comércio internacional

A China e sua Nova Rota da Seda


Confira aqui a matéria do The Economist sobre a China e sua iniciativa de estabelecer uma nova rota da seda na Eurásia. Oficialmente chamada de Cinturão e Rota (One Belt, One Road), a política visa à construção de infraestrutura na Eurásia de modo a torná-la um único espaço econômico centrado em Pequim com investimentos no valor de 4 trilhões de dólares. Podendo ser tida como um desafio ao domínio comercial dos Estados Unidos no mundo, a iniciativa do governo de Xi Jinping deve expandir os laços comerciais e físicos da China na Eurásia (e mesmo na África), bem como o seu poder brando (soft power). Embora haja inúmeros empecilhos à sua consecução, vários projetos já estão sendo feitos a alterando estruturas na economia mundial.

Mapa: The Economist.

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China incentiva navegação comercial pelo Ártico


Nesta terça-feira (19/04), a China anunciou que ajudará barcos chineses a chegar ao Oceano Atlântico pelo Ártico. Para isso, a Administração Estatal de Segurança Marítima lançou este mês um guia completo de como realizar a travessia pela Passagem do Noroeste. O caminho é 30% mais curto que o realizado pelo Canal do Panamá. Autoridades chinesas enfatizaram a importância comercial e estratégica dessa rota, ainda pouco utilizada, mas também destacaram os riscos representados pelo gelo e possíveis impactos ambientais.

Foto: Carlos Barria / Reuters

China se torna maior parceiro comercial do Chile


A China se tornou o maior parceiro comercial do Chile, jornais chilenos informaram nesta segunda-feira (21/03). Em 2015, o país sul-americano exportou para o parceiro US$ 16,671 bilhões, enquanto as importações vindas da China contabilizaram US$ 14,8 bilhões. O volume de comércio entre as duas partes aumentou mais de quatro vezes em 10 anos. O cobre representa cerca de 79% das exportações chilenas para o gigante asiático.

Foto: Pang Xinglei / Xinhua

Portos brasileiros têm movimentação recorde em 2015


A movimentação de cargas nos portos brasileiros bateu recorde histórico em 2015, superando 1 bilhão de toneladas pela primeira vez na história. Volume de 1,006 bilhão de toneladas foi 3,9% maior que o de 2014. Os dados estão na nova plataforma que reúne informações dos portos do Brasil, chamada WebPortos, lançada em fevereiro.

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Imagem: WebPortos.

OMC elimina subsídios agrícolas de países desenvolvidos


A Organização Mundial do Comércio (OMC) concluiu no último sábado (19/12) um grande acordo para que os países desenvolvidos eliminem os subsídios à exportação de seus produtos agrícolas. Essa era uma antiga reivindicação dos países em desenvolvimento e, segundo o diretor da OMC, o brasileiro Roberto Azevêdo, era uma das maiores distorções do mercado global. O acordo estabelece que os países em desenvolvimento deverão eliminar os subsídios até 2018 e poderão ter exceções até 2023.

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Foto: Tadeu Vilani / Agência RBS / Folhapress.

Japão faz queixa na OMC contra o Brasil


Na última quinta-feira (2/07), o Japão abriu uma queixa contra o Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC), devido a supostas barreiras tarifárias que ilegamente favorecem bens brasileiros. A OMC informou que a reclamação japonesa refere-se à alta carga tributária imposta pelo Brasil às importações enquanto subsídios são concedidos às exportações, afetando as vendas de produtos japoneses no país.

Foto: DPA, Picture Alliance.

Foto: DPA / Picture Alliance.

A inserção comercial do Brasil no mundo


Tulio Chiarini analisa o padrão de inserção comercial de países no mundo e, indiretamente, o grau de aptidão tecnológica acumulado para lançar produtos em mercados internacionais e o grau de dependência nacional em relação a produtos com elevado conteúdo tecnológico. No caso do Brasil, a indústria de alto conteúdo tecnológico corresponde a apenas 6,79% dos produtos exportados pelo Brasil em 2012, enquanto que a indústria de baixo conteúdo tecnológico corresponde a 40,14% no mesmo ano.

Imagem: Carta Maior.

Imagem: Carta Maior.

