Crescimento Econômico

Economistas do FMI apontam malefícios da agenda econômica neoliberal


Recentemente economistas do Fundo Monetário Internacional realizaram duras críticas à agenda econômica neoliberal, especificamente às políticas de austeridade. Apesar da predominância dessa abordagem em estudos de economia internacional, ela tem se mostrado cada vez menos eficiente para levar ao crescimento econômico sustentável pois o aumento das desigualdades sociais não é compensado pelo suposto crescimento econômico. Ademais, as políticas de austeridade que buscam diminuir o nível da dívida externa exigem o aumento dos impostos, o corte de gastos sociais ou ambas as medidas — distorcendo a atividade econômica e minando a continuidade do crescimento.

Foto: Saul Loeb / AFP.

Foto: Saul Loeb / AFP.

A China em transição: desdobramentos da crise financeira global e o rebalanceamento do modelo de crescimento


Confira aqui a monografia da pesquisadora do ISAPE, Júlia Simões Tocchetto, sobre os principais impactos da crise financeira global sobre a economia chinesa, i.e. a queda nas exportações e o aumento do investimento para compensá-la. Analisando o modelo de desenvolvimento chinês a partir das reformas de Deng Xiaoping em 1978, o trabalho mostra que a crise o colocou em cheque ao atingir as exportações do país e gerar uma necessidade de reconfiguração do mesmo. Portanto, a desaceleração da economia da China parece ter caráter estrutural e não apenas conjuntural. No entanto, assevera-se que é prematuro dizer com certeza que o modelo está esgotado ou que a China está a caminho de um novo estilo de desenvolvimento, pois há evidências em ambas as direções.

Foto: AFP.

Foto: AFP.

Diretora do FMI crê em baixo crescimento econômico mundial em 2016


A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, crê que o crescimento econômico global será “decepcionante e desigual” em 2016. O aumento das taxas de juros dos Estados Unidos, a desaceleração da economia chinesa e os baixos preços do petróleo são os principais indícios de uma fraca economia mundial — que deve afetar principalmente os países emergentes.

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Christine Lagarde. Foto: EFE.

A herança dos 12 anos de “kirchnerismo” para a Argentina


Em artigo publicado no Opera Mundi, Juan Santiago Fraschina analisa a herança dos 12 anos de “kirchnerismo” na política econômica da Argetina. Segundo o autor, o país conseguiu, após a derrocada do neoliberalismo, reduzir as desigualdades enquanto mantinha altos níveis de crescimento econômico. Fraschina ainda conclui que a integração regional é necessária para a industrialização das economias locais e para a proteção contra a crise financeira internacional.

Foto: Flickr / CC / José María Pérez Nuñez.

Indústria de informação responsável por 26% do PIB da China em 2014


Em relatório oficial divulgado na última sexta-feira (02/10) o governo chinês anunciou que a produtividade econômica da indústria de informação atingiu 16,2 trilhões de yuans (US$ 2,5 trilhões) em 2014, representando 26% do Produto Interno Bruto (PIB) da China. Em 2002, a produtividade econômica do setor ocupava apenas 10,3% do PIB. A indústria da informação contribuiu para 58,4% do crescimento do PIB chinês em 2014, maior do que nos Estados Unidos, Japão e Reino Unido, de acordo com o relatório.

Foto: Reuters.

Etiópia: próximo hegêmona da África?


Em artigo na revista Foreign Affairs, Harry Verhoeven descreve o impressionante desenvolvimento da Etiópia nas últimas décadas e identifica a possibilidade de que o país venha a se tornar um hegêmona no continente africano. Nos últimos 15 anos, o país cresceu a mais de 7% ao ano ao mesmo tempo em que tirou milhões de pessoas da pobreza ao aplicar políticas sociais e econômicas contrárias ao Consenso de Washington e bastante similares ao modelo chinês. Uma das questões-chave para a ascensão da potência africana seria a própria integração regional e sua capacidade de agir como líder.

Parque eólico próximo a Adis Abeba. Foto: Kumerra Gamechu / Reuters.

