desigualdades

Redistribuição de vagas universitárias gera protestos na China


O Ministério da Educação da China anunciou uma iniciativa de redistribuição de vagas em universidades de alta qualidade para estudantes de províncias pouco desenvolvidas. Aproximadamente 140.000 vagas seriam reservadas para esses estudantes. A iniciativa faz parte da política mais ampla do “Sonho Chinês” de Xi Jinping, que aborda o desenvolvimento como resultado da diminuição de desigualdades sociais, para a qual o acesso à educação teria um papel essencial. No entanto, o projeto tem gerado insatisfação nas classes média e média-alta das províncias mais ricas do país, gerando inclusive protestos em grandes centros urbanos.

Foto: Financial Times.

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Desigualdade cai no Brasil e cresce nos países da OCDE


A desigualdade de renda entre as parcelas mais pobres e as mais ricas da população está subindo nos países que fazem parte da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A organização reúne 34 Estados, a maioria deles desenvolvidos. O estudo mostrou que os 10% mais ricos ganham em média 9,6 vezes mais que os 10% mais pobres nos países da OCDE. O Brasil foi apontado como exemplo de nação onde a desigualdade diminuiu nos últimos anos, apesar de ainda estar em níveis altos.

Foto: DW. 

Capitalismo familiar e a perpetuação da desigualdade


A partir de um acontecimento na Coreia do Sul em que uma executiva de uma companhia aérea filha do dono da empresa mandou o avião no qual estava voltar ao hangar por causa do serviço de bordo (e expulsar o atendente), a revista The Economist analisa o fenômeno do capitalismo familiar e a perpetuação da desigualdade em diversos países. Segundo seu artigo, embora o discurso capitalista enfatize as oportunidades de ascensão social, países são cada vez mais controlados por uma dúzia de famílias — e membros das quais tendem a casar-se entre si para perpetuar suas fortunas e cargos de liderança em suas empresas. Na França, as dez famílias mais ricas detêm cerca de 30% de todo o mercado francês; na Coreia essa proporção atinge 60%. Essa concentração de renda produz muitos problemas nas esferas política e econômica, e é uma situação que afeta tanto países desenvolvidos quando em desenvolvimento.

Imagem: The Economist / Brett Ryder.

 

Nos EUA, renda familiar determina graduação mais do que boas notas


Em seu novo livro Our Kids: The American Dream in Crisis, o acadêmico estadunidense Robert Putnam demonstra que a renda familiar se tornou o fator-chave que determina a graduação de um aluno na universidade em detrimento de notas boas e do desempenho em geral. Segundo o autor, a divisão de classes é a mais importante na sociedade dos EUA e não mais a divisão racial. Desde os primeiros anos de vida, famílias com renda mais elevada tendem a passar mais tempo com seus filhos em casa, criando condições melhores para o aprendizado futuro.

Gráficos da nova divisão de classes dos EUA. Fonte: The Economist.

A elite dos EUA e a meritocracia hereditária


Artigo da edição da The Economist do dia 24/01 atenta para o fato de que a meritocracia tem congelado as classes sociais nos Estados Unidos. Segundo a análise da revista, os filhos de ricos e de poderosos são cada vez mais aptos e propensos a obter sucesso, altas remunerações e poder político. Esse fenômeno está cristalizando a sociedade estadunidense que vem percebendo os problemas graves apresentados pela meritocracia.

Imagem: Stephen Collins / The Economist.

Imagem: Stephen Collins / The Economist.

Pedaços de retrato do Brasil – IBGE


Imagem: IBGE.

Censo Demográfico: Características da população e dos domicílios: resultados do universo

Censo 2010: Mais da metade dos emigrantes brasileiros são mulheres

Segundo os resultados do Censo Demográfico, os emigrantes brasileiros residiam em 193 países do mundo, sendo a maioria mulheres (53,8%). O principal destino dos emigrantes foi os Estados Unidos, especialmente daqueles oriundos de Minas Gerais. São Paulo era a principal origem dos emigrantes (aproximadamente 106 mil pessoas ou 21,6%). É a primeira vez que o IBGE investiga essa informação, que permite detectar a origem, o destino e o perfil etário e por sexo dos emigrantes.

O Censo 2010 detectou, ainda, que, embora muitos indicadores tenham melhorado em dez anos, as maiores desigualdades permanecem entre as áreas urbanas e rurais. O rendimento médio mensal das pessoas de 10 anos ou mais de idade, com rendimento1, ficou em R$ 1.202. Na área rural, o valor representou menos da metade (R$ 596) daquele da zona urbana (R$ 1.294). O rendimento das mulheres (R$ 983) alcançou cerca de 71% do valor dos homens (R$ 1.392), percentual que variou entre as regiões. (mais…)