Disputa entre as grandes potências no Oriente Médio

EUA propõe maior cooperação com a Rússia na Síria


Obama propôs um novo acordo de cooperação militar entre Estados Unidos e Rússia para a situação na Síria. Segundo essa proposta, Washington e Moscou operariam em bombardeios aéreos conjuntos contra a Frente al-Nusrah (o braço da al-Qaeda na Síria) em troca de pressões russas pelo cessar dos bombardeios do governo sírio sobre alguns grupos rebeldes. Contudo, funcionários do corpo diplomático estadunidense e o próprio Ministro da Defesa se mostraram contrários à iniciativa, alegando que os bombardeios não enfraqueceriam a al-Nusrah e ainda beneficiariam as forças de Assad na guerra civil.

Imagem: Fotolia / viperagp.

Imagem: Fotolia / viperagp.

Rússia envia porta-aviões para a Síria


A Rússia está enviando seu único porta-aviões para a Síria a fim de combater o “Estado Islâmico” naquele país. Chamado de “Almirante Kuznetsov”, o navio carregará ao menos 15 caças e dez helicópteros de ataque. O porta-aviões deve ficar estacionado no leste do mar Mediterrâneo pelo menos até fevereiro de 2017.

Foto: Arquivo / AP via Sputnik.

EUA e Rússia monitorarão juntos o cessar-fogo na Síria


Nesta semana, o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, anunciou que EUA e Rússia monitorarão conjuntamente o acordo de cessar-fogo na Síria, ainda que à distância. Segundo Kerry, oficiais russos e estadunidenses, os quais estarão baseados em Genebra, utilizarão os mesmos recursos e infraestrutura para assegurar uma implementação clara da trégua no conflito sírio, incluindo a cidade de Aleppo, onde recentemente houve ataques de rebeldes a civis.

Hospital em Aleppo após bombardeio de rebeldes. Foto: SANA via AP.

EUA e Rússia próximos de consenso sobre oposição síria


A Rússia e os Estados Unidos estão próximos de atingir um consenso sobre quais grupos de oposição devem ser representados nas negociações para encerrar a guerra civil na Síria. Segundo fontes anônimas, Moscou aceitou a presença de delegação da mílicia islâmica Jaysh al-Islam (Exército do Islã), apoiada por Washington, em troca de poder convidar outro grupo sem objeção deste.

Sergei Lavrov e John Kerry (D). Foto: Jacquelyn Martin / Reuters.

EUA e Rússia chegam a impasse sobre rebeldes sírios em negociações de paz


Após encontro entre o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e o Ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, nesta quarta-feira (20/01), ambos os países concordaram em seguir as conversas para encerrar o conflito na Síria. Porém, ainda não há um acordo sobre quais grupos rebeldes devem ser incluídos e quais taxados de “terroristas”. A Rússia defende a inclusão de grupos que podem apoiar suas posições nas negociações, como os curdos sírios, enquanto EUA, Arábia Saudita e Turquia rejeitam a ideia.

U.S. Secretary of State John Kerry takes his seat across the table from Russian Foreign Minister Sergey Lavrov, for their meeting about Syria, in Zurich, Switzerland

Foto: Reuters / Jacquelyn Martin.

Armas antitanque reforçam posições de rebeldes sírios


Comandantes rebeldes na Síria afirmaram na última terça-feira (13/10) que fortificaram a linha de frente contra o governo com armas antitanque, que foram fornecidas por apoiadores estrangeiros, notadamente os EUA. O suprimento de armas aumentou depois da coordenação de bombardeios russos com avanços do Exécito Sírio em terra contra posições dos insurgentes. Ainda, alguns analistas afirmam que mísses BGM-71 TOW  fornecidos pelos Estados Unidos foram uma das principais causas que levaram a Rússia a participar do conflito, ensejando preocupação de que esteja acontecendo no momento uma guerra indireta entre Moscou e Washington.

Imagem: RT / Hazzm Movement / YouTube.

Rússia disposta a intervir na Síria caso solicitada


Nesta sexta-feira (18/09), Moscou afirmou que em caso de solicitação da Síria, poderia intervir diretamente no país. Os Estados Unidos sustentam que forças russas já estão ajudando e lutando pelo regime de Bashar al-Assad, o que é negado pelo Kremlin. Washington também anunciou que está disposto a iniciar diálogo com a Rússia, que já afirmou que está aberta para discussões sobre a guerra civil síria.

Foto: n.i.

