Armênia

Parlamento alemão reconhece massacre armênio como genocídio


Na última quinta-feira (02/06), o parlamento alemão — também conhecido como Bundestag — reconheceu o massacre turco às populações armênias ocorrido durante a Primeira Guerra Mundial como um ato de genocídio. A resolução gerou um deterioramento das relações diplomáticas bilaterais entre Alemanha e Turquia, já abaladas pela atual crise de refugiados. Por um lado, o governo turco respondeu fortemente alegando que a atitude do Bundestag estaria manchando a imagem do país através de decisões irresponsáveis e solicitou o retorno de seu embaixador para a realização de consultas. Por outro, o governo alemão buscou amenizar a situação, declarando que as relações bilaterais de amizade são extremamente importantes para o país.

Foto: n.i.

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Armênia e Azerbaijão anunciam cessar-fogo na região de Nagorno-Karabakh


Nesta terça-feira (05/04), a Armênia e o Azerbaijão anunciaram um cessar-fogo após quatro dias de conflitos na região de Nagorno-Karabakh. Assim, as atividades militares dos dois países e de outros grupos armados interromperam suas operações. Cerca de 46 pessoas morreram nos confrontos.

Foto: AP

Conflito armado entre Armênia e Azerbaijão por Nagorno-Karabakh entra em seu terceiro dia


Confrontos entre forças da Armênia e do Azerbaijão na região de Nagorno-Karabakh chegaram ao terceiro dia nesta segunda-feira (04/04). As duas partes se acusam de ter iniciado o conflito na noite de sábado. O Azerbaijão ameaçou invadir com todas suas forças a capital da região caso a Armênia não pare de atacar os assentamentos azerbaijaneses. Já o presidente armeno, Serzh Sargsyan, afirmou que caso conflito aumente de proporção, o país reconhecerá a independência de Nagorno-Karabakh.

Foto: AP

Rússia tenta evitar “revolução colorida” na Armênia


Nos últimos meses, parte da população da Armênia tem organizado protestos contra o aumento do custo da energia elétrica, manifestações que têm tomado proporções mais amplas em Yerevan e em outras importantes cidades do país. Apesar de concessões russas que facilitaram algumas negociações na tentativa de desencorajar os manifestantes, os protestos têm ampliado sua pauta para assuntos substantivamente políticos, exigindo reformas sociais, institucionais e programas econômicos, além de condenar escândalos de corrupção do governo. Oficiais russos já apontam as manifestações como o primeiro estágio de uma “revolução colorida” na Armênia, similar às ocorridas na Ucrânia e na Geórgia.

Foto: Hrant Khachatryan, Reuters.

Foto: Hrant Khachatryan / Reuters.

Senado Federal reconhece genocídio armênio


O Senado Federal brasileiro aprovou um documento que reconhece a ocorrência de um genocídio que teria sido perpetrado pela Turquia contra populações armenas durante a Primeira Guerra Mundial. Medida, apresentada pelos senadores Aloysio Nunes e José Serra, pressiona o governo federal brasileiro a fazer o mesmo. Este ano marcou o centenário do massacre dos armenos, o qual a Turquia nega que tenha sido uma política de extermínio. Na América do Sul, Venezuela, Bolívia, Chile, Argentina e Uruguai já reconhecem-no como um genocídio.

Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil

Armênia e Azerbaijão trocam acusações de violação de cessar-fogo


O ministro da defesa do Azerbaijão acusou, no dia 26/01, o governo da Armênia de violar o cessar-fogo assinado em 1994. Ele afirmou que 17 soldados armenos e 3 azerbaijanos haviam morrido em confrontos neste ano. A resposta do ministro armeno foi similar: uma acusação de violação da parte do Azerbaijão e uma declaração de que as baixas foram maiores entre os azerbaijanos. Os dois países possuem tensões fronteiriças há pelo menos 25 anos, devido a um enclave armeno em território azerbaijano, a região de Nagorno-Karabakh.

