Al Qaeda na Península Arábica (AQAP)

Três atentados deixam pelo menos 35 mortos no sul do Iêmen


Nesta segunda-feira (27/06), pelo menos 35 pessoas morreram e outras 24 ficaram feridas após três bombas explodirem na cidade de Makalla, no sul do Iêmen. O grupo “Estado Islâmico” assumiu a autoria dos ataques, mas o governo acredita que existe também envolvimento da Al-Qaeda da Península Arábica (AQAP), que controlava a cidade até recentemente. Os atentados atingiram em sua maioria militares.

Foto: Reuters

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Ataque de drone dos EUA mata “dezenas” de terroristas no Iêmen


O Pentágono anunciou nesta terça-feira (22/03) que um ataque com um drone no Iêmen matou “dezenas” de pessoas. Segundo militares dos EUA, vítimas eram militantes da Al-Qaeda na Península Arábica (AQAP, em inglês) que se encontravam em um campo de treinamento de terroristas. Esse foi o segundo ataque com drones com alto número de vítimas realizado pelo país este mês.

Foto: Isaac Brekken / Getty Images

Líder da Al Qaeda no Iêmen é morto por drone estadunidense


A Al Qaeda no Iêmen confirmou a morte do líder Nasir Al Wuhayshi, número dois da organização terrorista, durante um ataque estadunidense com um drone, através de um vídeo divulgado na internet.

Nasir Al Wuhayshi. Foto: AFP, Getty Images

Nasir Al Wuhayshi. Foto: AFP, Getty Images

Intervenção saudita no Iêmen apresenta pouco progresso


A intervenção da coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita no Iêmen, cujo foco era a contenção das ações das milícias Houthi, já completa seu terceiro mês embora tenha alcançado muito pouco progresso. Desde seu início, no dia 26 de março, os rebeldes houthis já expandiram seu território enquanto mantêm o controle da capital Sana, apesar dos bombardeios sauditas. Estes já mataram cerca de 1.800 pessoas, davastaram parte da infraestrutura já precarizada da região, fortaleceram a Al Qaeda na Península Arábica (AQAP) e também agudizaram a situação humanitária iemenita, fatos que demonstram o relativo o insucesso das operações da coalizão. Segundo analistas, um dos erros de Riade seria a falta de uma visão de como terminar o conflito.

Foto: Reuters / Khaled Abdullah

Região atingida por bombardeio da coalizão árabe. Foto: Reuters / Khaled Abdullah.

Parceria dos EUA com o Irã estende-se ao Iêmen


Limitada ao combate contra o “Estado Islâmico” inicialmente, a parceria dos Estados Unidos com o Irã agora parece ter se estendido ao Iêmen. O alinhamento de interesses ocorreu após o fortalecimento e expansão da Al-Qaeda da Península Arábica (AQAP, sigla em inglês) em território iemenita como consequência dos bombardeios aéreos realizados pela coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita contra os rebeldes Houthis. Para os EUA, a AQAP é a facção mais perigosa e ameaçadora do grupo terrorista, e os Houthis também a combatem. Sendo assim, há uma aliança de facto com forças aliadas ao Irã.

Imagem: Penn Live.

Imagem: Penn Live.

Al-Qaeda aproveita caos no Iêmen para se reconstruir


O grupo terrorista Al-Qaeda está aproveitando instabilidade no Iêmen para recuperar forças, afirmaram oficiais dos Estados Unidos. Nas últimas semanas, milhões de dólares de investimento estadunidense em operações antiterrorismo no país foram por água abaixo após bombardeios sauditas sobre as bases dos EUA, com o objetivo impedir que as milícias xiitas Houthi controlassem o material militar. Os Estados Unidos eram as principais forças combatendo o grupo terrorista sunita Al-Qaeda no país, que agora estão aproveitando o vazio para se reconstruir. As operações dos EUA eram fortemente dependentes de ataques com veículos aéreos não-tripulados (VANT ou drones).

Foto: Hani Mohammed / AP

Foto: Hani Mohammed / AP

Milícia xiita Houthi toma duas bases militares no Iêmen


A milícia xiita Houthi tomou o controle de bases militares de forças especiais na quarta-feira (25/02). As tropas que ocupavam a base foram treinadas para operações antiterrorismo pelos Estados Unidos durante o governo de Ali Abullah Saleh, que caiu com manifestações da Primavera Árabe em 2011. Um posto da guarda costeira iemenita no Mar Vermelho também foi tomado pela milícia na cidade de Hodeidah.