China mantém crescimento econômico estável mesmo com crise nas Bolsas


Contrariando as expectativas, o crescimento econômico da China manteve-se estável no segundo trimestre desde ano em relação ao período anterior, de acordo com declaração da Agência Nacional de Estatísticas da China na quarta-feira (15/07). Apesar da recente instabilidade nas bolsas chinesas, o índice de aumento de 7% do PIB nos dois primeiros semestres de 2015 coincide com a meta estabelecida por Pequim. A segunda maior economia do mundo apresentou uma pequena queda no ano passado, com 7,4% de crescimento comparado a 7,7% em 2014, valores que ainda apresentam notável crescimento quando comparados a valores dos anos 90, quando os índices de crescimento se mantinham em 3,8%.

Foto: Getty Images, K. Frayer.

Foto: Getty Images / K. Frayer.

O referendo grego e os erros de cálculo da UE


Segundo o analista George Friedman, a União Europeia (UE) vem errando seus cálculos ao lidar com a Grécia. Para ele, Bruxelas — que está representando somente os interesses dos credores e não da totalidade da organização — encontrou-se num beco sem saída após a realização do referendo grego que resultou na reprovação das medidas de austeridade: se o bloco ceder a Atenas, um preocupante precedente pode ser estabelecido (na visão da UE); caso não ceda, a Grécia pode deixar a união e ser um símbolo de que é possível prosperar sem aderir ao bloco. Friedman afirma que agora o futuro da UE está nas mãos da Alemanha e de seu interesse nacional em manter a área de livre comércio europeia.

Fonte: Conselho Europeu.

Foto: Conselho Europeu.

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ONGs estrangeiras impedem desenvolvimento da Índia, segundo agência de inteligência


Em relatório ao primeiro-ministro Narendra Modi, o serviço de inteligência da Índia apontou que organizações não governamentais (ONGs) financiadas por países ocidentais — tais como Reino Unido, Holanda, Estados Unidos e Alemanha, entre outros — impediram o crescimento do PIB indiano entre 2 e 3% ao ano entre 2011 e 2013. O relatório diz que ativistas entraram ativamente em “campanhas de retardamento do crescimento”, impedindo grandes obras de infraestrutura e extração de recursos naturais. Desde que Modi assumiu o governo do país, cerca de 9.000 ONGs teriam sido fechadas na Índia.

Foto: Manjunath Kiran / Getty Images.

América Latina e Caribe é primeira região a alcançar metas internacionais de redução da fome, segundo FAO


A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) publicou novo relatório “O Estado da Insegurança Alimentar na América Latina e o Caribe” na última quinta-feira (28/05). Nele consta que na região a porcentagem de subalimentação caiu para 5,5% (em 1990 eram quase 15%) e o número total a 34,3 milhões, fazendo com que se atingissem as metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e da Cúpula Mundial da Alimentação (CMA). O relatório da FAO informa que os avanços regionais se devem principalmente ao êxito que tem tido os países do Cone Sul e seu comprometimento com políticas públicas voltadas para os mais vulneráveis aliado ao crescimento macroeconômico.

Merendas escolares, no Brasil, ajudaram a combater a fome. Foto: Adenilson Nunes / SECOM / ONU Brasil.

China e América Latina: um novo modelo de cooperação


No contexto da visita do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, à América do Sul — especificamente Brasil, Colômbia, Peru e Chile — , a Comissão Econômica da América Latina e Caribe (CEPAL) lançou um documento em que afirma que a próxima conquista latino-americana deve ser a diversificação dos produtos exportados para a potência asiática, visando a trocas em  setores de maior valor agregado e reduzindo a dependência de produtos primários. Já a analista Shannon Tiezzi assevera que a China está consciente desse desafio e procura cooperar com os países da região para que convertam suas pautas de exportação para garantir a sustentabilidade de seu desenvolvimento. Com efeito, a CEPAL afirma que, na medida em que a cooperação com a China ajude a suprimir lacunas regionais em matéria de infraestrutura e logística, o comércio intrarregional latino-americano pode ser estimulado, bem como a formação de cadeias regionais de valor.

Li Keqiang. Foto: Agência Brasil / Marcelo Camargo.

Economia dos EUA também cai no primeiro trimestre


Assim como a economia brasileira, a economia dos Estados Unidos sofreu um baque no primeiro trimestre e caiu 0,7% frente ao trimestre anterior, em termos anualizados. Foi o pior resultado desde o primeiro trimestre de 2014, quando o PIB do país recuou 2,1%. Em comparação, expansão fora de 2,2% no quarto trimestre de 2014. A desaceleração da economia estadunidense reflete uma freada nos gastos das famílias, quedas nas exportações, nos investimentos fixos não residenciais e nos gastos dos governos estaduais e locais. Em contrapartida, os gastos do governo federal estadunidense cresceram e ajudaram a conter um maior impacto negativo da desaceleração econômica.

