Conflito na Síria

O que restou da Força Aérea Síria?


Em artigo publicado no War is Boring (11/05), Tom Cooper analisa a Força Aérea Síria. Ao contrário do que muitos analistas afirmam, a Força continua operacional e mostra sinais da vitalidade, apesar do constante atrito nos últimos anos. Os aviões e helicópteros -em sua maioria, obsoletos- foram utilizados enormemente na Guerra Civil a partir de 2012. Apesar das grandes perdas iniciais, o governo conseguiu recuperar e restaurar diversas aeronaves, mantendo a capacidade operacional.

Foto: War is Boring / Wikipedia

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EUA e Rússia monitorarão juntos o cessar-fogo na Síria


Nesta semana, o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, anunciou que EUA e Rússia monitorarão conjuntamente o acordo de cessar-fogo na Síria, ainda que à distância. Segundo Kerry, oficiais russos e estadunidenses, os quais estarão baseados em Genebra, utilizarão os mesmos recursos e infraestrutura para assegurar uma implementação clara da trégua no conflito sírio, incluindo a cidade de Aleppo, onde recentemente houve ataques de rebeldes a civis.

Hospital em Aleppo após bombardeio de rebeldes. Foto: SANA via AP.

Na Síria, rebeldes atacam Aleppo e atingem hospital


Esta semana rebeldes sírios realizaram um ataque a porções da cidade de Aleppo que estão sob controle de forças governamentais e atingiram um hospital, causando pelo menos 19 mortes. Os ataques de artilharia por parte dos rebeldes ocorrem durante tentativas internacionais de se chegar a um acordo de cessar-fogo na Síria. A ofensiva foi feita horas depois de o Conselho de Segurança da ONU passar unanimemente uma resolução pedindo proteção a funcionários da saúde e instalações hospitalares em todas as zonas de conflito ao redor do mundo.

Localização dos ataques rebeldes em Aleppo. Mapa: The Washington Post / Tim Meko / maps4news.com / (c)Here.

Grupo de oposição síria confirma presença nas negociações de paz


Nesta sexta-feira (11/03), o Alto Comitê de Negociações (HNC, em inglês), que reúne os principais grupos da oposição síria, anunciou que participará das negociações de paz com início em 14 de março, em Genebra. As conversas anteriores não atingiram resultados notáveis. O HNC defende nas negociações um órgão transnacional para governar o país, rejeitando a ideia de um federalismo, proposto pela ONU.

Foto: picture-alliance/ dpa /

Pentágono planeja retomar treinamento de rebeldes sírios


O Pentágono pediu permissão ao governo dos Estados Unidos para retomar o treinamento de rebeldes sírios. Segundo o general Lloyd Austin, comandante do Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), a preparação das novas tropas seriam mais curtas e levariam em conta os erros do projeto anterior. Este, que tinha um orçamento de US$ 500 milhões, foi interrompido em outubro de 2015 após a constatação que a maioria das forças treinadas foram capturadas ou desertaram.

Foto: Pablo Martinez Monsivais/ AP

Governo e rebeldes respeitam cessar-fogo na Síria


O cessar-fogo na Síria, que teve início no sábado (27/02), foi respeitado na maior parte do país até esta segunda-feira (29/02), segundo relatórios de diversas agências. A medida foi apoiada pelos Estados Unidos e pela Rússia e permitiu que cidades isoladas pelo conflito recebessem ajuda humanitária. Grupos considerados terroristas pela ONU, como o “Estado Islâmico” e a “Frente Al-Nusra”, não foram incluídos no acordo. Segundo oficiais da ONU, apesar de violações localizadas e limitadas, o sucesso do cessar-fogo desenvolve confiança entre as partes, aumentando as chances de sucesso das negociações de paz.

Foto: Yang Zhen/ Xinhua

Rússia afirma que tensões com o Ocidente se comparam à Guerra Fria


O primeiro-ministro da Rússia, Dmitry Medvedev, afirmou neste sábado (13/02) que as tensões entre seu país e o Ocidente atingiram níveis comparáveis à Guerra Fria, principalmente devido à divergências na Ucrânia e na Síria. Medvedev considerou ainda, em fala na Conferência de Segurança de Munique, que a Rússia deve ser considerada um parceiro para enfrentar problemas internacionais, como o terrorismo. O ministro também criticou a política expansionista ocidental e as sanções impostas a Moscou.

Medvedev. Foto: Reuters / M. Dalder.

