Crise humanitária

O legado de Boutros Boutros-Ghali


Em fevereiro morreu o ex-secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) Boutros Boutros-Ghali. Ele ocupou o cargo entre 1992 e 1996, período que abarcou as crises humanitárias de Ruanda e da Bósnia. Confira aqui artigo publicado na revista Foreign Policy (16/02) sobre a ONU durante seu comando e suas disputas com os Estados Unidos, principalmente em questões orçamentárias e o uso da força na Bósnia.

boutros-boutros-ghali

Foto: Reuters / Mike Segar.

Anúncios

Parlamento da Venezuela declara crise humanitária no país


A Assembleia Nacional da Venezuela declarou, na última terça-feira (26/01), que o país vive uma crise humanitária de saúde. Segundo a oposição, que domina o parlamento, há escassez de medicamentos básicos e falta de infraestrutura sanitária.  Com a declaração, o Executivo, de Nicolás Maduro, é exortado a abastecer as farmácias com medicamentos essenciais, publicar o boletim epidemiológico e permitir o envio sem fins lucrativos de remédios do exterior.

1453927049_531078_1453927500_noticia_normal_recorte1

Foto: Reuters.

Caminhões de ajuda humanitária chegam à cidade sitiada na Síria


A cidade de síria de Madaya, recebeu, nesta segunda-feira (11/01), um comboio de ajuda humanitária com comida suficiente para alimentar os mais de 40.000 residentes durante um mês. Caminhões da ONU e do Crescente Vermelho levaram também itens básicos como água potável, cobertores e medicamentos. Madaya foi tomada por forças rebeldes e atualmente está cercada por forças do governo de Bashar al-Assad. A cidade estava isolada sem acesso à recursos desde outubro, o que causou uma crise humanitária.

Rebel fighters walk near Red Crescent vehicles on their way to al Foua and Kefraya, in Idlib province, Syria

Foto: Reuters / Ammar Abdullah.

Intervenção saudita no Iêmen apresenta pouco progresso


A intervenção da coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita no Iêmen, cujo foco era a contenção das ações das milícias Houthi, já completa seu terceiro mês embora tenha alcançado muito pouco progresso. Desde seu início, no dia 26 de março, os rebeldes houthis já expandiram seu território enquanto mantêm o controle da capital Sana, apesar dos bombardeios sauditas. Estes já mataram cerca de 1.800 pessoas, davastaram parte da infraestrutura já precarizada da região, fortaleceram a Al Qaeda na Península Arábica (AQAP) e também agudizaram a situação humanitária iemenita, fatos que demonstram o relativo o insucesso das operações da coalizão. Segundo analistas, um dos erros de Riade seria a falta de uma visão de como terminar o conflito.

Foto: Reuters / Khaled Abdullah

Região atingida por bombardeio da coalizão árabe. Foto: Reuters / Khaled Abdullah.

Israel autoriza demolições de casas de palestinos após ataque em Jerusalém


Em represália pela morte de cinco israelenses, autoridades destruíram a casa do autor de um atentado em outubro. A medida é criticada por ONGs de direitos humanos. Presidente Abbas condenou os ataques contra israelenses.

Foto: Reuters / A. Awad

Foto: Reuters / A. Awad

(mais…)

O conflito Israel-Palestina sob a ótica do Direito Internacional Humanitário


ISAPE debate 6

Na abordagem sobre os recentes desenvolvimentos da questão Israel-Palestina pela ótica do Direito Internacional Humanitário (DIH), alguns pontos merecem atenção especial. Primeiramente, o DIH é composto de um conjunto de normas a serem aplicadas em situações de conflito armado, com o objetivo de diminuir seus efeitos sobre a população não-combatente, visando protegê-la. Os atos que atentam contra o DIH configuram-se como crimes de guerra, estando passíveis de responsabilização penal. A questão do recente conflito, cujo desfecho se deu durante a Operação Borda Protetora (Operation Protective Edge), das Forças Armadas Israelenses, bem como da ocupação dos territórios palestinos é ampla e de alta complexidade; porém, levando-se em conta o DIH, deve-se sempre enfocar a proteção de civis. São princípios desse conjunto de leis: a humanidade, a necessidade, a proporcionalidade e a distinção entre combatentes e não-combatentes, com a consequente proibição ou restrição de armas que causem sofrimentos desnecessários aos combatentes, como as nucleares.

