economia internacional

A China e sua Nova Rota da Seda


Confira aqui a matéria do The Economist sobre a China e sua iniciativa de estabelecer uma nova rota da seda na Eurásia. Oficialmente chamada de Cinturão e Rota (One Belt, One Road), a política visa à construção de infraestrutura na Eurásia de modo a torná-la um único espaço econômico centrado em Pequim com investimentos no valor de 4 trilhões de dólares. Podendo ser tida como um desafio ao domínio comercial dos Estados Unidos no mundo, a iniciativa do governo de Xi Jinping deve expandir os laços comerciais e físicos da China na Eurásia (e mesmo na África), bem como o seu poder brando (soft power). Embora haja inúmeros empecilhos à sua consecução, vários projetos já estão sendo feitos a alterando estruturas na economia mundial.

Mapa: The Economist.

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Economistas do FMI apontam malefícios da agenda econômica neoliberal


Recentemente economistas do Fundo Monetário Internacional realizaram duras críticas à agenda econômica neoliberal, especificamente às políticas de austeridade. Apesar da predominância dessa abordagem em estudos de economia internacional, ela tem se mostrado cada vez menos eficiente para levar ao crescimento econômico sustentável pois o aumento das desigualdades sociais não é compensado pelo suposto crescimento econômico. Ademais, as políticas de austeridade que buscam diminuir o nível da dívida externa exigem o aumento dos impostos, o corte de gastos sociais ou ambas as medidas — distorcendo a atividade econômica e minando a continuidade do crescimento.

Foto: Saul Loeb / AFP.

Foto: Saul Loeb / AFP.

Com aprovação da reforma do FMI, Brasil fica pela primeira vez entre os dez maiores cotistas


O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou, nesta quinta-feira (28/01), que as condições para a implementação da reforma de cotas foram satisfeitas e, com isso, o Brasil estará, pela primeira vez, entre os dez maiores membros da instituição. O Brasil deverá ficar com 2,32% das cotas. Outros três países emergentes — China, Índia e Rússia — também estarão entre os maiores financiadores do FMI. Após reformas, o fundo deve ampliar seu capital para US$ 659 bilhões — cerca de o dobro do atual.

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Foto: AP.

Banco Central da China injeta bilhões no mercado financeiro


O Banco do Povo da China (Pboc, Banco Central) realizou três operações na semana passada para aumentar a liquidez do sistema financeiro. Na terça-feira (19/01), foram injetados 83 bilhões de euros na economia, enquanto na quarta-feira (20/01) foram quase 21 milhões. Já na quinta-feira (21/01), foram 56 bilhões de euros.  Operações foram realizadas com acordos de recompra.

Foto por: ISSEI KATO/REUTERS

Foto: Issei Kato / Reuters.

 

Irã reentra na economia internacional


Após o fim das sanções internacionais impostas contra o Irã, o país já integra novamente a economia internacional. A retirada das sanções foi comemorada pelo presidente iraniano, Hassan Rouhani, e por diversos setores da sociedade. A entrada do país no mercado internacional já apresenta significativos impactos, como a grande oferta de petróleo, a aproximação de diversas empresas multinacionais dispostas a investir e o descongelamento de fundos no valor de mais de US$ 30 bilhões.

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Foto: Reuters.

A grande crise continua?


Ganhador do prêmio Nobel de Economia, Joseph E. Stiglitz analisa, em artigo publicado no Project Syndicate (03/01), a situação da economia mundial em 2015. Stiglitz afirma que a principal causa da má situação da maioria dos países — recessão no Brasil, desaceleração chinesa, estagnação na Europa — é a falta de demanda agregada, a qual poderia ser compensada com redistribuição de renda, reforma do sistema financeiro e aumento dos investimentos pelos governos.

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Foto: Reuters / Arnd Wiegmann.

Os impactos do sistema financeiro internacional nos países emergentes


O economista Luiz Gonzaga Belluzzo analisa, em artigo publicado na revista Carta Capital, o sistema financeiro internacional e os enormes impactos deste nos países emergentes. Belluzzo critica a livre movimentação de finanças, que afetam e desvalorizam o câmbio de moedas fracas, e a função de reserva de valor do dólar, que submete as economias mundiais à política dos Estados Unidos. Esses fatores desestabilizam as economias emergentes, diminuindo seus recursos e capacidades de investimento.

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Foto: Roberto Stuckert Filho / PR.

