Ásia

EUA deve remover embargo de armas para o Vietnã


Conforme matéria da revista Foreign Policy, os Estados Unidos devem remover o embargo de armas em voga contra o Vietnã desde a guerra entre os dois países, finda em 1975. Ainda que o embargo tenha se flexibilizado há dois anos para permitir a venda de armamentos relacionados à “segurança marítima”, o seu fim oficial permitiria que Hanói comprasse artigos estadunidenses de alta tecnologia tais como radares e aeronaves de monitoramento. Medida serviria para reaproximar ambos em um contexto de crescente disputa entre EUA e China no pacífico ocidental. Entretanto, ainda há forte oposição interna nos EUA, que reclamam da situação dos direitos humanos no Vietnã principalmente.

Foto: KHAM / AFP / Getty Images via Foreign Policy. 

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ISAPE seleciona dois bolsistas para extensão sobre China e Leste Asiático


O Instituto Sul-Americano de Política e Estratégia (ISAPE), em parceria com o Instituto de Letras da UFRGS, seleciona dois bolsistas remunerados (R$ 400,00/mês) para a Oficina de Estudos sobre China e Leste Asiático, contabilizando 20 horas semanais. Para a candidatura é necessário ser aluno de graduação da UFRGS matriculado em pelo menos 12 créditos e não possuir outra bolsa ou vínculo empregatício. Também é preciso que tenha disponibilidade às terças-feiras à noite. Os interessados e interessadas devem enviar uma carta de motivação e currículo vitae ou lattes para athos.munhoz[at]ufrgs.br até o dia 13 de maio.

seleção bolsistas ISAPE

Armas nucleares e mudanças políticas na Coreia do Norte


Nesta sexta-feira (06/05) na Coreia do Norte, iniciou o Congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia. É a primeira vez que ele ocorre em 35 anos e, segundo análise da Stratfor, vem para sedimentar o poder de Kim Jong-un no país bem como suas reformas administrativas. O sistema político e administrativo do país, após a chegada de Jong-un ao poder, estaria se tornando menos dependente da figura do líder supremo e a política se tornado mais aberta ao público. Ao mesmo tempo, o programa nuclear e de mísseis da Coreia do Norte estaria entrando em uma fase crítica — faltando muito pouco para que Pyongyang consiga desenvolver ogivas nucleares que caibam em mísseis e um sistema de entrega crível.

Foto: Jung Yeon-je / AFP / Getty Images.

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Filipinas, Indonésia e Malásia farão patrulhas marítimas conjuntas


Nesta quinta-feira (05/05), Indonésia, Filipinas e Malásia chegaram a um acordo para a realização de patrulhas marítimas conjuntas para um melhor policiamento de rotas comerciais no sudeste asiático. Medida foi tomada para combater o crescente número de casos de pirataria na região. Na reunião de ministros de relações exteriores e representantes das forças armadas dos três países na cidade indonésia de Yogyakarta, também ficou acordado o estabelecimento de uma linha direta entre os três para lidar com crises regionais e um mais intenso compartilhamento de inteligência.

Representantes malaios, indonésios e filipinos. Foto: Rana Dyandra / AP.

Irã e Coreia do Sul aprofundam relações bilaterais


Nesta segunda-feira (02/05), o presidente do Irã, Hassan Rouhani, e a presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, encontraram-se em Teerã para aprofundar as relações entre os dois países. 19 acordos foram assinados, entre eles termos de cooperação em transporte marítimo e infraestrutura relacionada, energia e setor petroquímico. Paralelamente também se firmou um contrato que prevê a exportação de gás natural liquefeito do Irã para a Coreia do Sul. Ao todo, espera-se elevar o comércio bilateral de 6 para 18 bilhões de dólares.

Park Geun-hye e Hassan Rouhani. Foto: AP / Ebrahim Noroozi.

Coreia do Sul encobriu trabalho escravo e assassinatos nas décadas de 70 e 80


A Coreia do Sul encobriu diversos casos de abuso e assassinatos durante as décadas de 70 e 80, segundo a agência de notícias AP.  Documentos do governo mostram que a instituição Brothers Home, que recebia os considerados “vagabundos” pelas autoridades, foi palco de trabalho escravo, tortura e de diversas mortes (pelo menos 513). Os prisioneiros, normalmente crianças, mendigos, comerciantes de rua, deficientes e dissidentes capturados pela polícia, trabalhavam em diversas fábricas em regime de semiescravidão. O governo encerrou as investigações em 1987 e afirmou que agora as evidências são muito antigas para uma nova.