EUA defenderá rebeldes sírios de ataques do governo de Assad


Neste domingo (02/08), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, autorizou a utilização da força aérea estadunidense na defesa dos rebeldes sírios, que têm sofrido ataques das forças do governo de Bashar al-Assad e de outros grupos aliados ao regime. A medida aumenta significativamente o risco de um conflito direto das forças armadas dos EUA com a Síria.

Foto: AFP, STR.

Foto: AFP / STR.

Um balanço do Oriente Médio


O analista George Friedman faz um balanço da situação atual do Oriente Médio, buscando as raízes dos movimentos políticos atuais no impacto que a dissolução da União Soviética teve para a região. Segundo ele, movimentos seculares, geralmente apoiados pelos soviéticos, foram desacreditados, o que deu força para os islamistas. Hoje, está em aberto se as quatro potências da região podem (ou mesmo se querem) conter o “Estado Islâmico”, especialmente a Turquia.

Mapa: Stratfor.

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Ciclo de palestras “Visões Sul-Americanas sobre Crises Regionais”


É com enorme satisfação que o ISAPE convida todos a participarem do ciclo de palestras “Visões Sul-Americanas sobre Crises Regionais”, que ocorrerá entre os dias 13 e 16 de outubro no Clube de Cultura (Porto Alegre, RS), sempre às 18h30.

visões sul-americanas de crises regionais

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Ocidente deve aumentar apoio a rebeldes sírios


Os Estados Unidos, Reino Unido, países europeus e árabes devem aumentar todos os tipos de apoio a rebeldes sírios moderados que tentam remover o presidente Bashar al-Assad do poder, anunciou o secretário de estado dos EUA, John Kerry. Envio de armas também está incluso, mas não ficou claro que país as fornecerá. Kerry ressaltou que a ajuda estadunidense e britânica será somente não-letal.

Foto: Daniel Leal-Olivas / AFP / Getty Images.

Foto: Daniel Leal-Olivas / AFP / Getty Images.

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Conflito sírio: guerra contra os beligerantes?


Com a certeza de que a guerra na Síria já teria terminado não fosse a influência estrangeira, beligerantes (governo e rebeldes) se cansam da interferência das potências ocidentais, especialmente dos EUA, no conflito. Pan-arabismo ressurge como elemento político no Oriente Médio. Estados Unidos apresentam política de manutenção da guerra para conseguir melhor administrar e auferir ganhos e se voltam contra facções políticas que vinham defendendo no início do conflito.

Foto: New Eastern Outlook.

Foto: New Eastern Outlook.

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China: uma grande potência no Oriente Médio?


Enquanto os Estados Unidos se ocupavam em fazer seu pivô para a Ásia, a China aproveitou o espaço aberto para se tornar uma grande potência no Oriente Médio, laços econômicos e políticos crescentes.

Foto: Reuters / Lintao Zhang.

Foto: Reuters / Lintao Zhang.

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Rússia irá garantir segurança de seus cidadãos na Síria


Navios da Marinha russa - foto Voz da Rússia

MRE russo: Rússia irá garantir segurança de seus cidadãos na Síria

Voz da Rússia – 09/09/2013

A Rússia pretende continuar a tomar todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos seus cidadãos na Síria, incluindo a assistência àqueles que, tomando em conta a deterioração da situação no país, expressam seu desejo de deixar temporariamente a República Árabe da Síria, declarou hoje (09) o Ministério das Relações Exteriores da Federação Russa.

O ministério informou que, em 08 de setembro, um avião do Ministério das Situações de Emergência russo levou da cidade de Latakia um grupo de cidadãos russos, que têm residência permanente na Síria, e suas famílias, bem como os cidadãos dos países da CEI (no total 68 pessoas).

Cruzador lançador de mísseis da classe Moskva Marinha da Rússia - foto RIA NovostiFonte: http://portuguese.ruvr.ru/news/2013_09_09/mre-russo-russia-ira-garantir-seguranca-de-seus-cidadaos-na-siria-0077/

Parlamento do Reino Unido vota contra agressão militar à Síria


Agência Estado, 29 de agosto de 2013

Parlamento britânico vota contra intervenção militar na Síria

David Cameron defendia a ação contra o regime de Assad mas disse que vai respeitar a decisão do parlamento

Fernando Nakagawa

Agência Estado

LONDRES – Os Estados Unidos perderam na noite desta quinta-feira um importante aliado para o plano de intervenção miliar na Síria. Após o Parlamento da Grã-Bretanha rejeitar a ação internacional contra o regime de Bashar Assad, o primeiro-ministro inglês David Cameron sinalizou que deve retirar o apoio à ação planejada por Washington em resposta ao suposto uso de armas químicas. “É claro para mim que o Parlamento britânico reflete a visão do povo britânico que não quer ver militares britânicos em ação”, disse Cameron.

