Desenvolvimento

China atualiza planos de ampliação da malha ferroviária


Nesta quarta-feira (29/06), a China atualizou seus planos de ampliação da malha ferroviária em uma reunião do Conselho de Estado presidida pelo premiê Li Keqiang. O novo plano prevê que o país possua 150 mil km de ferrovias até 2020, incluindo 30 mil km de trens de alta velocidade. O plano anterior previa apenas 120 mil km. A expansão dos planos prevê mais construção de ferrovias nas regiões centrais e do oeste chinês.

Mapa: Wikimedia Commons.

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A integração produtiva intra-Mercosul: diagnóstico, possibilidades e desafios


Confira aqui o artigo do pesquisador do ISAPE, Henrique Gomes Acosta, sobre o processo de integração produtiva entre as economias que compõem o Mercosul. O trabalho nota que esse é um fenômeno incipiente na região e que, embora tenha avançado nos últimos 20 anos, apresenta uma série de desequilíbrios geográficos e setoriais. Três dificuldades para um aprofundamento da integração das estruturas produtivas da região são apontadas: (i) os entraves relacionados à livre circulação de bens e à coordenação de políticas industriais entre os países do bloco; (ii) as deficiências da infraestrutura regional; e (iii) a insuficiência dos mecanismos regionais de financiamento de longo prazo.

Imagem: MRE.

A China em transição: desdobramentos da crise financeira global e o rebalanceamento do modelo de crescimento


Confira aqui a monografia da pesquisadora do ISAPE, Júlia Simões Tocchetto, sobre os principais impactos da crise financeira global sobre a economia chinesa, i.e. a queda nas exportações e o aumento do investimento para compensá-la. Analisando o modelo de desenvolvimento chinês a partir das reformas de Deng Xiaoping em 1978, o trabalho mostra que a crise o colocou em cheque ao atingir as exportações do país e gerar uma necessidade de reconfiguração do mesmo. Portanto, a desaceleração da economia da China parece ter caráter estrutural e não apenas conjuntural. No entanto, assevera-se que é prematuro dizer com certeza que o modelo está esgotado ou que a China está a caminho de um novo estilo de desenvolvimento, pois há evidências em ambas as direções.

Foto: AFP.

Foto: AFP.

Infraestrutura e desenvolvimento: estudo de caso sobre IIRSA e COSIPLAN


Confira aqui a tese do pesquisador do ISAPE, Fernando Dall’Onder Sebben, sobre a conexão entre infraestrutura e desenvolvimento na América do Sul. O trabalho analisa as políticas públicas de infraestrutura de energia, transporte e comunicações em ambientes institucionais marcados por diferentes níveis de cooperação entre os setores público e privado a partir de um estudo de caso dos projetos da Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana (IIRSA) e do Conselho Sul-Americano de Infraestrutura e Planejamento (COSIPLAN) de 2000 a 2015. Verifica-se, na análise, que há quatro tipos ideais de vínculo entre infraestrutura e desenvolvimento: Estado Neo-utilitário, Estado Autônomo, Estado Facilitador e Estado Desenvolvimentista. Concluiu-se também que há um predomínio do modelo do Estado Facilitador na América do Sul e que isso significa que as políticas de infraestrutura predominantemente favorecem e ampliam as vantagens comparativas produtivas existentes, sobretudo na comercialização de produtos primários. Consequentemente, reforça-se o padrão de especialização regressiva e condicionam-se as opções e a trajetória de desenvolvimento do Brasil e da América do Sul.

Foto: Datacenter Dynamics.

As oscilações da inserção internacional do Brasil no século XXI


O professor Amado Luiz Cervo, em artigo publicado na revista Mundorama no início do mês (02/12), analisa as oscilações da inserção internacional do Brasil no Século XXI sob o paradigma logístico. De economia emergente e com rumo a uma maturidade sistêmica, o Brasil recuou para a situação de afastar investimentos internos e externos. O autor conclui que há uma necessidade de novas teorias que correspondam aos interesses de países emergentes e a demanda por novas categorias análiticas.

Foto: CEBRI.

