economia global

A China e sua Nova Rota da Seda


Confira aqui a matéria do The Economist sobre a China e sua iniciativa de estabelecer uma nova rota da seda na Eurásia. Oficialmente chamada de Cinturão e Rota (One Belt, One Road), a política visa à construção de infraestrutura na Eurásia de modo a torná-la um único espaço econômico centrado em Pequim com investimentos no valor de 4 trilhões de dólares. Podendo ser tida como um desafio ao domínio comercial dos Estados Unidos no mundo, a iniciativa do governo de Xi Jinping deve expandir os laços comerciais e físicos da China na Eurásia (e mesmo na África), bem como o seu poder brando (soft power). Embora haja inúmeros empecilhos à sua consecução, vários projetos já estão sendo feitos a alterando estruturas na economia mundial.

Mapa: The Economist.

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A grande crise continua?


Ganhador do prêmio Nobel de Economia, Joseph E. Stiglitz analisa, em artigo publicado no Project Syndicate (03/01), a situação da economia mundial em 2015. Stiglitz afirma que a principal causa da má situação da maioria dos países — recessão no Brasil, desaceleração chinesa, estagnação na Europa — é a falta de demanda agregada, a qual poderia ser compensada com redistribuição de renda, reforma do sistema financeiro e aumento dos investimentos pelos governos.

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Foto: Reuters / Arnd Wiegmann.

Diretora do FMI crê em baixo crescimento econômico mundial em 2016


A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, crê que o crescimento econômico global será “decepcionante e desigual” em 2016. O aumento das taxas de juros dos Estados Unidos, a desaceleração da economia chinesa e os baixos preços do petróleo são os principais indícios de uma fraca economia mundial — que deve afetar principalmente os países emergentes.

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Christine Lagarde. Foto: EFE.

Crise global afeta duramente moedas de países emergentes asiáticos


Moedas de países emergentes da Ásia têm enfrentado dificuldades frente ao recuo dos mercados emergentes. Com grandes índices de desvalorização monetária e altos riscos de investimento, o cenário de queda dos preços de commodities tem preocupado as nações diretamente influenciadas pela economia da China, país que tem registrado recordes na queda das suas bolsas. A Tailândia já registrou a maior desvalorização dos últimos seis anos, enquanto a Malásia e a Indonésia registraram quedas inéditas em 20 anos. A valorização do dólar também encoraja que investidores apostem em investimentos mais seguros, prejudicando países com valores significativos em dívidas.

Foto: Divulgação.

Foto: Divulgação.

Novo Banco de Desenvolvimento é inaugurado em Xangai


Nesta terça-feira (21/07), foi inaugurado em Xangai o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), o Banco dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). A instituição deverá financiar projetos de infraestrutura em países emergentes. A criação do NBD foi oficializada na sétima cúpula dos BRICS, em Ufá na Rússia em julho deste ano. Estiveram presentes na cerimônia de inaguração o ministro das Finanças da China, Lou Jiwei, o prefeito de Xangai, Yang Xiong, e o presidente do NBD, K. V. Kamath. Em mensagem, o economista Joseph Stiglitz congratulou a criação do banco e disse ter esperanças de que a instituição consiga lidar com problemas centrais da sociedade moderna, tais como distribuição de renda e meio-ambiente.

Foto: Shanghai Daily / Wang Rongjiang.

Os BRICS e a Declaração de Ufá


Essa semana ocorreu a sétima cúpula dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) na cidade russa de Ufá, a qual teve como resultado uma declaração de intenções e projetos do bloco, entre eles a oficialização da criação do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) e do Arranjo Contingente de Reserva. O analista Oliver Stuenkel observa que a Declaração de Ufá é um divisor de águas na história do grupo, simbolizando a sua crescente institucionalização. O autor assinala que com isso geram-se mais oportunidades e expectativas para os cinco países, tornando-se mais fácil de julgar o desempenho do bloco ao lidar com desafios globais.

Foto: Economy Lead.

BRICS oficializam criação do Novo Banco de Desenvolvimento


Depois de dois dias de reuniões, a sétima cúpula dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) terminou nesta quinta-feira (09/07), na cidade russa de Ufá, com a oficialização da criação do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) e de um compromisso para intensificar as indústrias nacionais dos cinco países. Espera-se que o banco, cuja sede será em Xangai, na China, comece a operar já em 2016. Inicialmente, o banco deve financiar projetos de infraestrutura e desenvolvimento apenas nos países do bloco, podendo expandir sua atuação para outras regiões no futuro.

Foto: BRICS2015.

Os impactos da Nova Rota da Seda sobre Xinjiang


A importância geopolítica da Nova Rota da Seda na relação entre as grandes potências é clara, dada a emergente presença chinesa na Asia Central. A região do país que mais deverá integrar-se nas rotas de comércio e prosperidade da Ásia Central é Xinjiang. Pequim espera que o crescimento econômico promovido pela Nova Rota da Seda esfrie tensões na região, como a ameaça do terrorismo.

Foto: Pete Niesen / Shutterstock.com

Foto: Pete Niesen / Shutterstock.com

Declínio demográfico e suas consequências econômicas


George Friedman, da empresa estadunidense Stratfor, faz uma análise das mudanças demográficas que o mundo passa num período de queda das taxas de natalidade. Para o autor, a imigração é a única saída para as consequências econômicas nos países mais afetados pela queda da população, como Japão, Alemanha e Estados Unidos. Além isso, Friedman analisa que consequências uma redução da taxa de natalidade pode ter na economia global. Segundo ele, os salários deverão crescer em relação à remuneração do capital, aliviando o atual desequilíbrio vivido no mundo em que a desigualdade de renda cresce. O crescimento do PIB nominal dos países terá de ser impulsionado por um aumento da produtividade relacionado a inovações, algo que é difícil de prever. A única certeza é que nesses processos de inovação os países mais ricos possuem claras vantagens na competição com os países de renda média.

