Balança de poder no Oriente Médio

Rússia envia porta-aviões para a Síria


A Rússia está enviando seu único porta-aviões para a Síria a fim de combater o “Estado Islâmico” naquele país. Chamado de “Almirante Kuznetsov”, o navio carregará ao menos 15 caças e dez helicópteros de ataque. O porta-aviões deve ficar estacionado no leste do mar Mediterrâneo pelo menos até fevereiro de 2017.

Foto: Arquivo / AP via Sputnik.

Turquia continuará a atacar curdos sírios e planeja intervenção com Arábia Saudita


O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, anunciou nesta quarta-feira (17/02) que os ataques de artilharia contra posições curdas na Síria não serão interrompidos. Os Estados Unidos e outros países já pediram pelo fim das operações, que já duram vários dias. Ainda, Ancara considera uma intervenção em conjunto com a Arábia Saudita na Síria. Riade já anunciou o envio de caças para bases aéreas turcas.

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Erdogan. Foto: Yasin Bulbul / Associated Press.

EUA e Rússia chegam a impasse sobre rebeldes sírios em negociações de paz


Após encontro entre o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e o Ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, nesta quarta-feira (20/01), ambos os países concordaram em seguir as conversas para encerrar o conflito na Síria. Porém, ainda não há um acordo sobre quais grupos rebeldes devem ser incluídos e quais taxados de “terroristas”. A Rússia defende a inclusão de grupos que podem apoiar suas posições nas negociações, como os curdos sírios, enquanto EUA, Arábia Saudita e Turquia rejeitam a ideia.

U.S. Secretary of State John Kerry takes his seat across the table from Russian Foreign Minister Sergey Lavrov, for their meeting about Syria, in Zurich, Switzerland

Foto: Reuters / Jacquelyn Martin.

OCI declara apoio à Arábia Saudita em conflito com Irã


A Organização para a Cooperação Islâmica (OCI), maior organização muçulmana do mundo, declarou nesta quinta-feira (21/01) apoio à Arábia Saudita em seu conflito diplomático com o Irã, acusando este de apoiar terroristas e intervir em outros países. Teerã, que integra a OIC, considerou a declaração inaceitável e acusou organização de apoiar o “terrorismo de Estado” saudita.

Iranian protesters chant slogans during a rally against the execution of Sheikh Nimr al-Nimr in Saudi Arabia, after Friday prayers in Tehran

Foto: Reuters / Raheb Homavandi.

Irã acusa Arábia Saudita de atacar sua embaixada no Iêmen


A embaixada do Irã no Iêmen foi atingida “deliberadamente” por um ataque aéreo saudita nesta quarta-feira (06/01), segundo Teerã. O bombardeio feriu membros da equipe diplomática iraniana. A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou que denúncia será investigada. Episódio deve tensionar ainda mais as relações entre os dois países.

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Foto: Reuters.

Arábia Saudita rompe relações diplomáticas com Irã após ataque à embaixada


A Arábia Saudita anunciou, nesta segunda-feira (04/01), o rompimento das relações diplomáticas com o Irã. Medida se deu após iranianos terem atacado, no sábado (02/01), a embaixada saudita em Teerã em protesto contra a execução de um líder xiita por autoridades sauditas. O Sudão e o Bahrein também romperam os laços diplomáticos com o Irã em solidariedade à Riade, enquanto os Emirados Árabes Unidos rebaixaram a representação diplomática em Teerã.

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Foto: Al Jazeera.

Turquia rejeita qualquer plano de paz que mantenha Assad no poder


O primeiro-ministro da Turquia, Ahmet Davutoglu, rejeitou neste sábado (19/12) qualquer solução para a crise síria que envolva a permanência de Bashar al-Assad, atual presidente sírio, no poder. Davutoglu considera que a manutenção de Assad só trará mais caos para a Síria. Um representante oposicionista ao regime — eleito na Árabia Saudita para representar uma série de grupos nas negociações — também afirmou que não aceitará qualquer proposta que considere Assad na transição política.

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Foto: EPA.

Turquia terá base militar no Qatar


Nesta quarta-feira (16/12), o embaixador turco no Qatar anunciou uma base militar permanente da Turquia no país. Instalações seriam para ajudar no combate a “inimigos comuns”. Cerca de 3 mil soldados, assim como unidades especiais, navais e aéreas, ficarão na base — que é a primeira da Turquia em outro país do Oriente Médio desde o fim do Império Otomano. O acordo que permitiu a instalação militar também dá a opção ao Qatar de uma base sua na Turquia.

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Foto: Getty Images.