Foto: n.i.

Foto: n.i.

No primeiro trimestre, economia brasileira recua 0,2%


Segundo dados das Contas Nacionais Trimestrais, divulgadas hoje (29/05) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a economia brasileira recuou 0,2% no primeiro trimestre deste ano em comparação com trimestre anterior (outubro, novembro e dezembro de 2014). Essa queda foi puxada principalmente pelo setor de serviços, o qual recuou 0,7%. A indústria caiu 0,3%, mas a agropecuária teve crescimento de 4,7% no mesmo período. Em 12 meses, o PIB acumula queda de 0,9%.

Foto: USP Imagens.

Foto: USP Imagens.

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A questão da Grécia e o problema do livre comércio


A crise da Grécia está chegando ao seu clímax: Atenas pagará ou não sua dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI)? Sairá da zona do euro? De acordo com o analista George Friedman, essas perguntas passam ao lado do que está verdadeiramente em questão. Para ele, o que está em cheque é o futuro do livre comércio na Europa. Friedman demonstra que as consequências do livre-cambismo não são sempre positivas e que as teorias econômicas mais usadas não levam em conta vários fatores essenciais para a decisão que a Grécia e a Alemanha terão de fazer, tais como geopolítica e desigualdade social. Para o autor, Atenas não tem como recuperar-se da crise sem medidas protecionistas — as mesmas que Berlim implementou no pós-guerra para estimular seu crescimento — , e o aumento de tarifas e subsídios internos à União Europeia é exatamente o maior temor da Alemanha, que depende de exportações para manter sua economia crescendo.

Fonte: Conselho Europeu.

Foto: Conselho Europeu.

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Cepal afirma que Bolívia terá maior crescimento da América do Sul em 2015


Um estudo da Comissão Econômica para América Latina e Caribe, a Cepal, afirma que a Bolívia terá o maior crescimento na América do Sul neste ano, de cerca de 5% do PIB. Outros países se destacam na América Latina, como Panamá, Antígua e Barbuda e República Dominicana. Segundo a Cepal, a América do Sul é a região mais prejudicada com a conjuntura econômica internacional, principalmente devido à queda dos preços das commodities, nas quais muitas economias da região dependem.

Foto: EFE

Foto: EFE

Rússia está tentando limitar importância do petróleo na economia, afirma Ministro


Anton Siluanov, Ministro das Finanças da Rússia, afirmou que o governo está tentando se livrar da dependência da economia russa em receitas do petróleo. Segundo Siluanov, há uma tentativa de diversificação de investimentos para setores não baseados em recursos naturais para alavancar o crescimento econômico do país. Isso seria uma tentativa de recuperar-se da desisdustrialização pela qual o país passou quando os preços do petróleo estavam bastante elevados. Ainda conforme o ministro, investimentos que iriam para o setor petrolífero estão sendo direcionados para setores de substituição de importações.

Foto: n.i.

Foto: n.i.

Investimentos da Nova Rota da Seda devem impulsionar PIB chinês


Os investimentos em infraestrutura relacionados à Nova Rota da Seda devem somar mais de 64 bilhões de dólares só em 2015, provocando um aumento de 0,25 pontos percentuais no PIB chinês. Esse é um dos resultados de um relatório da empresa Minsheng Securities. O estudo ainda prevê que a iniciativa de desenvolvimento asiático capitaneada pela China deve afetar a vida de 4,4 bilhões de pessoas de 26 países, com um impacto econômico de 21 trilhões de dólares.

Foto: China Daily

Foto: China Daily

Índia deve superar taxa de crescimento econômico chinesa


Nova previsão do Banco de Desenvolvimento Asiático prevê que a Índia supere a taxa de crescimento econômico chinesa já no período 2015-2016. Puxada por reformas estruturais e uma atitude promotora de investimentos pelo governo indiano, a economia do país deverá crescer 7,8% este ano e 8,2% no ano seguinte. Assim, a Índia cresceria mais rápido que a China nos anos que se seguem, tornando o país ainda mais interessante para investidores locais e estrangeiros.

