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A ascensão da China e os seus impactos para o leste asiático


Confira aqui a dissertação do pesquisador do ISAPE, Athos Munhoz Moreira da Silva, sobre a ascensão da China e os seus impactos para o leste asiático. Com base em uma análise histórica da ascensão chinesa, o trabalho trata da alteração fundamental na polaridade e na polarização regionais, com implicações em âmbito global. Constata-se que, diante da rivalidade estratégica entre Estados Unidos e China, os demais atores regionais buscam manter sua autonomia e margem de manobra entre as duas potências. Consideram-se três possíveis perspectivas para o leste asiático: uma hegemonia chinesa sem ocorrência de guerra central; o acirramento das tensões entre Pequim e Washington, com possibilidade de guerra central; e a concertação e criação de mecanismos de governança entre os atores regionais, podendo ser anárquica — sem líderes aparentes — ou hierárquica — condomínio de potências —.

Imagem: East by Southeast.

A China em transição: desdobramentos da crise financeira global e o rebalanceamento do modelo de crescimento


Confira aqui a monografia da pesquisadora do ISAPE, Júlia Simões Tocchetto, sobre os principais impactos da crise financeira global sobre a economia chinesa, i.e. a queda nas exportações e o aumento do investimento para compensá-la. Analisando o modelo de desenvolvimento chinês a partir das reformas de Deng Xiaoping em 1978, o trabalho mostra que a crise o colocou em cheque ao atingir as exportações do país e gerar uma necessidade de reconfiguração do mesmo. Portanto, a desaceleração da economia da China parece ter caráter estrutural e não apenas conjuntural. No entanto, assevera-se que é prematuro dizer com certeza que o modelo está esgotado ou que a China está a caminho de um novo estilo de desenvolvimento, pois há evidências em ambas as direções.

Foto: AFP.

Foto: AFP.

EUA deve remover embargo de armas para o Vietnã


Conforme matéria da revista Foreign Policy, os Estados Unidos devem remover o embargo de armas em voga contra o Vietnã desde a guerra entre os dois países, finda em 1975. Ainda que o embargo tenha se flexibilizado há dois anos para permitir a venda de armamentos relacionados à “segurança marítima”, o seu fim oficial permitiria que Hanói comprasse artigos estadunidenses de alta tecnologia tais como radares e aeronaves de monitoramento. Medida serviria para reaproximar ambos em um contexto de crescente disputa entre EUA e China no pacífico ocidental. Entretanto, ainda há forte oposição interna nos EUA, que reclamam da situação dos direitos humanos no Vietnã principalmente.

Foto: KHAM / AFP / Getty Images via Foreign Policy. 

A criação do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura e os desafios à governança financeira global


Confira aqui o artigo dos pesquisadores associados do ISAPE Bruna Jaeger e Pedro Brites publicado na revista Conjuntura Austral acerca da criação do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB, em inglês) e os desafios à governança financeira global. O trabalho procura avaliar os impactos do estabelecimento do AIIB sobre a atual governança financeira global, tendo em vista o papel da China e seu perfil de inserção internacional, e conclui que o banco abre espaço para países emergentes, estabelece alternativas a instituições já consolidadas (como o Banco Mundial e o Banco de Desenvolvimento Asiático) e contribui para a possibilidade de enfraquecimento do dólar em âmbito global.

China construirá usinas nucleares dentro da iniciativa Cinturão e Rota


A China planeja construir pelo menos 30 usinas nucleares em países envolvidos com a iniciativa “um Cinturão e uma Rota” até 2030. Pequim pretende cooperar com seus parceiros em todas os setores da indústria nuclear, provendo tecnologia e promovendo a integração regional. A agência nuclear chinesa já possui acordos de cooperação com diversos países, como Egito, Brasil, Argentina e França.

Foto: The Times

O setor privado chinês torna-se global


Em artigo publicado na revista The Diplomat (18/02), Mu Chunshan discute o aumento da presença global de empresas privadas chinesas e seu possível impacto tanto na economia como na política internacional. O setor privado deve ganhar mais importância no “Novo Normal” da economia da China e já recebe incentivos e apoio do governo. Segundo o autor, é possível que, em um futuro próximo, multinacionais chinesas estejam competindo de igual para igual com multinacionais ocidentais.

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Foto: Alibaba via Pieter Beens / Shutterstock.com

Estaleiro e banco chineses firmam grande acordo para expansão de mercadosI


A CSIC (China Shipbuilding Industry Corporation), empresa estatal chinesa do ramo de construção naval, e o Banco de Importação-Exportação da China firmaram um acordo para fortalecer a presença da CSIC em mercados domésticos e internacionais. Acordo, anunciado na quarta-feira (27/01), prevê apoio financeiro para investimentos, para cooperação internacional e para a construção de produtos navais com alta tecnologia.