IDH do Brasil aumenta em 2014


Nesta segunda-feira (14/12), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) divulgou que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil subiu de 0,752 em 2013 para 0,755 em 2014, alavancado pelos aumentos na expectativa de vida e de anos de estudo. De 1990 a 2014, o Brasil é o país sul-americano que mais avançou em seu IDH, sendo que as políticas públicas do país tiveram e têm responsabilidade direta sobre esse progresso.

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Foto: picture-alliance / Pacific Press / F. Teixeira.

China anuncia 10 planos para aumentar cooperação com a África


Em discurso no Fórum de Cooperação China-África na última sexta-feira (04/12), o presidente chinês, Xi Jinping, anunciou que lançará dez grandes planos para aumentar a cooperação com o continente africano nos próximos três anos. Pacote inclui industrialização, modernização da agricultura, infraestrutura, capacitação técnica, entre outras áreas. Xi anunciou ainda um fundo US$ 60 bilhões para ajudar na implementação das medidas.

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Foto: AP

 

Brasil e OCDE lançam plano de trabalho conjunto


O governo brasileiro e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) apresentaram semana passada (03/11) uma agenda comum de trabalho para os anos 2016 e 2017. A ideia é garantir ao Brasil uma integração mais dinâmica ao comércio mundial, crescimento inclusivo e sustentável, criação de empregos, qualificação de trabalhadores e melhoria em programas sociais e educacionais.

Foto: Fabio Pozzebom / Agência Brasil.

Xi Jinping e Ma Ying-jeou fazem encontro histórico


Os presidentes da China e de Taiwan, Xi Jinping e Ma Ying-jeou reuniram-se no sábado (07/11) na primeira reunião entre os líderes dos dois lados do Estreito desde 1949. Durante a reunião, ambos notaram o sucesso do desenvolvimento pacífico das relações entre os dois lados do Estreito desde 2008. Xi e Ma concordaram continuar atendo-se ao Consenso de 1992, consolidar o terreno político comum, promover o desenvolvimento pacífico das relações entre os dois lados do Estreito e proteger a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan. Os presidentes também concordaram que as duas partes devem reforçar a comunicação e o diálogo, ampliar os intercâmbios, aprofundar a cooperação e conseguir resultados de ganho mútuo. Encontro teria evidenciado a vitalidade do princípio de uma só China.

Ma e Xi (D). Foto: AFP.

Análise: China aumenta valor agregado de seus produtos


Em análise no portal de notícias chinês Xinhua, analisam-se as recentes mudanças estruturais na economia da China, que estão levando a um aumento do valor agregado das manufaturas chinesas. O desenvolvimento de uma indústria nacional e com tecnologia própria seriam fundamentais para continuar o processo.

Foto: China Foto Press.

Turquia comissiona novo navio anfíbio


A Turquia comissionou em cerimônia oficial seu novo navio anfíbio, o Bayraktar, com mais de 140 metros de comprimento. Vaso é o primeiro de dois planejados. Os navios foram projetados e construídos por estaleiro privado turco, o Anadolu Tersanesi. Em 2002, 80% dos equipamentos militares utilizados pelo país eram importados, e agora, com o desenvolvimento da indústria local. somente 40%.

Foto: AA Photo.

Banco dos BRICS e BNDES assinam memorando de cooperação


O Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), também chamado de “Banco dos BRICS”, e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), assinaram, nesta terça-feira (08/09), um memorando de entendimento para cooperação. O documento, que não prevê nenhum valor para a primeira leva de empréstimos a serem aprovados no segundo trimestre de 2016, foca em projetos em energia renovável num primeiro momento, em especial de fontes eólica e solar. O memorando também prevê a cessão de técnicos do banco brasileiro para a estruturação inicial do NBD, oferecendo funcionários com mais experiência.

Foto: Sputnik, Vladimir Fedorenko.

Foto: Sputnik / Vladimir Fedorenko.

Etiópia: próximo hegêmona da África?


Em artigo na revista Foreign Affairs, Harry Verhoeven descreve o impressionante desenvolvimento da Etiópia nas últimas décadas e identifica a possibilidade de que o país venha a se tornar um hegêmona no continente africano. Nos últimos 15 anos, o país cresceu a mais de 7% ao ano ao mesmo tempo em que tirou milhões de pessoas da pobreza ao aplicar políticas sociais e econômicas contrárias ao Consenso de Washington e bastante similares ao modelo chinês. Uma das questões-chave para a ascensão da potência africana seria a própria integração regional e sua capacidade de agir como líder.

