combate ao terrorismo

EUA propõe maior cooperação com a Rússia na Síria


Obama propôs um novo acordo de cooperação militar entre Estados Unidos e Rússia para a situação na Síria. Segundo essa proposta, Washington e Moscou operariam em bombardeios aéreos conjuntos contra a Frente al-Nusrah (o braço da al-Qaeda na Síria) em troca de pressões russas pelo cessar dos bombardeios do governo sírio sobre alguns grupos rebeldes. Contudo, funcionários do corpo diplomático estadunidense e o próprio Ministro da Defesa se mostraram contrários à iniciativa, alegando que os bombardeios não enfraqueceriam a al-Nusrah e ainda beneficiariam as forças de Assad na guerra civil.

Imagem: Fotolia / viperagp.

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França desiste de lei que retira dupla nacionalidade de terroristas


Nesta quarta-feira (30/03), o presidente da França, François Hollande, anunciou que vai retirar o projeto de lei que previa a retirada da nacionalidade de pessoas condenadas por terrorismo e que tivessem dupla nacionalidade. O principal motivo seria a falta de apoio parlamentar. O governo apresentou a proposta de revisão constitucional dias depois dos atentados de novembro de 2015 em Paris. O projeto também previa a inscrição na Constituição da lei do estado de emergência.

Foto: C. Petit Tesson / DPA/ picture-alliance

Países do Sahel e do Saara anunciam cooperação na luta contra o terrorismo


Na última sexta-feira (25/03), os ministros da Defesa dos 27 países membros da Comunidade dos Estados do Sahel-Saara firmaram um acordo para aumentar a cooperação no combate ao terrorismo. A resolução dá atenção especial ao compartilhamento de inteligência e patrulhas fronteiriças conjuntas. Os ministros também concordaram em estabelecer um centro no Egito para coordenar as políticas antiterrorista dos membros do bloco.

Foto: Khaled Desouki/ AFP / Getty Images

França enviará força antiterrorista para Burkina Faso


O ministro do Interior da França, Bernard Cazeneuve, anunciou semana passada (24/03), que uma força paramilitar francesa será enviada para Burkina Faso a fim de responder possíveis ameaças terroristas na região. Segundo Cazeneuve, a força permitirá uma resposta rápida e eficaz contra qualquer ataque terrorista na África Ocidental. Paris porém não anunciou nem um prazo nem o número de soldados que serão enviados.

Foto: Issouf Sanogo /AFP / Getty Images

Dilma sanciona Lei Antiterrorismo com vetos


Foi publicada em edição extra do Diário Oficial desta quinta-feira (17/03) a Lei Antiterrorismo (13.260/2016). A presidente Dilma Rousseff sancionou a norma com oito vetos, incluindo sobre os artigos que incluíam depredação de meios de transporte e bens públicos na definição de terrorismo. Além disso, também foram vetados os artigos que definiam crime a apologia e relacionavam terrorismo com meio ambiente.

Foto: Matias Maxx.

A nova lei chinesa de combate ao terrorismo


Em artigo publicado na revista The Diplomat, Zunyou Zhou analisa a nova lei contraterrorista da China. A legislação, que entrou em vigor este ano, dá definição ao termo “terrorismo”, obriga empresas de tecnologia a prover auxílio técnico a esforços contraterroristas, restringe a atuação da mídia em caso de ataques terroristas e estimula a participação popular no combate ao terrorismo. Lei foi criticada por abrir espaço para possíveis violações de direitos humanos e espionagem industrial.

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Foto: Departamento de Defesa dos EUA / Chad J. McNeeley.

A nova lei antiterrorismo da Coreia do Sul ameaça a democracia


Em artigo publicado na revista The Diplomat (09/03), Geoffrey Fattig questiona as políticas antidemocráticas da presidente sul-coreana Park Geun-hye. Além da perseguição de partidos de oposição e jornalistas com base em leis de segurança nacional, o governo de Park aprovou recentemente uma lei antiterrorista, que ameaça ainda mais as liberdades democráticas do país. As agências de inteligência da Coreia do Sul, que já possuem grande controle sobre as informações da Internet,  aumentaram seus poderes de interferência e fiscalização sobre outros meios de comunicação. A oposição teme que medida possa ser usada para intimidação política. A lei foi aprovada no início de março com a justificativa de combater a espionagem da Coreia do Norte e impedir atentados terroristas.