Arábia Saudita cita alternativa militar para conflito sírio


Em encontro na ONU na terça-feira (29/09), o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Adel Al-Jubeir, disse que existe uma alternativa militar para a crise na Síria para forçar a saída de Bashar al-Assad. Segundo ele, a alternativa seria mais destrutiva e demorada, mas poderia ser a única saída caso Assad não aceite se retirar do poder. Al-Jubeir ainda criticou a presença iraniana no país.

Foto Bryan R. Smith / AP.

Acordo entre EUA e Turquia cria “zona de segurança” na fronteira com a Síria


Turquia e Estados Unidos firmaram neste domingo um acordo que estabelece uma “zona de segurança” de facto na fronteira da Turquia com a Síria, acordo que deve aumentar de maneira significativa a presença das Forças Armadas estadunidenses na região. Caso isso se concretize as forças estadunidenses estarão localizadas bastante próximas a bases militares do governo sírio e de grupos vinculados ao “Estado Islâmico”. A presença também deve conceder uma vantagem determinante para a oposição do governo sírio. No entanto, de acordo com declaração do primeiro-ministro turco Ahmet Davutoglu, a Turquia compromete-se a não enviar tropas ao país vizinho, afirmando que sua principal política é manter os militantes do “Estado Islâmico” distantes de suas regiões de fronteira.

Foto: Murad Sezer, Reuters.

Foto: Murad Sezer / Reuters.

Um balanço do Oriente Médio


O analista George Friedman faz um balanço da situação atual do Oriente Médio, buscando as raízes dos movimentos políticos atuais no impacto que a dissolução da União Soviética teve para a região. Segundo ele, movimentos seculares, geralmente apoiados pelos soviéticos, foram desacreditados, o que deu força para os islamistas. Hoje, está em aberto se as quatro potências da região podem (ou mesmo se querem) conter o “Estado Islâmico”, especialmente a Turquia.

Mapa: Stratfor.

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Parceria dos EUA com o Irã estende-se ao Iêmen


Limitada ao combate contra o “Estado Islâmico” inicialmente, a parceria dos Estados Unidos com o Irã agora parece ter se estendido ao Iêmen. O alinhamento de interesses ocorreu após o fortalecimento e expansão da Al-Qaeda da Península Arábica (AQAP, sigla em inglês) em território iemenita como consequência dos bombardeios aéreos realizados pela coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita contra os rebeldes Houthis. Para os EUA, a AQAP é a facção mais perigosa e ameaçadora do grupo terrorista, e os Houthis também a combatem. Sendo assim, há uma aliança de facto com forças aliadas ao Irã.

Imagem: Penn Live.

Imagem: Penn Live.

Iraque critica intervenção saudita no Iêmen


O primeiro ministro do Iraque, Haider al-Abadi, criticou a intervenção no Iêmen realizada por uma coalizão árabe sob liderança da Arábia Saudita. Al-Abadi disse a repórteres que os sauditas estão implementando um projeto de poder na região. Segundo ele, o presidente dos EUA, Barack Obama, teria concordado com as críticas à intervenção, o que foi rapidamente negado pela assessoria de imprensa da Casa Branca. Representantes do governo saudita declararam que as colocações de al-Abadi são “desprovidas de lógica”.

Haider al-Abadi. Foto: AP.

A divisão entre xiitas e sunitas: conflito religioso ou político?


Ian Black analiza a divisão entre xiita e sunitas no Mundo Árabe e de que maneira essa divisão se radicalizou recentemente. Black defende que o sectarismo é mais um instrumento para a disputa de poder, território e recursos do que uma divisão essencialmente religiosa. O autor faz uma análise de como o sectarismo religioso se relacionou com conflitos, violência e extremismo nas últimas décadas na região para defender esse ponto de vista.

Foto: Joseph Eid / AFP / Getty Images

Foto: Joseph Eid / AFP / Getty Images

A atual balança de poder do Oriente Médio


George Friedman analisa como a atual crise no Iêmen é representativa para a geopolítica do Oriente Médio dum ponto de vista mais amplo. O autor complexifica as disputas de poder que separam Arábia Saudita e Irã, principais atores árabes na região, e mostra como as divisões entre os países árabes vão além do conflito histórico entre sunitas e xiitas. O papel da Turquia também é analisado, já que possui a maior economia e o maior exército da região, além de ser um dos pontos de contato da dinâmica do Oriente Médio com o cáucaso e o Mar Negro.

