Ásia

Primeiro Boletim de Conjuntura do NERINT


Confira aqui o primeiro Boletim de Conjuntura do Núcleo Brasileiro de Estratégia e Relações Internacionais (NERINT), no qual constam quatro artigos escritos por pesquisadores e pesquisadoras do ISAPE. Entre os assuntos discutidos estão a transição política em Mianmar, as reformas internas na Coreia do Norte, a economia iraniana após o acordo nuclear e as negociações de paz da Síria.

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Turquia suspende tratado de direitos humanos


Nesta quinta-feira (21/07), a Turquia anunciou a suspensão da Convenção Europeia de Direitos Humanos durante o estado de emergência, decretado no dia anterior pelo presidente Recep Tayyip Erdogan e aprovado pelo Parlamento. Segundo o governo turco, a suspensão do tratado de 1953 será “como na França”, referindo-se a medidas relacionadas ao estado de emergência francês por causa de recentes atentados terroristas. Oposição política turca condena essas medidas e denuncia que o governo de Erdogan encaminha-se para uma autocracia.

Foto: C. McGrath / Getty Images.

A China e sua Nova Rota da Seda


Confira aqui a matéria do The Economist sobre a China e sua iniciativa de estabelecer uma nova rota da seda na Eurásia. Oficialmente chamada de Cinturão e Rota (One Belt, One Road), a política visa à construção de infraestrutura na Eurásia de modo a torná-la um único espaço econômico centrado em Pequim com investimentos no valor de 4 trilhões de dólares. Podendo ser tida como um desafio ao domínio comercial dos Estados Unidos no mundo, a iniciativa do governo de Xi Jinping deve expandir os laços comerciais e físicos da China na Eurásia (e mesmo na África), bem como o seu poder brando (soft power). Embora haja inúmeros empecilhos à sua consecução, vários projetos já estão sendo feitos a alterando estruturas na economia mundial.

Mapa: The Economist.

China suspende relações com Taiwan


Em análise publicada no The Diplomat, Shannon Tiezzi aborda os recentes problemas nas relações China-Taiwan decorrentes da ascensão de Tsai Ing-Wen, do Partido PDP, à presidência da República da China (Taiwan). Segundo a autora, Pequim suspendeu as relações interestreito em função da não aceitação pela nova administração taiwanesa do chamado “Consenso de 1992”. O anúncio do afastamento causou desconforto em Taiwan, que acusa a República Popular da China de utilizar o acordo anterior como forma de chantagem. Em nível mais amplo, segundo Tiezzi, a suspensão representaria um verdadeiro retrocesso para as relações bilaterais que se encontravam em plena ascensão, com consequências potencialmente catastróficas. A falta de um mecanismo de diálogo entre os dois países poderia causar danos irreversíveis para a política externa de ambos, diz a autora.

Tsai Ing Wen. Foto: n.i.

Tsai Ing-Wen. Foto: n.i.

China lança nova geração de foguetes


Em junho a China lançou com sucesso a nova geração de foguetes de carga Long March-7. Os foguetes desse novo tipo são de tamanho médio e de dois estágios, podendo levar até 13,5 toneladas à baixa órbita usando querosene e oxigênio líquido como combustível. Espera-se que o Long March-7 torne-se o principal foguete das missões espaciais chinesas. Pequim espera começar a operar uma estação espacial até 2022.

Foto: Li Gang / Xinhua.

 

China atualiza planos de ampliação da malha ferroviária


Nesta quarta-feira (29/06), a China atualizou seus planos de ampliação da malha ferroviária em uma reunião do Conselho de Estado presidida pelo premiê Li Keqiang. O novo plano prevê que o país possua 150 mil km de ferrovias até 2020, incluindo 30 mil km de trens de alta velocidade. O plano anterior previa apenas 120 mil km. A expansão dos planos prevê mais construção de ferrovias nas regiões centrais e do oeste chinês.

Mapa: Wikimedia Commons.

