desigualdade social

Redistribuição de vagas universitárias gera protestos na China


O Ministério da Educação da China anunciou uma iniciativa de redistribuição de vagas em universidades de alta qualidade para estudantes de províncias pouco desenvolvidas. Aproximadamente 140.000 vagas seriam reservadas para esses estudantes. A iniciativa faz parte da política mais ampla do “Sonho Chinês” de Xi Jinping, que aborda o desenvolvimento como resultado da diminuição de desigualdades sociais, para a qual o acesso à educação teria um papel essencial. No entanto, o projeto tem gerado insatisfação nas classes média e média-alta das províncias mais ricas do país, gerando inclusive protestos em grandes centros urbanos.

Foto: Financial Times.

Economistas do FMI apontam malefícios da agenda econômica neoliberal


Recentemente economistas do Fundo Monetário Internacional realizaram duras críticas à agenda econômica neoliberal, especificamente às políticas de austeridade. Apesar da predominância dessa abordagem em estudos de economia internacional, ela tem se mostrado cada vez menos eficiente para levar ao crescimento econômico sustentável pois o aumento das desigualdades sociais não é compensado pelo suposto crescimento econômico. Ademais, as políticas de austeridade que buscam diminuir o nível da dívida externa exigem o aumento dos impostos, o corte de gastos sociais ou ambas as medidas — distorcendo a atividade econômica e minando a continuidade do crescimento.

Foto: Saul Loeb / AFP.

Foto: Saul Loeb / AFP.

CEPAL afirma que reforma tributária é essencial para reduzir desigualdade na América Latina


A secretária executiva da Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL), Alicia Bárcena, e a diretora executiva da Oxfam Internacional, Winnie Byanyima, criticaram durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, a crescente desigualdade na América Latina, que é a maior do mundo. Para combater a desigualdade, elas propuseram a reforma tributária, a redução de benefícios para multinacionais que impedem o crescimento de empresas domésticas, e o controle da evasão e elisão de impostos.

22588504405_97ff00def4_k

Foto: Giulian Frisoni / Flickr / CC.

Bill Clinton afirma que Brasil tem futuro promissor


O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton afirmou na quinta-feira (12/11) que, apesar da conjuntura política e econômica, existem “poucos lugares no mundo” para ser tão otimista como no Brasil. Em discurso no Encontro Nacional da Indústria (Enai), Clinton ainda mencionou o sucesso do Brasil em diversificar sua economia, conter o deflorestamento e em reduzir as desigualdades sociais.

Bill Clinton. Foto: Fernando Bizerra Jr. / Efe.

Desigualdade cai no Brasil e cresce nos países da OCDE


A desigualdade de renda entre as parcelas mais pobres e as mais ricas da população está subindo nos países que fazem parte da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A organização reúne 34 Estados, a maioria deles desenvolvidos. O estudo mostrou que os 10% mais ricos ganham em média 9,6 vezes mais que os 10% mais pobres nos países da OCDE. O Brasil foi apontado como exemplo de nação onde a desigualdade diminuiu nos últimos anos, apesar de ainda estar em níveis altos.

Foto: DW. 

Capitalismo familiar e a perpetuação da desigualdade


A partir de um acontecimento na Coreia do Sul em que uma executiva de uma companhia aérea filha do dono da empresa mandou o avião no qual estava voltar ao hangar por causa do serviço de bordo (e expulsar o atendente), a revista The Economist analisa o fenômeno do capitalismo familiar e a perpetuação da desigualdade em diversos países. Segundo seu artigo, embora o discurso capitalista enfatize as oportunidades de ascensão social, países são cada vez mais controlados por uma dúzia de famílias — e membros das quais tendem a casar-se entre si para perpetuar suas fortunas e cargos de liderança em suas empresas. Na França, as dez famílias mais ricas detêm cerca de 30% de todo o mercado francês; na Coreia essa proporção atinge 60%. Essa concentração de renda produz muitos problemas nas esferas política e econômica, e é uma situação que afeta tanto países desenvolvidos quando em desenvolvimento.

Imagem: The Economist / Brett Ryder.