Foto: Cheong

China e Tajiquistão aprofundam cooperação em Defesa


Nesta segunda-feira (29/02), a China e o Tajiquistão aprofundaram a cooperação na área de Defesa. Destaca-se o aumento da cooperação no combate ao terrorismo na Ásia Central. O presidente tajiquistanês, Emomali Rahmon, considera que a ajuda chinesa é fundamental para a estabilidade da região e para a resolução de crises, como a do Afeganistão.

Emomali Rahmon (E) e Xi Jinping  (D). Foto: Ng Han Guan-Pool/ Getty Images

Emomali Rahmon (E) e Xi Jinping (D).
Foto: Ng Han Guan-Pool/ Getty Images

União Europeia inaugura novo centro de combate ao terrorismo


A União Europeia (UE) abriu nesta segunda-feira (25/01) um novo centro de combate ao terrorismo. Segundo o diretor da Europol, o órgão, sediado na Haia, deve atuar no compartilhamento de inteligência, no rastreamento de combatentes extremistas na Europa e cortando seus meios de financiamento. Segundo a UE, continente vive a maior ameaça terrorista dos últimos dez anos.

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Foto: AP.

EUA autoriza uso da força contra EI no Afeganistão


O governo dos Estados Unidos autorizou suas forças a atacar militantes do grupo “Estado Islâmico” (EI) no Afeganistão, permitindo assim a intensificação da luta contra o EI no país. Antes, as tropas estadunidenses podiam usar a força somente contra a Al Qaeda ou para ajudar os militares afegãos.

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Foto: Omar Sobhani / Reuters.

Em último discurso ao Congresso, Obama defende diplomacia multilateral


Em seu último discurso ao Congresso sobre o estado da União na semana passada, o presidente dos EUA, Barack Obama, deu um balanço geral de seus sete anos de governo e perspectivas para o futuro. Obama defendeu a regulação de grandes empresas, a tolerância religiosa e ideológica, reformas eleitorais e a continuidade de programas de saúde. Em termos de política externa, defendeu a liderança estadunidense e citou os sucessos da diplomacia multilateral no acordo nuclear com o Irã, no acordo climático de Paris e a retomada de relações com Cuba. Ainda defendeu os ataques aéreos contra o grupo “Estado Islâmico” e rejeitou a ideia intervenção com tropas terrestres. O presidente também frisou que os aliados dos EUA devem assumir um papel maior em sua própria defesa para que Washington não se torne “policial do mundo”.

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Foto: Evan Vucci – Pool / Getty Images.

Na França, Hollande anuncia novas medidas antiterrorismo


Nesta quinta-feira (07/01), o presidente francês François Hollande anunciou que seu governo planeja aprovar novas leis antiterrorismo. Uma dessas novas leis deve permitir o porte de armas para policiais fora de serviço. Além disso, a polícia pode ganhar mais poderes para abordar e revistar suspeitos, e a comunicação entre forças policiais deve ser aumentada. Hollande também ressaltou que continuam altos os riscos representados pela ameaça terrorista e reiterou que quer aumentar em 5 mil o contingente de policiais armados na França.

Foto: M. Bureau / Reuters.

China aprova nova lei antiterrorismo


No final de dezembro (27/12), a China aprovou uma nova lei antiterrorismo que permite a atuação de forças militares no estrangeiro. Legislação também estabelece que empresas de tecnologia devem ajudar o governo a descriptografar informações. Além disso, mídias não estatais e redes sociais não podem fornecer detalhes de atividades terroristas, a fim de não permitir o exemplo e a imitação.

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Foto: AFP. 

Argélia e França assinam acordo de combate ao terrorismo


A Argélia e a França assinaram nesta segunda-feira (21/12) um acordo de cooperação no combate ao terrorismo. O tratado deve aprofundar a cooperação bilateral melhorando as trocas de experiências e conhecimento na luta antiterrorista.

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Foto: Xinhua /AFP.

Super Tucano deveria ser usado na luta contra o “Estado Islâmico”?