OMC elimina subsídios agrícolas de países desenvolvidos


A Organização Mundial do Comércio (OMC) concluiu no último sábado (19/12) um grande acordo para que os países desenvolvidos eliminem os subsídios à exportação de seus produtos agrícolas. Essa era uma antiga reivindicação dos países em desenvolvimento e, segundo o diretor da OMC, o brasileiro Roberto Azevêdo, era uma das maiores distorções do mercado global. O acordo estabelece que os países em desenvolvimento deverão eliminar os subsídios até 2018 e poderão ter exceções até 2023.

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Foto: Tadeu Vilani / Agência RBS / Folhapress.

FMI inclui o renminbi em sua cesta de moedas


O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou nesta segunda-feira (30/11) a inclusão da moeda chinesa, renminbi (RMB), em sua cesta de divisas. A decisão facilitará o uso do RMB no comércio e finanças internacionais. Para entrar no seleto grupo, a China teve de diminuir o controle sobre sua moeda. O FMI reconhece assim a segurança e a confiabilidade do renminbi.

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Foto: AFP / Getty Images.

China define novo plano quinquenal


O Partido Comunista Chinês definiu nesta quinta-feira (29/10) o Plano Quinquenal, que estabelece os parâmetros para a economia e política do país para os próximos cinco anos. Destacam-se a abolição da política de filho único, o foco na inovação e a manutenção de uma taxa de crescimento de no mínimo 6,5%. Um dos objetivos é dobrar o PIB e o PIB per capita de 2010 até 2020. 

Foto: Xinhua/Huang Jingwen

FED prevê aumento da taxa de juros ainda este ano


Na semana passada, o vice-presidente do Federal Reserve (FED), Stanley Fischer, afirmou que o banco central estadunidense prevê um aumento na taxa de juros ainda este ano. As taxas se mantêm próximas de zero desde a crise de 2008 e sua mudança tem impacto na economia mundial.

Foto: Fernanda Carvalho/ Fotos Públicas

Crise global afeta duramente moedas de países emergentes asiáticos


Moedas de países emergentes da Ásia têm enfrentado dificuldades frente ao recuo dos mercados emergentes. Com grandes índices de desvalorização monetária e altos riscos de investimento, o cenário de queda dos preços de commodities tem preocupado as nações diretamente influenciadas pela economia da China, país que tem registrado recordes na queda das suas bolsas. A Tailândia já registrou a maior desvalorização dos últimos seis anos, enquanto a Malásia e a Indonésia registraram quedas inéditas em 20 anos. A valorização do dólar também encoraja que investidores apostem em investimentos mais seguros, prejudicando países com valores significativos em dívidas.

Foto: Divulgação.

Foto: Divulgação.

China lançará esse ano novo sistema de pagamentos internacionais


A China lançará esse ano o Sistema Chinês de Pagamentos Internacionais, uma iniciativa que deixa o yuan mais próximo de ser uma grande moeda do comércio internacional. Vinte bancos chineses e internacionais foram selecionados para passar por uma fase de testes, com a previsão de o sistema ser lançado antes de dezembro de 2015. A China pretende reduzir sua dependência ao dólar como meio de troca.

Foto: Reuters / Petar Kujundzic

Foto: Reuters / Petar Kujundzic

Abe e Merkel concordam em avançar acordo de livre comércio


Durante visita oficial da chanceler alemã Angela Merkel ao Japão, os dois países concordaram, na segunda-feira (09/03), em avançar um acordo de livre comércio com a União Europeia. Os temas do combate ao terrorismo e da crise da Ucrânia também fizeram parte de uma declaração conjunta assinada com o primeiro ministro japonês Shinzo Abe. O líder japonês se demonstrou desejoso de retomar o papel do G7 para dialogar com a Rússia sobre a crise no leste europeu.

Foto: Reuters

Foto: Reuters

EUA expande comércio com Rússia enquanto pede a aliados mais sanções


O presidente do comitê de relações exteriores da Duma, o parlamento russo, afirmou que os Estados Unidos expandiram suas transações comerciais com o país enquanto exigem de seus aliados europeus mais sanções. O comércio entre os países aumentou 7% em 2014, ainda que suas relações tenham deteriorados em virtude da crise da Ucrânia.

Foto: AP Photo / Ted S. Warren

Foto: AP Photo / Ted S. Warren

China e Coreia do Sul assinarão Acordo de Livre Comércio em breve


O ministro do comércio chinês anunciou na última quarta-feira (25/02) que o acordo de livre comércio entre China e Coreia do Sul, que vem sendo negociado há dois anos, foi rubricado e está prestes a ser assinado. O acordo, que deve passar pela aprovação dos parlamentos, deve permitir que os dois países construam conjuntamente indústrias de alta tecnologia. A Coreia do Sul pretende aumentar as vendas ao crescente mercado consumidor chinês.