(mais…)

Quase 2 mi de pessoas fugiram de suas casas no Sudão do Sul desde dezembro


Apesar dos abusos aos direitos humanos terem reduzido, o número de pessoas que tiveram de sair de casa é ainda muito elevado no conflito do Sudão do Sul. A maioria das pessoas se deslocou apenas internamente, mas não há nenhuma previsão de quando essa população poderá voltar para casa. Os refugiados nos países vizinhos já somam 400 mil.

Foto: WFP / Ahnna Gudmunds

Foto: WFP / Ahnna Gudmunds

(mais…)

Israel aceita pedido da ONU e faz trégua de 5 horas em ofensiva à Faixa de Gaza


Depois de mais de uma semana de ataques aéreos e da morte de mais de 200 pessoas, Israel aceitou o pedido da ONU. A trégua, de apenas cinco horas, deve permitir a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza.

Foto: Reuters

Foto: Reuters

(mais…)

Capacetes azuis: imperfeitos mas bons o bastante


Os soldados das operações de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), também conhecidos como “capacetes azuis” conseguiram reconstruir sua reputação nos anos 2000 após os fiascos dos anos 1990. Hoje, apesar de haver sérias deficiências, as operações da ONU têm conseguido realizar seus mandatos com relativo sucesso. No entanto, crises no Sudão do Sul e na República Centro-Africana podem pôr tudo em risco.

Foto: Michele Sibiloni / AFP / Getty Images.

Foto: Michele Sibiloni / AFP / Getty Images.

(mais…)

Refugiados no mundo ultrapassam marca histórica de 50 milhões


Ao final de 2013, mais de 51 milhões de pessoas viviam como refugiadas no mundo, constatou o Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) em seu novo relatório anual Tendências Globais, lançado nesta sexta-feira (20/06). Trata-se da primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial que o número ultrapassa os 50 milhões. Somente em 2013, registraram-se quase 30 mil novos refugiados por dia.

Foto: Reuters / Hassan Abdallah.

Foto: Reuters / Hassan Abdallah.

(mais…)

Ucrânia fecha parcialmente fronteiras com a Rússia


A Ucrânia fechou parcialmente as fronteiras com a Rússia no leste do país. Objetivo da medida, segundo governo, é impedir entrada de armas; governo russo reclama de fluxo de refugiados vindo da região oriental do país. Enquanto isso, o G7 ameaça impôr novas sanções contra Moscou.

Foto: Efe.

Foto: Efe.

(mais…)

Combates entre governo e separatistas forçam êxodo no leste da Ucrânia


Governo ucraniano fala em operação antiterrorismo. Os russos, em guerra civil. Para a população no leste da Ucrânia, o nome tanto faz: a única opção de muitos é fugir da região.

Foto: picture-alliance / dpa.

Foto: picture-alliance / dpa.

(mais…)

ONU propõe força de manutenção da paz para a República Centro-Africana


A Organização das Nações Unidas (ONU) propôs nesta segunda-feira (03/03) ao Conselho de Segurança o estabelecimento de uma força de manutenção da paz de 12 mil soldados para a República Centro-Africana. O mandato da missão seria “robusto”, com foco inicial em proteção aos civis. Teme-se que ocorra limpeza étnica no país.

Soldado marroquino em Bangui. Foto: Reuters / Luc Gnago.

Soldado marroquino em Bangui. Foto: Reuters / Luc Gnago.

(mais…)

Ban Ki-moon pede mais 3 mil soldados para a República Centro-Africana


O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu na quinta-feira (20/02) para que seja reforçada urgentemente a presença internacional na República Centro-Africana (RCA) com, pelo menos, mais três mil soldados e policiais para frear a catástrofe humanitária instalada no país. Proposta é 1º ponto de seis ações apresentadas ao Conselho de Segurança da ONU para conter a crise.

Foto: AP.

Foto: AP.