Refugiados em Aden, Iêmen Foto: AFP

Refugiados em Aden, Iêmen
Foto: AFP

Arábia Saudita impõe bloqueio naval ao Iêmen


A marinha da Arábia Saudita deu início à imposição de um bloqueio naval ao Iêmen para impedir que os rebeldes Houthis rearmem-se. Bloqueio complementou bombardeios na cidade portuária de Aden para evitar avanço dos rebeldes. Por enquanto nenhum navio foi detido, mas Riade teme que o Irã tente enviar armas para auxiliar os Houthis. Além disso, se os rebeldes assumissem o controle dos portos iemenitas, na visão saudita e do Ocidente, o Irã teria controle de dois pontos de estrangulamento estratégicos para o comércio mundial de petróleo (Estreito de Ormuz e Golfo de Aden).

Mapa: InfoEscola.

O ataque ao Iêmen e os interesses da Arábia Saudita no Oriente Médio


As intenções sauditas no bombardeio ao Iêmen são várias, afirma Bilal Y. Saab. A monarquia do golfo deseja, simultaneamente, suprimir a ameaça de um governo xiita no país, melhorar sua posição na sua rivalidade com o Irã e demonstrar seu papel de líder do Conselho de Cooperação do Golfo. No momento que os EUA se reaproximam do Irã, a Arábia Saudita se beneficia dos problemas internos de forças tradicionais no Oriente Médio – Egito, Iraque e Síria – para consolidar-se como importante liderança sunita.

Foto: Khaled Abdullah / Reuters

Foto: Khaled Abdullah / Reuters

Coalizão liderada pela Arábia Saudita bombardeia o Iêmen


A Arábia Saudita, conjutamente com Egito, Marrocos, Emirados Árabes, Qatar, Bahrein, Jordânia, Kuwait, Paquistão e Sudão, começou a bombardear os rebeldes xiitas Houthis no Iêmen e teria neutralizado a força aérea iemenita. A milícia já havia tomado a capital e importantes cidades do país, incluindo Aden, a cidade portuária onde o presidente Hadi, que agora encontra-se em Riade, refugiava-se. As operações militares não devem se limitar a ataques aéreos: Arábia Saudita anunciou que até 150 mil soldados estão envolvidos na intervenção, e o Egito já anunciou que também está preparado para enviar tropas. Os Estados Unidos estão apoiando a intervenção e provêm apoio logístico e de inteligência. Já o Irã denunciou os ataques como uma tentativa de fomentar a guerra civil no país. A escalada do conflito e o temor de que este seja duradouro fizeram o preço do petróleo subir e o dólar desvalorizar. Ataques iniciaram no mesmo dia em que se retomaram as negociações acerca do programa nuclear iraniano.

Casa bombardeada em Sanaa. Foto: Reuters.

Casa bombardeada em Sanaa. Foto: Reuters.

As eleições em Israel e a colisão entre Obama e Netanyahu


Willian Moraes Roberto, pesquisador do NERINT e graduando em Relações Internacionais na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Marcelo de Mello Kanter, Diretor-Geral do ISAPE, mestrando em Estudos Estratégicos Internacionais na UFRGS. Bacharel em Relações Internacionais pela UFRGS

Com a proximidade das eleições israelenses marcadas para 17 de março, o distanciamento entre os aliados tradicionais, Israel e Estados Unidos, tem se tornado mais evidente. Isso se reforça, sobretudo, após os sinais que apontam para um apoio de Obama ao bloco de oposição em Israel, o qual busca impedir a reeleição do Primeiro Ministro Netanyahu, líder do Likud. Numa eleição acirrada, esse respaldo pode ter efeito decisivo, alterando o contexto político de Israel e afetando o Oriente Médio como um todo. Este artigo busca apresentar as causas desta relação fria entre Netanyahu e Obama e o panorama da eleição israelense a fim de esclarecer as possíveis consequências dessa ligação. Argumenta-se que desde a chegada de Obama à Casa Branca, o presidente dos EUA divergiu com Israel em sua política externa para a Palestina e para o Irã, tendo de abrir mão de diversos objetivos por ele traçados em sua campanha. Desta forma, Obama demonstraria interesse que outro braço político governasse Israel na tentativa de alinhar as ambições entre os dois países aliados.

Barack Obama e Benjamin Netanyahu. Foto: AP / Pablo Martinez Monsivais.

Barack Obama e Benjamin Netanyahu. Foto: AP / Pablo Martinez Monsivais.

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A “crise” de sucessão na Arábia Saudita


O rei da Arábia Saudita, Abdullah bin Abdulaziz al-Saud, está gravemente doente, gerando especulações e temores acerca da sucessão do trono saudita. Contudo, Anthony Cordesman argumenta que não deve haver nenhuma crise política nem realinhamentos bruscos após a morte de Abdullah. Para o analista, a eleição presidencial de 2016 nos Estados Unidos traz muito mais incertezas do que a sucessão saudita.

