aeronáutica

Afeganistão recebe primeiros Super Tucanos


Após diversos atrasos, a Força Aérea do Afeganistão recebeu, na última sexta-feira (15/01), os primeiros quatro A-29 Super Tucano dos 20 encomendados. Todos os aviões devem ser entregues até 2018. Os A-29 possuem enormes vantagens sobre outros modelos, principalmente na sua eficiência em operações contra insurgências e economia de recursos financeiros.

thediplomat_2016-01-19_12-04-25-386x217

Foto: USAF.

Anúncios

Forças Armadas do Brasil recebem novos helicópteros


A Helibras — subsidiária brasileira da Airbus — entregou para as Forças Armadas do Brasil na última semana três helicópteros H225M, sendo dois para o Exército e um para a Força Aérea. As três aeronaves entregues são as primeiras nas respectivas configurações Operacionais para a Aeronáutica e para o Exército, possuindo um sistema de contramedidas eletrônicas desenvolvido e produzido nacionalmente e a capacidade de reabastecimento em voo. No total, já foram entregues 22 unidades — sete em 2015 — dos 50 encomendados.

yourfile

Foto: Helibras.

Caças da Turquia testam reivindicações territoriais da Grécia


Aviões caça e helicópteros militares da Turquia têm aumentado significativamente suas incursões pelo espaço aéreo grego, de acordo com estudo baseado em dados recolhidos pelas Forças Armadas da Grécia. No dia 15 de julho, seis caças turcos cruzaram a região equivalente ao espaço aéreo da Grécia 20 vezes, voos posteriores a uma séria de passagens de helicópteros na mesma área uma semana antes. Esse aumento de atividade militar turca junto aos limites territoriais da Grécia, pode fragilizar ainda mais o governo daquele país, pois aumentam-se os custos das Forças Armadas gregas.

F-35 turco. Foto: Brendan Smialowski, Getty Images.

Foto: Brendan Smialowski / Getty Images.

Palestra “Dissuasão e coerção: o papel do poder aéreo”


O ISAPE convida todos e todas a participarem a assistirem à palestra “Dissuasão e coerção: o papel do poder aéreo”, que ocorrerá nesta sexta-feira (10/07) às 14h na sala 32 da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Porto Alegre, RS). O evento, apoiado pelo ISAPE, é realizado pelo Centro de Estudos Internacionais sobre Governo (CEGOV), através do seu Grupo de Trabalho em Políticas de Defesa, Segurança e Inteligência.

 

Futuro caça brasileiro terá capacidade única no Hemisfério Sul


O caça Gripen NG, a ser entregue ao Brasil em 2019 pela Suécia, será o único modelo em todo o Hemisfério Sul a ter a capacidade de realizar o chamado “voo supercruzeiro”. Isso significa poder manter a velocidade supersônica não apenas durante curtos combates aéreos, mas também durante voos de longa duração. As aeronaves poderão viajar para qualquer região do País a velocidades supersônicas. O alcance será de 4 mil quilômetros, podendo ainda ser reabastecido em voo.

Foto: Força Aérea Brasileira.

Maquete do Gripen NG em Brasília. Foto: Força Aérea Brasileira.

EUA aprova venda de aviões Super Tucano ao Líbano


O Departamento de Estado dos Estados Unidos aprovou na quarta-feira (10/05) uma venda de até US$ 462 milhões ao Líbano, referente a aviões do modelo A-29 Super Tucano, seus equipamentos e a logística associada. De acordo com os EUA, a proposta de venda visa a auxiliar o país do Oriente Médio a se defender de conflitos internos e de fronteira. A aeronave é produzida pela empresa brasileira Embraer.

Foto: Reuters, Ivan Alvarado

Foto: Reuters / Ivan Alvarado.

Suécia deve oferecer caças Gripen à Índia novamente


A Suécia vai oferecer novamente os caças Gripen da empresa Saab para a Índia em uma reunião do ministro da Defesa sueco com o primeiro-ministro indiano Narendra Modi na semana que vem. Recentemente a Índia decidiu comprar 36 caças Dassault Rafale da França ao invés dos 126 inicialmente acordados. Junto a essa redução, comentários de oficiais indianos indicam que Nova Delhi quer comprar caças leves de motor único, o que aumentou as esperanças de venda de Estocolmo. No final de 2013, o Brasil anunciou a compra caças Gripen NG da Saab.

Fonte: Divulgação / Saab.

Fonte: Divulgação / Saab.

França vende 24 caças Rafale para o Qatar


François Hollande, presidente da França, informou que no próximo dia 4 de maio será assinado um contrato de venda de 24 caças Dassault Rafale com o governo do Qatar. O acordo de venda, que inclui ainda mísseis da empresa MBDA, mecânicos e treinamento de pilotos, deve ser no valor de 6,3 bilhões de euros (aproximadamente 21 bilhões de reais). A assinatura do contrato será o terceiro este ano para a França, que fechou acordos semelhantes com Índia e Egito e negocia com os Emirados Árabes. Até agora Paris já vendeu 15 bilhões de euros em armamentos só em 2015.

Foto: Adek Berry / AFP / Getty Images.

EAU retoma negociações para compra de caças Rafale


Os Emirados Árabes Unidos (EAU) retomaram as negociações com a França para a compra de caças Dassault Rafale. Contudo, o governo árabe-emiradense exige que sejam feitas modificações significativas no avião, especialmente no motor e no sistema geral, as quais a França julga serem caras e desnecessárias devido a alterações estruturais no projeto. As negociações entre os dois países já se estendem a por mais de cinco anos, e os EAU pretendem adquirir 60 caças. Recentemente a Índia e o Egito confirmaram a compra dos mesmo aviões.

Foto: divulgação.

Foto: divulgação.

Índia confirma compra de 36 caças Rafale da França


Em visita a Paris na semana passada, o primeiro ministro da Índia Narendra Modi confirmou que seu país quer comprar 36 caças Dassault Rafale da França prontos para uso operacional (fly away condition). Anúncio põe fim a anos de discussões entre os dois países sobre o programa de modernização da força aérea indiana e deve abrir as portas para aquisições futuras de mais caças. O pedido original, feito em 2007, previa a compra de 126 caças Rafale.

Foto: Flickr/ airwolfhound

Dilma surpreende com escolha de novos chefes para as Forças Armadas do Brasil


A presidente Dilma Rousseff surpreendeu o meio militar ao escolher oficiais-generais para o comando do Exército e da Marinha que não eram os favoritos nas suas corporações por não serem os mais antigos, apesar de possuírem sólida reputação profissional. O atual Comandante de Operações Terrestres, general de exército Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, de 63 anos, foi indicado para o Exército, e a Marinha ficou para o atual comandante da Escola Superior de Guerra, almirante de esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira. Nivaldo Luiz Rossato ficará com o comando da Aeronáutica.

