crise econômica

Argentina entra em recessão técnica


Nesta quinta-feira (30/06), o Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina divulgou que o país acumula três trimestres seguidos de queda no Produto Interno Bruto (PIB), caracterizando uma recessão técnica. A economia argentina caiu 0,7% no primeiro trimestre de 2016 em comparação com o último trimestre de 2015. Os setores que registraram maior declínio da atividade econômica foram a construção e a agricultura, com quedas de aproximadamente 5% cada um.

Imagem: n.i.

A China em transição: desdobramentos da crise financeira global e o rebalanceamento do modelo de crescimento


Confira aqui a monografia da pesquisadora do ISAPE, Júlia Simões Tocchetto, sobre os principais impactos da crise financeira global sobre a economia chinesa, i.e. a queda nas exportações e o aumento do investimento para compensá-la. Analisando o modelo de desenvolvimento chinês a partir das reformas de Deng Xiaoping em 1978, o trabalho mostra que a crise o colocou em cheque ao atingir as exportações do país e gerar uma necessidade de reconfiguração do mesmo. Portanto, a desaceleração da economia da China parece ter caráter estrutural e não apenas conjuntural. No entanto, assevera-se que é prematuro dizer com certeza que o modelo está esgotado ou que a China está a caminho de um novo estilo de desenvolvimento, pois há evidências em ambas as direções.

Foto: AFP.

Foto: AFP.

África do Sul atinge taxa de desemprego recorde


Nesta segunda-feira (09/05), a agência de estatística estatal da África do Sul anunciou que o levantamento trimestral da taxa de desemprego no país atingiu um nível recorde de 26,7% da força de trabalho. Estima-se que, desde o estouro da crise de 2008, o país tenha perdido cerca de um milhão de postos de trabalho.

Foto: Siphiwe Sibeko / Reuters.

Atentado na Bélgica desafia a União Europeia


Em análise da Stratfor, argumenta-se que o atentado ocorrido na Bélgica no dia 22 de março vai desafiar ainda mais a União Europeia em suas crises social, política e econômica. Segundo o artigo, forças de extrema direita devem se fortalecer ainda mais e questionar os fundamentos do próprio bloco regional, tais como a livre circulação de pessoas.

Emmanuel Dunand / AFP / Getty Images.

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França declara emergência econômica e anuncia pacote contra desemprego


Nesta segunda-feira (18/01), o presidente da França, François Hollande, anunciou que o país está em “estado de emergência econômica” e um pacote de 2 bilhões de euros para impulsionar a economia. Para combater a taxa de desemprego de 10%, cerca de 1 bilhão de euros serão investidos em programas de formação para desempregados. O programa, que tem duração de dois anos, também prevê corte nos impostos em folha de pagamento. O plano deve ser financiado com economias feitas no orçamento público francês.

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Foto: Reuters / Y. Valat.

A grande crise continua?


Ganhador do prêmio Nobel de Economia, Joseph E. Stiglitz analisa, em artigo publicado no Project Syndicate (03/01), a situação da economia mundial em 2015. Stiglitz afirma que a principal causa da má situação da maioria dos países — recessão no Brasil, desaceleração chinesa, estagnação na Europa — é a falta de demanda agregada, a qual poderia ser compensada com redistribuição de renda, reforma do sistema financeiro e aumento dos investimentos pelos governos.

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Foto: Reuters / Arnd Wiegmann.

Os impactos do sistema financeiro internacional nos países emergentes


O economista Luiz Gonzaga Belluzzo analisa, em artigo publicado na revista Carta Capital, o sistema financeiro internacional e os enormes impactos deste nos países emergentes. Belluzzo critica a livre movimentação de finanças, que afetam e desvalorizam o câmbio de moedas fracas, e a função de reserva de valor do dólar, que submete as economias mundiais à política dos Estados Unidos. Esses fatores desestabilizam as economias emergentes, diminuindo seus recursos e capacidades de investimento.

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Foto: Roberto Stuckert Filho / PR.