Parque eólico próximo a Adis Abeba. Foto: Kumerra Gamechu / Reuters.

A Alemanha e a crise grega


O analista George Friedman trata neste texto do ressurgimento da primazia da Alemanha na Europa e de seu papel na União Europeia e sua política para a crise na Grécia. Para o autor, Berlim depende da manutenção da área de livre comércio da UE para manter seu desenvolvimento e, por isso, não poderia tolerar o retorno de anseios de soberania da Grécia (o que implicaria que a UE e, por consequência, a Alemanha seriam responsáveis pela dívida do país) e tampouco a saída de Atenas da zona do euro. O fortalecimento alemão e a saída encontrada para a crise grega, no entanto, carregam grande potencial de grandes tensões geopolíticas no continente.

Imagem: Forbes.

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Novo Banco de Desenvolvimento é inaugurado em Xangai


Nesta terça-feira (21/07), foi inaugurado em Xangai o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), o Banco dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). A instituição deverá financiar projetos de infraestrutura em países emergentes. A criação do NBD foi oficializada na sétima cúpula dos BRICS, em Ufá na Rússia em julho deste ano. Estiveram presentes na cerimônia de inaguração o ministro das Finanças da China, Lou Jiwei, o prefeito de Xangai, Yang Xiong, e o presidente do NBD, K. V. Kamath. Em mensagem, o economista Joseph Stiglitz congratulou a criação do banco e disse ter esperanças de que a instituição consiga lidar com problemas centrais da sociedade moderna, tais como distribuição de renda e meio-ambiente.

Foto: Shanghai Daily / Wang Rongjiang.

Os BRICS e a Declaração de Ufá


Essa semana ocorreu a sétima cúpula dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) na cidade russa de Ufá, a qual teve como resultado uma declaração de intenções e projetos do bloco, entre eles a oficialização da criação do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) e do Arranjo Contingente de Reserva. O analista Oliver Stuenkel observa que a Declaração de Ufá é um divisor de águas na história do grupo, simbolizando a sua crescente institucionalização. O autor assinala que com isso geram-se mais oportunidades e expectativas para os cinco países, tornando-se mais fácil de julgar o desempenho do bloco ao lidar com desafios globais.

Foto: Economy Lead.

BRICS oficializam criação do Novo Banco de Desenvolvimento


Depois de dois dias de reuniões, a sétima cúpula dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) terminou nesta quinta-feira (09/07), na cidade russa de Ufá, com a oficialização da criação do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) e de um compromisso para intensificar as indústrias nacionais dos cinco países. Espera-se que o banco, cuja sede será em Xangai, na China, comece a operar já em 2016. Inicialmente, o banco deve financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento apenas nos países do bloco, podendo expandir sua atuação para outras regiões no futuro.

Foto: BRICS2015.

China anuncia novas metas climáticas


Em reunião da Organização das Nações Unidas nesta segunda-feira (29/06), um enviado especial para assuntos ambientais do governo chinês, Xie Zhenhua, declarou que a China pretende cortar no mínimo 60% dos índices de 2005 das suas emissões de dióxido de carbono por unidade do PIB até 2030. O plano é um grande passo com relação aos últimos anúncios de corte, que pretendiam reduzir apenas 40% das emissões entre 2015 e 2020. Contudo, a China ressaltou que, no contexto da luta contra as mudanças climáticas, um novo acordo global deve levar em conta que há responsabilidades e capacidades diferentes entre os países e que há diferentes estágios de desenvolvimento e contexto histórico que devem balizar a formulação de responsabilidades.

Xie Zhenhua. Foto: Xinhua, Niu Xiaolei.

Xie Zhenhua. Foto: Xinhua / Niu Xiaolei.

Inicia cúpula CELAC-União Europeia


A segunda cúpula da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) e União Europeia (UE) iniciou nesta quarta-feira (10/06) na sede da UE em Bruxelas com a presença de 60 representantes dos 61 países de ambas as organizações. Um dos principais objetivos da reunião é fortalecer e aprofundar os laços inter-regionais da CELAC com a UE, bem como discutir imigração, meio ambiente e desenvolvimento social, entre outros. Ainda não se sabe se alguma medida prática constará nos documentos que serão produzidos ao final do encontro, mas uma das expectativas é que seja anunciada a contribuição da UE para a construção de um cabo submarino de transmissão de dados ligando Fortaleza à Lisboa.