Foto: n.i.

Foto: n.i.

A versão brasileira do caça Gripen NG


Conheça a ‘versão personalizada’ do caça sueco Gripen NG que o Brasil comprou. Segundo a SAAB, diversas adaptações exigidas pelos brasileiros fizeram o avião ficar quase US$ 1 bi mais caro. Por exemplo, a FAB adquiriu 36 caças com tela panorâmica, a qual somente os estadunidenses F-35 possuem e que será produzida no Rio Grande do Sul pela AEL.

Foto: SAAB / divulgação.

Foto: SAAB / divulgação.

(mais…)

Compra do Brasil deu visibilidade aos caças Gripen, diz ministro sueco


A aquisição de 36 caças Gripen NG pelo Brasil deu visibilidade maior para o produto sueco no mercado mundial, disse o ministro da Defesa da Suécia, Peter Hultqvist. O ministro aposta que a compra brasileira fortalecerá os laços entre os dois países pelos próximos trinta anos.

Foto: SAAB

Foto: SAAB

(mais…)

FAB assina contrato para aquisição de 36 caças Gripen NG


A Força Aérea Brasileira assinou contrato com a sueca SAAB para a compra dos 36 caças Gripen NG. As aeronaves deverão ser entregues entre 2019 e 2024. O investimento total é de 13 bilhões de reais e envolve transferência tecnológica para projetar e construir caças aqui no Brasil. O Gripen NG será o único caça no hemisfério sul capaz de voar a velocidades supersônicas por longas distâncias, o chamado supercruzeiro.

Foto: Força Aérea Brasileira

Foto: Força Aérea Brasileira

(mais…)

Brasil e Argentina assinam acordo de cooperação aeronáutica


Após a apresentação do cargueiro KC-390, os Ministros da Defesa de Brasil e Argentina assinaram um acordo de cooperação aeronáutica. Chamado Aliança Estratégica em Indústria Aeronáutica (AEIA), o acordo deve estimular a cooperação na indústria aeronáutica, abrindo portas para que a Argentina compre caças Gripen NG produzidos no Brasil no futuro.

Foto: Tereza Sobreira

Foto: Tereza Sobreira

(mais…)

FAB assina contrato de compra do avião brasileiro KC-390


Com a presença da presidente Dilma Rousseff, o comando da Força Aérea Brasileira (FAB) assinou com a Embraer um contrato de compra dos primeiros aviões de transporte militar KC-390. O contrato prevê a aquisição de 28 aeronaves, as quais substituirão os atuais Hércules (C-130) utilizados pela FAB.

Foto: Roberto Stuckert / PR / MD.

Foto: Roberto Stuckert / PR / MD.

(mais…)

Quem vai mover as turbinas do Brasil?


Em editorial da Carta Maior, Saul Leblon critica políticas econômicas neoliberais para o desenvolvimento do Brasil e defende que o Estado seja o indutor do desenvolvimento tecnológico para ensejar maior crescimento econômico na economia brasileira, notadamente no caso da produção de turbinas, a exemplo do que os EUA fazem hoje para com sua indústria.

Foto: Carta Maior.

Foto: Carta Maior.

(mais…)

Brasileiros criam microturbina para mísseis


A empresa Polaris, de São José dos Campos (SP), desenvolveu uma microturbina para mísseis e negocia a venda do equipamento a fabricantes internacionais de armamentos. Empresa não tem capital suficiente pra realizar a produção no Brasil.

Imagem: Divulgação.

Imagem: Divulgação.

(mais…)

Em busca de sinergia entre a Política Externa e a Política de Defesa: o caso do Gripen NG


Gripen E23 - foto SAAB

Boletim Mundorama, 06/01/2014

O resultado do FX-2 e a busca por sinergia entre a Política Externa e de Defesa

Lucas Kerr Oliveira, Giovana Esther Zucatto e Bruno Gomes Guimarães

amorim

No dia 18 de dezembro de 2013, o Ministro da Defesa, Celso Amorim, anunciou o resultado da concorrência FX-2, com a compra de 36 caças Gripen NG da empresa sueca Saab. Tal escolha vai ao encontro das diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa (END), de unir capacidades de defesa ao desenvolvimento da indústria nacional e regional de defesa. Produz, ainda, uma importante sinergia entre a área de Defesa e de Política Externa, apoiando a estratégia de inserção internacional mais autônoma do Brasil, que perpassa a consolidação geopolítica do processo de Integração Regional Sul-Americana e de estabilização de um mundo multipolar.

Celso Amorim_anuncia_compra cacas Suecos_7458

Dentre os concorrentes do FX-2 o Gripen NG mostrou-se a aeronave mais adequada às necessidades tático-operacionais de defesa aérea brasileira. Além de ser mais barato que os concorrentes, este caça supersônico multiemprego apresenta o menor custo por hora de voo (US$ 4 mil/h). Isto porque possui uma única turbina, que apesar da grande potência, permite ao Gripen consumir menos combustível e torna sua manutenção mais rápida e econômica. Sendo mais leve e com capacidade para até sete toneladas de combustível, o avião tem 1.300 km de raio de combate plenamente armado e alcance máximo de 4.000 km (SAAB, 2011). Isto é fundamental para um país de dimensões continentais como o Brasil,  que precisa de caças capazes de sair do Planalto Central e alcançar rapidamente outras bases áreas na Amazônia ou no litoral. Capaz de patrulhar a zona do Pré-Sal, pode ameaçar uma frota inimiga no Atlântico Sul, mesmo que necessite de reabastecimento em voo na volta. Com capacidade para pousar e decolar em pistas bem pequenas, de apenas 500 metros, pode utilizar uma grande diversidade de bases para abastecimento e reparos durante operações, inclusive pistas curtas existentes na Amazônia. Isto permite distribuir os caças por diversas bases no Brasil, aumentando a capacidade operacional em todo o país.

