crise financeira

A China em transição: desdobramentos da crise financeira global e o rebalanceamento do modelo de crescimento


Confira aqui a monografia da pesquisadora do ISAPE, Júlia Simões Tocchetto, sobre os principais impactos da crise financeira global sobre a economia chinesa, i.e. a queda nas exportações e o aumento do investimento para compensá-la. Analisando o modelo de desenvolvimento chinês a partir das reformas de Deng Xiaoping em 1978, o trabalho mostra que a crise o colocou em cheque ao atingir as exportações do país e gerar uma necessidade de reconfiguração do mesmo. Portanto, a desaceleração da economia da China parece ter caráter estrutural e não apenas conjuntural. No entanto, assevera-se que é prematuro dizer com certeza que o modelo está esgotado ou que a China está a caminho de um novo estilo de desenvolvimento, pois há evidências em ambas as direções.

Foto: AFP.

Foto: AFP.

Porto Rico confirma calote da dívida


Porto Rico confirmou nesta segunda-feira (03/08) que não será capaz de pagar a dívida que já ultrapassa a marca de US$ 50 milhões. De acordo com a presidente do Banco de Desenvolvimento do Governo, Melba Acosta Febo, um pagamento parcial de US$ 628 mil foi realizado, embora o país não tenha conseguido arcar com o valor restante da dívida antes do prazo, que expirou no último sábado (01/08). O país tem lutado contra uma crise financeira que já dura mais de dez anos.

Foto: Univision.

Foto: Univision.

Dívida pública da Itália bate novo recorde


De acordo com números divulgados na última terça-feira (15/07) pelo Banco Central da Itália, a dívida pública italiana atingiu mais de 2,2 trilhões de euros durante o mês de maio, valor que representa 132% do seu Produto Interno Bruto (PIB). A terceira maior economia da zona do euro atualmente é também o segundo país mais endividado do bloco econômico, atrás apenas da Grécia. As informações foram divulgadas num momento em que a crise dívida grega domina a agenda política europeia.

Foto: Picture Alliance, DPA.

Foto: Picture Alliance / DPA.

FMI sinaliza insatisfação com o acordo da Grécia e critica UE


O Fundo Monetário Internacional (FMI) sinalizou na terça-feira (14/07) que está insatisfeito com o recente acordo firmado entre a Grécia e credores europeus. Para a organização, a situação financeira grega é insustentável e tende a piorar com o atual acordo, podendo aumentar a dívida grega para até 200% do seu PIB nos próximos dois anos. A única solução, para o FMI, seria uma medida radical de reestruturação da dívida, incluindo até mesmo perdão parcial da mesma. Contudo, governos europeus, especialmente a Alemanha, opõem-se a essas alternativas. Se a situação permanecer inalterada, o FMI pode até mesmo abandonar completamente a iniciativa de assistência financeira.

Foto: Saul Loeb / AFP.

Foto: Saul Loeb / AFP.

Grécia chega a acordo com credores


Após 17 horas de reunião, a Grécia e o Conselho Europeu chegaram unanimemente a um acordo, na manhã desta segunda-feira (13/07), para iniciar as negociações de um terceiro resgate financeiro em favor da Grécia. O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, realizou uma série de concessões e acatou exigências de reformas por parte da troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), como mudança na aposentadoria, aumento de impostos e privatizações, além do retorno dos credores ao país para fiscalizar a implementação das reformas e avalizar mudanças na legislação do país. Acordo deve começar a ser implementado ainda essa semana; porém, pode causar uma reforma do executivo ou mesmo a realização de eleições antecipadas, se o partido Syriza rachar. Tsipras tentou minimizar as medidas de austeridade e afirmou continuar lutando pela soberania grega. Contudo, o ex-ministro da Economia da Grécia, Yanis Varoufakis, disse que as medidas acordadas são “políticas da humilhação” e constituem um novo Tratado de Versalhes.

Alexis Tsipras. Foto: Efe.