Turquia rejeita qualquer plano de paz que mantenha Assad no poder


O primeiro-ministro da Turquia, Ahmet Davutoglu, rejeitou neste sábado (19/12) qualquer solução para a crise síria que envolva a permanência de Bashar al-Assad, atual presidente sírio, no poder. Davutoglu considera que a manutenção de Assad só trará mais caos para a Síria. Um representante oposicionista ao regime — eleito na Árabia Saudita para representar uma série de grupos nas negociações — também afirmou que não aceitará qualquer proposta que considere Assad na transição política.

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Foto: EPA.

Conselho de Segurança da ONU aprova processo de paz para a Síria


Nesta sexta-feira (18/12), o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou por unanimidade uma resolução para endossar a estratégia internacional para um processo de paz na Síria. O texto não aborda a questão do destino de Assad. O documento pede à ONU opções para monitorar o cessar-fogo e dá apoio ao cronograma estabelecido previamente em Viena entre as principais potências envolvidas no conflito.

Reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas

Foto: Reuters / Mike Segar.

Devido ao conflito, Síria perde a sua classe média


A deterioração econômica causada pela guerra na Síria acabou alterando a estrutura social do país. A classe média cada vez mais engrossa a classe pobre, enquanto se reduzem também o número de ricos. A desvalorização da moeda (cerca de 700%), falta de energia, alta inflação, estagnação dos salários e desgaste psicológico causadas pelo conflito afetam enormemente a população. Apesar disso, o governo conseguiu manter o subsídio a alimentos essenciais, como o pão.

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Foto: Joseph Eid / AFP.

Turquia dispara contra Exército Sírio


O Exército Sírio afirmou no último sábado (28/11) que a Turquia disparou contra suas forças com artilharia. Também acusou Ancara de ter aumentado o fornecimento de armas e equipamentos para terroristas na Síria e também de fornecer armamentos ao grupo terrorista “Estado Islâmico” em troca de petróleo.

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Foto: AP Photo.

Turquia abate caça russo perto de fronteira com a Síria


A Força Aérea da Turquia abateu um caça russo Su-24 perto da fronteira com a Síria nesta terça-feira (24/11), a primeira vez que um aliado da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) ataca uma aeronave militar da Rússia desde os anos 1950. A Turquia alega que o avião russo violou seu espaço aéreo e que fora advertido mais de dez vezes antes de ser abatido. Ancara também convocou uma reunião extraordinária da OTAN. Os pilotos russos conseguiram ejetar-se do caça e foram capturados por rebeldes sírios no norte do país perto da fronteira coma Turquia. Estes ainda teriam atirado em um helicóptero russo em missão de resgate aos pilotos, o qual teve de fazer um pouso de emergência em área controlada pelo governo sírio. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, falou que haverá consequências e que o ato foi “uma punhalada nas costas realizada por cúmplices de terroristas”.

Caça Su-24 russo em chamas. Foto: The Aviationist.

Firmado acordo para resolução da guerra na Síria


Rússia, Estados Unidos e mais 15 países, entre eles Irã, Arábia Saudita e Turquia, chegaram a um acordo neste sábado (14/11) sobre a resolução do conflito sírio. Plano envolve passos como negociações entre governo e oposição mediadas pela ONU; um cessar-fogo entre os beligerantes (grupos terroristas Al-Nusra e “Estado Islâmico” não estão incluídos); elaboração de uma nova constituição em até seis meses; e eleições livres sob a nova constituição fiscalizadas pela ONU até março de 2018 (18 meses).

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Foto: Thomas Trutschel /Photothek.

Assad vai a Moscou encontrar-se com Putin


O presidente da Síria Bashar al-Assad foi a Moscou nesta terça-feira (20/10) em visita surpresa ao presidente russo Vladimir Putin para discutir uma estratégia conjunta quanto ao conflito no país. Essa foi a primeira viagem internacional de Assad desde o início da guerra na Síria em 2011. Ambos os presidentes reforçaram a importância do combate ao terrorismo na Síria e na região. Putin também teria destacado que a situação militar e a política estão conectadas e que uma solução pacífica só será possível quando os grupos terroristas forem contidos. Logo após a reunião, o presidente russo entrou em contato com o da Turquia para esclarecer o que fora discutido com Assad.

Russian President Vladimir Putin (R) shakes hands with his Syrian counterpart Bashar al-Assad (L) during their meeting at the Kremlin in Moscow on October 20, 2015. Syria's embattled President Bashar al-Assad made a surprise visit to Moscow on October 20 for talks with Russian President Vladimir Putin, his first foreign trip since the conflict erupted in 2011.  AFP PHOTO / RIA NOVOSTI / KREMLIN POOL / ALEXEY DRUZHININ        (Photo credit should read ALEXEY DRUZHININ/AFP/Getty Images)

Assad e Putin. Foto: Alexey Druzhinin / AFP / Getty Images.