Índia junta-se à elite global de detentores de tecnologia de mísseis


Nesta segunda-feira (27/06), a Índia juntou-se ao pequeno rol de países que controlam o comércio mundial de tecnologias de mísseis. O Regime de Controle de Tecnologia de Mísseis visa à não proliferação dessas tecnologias, restringindo a comercialização de mísseis, foguetes, drones e sistemas de entrega. Com a entrada indiana, são 35 os países membros do regime, incluindo o Brasil. A Índia pretende, com isso, legitimar seus programas nuclear e missilístico. No entanto, a China vem bloqueando a entrada indiana no regime de detentores de tecnologia nuclear.

Foto: divulgação.

Paquistão declara apoio às reivindicações chinesas no Mar do Sul da China.


Na última quinta-feira (23/06), o presidente do Paquistão, Mamnoon Hussein, declarou o apoio de seu país à República Popular da China nas questões ligadas ao Mar do Sul da China, Taiwan e Tibete. A declaração foi feita durante uma reunião pouco antes da conferência da Organização de Cooperação de Xangai (OCX). Ambos os países reforçaram sua posição de amizade e a disposição para cooperar em âmbito econômico e securitário. Por um lado, Xi Jinping enfatizou a importância de integrar oficialmente o Paquistão na OCX e de focarem as suas relações bilaterais na construção do Corredor Econômico China-Paquistão. Por outro, Mamnoon Hussein declarou a sua vontade em participar ao lado de Pequim em organizações internacionais e em cooperar bilateralmente na construção de infraestrutura e no combate ao terrorismo.

Foto: Xinhua / Ma Zhancheng.

Conselho de Segurança da ONU condena testes de mísseis balísticos pela Coreia do Norte


Na última quinta-feira (23/06), o Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) condenou os recentes testes com mísseis balísticos feitos pela Coreia do Norte. A declaração foi feita após um comunicado de Pyongyang relativo ao sucesso dos testes com o míssil balístico de médio e longo alcance, Hwasong-10. De acordo com o CSNU, essa atitude é uma “grave violação” das obrigações internacionais da Coreia do Norte, estabelecidas através de antigas resoluções do Conselho, representando um aumento na capacidade do país em entregar ogivas nucleares. Há diversas resoluções do órgão da ONU contra os programas nuclear e de mísseis balísticos norte-coreanos, sendo que a última foi aprovada em março de 2016.

Foto: Reuters/Mike Segar

Foto: Reuters / Mike Segar.

Rússia e China firmam novos acordos bilaterais


Em visita a Pequim, o presidente russo Vladimir Putin e o presidente chinês Xi Jinping firmaram mais de 30 novos acordos bilaterais. Entre as áreas temáticas, estão investimentos em infraestrutura, comércio, tecnologia e inovação, agricultura, finanças e internet. Embora tenha havido uma desaceleração da parceria entre Rússia e China, ambos os países notaram o seu sucesso estratégico. Xi Jinping afirmou ainda que os dois países “deveriam promover a ideia de serem amigos para sempre”.

Foto: Getty Images / G. Baker via DW.

Índia e Paquistão devem se tornar membros da OCX


Em reunião da Organização para a Cooperação de Xangai (OCX) na capital do Uzbequistão, Tashkent, esta semana (23-24/06), Índia e Paquistão ficaram mais próximos de tornarem-se membros do bloco liderado por China e Rússia. O presidente russo Vladimir Putin afirmou esperar que já em 2017 ambos os países possam ser membros plenos da OCX. Também abriram-se chances de que o Irã venha a fazer parte da organização.

Delegação paquistanesa na reunião da OCX em Tashkent. Foto: APP.

China e Uzbequistão inauguram túnel ferroviário de 19,2 km


Em visita no Uzbequistão, o presidente da China, Xi Jinping, e o presidente uzbeque, Islam Karimov, inauguraram o túnel ferroviário Qamchiq nesta quarta-feira (22/06). O túnel, que atravessa as montanhas Qurama e foi construído e financiado por Pequim, tem 19,2 km de extensão e vai da capital Tashkent a Namangan. A obra é considerada um marco da iniciativa chinesa “One Belt, One Road” de uma nova rota da seda na Ásia Central.

Xi Jinping e Islam Karimov. Foto: Xinhua / Li Tao.