O mito do fracasso do Mercosul


O Grupo de Reflexão sobre Relações Internacionais (GR-RI), em artigo, desconstrói o mito de que o Mercosul teria fracassado e alerta para os perigos de sua flexibilização. O GR-RI informa que o comércio intrabloco cresceu bem acima do crescimento do comércio mundial nos últimos 15 anos e que, mais importante ainda, o comércio extra-bloco do Mercosul também aumentou acima do crescimento do comércio global, no mesmo período considerado. Dessa forma, a hipótese de que o Mercosul seria um fracasso e estaria impedindo maior participação dos Estados Partes nas cadeias produtivas globais — tese dos detratores do bloco — simplesmente não teria base empírica. Nesse contexto, o abandono da união aduaneira e a celebração célere e isolada de acordos de livre comércio com grandes potências econômicas seria um grande erro ao comprometer espaços de manobra de políticas industriais e tecnológicas.

Foto: PR / Ricardo Stuckert.

Indústria automotiva brasileira diminui produção, mas mantém investimentos


O setor automotivo brasileiro passa por um momento de desaceleração, depois de 12 anos de expansão. Além de uma diminuição do licenciamento de veículos no país de 7,1%, as exportações caíram 40% em 2014. Em termos absolutos, a demanda interna e externa foi afetada da mesma maneira: cerca de 200 mil veículos deixaram de ser produzidos para o mercado interno e outros 200 mil para o mercado externo. Ainda assim, investimentos de 45 bilhões de reais serão mantidos na próxima década.

Foto: picture-alliance / dpa

Foto: picture-alliance / dpa

Os impactos da Nova Rota da Seda sobre Xinjiang


A importância geopolítica da Nova Rota da Seda na relação entre as grandes potências é clara, dada a emergente presença chinesa na Asia Central. A região do país que mais deverá integrar-se nas rotas de comércio e prosperidade da Ásia Central é Xinjiang. Pequim espera que o crescimento econômico promovido pela Nova Rota da Seda esfrie tensões na região, como a ameaça do terrorismo.

Foto: Pete Niesen / Shutterstock.com

Foto: Pete Niesen / Shutterstock.com

Abe e Merkel concordam em avançar acordo de livre comércio


Durante visita oficial da chanceler alemã Angela Merkel ao Japão, os dois países concordaram, na segunda-feira (09/03), em avançar um acordo de livre comércio com a União Europeia. Os temas do combate ao terrorismo e da crise da Ucrânia também fizeram parte de uma declaração conjunta assinada com o primeiro ministro japonês Shinzo Abe. O líder japonês se demonstrou desejoso de retomar o papel do G7 para dialogar com a Rússia sobre a crise no leste europeu.

Foto: Reuters

Foto: Reuters

EUA expande comércio com Rússia enquanto pede a aliados mais sanções


O presidente do comitê de relações exteriores da Duma, o parlamento russo, afirmou que os Estados Unidos expandiram suas transações comerciais com o país enquanto exigem de seus aliados europeus mais sanções. O comércio entre os países aumentou 7% em 2014, ainda que suas relações tenham deteriorados em virtude da crise da Ucrânia.

Foto: AP Photo / Ted S. Warren

Foto: AP Photo / Ted S. Warren

China e Coreia do Sul assinarão Acordo de Livre Comércio em breve


O ministro do comércio chinês anunciou na última quarta-feira (25/02) que o acordo de livre comércio entre China e Coreia do Sul, que vem sendo negociado há dois anos, foi rubricado e está prestes a ser assinado. O acordo, que deve passar pela aprovação dos parlamentos, deve permitir que os dois países construam conjuntamente indústrias de alta tecnologia. A Coreia do Sul pretende aumentar as vendas ao crescente mercado consumidor chinês.

Foto: CFP

Foto: CFP

Balança comercial brasileira acumula déficit de US$ 1,78 bilhão em fevereiro


O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgou o acumulado do comércio exterior brasileiro em fevereiro, com déficit de 1,78 bilhões de dólares. Ainda que negativo, o resultado é melhor que o do mesmo período do ano passado. O comércio exterior reduziu em termos absolutos se comparado com o ano anterior, mas as importações diminuíram em ritmo maior que as exportações.