(mais…)

ONU aprova uso da força por tropas da UE na República Centro-Africana


O Conselho de Segurança da ONU aprovou unanimemente o envio de 500 soldados da União Europeia para a República Centro-Africana e também o uso da força para a proteção dos civis no país africano.

Tropas francesas na RCA. Fonte: AFP.

Tropas francesas na RCA. Fonte: AFP.

(mais…)

Presidente interina da República Centro-Africana diz que escutará milícias armadas


Nova presidente interina da República Centro-Africana, Catherine Samba-Panza, disse que conversaria com os grupos armados para tentar restaurar a ordem no país. Líder de uma das milícias armadas declarou apoio à presidência de Samba-Panza.

Presidente Catherine Samba-Panza. Fonte: Siegfried Modola / Reuters.

Presidente Catherine Samba-Panza. Fonte: Siegfried Modola / Reuters.

(mais…)

República Centro-Africana tem primeira mulher eleita como presidente interina


Prefeita da capital Bangui desde 2011, Catherine Samba-Panza toma posse no governo provisório da República Centro-Africana (RCA) em meio a conflito conflito civil de caráter étnico-relioso e passando por intervenção militar francesa.

Deslocados internos na RCA. Fonte: Efe.

Deslocados internos na RCA. Fonte: Efe.

(mais…)

Brasil faz doação de US$ 300 mil para ajuda humanitária na Síria


Brasil anunciou, por ocasião da 2ª Conferência Internacional de Doadores para a Síria, que contribuirá com 300 mil dólares para apoiar iniciativa conjunta entre o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) no âmbito da estratégia lançada pelo secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon para evitar a “geração perdida na Síria”.

Fonte: Agência Brasil.

Fonte: Agência Brasil.

(mais…)

ONU diz que República Centro-Africana tem “todos os elementos” para genocídio


A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu nesta quinta-feira (16/01) uma mobilização internacional para a estabilização da República Centro-Africana, onde existem todos os elementos para que um genocídio venha a ocorrer. Chefe de operações do Escritório de Ajuda Humanitária da ONU afirmou que “Atrocidades são cometidas em todas as partes”.

Fonte: UOL.

Fonte: UOL.

(mais…)

Ajuda para as Filipinas evidencia jogo de poder no Sudeste Asiático


Com exceção da China, o mundo todo se prontificou a ajudar as Filipinas nos estragos provocados pelo furacão. A relutância de Pequim tem motivos políticos e quem saiu ganhando foram os Estados Unidos.

Fonte: Deutsche Welle.

Fonte: Deutsche Welle.

Ajuda para as Filipinas evidencia jogo de poder no Sudeste Asiático

DW – 15/11/2013 – por Rodion Ebbighausen

Após a catástrofe nas Filipinas, a disposição internacional de ajuda é grande. A União Europeia disponibilizou 13 milhões de euros, o Japão, cerca de 7,5 milhões e os Estados Unidos, quase 15 milhões. Os EUA também enviaram o porta-aviões USS George Washington acompanhado de navios de escolta, com aproximadamente 5 mil soldados, helicópteros e aviões de transporte.

Em contrapartida, o governo da República Popular da China prometeu, a princípio, ajuda de somente 75 mil euros, além de uma quantia do mesmo valor proveniente da Cruz Vermelha chinesa. Após críticas, a ajuda às Filipinas foi elevada para 1,2 milhão de euros – muito tarde, acreditam especialistas.

Rivalidade na catástrofe
A relutância chinesa em ajudar tem um antecedente político. Há anos a China briga com as Filipinas e com outros países do Mar do Sul da China pela soberania na região. Em jogo estão arquipélagos, regiões de pesca, rotas comerciais e principalmente grandes reservas de matérias-primas que supostamente estariam no subsolo marinho.

Essa disputa atingiu um ápice em janeiro deste ano, quando as Filipinas transferiram a disputa em torno do recife Scarborough, situado ao largo da costa leste filipina, para o Tribunal Internacional de Direito do Mar das Nações Unidas.

Mesmo que não haja veredicto, o dano para a imagem da China é grande. Pequim rejeita categoricamente uma solução internacional e insiste em negociações bilaterais. A estratégia da China tem como objetivo evitar a internacionalização do conflito e criar uma disputa entre os Estados banhados pelo Mar do Sul da China, já que todos pertencem à Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean, na sigla em inglês).

