Economia da China

A China e sua Nova Rota da Seda


Confira aqui a matéria do The Economist sobre a China e sua iniciativa de estabelecer uma nova rota da seda na Eurásia. Oficialmente chamada de Cinturão e Rota (One Belt, One Road), a política visa à construção de infraestrutura na Eurásia de modo a torná-la um único espaço econômico centrado em Pequim com investimentos no valor de 4 trilhões de dólares. Podendo ser tida como um desafio ao domínio comercial dos Estados Unidos no mundo, a iniciativa do governo de Xi Jinping deve expandir os laços comerciais e físicos da China na Eurásia (e mesmo na África), bem como o seu poder brando (soft power). Embora haja inúmeros empecilhos à sua consecução, vários projetos já estão sendo feitos a alterando estruturas na economia mundial.

Mapa: The Economist.

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China atualiza planos de ampliação da malha ferroviária


Nesta quarta-feira (29/06), a China atualizou seus planos de ampliação da malha ferroviária em uma reunião do Conselho de Estado presidida pelo premiê Li Keqiang. O novo plano prevê que o país possua 150 mil km de ferrovias até 2020, incluindo 30 mil km de trens de alta velocidade. O plano anterior previa apenas 120 mil km. A expansão dos planos prevê mais construção de ferrovias nas regiões centrais e do oeste chinês.

Mapa: Wikimedia Commons.

A China em transição: desdobramentos da crise financeira global e o rebalanceamento do modelo de crescimento


Confira aqui a monografia da pesquisadora do ISAPE, Júlia Simões Tocchetto, sobre os principais impactos da crise financeira global sobre a economia chinesa, i.e. a queda nas exportações e o aumento do investimento para compensá-la. Analisando o modelo de desenvolvimento chinês a partir das reformas de Deng Xiaoping em 1978, o trabalho mostra que a crise o colocou em cheque ao atingir as exportações do país e gerar uma necessidade de reconfiguração do mesmo. Portanto, a desaceleração da economia da China parece ter caráter estrutural e não apenas conjuntural. No entanto, assevera-se que é prematuro dizer com certeza que o modelo está esgotado ou que a China está a caminho de um novo estilo de desenvolvimento, pois há evidências em ambas as direções.

Foto: AFP.

Foto: AFP.

O setor privado chinês torna-se global


Em artigo publicado na revista The Diplomat (18/02), Mu Chunshan discute o aumento da presença global de empresas privadas chinesas e seu possível impacto tanto na economia como na política internacional. O setor privado deve ganhar mais importância no “Novo Normal” da economia da China e já recebe incentivos e apoio do governo. Segundo o autor, é possível que, em um futuro próximo, multinacionais chinesas estejam competindo de igual para igual com multinacionais ocidentais.

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Foto: Alibaba via Pieter Beens / Shutterstock.com

Banco Central da China injeta bilhões no mercado financeiro


O Banco do Povo da China (Pboc, Banco Central) realizou três operações na semana passada para aumentar a liquidez do sistema financeiro. Na terça-feira (19/01), foram injetados 83 bilhões de euros na economia, enquanto na quarta-feira (20/01) foram quase 21 milhões. Já na quinta-feira (21/01), foram 56 bilhões de euros.  Operações foram realizadas com acordos de recompra.

Foto por: ISSEI KATO/REUTERS

Foto: Issei Kato / Reuters.

 

Exportações africanas para a China caíram 40% em 2015


As exportações de países da África para a China caíram 40% em 2015, em relação ao ano anterior, segundo um relatório do governo chinês. A China é o principal parceiro comercial do continente e a sua demanda por produtos africanos impulsionou a economia na última década. Queda reflete a desaceleração da economia chinesa, que também afetou os investimentos diretos do país na África, que caíram cerca de 40% no primeiro semestre de 2015.

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Foto: AFP.

China anuncia novas restrições a vendas de títulos por grandes acionistas


Na quinta-feira (07/01), a Comissão Reguladora do Mercado de Valores da China (CRMV) aumentou as restrições a vendas de títulos por grandes acionistas. Agora estes não podem vender mais de 1% de uma empresa por cada período de três meses e também terão de divulgar a intenção de venda com 15 dias de antecedência.

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Foto: Getty Images.