(mais…)

Gripen NG: a decisão pela autonomia tecnológica e estratégica


Gripen NG: a decisão pela autonomia tecnológica e estratégica

Lucas Kerr Oliveira, Giovana E. Zucatto, Bruno Gomes Guimarães, Pedro V. Brites, Bruna C. Jaeger

Na última quarta-feira, 18 de dezembro, o ministro da Defesa Celso Amorim e o Comandante da Força Aérea Brasileira, Juniti Sato, anunciaram a compra de 36 aeronaves Gripen NG (New Generation) da empresa sueca Saab, pondo fim à licitação FX-2. A escolha do caça vai ao encontro das indicações da Estratégia Nacional de Defesa (END), de unir capacidades críveis ao desenvolvimento da indústria nacional – e regional – de defesa. Produz, ainda, sinergia entre a área de Defesa e de Política Externa, na medida em que corrobora com a estratégia de inserção internacional mais autônoma que o Brasil vem buscando em meio ao processo de consolidação geopolítica da Integração Regional Sul-Americana e de estabilização de um mundo Multipolar.

Gripen. Foto: Saab

Foto: Saab.

(mais…)

Brasil amplia uso de drones em suas operações


No Brasil, veículos aéreos não tripulados são usados em missões de vigilância terrestre e marítima de fronteiras, além de varreduras antibomba e perícias de obras de engenharia civil. Tendência mundial é que seu uso aumente nos próximos anos.

Fonte: Patrik Stollarz / AFP.

Fonte: Patrik Stollarz / AFP.

(mais…)

Brasil compra R$ 2 bi em armas da Rússia e agora negocia caça de 5ª geração


Brasil aprofunda cooperação militar com a Rúsia ao fechar a compra de R$ 2 bi em baterias antiaéreas. País também admitiu ter interesse em participar da produção do caça de 5ª geração T-50, que está sendo desenvolvido por Moscou.

t-50
(mais…)

O sucesso de aeronaves não tripuladas Vants / drones no Brasil


O voo do falcão

Projetos militares contribuem para o aquecido setor de aeronaves não tripuladas

Revista FAPESP, ed. 211, setembro de 2013 – por Rodrigo de Oliveira Andrade

Primeira versão do Falcão nos laboratórios da Avibras. Protótipo é usado para adequação aos requisitos do Ministério da Defesa. © AVIBRAS

Um projeto ambicioso, desenvolvido para fins militares, poderá levar o Brasil a se tornar um importante polo de pesquisa, desenvolvimento e produção de novas tecnologias relacionadas aos veículos aéreos não tripulados, os vants – também conhecidos como drones. Idealizado para uso das Forças Armadas, o Falcão, como foi batizado, será o maior vant militar nacional. Se o projeto avançar, a aeronave terá 11 metros de envergadura, de uma ponta a outra da asa, e autonomia mínima de 16 horas. Ele poderá atuar em operações de vigilância marítima e de fronteiras, missões de busca e salvamento, no combate ao tráfico de drogas, crimes ambientais e na segurança e monitoramento de grandes eventos, como os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, ano em que a aeronave deverá ser concluída. Até agora, cerca de R$ 85 milhões já foram investidos por parte da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), de institutos de pesquisa e da própria indústria.

O Falcão começou a ser desenvolvido pela Avibras no final da década passada. A empresa brasileira com sede em São José dos Campos, interior paulista, em parceria com o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) da Aeronáutica, contou com os sistemas de navegação e controle de outra empresa da mesma cidade, formada no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), a Flight Technologies. Desde fevereiro deste ano, o Falcão integra a linha de produtos da Harpia Sistemas, empresa criada a partir da associação entre a Embraer Defesa & Segurança, braço militar da Embraer, e a AEL Sistemas, com sede em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, subsidiária da Elbit Systems, uma das maiores fabricantes de produtos de defesa de Israel – a mesma a fornecer os primeiros drones para uso da Força Aérea Brasileira (FAB) em 2010. Em janeiro deste ano, a Avibras também se tornou acionista da Harpia. “Desde então conduzimos estudos de configurações para atender aos requisitos operacionais das Forças Armadas para um sistema de vant capaz de cumprir missões de inteligência, vigilância e reconhecimento”, diz Rodrigo Fanton, presidente da Harpia. O primeiro protótipo do Falcão está sendo usado como ponto de partida para a adequação aos requisitos apresentados pelo Ministério da Defesa, que incluem um conjunto de sensores, sistema de comunicação de dados e uma estação de controle em solo.

acauã Projetado pelo DCTA para demonstrar em voo novas tecnologias para vants

A aeronave terá cerca de 800 quilos (kg), podendo transportar mais combustível e equipamentos do que outros drones da mesma categoria a uma altura de 5 mil metros. Dentro do veículo aéreo, no lugar do piloto, poderão ser instalados sensores, câmeras e radares, entre outros itens. Boa parte da estrutura do Falcão foi desenvolvida com tecnologia nacional, como os sistemas de eletrônica de bordo, controle e navegação. “Ele terá dimensões equivalentes ao Super Tucano, aeronave turboélice da Embraer para ataque tático”, comenta Flavio Araripe d’Oliveira, coordenador do projeto vant no DCTA. “Vants de médio e grande porte, como o Falcão, são controlados do solo por técnicos em contêineres equipados com computadores e sistemas de comunicação”, diz.

O Falcão utiliza outro vant brasileiro como plataforma de testes para o sistema de navegação e controle: o Acauã, um drone de 150 kg e 5 metros de envergadura concluído em 2010. Ele foi desenvolvido pelo DCTA, centros de pesquisa do Exército (CTEx) e da Marinha (IPqM) (ver Pesquisa FAPESP n° 185) e pela Avibras. Foram realizados dezenas de voos experimentais na Academia da Força Aérea, em Pirassununga, interior de São Paulo. Hoje o Acauã é utilizado pelo DCTA, Exército e Marinha, e pelas empresas Flight Technologies e Bossan Computação Científica (BCC), do Rio de Janeiro, num novo projeto, agora voltado à concepção de uma tecnologia de pouso e decolagem automáticos, que já apresentou bons resultados nos primeiros experimentos em pista realizados em agosto. O projeto conta com financiamento de R$ 4 milhões da Finep. “Desenvolvemos um sistema com sensores de aproximação com DGPS, que garante um posicionamento muito preciso por satélite, e radar altímetro capaz de medir a altura da aeronave em relação ao solo. Até agora, pouso e decolagem eram realizados apenas sob o comando de um operador”, explica D’Oliveira.

Turbina para vants de grande porte no DCTA

Também no DCTA pesquisadores do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), em parceria com professores do ITA e engenheiros da empresa TGM Turbinas, com sede em Sertãozinho, interior paulista, trabalham em outro projeto que poderá impulsionar o setor brasileiro de drones. Trata-se de um motor turbojato movido a querosene de aviação que pode ser usado em vants com peso máximo de 1,2 tonelada. A Turbina Aeronáutica de Pequena Potência (TAPP) é a primeira a ser produzida no Brasil com características de durabilidade e potência de 5 mil newtons (N), força capaz de impulsionar uma aeronave de até 1,5 tonelada. “Planejamos um grupo de turbinas que possam ter aplicações em vants, mísseis e uma linha para geração de energia”, diz Alexandre Roma, da TGM, um dos engenheiros responsáveis pelo projeto. Ele conta que o equipamento não será usado no Falcão, mas instalado inicialmente em alvos aéreos para treinamento de pilotos em aviões de combate.