Foto: CFP

Foto: CFP

Balança comercial brasileira acumula déficit de US$ 1,78 bilhão em fevereiro


O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgou o acumulado do comércio exterior brasileiro em fevereiro, com déficit de 1,78 bilhões de dólares. Ainda que negativo, o resultado é melhor que o do mesmo período do ano passado. O comércio exterior reduziu em termos absolutos se comparado com o ano anterior, mas as importações diminuíram em ritmo maior que as exportações.

Foto: picture-alliance / dpa

Foto: picture-alliance / dpa

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Brasil e Polônia buscam estreitar relações comerciais


O embaixador da Polônia no Brasil, Andrjev Braiter, se reuniu com a secretária de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SRI/Mapa), Tatiana Palermo, para estreitar relações comerciais entre os dois países. Dentre os temas debatidos estavam um acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, além de negociações fitossanitárias para a permissão de comércios de alguns produtos entre os países.

Foto: n.i

Foto: n.i

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Principal banco norte-coreano passa a aceitar rublos


As relações comerciais entre Rússia e Coreia do Norte tiveram outro avanço: o principal banco norte-coreano, o Banco Coreano de Comércio Exterior, passou a aceitar rublos como pagamento. O comércio entre os países deverá chegar a um bilhão de dólares anuais em 2020. Ambos os governos têm interesse em aproximar suas relações num momento em que enfrentam relativo isolamento da comunidade internacional.

Rublos russos. Foto: Shutterstock

Rublos russos.
Foto: Shutterstock

A política da estupidez econômica


Ganhador do Prêmio Nobel de Economia e professor da Universidade de Columbia, Joseph Stiglitz argumenta que o baixo crescimento econômico ao redor do mundo é resultado da adoção de políticas de austeridade econômica por vários países ao mesmo tempo, especialmente na União Europeia e no Japão, que reduzem a demanda mundial. Políticas monetárias não seriam capazes de reverter a situação, mas políticas fiscais expansionistas sim; porém, a política nesses países não permite que haja a adoção de tais medidas.

Docas indianas. Fonte: Reuters / Vivek Prakash.

Foto: Reuters / Vivek Prakash.

Integração sul-americana: desafios vistos dos Andes


Tulio Vigevani analisa as dificuldades para a integração sul-americana do ponto de vista dos países andinos. As questões econômicas e de desenvolvimento são as mais importantes para estes países, que desejam que a coordenação entre as nações sul-americanas tenha por objetivo uma posição mais privilegiada nas cadeias globais de produção. Vigevani afirma que certamente avanços já foram alcançados, mas uma real complementaridade entre os países sul-americanos deve vir a partir de sua competitividade internacional.

Os impasses da integração regional vistos dos Andes equatorianos, por Tulio Vigevani

Foto: Golo / Flickr / Creative Commons

Foto: Golo / Flickr / Creative Commons

Comércio exterior chinês desacelera e piora perspectiva para 2015


As importações e exportações chinesas estão desacelerando desde setembro. Segundo, Wei Jianguo, pesquisador de um think tank chinês, as incertezas externas devem aumentar em 2015, fazendo cair a demanda externa e trazendo o crescimento econômico chinês para 7%. Há grande pessimismo com a conjuntura econômica mundial, com a crise na Ucrânia afetando a economia europeia e a queda dos preços do petróleo afetando a economia estadunidense através da rentabilidade do gás de xisto.

Gráfico: China Daily

Gráfico: China Daily

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UE aciona OMC contra incentivos fiscais do Brasil à indústria


A União Europeia acionou o Brasil na Organização Mundial do Comércio na última sexta-feira. O bloco diz que país se beneficia ao aplicar altos impostos para importações e dar benefícios a produtos nacionais em setores como o automotivo e o tecnológico. O Ministro das Relações Exteriores brasileiro, Luiz Alberto Figueiredo, garante que regras são cumpridas.

Foto: Picture-alliance / dpa

Foto: Picture-alliance / dpa

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“Losing Interest”: uma análise da depressão nas taxas de juros globais


O Fundo Monetário Internacional  e o ex-Secretário do Tesouro Americano Larry Summers recentemente alertaram que a economia global deve passar por um período prolongado de taxas de juros reduzidas. Em seu artigo, Barry Eichengreen, professor da University of California, Berkeley, analisa as possíveis causas, consequências e soluções para tal situação.