Índia lança 20 satélites em missão única


Nesta quarta-feira (22/06), a Índia lançou 20 satélites em órbita em uma única missão, batendo um recorde do programa espacial do país e se tornando o terceiro maior lançamento de satélites da história, atrás de Rússia (33) e EUA (29). 17 satélites eram estrangeiros, incluindo da Indonésia, EUA, Canadá e Alemanha. O lançamento ocorreu no centro espacial de Sriharikota, na costa leste indiana.

Foto: Xinhua / Getty Images via Fortune.

China constrói supercomputador mais rápido do mundo


Um novo supercomputador da China, o Sunway TaihuLight, assumiu o primeiro lugar da lista da Top500, divulgada nesta segunda-feira (20/06). A máquina pode realizar 93.000 trilhões de cálculos por segundo, sendo assim duas vezes mais rápida que o antigo líder da lista, o também chinês, Tianhe-2. A lista colocou pela primeira vez mais computadores chineses (167) do que dos Estados Unidos (165) entre os 500 melhores do mundo.

Foto: Jack Dongarra / Sunway Taihulight System Report

Redistribuição de vagas universitárias gera protestos na China


O Ministério da Educação da China anunciou uma iniciativa de redistribuição de vagas em universidades de alta qualidade para estudantes de províncias pouco desenvolvidas. Aproximadamente 140.000 vagas seriam reservadas para esses estudantes. A iniciativa faz parte da política mais ampla do “Sonho Chinês” de Xi Jinping, que aborda o desenvolvimento como resultado da diminuição de desigualdades sociais, para a qual o acesso à educação teria um papel essencial. No entanto, o projeto tem gerado insatisfação nas classes média e média-alta das províncias mais ricas do país, gerando inclusive protestos em grandes centros urbanos.

Foto: Financial Times.

Coreia do Norte: ideologia, guerra e violência


Confira aqui o artigo do pesquisador do ISAPE Bruno Gomes Guimarães sobre o papel da guerra e da violência nas ideologias da Coreia do Norte publicado na revista Conjuntura Austral. Usando marcos teóricos de Malešević e Schmitt sobre a ideologização da violência, o trabalho analisa as ideologias norte-coreanas Songun e Ch’ongdae. Conclui-se que ambas lidam com inimizades nos extremos e estão conscientes de uma possibilidade de guerra envolvendo o país. No entanto, nota-se que elas são articuladas somente para fins defensivos e que servem para a mobilização de guerra constante na Coreia do Norte.

Imagem: Chosun.

A ascensão da China e os seus impactos para o leste asiático


Confira aqui a dissertação do pesquisador do ISAPE, Athos Munhoz Moreira da Silva, sobre a ascensão da China e os seus impactos para o leste asiático. Com base em uma análise histórica da ascensão chinesa, o trabalho trata da alteração fundamental na polaridade e na polarização regionais, com implicações em âmbito global. Constata-se que, diante da rivalidade estratégica entre Estados Unidos e China, os demais atores regionais buscam manter sua autonomia e margem de manobra entre as duas potências. Consideram-se três possíveis perspectivas para o leste asiático: uma hegemonia chinesa sem ocorrência de guerra central; o acirramento das tensões entre Pequim e Washington, com possibilidade de guerra central; e a concertação e criação de mecanismos de governança entre os atores regionais, podendo ser anárquica — sem líderes aparentes — ou hierárquica — condomínio de potências —.

Imagem: East by Southeast.

Por que os Estados Unidos suspenderam o embargo de armas ao Vietnã?


Em artigo publicado pela RAND, Scott Warren Harold (25/05) analisa as razões que levaram os Estados Unidos a suspenderem o embargo de armas letais ao Vietnã. Para o autor, medida faz parte de uma estratégia regional de Washington. Dentre os principais motivos estão: o rebalanceamento regional, com o governo Obama procurando melhorar as relações com os países da Ásia-Pacífico; o esforço dos EUA de liberalizar o sistema político e econômico de Hanoi, facilitando a entrada no acordo TPP; a busca por melhorar as capacidades militares (especialmente navais e aéreas) dos países do Sudeste Asiático, a fim de aumentar a venda de armas e a capacidade destes de defesa e consciência de situação; e auxiliar o Vietnã a se armar contra a assertividade chinesa no Mar do Sul da China.