Eurogrupo retoma negociações sobre situação grega e Alemanha sugere saída temporada da zona do euro


Os ministros das Finanças da zona euro (Eurogrupo) retomaram hoje (12/07), em Bruxelas, negociações acerca de um terceiro programa de assistência à Grécia, mas as expetativas de um acordo são muito reduzidas. Para hoje também estava prevista uma reunião dos 28 chefes de Estado e de Governo da União Europeia, imediatamente depois da cúpula da zona euro, mas o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, cancelou o encontro, dizendo que a cúpula do euro vai durar até estarem concluídas as conversações sobre a situação grega. Durante a negociação, os países que se mostraram mais resistentes a um acordo com o governo da Grécia foram Finlândia, Estônia, Letônia, Lituânia e Alemanha. Helsinki deixou claro que, mais do que uma questão econômica, há desconfiança na proposta grega, a qual acatou praticamente todas as exigências de austeridade, apesar da população da Grécia ter se manifestado contrariamente em referendo. O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, já teria proposto aos demais líderes europeus a “saída temporária” da Grécia da zona do euro com duração de cinco anos.

Wolfgang Schäuble. Foto: picture-alliance / dpa / O. Hoslet.

O referendo grego e os erros de cálculo da UE


Segundo o analista George Friedman, a União Europeia (UE) vem errando seus cálculos ao lidar com a Grécia. Para ele, Bruxelas — que está representando somente os interesses dos credores e não da totalidade da organização — encontrou-se num beco sem saída após a realização do referendo grego que resultou na reprovação das medidas de austeridade: se o bloco ceder a Atenas, um preocupante precedente pode ser estabelecido (na visão da UE); caso não ceda, a Grécia pode deixar a união e ser um símbolo de que é possível prosperar sem aderir ao bloco. Friedman afirma que agora o futuro da UE está nas mãos da Alemanha e de seu interesse nacional em manter a área de livre comércio europeia.

Fonte: Conselho Europeu.

Foto: Conselho Europeu.

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A questão da Grécia e o problema do livre comércio


A crise da Grécia está chegando ao seu clímax: Atenas pagará ou não sua dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI)? Sairá da zona do euro? De acordo com o analista George Friedman, essas perguntas passam ao lado do que está verdadeiramente em questão. Para ele, o que está em cheque é o futuro do livre comércio na Europa. Friedman demonstra que as consequências do livre-cambismo não são sempre positivas e que as teorias econômicas mais usadas não levam em conta vários fatores essenciais para a decisão que a Grécia e a Alemanha terão de fazer, tais como geopolítica e desigualdade social. Para o autor, Atenas não tem como recuperar-se da crise sem medidas protecionistas — as mesmas que Berlim implementou no pós-guerra para estimular seu crescimento — , e o aumento de tarifas e subsídios internos à União Europeia é exatamente o maior temor da Alemanha, que depende de exportações para manter sua economia crescendo.

Fonte: Conselho Europeu.

Foto: Conselho Europeu.

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Impasse político leva Grécia a novo período de incertezas


Na Grécia, o governo não conseguiu eleger seu presidente no parlamento e, engessado por disputas partidárias, o país adentrou a fase de maior turbulência política desde o início da crise financeira com o anúncio de eleições antecipadas. A bolsa de valores do país despencou, e o Fundo Monetário Internacional (FMI) cancelou ajuda financeira até que novas eleições sejam realizadas.

Fonte: Conselho Europeu.

Foto: Conselho Europeu.

Crise financeira: novo livro oferece um guia breve e sem jargões


Financial crisis: new book offers a brief and jargon-free guide

The Guardian/ por  -14/07/2012

The Financial Crisis – How Did We Get Here charts where it all started and where top economic thinkers believe we are now.

There are hundreds of books analysing the financial crisis. There are many more arguing about what British and continental politicians must do to get indebted countries back on their feet. (mais…)

Segundo FMI Europa representa risco mundial de recessão


Foto por: Reuters/Marcelo del Pozo

 

Europe poses global recession threat: IMF

Reuters / Lesley Wroughton – 25/01/2012

Europe’s debt crisis could tip the world economy into recession and a bigger firewall is urgently needed to keep the damage from spreading, the International Monetary Fund said on Tuesday.