Foto: Getty Images

Foto: Getty Images

População pobre da Turquia cai 10 pontos percentuais em 10 anos


Dados divulgados pelo Banco Mundial atestam que renda per capita da Turquia entrou em ritmo de crescimento a partir de 2001, fazendo com que a taxa de pobreza do país caísse 10 pontos percentuais nos últimos 10 anos. A pobreza, concebida como ter uma renda individual de 2,5 dólares por dia, atingia 16% da população turca há 10 anos. Hoje, o índice está menor que 5%, principalmente devido a políticas do governo e ao comércio exterior.

Foto: MEMO

Foto: MEMO

Revisão de metodologia aumenta PIB brasileiro em 2,1%


O IBGE divulgou a série de dados do PIB brasileiro após a revisão da metodologia de seu cálculo, o que trouxe um acréscimo de 2,1% ao produto brasileiro entre 2000 e 2011. O maior diferencial foi no ano de 2011, em que a taxa de crescimento passou de 2,7% para 3,9%. Vários países revisaram sua metodologia de cálculo do PIB seguindo recomendação da ONU e obtiveram aumento do valor de seu produto. A Formação Bruta de Capital Fixo foi aumentada com esta revisão, ultrapassando a barreira de 20% do PIB em 2010 e 2011.

Foto: iStock

Foto: iStock

A estabilidade do regime chinês


Ao contrário do que analistas estadunidenses preveem constantemente, o regime do Partido Comunista Chinês está longe de entrar em colapso. Entre os argumentos comumente levantados pelos “profetas do colapso”, a única novidade neste debate é a desaceleração da economia chinesa, que requer uma análise cuidadosa. A questão é que tal desaceleração é relativa, pois o país apenas tem reduzido sua média de crescimento, que continua em patamares muito altos para os padrões da OCDE. Essa redução das taxas está longe de ser uma crise que traria dúvidas quanto a estabilidade política do país.

Foto: flickr / toehk

Foto: flickr / toehk

IBGE se adequa a padrões internacionais no cálculo do PIB, que deve ser maior


Adequando-se a padrões internacionais estabelecidos em 2008, o IBGE mudará a metodologia do cálculo do PIB, que deverá ter resultado melhor do que o esperado para 2014. A mudança passa a contar gasto em pesquisa e exploração mineral como investimentos, até aqui contabilizados como despesa. Isso provocará uma expansão da conta de Formação Bruta de Capital Fixo, provavelmente elevando a conta final do produto brasileiro.

Foto: Estadão

Foto: Estadão

Desaceleração da China pode provocar reformas econômicas no país


A desaleceração da economia chinesa, que deverá estabilizar em torno de 7% de crescimento anual, poderá engendrar reformas no país. Além de poder realizar uma política monetária mais expansionista, o governo chinês poderá tirar o crescimento econômico do centro de seus objetivos econômicos para dar mais relevância a qualidade do desenvolvimento. Temas como a distribuição de renda e a sustentabilidade ambiental poderão tornar-se alvo de política públicas.

O premiê chinês Li Keqiang revelou estimativas econômicas na abertura do 12° Congresso Nacional do Povo da China. Foto: china.com.cn

O premiê chinês Li Keqiang revelou estimativas econômicas na abertura do 12° Congresso Nacional do Povo da China.
Foto: china.com.cn

 

Índia prevê crescimento econômico de 8% e adere a metas de inflação


As perspectivas econômicas para o novo ano fiscal que inicia em abril apresentadas pelo governo indiano incluem a previsão de um crescimento do PIB de 8% neste ano. O ministro das finanças indiano, Arun Jaitley, afirmou ao Parlamento que a inflação está controlada e a meta fiscal deverá ser atingida. O crescimento, segundo o governo, será impulsionado pelo mercado interno, com foco na produção primária.

Nesta segunda-feira (02/03), o país realizou a maior virada em sua política monetária em duas décadas ao adotar o regime de metas de inflação. O ministério das finanças revelou um documento em que consta a meta do índice de preços em 4% para o ano fiscal 2016-2017, com uma banda de 2% para mais ou para menos. Para o ano fiscal que inicia em abril, o objetivo é limitar a inflação a 6% ao ano. A Índia sofre de uma inflação crônica e volátil devido a sua dependência de importações energéticas, ao clima de monsões que afeta a agricultura e à precária infraestrutura do país.