Construção de navios-patrulha da Marinha do Brasil é interrompida


A paralisação das atividades do Estaleiro Ilha S/A (Eisa), com unidades no Rio de Janeiro e Alagoas, interrompeu a construção de cinco navios-patrulha encomendados pela Marinha brasileira e que faziam parte do programa de modernização das forças armadas. As dificuldades financeiras da empresa levaram também a demissão de milhares de trabalhadores. Companhia afirmou que principais causas da paralisação são a recessão econômica e a operação Lava Jato.

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Foto: Marinha do Brasil.

“Crise não pode ser justificativa para a ausência do Brasil na Conferência de Segurança de Munique em 2016”


Em artigo publicado no blog Post-Western World (13/12), Oliver Stuenkel defende a participação do Brasil na Conferência de Segurança de Munique em 2016. País é a única grande economia do mundo que não mandou representação nos últimos dois anos. O encontro decide grandes temas da política mundial e estabelece regras fundamentais, que o Brasil não pode se deixar excluir.

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Foto: Reprodução.

Finlândia debaterá saída da zona do euro


Um membro do parlamento da Finlândia afirmou nesta segunda-feira (16/11) que a saída do país da zona do Euro será discutida ano que vem. Inclusão na agenda parlamentar aconteceu após uma petição com grande apoio popular. Apesar de improvável, debate mostra a insatisfação da população com o desempenho da economia finlandesa, no terceiro ano de recessão.

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Foto: EPA.

Mercados exageram sobre crise no Brasil, afirma agência Bloomberg


Analistas de mercado da agência de notícias financeiras Bloomberg afirmaram em artigo publicado na semana passada (06/10) que o mercado “exagerou” sua resposta em relação à crise econômica do Brasil. Segundo cálculos dos analistas, a chance de calote brasileiro é 0,07%, uma das menores da região. Além disso, outros indicadores, como o índice dívida/PIB e as reservas internacionais, mostram um cenário muito mais estável no país do que o apresentado.

Foto: Daniel Acker/Bloomberg News

FED mantém juros baixos: alívio para economias emergentes


A decisão tomada na sexta-feira (18/09) pelo Federal Reserve System (FED), o banco central dos EUA, de manter a taxa de juros próxima de zero beneficiou as economias de países emergentes. Possível aumento da taxa, ainda previsto para este ano, dificultará acesso à crédito por parte de outras economias. Especuladores ainda apostam que haverá uma grande fuga de capitais de países emergentes.

FED. Foto: Bruno Gomes Guimarães.

FED. Foto: Bruno Gomes Guimarães.

Syriza vence eleições na Grécia


No último domingo (20/09), o Syriza, partido de esquerda liderado por Alexis Tsipras, venceu as eleições antecipadas realizadas na Grécia, obtendo 145 dos 300 assentos no Parlamento. Para obter maioria, o partido fechou coalizão com os nacionalistas Gregos Independentes. Tsipras, que renunciou do cargo de primeiro-ministro e convocou as eleições, agora conduzirá o ajuste fiscal que ele mesmo negociou com os credores internacionais em junho deste ano.

Foto: AP Photo / Giannis Papanikos.

Porto Rico confirma calote da dívida


Porto Rico confirmou nesta segunda-feira (03/08) que não será capaz de pagar a dívida que já ultrapassa a marca de US$ 50 milhões. De acordo com a presidente do Banco de Desenvolvimento do Governo, Melba Acosta Febo, um pagamento parcial de US$ 628 mil foi realizado, embora o país não tenha conseguido arcar com o valor restante da dívida antes do prazo, que expirou no último sábado (01/08). O país tem lutado contra uma crise financeira que já dura mais de dez anos.

Foto: Univision.

Foto: Univision.

Crise global afeta duramente moedas de países emergentes asiáticos


Moedas de países emergentes da Ásia têm enfrentado dificuldades frente ao recuo dos mercados emergentes. Com grandes índices de desvalorização monetária e altos riscos de investimento, o cenário de queda dos preços de commodities tem preocupado as nações diretamente influenciadas pela economia da China, país que tem registrado recordes na queda das suas bolsas. A Tailândia já registrou a maior desvalorização dos últimos seis anos, enquanto a Malásia e a Indonésia registraram quedas inéditas em 20 anos. A valorização do dólar também encoraja que investidores apostem em investimentos mais seguros, prejudicando países com valores significativos em dívidas.