The IMF chopped its estimate for 2012 global growth to 3.3 percent from 4 percent just three months ago and warned it could drop as low as 1.3 percent if Europe lets the crisis fester for much longer. For 2013, it predicted growth of 3.9 percent.

“The epicenter of the danger is Europe but the rest of the world is increasingly affected,” IMF chief economist Olivier Blanchard said at a news conference. “There is an even greater danger, namely that the European crisis intensifies, and in this case the world could be plunged into another recession.”

“With the right set of measures, the worst can definitively be avoided and the recovery can be put back on track,” he said. “These measures can be taken, need to be taken, and need to be taken urgently.”

The IMF called for swift action from the 17-nation euro zone, which it said would likely see its economy contract this year by 0.5 percent. (mais…)

Movimento “Ocupação de Wall Street” completa um mês, e milhares de protestantes marcham pela Times Square


Occupy Wall Street reaches one-month mark

Russia Today – 17/10/2011

Thousands of Occupy Wall Street protesters marched to Times Square this weekend, and though met with violent police opposition, it did not stop them. As the number of demonstrators grows, the movement has officially reached its one-month mark.

What began as a simple camp-out has catapulted the Occupy Wall Street movement out of the fringe and into the mainstream, though it took weeks of protests and hundreds of arrests for it to gain that momentum. The movement was largely ignored until video footage of unprovoked protesters being pepper-sprayed by a New York City Police Department officer began circulating on the web, which managed to capture the attention of many major outlets that in turn soon began their coverage. Then with the arrests of 700 demonstrators on the Brooklyn Bridge, the rest of the world began to finally take note of the ongoing unrest directed against the corporate greed of Wall Street and the corruption between the financial industry and the American government.

Over the weekend, organizers with Occupy Wall Street announced that they have managed to raise around $300,000 in contributions to keep their cause going. Days earlier a Times magazine poll revealed that the movement has surpassed the president himself in popularity, and celebrities and politicians alike have offered their support to the movement. Now with international support, their own print publication and the mainstream media finally focusing on their agenda, the Occupy Wall Street movement is obviously only expanding. (mais…)

Bolívia vai aumentar compra de ouro para fortalecer suas reservas internacionais diante de fragilidade do dólar e do euro


Bolívia vai comprar ouro para reforçar reservas internacionais

Valor – 08/09/2011

LA PAZ – O governo boliviano vai comprar ouro de mineiros locais a fim de “diversificar e reforçar” as reservas internacionais do país em meio à debilidade do dólar e do euro.

“A estratégia é diversificar as reservas internacionais ampliando a posse de ouro diante da fraqueza do dólar e do euro”, comentou o ministro da Economia, Luis Arce, em conversa com a imprensa.

O projeto de lei autorizando a compra de ouro pelo banco central deve ser encaminhado antes de sexta-feira para a Assembleia Legislativa.

Em agosto, as reservas internacionais da Bolívia passaram a barreira dos US$ 11 bilhões, uma cifra histórica, dos quais US$ 2,5 bilhões são em ouro.  Arce explicou que o BC vai comprar por ano 2 toneladas de ouro dos sete produtores no país e vai pagá-los o preço internacional e de forma rápida para evitar o contrabando do metal para o Brasil e Peru.

O governo criou há mais de um ano a Empresa Boliviana del Oro (EBO) para comprar o metal e evitar o contrabando. As compras estatais vão ser feitas por meio dessa empresa, disse Arce.

Segundo especialistas, a alta cotação do ouro é estimulada pela desconfiança na moeda americana em razão da crise da dívida pública nos Estados Unidos e em alguns países da União Europeia.

(Associated Press)

Fonte: http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/valor/2011/09/08/bolivia-vai-comprar-ouro-para-reforcar-reservas-internacionais.jhtm