão entre a intimidação nuclear e os processos de proliferação nuclear no Sistema Internacional, estudando o caso específico da China. Entre outros, o trabalho mostra que a intimidação nuclear foi o principal imperativo para Pequim iniciar o seu programa nuclear, e que o atual Escudo Antimíssil dos EUA no leste asiático tem levado a China a acelerar e aprofundar a sua modernização estratégica-nuclear. Portanto, o uso da intimidação nuclear aumentaria a percepção de ameaça nos atores do Sistema Internacional, gerando maior estímulo à proliferação.

Foto: Air Power Australia.

Transição hegemônica e poder naval: o declínio inglês e a ascensão dos EUA na primeira metade do Século XX


Confira aqui a monografia da pesquisadora do ISAPE, Giovana Esther Zucatto, sobre a relação entre o poder naval e as transições hegemônicas no sistema internacional, especificamente no processo de decadência da hegemonia da Inglaterra e de ascensão dos EUA na primeira metade do século XX. O trabalho trata das teorias do ciclo de acumulação sistêmica, poder naval e ciclos de supremacia naval, bem como da decadência da indústria naval britânica no período de declínio de Londres e do papel fundamental que teve o setor naval para a construção da hegemonia estadunidense.

Imagem: EUA / Wikimedia Commons.

Relações em eixo e integração produtiva na América do Sul: Argentina, Brasil e Venezuela


Confira aqui a monografia do pesquisador do ISAPE, Leonardo Albarello Weber, sobre relações em eixo e integração produtiva na América do Sul, entre Argentina, Brasil e Venezuela. O trabalho procura analisar o papel estratégico de tais relações para a integração sul-americana, notando que foram construídos vínculos que hoje são um fator-chave para a política e integração regionais e que a integração produtiva é central ao desenvolvimento econômico e à integração regional como um todo apesar dos desafios.

Imagem: Jornal GGN.

Base Industrial de Defesa: experiência estadunidense e desenvolvimento socioeconômico (1930–1990)


Confira aqui a monografia da pesquisadora do ISAPE, Helena Marcon Terres, sobre a origem e o desenvolvimento da Base Industrial de Defesa (BID) estadunidense e os efeitos dos gastos militares no desenvolvimento socioeconômico do país entre 1930 e 1990. Procurando entender a funcionalidade dos gastos em defesa para o desenvolvimento dos EUA, o trabalho nota que, entre 1930 e até a Guerra do Vietnã, o nascimento e o estabelecimento da BID como um setor diferenciado na economia estadunidense possibilitaram notável desenvolvimento socioeconômico no país. Só que, a partir do conflito no Vietnã, os gastos militares e a evolução da BID assumiram um caráter crescentemente disfuncional, segundo o qual as capacidades produtivas e tecnológicas da economia foram elevadas sem haver, no entanto, geração de emprego e distribuição de renda.

Imagem: Estado de Oklahoma.

A industrialização da guerra: perfil de força, gestão do estado e mudança no regime de acumulação de capital (1850–1950)


Confira aqui a monografia do pesquisador do ISAPE, João Arthur da Silva Reis, sobre a industrialização da guerra e seus impactos no perfil de força, na gestão do Estado e na mudança do regime de acumulação de capital dos países centrais ao Sistema Internacional de 1850 a 1950. O trabalho trata de que maneira a evolução no perfil das forças armadas, notadamente dos EUA e da Prússia/Alemanha, a partir da industrialização da guerra, impactou na ascensão do industrialismo e na consolidação do regime de acumulação fordista/keynesiano de meados do século XIX até o século XX, passando pela Guerra Civil dos EUA, Guerra Franco-Prussiana e as duas Guerras Mundiais.

Mulheres trabalhando em fábrica de munições no Canadá durante a Primeira Guerra Mundial. Foto: n.i.

A instabilidade presidencial da América Latina: 14 governos interrompidos em 30 anos


Em artigo publicado na Folha de S. Paulo (15/05), Luiza Olmedo, pesquisadora associada do ISAPE, discorre sobre a instabilidade política na América Latina. 14 presidentes da América Latina não concluíram seus mandatos nos últimos 30 anos. Dos 14, sete foram destituídos no Congresso, por meio do impeachment. Mecanismo estaria muitas vezes sendo utilizado erroneamente com motivos políticos, e não com base jurídica. Segundo especialistas, as causas da instabilidade dos governos de presidentes são os mesmos que levaram aos golpes militares na região no século passado: recessão econômica e protestos sociais.

Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

O sistema de inteligência da China (1927–2015)


Confira aqui a monografia da pesquisadora do ISAPE, Júlia Rosa, sobre o sistema de inteligência da China de 1927 a 2015. O trabalho trata do papel do Sistema Nacional de Inteligência chinês nas disputas de poder e na consolidação de novas lideranças dentro do Partido Comunista Chinês. Com base na conexão entre as mudanças institucionais do aparato de inteligência da China e a história do país e de suas lideranças, nota-se que as disputas de poder internas são mais claras antes da década de 1980 e visíveis nas alterações do aparato de inteligência, enquanto tornam-se mais difusas após o fim da Guerra Fria — ainda que o governo de Xi Jinping (eleito em 2012) possa indicar uma retomada do uso do Sistema Nacional de Inteligência para centralizar o poder.