Foto: Divulgação.

Foto: Divulgação.

Argentina adotará medidas anticíclicas para evitar impacto da situação econômica brasileira e chinesa


Aníbal Fernández, chefe do gabinete argentino, declarou que medidas anticíclicas serão tomadas para que as empresas não sintam o impacto imediato causado pela desvalorização do real e pela queda significativa nas bolsas de valores na China. Em declaração feita na Casa de Governo, em Buenos Aires, Fernández destacou que é obrigação do estado trabalhar para que sua economia seja minimamente impactada por estas situações.

Foto: DyN, Senado Argentino.

Foto: DyN / Senado Argentino.

Dívida pública da Itália bate novo recorde


De acordo com números divulgados na última terça-feira (15/07) pelo Banco Central da Itália, a dívida pública italiana atingiu mais de 2,2 trilhões de euros durante o mês de maio, valor que representa 132% do seu Produto Interno Bruto (PIB). A terceira maior economia da zona do euro atualmente é também o segundo país mais endividado do bloco econômico, atrás apenas da Grécia. As informações foram divulgadas num momento em que a crise dívida grega domina a agenda política europeia.

Foto: Picture Alliance, DPA.

Foto: Picture Alliance / DPA.

FMI sinaliza insatisfação com o acordo da Grécia e critica UE


O Fundo Monetário Internacional (FMI) sinalizou na terça-feira (14/07) que está insatisfeito com o recente acordo firmado entre a Grécia e credores europeus. Para a organização, a situação financeira grega é insustentável e tende a piorar com o atual acordo, podendo aumentar a dívida grega para até 200% do seu PIB nos próximos dois anos. A única solução, para o FMI, seria uma medida radical de reestruturação da dívida, incluindo até mesmo perdão parcial da mesma. Contudo, governos europeus, especialmente a Alemanha, opõem-se a essas alternativas. Se a situação permanecer inalterada, o FMI pode até mesmo abandonar completamente a iniciativa de assistência financeira.

Foto: Saul Loeb / AFP.

Foto: Saul Loeb / AFP.

Grécia chega a acordo com credores


Após 17 horas de reunião, a Grécia e o Conselho Europeu chegaram unanimemente a um acordo, na manhã desta segunda-feira (13/07), para iniciar as negociações de um terceiro resgate financeiro em favor da Grécia. O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, realizou uma série de concessões e acatou exigências de reformas por parte da troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), como mudança na aposentadoria, aumento de impostos e privatizações, além do retorno dos credores ao país para fiscalizar a implementação das reformas e avalizar mudanças na legislação do país. Acordo deve começar a ser implementado ainda essa semana; porém, pode causar uma reforma do executivo ou mesmo a realização de eleições antecipadas, se o partido Syriza rachar. Tsipras tentou minimizar as medidas de austeridade e afirmou continuar lutando pela soberania grega. Contudo, o ex-ministro da Economia da Grécia, Yanis Varoufakis, disse que as medidas acordadas são “políticas da humilhação” e constituem um novo Tratado de Versalhes.

Alexis Tsipras. Foto: Efe.

Eurogrupo retoma negociações sobre situação grega e Alemanha sugere saída temporada da zona do euro


Os ministros das Finanças da zona euro (Eurogrupo) retomaram hoje (12/07), em Bruxelas, negociações acerca de um terceiro programa de assistência à Grécia, mas as expetativas de um acordo são muito reduzidas. Para hoje também estava prevista uma reunião dos 28 chefes de Estado e de Governo da União Europeia, imediatamente depois da cúpula da zona euro, mas o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, cancelou o encontro, dizendo que a cúpula do euro vai durar até estarem concluídas as conversações sobre a situação grega. Durante a negociação, os países que se mostraram mais resistentes a um acordo com o governo da Grécia foram Finlândia, Estônia, Letônia, Lituânia e Alemanha. Helsinki deixou claro que, mais do que uma questão econômica, há desconfiança na proposta grega, a qual acatou praticamente todas as exigências de austeridade, apesar da população da Grécia ter se manifestado contrariamente em referendo. O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, já teria proposto aos demais líderes europeus a “saída temporária” da Grécia da zona do euro com duração de cinco anos.