Produção em série
Em julho, a turbina foi testada pela primeira vez no banco de provas do IAE. Segundo o engenheiro mecânico José Francisco Monteiro, coordenador do projeto, todos os componentes da TAPP foram fabricados no Brasil, exceto o rolamento para a sustentação de seu eixo. Um dos objetivos é qualificar a mão de obra brasileira para sua produção em série. “Como essa turbina pode ser instalada em mísseis de longo alcance, sua comercialização tem sido dificultada, devido aos tratados de não proliferação de armas nucleares. A alternativa é fabricar a turbina no Brasil”, avalia Monteiro. Novos testes estão programados até o fim deste ano com o objetivo de fazê-la atingir a rotação máxima de 28 mil rotações por minuto. O projeto conta com financiamento de R$ 30 milhões da Finep. A agência já firmou 23 contratos e convênios, num total de R$ 69 milhões, voltados ao trabalho de pesquisa e desenvolvimento tecnológico de vants no Brasil, conta William Respondovesk, chefe do Departamento das Indústrias Aeroespacial, Defesa e Segurança da Finep.

 Vants 211_21 Revista FAPESP

As vantagens inerentes ao uso dos drones em operações militares – sobretudo pelos Estados Unidos, após os atentados de 11 de setembro de 2001 – têm atraído cada vez mais a atenção de vários países. Entre 2005 e 2012, por exemplo, o número de nações que adquiriram essa tecnologia subiu de 41 para 76. Nesse mesmo período, o número de programas de pesquisa voltados para essa área nesses países saltou de 195 para 900, impulsionando um mercado em contínua evolução. Os norte-americanos ainda controlam boa parte desse mercado. Juntas, as empresas North Grumman e General Atomics Aeronautical Systems detêm 63% de toda a produção mundial de drones, de acordo com o Government Accountability Office dos Estados Unidos.

Também os gastos anuais em pesquisa, desenvolvimento e comércio dessas aeronaves devem dobrar na próxima década, chegando aos US$ 12 bilhões – totalizando US$ 90 bilhões nos próximos 10 anos –, como mostra o relatório World unmanned aerial vehicles systems, market profite and forecast 2013, divulgado em junho pela consultoria norte-americana Teal Group, especializada nas áreas aeroespacial e de defesa. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos deve seguir líder nesse setor. Israel vem logo em seguida. O país foi responsável por 41% dos drones exportados entre 2001 e 2011, segundo a Stockholm International Peace Research Institute, organização voltada à realização de pesquisas em questões sobre conflitos e segurança internacionais.

apoena Usado no monitoramento ambiental da hidrelétrica de Jirau, em Rondônia

Obtenção de dados
Avanços recentes em áreas de tecnologia computacional, além do desenvolvimento de materiais mais leves e de avançados sistemas globais de navegação, também têm atraído a atenção de pesquisadores, que usam drones para a obtenção de dados em áreas de difícil acesso. No dia 13 de junho a revista Nature publicou um artigo mostrando como esse tipo de tecnologia pode ser útil para o mundo acadêmico. Pesquisadores da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, por exemplo, têm usado vants para medir jatos de ventos que sopram no continente antártico. Isso poderá ajudá-los a entender a dinâmica que deu origem à formação das geleiras marinhas ao redor da Antártida. Também os biólogos aderiram aos vants em seus trabalhos de campo. Já na Índia, a World Wildlife Fund (WWF) tem usado os drones para detectar a presença de caçadores.

Esse crescimento para além do âmbito militar tem se refletido no Brasil. Nos últimos anos, pelo menos cinco empresas passaram a investir em pesquisa e desenvolvimento de novas aeronaves. A AGX é uma delas. Com sede em São Carlos, interior paulista, a empresa desde 2009 trabalha com o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Sistemas Embarcados Críticos (INCT-SEC), com sede na Universidade de São Paulo (USP) de São Carlos, na concepção de soluções voltadas para o uso de vants na agricultura, meio ambiente e mineração. “Esse é o setor mais dinâmico, e o de maior crescimento, da indústria aeroespacial e de defesa em todo o mundo”, diz Adriano Kancelkis, diretor-presidente da AGX, empresa que contou com o apoio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe) da FAPESP.

VSX, nova aeronave das empresas AGX e Aeroálcool para transporte de radar

Com características distintas, mas com várias possibilidades de adaptação para missões na agricultura, dois de seus drones, Tiriba e Arara II, possuem tecnologia nacional. Podem ser usados em levantamentos aerofotográficos com câmeras convencionais de alta definição, sensores e câmeras termais e multiespectrais. “Essa tecnologia é capaz de identificar com precisão a existência de pragas e falhas em lavouras e áreas atingidas por erosão e assoreamento de rios”, explica Kancelkis. Lançado em 2011, o Tiriba tem motor elétrico e pode atingir os 100 km/h, se mantendo em operação por até meia hora. O drone está sendo usado num projeto-piloto de monitoramento ambiental em parceria com a Polícia Militar Ambiental do Estado de São Paulo. “Já realizamos alguns voos, mas o vant ainda está em fase de certificação na Agência Nacional de Aviação Civil [Anac], instituição responsável pela emissão de autorizações para voos dessas aeronaves”, diz.

Agricultura de Precisão
A empresa também tem investido em novos modelos, como o VSX, aeronave desenvolvida em parceria com a Aeroálcool, com sede em Franca, interior paulista, e o INCT-SEC. Com autonomia de voo de 20 horas, o vant pode cumprir missões com até 4 mil km de alcance numa velocidade de 200 km/h. “O VSX foi projetado para carregar um radar do tipo SAR que permite mapear, no caso de uma floresta, não só a copa das árvores, mas também o que está por debaixo delas, no solo”, conta Kancelkis. O projeto recebeu R$ 2 milhões da Finep. A ideia é que o VSX seja utilizado pela fabricante do radar, a Orbisat, com sede em Campinas, em áreas de conflito urbano, calamidades e no monitoramento de fronteiras. A AGX também acaba de firmar uma parceria com a Universidade de Purdue, nos Estados Unidos. “O objetivo é atuar no segmento de agricultura de precisão naquele país, além de desenvolver novas tecnologias para sensoriamento remoto”, diz.