UK House of Commons voted against military action in Syria - Foto - Reuters

Após longo e acalorado debate em uma votação com a presença do primeiro-ministro, o apoio aos EUA foi rechaçado por 285 parlamentares contra 272 que apoiaram a intervenção. Diante do placar desfavorável, Cameron reafirmou a suspeita de que Assad tenha usado armas químicas, mas disse que respeitará a decisão do Parlamento e que o governo vai agir “em conformidade” com o resultado da votação.

Parlamento do Reino Unido - UK Parliament

Na prática, a decisão dos parlamentares vai excluir o envolvimento britânico nas ações lideradas pelos Estados Unidos contra Assad. A derrota aconteceu um dia após o Reino Unido ter submetido ao Conselho de Segurança das Nações Unidas uma resolução que condenava a ação do governo sírio e pedia autorização para “medidas necessárias” para proteger civis.

Após a suspeita de que armas químicas mataram mais de 1.000 pessoas nos últimos dias nos arredores de Damasco, Londres foi um aliado de primeira hora à intenção de Washington de intervir militarmente contra o regime sírio. Outro aliado é a França.

A Stop the War Coalition protest at Downing St against any attack on Syria, 28 August 2013. www.stopwar.org.uk

Após a derrota, o secretário inglês de Defesa, Philip Hammond, disse que o governo Cameron estava “desapontado” com a votação e demonstrou certo constrangimento diante do prometido apoio aos EUA. Apesar disso, afirmou que o país não estará envolvido em eventuais ações militares contra o governo da Síria. “Espero que os Estados Unidos e outros países sigam olhando para respostas ao ataque químico. Eles podem ficar desapontados com o não envolvimento da Grã-Bretanha. Eu espero que a ausência da participação britânica não interrompa qualquer ação”, disse Hammond.

A derrota desta quinta-feira tem um expressivo valor simbólico: Cameron é o primeiro líder britânico em décadas que não conseguiu apoio da maioria dos parlamentares para enviar tropas em uma ação militar conjunta com os EUA. Na história recente, a oposição sempre apoiou as grandes investidas militares da Grã-Bretanha, como na Guerra das Malvinas contra a Argentina em 1982 e na Guerra do Iraque em 2003.

Acuado pela crise econômica e o avanço dos partidos de oposição – seja a esquerda Trabalhista ou partidos pequenos à direita, o primeiro-ministro Conservador pode ser considerado o grande derrotado desta quinta-feira. Enquanto o placar da votação era lido na Câmara dos Comuns, um dos parlamentares presentes à sessão gritou “renúncia” a poucos metros de David Cameron.

Fonte:  www.estadao.com.br/noticias/internacional,parlamento-britanico-vota-contra-intervencao-militar-na-siria,1069284,0.htm

  Manifestações pacifistas contra o ataque à Síria ocorreram na Inglaterra

UNASUL é contra um ataque da OTAN à Síria e defende solução política e pacífica


EFE, 31 de Agosto de 2013

Acaba la Cumbre de Unasur con una declaración contraria a un ataque a Siria

EFE, 31/08

Paramaribo, 30 ago (EFE).- La VII Reunión Ordinaria de Jefas y Jefes de Estado y de Gobierno de la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur) concluyó hoy en la capital de Surinam con una declaración conjunta contraria a cualquier ataque extranjero a Siria, a la espera de que se conozcan las conclusiones de Naciones Unidas.

paises-de-la-unasur-se-pronunciaron-sobre-el-conflicto-en-siria- foto EFE

“Desde Surinam tratamos de contribuir para asegurar que toda la familia de Unasur se una”, dijo el presidente de Surinam, Desiré (Desi) Delano Bouterse, quien asumió hoy la Presidencia pro témpore de Unasur y clausuró la cumbre de la que ha sido anfitrión.

Sin hacer referencia alguna a la detención y extradición hoy a EE.UU. de su hijo, Dino Bouterse, por tráfico de armas y drogas, añadió que, pese a las “pequeñas deficiencias” ocurridas durante la cumbre, su “pequeño país” ha hecho “todo lo posible para asegurar una reunión exitosa”.

