comércio mundial

A China e sua Nova Rota da Seda


Confira aqui a matéria do The Economist sobre a China e sua iniciativa de estabelecer uma nova rota da seda na Eurásia. Oficialmente chamada de Cinturão e Rota (One Belt, One Road), a política visa à construção de infraestrutura na Eurásia de modo a torná-la um único espaço econômico centrado em Pequim com investimentos no valor de 4 trilhões de dólares. Podendo ser tida como um desafio ao domínio comercial dos Estados Unidos no mundo, a iniciativa do governo de Xi Jinping deve expandir os laços comerciais e físicos da China na Eurásia (e mesmo na África), bem como o seu poder brando (soft power). Embora haja inúmeros empecilhos à sua consecução, vários projetos já estão sendo feitos a alterando estruturas na economia mundial.

Mapa: The Economist.

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OMC elimina subsídios agrícolas de países desenvolvidos


A Organização Mundial do Comércio (OMC) concluiu no último sábado (19/12) um grande acordo para que os países desenvolvidos eliminem os subsídios à exportação de seus produtos agrícolas. Essa era uma antiga reivindicação dos países em desenvolvimento e, segundo o diretor da OMC, o brasileiro Roberto Azevêdo, era uma das maiores distorções do mercado global. O acordo estabelece que os países em desenvolvimento deverão eliminar os subsídios até 2018 e poderão ter exceções até 2023.

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Foto: Tadeu Vilani / Agência RBS / Folhapress.

A inserção comercial do Brasil no mundo


Tulio Chiarini analisa o padrão de inserção comercial de países no mundo e, indiretamente, o grau de aptidão tecnológica acumulado para lançar produtos em mercados internacionais e o grau de dependência nacional em relação a produtos com elevado conteúdo tecnológico. No caso do Brasil, a indústria de alto conteúdo tecnológico corresponde a apenas 6,79% dos produtos exportados pelo Brasil em 2012, enquanto que a indústria de baixo conteúdo tecnológico corresponde a 40,14% no mesmo ano.

Imagem: Carta Maior.

Imagem: Carta Maior.

Doha light e a divisão Norte-Sul


Celebrado como um sucesso, o acordo intermediário da Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) que foi alcançado em Bali, o Doha Light, não parece ser igualmente vantajoso para o Norte e o Sul globais. Países menos desenvolvidos (LDCs) podem ter saído em desvantagem.

Fonte: Picture Alliance / DPA.

Fonte: Picture Alliance / DPA.

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A TTIP e a estratégia de marginalização das potências emergentes


Tentativa de se criar uma área de livre comércio transatlântica entre EUA e União Europeia, iniciativa mais conhecida como Parceria Transatlântica de Investimento e Comércio (TTIP, sigla em inglês), pode ser vista como uma reação à ascensão de novas potências, especialmente dos BRICS, após a crise econômica de 2008. Iniciativa pode levar a uma rivalidade ainda mais acentuada entre as potências tradicionais e as emergentes.

Fonte: Business Today.

Fonte: Business Today.

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O brasileiro que ressuscitou a Rodada Doha


Acordo de Bali premia esforço do atual diretor-geral da OMC, o brasileiro Roberto Azevêdo, que com apenas três meses no cargo conseguiu fazer avançarem negociações que estavam praticamente paradas há uma década. Indonésios falam em “efeito Azevêdo”.

Fonte: Picture Alliance / DPA.

Fonte: Picture Alliance / DPA.

O brasileiro que ressuscitou a Rodada Doha

DW – 09/12/2013 – por Jan Walter

O acordo vem sendo rotulado como histórico. Pela primeira vez, todos os 159 membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) chegaram a um consenso sobre regras específicas para a simplificação das políticas alfandegárias e a redução de subsídios agrícolas.