Ocidente deveria ouvir Putin sobre a guerra na Síria


Em artigo publicado (29/09) no The Guardian, o jornalista Simon Jenkins defende que o Ocidente deve, em relação à Síria, ouvir e concordar com o presidente russo Vladimir Putin. Segundo o autor, a cooperação com o presidente sírio Bashar al-Assad e seus aliados iranianos e libaneses (Hezbollah) para combater o fundamentalismo no país é vital para encerrar a guerra civil e derrotar o “Estado Islâmico”. A principal razão para o não alinhamento do Ocidente com essa ideia seria por questões internas e puramente ideológicas não comprometidas com o fim do conflito.

Foto: Xinhua / Landov / Barcroft Media.

Irã envia centenas de soldados para lutar na Síria


Segundo o canal de notícias Reuters, nos últimos 10 dias o Irã enviou centenas de soldados para lutar junto com o regime de Bashar al-Assad contra rebeldes na Síria. Terrã estaria coordenando com a milícia libanesa Hezbollah uma ofensiva terrestre contra inimigos do governo sírio. Ação contaria com suporte aéreo da Rússia, que recentemente começou a bombardear posições de grupos terroristas no país.

Imagem: Al Jazeera / ISW.

EUA interrompe recrutamento de rebeldes sírios temporariamente


Os Estados Unidos anunciaram que interromperam temporariamente o recrutamento de rebeldes “moderados” para combater na Síria. Programa foi revisto após homens treinados por Washington terem fornecido equipamento estadunidense para grupos terroristas, tais como a Al Qaeda. Os EUA, porém, continuarão com o suporte às forças combatentes e com o treinamento de rebeldes já iniciado.

Foto: Getty Images.

China teria enviado conselheiros militares para a Síria


Segundo jornais do Oriente Médio, a China teria enviado conselheiros militares para a Síria a fim de ajudar no combate ao “Estado Islâmico”. O grupo chegaria nas próximas semanas e se reuniria com as forças russas no país, na região de Latakia. Além disso, um porta-aviões chinês estaria nas proximidades do porto de Tartus, onde há uma base militar russa.

Porta-aviões Liaoning. Foto: Wikipedia.

Rússia inicia bombardeios sobre território sírio


A Rússia iniciou nesta quarta-feira (30/09) bombardeios sobre a Síria, no mesmo dia em que o Parlamento russo permitiu a atuação de suas forças no combate ao terrorismo em território sírio. A ajuda militar foi requisitada pelo governo de Bashar al-Assad para combater grupos terroristas como o “Estado Islâmico” e a Al-Nusra. Moscou ainda garantiu que não colocará suas forças para lutar em terra.

Foto: picture-alliance / dpa / A. Desinov.

Síria começa a usar novos caças fornecidos pela Rússia


O governo sírio começou a bombardear posições do auto-proclamado Estado Islâmico com novos caças, fornecidos recentemente pela Rússia. Segundo oficiais dos EUA, além dos aviões, Moscou ainda forneceu helicópteros, artilharia e apoio terrestre ao regime sírio. Bombardeios da coalizão internacional, liderada por Washington, continuaram, mirando o mesmo inimigo.

Foto: RIA Novosti / Igor Zarembo.

Foto: RIA Novosti / Igor Zarembo.

Turquia utiliza refugiados para forçar intervenção da OTAN?


O jornalista Arad Nir, em artigo publicado na semana passada, afirma que o Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, está utilizando-se dos refugiados sírios para forçar uma intervenção ocidental na Síria. O governo turco, no início da crise, acolhia os refugiados e dificultava sua ida para a Europa. Mas, como a crise no vizinho prosseguia e causava instabilidade na região, Erdogan facilitou a fuga de refugiados para países da Europa Ocidental, o que forçaria uma intervenção “humanitária” da OTAN para derrubar o governo de Assad.

Foto: Reuters / Umit Bektas.

Rússia e Israel anunciam coordenação de ações na Síria


Em encontro em Moscou, nesta segunda-feira (21/09), o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, chegou a um acordo com o presidente russo, Vladimir Putin, para estabelecer um mecanismo para evitar desentendimentos entre as Forças de Defesa de Israel e tropas russas. Israel teme que armas enviadas pela Rússia para ajudar o regime de Bashar al-Assad caiam nas mãos do Hezbollah. Já Moscou, afirmou entender a preocupação, mas afirma que envios são necessários para combater o “Estado Islâmico” e que não há o que temer do Hezbollah.