Imagem captada por vant: informações sobre falhas na lavoura e para estimar a produção

Entre 2010 e 2013, a XMobots, empresa com sede em São Carlos, realizou um trabalho de mapeamento e quantificação do desmatamento em torno da Usina Hidrelétrica de Jirau, em construção no rio Madeira, em Rondônia. “O objetivo era que nosso vant, o Apoena, fizesse a captação de imagens que revelassem se a atividade realizada pelas empresas estava de acordo com a legislação ambiental”, explica Giovani Amianti, um dos sócios da XMobots, que também recebeu financiamento do Pipe em 2007. Depois de alguns meses, as imagens produzidas pelo drone passaram a ser usadas como parâmetro para determinar o metro quadrado que cada empresa havia desmatado. O Apoena realizou operações durante 18 meses e em seguida foi substituído pelo modelo Nauru por mais um ano. “Agora o Apoena está numa fase de maturação tecnológica. Pretendemos lançar uma nova versão no início de 2014; uma aeronave maior, com capacidade de voo superior a 8 horas, mais segura e capaz de operar em cidades”, diz Amianti.

O Nauru é um drone menor que o Apoena, com autonomia de 5 horas, 15 kg e envergadura de 2,3 metros. Em maio, o vant obteve da Anac o Certificado de Autorização de Voo Experimental. “Com isso nos tornamos a única empresa do país autorizada pela Anac a fazer voos voltados à pesquisa e desenvolvimento de drones. Até então, apenas a Polícia Federal possuía vants civis aptos a voar no Brasil”, conta Fábio Henrique Assis, diretor da XMobots. Mas ele explica que o trâmite legal para essa aeronave é mesmo mais simples, já que o Nauru será usado para fins agrícolas, em espaço aéreo segregado. Em junho, durante uma feira de geotecnologia realizada em São Paulo, a empresa lançou o Echar, um novo modelo de 2,1 metros de envergadura, 6 kg e autonomia de 60 minutos. Suas aplicações variam do monitoramento de garimpo ilegal, extração irregular de madeira, invasão de áreas ambientais à previsão de produção agrícola. “O Echar foi desenvolvido a partir da demanda de nossos clientes”, conta Amianti.

Vants - Revista FAPESP - DCTA - AGX - Avibras - XMOBOTS© ANA PAULA CAMPOS

Também em Gavião Peixoto, município próximo a São Carlos, no interior de São Paulo, pesquisadores da Embrapa Instrumentação usam drones na área de agricultura de precisão. Um modelo diferente, semelhante a um mini-helicóptero, faz sobrevoos periódicos em plantações de laranja para detecção do greening, doença que afeta o amadurecimento dos frutos, deixando as folhas das plantas amareladas. “Usamos vants em atividades agrícolas desde 1998, com o projeto de Aeronave de Reconhecimento Assistida por Rádio e Autônoma (Arara) em parceria com o professor Onofre, da USP” (ver Pesquisa FAPESP n° 123), conta o engenheiro eletrônico Lúcio Jorge, da Embrapa. “Investimos no desenvolvimento de metodologias de processamento de imagens para drones de baixo custo.” O mini-helicóptero sem piloto, usado para pulverização no controle de pragas em culturas de arroz, soja e trigo, foi adquirido pela Embrapa da empresa Rotomotion, dos Estados Unidos. “Esse projeto nos permitiu desenvolver softwares e sistemas de captura de imagens para as diferentes aplicações agrícolas no Brasil”, diz o pesquisador. “Mas o projeto requer mais investimento, sobretudo pelo fato de a Rotomotion ser uma empresa pequena, tendo dificuldades em atender às demandas no Brasil, como treinamentos e ajustes no sistema.” A Embrapa conta ainda com sistemas multirrotores, os chamados multicópteros, com software livre, que são uma opção tecnológica mais barata.

Mesmo com o desenvolvimento acelerado do setor, os voos de vants ainda carecem de regras específicas. “Nos baseamos em normas existentes para as aeronaves tripuladas”, explica Assis, da XMobots. Hoje os principais fatores de risco associado ao voo de drones no mundo se referem à segurança das pessoas em áreas por eles sobrevoadas, possível colisão com aeronaves que compartilham do mesmo espaço aéreo e danos materiais numa eventual queda. “Eles devem ser tratados como aviões, não como brinquedos”, diz João Batista Camargo Júnior, professor da Escola Politécnica (Poli) da USP. Para ele, regras específicas devem ser criadas de acordo com a aplicação que o drone terá. Segundo Nei Brasil, presidente da Flight Technologies – empresa que já desenvolveu e entregou ao Exército e a Marinha três drones de pequeno porte –, a Anac pretende regulamentar o voo de vants civis até 2014. “A Anac segue as recomendações da Organização de Aviação Civil Internacional, que criou grupos de trabalho para discutir regras para a adoção de vants pelo mercado civil”, diz. Para Camargo Júnior, o país precisa estar atento. “As autoridades aeronáuticas devem zelar pela segurança da população em relação aos vants sem comprometer a pesquisa e o desenvolvimento da indústria nacional.”

Fonte: http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/09/12/o-voo-do-falcao/

Pista clandestina em terra indígena em Roraima é destruída pelas Forças Armadas durante Operação Ágata


Agência Brasil, 28/05/2013 – 21h05

Militares da Operação Ágata destroem pista clandestina em terra indígena

Marcelo Brandão
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Agentes da Operação Ágata 7 destruíram uma pista clandestina usada para garimpo ilegal em terra indígena yanomami, no município de Cachoeira Xiriana (RR), próximo à fronteira com a Venezuela, informou o Ministério da Defesa.

A Operação Ágata 7 está atuando em toda área de fronteira do país, envolvendo mais de 33 mil militares e agentes das polícias federal, rodoviária, estaduais e municipais. O objetivo da ação é reprimir crimes fronteiriços e ambientais, além de ações sociais.

Após dez dias de operação, foram apreendidos 281 quilos de cocaína, 8 mil quilos de explosivos e 2 toneladas de maconha. Agentes apreenderam ainda 40 mil pacotes de cigarros na cidade de Guaíra, no Paraná. A mercadoria estava em um caminhão e foi avaliada em mais de R$ 1 milhão. A operação ainda prestou atendimento médico a 13.893 pessoas e 30.489 remédios foram entregues.

