Anistia Internacional

Curdos cometem crimes de guerra contra árabes, diz Anistia Internacional


Segundo a ONG Anistia Internacional, as forças curdas que lutam contra o grupo “Estado Islâmico” (EI) têm destruído deliberadamente diversas casas de árabes no Iraque, a fim de livrar a região de sua presença. Atos e outros crimes de guerra seriam cometidos como vingança ao apoio dessas comunidades ao EI. Segundo um porta-voz curdo, destruição é resultado direto dos conflitos contra o grupo extremista.

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Foto: Reuters.

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Estados Unidos é acusado de cometer crimes de guerra com drones no Paquistão


Anistia Internacional denuncia que aviões não tripulados americanos violam direitos humanos e internacional e critica “promessas vazias” de Obama, que se comprometeu a dar maior transparência ao programa militar.

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Anistia acusa EUA de cometer crimes de guerra com drones no Paquistão

DW – 22/10/2013 – por Rafael Plaisant

A Anistia Internacional (AI) acusou nesta terça-feira (22/10) os Estados Unidos de violarem o direito internacional e, em alguns casos, cometerem crimes de guerra, através de seus ataques com aviões não tripulados (drones) no Paquistão. A entidade acusa também a Alemanha de colaborar com os bombardeios.

“Com seu programa de drones estritamente secreto, os Estados Unidos se dão uma licença para matar que ignora completamente os padrões de direitos humanos e de direito internacional”, afirmou o escritório alemão da organização durante o lançamento do relatório Serei eu o próximo? Ataques com drones dos Estados Unidos no Paquistão.

A entidade classificou, ainda, como “promessas vazias” as afirmações do presidente dos EUA, Barack Obama, de que o programa de drones passará a ser submetido a regras mais estritas e terá maior transparência.

Civis como alvos

O emprego de drones pelos EUA contra radicais muçulmanos no Paquistão tem provocado tensão entre Washington e o governo em Islamabad. O Paquistão acusa os EUA de causarem um número excessivo de mortes entre civis nos bombardeios.

Integrantes da AI documentaram, entre janeiro de 2012 e agosto de 2013, 45 ataques com drones no Waziristão do Norte, uma região montanhosa de difícil acesso próxima à fronteira com o Afeganistão. Não há números exatos sobre vítimas, já que nem os EUA nem o Paquistão divulgam detalhes sobre os ataques de drones na área, tida como um refúgio de membros da Al Qaeda e do Talibã.

De acordo com os EUA, desde 2004 foram realizados 376 ataques de drones no Paquistão. A organização internacional Escritório de Jornalismo Investigativo estima o número de pessoas mortas entre 2.525 e 3.613. Segundo informações da imprensa paquistanesa, mais de 900 delas eram civis.

Caso emblemático

Um dos casos citados pela AI é o de uma mulher de 68 anos, morta diante dos olhos dos seus netos quando trabalhava no campo, em outubro de 2012. As crianças ficaram feridas em um segundo ataque aéreo. “Particularmente insidioso é a prática de se lançar um segundo ataque logo em seguida, atingindo as pessoas que tentaram ajudar os feridos”, denuncia a Anistia Internacional no relatório.

Um segundo exemplo ocorreu em julho de 2012, em que 18 civis foram bombardeados quando se reuniam para jantar após um dia de trabalho. A AI afirma que, embora os moradores “não representassem ameaça alguma, eles tratados como guerrilheiros em relatórios oficiais dos EUA”.

A organização reivindicou que a Alemanha insista publicamente na necessidade da observância do direito internacional pelos EUA. Segundo a AI, até agora, o governo alemão não só vem tolerando os ataques de drones, como os tem apoiado, encaminhando à CIA “dados como o número de celular de pessoas que posteriormente foram atacadas por drones”.

Fonte: http://dw.de/p/1A46U

ONG alerta para despejos de campos de desabrigados por terremoto no Haiti


Haiti

ONG alerta para despejos de campos de desabrigados por terremoto no Haiti

05 de fevereiro de 2013 – Opera Mundi/Luciana Taddeo

A AI (Anistia Internacional) denunciou que centenas de famílias que perderam suas casas no terremoto que assolou o Haiti em janeiro de 2010 estão sendo retiradas à força de campos de desabrigados em Porto Príncipe. A organização pediu que as autoridades do país detenham a onda de despejos e destruição de barracas em toda a capital haitiana.

“As autoridades do Haiti devem evitar urgentemente os despejos ilegais e violentos de pessoas que vivem em acampamentos improvisados e tomar medidas significativas para proporcionar-lhes uma moradia adequada”, expressou a organização na última sexta-feira (01/02), ressaltando que dos 2,3 milhões de haitianos que perderam suas casas no terremoto, 350 mil continuam morando em acampamentos improvisados. (mais…)

Anistia Internacional critica posição russa no caso da Síria


Foto por: AFP/ HO/LCC SYRIA

 Amnesty International Blasts Russia’s Stance on Syria

RIA Novosti – 02/02/2012

Human rights organization Amnesty International advised Russia against blocking international efforts to end ongoing violence in Syria and to join a binding UN Security Council resolution.

The UN Security Council is discussing a new draft resolution on Syria proposed by the Arab League, which urges President Bashar al-Assad to step down. Russia along with China already vetoed a European-drafted resolution containing the threat of sanctions against Syria in October 2011.

“Russia’s threats to abort a binding UN Security Council resolution on Syria for the second time are utterly irresponsible. Russia bears a heavy responsibility for allowing the brutal crackdown on legitimate dissent in Syria to continue unchecked,” Jose Luis Diaz, Amnesty International’s representative to the UN, said.

“Russia must work with other Security Council members to pass a strong and legally binding resolution that will help to end the bloodshed and human rights violations in Syria once and for all,” he added.

Russia, one of Assad’s firm supporters during the uprising against his regime, indicated earlier this week that it would veto the draft resolution calling on Assad to step down and providing for “further measures” should he refuse. Moscow has proposed its own draft, which the West criticized as being too soft. (mais…)