Bolsa de valores da China é suspensa 2 vezes em uma semana após quedas


A bolsa de valores da China foi suspensa duas vezes esta semana, na segunda-feira (05/01) e na quinta-feira (07/01), após queda de 7% em cada um dos dias. Suspensão faz parte do novo mecanismo de controle da bolsa, o circuit breaker, que paralisa as bolsas por 15 minutos após uma queda de 5% e finaliza as atividades do dia se apresentar uma redução de 7%. Isso impactou bolsas de todo o mundo.

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Imagem: William Potter / Shutterstock.com

Parceria com a China pode impulsionar economia da América Latina


O Relatório Perspectivas Econômicas da América Latina 2016, divulgado este mês (11/12) e produzido conjuntamente entre o Centro de Desenvolvimento da OCDE, a Comissão da ONU para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) aponta para uma parceria reforçada entre a América Latina e a China. A evolução da participação chinesa nas cadeias de valor global latino-americanas tem sido notável e ultrapassou, até mesmo, as participações intrarregionais. A nova situação do país asiático representa uma oportunidade para a estratégia de desenvolvimento da região.

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Foto: Flickr / Rose Davies.

China e o novo paradigma climático


Em artigo publicado no The Strategist (02/12), Frank Jotzo discute a posição chinesa no novo paradigma climático. O autor mostra a busca chinesa por uma economia limpa e sustentável, reduzindo as emissões de carbono com desenvolvimento tecnológico e eficiência energética. As mudanças estruturais da China, além de possuírem impactos globais, podem servir de exemplo para outros países em busca de uma economia verde.

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Foto: ASPI.

China deve permitir exportação de refinarias de petróleo independentes


A China deve permitir no próximo ano que refinarias independente vendam combustíveis para o exterior pela primeira vez. Estas representam 20% da capacidade de refinamento do país. Atualmente somente empresas estatais podem exportar este tipo de produto.

Smoke rises from chimneys and cooling towers of a refinery in Ningbo

Foto: Reuters / China Daily.

Na China, capital estrangeiro migra para o setor de serviços


O capital estrangeiro está fluindo da indústria de manufatura para o setor de serviços na China, segundo o Relatório de Desenvolvimento de Aquisições da China 2015. O setor de serviços da China atraiu US$ 66,3 bilhões em 2014, cifra que representa um aumento anual de 7,8% e responde por 56% do capital estrangeiro total na China no ano passado. Por outro lado, o capital estrangeiro canalizado para a indústria de manufatura da China caiu 12,3%, ficando em US$ 40 bilhões em 2014.

Foto: Reuters / Petar Kujundzic

Foto: Reuters / Petar Kujundzic.

Indústria chinesa começa a perder competitividade com relação aos EUA


Um relatório (2015 China Purchasing Development Report), divulgado nessa quinta-feira (12/11), afirma que a indústria de manufaturados dos Estados Unidos superou a da China em termos de vantagem de preços. Perda de competitividade seria aumento do preços da energia e de matérias-primas, além das dificuldades logísticas. O relatório ainda sugere um maior investimento em inovações e produtos nacionais para manter o crescimento no futuro.

Foto: China Photo Press.

China reduz novamente taxa de juros


A China anunciou, na última sexta-feira (23/10), um novo corte de 0,25% na taxa de juros, reduzindo-a para 4,35%. É a sexta redução desde novembro do ano passado. Medida veio em seguida dos relatórios mostrando queda na taxa de crescimento chinês este ano. Corte também teve impacto em mercados internacionais, como o aumento das bolsas europeias.

Foto: Imaginechina / Corbis.

China debate novo plano quinquenal


De 26 a 29 de outubro de 2015, os 205 membros do Comitê Central do Partido Comunista Chinês (PCCh) se reúnem para a quinta assembleia plenária do 18º Congresso Nacional do PCCh. Nesse encontro será definido o próximo plano quinquenal, que estabelece os parâmetros da política chinesa de 2016 a 2020. Reunião é importante pela conjuntura de diminuição de crescimento chinês e mudanças estruturais na economia.

Foto: picture alliance / dpa / C. Sung-Jun.

Análise: China aumenta valor agregado de seus produtos


Em análise no portal de notícias chinês Xinhua, analisam-se as recentes mudanças estruturais na economia da China, que estão levando a um aumento do valor agregado das manufaturas chinesas. O desenvolvimento de uma indústria nacional e com tecnologia própria seriam fundamentais para continuar o processo.

