Eixo de resistência

O enigma do “Estado Islâmico”


Em artigo publicado no jornal Zero Hora (09/01), o professor Paulo Fagundes Visentini questiona os reais motivos e apoiadores do grupo extremista “Estado Islâmico” (EI). Para o autor, o grupo serve para desestabilizar e destruir Estados importantes como o Iraque e a Síria, aliados do Irã. Além do apoio das monarquias petrolíferas e da Turquia, o EI ainda conta com a aquiescência da Europa e dos Estados Unidos.

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Foto: Ahmad Al-Rubaye / AFP.

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Irã envia centenas de soldados para lutar na Síria


Segundo o canal de notícias Reuters, nos últimos 10 dias o Irã enviou centenas de soldados para lutar junto com o regime de Bashar al-Assad contra rebeldes na Síria. Terrã estaria coordenando com a milícia libanesa Hezbollah uma ofensiva terrestre contra inimigos do governo sírio. Ação contaria com suporte aéreo da Rússia, que recentemente começou a bombardear posições de grupos terroristas no país.

Imagem: Al Jazeera / ISW.

Assad prepara contra-ataque ao “Estado Islâmico” na Síria


Depois de ter perdido a cidade de Palmira para o “Estado Islâmico” (EI) e parte do noroeste do país para rebeldes “moderados” e a Al Qaeda, o governo sírio de Bashar al-Assad está se preparando para um contra-ataque ao EI. Assad conseguiu financiamento de 1 bilhão de dólares junto ao governo do Irã para continuar travando a guerra e também vem contando com ajuda intensificada de Teerã para recrutamento de soldados xiitas no Oriente Médio, na Ásia Central e Meridional, bem como do Hezbollah no Líbano, o qual está escrutando cristãos também. Portanto, rumores de que o regime sírio estaria prestes a cair estariam superdimensionados.

Foto: STR / AFP / Getty Images. 

O mundo segundo Teerã


Assinado em novembro, o acordo sobre o programa nuclear iraniano marca uma etapa importante da aproximação entre os EUA e o Irã. Os obstáculos permanecem, mas Teerã parece determinada a aproveitar a nova conjuntura do Oriente Médio e desenvolver um diálogo construtivo com os EUA e com seus vizinhos.

Fonte: Daniel Kondo / Le Monde Diplomatique.

Fonte: Daniel Kondo / Le Monde Diplomatique.

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Representante do Irã se encontra com Assad para tratar de desafios regionais


Ministro de Relações Exteriores do Irã, Javad Zarif, encontrou-se com o presidente sírio Bashar Al-Assad para discutir os desafios regionais no Oriente Médio, tais como terrorismo e a conferência de paz de Genebra, a qual visa à resolução do conflito na Síria.

Zarif e Assad. Fonte: The Iran Project.

Zarif e Assad. Fonte: The Iran Project.

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Irã pode ter papel-chave no processo de paz na Síria


Conferência de paz na Suíça não deve ter participação iraniana, por oposição sobretudo dos EUA e da Arábia Saudita. Mas Teerã, que tem em Damasco um aliado valioso, pode ser fundamental para pôr fim a uma guerra que já custou 120 mil vidas.

Fonte: AP.

Fonte: AP.

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EUA, Irã e Síria: possibilidades de reconfiguração geopolítica no Oriente Médio


Willian Moraes Roberto, pesquisador do NERINT e graduando em Relações Internacionais na Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Bruno Gomes Guimarães, pesquisador associado do ISAPE, mestrando em Relações Internacionais de programa conjunto da Freie Universität Berlin, Universität Potsdam e Humboldt-Universität zu Berlin. Bacharel em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Historicamente, o Oriente Médio tem se mostrado uma importante região para o cenário geopolítico internacional, não só por sua localização-chave entre três continentes, mas também pela sua riqueza em recursos energéticos, o que trouxe um elevado nível de penetração de interesses externos à região. Atualmente, a importância do Oriente Médio segue em alta, sendo a relação dos EUA com a região uma das problemáticas mais importantes. Oficialmente, Washington tem prestado esforços para se desengajar das custosas guerras em que lá se envolveu, almejando focar suas capacidades agora para o Pacífico, segundo a ideia conhecida como “o pivô para a Ásia”. Entretanto, há obstáculos diversos a tal política. Destes problemas, destaca-se a posição contra-hegemônica centrada no Irã e nos seus aliados, como a Síria e o Hezbollah. Por isso, é necessário que se analisem os recentes acontecimentos envolvendo a Síria e o Irã na metade final de 2013, quais sejam, a crise das armas químicas sírias e o acordo nuclear iraniano junto do P5+1, visto que podem impactar não somente a região, mas também o próprio jogo geopolítico internacional.

Fonte: Penn Live.

Fonte: Penn Live.

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