Foto: Reuters / Khaled Abdullah

Foto: Reuters / Khaled Abdullah

A cooperação indesejada do EUA com o Irã pode extender-se ao Iêmen


Com um inimigo comum como o “Estado Islâmico”, Estados Unidos e Irã tiveram de cooperar militarmente. No Iêmen, agora que a milícia xiita Houthi parece ter tomado definitivamente o poder, os EUA terão outra vez de promover uma cooperação indesejada. O inimigo comum da vez é a Al-Qaeda da Península Arábica, que é alvo de ataques com drones estadunidenses. Um forte indicador é que, apesar de os EUA terem removido seus oficiais e fechado a embaixada na capital iemenita, Sana, uma força de operações especiais para combater o grupo terrorista permanece no país agora controlado pelos Houthi.

Foto: n.i

Foto: n.i

EUA, França e Reino Unido fecham suas embaixadas no Iêmen


As embaixadas dos Estados Unidos, da França e do Reino Unido em Sana, capital do Iêmen, foram fechadas com a justificativa e que a segurança no país se degradou nos últimos dias. A atitude pode ser seguida por outras representações europeias. Os cidadãos dos países também foram sugeridos de deixarem o país. As preocupações securitárias não foram vinculadas à tomada de poder da milícia xiita Houthi, e sim com ameaças do grupo terrorista sunita Al-Qaeda na Península Arábica. O país encontra-se num delicado momento de vazio de poder que pode transformar-se num conflito armado.

Foto: Yahya Arhab / EFE

Foto: Yahya Arhab / EFE

Milícia Houthi, que dissolveu parlamento do Iêmen, retoma negociações com oposição


Os rebeldes xiitas Houthi realizaram hoje (09/02) o primeiro encontro com seus rivais políticos desde que dissolveram o parlamento do Iêmen na semana passada. As Nações Unidas mediaram o encontro entre o partido do presidente deposto, Abed Rabbo Mansour Hadi, e o grupo Houthi.

Soldados xiitas do grupo Houthi Foto: Khaled Abdullah / Reuters

Soldados xiitas do grupo Houthi.
Foto: Khaled Abdullah / Reuters

EUA segue fazendo ataques com drones no Iêmen


Apesar da crise política no Iêmen com a tomada dos principais edifícios públicos da capital, Sana, pela milícia xiita Houthi, os Estados Unidos seguem realizando ataques no território iemenita visando a Al-Qaeda na Península Arábica. Os EUA utilizam veículos aéreos não tripulados (VANT ou drones) para bombardear alvos da Al-Qaeda no Iêmen. O presidente deposto, Abed Rabbo Mansour Hadi, aprovava o uso de drones estadunidenses em território iemenita; a posição do grupo Houthi ainda é incerta, pois fazem oposição à presença dos EUA mas são também adversários da Al-Qaeda, que é sunita.

Carro bombardeado por drone estadunidense, onde estavam três militantes da Al-Qaeda. Foto: AFP

Carro bombardeado por drone estadunidense, onde estavam três militantes da Al-Qaeda.
Foto: AFP

Crise no Iêmen ameaça intervenções e ataques de drones dos EUA


A crise política no Iêmen, que vive uma transição de poder após a tomada dos principais edifícios públicos da capital, Sana, pela milícia xiita Houthi, pode prejudicar o intervencionismo estadunidense no país. Os Estados Unidos realizam várias operações antiterrorismo no país, visando a Al-Qaeda na Península Arábica, fazendo uso intensivo de ataques a partir de veículos aéreos não tripulados (VANT ou drones). O presidente deposto, Abed Rabbo Mansour Hadi, aprovava o uso de drones estadunidenses em território iemenita. As incertezas sobre o que pode ser um novo governo no país se extendem para a continuidade das operações dos Estados Unidos.

Soldados xiitas do grupo Houthi Foto: Khaled Abdullah / Reuters

Soldados xiitas do grupo Houthi.
Foto: Khaled Abdullah / Reuters