Foto: The Diplomat.

China e Egito cooperam no marco da Nova Rota da Seda


A China e o Egito anunciaram nesta quinta-feira (21/01) que aumentarão a cooperação no âmbito da Nova Rota da Seda. Em visita ao país africano, o presidente chinês Xi Jinping sugeriu que o Egito se torne um pivô tanto para a Rota da Seda terrestre quanto a marítima. Diversos acordos também foram assinados na visita, tratando de áreas como infraestrutura, comércio, eletricidade, espacial, cultura, tecnologia e mudança climática e com promessas de investimentos altos por parte da China no Egito.

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Foto: Xinhua / Ju Peng.

China publica documento-base para política árabe


A China publicou, na última quarta-feira (13/01), um documento tratando das suas relações com os países árabes. O documento estabelece os princípios de cooperação mútua e busca pelo desenvolvimento para as relações China-países árabes. Entre os assuntos tratados estão a parceria estratégica entre as partes e a política chinesa para os órgãos regionais árabes.

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Foto: Commons.

China inicia operação de fundo para industrialização de países africanos


Nesta segunda-feira (11/01), a China começou a operar um fundo multibilionário para auxiliar os países africanos na construção de sua capacidade industrial. Este tem um capital inicial de US$ 10 bilhões e deve focar investimentos em capacidade manufatureira, desenvolvimento tecnológico e construção de infraestrutura. Fundo integra pacote anunciado em dezembro do ano passado para aprofundar a cooperação China-África.

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Foto: Xinhua / Zhai Jianlan.

AIIB é estabelecido formalmente e operações iniciam em janeiro


O Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB, em inglês) foi estabelecido formalmente nesta sexta-feira (25/12) em Pequim e deve entrar em operação em janeiro do próximo ano. O acordo, que estabelece a instituição, entrou em vigor após a ratificação pelos 17 membros que, combinados, possuem 50,1% das ações do banco. O AIIB será operacional depois da primeira reunião entre a diretoria e o conselho de executivos, prevista para 16 de janeiro.

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Foto: Reuters / Wang Zhao.

União Africana manterá representação permanente na China


A União Africana (UA) anunciou o envio de um embaixador permanente para a China. Medida faz parte de um Memorando de Entendimento assinado pelas duas partes em 2014. A China já possui uma representação permanente para a UA em Addis Ababa, capital da Etiópia e sede da organização.

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Foto: Xinhua / Xu Suhui.

China expande a “Iniciativa Cinturão e Rota” para o leste europeu


No final de novembro, a China assinou um memorando para promover a “Iniciativa Cinturão e Rota” (Belt and Road Initiative, em inglês) com cinco países do leste europeu: Polônia, Sérvia, Bulgária, Tchéquia e Eslováquia. Acordo se deu após encontro de Xi Jinping com líderes de 16 de países da região. A China ainda enfatizou a importância do mecanismo de cooperação “16+1”.

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Foto: Xinhua / Pang Xinglei.

AIIB deve iniciar trabalhos em janeiro de 2016


O Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB, em inglês) abrirá em meados de janeiro de 2016, disse Chen Huan, responsável pelos preparativos do lançamento do banco. Segundo o acordo, o AIIB pode iniciar seus trabalhos após dez países ratificarem o tratado e suas ações corresponderem a mais de 50%. Até agora 12 países já aprovaram o banco, mas as ações não atingem a meta, a qual deve ser superada com a prevista ratificação da Rússia e da Índia ainda em dezembro.

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Foto: Xinhua /Lan Hongguang.

Cresce o investimento externo direto não financeiro da China


O Ministério do Comércio da China informou nesta segunda-feira (16/11) que o investimento direto não financeiro da China no exterior (ODI, em inglês) subiu 16,3% em relação ao ano passado, com US$ 95,21 bilhões nos primeiros dez meses de 2015. O ODI no período cobriu 5.553 empresas com sede no exterior em 152 países.

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Foto: AFP / Getty Images.

China exibe caça furtivo de 5ª geração J-31


A China exibiu, pela primeira vez no exterior, seu o novo caça furtivo de 5ª geração, o J-31 “Gyrfalcon”. A aeronave está sendo desenvolvida exclusivamente por Beijing e foi mostrada internacionalmente na Dubai Air Show. A China está tentando competir com o caça estadunidense F-35, também ainda em desenvolvimento. Porém, apenas as Forças Armadas chinesas estão em negociações para adquirir a aeronave. Irã e Paquistão demonstraram interesse.

Foto: Wikimedia Commons / Russavia.