Wolfgang Schäuble. Foto: picture-alliance / dpa / O. Hoslet.

O referendo grego e os erros de cálculo da UE


Segundo o analista George Friedman, a União Europeia (UE) vem errando seus cálculos ao lidar com a Grécia. Para ele, Bruxelas — que está representando somente os interesses dos credores e não da totalidade da organização — encontrou-se num beco sem saída após a realização do referendo grego que resultou na reprovação das medidas de austeridade: se o bloco ceder a Atenas, um preocupante precedente pode ser estabelecido (na visão da UE); caso não ceda, a Grécia pode deixar a união e ser um símbolo de que é possível prosperar sem aderir ao bloco. Friedman afirma que agora o futuro da UE está nas mãos da Alemanha e de seu interesse nacional em manter a área de livre comércio europeia.

Fonte: Conselho Europeu.

Foto: Conselho Europeu.

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A questão da Grécia e o problema do livre comércio


A crise da Grécia está chegando ao seu clímax: Atenas pagará ou não sua dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI)? Sairá da zona do euro? De acordo com o analista George Friedman, essas perguntas passam ao lado do que está verdadeiramente em questão. Para ele, o que está em cheque é o futuro do livre comércio na Europa. Friedman demonstra que as consequências do livre-cambismo não são sempre positivas e que as teorias econômicas mais usadas não levam em conta vários fatores essenciais para a decisão que a Grécia e a Alemanha terão de fazer, tais como geopolítica e desigualdade social. Para o autor, Atenas não tem como recuperar-se da crise sem medidas protecionistas — as mesmas que Berlim implementou no pós-guerra para estimular seu crescimento — , e o aumento de tarifas e subsídios internos à União Europeia é exatamente o maior temor da Alemanha, que depende de exportações para manter sua economia crescendo.

Fonte: Conselho Europeu.

Foto: Conselho Europeu.

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Rússia está tentando limitar importância do petróleo na economia, afirma Ministro


Anton Siluanov, Ministro das Finanças da Rússia, afirmou que o governo está tentando se livrar da dependência da economia russa em receitas do petróleo. Segundo Siluanov, há uma tentativa de diversificação de investimentos para setores não baseados em recursos naturais para alavancar o crescimento econômico do país. Isso seria uma tentativa de recuperar-se da desisdustrialização pela qual o país passou quando os preços do petróleo estavam bastante elevados. Ainda conforme o ministro, investimentos que iriam para o setor petrolífero estão sendo direcionados para setores de substituição de importações.

Foto: n.i.

Foto: n.i.

Comissão Europeia decide que França terá até 2017 para corrigir déficit público


A Comissão Europeia decidiu dar a França mais dois anos para corrigir o seu déficit público para menos de 3% do PIB, como prevê a meta da zona do euro. Paris, que perdeu o prazo anterior fixado em 2015,  ainda terá que apresentar propostas de reforma até abril, sem ter de pagar nenhuma multa pelo atraso. Outros países na mesma situação, como Bélgica, Itália e Portugal, tampouco serão punidos.

Foto: picture alliance / dpa

Foto: picture alliance / dpa

França terá até 2017 para corrigir déficit público


A Comissão Europeia decidiu que a França terá mais dois anos para corrigir o seu déficit público para menos de 3% do PIB, como prevê a meta da zona do euro. Paris, que perdeu o prazo anterior fixado em 2015,  ainda terá que apresentar propostas de reforma até abril, sem ter de pagar nenhuma multa pelo atraso. Outros países na mesma situação, como Bélgica, Itália e Portugal, tampouco serão punidos.