Foto: Carlos Barria / Reuters

A China em transição: desdobramentos da crise financeira global e o rebalanceamento do modelo de crescimento


Confira aqui a monografia da pesquisadora do ISAPE, Júlia Simões Tocchetto, sobre os principais impactos da crise financeira global sobre a economia chinesa, i.e. a queda nas exportações e o aumento do investimento para compensá-la. Analisando o modelo de desenvolvimento chinês a partir das reformas de Deng Xiaoping em 1978, o trabalho mostra que a crise o colocou em cheque ao atingir as exportações do país e gerar uma necessidade de reconfiguração do mesmo. Portanto, a desaceleração da economia da China parece ter caráter estrutural e não apenas conjuntural. No entanto, assevera-se que é prematuro dizer com certeza que o modelo está esgotado ou que a China está a caminho de um novo estilo de desenvolvimento, pois há evidências em ambas as direções.

Foto: AFP.

Foto: AFP.

Rússia deve testar motor nuclear para espaçonaves até 2018


A Rússia planeja testar um motor nuclear para foguetes espaciais até 2018, afirmou Sergey Kiriyenko, presidente da companhia estatal de pesquisa nuclear Rosatom. Um sistema de propulsão nuclear poderia realizar viagens até Marte em cerca de 6 semanas – comparados com os 18 meses dos sistemas atuais-. Além disso, o motor nuclear aumentaria as capacidades de manobra e de aceleração. O projeto foi lançado em 2010 e tem um custo estimado de US$ 274 milhões.

Foto: Sputnik

Índia testa com sucesso primeiro veículo de lançamento de satélites reutilizável nacional


Nesta segunda-feira (23/05), a Índia realizou com sucesso seu primeiro teste com um veículo de lançamento reutilizável (RLV, em inglês) desenvolvido nacionalmente. O principal objetivo do novo veículo espacial é reduzir o custo de lançamento de satélites em até 80%. Nave foi desenvolvida pela estatal Agência Espacial Indiana (Isro).

Foto: ISRO

Líder do Talibã é morto em ataque aéreo dos EUA no Paquistão


Nesta segunda-feira (23/05), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, confirmou a morte do líder do Talibã. Akhtar Mansour foi morto em um ataque aéreo realizado no sábado (21/05) por um drone dos EUA na fronteira com o Paquistão. Obama pediu que o Talibã se una às conversas de paz. A morte de Mansour deve desencadear uma nova disputa pela liderança do grupo. O Paquistão afirmou que o ataque dos EUA violou sua soberania, já que foi realizado em seu território e sem aviso prévio.

Foto: AFP

 

EUA encerram embargo de armamentos ao Vietnã depois de 50 anos


Nesta segunda-feira (23/05), os Estados Unidos suspenderam o embargo à venda de armas para o Vietnã. Anúncio se deu durante visita do presidente dos EUA, Barack Obama, ao país. A restrição de vendas de armas vigorou por cerca de 50 anos. A suspensão do embargo, segundo oficiais estadunidenses, faz parte do caminho da normalização das relações com o Vietnã. Obama também deve promover o Acordo de Parceria Transpacífico na região (TPP, em inglês).

Foto: C. Barria / Reuters

Oficina de estudos sobre China e leste asiático


Retomaremos as atividades no segundo semestre de 2016, a partir de 30 de agosto. As inscrições seguem abertas!

O ISAPE convida todos e todas a participarem da Oficina de Estudos sobre China e leste asiático. Trata-se de um espaço de discussão, debates, troca de experiências e produção intelectual coletiva sobre temas relacionados a relações internacionais, economia e cultura da China e leste asiático. A oficina ocorrerá quinzenalmente, sempre nas terças-feras das 18h às 21h, no Clube de Cultura (Rua Ramiro Barcelos, 1853 — Porto Alegre, RS). O primeiro encontro ocorrerá 31 de maio. Entrada franca. Inscrições em https://goo.gl/e9sVLC.