Mapa: Stratfor

Mapa: Stratfor

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Mundo precisa romper com austeridade e aumentar gasto público, afirma economista


O economista estadunidense Nouriel Roubini analisa as inovações em instrumentos de política monetária expansionista que foram introduzidas pelos principais bancos centrais do mundo após a crise de 2008. Essa iniciativa gerou uma forte crítica da parte de ultra-liberais, que veem esse intervencionismo como provocador de novas instabilidades no futuro, como o crescimento da inflação. Roubini ataca esses críticos com a situação macroeconômica dos países do centro, que é de risco de deflação. E, ainda, parte para uma discussão de teoria econômica, afirmando que a gravidade da recessão, causada por uma confluência de fatores, exigia estímulos à economia global. O autor aponta que, para ter sucesso, a política monetária expansionista deve ser acompanhada de estímulos fiscais, que não vêm ocorrendo já que a política fiscal dos países do centro tem sido de austeridade. O gasto público mais desejado, Roubini aponta, é o investimento em infraestrutura. Governos que insistam em fazer cortes de gastos correntes só adiarão os necessários gastos públicos em infraestrutura, atrasando a retomada do crescimento econômico.

Foto: Kenteegardin / Flickr

Foto: Kenteegardin / Flickr

Ofxam afirma que 1% mais rico terá mais de 50% da riqueza mundial em 2016


A Oxfam International, organização não-governamental internacional que luta contra a pobreza e a desigualdade, afirmou que o 1% mais rico da população mundial terá mais riquezas acumuladas que os outros 99% em 2016. O anúncio ocorreu pouco antes do início do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. A organização baseada no Reino Unido sugere aos governos medidas como o combate à sonegação fiscal, uma melhora dos serviços públicos, maiores taxações ao capital em comparação ao trabalho e um aumento do salário mínimo. A desigualdade de renda tem se acentuado nos anos após a crise de 2008.

Foto: AFP

Foto: AFP

Comércio exterior chinês desacelera e piora perspectiva para 2015


As importações e exportações chinesas estão desacelerando desde setembro. Segundo, Wei Jianguo, pesquisador de um think tank chinês, as incertezas externas devem aumentar em 2015, fazendo cair a demanda externa e trazendo o crescimento econômico chinês para 7%. Há grande pessimismo com a conjuntura econômica mundial, com a crise na Ucrânia afetando a economia europeia e a queda dos preços do petróleo afetando a economia estadunidense através da rentabilidade do gás de xisto.

Gráfico: China Daily

Gráfico: China Daily

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O “Plano Marshall” da China?


A China comprometeu-se a disponibilizar US$ 40 bi em um fundo para a Nova Rota da Seda, visando a resolver gargalos de infraestrutura na Ásia e promover o desenvolvimento de vários países da região, bem como propôs a criação do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura com o mesmo intuito. Dingding Chen argumenta que essas iniciativas se assemelham com o Plano Marshall realizado pelos EUA no pós-Segunda Guerra Mundial na Europa, mas que vão, na verdade, muito além, pois têm escopo praticamente global e não exigem contrapartidas políticas.

Mapa: Xinhua.

As novas rotas da seda propostas pela China. Mapa: Xinhua.

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China e Rússia assinam grande acordo de fornecimento de gás


Acordo assinado entre China e Rússia deve criar nova rota de fornecimento através de novo gasoduto que ligará os dois países na sua fronteira oeste. Já existe um gasoduto na fronteira leste, através de Vladisvostok. O acordo abre caminho para que a China seja o principal comprador de gás russo.

Foto: RIA Novosti / Mikhail Klimentiev

Foto: RIA Novosti / Mikhail Klimentiev

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Bancos chineses devem investir mais de 10 bi em projeto de gás na Sibéria


A China deve injetar mais de 10 bilhões de dólares em projetos de gás natural na Sibéria em acordos com a maior produtora independente de gás da Rússia, a Novatek. Com as sanções impostas pelo ocidente, a Rússia está se aproximando da China para levar adiante projetos de infraestrutura.

Foto: RIA Novosti / Vitaliy Ankov

Foto: RIA Novosti / Vitaliy Ankov

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China e Coreia do Sul concluem negociações sobre tratado de livre comércio


A China e Coreia do Sul anunciaram hoje ter concluído negociações sobre seu tratado bilateral de livre comércio. A China é a principal parceira comercial da Coreia do Sul, e um dos principais destinos de investimento direto sul-coreano.

Foto: Xinhua / Ma Zhancheng

Foto: Xinhua / Ma Zhancheng

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China promete 40 bilhões de dólares para Nova Rota da Seda


A China prometeu gastar 40 bihões de dólares na criação da Nova Rota da Seda, ligando novamente o comércio por terra entre China, Ásia Central, Oriente Médio e Europa. Xi Jinping afirmou que o projeto deve resolver gargalos de infraestrutura asiática e promove os interesses de vários países da região.

Foto: Reuters / Stringer

Foto: Reuters / Stringer

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UE procura reduzir a especulação nos mercados de ações


 EU seeks to cut speculation in stock markets

Russia Today – 26/09/2012

Lawmakers in the EU are trying to clean up ultra speedy trading in securities markets. They want to slow down the floors, as well as curb price bubbles in such strategic markets as food and oil.

On Wednesday the European Parliament’s economic affairs committee is set to vote on amendments to the law known as MiFID, or The Markets in Financial Instruments Directive, Reuters reports. The parliament wants orders to take at least half a second instead of the current milliseconds. (mais…)