George W. Bush (E) e o rei Abdullah (D). Foto: David Bohrer / White House.

George W. Bush (E) e o rei Abdullah (D). Foto: David Bohrer / White House.

Qatar reduz papel desempenhado em conflitos no Oriente Médio


Presente na mediação e intervenção em inúmeros conflitos no Oriente Médio e no Magreb, o Qatar começou a reduzir o seu papel desempenhado nessas situações. Sob pressão dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita, o país começou a encontrar custos políticos muito altos e teve de moderar suas ambições de influenciar a região.

Conselho de Cooperação do Golfo. Foto: Reuters / Faisa Al Nasser.

Conselho de Cooperação do Golfo. Foto: Reuters / Faisa Al Nasser.

Teerã confirma ataques sobre alvos do “EI” no Iraque


O vice-ministro das relações exteriores iraniano, Ebrahim Rahimpour, confirmou que ataques a alvos do “Estado Islâmico” no Iraque teriam sido pedidos pelo país. Ele negou coordenação com os Estados Unidos, e afirmou que o objetivo do ataque era “defender os interesses de seus aliados no Iraque”.

Imagem: Al Jazeera.

Imagem: Al Jazeera.

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Irã e EUA cooperam para combater “Estado Islâmico”


por Bruno Gomes Guimarães e Marcelo Scalabrin Müller

Imagem: Al Jazeera.

Imagem: Al Jazeera.

Funcionários do Pentágono, órgão estadunidense responsável pela política de defesa do país, afirmaram para a agência de notícia Reuters sob condição de anonimidade que há fortes indícios de que o Irã lançou ataques aéreos contra o “Estado Islâmico (“EI”) no Iraque. Caças F-4 Phantom teriam sido usados para bombardear posições dos extremistas em Diyala, província fronteiriça entre os dois países e próxima da região autônoma curda. Teerã negou qualquer tipo de envolvimento em ataques contra o “EI” em território iraquiano e também disse que não há cooperação com a coalizão liderada pelos EUA.

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Quem está lutando no Iraque e por quê?


Entenda quem está lutando e o que está em jogo no Iraque (e no Oriente Médio).

Sunitas e xiitas. Mapa: Vice News.

Sunitas e xiitas. Mapa: Vice News.

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O EIIL e seus financiadores


Desde a tomada da cidade iraquiana de Mossul, a milícia sunita EIIL (Estado Islâmico do Iraque e do Levante, também conhecido como ISIL) é considerada a mais rica organização terrorista do mundo. A origem de seus meios financeiros é controversa e especula-se sobre a aplicação deles.

Foto: Reuters.

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Irã amplia capacidades A2/AD


O Irã está ampliando as suas capacidades militares de antiacesso e negação de área, também conhecidas como A2/AD. O país está desenvolvendo novas tecnologias de mísseis que melhorarão as possibilidades de travar guerras assimétricas na região.

Foto: Times Asi via Flickr.

Foto: Times Asi via Flickr.

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Indústrias de defesa no Golfo Árabe


Desde a formação dos modernos Estados árabes, nenhum país conseguiu desenvolver e manter uma indústria de defesa nacional. Porém, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos estão gradualmente revertendo essa tendência e fomentando as suas. Objetivo é diminuir a dependência dos Estados Unidos e também obter mais autonomia na formulação de políticas regionais.

Foto: Faisal Nasser / Reuters.

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China declara que Irã é parceiro estratégico


Na segunda-feira (05/05), a China e o Irã concordaram com o aprofundamento das relações bilaterais de defesa. Pela primeira vez, Pequim teria declarado que Teerã é seu parceiro estratégico.

Foto: Wikimedia Commons.

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Na Arábia Saudita, chefe de espionagem é removido do cargo


O príncipe Bandar bin Sultan foi removido do cargo de chefe de inteligência na Arábia Saudita. Sultan foi o responsável pelo desenvolvimento da política saudita para a guerra na Síria, tentando derrubar Bashar Al-Assad do poder.

Príncipe Bandar bin Sultan. Foto: Zero Hedge.

Príncipe Bandar bin Sultan. Foto: Zero Hedge.

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As rivalidades se acirram entre países árabes


Bhadrakumar argumenta que um novo capítulo da política no Oriente Médio está começando. Primeiro sinal disto foi a Arábia Saudita, Bahrein e Emirados Árabes Unidos (EAU) anunciarem a retirada de seus embaixadores no Qatar e, logo após, a classificação da Irmandade Muçulmana como grupo terrorista pelo governo saudita.

Foto: Ho New / Reuters.

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