Um comerciante num mercado de Mumbai. Foto: Divyakant Solanki / EPA

Um comerciante num mercado de Mumbai.
Foto: Divyakant Solanki / EPA

Política chinesa de incentivo ao crescimento foca em pequenas e médias empresas


Para incentivar o crescimento econômico, o governo chinês pretende facilitar a vida de pequenas e médias empresas através de políticas direcionadas. Assim, o governo chinês estenderá cortes de impostos sobre pequenas e médias empresas, além de reduzir alguns encargos trabalhistas. Pesquisas recentes demonstram que o país pode estar retomando um momento de maior crescimento econômico, ainda que a demanda mundial não contribua.

Foto: AFP / Getty Images

Foto: AFP / Getty Images

Mundo precisa romper com austeridade e aumentar gasto público, afirma economista


O economista estadunidense Nouriel Roubini analisa as inovações em instrumentos de política monetária expansionista que foram introduzidas pelos principais bancos centrais do mundo após a crise de 2008. Essa iniciativa gerou uma forte crítica da parte de ultra-liberais, que veem esse intervencionismo como provocador de novas instabilidades no futuro, como o crescimento da inflação. Roubini ataca esses críticos com a situação macroeconômica dos países do centro, que é de risco de deflação. E, ainda, parte para uma discussão de teoria econômica, afirmando que a gravidade da recessão, causada por uma confluência de fatores, exigia estímulos à economia global. O autor aponta que, para ter sucesso, a política monetária expansionista deve ser acompanhada de estímulos fiscais, que não vêm ocorrendo já que a política fiscal dos países do centro tem sido de austeridade. O gasto público mais desejado, Roubini aponta, é o investimento em infraestrutura. Governos que insistam em fazer cortes de gastos correntes só adiarão os necessários gastos públicos em infraestrutura, atrasando a retomada do crescimento econômico.

Foto: Kenteegardin / Flickr

Foto: Kenteegardin / Flickr

PIB espanhol cresce tímido 0,7% no quarto trimestre, porém maior valor em sete anos


Os dados ainda não confirmados da economia espanhola para o quarto trimestre apontam um tímido crescimento de 0,7%, que tem grande significado para o país em crise. Isso porque este foi o maior crescimento trimestral desde 2007, quando estourou a crise europeia. Se confirmados os dados, a média anual pode chegar a 1,4% de crescimento.

Foto: Atlas / EFE

Foto: Atlas / EFE

Índia deverá ser economia emergente de maior crescimento em 2016


A economia indiana deverá superar a chinesa em ritmo do crescimento em 2016 segundo uma estimativa do Fundo Monetário Internacional. O relatório do FMI deposita confiança nas reformas que estão sendo realizadas pelo primeiro ministro indiano, Narendra Modi. O principal objetivo de seu governo na área econômica é a ampliação do papel da indústria na economia indiana. Outros fatores estão cooperando com o momento da Índia, como a queda dos preços do petróleo, o que beneficia o país.

Docas indianas. Fonte: Reuters / Vivek Prakash.

Docas indianas. Fonte: Reuters / Vivek Prakash.

PIB da China cresceu 7,4% em 2014


O crescimento econômico da China em 2014 foi de 7,4%, acima das expectativas do mercado. Em 2013, a economia da China crescera 7,7%. Contudo, é a primeira vez em 15 anos que o país não atingiu a meta de crescer 7,5% por ano, representando o mais fraco desempenho desde 1990. Ainda assim, é um dos países que mais cresce economicamente no mundo.

Foto: AFP.

Foto: AFP.

A política da estupidez econômica


Ganhador do Prêmio Nobel de Economia e professor da Universidade de Columbia, Joseph Stiglitz argumenta que o baixo crescimento econômico ao redor do mundo é resultado da adoção de políticas de austeridade econômica por vários países ao mesmo tempo, especialmente na União Europeia e no Japão, que reduzem a demanda mundial. Políticas monetárias não seriam capazes de reverter a situação, mas políticas fiscais expansionistas sim; porém, a política nesses países não permite que haja a adoção de tais medidas.

Docas indianas. Fonte: Reuters / Vivek Prakash.

Foto: Reuters / Vivek Prakash.