Foto: China Foto Press.

Economia chinesa desacelera no terceiro trimestre de 2015


A economia chinesa registrou, no terceiro trimestre deste ano, o mais baixo crescimento desde o pico da crise financeira internacional (6,9%), mas dentro da meta do governo chinês para 2015, “cerca de 7%”. Informações são do Gabinete Nacional de Estatísticas da China, divulgados nesta segunda-feira (19/10). Nos primeiros nove meses do ano, as importações chinesas caíram 15,1%,, enquanto as exportações baixaram 1,8%,

Foto: Reuters.

Bilionáro chinês que planejava Canal da Nicarágua perde 85% de sua fortuna


O bilionário chinês Wang Jing viu sua fortuna diminuir desde junho deste ano de US$ 10.2 bilhões para US$1.1 bilhão — um prejuízo de 85% — principalmente devido a quedas nas bolsas financeiras chinesas. Jing é dono da HKND, empresa que ganhou a licitação para a construção e operação por 50 anos de um canal na Nicarágua, e sua perda pode representar um risco para a obra prevista para 2016.

Mapa: BBC.

Indústria de informação responsável por 26% do PIB da China em 2014


Em relatório oficial divulgado na última sexta-feira (02/10) o governo chinês anunciou que a produtividade econômica da indústria de informação atingiu 16,2 trilhões de yuans (US$ 2,5 trilhões) em 2014, representando 26% do Produto Interno Bruto (PIB) da China. Em 2002, a produtividade econômica do setor ocupava apenas 10,3% do PIB. A indústria da informação contribuiu para 58,4% do crescimento do PIB chinês em 2014, maior do que nos Estados Unidos, Japão e Reino Unido, de acordo com o relatório.

Foto: Reuters.

Novas quedas das bolsas da China


Queda do índice da produção da indústria manufatureira na China levou a Bolsa de Xangai fechar com queda 2,19% na quarta-feira da semana passada (23/09). Índice é o mais baixo em seis anos e meio. O segundo maior mercado financeiro do país, a Bolsa de Shenzhen, também apresentou queda de 0,83%. Esses resultados refletem algumas mudanças estruturais na economia chinesa, como o crescimento do setor de serviços em detrimento da indústria.

Foto: Estadão Conteúdo

Crise global afeta duramente moedas de países emergentes asiáticos


Moedas de países emergentes da Ásia têm enfrentado dificuldades frente ao recuo dos mercados emergentes. Com grandes índices de desvalorização monetária e altos riscos de investimento, o cenário de queda dos preços de commodities tem preocupado as nações diretamente influenciadas pela economia da China, país que tem registrado recordes na queda das suas bolsas. A Tailândia já registrou a maior desvalorização dos últimos seis anos, enquanto a Malásia e a Indonésia registraram quedas inéditas em 20 anos. A valorização do dólar também encoraja que investidores apostem em investimentos mais seguros, prejudicando países com valores significativos em dívidas.

Foto: Divulgação.

Foto: Divulgação.

Argentina adotará medidas anticíclicas para evitar impacto da situação econômica brasileira e chinesa


Aníbal Fernández, chefe do gabinete argentino, declarou que medidas anticíclicas serão tomadas para que as empresas não sintam o impacto imediato causado pela desvalorização do real e pela queda significativa nas bolsas de valores na China. Em declaração feita na Casa de Governo, em Buenos Aires, Fernández destacou que é obrigação do estado trabalhar para que sua economia seja minimamente impactada por estas situações.

Foto: DyN, Senado Argentino.

Foto: DyN / Senado Argentino.

Bolsas chinesas voltam a despencar


Após semanas de calma, a bolsa de Xangai teve sua maior queda em oito anos nesta segunda-feira (27/07). O SSE, da Bolsa de Xangai, principal índice de mercado financeiro chinês, despencou 8,5%, sua maior queda desde 2007. Fato ocorreu em meio à incerteza sobre a real eficácia das intervenções estatais nos mercados financeiros do país. No início do mês, com perdas acumuladas ultrapassando a marca dos 30%, o banco central chinês injetou US$ 5,7 bilhões (35 bilhões de yuans ou aprox. 18 bilhões de reais) nos mercados, além de proibir a venda de ações por acionistas com participações acima de 5%.