Foto: Wikipedia

Foto: Bolsa de Valores de São Paulo.

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Para analistas, turbulência em países emergentes não é motivo para pânico


Problemas na Turquia e na Argentina fazem muitos temerem uma repetição da crise asiática de 1997. Economistas ouvidos pela DW, porém, apostam que dificuldades nas economias em desenvolvimento não devem se espalhar. Além disso, há muito otimismo com a atual situação do Brasil para enfrentar possíveis dificuldades.

Fonte: Getty Images.

Fonte: Getty Images.

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Fórum de Davos começa com pedido de cautela sobre recuperação econômica mundial


Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, começou nesta quarta-feira (22/01). Há um clima de esperança com relação à recuperação econômica dos países desenvolvidos, mas com muita cautela. Presidente Dilma Rousseff deve discursar no fórum na sexta-feira (24).

Fonte: WEF / swiss-image.ch.

Fonte: WEF / swiss-image.ch.

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O capital de risco segue prosperando no Brasil


Foto por: REUTERS/Bruno Domingos

Foto: Reuters / Bruno Domingos.

El capital riesgo sigue prosperando en Brasil

America Economia – 13/02/2013 – por Universia Knowledge Wharton

Según datos divulgados por la Asociación de Capital Riesgo de los Mercados Emergentes (EMPEA, según sus siglas en inglés), la industria de capital riesgo en Brasil, en 2011, alcanzó un volumen récord de US$7.100 millones, o un 18% del nuevo capital invertido en los mercados emergentes. De ese total, la industria de capital riesgo invirtió US$ 2.500 millones en 47 empresas. Más de la mitad de los negocios tuvieron lugar en el sector de energía, infraestructuras y sectores de consumo. No es una sorpresa, en la medida en que Brasil tiene el mayor mercado consumidor de América Latina: un total de US$1.500 millones en 2011. El país está más abierto que nunca al capital riesgo. Se publican historias de éxito en la prensa local, los mercados de capitales están más fuertes y el conjunto de inversores está cada vez más institucionalizado.

El despegue económico de Brasil. En la última década, Brasil ha superado las expectativas, convirtiéndose en una historia de éxito entre las economías de los mercados emergentes. El PIB per cápita pasó de US$2.812 a US$12.594 en 2011, lo que corresponde a un crecimiento medio del 18%. En septiembre de 2012, la tasa de desempleo en el país se situó cerca del porcentaje récord del 5,4%, frente a un 7,8% en EE.UU. (mais…)

Brasil ultrapassará Estados Unidos e será maior produtor de soja


Brasil ultrapassará Estados Unidos e será maior produtor de soja

11 de outubro de 2012 – Agência Brasil/Mariana Tokarnia

Brasília – O Brasil deve superar a produção de soja dos Estados Unidos e ocupar a primeira posição de produtor e exportador do grão na safra de 2012/2013. A estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda, na sigla em inglês) é que a produção do país seja de 81 milhões de toneladas ante 77,8 milhões de toneladas norte-americanas. A exportação brasileira deverá atingir 39,1 milhões de toneladas. A americana, 34,4.

As previsões foram divulgadas hoje (11) no relatório da oferta e da procura global do Usda. Os números não são positivos para o milho, o segundo grão mais importante para a exportação brasileira. De acordo com o relatório, a produção deve diminuir de 72,7 milhões de toneladas da última safra para 70 milhões de toneladas. As exportações devem cair de 19 milhões de toneladas para 16 milhões. (mais…)

Mantega diz em Londres que medidas do Fed estimulam guerra de divisas entre os países


Mantega diz em Londres que medidas do Fed estimulam guerra de divisas entre os países

21 de setembro de 2012 – Agência Brasil/ Davi Oliveira

Brasília – O Brasil está disposto a comprar mais dólares para manter o real desvalorizado, disse hoje (21) o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo ele, o governo pretende evitar uma apreciação da moeda brasileira provocada pela política de estímulo monetário dos Estados Unidos, reiterando o risco de uma “guerra de divisas”. Mantega deu as declarações em Londres, durante uma conferência organizada pela revista The Economist.

O valor do dólar ante o real tem se depreciado desde a última semana, quando o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) anunciou que comprará US$ 40 bilhões ao mês em títulos hipotecários até que a situação do emprego melhore no país.

Segundo Mantega, “é natural que os países se defendam dessas atitudes, que não trazem necessariamente benefícios diretos nem vão recuperar os mercados locais, mas que vão estimular a guerra de divisas porque vão levar outros países a fazê-la”. (mais…)