Na última segunda-feira (27), o vice-presidente da República, Michel Temer, e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, estiveram em Foz do Iguaçu (PR), onde obtiveram informações sobre a operação. Durante a visita, Temer explicou que as operações Ágata 7 e Sentinela, que também atua na repressão à criminalidade nas fronteiras, serão contínuas. “Essas ações têm conseguido reduzir os crimes transfronteiriços e, por isso, serão constantes. Os que estão reclamando são aqueles que estão ilegais”, disse o vice-presidente.

Edição: Carolina Pimentel

Fonte: Agência Brasil

Vice-presidente defende operação militar nas zonas de fronteira


Vice-presidente defende ação militar nas fronteiras para combater ilícitos

27/05/2013 às 14h55
Foto: Anderson Riedel – Ascom/VPR

Michel Temer acompanha ação na fronteira

Michel Temer acompanha ação na fronteira

Em visita a Foz do Iguaçu, no Paraná, o vice-presidente da República defendeu a Operação Ágata 7. Ao falar à imprensa, Michel Temer disse que manifestações contra a ação militar na fronteira brasileira são contra a legalidade. “(A operação) traz prejuízo ao contrabando e ao descaminho. Portanto, é um resultado positivo desta ação. Não fosse a Operação Ágata, talvez não houvesse a manifestação”, disse o vice-presidente sobre o fechamento da Ponte da Amizade por manifestantes nesta segunda-feira (27).

Os manifestantes protestam contra a ação militar e a fiscalização ostensiva, realizadas para combater o tráfico de drogas, armas e o contrabando. Ainda pela manhã, Oficiais Generais das Forças Armadas detalharam a Operação Ágata 7 ao vice-presidente da República. Em seguida, Michel Temer sobrevoou pontos de ação dos militares nas fronteiras com o Paraguai e a Argentina.

Foto: Anderson Riedel – Ascom/VPRLegenda: Recepção no 34o Batalhão de Infantaria Mecanizado, em Foz do Iguaçu/PR.

Audio: Entrevista concedida à imprensa pelo vice-presidente, Michel Temer, durante a Operação Ágata 7, em Foz do Iguaçu/PR.

 

 

Fonte: http://www2.planalto.gov.br/vice-presidente/noticias/2013/05/vice-presidente-defende_acao_militar-nas-fronteiras

Operação Ágata 2013: Forças Armadas iniciam operação ao longo de todas as fronteiras do país


Agência Brasil, 18/05/2013 – 17h06

Forças Armadas iniciam operação ao longo de toda fronteira brasileira

Da Agência Brasil

Brasília – O Ministério da Defesa informou hoje (18), em nota, que as Forças Armadas iniciaram nesta manhã a Operação Ágata 7 em toda extensão da fronteira brasileira com dez países sul-americanos. Ao todo 25 mil militares e agentes das polícias Federal, Rodoviária Federal, Militar e de agências governamentais participam desta edição, considerada pelo ministério, a maior mobilização realizada pelo governo brasileiro no combate aos ilícitos entre o Oiapoque (AP) e o Chuí (RS).

De acordo com o Ministério da Defesa, antes de a operação ser deflagrada, “o governo manteve contatos com os países vizinhos para o repasse de informações sobre o emprego do aparato militar”.

A Ágata integra o Plano Estratégico de Fronteiras (PEF) sob a coordenação do Ministério da Defesa e comando do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA). A execução cabe à Marinha, ao Exército e à Força Aérea Brasileira (FAB).

Ainda segundo a Defesa, durante a mobilização militares estarão atentos aos principais crimes transfronteiriços como narcotráfico, contrabando e descaminho, tráfico de armas e munições, crimes ambientais, contrabando de veículos, imigração e garimpo ilegais.

Ao longo de toda a fronteira terrestre, as tropas contarão com os centros montados nos Comandos Militares da Amazônia (CMA), em Manaus; do Oeste (CMO), em Campo Grande; e do Sul (CMS), em Porto Alegre.

Em quase dois anos já foram realizadas seis edições da Operação Ágata em uma faixa de fronteira que compreende 27% do território nacional onde estão 710 municípios, sendo 122 cidades limítrofes e 588 não limítrofes.

A fronteira tem 16.886 quilômetros de extensão, sendo 7.363 quilômetros de linha seca e 9.523 quilômetros de rio, lagos e canais. São 23.415 quilômetros de rodovias federais. Os estados de fronteira são: Amapá, Pará, Roraima, Amazonas, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os países vizinhos são: Guiana Francesa, Guiana, Suriname, Venezuela, Colômbia, Bolívia, Peru, Paraguai, Argentina e Uruguai.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: Agência Brasil

Primeiro avião de treinamento militar da UNASUL estará no mercado em 3 anos


 Agência Brasil, 16/05/2013

Avião da Unasul ficará pronto em três anos

Leandra Felipe
Agência Brasil/EBC

Bogotá – O avião militar de treinamento básico e primário, que está sendo desenvolvido em conjunto pelos países que integram a União de Nações Sul-Americanas (Unasul), ficará pronto até 2016, disse hoje (16) o vice-ministro argentino da Defesa, Alfredo Waldo Forti, durante a abertura da 8ª Reunião da Instância Executiva do c do grupo em Lima, no Peru.

“Avançamos no tema e um esquema de trabalho foi estabelecido e aprovado pelos ministros. Todos os países que têm recursos próprios estão se oferecendo para fabricar diferentes partes da aeronave. É um avião de uso futuro”, declarou Forti à Agência Andina.

O avião será batizado de Unasul 1  e, segundo o vice-ministro, estará disponível para venda aos países membros, em 2017. Os testes serão coordenados pela Argentina. O custo do avião ainda não foi anunciado. Segundo Forti, o principal modelo terá nove horas de autonomia de voo.

Em um primeiro momento, o avião deverá atender à demanda das Forças Armadas dos países da Unasul, mas depois poderá ser comercializado com outras nações.

O estatuto de criação do comitê consultivo que vai supervisionar a montagem do avião foi firmado em abril do ano passado, durante a Feira Internacional de Defesa e Segurança, no Rio de Janeiro.