O piloto estadunidense Michael W. Pietrucha, em artigo no site War is Boring (07/12), afirma que a estratégia dos Estados Unidos de atacar o grupo “Estado Islâmico” e mitigar os efeitos em civis pode ser realizada com a introdução de aeronaves leves de ataque, como A-29 Super Tucano. Esses aviões não precisam de grandes bases como os caças e bombardeiros utilizados atualmente, possuem capacidade de resposta mais rápida e diminuem consideravelmente os custos das operações.

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Foto: Embraer.

Putin diz que apoia o Exército Sírio Livre além das forças de Assad


Nesta sexta-feira (11/12), o presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que seu país apoia as forças de oposição do Exército Sírio Livre (FSA, em inglês), além de tropas governamentais de Assad. Moscou etaria dando apoio aéreo, armas e munições para a realização de operações conjuntas do FSA com o governo contra militantes jihadistas na Síria. Essa é a primeira vez que Putin afirma estar apoiando militarmente as forças opositoras de Assad.

Foto: Alexei Druzhinin / Reuters / Sputnik / Kremlin.

Qual a razão da participação da Alemanha no combate ao EI?


Em artigo publicado na Deutsche Welle (04/12), o jornalista Marcel Fürstenau questiona a efetividade do envio de militares alemães para combater o grupo “Estado Islâmico”. Apesar de ser movida por solidariedade à França, a Alemanha agora participa de uma guerra para a qual não há argumentos convicentes, nem políticos nem militares.

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Foto: Robin Manhart.

Obama faz pronunciamento sobre combate ao terrorismo e controle de armas


Em pronunciamento neste domingo (06/12), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu aos estadunidenses para não terem medo do terrorismo, prometendo seguir o combate ao “Estado Islâmico” — sem o envio de tropas terrestres — e pedindo ajuda aos muçulmanos do país na luta contra “ideologias extremistas”. Obama também pediu ao Congresso uma legislação mais rígida sobre o controle de armas.

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Foto: picture-alliance / dpa.

Parlamento alemão aprova missão militar de combate ao EI


O Bundestag (parlamento alemão) aprovou na última sexta-feira (06/12) uma missão militar para combater o grupo “Estado Islâmico” na Síria. Estão previstos o envio de seis caças de reconhecimento, uma fragata para ajudar na proteção do porta-aviões francês na região e até 1.200 militares. Porém, Berlim não participará de ataques aéreos conduzidos por outros países. Medida ainda precisa ser ratificada pelo Bundesrat (senado).

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Foto: Reuters / H. Hanschke.

Membros da Commonwealth lutarão contra mudanças climáticas e extremismo


O Encontro dos Líderes de Governo da Commonwealth (CHOGM, em inglês) terminou no último domingo (29/11) em Malta. Pouco antes da realização da COP21 em Paris, os países acordaram medidas para combater a mudança climática e o extremismo. Líderes de todos os 53 membros da Commonwealth estiveram presentes.

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Foto: Xinhua / Jin Yu.

Contraterrorismo e os Jogos Olímpicos de 2016 no Brasil


A menos de um ano dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro e com atentados terroristas ocorrendo por todo o mundo, o Brasil dá enfâse especial para o contraterrorismo. A Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) vê em ações individuais, dos chamados “lobos solitários, a principal ameaça aos Jogos de 2016. O Brasil deve cooperar com os serviços de inteligência de 110 países para garantir a segurança do evento. A França já ofereceu apoio de todos seus órgãos de inteligência. Porém, problemas como a falta de estrutura e uma política unificada representam um risco para o país.

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Foto: Fernando Frazao / ABr.

França deve triplicar ataques aéreos contra o EI


O presidente da França, François Hollande, declarou na segunda-feira (23/11) que o objetivo militar francês na Síria e no Iraque é ampliar seus ataques contra o grupo extremista “Estado Islâmico”.  O primeiro-ministro britânico, David Cameron, expressou o apoio aos ataques franceses ao EI e disse que o Reino  Unido deve fazer o mesmo. A França deve enviar o seu único porta-aviões, com 26 caças, para o Golfo Pérsico, assim triplicando sua capacidade de ataque na região.

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Foto: Agência Lusa.