Benjamin Netanyahu e Vladimir Putin. Foto: Reuters / RIA Novosti/ M. Klimentyev.

Rússia disposta a intervir na Síria caso solicitada


Nesta sexta-feira (18/09), Moscou afirmou que em caso de solicitação da Síria, poderia intervir diretamente no país. Os Estados Unidos sustentam que forças russas já estão ajudando e lutando pelo regime de Bashar al-Assad, o que é negado pelo Kremlin. Washington também anunciou que está disposto a iniciar diálogo com a Rússia, que já afirmou que está aberta para discussões sobre a guerra civil síria.

Foto: n.i.

Apenas “4 ou 5” rebeldes treinados pelos EUA continuam a lutar na Síria


O General Lloyd Austin, diretor do Comando Central militar dos EUA, anunciou perante o senado que apenas “4 ou 5” rebeldes treinados pelos EUA continuam lutando na Síria. Plano aprovado pelo Congresso previa gastos de US$ 500 milhões para a preparação de 5 mil soldados para combater governo sírio. Porém, até agora, apenas 54 foram formados e mais 100 estão em treinamento, o que pode ser considerado um fracasso da política estadunidense para o conflito.

Treinamento de polícia afegã por forças dos EUA em 2007. Foto: U.S. Air Force / Tech. Sgt. Cecilio M. Ricardo Jr.

Fotos de satélite mostram aumento de presença russa na Síria


Novas evidências mostram aumento da presença militar da Rússia na Síria. Fotos de satélite do território sírio mostram a construção de uma base aérea, a utilização de armamento russo e até a presença de forças das Rússia apoiando e combatendo no país. A nova situação põe em questão a atual política dos Estados Unidos para a região.

Foto: FP.

Crescem sinais de participação russa no conflito sírio


Fontes dos EUA e do Líbano afirmam que a Rússia enviou armamento e tropas para combater ao lado de forças do governo de Bashar al-Assad na Síria. Moscou também teria enviado dois porta-aviões, jatos e fuzileiros navais, o que supostamente serviria para a construção de uma pista de pouso próxima à cidade de Lataquia. Porém, a Rússia negou nesta quinta-feira (10/09) ter aumentado sua presença militar na Síria, afirmando que nunca escondeu a ajuda militar ao governo sírio desde o início do conflito. Segundo o chanceler Sergei Lavrov tudo é feito “a pedido e de acordo com o governo sírio e os governos de outros países da região, se trata de ajudá-los na luta contra o terrorismo.”

Sergei Lavrov. Foto: Reuters / F. Lenoir.

Rússia defende venda de armas para a Síria


Nesta quarta-feira (09/09), o ministério das Relações Exteriores da Rússia defendeu a venda de equipamento militar para a Síria, argumentando que a medida estaria de acordo com o direito internacional. A medida, que também inclui treinamento para o uso dos sistemas bélicos no próprio país, é considerada um auxílio para combater o terrorismo. Declarações de Moscou seguem-se à proibição, imposta por Grécia e Bulgária sob pressão dos EUA, de uso de determinadas rotas aéreas por aviões cargueiros russos com destino à Síria.

Foto: picture-alliance / dpa / V. Pesnya.

Rússia intensifica seu papel na guerra da Síria


Segundo relatórios e notícias sírias e israelenses, a Rússia estaria intensificando seu papel na guerra da Síria para combater o Estado Islâmico e rebeldes contra o governo de Assad. A presença russa em território sírio teria sido aumentada com o envio de forças expedicionárias em zonas litorâneas e também haveria intenção de a Força Aérea Russa realizar operações em conjunto com o governo Sírio.

Armamento russo em uso na Síria. Foto: The Daily Beast.

EUA pede ajuda à Austrália em luta contra o “Estado Islâmico”


Os Estados Unidos realizaram um pedido formal apresentado na quinta-feira (20/08) para que a Austrália aumente sua contribuição militar aérea na luta contra o “Estado Islâmico” na Síria, para incluir a possibilidade de bombardeios. O aumento da força militar australiana incluiria a expansão da cobertura aérea, da coleta de informação e do apoio aos aviões de combate, de acordo com o jornal The Australian. Atualmente a força aérea australiana participa das operações na Síria, abastecendo as aeronaves estadunidenses que realizam os bombardeios.

Foto: Commonwealth of Australia, Department of Defence.

Foto: Departamento de Defesa da Austrália.