*Com informações da Agência Andina (Agência pública peruana de Informações)

Edição: Aécio Amado

Fonte: Agência Brasil

Proyecto del Avión IA-73 - UNASUR-1 - Projeto do Avião IA-73 UNASUL-1 - produzido pela FAdeA

Proyecto del Avión IA-73 – UNASUR-1
Projeto do Avião IA-73 UNASUL-1

Nota divulgada no site da FAdeA S.A. –  Fábrica Argentina de Aviones “Brig. San Martín” S.A. em abril de 2013

Proyecto UNASUR I
26/04/2013 – En el marco de la novena edición de la feria internacional de Defensa y Seguridad (LAAD) que se realiza en Rio de Janeiro (Brasil), FAdeA se hizo presente en el stand de nuestro país y en el de UNASUR

En el marco de la novena edición de la feria internacional de Defensa y Seguridad (LAAD) que se realiza en Rio de Janeiro (Brasil), FAdeA se hizo presente en el stand de nuestro país y en el de UNASUR

El ministro de Defensa,  Dr. Arturo Puricelli, visitó la 9° Feria Internacional de Defensa y Seguridad (LAAD), en Río de Janeiro, donde mantuvo una reunión con su par brasileño, Celso Amorim, en la que repasaron diversos temas de la agenda bilateral. El Dr. Puricelli asistió al stand argentino en LAAD acompañado por el embajador argentino en Brasil, Luis María Kreckler. Allí FAdeA y otras empresas nacionales destacadas del sector expusieron sus productos y servicios en el marco de la feria especializada en suministros de equipos y tecnologías para las Fuerzas Armadas, de Seguridad, especiales y corporativas. En la reunión bilateral, el Ministro Puricelli repasó la agenda de cooperación en Defensa con el Ministro Amorim. Entre otros temas, ambos funcionarios destacaron el avance en el proyecto de la Unión de Naciones Suramericanas (UNASUR) para la producción conjunta de un Avión de Entrenamiento Primario-Básico UNASUR I con tecnología desarrollada en la región. En el Stand UNASUR junto al Ministro de Defensa de Chile, al de Surinam  y los viceministros de Defensa de Colombia y de Uruguay, anunciaron la aprobación del estatuto del Comité Consultivo que apoyara el desarrollo del proyecto. En el mismo FAdeA esta designado como ente constituyente del futuro consorcio o asociación y preside el Comité Técnico Asesor que tiene a su cargo la arquitectura organizacional y financiera y la  Oficina de Gestión de Programa (PMO), que funcionara en nuestra casa. El Comité Ejecutivo de FAdeA agradece y felicita a todos los trabajadores que han sumado su esfuerzo para este nuevo logro, como asimismo todo el apoyo del Ministerio de Defensa y de nuestra Fuerza Aérea Argentina.

Fonte: https://www.fadeasa.com.ar/home.aspx

Linha de produção do jato de treinamento avançado Pampa, de fabricação argentina - foto: FAdeA

Linha de produção do jato de treinamento avançado Pampa, de fabricação argentina – foto: FAdeA

Brasil assina acordo de cooperação com a Rússia que viabiliza a aquisição de sistemas de mísseis antiaéreos russos


 

 

 

Brasil negocia com a Rússia a compra de baterias antiaéreas – Repórter Brasil

 

 

 

Brasil e Rússia assinam acordos de cooperação em educação e tecnologia

 

 

 

Declaração a imprensa após assinatura de atos entre Brasil e Rússia


 

 

 

 

Brasil Compra Baterias Antiaéreas Pantsir-S1 Com Transferência de Tecnologia da Rússia

 

 

 

 

Brasil Compra Baterias Antiaéreas Pantsir-S1 Com Transferência de Tecnologia da Rússia

 

 

Brasil negocia aquisição de tecnologia e de mísseis anti-aéreos russos


Foto: Wikimedia Commons

Foto: Wikimedia Commons.

Rússia criaria o sistema da defesa aeroespacial do Brasil

Pravda – 05/02/2103 – Lyuba Lulko

O chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA),  José Carlos de Nardi afirmou que o Brasil pretende comprar os sistemas de defesa antiaérea russos Pantsir-S1 e Igla (míssil portátil superfície-ar), com a transferência de tecnologia e a construção de uma fábrica local para a montagem deles. É possível que se trate da futura criação com a participação da Federação Russa de um esquema fundamentalmente novo de organização da defesa aeroespacial do Brasil.

Na reunião da Comissão da Cooperação Técnico-Militar da Rússia em dezembro do ano passado, o presidente Vladimir Putin disse que um dos aspetos importantes para aumentar as exportações de armamento russo seriam as obras conjuntas de pesquisa científica e produção conjunta de produtos bélicos. Destacou a atenção especial dessa atividade no âmbito do BRICS.

Um forte progresso estes dias teve lugar no caso do Brasil. Em dezembro do ano passado, no resultado da visita da presidente Dilma Rousseff a Moscou entre a empresa russa “Russian Technologies” e a brasileira Odebrecht Defesa e Technologia foram assinados dois acordos importantes: sobre a criação de uma joint venture que iria montar linha de helicópteros multiuso Mi-171 e sobre a manutenção  da unidade dos helicópteros de combate Mi-35M (devem ser entregues 12 maquinas). Também foi anunciada a visita em janeiro de uma delegação brasileira a Rússia para discutir a compra dos sistemas de defesa aérea russos.

A delegação foi chefiada pelo Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas do Brasil, general José Carlos de Nardi. Estava acompanhado por especialistas da Odebrecht (produção própria de mísseis Mectron), a Embraer Defesa (produz radares Orbisat) e Avibrás (fabrica mísseis e o principal sistema de artilharia brasileiro, o Astros). Segundo RIA-Novosti, o general afirmou as partes estarem preparando um contrato de compra de duas baterias de mísseis portáteis anti-aéreos Igla e três baterias de sistemas de defesa aérea, Pantsir-S1 com transferência de tecnologia para posterior fabricação deles no Brasil. Estima-se que o contrato corresponda a mais de um bilhão de dólares. Segundo o jornal Folha de São Paulo o contrato será assinado durante a visita do primeiro-ministro russo Dmitry Medvedev ao Brasil nos finais de fevereiro. O jornal brasileiro opina que o sistema de defesa antiaérea  do Brasil é a parte mais fraca da defesa geral e chama os sistemas russos de “os mais modernos e eficientes” armas do mundo.

“O acordo sobre a transferência de tecnologia para a fabricação doméstica é um passo mutuamente benéfico. Como o Brasil será capaz de licenciar a montagem do mesmo Pantsir, sem que seja declarado um concurso internacional para a compra de sistemas de defesa aérea, que é obrigatório no caso da aquisição dos produtos importados, portanto os sistemas fabricados domesticamente serão considerados como sua própria produção “, — disse ao jornal” Kommersant ” uma fonte próxima ao Serviço Federal de Cooperação Técnico-Militar (BTC). “A vantagem da Rússia é que vamos receber um bom dinheiro. A situação no mercado de armas é tal que os tender estão morrendo, muitos estão dispostos a trabalhar apenas com a criação de joint ventures. Não podemos ignorar isso”, – concluiu.