Foto: Ansur.

Dilma lança programa de concessões em infraestrutura


Nesta terça-feira (09/06), o governo da presidente Dilma Rousseff lançou o seu programa de concessões em infraestrutura, chamado de Programa de Investimento em Logística (PIL), que é a maior aposta brasileira para contornar a crise e retomar o crescimento econômico. O PIL envolve investimentos de 198 bilhões de reais, a serem feitos pela iniciativa privada e por parcerias público-privadas e tem como principal foco as ferrovias, para as quais devem ser destinados 86,4 bilhões. Rodovias (66,1 bilhões de reais), portos (37,4 bilhões de reais) e aeroportos (8,5 bilhões de reais) também são contemplados no plano.

Dilma Rousseff, Michel Temer e Joaquim Levy. Foto: Lula Marques / Agência PP.

Relato do V Seminário do CEGOV


Durante os dias 19 e 20 de maio, realizou-se a 5ª edição do Seminário do Centro de Estudos Internacionais sobre Governo (CEGOV) na Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Em quatro painéis, moderados por professores vinculados ao CEGOV, professores de diversas áreas fomentaram um debate amplo em que foi possível compreender mais de um ponto de vista sobre cada um dos importantes temas abordados, relacionados à governança no Brasil e vitais para a plena cidadania brasileira.

Foto: UFRGS.

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ONGs estrangeiras impedem desenvolvimento da Índia, segundo agência de inteligência


Em relatório ao primeiro-ministro Narendra Modi, o serviço de inteligência da Índia apontou que organizações não governamentais (ONGs) financiadas por países ocidentais — tais como Reino Unido, Holanda, Estados Unidos e Alemanha, entre outros — impediram o crescimento do PIB indiano entre 2 e 3% ao ano entre 2011 e 2013. O relatório diz que ativistas entraram ativamente em “campanhas de retardamento do crescimento”, impedindo grandes obras de infraestrutura e extração de recursos naturais. Desde que Modi assumiu o governo do país, cerca de 9.000 ONGs teriam sido fechadas na Índia.

Foto: Manjunath Kiran / Getty Images.

O mito do fracasso do Mercosul


O Grupo de Reflexão sobre Relações Internacionais (GR-RI), em artigo, desconstrói o mito de que o Mercosul teria fracassado e alerta para os perigos de sua flexibilização. O GR-RI informa que o comércio intrabloco cresceu bem acima do crescimento do comércio mundial nos últimos 15 anos e que, mais importante ainda, o comércio extra-bloco do Mercosul também aumentou acima do crescimento do comércio global, no mesmo período considerado. Dessa forma, a hipótese de que o Mercosul seria um fracasso e estaria impedindo maior participação dos Estados Partes nas cadeias produtivas globais — tese dos detratores do bloco — simplesmente não teria base empírica. Nesse contexto, o abandono da união aduaneira e a celebração célere e isolada de acordos de livre comércio com grandes potências econômicas seria um grande erro ao comprometer espaços de manobra de políticas industriais e tecnológicas.

Foto: PR / Ricardo Stuckert.

China e América Latina: um novo modelo de cooperação


No contexto da visita do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, à América do Sul — especificamente Brasil, Colômbia, Peru e Chile — , a Comissão Econômica da América Latina e Caribe (CEPAL) lançou um documento em que afirma que a próxima conquista latino-americana deve ser a diversificação dos produtos exportados para a potência asiática, visando a trocas em  setores de maior valor agregado e reduzindo a dependência de produtos primários. Já a analista Shannon Tiezzi assevera que a China está consciente desse desafio e procura cooperar com os países da região para que convertam suas pautas de exportação para garantir a sustentabilidade de seu desenvolvimento. Com efeito, a CEPAL afirma que, na medida em que a cooperação com a China ajude a suprimir lacunas regionais em matéria de infraestrutura e logística, o comércio intrarregional latino-americano pode ser estimulado, bem como a formação de cadeias regionais de valor.