 

A estabilidade do regime chinês


Ao contrário do que analistas estadunidenses preveem constantemente, o regime do Partido Comunista Chinês está longe de entrar em colapso. Entre os argumentos comumente levantados pelos “profetas do colapso”, a única novidade neste debate é a desaceleração da economia chinesa, que requer uma análise cuidadosa. A questão é que tal desaceleração é relativa, pois o país apenas tem reduzido sua média de crescimento, que continua em patamares muito altos para os padrões da OCDE. Essa redução das taxas está longe de ser uma crise que traria dúvidas quanto a estabilidade política do país.

Foto: flickr / toehk

Foto: flickr / toehk

Política econômica é dilema da campanha de Hillary Clinton


Pesquisa Gallup mostrou que 67% dos estadunidenses estão insatisfeitos com a desigualdade de renda no país, desafiando a campanha à presidência de Hillary Clinton a criticá-la sem perder o apoio dos mais ricos. Entre as propostas deverão estar algumas clássicas do partido democrata, tais como o aumento do salário mínimo, os investimentos em infraestrutura, diminuição das exonerações fiscais a grandes corporações e o corte de impostos para a classe média. Para vencer a sensação da população estadunidense de que a mobilidade social no país está freada, Clinton vai propor ainda incentivos às empresas para a participação dos funcionários nos lucros e legislação que aumente o poder de barganha dos empregados.

Hillary Clinton durante as primárias de 2008. Foto: Richard Perry/The New York Times

Hillary Clinton durante as primárias de 2008.
Foto: Richard Perry/The New York Times

Apoio alemão à austeridade beneficia suas elites econômicas


A Alemanha é o Estado europeu que mais marcadamente defende as políticas de austeridade dos países do sul do continente, ainda que não deseja o rompimento da zona do euro. O discurso das autoridades é de que perdoar parte da dívida grega, por exemplo, colocaria o fardo sobre as costas dos trabalhadores do resto da Europa. Daniel Altman analisa as contradições desse argumento, uma vez que, desde a implementação da zona do euro, são as elites econômicas alemãs que mais viram sua renda crescer no país. Ele mostra o mecanismo pelo qual as medidas recessionistas da ortodoxia econômica beneficiam apenas os alemães mais ricos.

Foto: John MacDougall / AFP

Foto: John MacDougall / AFP

Ofxam afirma que 1% mais rico terá mais de 50% da riqueza mundial em 2016


A Oxfam International, organização não-governamental internacional que luta contra a pobreza e a desigualdade, afirmou que o 1% mais rico da população mundial terá mais riquezas acumuladas que os outros 99% em 2016. O anúncio ocorreu pouco antes do início do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. A organização baseada no Reino Unido sugere aos governos medidas como o combate à sonegação fiscal, uma melhora dos serviços públicos, maiores taxações ao capital em comparação ao trabalho e um aumento do salário mínimo. A desigualdade de renda tem se acentuado nos anos após a crise de 2008.

Foto: AFP

Foto: AFP

Estudo do FMI mostra que desigualdade prejudica crescimento econômico


Fundo Monetário Internacional (FMI) descobriu em estudo que a desigualdade é nociva ao crescimento econômico e invalidou teorias que dizem que a redistribuição de renda é autodestrutiva e contraproducente. Estudo mostrou que países com maior desigualdade tiverem menor crescimento do que países que distribuem renda de forma mais igualitária.

Foto: Saul Loeb / AFP.

Foto: Saul Loeb / AFP.

(mais…)

Discurso de Obama revela guinada à esquerda em ano eleitoral


Presidente dos EUA, Barack Obama, usou seu quinto pronunciamento sobre o Estado da Nação para tentar se aproximar do eleitorado ao dar destaque à desigualdade social. Disse também que legislaria sem o apoio do Congresso, se necessário. Entre as principais promessas, está o aumento do salário mínimo para trabalhadores de firmas contratadas pelo Estado.

Fonte:  L. Downing / Reuters.

Fonte: L. Downing / Reuters.

(mais…)

A ineficiência da desigualdade dos EUA


Daniel Altman argumenta que a desigualdade é um problema não apenas social, mas também econômico nos Estados Unidos devido às barreiras que ela impõe ao crescimento econômico.

Fonte: Karen Bleier / AFP / Getty Images.

Fonte: Karen Bleier / AFP / Getty Images.

(mais…)

A desigualdade corrói o projeto europeu


Na União Europeia, a crise e as políticas econômicas dominantes corroem a coesão social ao aumentar os níveis de pobreza e ampliar a distância entre ricos e pobres.

Fonte: Avantar / Cinga.

Fonte: Avantar / Cinga.

(mais…)