Tanque azerbaijano se dirige à fronteira armena, em agosto de 2014. Foto: Abbas Atilay / AP

Tanque azerbaijano se dirige à fronteira armena, em agosto de 2014.
Foto: Abbas Atilay / AP

Rússia deve ampliar sua presença militar nos países da antiga URSS


Chefe da aeronáutica russa revelou a abertura de uma nova base aérea na Bielorrússia, além de expansões de bases já existentes na Armênia e Quirguistão. Estes anúncios sinalizam um aumento da presença militar russa nos países da antiga URSS, que já fazem parte da Organização do Tratado de Segurança Coletiva.

Foto: Vladimir Nikolsky / Reuters

Foto: Vladimir Nikolsky / Reuters

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Temores de guerra se reacendem no sul do Cáucaso


Após uma rápida subida nas tensões entre Azerbaijão e Armênia por causa do território separatista de Nagorno-Karabach com os maiores níveis de trocas de tiros desde o cessar-fogo de 1994, crescem os temores de que a guerra seja reacesa. Um dos motivos seria o exemplo dado pela situação na Ucrânia.

armênia azerbaijão nagorno-karabakh

Mapa: The Economist.

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OTAN quer fortalecer relações militares com países ao sul da Rússia


A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) está elaborando planos para fortalecer cooperação militar com países da antiga União Soviética (URSS) que ficam no flanco sul da Rússia, nomeadamente Azerbaijão, Armênia e Moldávia.

Foto: NAC.

Foto: NAC.

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Ex-repúblicas soviéticas decidem na Lituânia futuro de parceria com UE


Cúpula da Parceria Oriental oscila entre direitos humanos e interesses comerciais. Posições de seis países do Leste Europeu e sul do Cáucaso são distintas, num reflexo do cabo de guerra entre União Europeia e Moscou.

União Europeia (verde-escuro) e países de Parceria Oriental (verde-claro). Fonte: DW.

União Europeia (verde-escuro) e países de Parceria Oriental (verde-claro). Fonte: DW.

Ex-repúblicas soviéticas decidem na Lituânia futuro de parceria com UE

DW – 28/11/2013 – por Roman Goncharenko e Markian Ostaptschuk

A oferta da União Europeia para a assim chamada Parceria Oriental é o desenvolvimento de relações especialmente próximas com as antigas repúblicas soviéticas, sem perspectivas de uma filiação plena ao bloco. A terceira conferência de cúpula da aliança começou nesta quinta-feira (28/11) e termina nesta sexta, em Vilnius, capital da Lituânia, atualmente na presidência rotativa da UE.

Seis ex-países soviéticos participam do programa: três no Leste da Europa (Belarus, Moldávia e Ucrânia) e três no sul do Cáucaso (Armênia, Azerbaijão e Geórgia). A Federação Russa também foi convidada, mas declinou.
Favorita Ucrânia desiste

O evento principal da cúpula na capital lituana deveria ser a assinatura do já negociado acordo de associação entre a UE e a Ucrânia. Há muito ela era vista como país-modelo, entre os integrantes da Parceria Oriental.

Kiev recebeu a ajuda financeira mais ampla de todos: segundo dados oficiais europeus, cerca de 500 milhões de euros entre 2007 e 2010 – duas vezes a soma concedida à República da Moldávia e três vezes a da Geórgia. Nos últimos anos, as verbas para a Ucrânia ainda foram aumentadas.

Em 2011, a Ucrânia foi o primeiro país da Parceria Oriental a fechar as negociações sobre o acordo de associação, que também prevê a criação de uma zona de livre comércio. No entanto, a condenação da ex-primeira-ministra Yulia Timoshenko e os processos contra outros oposicionistas suscitaram críticas por parte da UE.

A assinatura do acordo estava prevista para agora, em Vilnius. No entanto, Kiev cedeu à pressão por parte de Moscou e, apenas uma semana antes da abertura da cúpula, suspendeu os preparativos para a conclusão do acordo de associação com a UE. O governo ucraniano instruiu os ministérios responsáveis a “travar um diálogo ativo com a Rússia e os países da União Aduaneira [criada pela Rússia], assim como com a Comunidade dos Estados Independentes [CEI]”.