Foto: Reuters

Banco Mundial e AIIB assinam acordo para financiamento conjunto de projetos


Nesta quarta-feira (13/04), o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB, na sigla em inglês) e o Banco Mundial assinaram um acordo para co-financiar projetos. Segundo uma declaração oficial, as instituições já estão discutindo o financiamento conjunto de cerca de dez projetos em diversos setores na Ásia.

Foto: Yin Bogu / Xinhua

EUA e Índia aprofundam cooperação militar


A Índia e os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (12/04) uma série de iniciativas para aprofundar a cooperação militar entre os países. As Forças Armadas de ambos compartilharão capacidade logística, tecnologia e informações. O anúncio foi feito durante visita do secretário de Defesa dos EUA, Ashton B. Carter, ao país asiático.  O acordo de fato deve ser assinado nas próximas semanas.

Foto: EPA

A crescente cooperação internacional no gerenciamento de rios


Em artigo publicado no China Daily (01/04), Krishna Kumar analisa a crescente cooperação internacional no gerenciamento dos recursos hídricos, especialmente na Ásia. Segundo a ONU, a cooperação entre os países na questão de acesso à água é fundamental para a estabilidade regional e o desenvolvimento econômico. Por toda a Ásia, Estados vêm dialogando e criando mecanismos para melhor tratar da questão, conseguindo relativo sucesso. Um exemplo é a cooperação da China com países do Sudeste Asiático em março após uma seca no Rio Mekong. 

Foto: Xinhua

O impacto dos “Panama Papers”


Confira aqui a análise da Stratfor sobre o impacto dos “Panama Papers” em cada região do mundo e os principais países afetados pelo escândalo. As repercussões foram variadas ao redor do globo, segundo a organização, afetando desproporcionalmente países Europeus e da antiga União Soviética. A Stratfor também nota que, no caso brasileiro, o impacto deve ser menor devido à atual crise política.

Ilustração: Stratfor.

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Rússia enviará sistema de mísseis para as Ilhas Curilas e planeja nova base naval


A Rússia enviará sistemas de mísseis de defesa costeira para as Ilhas Curilas. Anúncio foi realizado pelo ministro da Defesa do país, Sergei Shoigu, na última sexta-feira (25/03). Além dos mísseis e de drones, Moscou também planeja expandir a infraestrutura militar no arquipélago, inclusive com a construção de uma base naval. O Japão, que reivindica a soberania sobre algumas ilhas, protestou contra a possibilidade de uma base naval russa no arquipélago. 

Foto: Vyacheslav Oseledko / AFP / Getty Images

Índia testa com sucesso míssil Agni-I


Em março, a Índia realizou com sucesso um teste com o míssil balístico de alcance intermediário Agni-I. Este tem capacidade de carregar ogivas nucleares. O Agni-I foi desenvolvido nacionalmente por uma empresa estatal e possui um alcance de 700 quilômetros.

Foto: The Hindu.

Aung San Suu Kyi deve assumir quatro ministérios no Mianmar


O presidente recém-eleito do Mianmar, Htin Kyaw, indicou nesta terça-feira (22/03) 18 nomes para ocupar os cargos de ministros de seu governo. Aung San Suu Kyi, líder da Liga Nacional para a Democracia (NLD, em inglês), foi indicada para comandar as pastas de Relações Exteriores, Energia e Educação, além de chefiar o gabinete do presidente. Caso realmente assuma esses postos, Suu Kyi deve abandonar sua posição como membro do Parlamento e líder da NLD.

Htin Kyaw (E) e Aung San Suu Kyi (D) Foto: AP

China e Nepal aprofundam cooperação bilateral


Nesta segunda-feira (22/03), a China e o Nepal concordaram em aprofundar suas relações bilaterais e buscar o desenvolvimento comum. Durante a visita do primeiro-ministro do Nepal, K. P. Sharma Oli, à Pequim, a China prometeu aumentar a cooperação prática em áreas como conectividade, petróleo, gás natural, capacidade industrial e comércio. Sharma Oli ainda declarou que seu país integrará a “Iniciativa Rota e Cinturão”.

Foto: Pang Xinglei / Xinhua

China se torna maior parceiro comercial do Chile


A China se tornou o maior parceiro comercial do Chile, jornais chilenos informaram nesta segunda-feira (21/03). Em 2015, o país sul-americano exportou para o parceiro US$ 16,671 bilhões, enquanto as importações vindas da China contabilizaram US$ 14,8 bilhões. O volume de comércio entre as duas partes aumentou mais de quatro vezes em 10 anos. O cobre representa cerca de 79% das exportações chilenas para o gigante asiático.