Não à toa Roberto Azevêdo, diretor-geral da OMC, tinha lágrimas nos olhos quando anunciou o resultado da negociação. E poucos duvidam que sua comoção não fora legítima – com apenas três meses no cargo ele fez o que nenhum outro conseguiu na última década: dar sobrevida à Rodada Doha.

Apoio dos emergentes

Quando o diplomata substituiu o francês Pascal Lamy, em setembro de 2013, a OMC estava praticamente paralisada. Em 2001, em Doha, os então 142 membros da organização já haviam começado a tentar simplificar e dinamizar o comércio mundial, mas as negociações não foram à frente. Como grande obstáculo na época, os subsídios agrícolas dos países desenvolvidos.

Com a bagagem de quem conhece os meandros do comércio global como poucos, Azevêdo levou esperança à OMC. Diplomata de carreira, ele foi subchefe para assuntos econômicos do Itamaraty de 1995 a 1996; esteve à frente da delegação brasileira, entre 2001 e 2005, em contenciosos como o caso dos subsídios dos Estados Unidos ao algodão; e, em 2008, chegou ao posto de embaixador permanente na OMC.

Nos círculos diplomáticos, Azevêdo é considerado um negociador hábil. O que ficou comprovado em Bali, onde ele conseguiu não só acalmar o ministro do Comércio da Índia, Anand Sharma, como também fez com que os insistentes cubanos finalmente cedessem e assinassem o acordo.

Mesmo durante o período de estagnação da OMC, Azevêdo obteve vitórias diplomáticas importantes. Ele foi peça-chave para a organização na imposição de medidas a dois dos mais poderosos membros. Em 2005, a União Europeia (UE) foi obrigada a reduzir suas subvenções ao açúcar. E, em 2008, os Estados Unidos foram forçados a diminuir os subsídios ao algodão.

Os subsídios dificultavam a entrada de produtos de países como o Brasil na UE e nos EUA, o que não torna exatamente uma surpresa o fato de Azevêdo ter sido eleito para chefiar a OMC com grande apoio do mundo emergente. Antes mesmo de assumir o cargo, ele já deixara claro que a sua prioridade seria destravar Doha.

Em entrevista à Deutsche Welle em fevereiro, ele afirmou que queria que a OMC voltasse a ser um foro viável de negociações “para que as atenções voltem ao sistema multilateral e as negociações voltem a ter um grau de ambição compatível com as necessidades de crescimento do mundo atual”.

Desejo antigo

Em Bali ficou claro que a promessa está sendo cumprida. Três meses depois de assumir o cargo, Azevêdo fez não só com que os países-membros retomassem as negociações depois de mais de dez anos, como também com que eles chegassem a acordos importantes em vários aspectos.

“Precisamos reconhecer que os países sempre estão em ciclos econômicos diferentes, e que para negociar não se deve ficar esperando uma homogeneidade, porque é muito difícil que isso aconteça, ou seja, numa negociação entre quase 160 países, não se pode esperar que todos estejam vivendo o mesmo momento em termos de abertura comercial”, disse Azevêdo à DW em fevereiro.

O ministro do Comércio da Indonésia, Gita Wirjawan, brincou dizendo que o sucesso das negociações devia ser atribuído à atmosfera inspiradora da ilha de Bali, onde o evento foi realizado. Depois, ele mesmo se corrigiu e afirmou que a inspiração tinha vindo de fato do “efeito Azevêdo”.

Como enfatizou o próprio Azevêdo ao fim da conferência, ainda há muito trabalho a ser feito até que se atinja uma redução significativa das barreiras comerciais. Até agora, apenas uma parte do plano estabelecido há mais de uma década, em Doha, foi alcançada.