Moldávia, o novo país-modelo

Agora, ao que tudo indica, a República da Moldávia assume o lugar da Ucrânia como país-modelo da Parceria Oriental. Quichinau e Bruxelas pretendem assinar nesta sexta-feira, em Vilnius, um pré-acordo de associação, a ser ratificado em 2014, ainda antes de se encerrar o mandato da atual Comissão Europeia. A UE não só saúda as reformas na Moldávia, mas também a ausência dos problemas com a democracia que apresentam os demais membros da Parceira Oriental.

Duas semanas antes do início da atual cúpula, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, dera uma declaração sensacional: seu órgão iria solicitar ao Conselho da UE a eliminação da exigência de visto para os cidadãos moldávios, que assim poderiam ser os primeiros, na Parceria Oriental, a ter liberdade de ir e vir na UE.

A declaração de Barroso foi um exemplo do princípio more for more: quanto mais reformas um país implementa, maior a boa vontade de Bruxelas em relação a ele.

Geórgia assina pré-acordo

Nesta quinta-feira, em Vilnius a Geórgia se antecipou à Moldávia na corrida pela aproximação com a UE. Representado por seu novo presidente, Giorgi Margvelashvili, o país já assinou um pré-acordo de associação. Porém não está claro se Tbilisi conseguirá se integrar à UE no mesmo ritmo que Quichinau, já que isso depende da situação interna georgiana.

Bruxelas aconselhou o governo nacional a não seguir o exemplo da Ucrânia, que perseguiu judicialmente os líderes da oposição política. Segundo observadores, caso o ex-presidente Mikhail Saakashvili seja condenado à prisão, isso poderá retardar a assinatura do acordo de associação com a UE.

Armênia cede à pressão de Moscou

O quarto país a demonstrar interesse num acordo de associação com a União Europeia foi a Armênia. Ambas as partes haviam concluído em meados deste ano as negociações a respeito e, como no caso da Geórgia e da Moldávia, a intenção era assinar o pré-acordo já durante a presente cúpula.

No início de setembro, contudo, o presidente armênio, Serj Sargsyan, encontrou-se com seu homólogo russo, Vladimir Putin. Depois disso, Erevan deu meia volta e não pretende mais aprofundar as relações com a UE. Em vez disso, seguindo o exemplo de Belarus e do Cazaquistão, ela deverá aderir à União Aduaneira criada pela Rússia em julho de 2010.

Azerbaijão: o gás é que conta

O vizinho Azerbaijão não deseja ingressar na União Aduaneira euro-asiática, nem pretende assinar nada em Vilnius. As relações do país com a UE são dominadas por questões de política energética. Em junho deste ano, um consórcio internacional, que explora o campo petrolífero Shah Deniz, definiu a rota para o transporte do gás azerbaijano até a Europa, e ficou decidida a construção de um oleoduto pelo mar Adriático. Os europeus esperam, assim, reduzir sua dependência do gás russo.

Talvez por isso o presidente Ilham Aliyev foi convidado para a cúpula em Vilnius, apesar das críticas europeias às últimas eleições presidenciais no Azerbaijão e do consequente mal-estar em Baku. Até o último momento, não estava claro se o chefe de Estado aceitaria.

Belarus mais uma vez sem Lukashenko

Quanto ao presidente de Belarus, Aleksandr Lukashenko, ele é definitivamente persona non grata na cúpula da Parceria Oriental. Também na reunião anterior, em Varsóvia, 2011, ele não fora convidado. Só é esperado na capital da Lituânia um representante do Ministério bielorrusso do Exterior.

Belarus é o único país da aliança oriental sujeito a sanções por parte da UE, devido a violações dos direitos humanos e perseguição de membros da oposição. Diversos analistas duvidam da eficácia de tais sanções. Alguns políticos europeus apelaram para que se utilize o encontro em Vilnius para tirar do impasse as relações entre a União Europeia e Belarus.

Fonte: http://dw.de/p/1AQIq