Foto: Pang Xinglei / Xinhua

A modernização naval chinesa: política de defesa e doutrina naval sob a luz de seus desafios estratégicos


Confira aqui o artigo dos pesquisadores associados do ISAPE Luis Rodrigo Machado e Raul Cavedon Nunes conjuntamente com Pedro Txai Brancher e Bruno Kern Duarte publicado na revista Conjuntura Austral que procura avaliar a Política de Defesa e a doutrina naval da República Popular da China à luz de seus desafios estratégicos. Para isso são discutidos: os desafios estratégicos chineses em seu entorno regional; a adoção por parte da China da doutrina da Defesa Ativa e sua relação com as capacidades de Antiacesso e Negação de Área (A2/AD); e por fim,a modernização naval chinesa, centrada nos mísseis e suas plataformas de entrega para a realização das tarefas de A2/AD e a efetivação da Defesa Ativa. O trabalho conclui que a modernização militar naval da China visa a responder aos objetivos doutrinários de preparação da Defesa Ativa e A2/AD, bem como à manutenção do desenvolvimento econômico e das Políticas Externa e de Defesa chinesa sem, entretanto, possuir capacidade de projeção de poder além de sua região.

A liderança da China e a governança global de recursos naturais


O relatório “Navegando no Novo Normal: China e a governança global de recursos”, realizado em parceria pela Chatham House e pelo DRC, analisa os custos e benefícios de um papel mais ativo da China no âmbito da segurança e sustentabilidade dos recursos mundiais. O documento considera que o papel de ator global realizado pela China nesta área ajudará a definir sua reputação como líder mundial no futuro.

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Foto: n.i.

A nova “diplomacia de crise” da China


Luke Patey analisa, em artigo publicado na ISN (26/01), a nova “diplomacia de crise” da China. Com o aumento de seus interesses pelo mundo, como investimentos diretos, o país vem tomando maiores iniciativas em crises pelo mundo, especialmente na África e no Oriente Médio. O envolvimento de Pequim se mostra principalmente com a diplomacia na resolução de conflitos e com maior envolvimento com missões de manutenção da paz.

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Foto: Mohamed Somji.

Coreia do Norte realiza testes com míssil balístico


Nesta sexta-feira (18/03), a Coreia do Norte realizou testes com mísseis balísticos de médio alcance. Informações são de autoridades militares sul-coreanas. O primeiro míssil, provavelmente da classe Rodong, voou 800 quilômetros e caiu no mar. Já o segundo se desintegrou em pleno voo. O Japão protestou contra o ato e reforçou a segurança na região do teste.

Foto: KCNA/ Reuters

A interação estratégica China-EUA envolvendo Taiwan


Confira aqui o artigo dos pesquisadores associados do ISAPE Gustavo Feddersen, Bruno Magno, Athos Munhoz e João Chiarelli publicado na revista Conjuntura Austral sobre a interação estratégica entre China e Estados Unidos envolvendo Taiwan. O trabalho procura encontrar variáveis para uma análise atual das relações entre Pequim e Washington sobre o tema em sua história: a Guerra da Coreia, as Primeiras Crises do Estreito, o Reatamento Sino-Estadunidense e a Terceira Crise do Estreito. Os autores concluem que a lógica da preempção é dominante na interação entre os dois países, mas que há proposições alternativas, tal como a do offshore control.

A criação do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura e os desafios à governança financeira global


Confira aqui o artigo dos pesquisadores associados do ISAPE Bruna Jaeger e Pedro Brites publicado na revista Conjuntura Austral acerca da criação do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB, em inglês) e os desafios à governança financeira global. O trabalho procura avaliar os impactos do estabelecimento do AIIB sobre a atual governança financeira global, tendo em vista o papel da China e seu perfil de inserção internacional, e conclui que o banco abre espaço para países emergentes, estabelece alternativas a instituições já consolidadas (como o Banco Mundial e o Banco de Desenvolvimento Asiático) e contribui para a possibilidade de enfraquecimento do dólar em âmbito global.

A nova lei chinesa de combate ao terrorismo


Em artigo publicado na revista The Diplomat, Zunyou Zhou analisa a nova lei contraterrorista da China. A legislação, que entrou em vigor este ano, dá definição ao termo “terrorismo”, obriga empresas de tecnologia a prover auxílio técnico a esforços contraterroristas, restringe a atuação da mídia em caso de ataques terroristas e estimula a participação popular no combate ao terrorismo. Lei foi criticada por abrir espaço para possíveis violações de direitos humanos e espionagem industrial.

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Foto: Departamento de Defesa dos EUA / Chad J. McNeeley.