A ambiguidade da resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre o combate ao EI


Em artigo publicado no Blog do European Journal of International Law (21/11), Dapo Akande & Marko Milanovic discutem a ambiguidade da resolução do Conselho de Segurança da ONU para combater o “Estado Islâmico” (EI). Apesar de ela sugerir algum apoio do órgão para o uso de força contra o EI, não o autoriza de fato nem estabelece um parâmetro legal para tal. A ambiguidade construtiva reforça tanto as posições legais da coalizão liderada pelos EUA quanto as da Rússia, mas ambas são aproximadas politicamente com a unanimidade da luta contra o EI.

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Foto: ONU / Loey Felipe.

Bélgica lança operações contra terroristas


A polícia da Bélgica realizou nesta segunda-feira (23/11) sete novas operações de combate ao terrorismo em Bruxelas e Liège, resultando em cinco detenções. No domingo (22/11), as autoridades belgas lançaram 19 operações e 16 pessoas foram detidas. A capital Bruxelas encontra-se em alerta máximo para terrorismo.

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Foto: AP Photo / Virginia Mayo.

Rússia dispara mísseis do Mediterrâneo contra alvos do EI


Segundo fontes do governo francês, a Rússia lançou mísseis a partir do Mar Mediterrâneo e atingiu alvos do grupo “Estado Islâmico” na cidade de Raqqa na Síria. Foi o segundo ataque russo realizado a partir do mar contra o EI. Também foram utilizados bombardeiros de longo alcance.

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Mapa: RT.

Conselho de Segurança da ONU aprova resolução para combater “Estado Islâmico”


Nesta sexta-feira (20/11), o Conselho de Segurança da ONU aprovou unanimemente uma resolução pedindo que todos os países façam o possível para combater o grupo terrorista “Estado Islâmico” (EI). O texto pede que sejam erradicados os locais de abrigo do EI na Síria e no Iraque e que os Estados-membros da ONU façam o possível para impedir que seus cidadãos se juntem às fileiras do EI. A proposta de resolução foi apresentada pela França segundo os moldes da resolução aprovada pelo organismo em 2001 pouco depois dos atentados de 11 de setembro. Ainda será votada a proposta russa.

Foto: ONU / Amanda Voisard.

Diretor da CIA pede mais cooperação com a Rússia contra EI


Na última segunda-feira (16/11), John Brennan, diretor da CIA, agência de inteligência dos EUA, pediu por um aprofundamento das relações de inteligência com a Rússia. Para Brennan, o combate ao grupo “Estado Islâmico” precisa de uma “cooperação sem precedentes” entre as agências de inteligência de todo o mundo.

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Foto: AP / Carolyn Kaster.

Rússia propõe resolução de combate ao EI no Conselho de Segurança da ONU


Nesta quarta-feira (18/11), a Rússia apresentou ao Conselho de Segurança das Nações Unidas um projeto de resolução sobre o combate ao grupo terrorista “Estado Islâmico” (EI) na Síria e no Iraque. O texto visa a coordernar os esforços internacionais contra o EI e contém uma disposição que exige o consentimento dos governos da região (Síria e Iraque) para a luta contra o grupo extremista em seu território. Há dois meses EUA, Reino Unido e França foram contra um projeto semelhante de resolução exatamente por causa desta disposição. Embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin, avisou que o novo projeto foca mais no EI do que o anterior.

Churkin. Foto: Reuters.

Capacidades terroristas subestimadas e fracassos de inteligência


O Ocidente subestimou as capacidades de realizar atentados terroristas do grupo “Estado Islâmico” (EI). Países como a França e a Rússia não levaram em conta os enormes recursos humanos e econômicos disponíveis para o EI e outros grupos terroristas. Especificamente, a inteligência iraquiana havia alertado diversos países, principalmente a França, da possibilidade de um ataque terrorista um dia antes dos atentados de Paris. Também, a complexidade das operações de sexta-feira (13/11) demonstraria um grande fracasso dos serviços europeus de inteligência.

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Foto: AFP / Pierre Constant.

Rússia e França cooperarão contra o EI na Síria


Poucas horas após ataques quase que simultâneos contra o “Estado Islâmico” na Síria, Rússia e França anunciaram que coordenarão suas operações contra o grupo extremista.  Ambos os países intensificaram os bombardeios após atentados terroristas praticados pelo EI, como a derrubada de um avião russo e os ataques em Paris. A cooperação deve ser estendida para outros países da coalizão liderada pelos Estados Unidos.

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Foto: picture-alliance / epa / C. Karaba.