Ministério de Segurança do Estado da China. Foto: Huffington Post.

Para Samuel Pinheiro Guimarães, governo interino de Temer não deve interferir na participação do Brasil no Mercosul e nos BRICS


Confira aqui a entrevista da pesquisadora do ISAPE, jornalista e doutoranda em Informação e Comunicação Sorbonne Nouvelle-UFRGS, Camila Moreira Cesar, com o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, o qual é atualmente professor do Instituto Rio Branco (IBR/MRE), ex-secretário-geral de Relações Exteriores do Itamaraty, ex-ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo brasileiro e ex-Alto-Representante-Geral do Mercosul. De passagem por Paris, Pinheiro Guimarães ministrou no dia 11 de maio de 2016 o seminário “O Brasil no cenário internacional atual”, no Grupo de Reflexão sobre o Brasil Contemporâneo, após o qual foi concedida esta entrevista sobre as perspectivas em torno dos novos agenciamentos no plano politico, econômico e internacional com a posse do governo interino de Michel Temer (PMDB) a partir desta quinta-feira (12/05).

Samuel Pinheiro Guimarães. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil / Arquivo.

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A modernização naval chinesa: política de defesa e doutrina naval sob a luz de seus desafios estratégicos


Confira aqui o artigo dos pesquisadores associados do ISAPE Luis Rodrigo Machado e Raul Cavedon Nunes conjuntamente com Pedro Txai Brancher e Bruno Kern Duarte publicado na revista Conjuntura Austral que procura avaliar a Política de Defesa e a doutrina naval da República Popular da China à luz de seus desafios estratégicos. Para isso são discutidos: os desafios estratégicos chineses em seu entorno regional; a adoção por parte da China da doutrina da Defesa Ativa e sua relação com as capacidades de Antiacesso e Negação de Área (A2/AD); e por fim,a modernização naval chinesa, centrada nos mísseis e suas plataformas de entrega para a realização das tarefas de A2/AD e a efetivação da Defesa Ativa. O trabalho conclui que a modernização militar naval da China visa a responder aos objetivos doutrinários de preparação da Defesa Ativa e A2/AD, bem como à manutenção do desenvolvimento econômico e das Políticas Externa e de Defesa chinesa sem, entretanto, possuir capacidade de projeção de poder além de sua região.

A interação estratégica China-EUA envolvendo Taiwan


Confira aqui o artigo dos pesquisadores associados do ISAPE Gustavo Feddersen, Bruno Magno, Athos Munhoz e João Chiarelli publicado na revista Conjuntura Austral sobre a interação estratégica entre China e Estados Unidos envolvendo Taiwan. O trabalho procura encontrar variáveis para uma análise atual das relações entre Pequim e Washington sobre o tema em sua história: a Guerra da Coreia, as Primeiras Crises do Estreito, o Reatamento Sino-Estadunidense e a Terceira Crise do Estreito. Os autores concluem que a lógica da preempção é dominante na interação entre os dois países, mas que há proposições alternativas, tal como a do offshore control.

A criação do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura e os desafios à governança financeira global


Confira aqui o artigo dos pesquisadores associados do ISAPE Bruna Jaeger e Pedro Brites publicado na revista Conjuntura Austral acerca da criação do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB, em inglês) e os desafios à governança financeira global. O trabalho procura avaliar os impactos do estabelecimento do AIIB sobre a atual governança financeira global, tendo em vista o papel da China e seu perfil de inserção internacional, e conclui que o banco abre espaço para países emergentes, estabelece alternativas a instituições já consolidadas (como o Banco Mundial e o Banco de Desenvolvimento Asiático) e contribui para a possibilidade de enfraquecimento do dólar em âmbito global.

Pesquisadores do ISAPE publicam na revista “Negócios e Talentos”


Confira aqui a nova edição da revista Negócios e Talentos em número especial sobre Relações Internacionais Contemporâneas organizado pelo pesquisador associado do ISAPE Pedro Vinícius Pereira Brites. Nela constam dois artigos dos pesquisadores do ISAPE Bruna Jaeger e Bruno Gomes Guimarães sobre projetos de integraçao de infraestrutura na América do Sul e sobre a política externa dos Estados Unidos para o continente sul-americano, respectivamente.

Imagem: Revista Negócios e Talentos.

América do Sul, China e os novos meios da integração (inter-)regional


Confira aqui o artigo escrito pelo pesquisador do ISAPE, Bruno Gomes Guimarães, e Diogo Ives, mestrando em ciência política na UFRGS, a respeito dos investimentos chineses em infraestrutura na América do Sul e os desafios para a integração regional do continente e do mesmo com a China.

Foto: Divulgação / Planalto.

Foto: Divulgação / Planalto.

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Pesquisadores do ISAPE publicam artigo sobre guerra cibernética


Os pesquisadores associados do ISAPE, Marco Cepik e Thiago Borne, publicaram artigo em coautoria com Diego Canabarro no novo número da revista Space & Defense, publicada pela Academia da Força Aérea dos EUA, sobre guerra cibernética e teoria da guerra segundo Clausewitz. Intitulado “Cyberwar: Clausewitzian Encounters“, o artigo trata da definição do conceito de guerra cibernética e tenta aproximá-lo do arcabouço teórico elaborado por Clausewitz, esclarecendo questões conceituais e práticas.