A cooperação com o Brasil tem um futuro fote, uma vez que não se trata só de rearmamento , mas também da criação com a participação russa  do novo organograma de defesa aeroespacial do Brasil. Uma apresentação sobre matéria foi feita para o Brasil pela empresa de pesquisa cientifica russa “Antey-Almaz”. O projeto propõe que o país deva ser dividido em 5 distritos de defesa aérea usando armas apenas russas em três níveis — de alto, médio e curto alcance, representado, respectivamente, sistemas S-300 (C-400), várias modificações de sistemas de “Buk” e “Tor”.

A questão é se o Brasil terá o investimento, pergunta o jornal Folha. Dilma antes da visita a Moscou tinha visitado Paris, onde anunciou o congelamento do tender de 5 bilhões de dólares para a compra de 36 caças. Mas para a Rússia é a decisão favorável, uma vez que as campanhas dela não tinham participado dele. Agora, dado o fato de que a Rússia decidiu transferir tecnologias, abrem novas oportunidades para a participação do concurso do caça Su-35M, se o Brasil o renovasse. Falando do financiamento do novo sistema de defesa antiaérea brasleira, é óbvio que o jogo vale a pena por causa das vantagens inegáveis ​​de sistemas russos. Assim, o co-fundador do centro analítico Air Power Australia, Dr. Carlo Kopp acredita que os aviões de combate americanos F-15, F-16 e F/A-18, bem como novo Joint Strike Fighter, não têm chances de sobrevivência contra os sistemas anti-aéreos russos. “É difícil dizer exatamente que elementos dos sistemas de defesa anti-aérea russos dão-lhes uma grande vantagem, pois a maioria deles funcionam em conjunto. São muito perigosos mísseis de longo alcance 48N6E2/E3 e 40N6 e o novo radar multimodo de capacidade multimissão capaz de resistir a maior parte das nossas radiointerferências, “- disse em entrevista a Lenta. ru.

“Os novos sistemas móveis como Favorit, Triumf, Antey-2500, os sistemas de proteção de radar contra antimísseis e bombas guiadas, incluindo os sistemas autônomos de defesa aérea Tor-M2E e Pantsir-S1, também representam sérios obstáculos à supressão de defesa aérea inimiga “- resumiu Kopp. Não é por acaso que é cada vez maior o número dos países (China, Irã, Índia, Síria, Iraque)  quer comprar sistemas de defesa anti-aérea russos.

Cooperação técnico-militar entre o Brasil e da Rússia efetua-se segundo o acordo intergovernamental de 2008. Segundo empresa “Russian Technologies”, no período entre 2008 e 2012 ao Brasil foram entregues armas e equipamento militar correspondente a um total de 306,7 milhões de dólares. De acordo com o Stockholm International Peace Research Institute (SIPRI), em 2008-2011, a Rússia tem fornecido equipamento militar ao Brasil por US $ 127 milhões em preços de 1990 (218,6 milhões em preços de 2011, de acordo com a CPI Inflation Calculator). Em quatro anos, o Brasil recebeu da Rússia 150 mísseis antitanque 9M114 “Storm”, 250 sistemas portáteis de defesa anti-aérea “Igla-S” e nove helicópteros Mi-35M.

Fonte: http://port.pravda.ru/russa/05-02-2013/34261-sistemaaero-0/

Operação Atlântico III: Forças Armadas realizam operação conjunta para defesa da Amazônia Azul e do pré-sal


Operação Atlântico III: Forças Armadas realizam operação conjunta para defesa da Amazônia Azul e do pré-sal

Forças Armadas do Brasil realizam exercícios conjuntos na Amazônia Azul, para a defesa da Zona Econômica Exclusiva e Litoral brasileiro, com foco na defesa da região do pré-sal. foto: Ministério da Defesa do Brasil, Marinha do Brasil

Forças Armadas do Brasil realizam exercícios conjuntos na Amazônia Azul, Zona Econômica Exclusiva e Litoral, com foco na defesa da região do pré-sal. foto: Ministério da Defesa do Brasil, Marinha do Brasil

Agência Brasil, 18/11/2012

Marinha, Exército e Aeronáutica fazem operação conjunta para proteger Amazônia Azul

Vladimir Platonow

Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – Dez mil homens da Marinha, do Exército e da Aeronáutica estarão em alerta máximo entre os próximos dias 19 e 30, visando à proteção da chamada Amazônia Azul, como é conhecida a Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do Brasil no mar. Eles estarão participando da Operação Atlântico 3, sob comando do almirante-de-esquadra Gilberto Max Hirschfeld e coordenação do Ministério da Defesa.

O objetivo é simular possíveis ataques estrangeiros a pontos estratégicos ao longo da costa, desde o Rio Grande do Sul até o Rio de Janeiro, incluindo a infraestrutura petrolífera, principalmente contra os campos do pré-sal, usinas hidrelétricas e nucleares, portos e refinarias. Este ano o comando do teatro de operações é da Marinha, que empregará sete navios, dois submarinos e seis helicópteros. O Exército participará com cerca de 200 viaturas de vários usos e a Aeronáutica disponibilizará 15 aeronaves, incluindo quatro aviões de ataque.

A Operação Atlântico 3 será acompanhada a partir da Escola Naval do Rio de Janeiro por um Estado-Maior, chefiado pelo contra-almirante José Renato de Oliveira. Dali serão dadas as ordens de ataque e defesa do exercício.

“A operação tem importância pela integração das três forças e para garantir a proteção da Amazônia Azul, onde estão as plataformas do pré-sal. Serão simulados ataques à Reduc [Refinaria Duque de Caxias, da Petrobras] e à estação de tratamento de Guandu [onde é captada a água da região metropolitana do Rio]”, disse o contra-almirante.

O militar explicou que 95% das riquezas que o país importa ou exporta passam pelo mar, o que justifica garantir um domínio seguro das rotas na região. Um dos submarinos será usado como arma de apoio a essas linhas de comunicação, enquanto o outro simulará um ataque inimigo, tudo coordenado pelo Estado-Maior. “O submarino é uma arma que tem como principal característica a discrição, sendo essencial na guerra naval. O principal projeto da Marinha hoje é a construção do submarino nuclear, que deverá estar navegando por volta de 2025.”

A Amazônia Azul tem 3,6 milhões de quilômetros quadrados e se estende por 200 milhas náuticas, cerca de 370 quilômetros, a partir da costa. Além dos campos petrolíferos do pré-sal, o fundo do oceano também abriga inúmeros materiais e metais preciosos, que poderão ser futuramente explorados pelo país.

Edição: José Romildo

fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-11-18/marinha-exercito-e-aeronautica-fazem-operacao-conjunta-para-proteger-amazonia-azul