Oficina China Leste Asiático

A polaridade sob a perspectiva dos conceitos operacionais: o caso do A2/AD e da Air-Sea Battle


Confira aqui a monografia do pesquisador do ISAPE, Guilherme Henrique Simionato dos Santos, sobre a relação entre os conceitos operacionais de Antiacesso e Negação de Área (A2/AD) e de Air-Sea Battle (ASB ou Batalha Aeronaval) e a polaridade no Sistema Internacional. Um dos fatores-chave para esta é a inexpugnabilidade, i.e. a capacidade de um país manter a sua soberania frente a qualquer agressão externa. O trabalho mostra que a inexpugnabilidade da China se dá através de seu processo de modernização militar focado no A2/AD, mas que, em contrapartida, os Estados Unidos desenvolveram a ASB, cujo objetivo é garantir o acesso estadunidense à região do Leste e Sudeste Asiático a despeito do A2/AD chinês. Dessa forma, a ASB seria uma estratégia não declarada de primazia, pois prega a destruição da rede de informações e de mísseis da China, negando a Pequim uma capacidade de retaliação.

Foto: Marinha dos EUA.

Segunda Guerra Sino-Japonesa: gênese de um modo asiático de fazer a guerra?


Confira aqui a monografia do pesquisador do ISAPE, Bruno Magno, sobre a 2ª Guerra Sino-Japonesa e sua relação com a Política Externa e de Segurança de Japão e China nos dias de hoje. O trabalho mostra que nem Pequim nem Tóquio conseguiram atingir seus objetivos estratégicos na guerra, que fez parte do teatro do Pacífico na Segunda Guerra Mundial, e que isso faz com que a mesma seja inconclusa. Esse fato traz implicações pros dias de hoje para o planejamento para a guerra e processos de modernização dos dois países, baseados em um “modo asiático de se fazer a guerra”.

Foto: Ullstein Bild via Getty Images.

Da intimidação nuclear ao escudo antimíssil: condicionantes do programa estratégico-nuclear chinês


Confira aqui a monografia do pesquisador do ISAPE, Osvaldo Alves Pereira Filho, sobre a conexão entre a intimidação nuclear e os processos de proliferação nuclear no Sistema Internacional, estudando o caso específico da China. Entre outros, o trabalho mostra que a intimidação nuclear foi o principal imperativo para Pequim iniciar o seu programa nuclear, e que o atual Escudo Antimíssil dos EUA no leste asiático tem levado a China a acelerar e aprofundar a sua modernização estratégica-nuclear. Portanto, o uso da intimidação nuclear aumentaria a percepção de ameaça nos atores do Sistema Internacional, gerando maior estímulo à proliferação.

Foto: Air Power Australia.

O sistema de inteligência da China (1927–2015)


Confira aqui a monografia da pesquisadora do ISAPE, Júlia Rosa, sobre o sistema de inteligência da China de 1927 a 2015. O trabalho trata do papel do Sistema Nacional de Inteligência chinês nas disputas de poder e na consolidação de novas lideranças dentro do Partido Comunista Chinês. Com base na conexão entre as mudanças institucionais do aparato de inteligência da China e a história do país e de suas lideranças, nota-se que as disputas de poder internas são mais claras antes da década de 1980 e visíveis nas alterações do aparato de inteligência, enquanto tornam-se mais difusas após o fim da Guerra Fria — ainda que o governo de Xi Jinping (eleito em 2012) possa indicar uma retomada do uso do Sistema Nacional de Inteligência para centralizar o poder.

Ministério de Segurança do Estado da China. Foto: Huffington Post.

China e Marrocos estabelecem parceria estratégica


Nesta quarta-feira (11/05), a China e o Marrocos estabeleceram uma parceria estratégica. A medida se deu após a assinatura de uma declaração conjunta pelo presidente chinês Xi Jinping e o rei marroquino Mohammed VI. Este último se encontra em Pequim em visita oficial.

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Foto: Xinhua / Rao Aimin

China e Malásia concordam em resolver conflitos marítimos através da ASEAN


A Malásia e a China concordaram em resolver suas disputas envolvendo o Mar do Sul da China através da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). Pequim e Kuala Lumpur decidiram que as questões marítimas devem ser resolvidas através da Declaração de Conduta das Partes no Mar do Sul da China e que a ASEAN, junto com a China, deve acelerar a conclusão de um Código de Conduta para a região. Decisão foi tomada após a ocorrência de um número crescente de casos de pescadores chineses em território marítimo malaio.

Imagem: Giaoduc.