crise economica internacional

A China em transição: desdobramentos da crise financeira global e o rebalanceamento do modelo de crescimento


Confira aqui a monografia da pesquisadora do ISAPE, Júlia Simões Tocchetto, sobre os principais impactos da crise financeira global sobre a economia chinesa, i.e. a queda nas exportações e o aumento do investimento para compensá-la. Analisando o modelo de desenvolvimento chinês a partir das reformas de Deng Xiaoping em 1978, o trabalho mostra que a crise o colocou em cheque ao atingir as exportações do país e gerar uma necessidade de reconfiguração do mesmo. Portanto, a desaceleração da economia da China parece ter caráter estrutural e não apenas conjuntural. No entanto, assevera-se que é prematuro dizer com certeza que o modelo está esgotado ou que a China está a caminho de um novo estilo de desenvolvimento, pois há evidências em ambas as direções.

Foto: AFP.

Foto: AFP.

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A grande crise continua?


Ganhador do prêmio Nobel de Economia, Joseph E. Stiglitz analisa, em artigo publicado no Project Syndicate (03/01), a situação da economia mundial em 2015. Stiglitz afirma que a principal causa da má situação da maioria dos países — recessão no Brasil, desaceleração chinesa, estagnação na Europa — é a falta de demanda agregada, a qual poderia ser compensada com redistribuição de renda, reforma do sistema financeiro e aumento dos investimentos pelos governos.

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Foto: Reuters / Arnd Wiegmann.

Os impactos do sistema financeiro internacional nos países emergentes


O economista Luiz Gonzaga Belluzzo analisa, em artigo publicado na revista Carta Capital, o sistema financeiro internacional e os enormes impactos deste nos países emergentes. Belluzzo critica a livre movimentação de finanças, que afetam e desvalorizam o câmbio de moedas fracas, e a função de reserva de valor do dólar, que submete as economias mundiais à política dos Estados Unidos. Esses fatores desestabilizam as economias emergentes, diminuindo seus recursos e capacidades de investimento.

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Foto: Roberto Stuckert Filho / PR.

Crise global afeta duramente moedas de países emergentes asiáticos


Moedas de países emergentes da Ásia têm enfrentado dificuldades frente ao recuo dos mercados emergentes. Com grandes índices de desvalorização monetária e altos riscos de investimento, o cenário de queda dos preços de commodities tem preocupado as nações diretamente influenciadas pela economia da China, país que tem registrado recordes na queda das suas bolsas. A Tailândia já registrou a maior desvalorização dos últimos seis anos, enquanto a Malásia e a Indonésia registraram quedas inéditas em 20 anos. A valorização do dólar também encoraja que investidores apostem em investimentos mais seguros, prejudicando países com valores significativos em dívidas.

Foto: Divulgação.

Foto: Divulgação.

Argentina adotará medidas anticíclicas para evitar impacto da situação econômica brasileira e chinesa


Aníbal Fernández, chefe do gabinete argentino, declarou que medidas anticíclicas serão tomadas para que as empresas não sintam o impacto imediato causado pela desvalorização do real e pela queda significativa nas bolsas de valores na China. Em declaração feita na Casa de Governo, em Buenos Aires, Fernández destacou que é obrigação do estado trabalhar para que sua economia seja minimamente impactada por estas situações.

Foto: DyN, Senado Argentino.

Foto: DyN / Senado Argentino.

Dívida pública da Itália bate novo recorde


De acordo com números divulgados na última terça-feira (15/07) pelo Banco Central da Itália, a dívida pública italiana atingiu mais de 2,2 trilhões de euros durante o mês de maio, valor que representa 132% do seu Produto Interno Bruto (PIB). A terceira maior economia da zona do euro atualmente é também o segundo país mais endividado do bloco econômico, atrás apenas da Grécia. As informações foram divulgadas num momento em que a crise dívida grega domina a agenda política europeia.

Foto: Picture Alliance, DPA.

Foto: Picture Alliance / DPA.

A política da estupidez econômica


Ganhador do Prêmio Nobel de Economia e professor da Universidade de Columbia, Joseph Stiglitz argumenta que o baixo crescimento econômico ao redor do mundo é resultado da adoção de políticas de austeridade econômica por vários países ao mesmo tempo, especialmente na União Europeia e no Japão, que reduzem a demanda mundial. Políticas monetárias não seriam capazes de reverter a situação, mas políticas fiscais expansionistas sim; porém, a política nesses países não permite que haja a adoção de tais medidas.

Docas indianas. Fonte: Reuters / Vivek Prakash.

Foto: Reuters / Vivek Prakash.

O Mercosul e a China: Alternativas


O Mercosul e a China: Alternativas

20 de setembro de 2012 – Carta Maior/Samuel Pinheiro Guimarães

A crise da economia mundial, que durará pelo menos mais uma década, e a maior liberdade de políticas econômicas na área externa, decorrente do enfraquecimento do pensamento e da prática neoliberal que a provocou e das ações protecionistas dos países desenvolvidos, fazem com que os países do Mercosul possam aproveitar essa rara oportunidade na sua história para aproveitar a extraordinária demanda chinesa por produtos primários e torná-la um fator de seu desenvolvimento econômico, isto é do seu desenvolvimento industrial. O artigo é de Samuel Pinheiro Guimarães. (mais…)

Dilma prepara discurso para a Assembleia Geral da ONU


Dilma prepara discurso para a Assembleia Geral da ONU

18 de setembro de 2012 – Opera Mundi

Presidente do Brasil deve abordar crise econômica internacional, conflito entre Israel e Palestina, ajuda humanitária em situações emergenciais e desenvolvimento sustentável.

A presidente Dilma Rousseff viaja no próximo domingo (23/09) para Nova York, onde vai discursar na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas.

Dilma ainda está preparando sua fala, mas pretende ressaltar vários aspectos do cenário internacional – como os impactos da crise econômica – e do regional, como a manutenção do apoio para a reconstrução do Haiti e os avanços obtidos na Conferência das Nações para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, em junho, no Rio de Janeiro. (mais…)