Foto: picture-alliance / dpa

Foto: picture-alliance / dpa

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Israelenses podem fazer parceria para vender jato argentino


A empresa israelense de tecnologia Elbit pretende fazer parceria com a indústria argentina que produz o jato subsônico Pampa III. O objetivo é comercializar a aeronave, que é utilizada no treinamento de pilotos, no mercado internacional, com interesse de Índia e Israel. Outras quatro forças, além da aeronáutica argentina, também têm demanda pelo jato.

Foto: n.i

Foto: n.i

Brasil e Polônia buscam estreitar relações comerciais


O embaixador da Polônia no Brasil, Andrjev Braiter, se reuniu com a secretária de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SRI/Mapa), Tatiana Palermo, para estreitar relações comerciais entre os dois países. Dentre os temas debatidos estavam um acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, além de negociações fitossanitárias para a permissão de comércios de alguns produtos entre os países.

Foto: n.i

Foto: n.i

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Índia e EUA anunciam novos acordos bilaterais


Em visita de Barack Obama, presidente dos EUA, a Nova Delhi, foram anunciados novos acordos indo-estadunidenses nas áreas de defesa, comércio, energia solar e especialmente em cooperação nuclear para fins pacíficos. Esta vinha sendo negociada há seis anos, mas encontrava barreiras nas legislações de ambos os países em questão de salvaguardas para materiais físseis.

Foto: Reuters / J. Bourg.

Foto: Reuters / J. Bourg.

Principal banco norte-coreano passa a aceitar rublos


As relações comerciais entre Rússia e Coreia do Norte tiveram outro avanço: o principal banco norte-coreano, o Banco Coreano de Comércio Exterior, passou a aceitar rublos como pagamento. O comércio entre os países deverá chegar a um bilhão de dólares anuais em 2020. Ambos os governos têm interesse em aproximar suas relações num momento em que enfrentam relativo isolamento da comunidade internacional.

Rublos russos. Foto: Shutterstock

Rublos russos.
Foto: Shutterstock

Europa cética sobre tratado de livre comércio com os EUA


Uma consulta encomendada pela Comissão Europeia retornou mais de 150 mil manifestações contrárias ao Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento, um tratado de livre comércio que está sendo elaborado entre Estados Unidos e Europa. A maioria dos comentários negativos se refere à liberdade que os países europeus terão para regular investimentos estrangeiros em seus territórios.

Protesto contrário ao tratado em Bruxelas Foto: Emmanuel Dunand / AFP / Getty Images

Protesto contrário ao tratado em Bruxelas
Foto: Emmanuel Dunand / AFP / Getty Images

A política da estupidez econômica


Ganhador do Prêmio Nobel de Economia e professor da Universidade de Columbia, Joseph Stiglitz argumenta que o baixo crescimento econômico ao redor do mundo é resultado da adoção de políticas de austeridade econômica por vários países ao mesmo tempo, especialmente na União Europeia e no Japão, que reduzem a demanda mundial. Políticas monetárias não seriam capazes de reverter a situação, mas políticas fiscais expansionistas sim; porém, a política nesses países não permite que haja a adoção de tais medidas.

Docas indianas. Fonte: Reuters / Vivek Prakash.

Foto: Reuters / Vivek Prakash.

Integração sul-americana: desafios vistos dos Andes


Tulio Vigevani analisa as dificuldades para a integração sul-americana do ponto de vista dos países andinos. As questões econômicas e de desenvolvimento são as mais importantes para estes países, que desejam que a coordenação entre as nações sul-americanas tenha por objetivo uma posição mais privilegiada nas cadeias globais de produção. Vigevani afirma que certamente avanços já foram alcançados, mas uma real complementaridade entre os países sul-americanos deve vir a partir de sua competitividade internacional.

Os impasses da integração regional vistos dos Andes equatorianos, por Tulio Vigevani

Foto: Golo / Flickr / Creative Commons

Foto: Golo / Flickr / Creative Commons

Índia e EUA fazem grande avanço na OMC sobre segurança alimentar


A Índia e os Estados Unidos resolveram suas diferenças a respeito de temas envolvendo segurança alimentar, os quais impediam a realização do acordo abrangente no escopo da Organização Mundial do Comércio (OMC), o “Doha Light”. Solução encontrada por Washington e Delhi ainda deve ser discutida com todos os membros da organização.