Fonte: http://dw.de/p/1AVWq

Sob a liderança do brasileiro Roberto Azevêdo, OMC fecha 1º acordo em quase 20 anos


Em reunião em Bali, na Indonésia, Organização Mundial do Comércio (OMC), sob a liderança do brasileiro Roberto Azevêdo, fechou seu primeiro acordo em quase 20 anos. O pacote, que ficou conhecido como “Doha Light”, compreende três pilares: agricultura, com um compromisso de reduzir os subsídios às exportações; a ajuda ao desenvolvimento, que prevê uma isenção crescente das tarifas alfandegárias para os produtos procedentes dos países menos desenvolvidos, e a facilitação de intercâmbios, que pretende reduzir a burocracia nas fronteiras.

O ministro do Comércio da Indonésia, Gita Wiryawan, à direita, aperta a mão do diretor-geral da OMC, o brasileiro Roberto Azevêdo. Fonte: Firdia Lisnawati / AP.

O ministro do Comércio da Indonésia, Gita Wiryawan, à direita, aperta a mão do diretor-geral da OMC, o brasileiro Roberto Azevêdo. Fonte: Firdia Lisnawati / AP.

OMC fecha 1º acordo em quase 20 anos para facilitar comércio global

G1 / EFE – 07/12/2013

Com um acordo histórico alcançado pela Organização Mundial do Comércio (OMC), o comércio global poderá começar a mostrar avanços. Neste sábado, após quatro dias de reuniões em Bali, na Indonésia, a OMC conseguiu desbloquear a Rodada de Doha – uma série de reuniões iniciadas em 2001, que visam discutir regras para tornar mais ágil o comércio entre os países. Essas negociações estavam paralisadas desde 2008.

Esse acordo global é o primeiro na história da organização, que nasceu após a conclusão da Rodada do Uruguai, em 1994 em Marrakech (Marrocos), encontro que abriu caminho para a criação da OMC um ano mais tarde.

“Pela primeira vez em sua história, a OMC cumpriu com suas promessas”, declarou o diretor-geral da organização, o brasileiro Roberto Azevêdo, que assumiu a liderança do órgão em setembro e já registra sua primeira vitória à frente da organização.

“Voltamos a introduzir a palavra ‘mundial’ na Organização Mundial do Comércio. Estou muito orgulhoso”, acrescentou antes de fazer uma pausa para conter as lágrimas. Veja o perfil de Roberto Azevêdo.

O pacote, conhecido como “Doha Light”, compreende três pilares: agricultura, com um compromisso de reduzir os subsídios às exportações; a ajuda ao desenvolvimento, que prevê uma isenção crescente das tarifas alfandegárias para os produtos procedentes dos países menos desenvolvidos, e a facilitação de intercâmbios, que pretende reduzir a burocracia nas fronteiras.

O acordo de Bali representa menos de 10% do ambicioso programa de reformas iniciado em Doha, mas mesmo assim muitos negociadores temeram pelo futuro da própria OMC em caso de novo fracasso.

Os partidários qualificam o acordo como histórico, e especialistas calculam que representará um aumento de US$ 1 trilhão na economia mundial. Entretanto, grupos antiglobalização não poupam críticas ao acordo porque ele beneficiará principalmente às grandes corporações.

Cuba, Bolívia, Nicarágua e Venezuela tentaram bloquear o acordo durante a madrugada, mas acabaram cedendo.

Após chegar a um consenso, os ministros e representantes dos 159 países-membros da OMC presentes em Bali vão emitir a declaração final e encerrar a conferência, um dia mais tarde do que o previsto, devido às intensas negociações realizadas nas últimas horas.

“Encomendamos ao Comitê de Negociações Comerciais que prepare um programa de trabalho, nos próximos 12 meses, claramente definido sobre as questões restantes do Programa de Doha para o Desenvolvimento”, diz a minuta aprovada pela conferência ministerial.

‘Vitória agridoce’

“É um acordo bem-vindo, mas limitado. Passamos do ‘Doha’ ao ‘Doha Light’, e ao ‘Doha Light descafeinado”, ironizou Simon Evenett, especialista em OMC da Universidade de St. Gallen, na Suíça.