Segundo Gerhard Will, especialista em Sudeste Asiático no Instituto Alemão de Relações Internacionais e de Segurança (SWP, na sigla em alemão), principalmente as Filipinas estão na mira da China. Em entrevista à Deutsche Welle, Will comentou que “a República Popular da China empregou grandes esforços para isolar as Filipinas na Asean. Ela [China] mantém boas relações com os países-membros da Asean, faz ofertas generosas. Mas as Filipinas ficam de fora.” Por causa dessa atitude hostil, a China prometeu ajuda às Filipinas só com muita relutância e em pequena escala, explicou Will.

Essa resistência não é somente uma atitude do governo da República Popular da China, mas em parte também da população chinesa. O governo da região administrativa de Hong Kong pretendia doar o equivalente a 3,8 milhões de euros, mas muitos dos moradores da antiga colônia britânica teriam sido contrários a essa doação, explicou o fundador do Instituto Social de Pesquisa de Shenzhen, Liu Kaiming, em entrevista à Deutsche Welle.

Segundo Liu, ainda estaria muito presente na memória o sequestro de turistas chineses em 2010 na capital filipina, Manila. Durante a libertação, oito turistas provenientes de Hong Kong morreram. Nas redes sociais chinesas, dois terços das pessoas são contra ajudar as Filipinas.

China perde oportunidade
Embora tenha ganhado alguns pontos recentemente no Sudeste Asiático, essa atitude de recusa pode sair caro para a China. No início de outubro, o presidente Barack Obama cancelou sua participação na reunião da Apec (Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico) em Bali e no encontro da Asean na capital de Brunei, Bandar Seri Begawan.

O presidente chinês, Xi Jinping, não perdeu a oportunidade e declarou em seu discurso: “A China não pode se desenvolver isolada da região Ásia-Pacífico, e a região não pode avançar sem a China.” Em outras palavras, o especialista Gerhard Will explicou: “Nos últimos meses, a China esteve muito presente particularmente no Sudeste Asiático porque os Estados Unidos tiveram representação muito fraca.”

A ausência de Obama foi explorada pela mídia chinesa: “Pode-se ver que os Estados Unidos não são capazes de desempenhar realmente um papel importante na região. Aqueles que podem exercer esse papel de importância somos nós, os chineses.”

Com os acontecimentos nas Filipinas, a ajuda decisiva dos americanos e a relutância dos chineses, a situação agora é inversa. Segundo Will, “no geral, a questão se desenvolveu em detrimento da República Popular da China. Os EUA aproveitaram decidida e ativamente essa oportunidade de marcar presença mais fortemente na região.”

Li Dun, da Universidade de Qinghua, lamenta a atitude chinesa, fruto de um novo nacionalismo. “É preciso alertar para esse nacionalismo, porque ele ameaça 30 anos de esforços para voltar à comunidade internacional.” Para Liu Kaiming, é preciso deixar a política de fora. “Sou da opinião que se deve diferenciar a política da ajuda humanitária.”

Fonte: http://dw.de/p/1AIRu

Discurso de Assad foi sectário e unilateral, diz enviado especial da ONU


Síria

Discurso de Assad foi sectário e unilateral, diz enviado especial da ONU

09 de janeiro de 2013 – Opera Mundi/Marina Mattar

O último discurso do presidente Bashar al Assad sobre o conflito sírio foi ainda mais sectário e unilateral do que seus pronunciamentos anteriores, afirmou o Enviado Especial da ONU e da Liga Árabe para o país, Lakhdar Brahimi.

Em entrevista divulgada nesta quarta-feira (09/01), o diplomata argelino endureceu as críticas ao posicionamento do presidente, afirmando que houve retrocesso no processo de paz. Para ele, concessões reformistas do governo não podem mais resolver a crise no país que clama por verdadeiras transformações.

“As pessoas querem ter o seu próprio governo, querem tomar controle de seu futuro”, disse ele à emissora britânica BBC. “Na Síria, as pessoas estão dizendo que 40 anos é muito tempo para a família Assad estar no poder” (mais…)