Universidade da China é considerada a melhor em pesquisa de engenharia


Segundo o ranking “U.S. News & World Report”, publicado no início do mês, de melhores escolas de pesquisa em engenharia, a chinesa “Tsinghua University” se tornou a primeira colocada, superando o famoso Massachusetts Institute of Technology  (MIT) dos Estados Unidos. Publicações, citações e reputação global e regional são os critérios.

Foto: Reuters

China financiará usina nuclear no Reino Unido


Nesta quarta-feira (21/10), em visita do Presidente da China, Xi Jinping, ao Reino Unido (RU), assinaram-se diversos acordos entre as partes, incrementando a cooperação bilateral entre os países. Entre os acordos estão o comprometimento de não utilizar-se de ataques cibernéticos para obter tecnologias industriais do outro e o financiamento chinês de US$ 9 bilhões de uma usina nuclear no RU — dentro de um pacote total de US$46 bilhões de investimentos.

Foto: Carl Court / Getty Images.

China e Cingapura aumentam cooperação financeira


Na última terça-feira (13/10), durante o 12º Conselho Conjunto China-Cingapura para Cooperação Bilateral, novas medidas foram anunciadas para internacionalizar o Renminbi (RMB). Entre as inovações da iniciativa, bancos de Cingapura agora podem atuar nas cidades chineses de Suzhou e Tianjin e facilita-se o crédito desses bancos para empresas chinesas. Além disso, Cingapura declarou apoio para a inclusão do RMB na cesta de moedas do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Foto: AFP.

A China é a maior beneficiada dos acontecimentos geopolíticos de 2015?


Em artigo publicado no último sábado (03/10), o professor Oliver Stuenkel analisa a hegemonia dos Estados Unidos e a ascensão da China no sistema internacional e nota que as diversas crises enfrentadas pelos Estados Unidos em 2015 beneficiaram a China, já que o hegêmona não conseguiu dar atenção devida à ascenção de uma nova potência.

Foto: n.i

Foto: n.i

Frota chinesa visita países do norte europeu


Nas últimas semanas, navios da marinha chinesa — um destróier, uma fragata e um navio de reabastecimento — visitaram a Dinamarca, a Finlândia e a Suécia, marcando a primeira vez de uma missão do tipo para esses países. Medida demonstraria a capacidade da China de operar em novas regiões e também sinalizam o seus interesses no Ártico.

Foto: Flickr / Simon Yang.

China lança 20º satélite de navegação Beidou


Nesta quarta-feira (30/09), a China colocou em órbita seu 20º satélite do Sistema de Navegação por Satélite Beidou (BDS, em inglês) e constitui mais um passo para oferecer uma alternativa ao sistema GPS, operado pelos Estados Unidos. O país planeja ampliar em 2018 os serviços do Beidou para a maior parte dos países da iniciativa chinesa do Cinturão e a Rota (Belt and Road) e oferecer uma cobertura global em 2020.

Foto: Xinhua / Li Xiang.

China apresenta plano de privatização de parte de empresas estatais


Nesta terça-feira (15/09), a China anunciou o plano de privatizar parte de suas empresas públicas, conforme já se previa desde 2013. Segundo Zhang Xiwu, vice-presidente da Comissão para a Supervisão de Ativos Estatais, o objetivo é permitir a propriedade mista, convertendo as companhias em “entidades competitivas”, Porém, elas ainda ficariam sob controle do governo central. O plano ainda prevê maior facilidade de investimento privado, flexibilização salarial dos funcionários, maior autonomia do conselho administrativo e fiscalização para evitar apropriação de recursos públicos.

Foto: EBCitizen.

Trilateralismo na Ásia-Pacífico


Em artigo no The Strategisto analista David Lang comenta a ascensão do trilateralismo na região da Ásia-Pacífico por Estados que buscam aumentar sua segurança através da diversificação de relações em um ambiente cada vez mais incerto. Lang comenta principalmente as relações entre Japão, Austrália e Índia: três democracias que vêm cada vez mais se aproximando como forma de garantir que não haverá uma hegemonia chinesa na região. Segundo o autor, as relações trilaterais de Canberra, Tóquio e Nova Delhi serviriam para assegurar a presença dos Estados Unidos na Ásia-Pacífico, mas que, contudo, diferenças entre eles são esperadas e que a ação conjunta deve acontecer apesar disso.

Imagem: The Strategist.