“Não foi registrado nenhum avanço sério sobre os subsídios agrícolas à exportação, o comércio eletrônico ou os subsídios sobre as exportações de algodão”, sustentou.

“Cruzamos a linha de chegada em Bali, mas a corrida não terminou”, declarou, por sua vez, o ministro de Comércio indonésio, Gita Wirjawan. “Temos que concluir a Rodada de Doha. Alguns problemas que foram debatidos aqui em Bali continuam sem resposta”, confessou.

“O que conseguimos aqui é realmente extraordinário… Trata-se de um avanço histórico”, sustentou.

“É uma vitória agridoce”, declarou Kevin Gallagher, analista da Universidade de Boston. ‘Infelizmente, em vez de honrar o multilateralismo, as grandes potências vão se inclinar em direção aos acordos regionais para defender as propostas difíceis que foram rejeitadas na OMC”, disse à agência AFP.

Resistências

O final feliz da reunião ministerial representa uma vitória pessoal do novo diretor-geral da OMC. O brasileiro assumiu as rédeas da organização em setembro com a ambição de melhorar os resultados de seu antecessor, Pascal Lamy: fazer a Rodada de Doha avançar.

Mas o acordo de Bali foi marcado por resistências que fizeram temer o pior.

Primeiro, a Índia se opôs e exigiu poder aumentar seus subsídios agrícolas, antes de aceitar finalmente um compromisso de última hora após uma primeira prolongação da reunião, que seria concluída na sexta-feira ao meio-dia.

Quando um acordo parecia ao alcance das mãos, Cuba, Nicarágua, Bolívia e Venezuela se negaram a selar o compromisso após a retirada do texto que se referia ao embargo americano à ilha.

A oposição repentina dos quatro países latino-americanos, em plena madrugada deste sábado, forçou a realização de uma nova rodada de negociações e uma nova prolongação da reunião ministerial.

Fonte: http://g1.globo.com/economia/noticia/2013/12/omc-desbloqueia-rodada-de-doha-na-conferencia-ministe rial-de-bali.html

Roberto Azevêdo é eleito novo diretor-geral da OMC


Roberto Azevedo

Roberto Azevêdo é eleito novo diretor-geral da OMC

08 de maio de 2013

Roberto Azevêdo, diplomata de carreira, é embaixador desde 2008 e representante permanente do Brasil na OMC. Envolvido diretamente assuntos econômicos e comerciais há mais de 20 anos. Foi chefe do Departamento Econômico do Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, de 2005 a 2006, e liderou a delegação brasileira nas negociações da Rodada Doha da OMC, sobre liberalização de mercados.

Eleição que envolveu negociações desde o governo de Luis Inácio Lula da Silva, resultou na vitória de Azevêdo sobre o canidato mexicano, Herminio Blanco. Sem resultados oficiais, ainda, a vitória foi obtida por 93 votos do total de 159.

Primeiro latino-americano a dirigir a organização internacional, contou com apoio de países de todos os continentes, além da integridade dos integrantes do  BRICS. Enquanto o candidato mexicano contou com apoio dos EUA e da União Europeia mais a Croácia, contabilizando um total de 29 votos, neste caso. Gilberto Carvalho, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, avalia como resultado da “política internacional ousada” do Brasil e da mudança da posição do país no cenário internacional. Destacando que não se trata de um caso isolado, aponta para a eleição de José Graziano na FAO em 2011.

Fontes:

Agência Brasil (http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-08/eleicao-de-azevedo-para-omc-e-fruto-de-politica-internacional-ousada-avalia-gilberto-carvalho)

(http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-08/omc-confirma-eleicao-de-brasileiro-primeiro-latino-americano-no-comando-da-entidade)

(http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2013-05-08/uniao-europeia-parabeniza-azevedo-e-pede-lideranca-forte-na-omc)

Opera Mundi (http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/28759/azevedo+e+eleito+e+sera+primeiro+latino-americano+a+comandar+omc.shtml)