 

En la amplia declaración sobre Siria los miembros de Unasur expresan su pesar por la situación que allí se vive y por la pérdida de vidas humanas, al tiempo que condenan cualquier posible intervención externa incompatible con la Carta de Naciones Unidas, así como el uso de armas químicas en todas sus formas, al que califican de crimen de guerra y de lesa humanidad.

Además, exigen el cese de la violencia, la interrupción de cualquier suministro de armas por parte de terceros países, el respeto del derecho internacional humanitario y el inicio del diálogo entre las partes.

Sobre cuestiones internas, los jefes de Estado y de gobierno aquí reunidos acordaron posponer un mes la decisión sobre el sucesor de Alí Rodríguez como secretario general de Unasur, ya que por el momento no hay consenso, aunque se barajan dos candidatos propuestos por Perú y Bolivia. Mientras tanto, el venezolano seguirá ejerciendo su cargo.

A la salida, el presidente de ese país, Nicolás Maduro, calificó la reunión, en la que se rindió homenaje al fallecido Hugo Chávez, de “un paso en firme para la consolidación” de Unasur, ya que se han revisado “muchos temas vitales para la vida” de la organización.

Entre otros aspectos, durante la reunión se ha instruido a los cancilleres de la organización para que en un plazo de dos meses presenten un plan de acción para simplificar el funcionamiento interno de Unasur y reforzar su Secretaría General.

Pasados esos dos meses se organizará una nueva cumbre para tomar decisiones concretas en cuestiones de desarrollo industrial, económico, financiero, de defensa, salud, energía, educación y alfabetización en la región, y se prestará especial atención a la cuestión de la explotación de los recursos naturales como vía para impulsar el desarrollo regional.

“Unidos vamos a poder llegar al punto óptimo de desarrollo de nuestros pueblos”, defendió Maduro en declaraciones a los medios tras la reunión, en las que arremetió contra Estados Unidos y su supuesto interés por impulsar una guerra en Siria.

Además, expresó su afecto por el pueblo paraguayo, como muestra de superación de las diferencias entre ambos países, que han contribuido a que Paraguay haya estado suspendida de Unasur durante más de un año, hasta que hoy se oficializó su reincorporación a la organización.

“Pensemos en el presente y en el futuro. Hemos decidido pasar la página. Ahora viene abonar el camino para construir los lazos”, apostilló Maduro, quien apuntó que hoy tuvo “una muy buena reunión” con el presidente paraguayo, Horacio Cartes.

A modo de disculpa, dijo que “si hay algún paraguayo, algún sector político, económico, mediático, que se haya sentido de alguna manera afectado en su sensibilidad por nuestra actuación en junio del año pasado, nosotros pedimos comprensión y los llamamos a que superemos la página”.

http://es.euronews.com/teletipos/2095536-acaba-la-cumbre-de-unasur-con-una-declaracion-contraria-a-un-ataque-a-siria/

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“Realpolitik” de Obama só serviu para enterrar questão palestina


“Realpolitik” de Obama só serviu para enterrar questão palestina

Opera Mundi – 28/03/2013 – por Arturo Hartmann & Maitê Lamessa

A visita de Barack Obama, presidente dos EUA, a Israel semana passada (de 20 a 22 de março) foi reveladora de um futuro pouco promissor para a questão palestina e sombria para a região. Não tivemos acesso aos encontros fechados com Benjamin Netanyahu (o primeiro-ministro) e Shimon Peres (o presidente). Nem tampouco soubemos o que ele falou a Mahmud Abbas, líder da Autoridade Nacional Palestina.

No entanto, seus discursos foram reveladores. Sabíamos desde o início que o presidente norte-americano viria reforçar os laços com Israel, apartar qualquer imagem que pudesse ter ficado de que há rusgas entre ele e Netanyahu (que apoiou Mitt Romney na eleição dos EUA) em nome do interesse comum que compartilham.

O presidente “nobel da paz” veio tocar os tambores da guerra. No seu primeiro mandato, abriu suas viagens internacionais no Egito. Falou árabe e citou o Corão numa iniciativa que procurava acabar com os oito anos anteriores, quando as operações militares norte-americanas baseavam-se num discurso islamofóbico e anti-árabe. Era o antídoto de Bush filho. As guerras dos EUA não acabaram – as tropas ainda estão no Afeganistão –, mas estavam revestidas de tolerância. (mais…)