China mantém crescimento econômico estável mesmo com crise nas Bolsas


Contrariando as expectativas, o crescimento econômico da China manteve-se estável no segundo trimestre desde ano em relação ao período anterior, de acordo com declaração da Agência Nacional de Estatísticas da China na quarta-feira (15/07). Apesar da recente instabilidade nas bolsas chinesas, o índice de aumento de 7% do PIB nos dois primeiros semestres de 2015 coincide com a meta estabelecida por Pequim. A segunda maior economia do mundo apresentou uma pequena queda no ano passado, com 7,4% de crescimento comparado a 7,7% em 2014, valores que ainda apresentam notável crescimento quando comparados a valores dos anos 90, quando os índices de crescimento se mantinham em 3,8%.

Foto: Getty Images, K. Frayer.

Foto: Getty Images / K. Frayer.

Think tanks e o novo soft power chinês


Nos últimos anos, a China vem tentando aumentar o seu soft power, isto é, seu poder brando, ao mesmo passo em que seu peso global cresce. Incialmente Pequim voltou-se para a criação e difusão do Instituto Confúcio, mas agora, segundo o acadêmico Dingding Chen, o país tem se focado no estabelecimento e fortalecimento de think tanks independentes como forma de influenciar a academia no âmbito mundial. Ao mesmo tempo, esses think tanks refletem a pluralidade da sociedade chinesa e podem até mesmo influenciar políticas públicas no país. Na atualidade, os mais importantes são Instituto de Pesquisa Chunqiu, o Centro para Estudos sobre China e Globalização e o Instituto Chongyang de Estudos Financeiros da Universidade Renmin.

Acadêmicos chineses em fórum na Organização Mundial do Comércio. Foto: flickr / OMC

Acadêmicos chineses em fórum na Organização Mundial do Comércio.
Foto: flickr / OMC

China lança novo livro branco de estratégia militar


Embora seja o nono desde 1998, o novo livro branco do Ministério da Defesa chinês, chamado “Estratégia Militar da China”, destaca-se por trazer uma visão de um papel global para as forças armadas do país. Segundo a analista Shannon Tiezzi, as forças armadas chinesas estão procurando aumentar o seu foco de ação, indo além da defesa de seu território e periferia imediata para a inclusão da defesa de interesses nacionais ao redor do mundo. Para o exército isso significa a criação de unidades menores e mais ágeis para operar em qualquer teatro. Já para a força aérea isso significa abandonar o foco único de defesa territorial para incluir também ações ofensivas. Por fim, a marinha teria a tarefa de garantir o uso de rotas marítimas. O texto completo em inglês do livro branco pode ser lido aqui.

Foto: Xinhua.

China anuncia que Carta do AIIB está pronta


No último sábado (23/05) o Ministério das Finanças da China anunciou que os 57 membros fundadores do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB, sigla em inglês) já chegaram a um acordo sobre a carta da instituição. Esta deve ser assinada em uma cerimônia em Pequim ao final de junho deste ano. Países asiáticos devem reter 75% das ações do banco, o que significa que a Europa terá uma voz comparativamente reduzida. A China deve ser a maior acionista com até 30% das ações. A Índia deve ser a segunda maior com 10%. Ainda não está claro o status da Rússia como país asiático ou não, o que alteraria a distribuição das ações.

Países membros do AIIB. Mapa: The Diplomat.

Países fundadores do AIIB. Mapa: The Diplomat.

China passa a miniaturizar ogivas nucleares de mísseis de longo alcance


Conforme matéria do jornal The New York Times com base em relatório do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, a China começou a reestruturar seus mísseis balísticos de longo alcance para que carreguem múltiplas ogivas nucleares. A China possuía a tecnologia — já usada por Reino Unido, França, Rússia e EUA — para fazer essa readequação há décadas, mas começou a modernizar seus mísseis apenas em meados dos anos 2000. Medida sugere uma mudança da estratégia de dissuasão nuclear mínima por parte da China, abrindo opções mais ofensivas. Contudo, para o analista Robert Farley, essa hipótese é pouco provável, ainda que de fato possa desencadear uma nova guerra fria entre Pequim e Washington.

Múltiplas ogivas em reentrada disparadas de um único míssil. Foto: David James Paquin / Wikimedia Commons.

A modernização das capacidades nucleares chinesas


Armas nucleares indianas são apontadas em relatório do Departamento de Defesa como importante fator determinante para a constante modernização das armas nucleares chinesas. Uma nova geração de mísseis devem garantir a viabilidade da estratégia chinesa que hoje se vê frente aos avanços das Forças Armadas dos Estados Unidos e secundariamente da Rússia. Segundo o relatório do Pentágono, a China busca um “programa de longo prazo e de abrangente modernização militar para melhorar a capacidade das suas forças armadas em conflitos regionais de curta duração e alta intensidade”.

Foto: REUTERS/Kamal Kishore

Foto: Reuters/Kamal Kishore.