Foto: J. Eisele, Getty Images, AFP.

Foto: J. Eisele / Getty Images / AFP.

Nova Rota da Seda impulsiona economia chinesa


A Nova Rota da Seda, proposta pelo governo chinês como novo trajeto de integração, apresentou mais um semestre de indicadores de sucesso. Entre janeiro e junho, o aumento nas exportações representou 6,57 trilhões yuans a mais com relação ao ano passado. As exportações para países da ASEAN e da África aumentaram 9,5% e 12,9% respectivamente em 2014 e 2015, com enfoque para as exportações relizadas para Bangladesh, Paquistão e Egito, que aumentaram em até 17% ano a ano. Destaque também fica para a ferrovia que liga a China à Alemanha que já começou a ser usada comercialmente.

Mapa: Xinhua.

Mapa: Xinhua.

Bolsas da China recuperam-se após anúncio de investigações


O governo da China anunciou nesta quinta-feira (09/07) uma investigação conjunta da polícia e da Comissão Reguladora do Mercado de Valores contra especuladores que praticam “vendas curtas maliciosas” nas bolsas de valores do país. O vice-ministro de Segurança Pública prometeu “castigar severamente as operações que violam as leis e regulamentos”. A decisão, divulgada uma hora depois da abertura dos mercados, animou as duas principais bolsas chinesas, que até então mantinham uma tendência de queda havia praticamente um mês, acumulando redução de 30%. O índice de Xangai acabou fechando com uma alta de 5,8%, enquanto a de Shenzhen subiu 3,8%.

Foto: EFE.

China compromete-se a abrir mercado para empresas estrangeiras


O primeiro-ministro chinês Li Keqiang deu as boas vindas a empresas estrangeiras nessa terça-feira (09/05), com o objetivo de constituir um ambiente empresarial mais competitivo e inovador através de uma maior abertura de mercado. Li encontrou-se com presidentes de 14 empresas, entre elas Goldman Sachs, Nokia, Pfizer, Banco Standard Chartered e Volkswagen. Em declaração durante o encontro, o primeiro-ministro anunciou que em breve os setores de indústria e manufatura também serão contemplados para acelerar sua modernização.

Foto: DMS

Foto: DMS.

China e Coreia do Sul assinam acordo de livre comércio


Nesta segunda-feira (01/06), China e Coreia do Sul assinaram um acordo de livre comércio, em Seul, o qual vinha sendo negociado há três anos. Pelo acordo, os coreanos eliminarão tarifas de 92% dos produtos chineses e os chineses 91% dos coreanos dentro de 20 anos. Esse é o maior acordo de livre comércio já assinado por Pequim em termos de volume comercial; por sua vez, Seul tem na China seu maior parceiro em comércio. Os parlamentos dos respectivos países ainda precisam ratificar o tratado.

Foto: CFP

Foto: CFP

PIB da China cresceu 7,4% em 2014


O crescimento econômico da China em 2014 foi de 7,4%, acima das expectativas do mercado. Em 2013, a economia da China crescera 7,7%. Contudo, é a primeira vez em 15 anos que o país não atingiu a meta de crescer 7,5% por ano, representando o mais fraco desempenho desde 1990. Ainda assim, é um dos países que mais cresce economicamente no mundo.

Foto: AFP.

Foto: AFP.

Depois dos EUA virá a multipolaridade, e não a China


Notícia veiculada na semana passada, de que a economia chinesa está perto de sobrepujar a dos EUA em termos da paridade do poder de compra, representou apenas um marco estatístico. A China não deve substituir os Estados Unidos como maior superpotência global. Ao invés disso, a multipolaridade vai se solidificar, mas os EUA ainda retêm a capacidade de definir as características dessa nova ordem geopolítica.

Foto: AFP / Teh Eng Koon.

Foto: AFP / Teh Eng Koon.

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O renminbi se internacionaliza


A internacionalização da moeda chinesa, o renminbi, acentua-se gradualmente. Contudo, ainda há muitos obstáculos para que isso se concretize. Por exemplo, o uso internacional do renminbi está mais associado à especulação do que a uma crença na estabilidade da moeda.

Foto: Renminbi via Shuttershock.com.

Foto: Renminbi via Shuttershock.com.

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