A nova lei antiterrorismo da Coreia do Sul ameaça a democracia


Em artigo publicado na revista The Diplomat (09/03), Geoffrey Fattig questiona as políticas antidemocráticas da presidente sul-coreana Park Geun-hye. Além da perseguição de partidos de oposição e jornalistas com base em leis de segurança nacional, o governo de Park aprovou recentemente uma lei antiterrorista, que ameaça ainda mais as liberdades democráticas do país. As agências de inteligência da Coreia do Sul, que já possuem grande controle sobre as informações da Internet,  aumentaram seus poderes de interferência e fiscalização sobre outros meios de comunicação. A oposição teme que medida possa ser usada para intimidação política. A lei foi aprovada no início de março com a justificativa de combater a espionagem da Coreia do Norte e impedir atentados terroristas.

Foto: Cheong

China anuncia aumento de 7,6% no orçamento de defesa


A China vai aumentar o orçamento de defesa em 7,6% este ano, atingindo US$ 146 bilhões, segundo um relatório publicado pelo governo no sábado (05/03). Segundo oficiais chineses, o aumento – o menor em seis anos- servirá para continuar com a modernização das Forças Armadas em todos os setores. Pequim assim terá o segundo maior gasto em defesa, atrás apenas dos Estados Unidos, que prevê US$ 534 bilhões para 2016.

Foto: Lintao Zhang / Getty Images

China deve lançar segundo laboratório espacial ainda este ano


A China deve lançar o seu segundo laboratório espacial, o Tiangong-2, no terceiro trimestre deste ano, informou a Xinhua na última semana (29/02). Os dois laboratórios devem servir como experiência para uma futura estação espacial permanente, planejada para estar completa em 2022. Uma missão com dois tripulantes será enviada para a Tiangong-2 no final do ano.

Foto: NASA Johnson / Flickr

Presidente do Irã defende privatização de setor automobilístico


Nesta terça-feira (01/03), o presidente do Irã, Hassan Rouhani, defendeu que a indústria automobilística do país seja privatizada. Rouhani crê que medida é importante para aumentar a competitividade e a presença global de empresas iranianas. Cerca de metade do setor atualmente é controlado pelo Estado.

Foto: Raheb Homavandi/ TIMA/ Reuters

Japão e Filipinas aprofundam cooperação em Defesa


O Japão e as Filipinas assinaram um acordo nesta segunda-feira (29/02) e aprofundaram a cooperação em Defesa. O tratado estabelece parâmetros para a aquisição (compra ou doação) de equipamentos militares, transferência de tecnologia, exercícios militares conjuntos e desenvolvimento tecnológico conjunto. É a primeira vez que Tóquio assina um acordo do gênero com um país do Sudeste Asiático.

Foto: U.S. Marine Corps

China construirá usinas nucleares dentro da iniciativa Cinturão e Rota


A China planeja construir pelo menos 30 usinas nucleares em países envolvidos com a iniciativa “um Cinturão e uma Rota” até 2030. Pequim pretende cooperar com seus parceiros em todas os setores da indústria nuclear, provendo tecnologia e promovendo a integração regional. A agência nuclear chinesa já possui acordos de cooperação com diversos países, como Egito, Brasil, Argentina e França.

Foto: The Times

China e Tajiquistão aprofundam cooperação em Defesa


Nesta segunda-feira (29/02), a China e o Tajiquistão aprofundaram a cooperação na área de Defesa. Destaca-se o aumento da cooperação no combate ao terrorismo na Ásia Central. O presidente tajiquistanês, Emomali Rahmon, considera que a ajuda chinesa é fundamental para a estabilidade da região e para a resolução de crises, como a do Afeganistão.

Emomali Rahmon (E) e Xi Jinping  (D). Foto: Ng Han Guan-Pool/ Getty Images

Emomali Rahmon (E) e Xi Jinping (D).
Foto: Ng Han Guan-Pool/ Getty Images

Novas informações sobre a Força de Suporte Estratégico da China


Oficiais chineses e especialistas no assunto têm revelado mais informações sobre a nova Força de Suporte Estratégico (SSF, em inglês) da China. Ela deve aumentar as capacidades cibernéticas do país, tanto em ataque quanto na defesa. A SSF também deve atuar no ramo espacial, tratando de navegação de satélites e guerra eletrônica, trabalhando com radares e comunicações. Segundo especialistas, novo órgão deve aumentar cooperação e interoperabilidade entre as Forças chinesas.

A map of China is seen through a magnifying glass on a computer screen showing binary digits in Singapore

Foto: Reuters / Edgar Su.