Foto: picture alliance / dpa

Foto: picture alliance / dpa

Eurogrupo aprova pacote de reformas grego


Os ministros das finanças da zona do euro aprovaram o pacote de reformas proposto pelo governo grego como contrapartida à extensão da ajuda ao país por mais quatro meses. Agora, alguns parlamentos nacionais, como o alemão, precisam ratificar a decisão. Os principais pontos das reformas propostas pelo governo de Alexis Tsipras estão o combate à sonegação fiscal e à corrupção através da modernização da arrecadação e da administração pública. Também serão diminuídos os incentivos para a aposentadoria antecipada, principalmente nos bancos e no setor público.

Foto: Reuters / Y. Behrakis

Foto: Reuters / Y. Behrakis

Alexis Tsipras fará reformas para combater sonegação fiscal


O governo grego do socialista Alexis Tsipras vai revelar hoje um plano de reformas centrado na luta à sonegação fiscal. O plano é parte das negociações com a troika para o prolongamento do pagamento da dívida grega, que foi aceito pelos ministros de Finanças da zona do euro depois de duras negociações na última sexta-feira (20/02). A Grécia teve prolongada a ajuda financeira por mais quatro meses sob a condição de realizar o plano de reformas que será apresentado hoje.

As reformas, que visam a recuperar quase 7,5 bilhões de euros aos cofres públicos gregos, também atacarão o contrabando e taxarão grandes fortunas. O plano, entretanto, aparenta ser mais moderado que as propostas da campanha eleitoral de Tsipras, pois não ataca frontalmente a austeridade nem as privatizações que ocorrem no país.

Foto: Reuters / Alkis Konstantinidis

Foto: Reuters / Alkis Konstantinidis

Declínio demográfico e suas consequências econômicas


George Friedman, da empresa estadunidense Stratfor, faz uma análise das mudanças demográficas que o mundo passa num período de queda das taxas de natalidade. Para o autor, a imigração é a única saída para as consequências econômicas nos países mais afetados pela queda da população, como Japão, Alemanha e Estados Unidos. Além isso, Friedman analisa que consequências uma redução da taxa de natalidade pode ter na economia global. Segundo ele, os salários deverão crescer em relação à remuneração do capital, aliviando o atual desequilíbrio vivido no mundo em que a desigualdade de renda cresce. O crescimento do PIB nominal dos países terá de ser impulsionado por um aumento da produtividade relacionado a inovações, algo que é difícil de prever. A única certeza é que nesses processos de inovação os países mais ricos possuem claras vantagens na competição com os países de renda média.

Mapa: Stratfor

Mapa: Stratfor

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Paul Krugman: “Ninguém entende a dívida”


Em artigo para o The New York Times da última segunda-feira (09/02), o economista estadunidense Paul Krugman opina que os governos tem demonstrado desconhecimento sobre o que realmente significa a dívida. O autor afirma que a ação individual de empresas e famílias no pós-crise se baseou por uma diminuição relativa do endividamento, que deprimiu o gasto e consequentemente a renda. Ao mesmo tempo, a dívida total sobre o PIB não foi reduzida, mesmo num período de forte austeridade. Krugman afirma que isso se deve a uma compreensão errada do papel que a dívida tem para o sistema econômico mundial: a austeridade e redução das dívidas não ajudam a resolver a instabilidade criada pelo alto endividamento, só a torna ainda pior.

Leia a tradução em português do artigo clicando aqui.

Foto: Prolineserver (talk) / Wikimedia Commons

Foto: Prolineserver (talk) / Wikimedia Commons

Alemanha e Grécia ainda não “concordaram em discordar” sobre dívida grega


Os ministros das finanças de Alemanha e Grécia se encontraram na última quinta-feira (05/02) em Berlim. Segundo o ministro grego, Yanis Varoufakis, os dois países ainda têm muito que caminhar para chegar a uma solução para as negociações, pois nem ainda “concordaram em discordar“. Em contrapartida, o ministro alemão Wolfgang Schaeuble afirmou que as medidas do governo grego não eram exatamente o que a administração alemã gostaria que fossem.

Foto: Reuters / Fabrizio Bensch

Foto: Reuters / Fabrizio Bensch