Li Keqiang. Foto: Agência Brasil / Marcelo Camargo.

Nigeriano é eleito presidente do Banco Africano de Desenvolvimento


O nigeriano Akinwumi Adesina, ministro da Agricultura e do Desenvolvimento Rural da Nigéria, foi eleito nesta quinta-feira (28/05) o próximo presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB, sigla em inglês). A vitória de Adesina veio após uma acirrada disputa de oito candidatos, incluindo grandes nomes do norte e do sul da África. O presidente eleito da Nigéria, Muhammadu Buhari, mesmo sendo de oposição, apoiou-o e pediu que os países do oeste africano se juntassem em torno da candidatura de Adesina. Em campanha, o nigeriano propusera ideias como a criação de um “Google africano”, uma bolsa de valores continental e de um mercado de eletricidade transnacional. Ele será o oitavo presidente do AfDB em aproximadamente 50 anos de existência da instituição.

Adesina (E). Foto: Colin Patterson / AfDB.

Peru revela plano de investimentos em infraestrutura


O Peru revelou hoje (21/05) um ambicioso plano de investimentos em infraestrutura no país, o qual deve atingir a soma de 113 bilhões de dólares. Projetos são nos âmbitos federal, estadual e municipal peruanos e incluem tanto a iniciativa pública quanto a privada. A maioria dos mesmos não deve ser realizada na região da capital, Lima, favorecendo áreas menos desenvolvidas do país sul-americano. O governo advertiu, contudo, que apenas 10% do projetos para o desenvolvimento da infraestrutura peruana foram devidamente planejados e que ainda faltam estudos para o restante.

Foto: Ansur.

Líderes da África e da Ásia propõem novo banco de desenvolvimento


Na conferência de comemoração dos 60 anos da Conferência de Bandung (a conferência afro-asiática que estabeleceu o movimento dos países não alinhados), sediada em Jakarta, na Indonésia, líderes de países emergentes dos dois continentes propuseram a fundação de um banco de desenvolvimento sem nenhum vínculo com o Banco Mundial ou Fundo Monetário Internacional (FMI), já que ambos não atenderiam mais às demandas de projetos de infraestrutura dessas regiões. A iniciativa tem como exemplo a criação do Banco de Desenvolvimento dos BRICS, citado pelo presidente do Zimbábue, Robert Mugabe. Para ele, somente a cooperação Sul-Sul pode mudar o status quo, cuja manutenção é garantida por políticas ocidentais e pelas instituições financeiras citadas acima.

Foto: AFP

Joko Widodo e Robert Mugabe. Foto: AFP.

 

No Brasil, concessões em infraestrutura devem somar R$ 150 bi


No Brasil, o líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), disse que o pacote de concessões na área de infraestrutura a ser lançado pela presidente Dilma Rousseff nas próximas semanas está inicialmente estimado em R$ 150 bilhões. Segundo Guimarães, o pacote inclui principalmente concessões de aeroportos, estradas e ferrovias. A medida é tida como fundamental para ampliar o crescimento econômico brasileiro e gerar empregos, preservando ainda as obras previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República.

Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República.

China libera investimentos estrangeiros em projetos de infraestrutura


Na quarta-feira (22/04), a China anunciou que abrirá 80 projetos de infraestrutura para investimento estrangeiro. Investimento privado deve ter um papel maior nos setores de energia, ferroviário e portuário. Medida foi tomada para conter a desaceleração do crescimento econômico. Valores e projetos específicos não foram especificados.

Foto: Rooney Chen / Reuters.

Foto: Rooney Chen / Reuters.

Brasil lançará programa de concessões em infraestrutura


Segundo o Ministro da Fazenda Joaquim Levy, o governo brasileiro lançará em maio deste ano um programa de concessões com o objetivo de aumentar investimentos em infraestrutura. Segundo Levy, o programa está sendo feito em conjunto com o Ministério do Planejamento. Ainda não se determinaram as áreas específicas disponíveis para concessões. Em Washington, Levy também falou que conversas estão sendo realizadas também com o Banco Mundial para debater mecanismos de financiamento.

Imagem: The Economist /  Jac Depczyk.

Imagem: The Economist / Jac Depczyk.