Narendra Modi e Barack Obama. Foto: AP.

Narendra Modi e Barack Obama. Foto: AP.

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O “Plano Marshall” da China?


A China comprometeu-se a disponibilizar US$ 40 bi em um fundo para a Nova Rota da Seda, visando a resolver gargalos de infraestrutura na Ásia e promover o desenvolvimento de vários países da região, bem como propôs a criação do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura com o mesmo intuito. Dingding Chen argumenta que essas iniciativas se assemelham com o Plano Marshall realizado pelos EUA no pós-Segunda Guerra Mundial na Europa, mas que vão, na verdade, muito além, pois têm escopo praticamente global e não exigem contrapartidas políticas.

Mapa: Xinhua.

As novas rotas da seda propostas pela China. Mapa: Xinhua.

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China e Rússia assinam grande acordo de fornecimento de gás


Acordo assinado entre China e Rússia deve criar nova rota de fornecimento através de novo gasoduto que ligará os dois países na sua fronteira oeste. Já existe um gasoduto na fronteira leste, através de Vladisvostok. O acordo abre caminho para que a China seja o principal comprador de gás russo.

Foto: RIA Novosti / Mikhail Klimentiev

Foto: RIA Novosti / Mikhail Klimentiev

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Bancos chineses devem investir mais de 10 bi em projeto de gás na Sibéria


A China deve injetar mais de 10 bilhões de dólares em projetos de gás natural na Sibéria em acordos com a maior produtora independente de gás da Rússia, a Novatek. Com as sanções impostas pelo ocidente, a Rússia está se aproximando da China para levar adiante projetos de infraestrutura.

Foto: RIA Novosti / Vitaliy Ankov

Foto: RIA Novosti / Vitaliy Ankov

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China e Coreia do Sul concluem negociações sobre tratado de livre comércio


A China e Coreia do Sul anunciaram hoje ter concluído negociações sobre seu tratado bilateral de livre comércio. A China é a principal parceira comercial da Coreia do Sul, e um dos principais destinos de investimento direto sul-coreano.

Foto: Xinhua / Ma Zhancheng

Foto: Xinhua / Ma Zhancheng

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China promete 40 bilhões de dólares para Nova Rota da Seda


A China prometeu gastar 40 bihões de dólares na criação da Nova Rota da Seda, ligando novamente o comércio por terra entre China, Ásia Central, Oriente Médio e Europa. Xi Jinping afirmou que o projeto deve resolver gargalos de infraestrutura asiática e promove os interesses de vários países da região.

Foto: Reuters / Stringer

Foto: Reuters / Stringer

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Comércio entre China e Rússia bate recorde no primeiro semestre


O comércio entre China e Rússia atingiu seu maior nível no primeiro semestre desse ano, totalizando quase 60 bilhões de dólares. O crescimento de 3,4% é próximo da diminuição do comércio russo com a União Europeia, que decresceu 3,2%, indicando que o país está se voltando mais ao leste que a oeste nas suas relações comerciais.

Imagem: Reuters / Sergei Ilnitsky / Pool

Imagem: Reuters / Sergei Ilnitsky / Pool

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Cuba e Uruguai assinam acordo para facilitar comércio bilateral


Cuba e Uruguai assinarão um memorando para facilitar negócios e reafirmar o compromisso de promover o comércio bilateral. O acordo será assinado durante a feira Expo-Cuba – Feria Internacional de la Habana. Na mesma feira, empresários de vários países do mundo interagem com setores da economia cubana para promover as relações econômicas internacionais do país.

Foto: La Red 21

Foto: La Red 21

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EUA volta a liderar compra de manufatura brasileira


Os Estados Unidos voltaram a ser o principal cliente dos produtos manufaturados brasileiros neste ano. Fazia cinco anos que a Argentina era nosso principal cliente, mas a recente crise no país reduziu a demanda argentina por produtos industriais brasileiros.

Foto: Andrew Testa / The New York Times

Foto: Andrew Testa / The New York Times

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