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Vazam documentos do TTIP que mostram pressão dos EUA à UE


Documentos confidenciais tornados públicos pelo Greenpeace nesta segunda-feira (02/05) revelaram que os Estados Unidos pressionaram a União Europeia (UE) a aprovar a Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP). Com base nos documentos, a imprensa alemã nota que Washington ameaçou barrar os esforços para facilitar a exportação de automóveis europeus para os EUA. O objetivo seria forçar a UE a consumir produtos agrícolas americanos, considerados de maior risco ambiental. Além disso, os documentos mostram ainda que os EUA estariam tentando vetar a exigência da UE de que os painéis de arbitragem corporativos sejam públicos, e não sigilosos, como querem os estadunidenses.

Foto: picture-alliance / dpa / J. Boerger.

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Alemães desconfiam de acordo de livre comércio entre UE e EUA


Negociado em segredo, o acordo de livre comércio da Parceria Transatlântica de Investimento e Comércio (TTIP, em inglês) entre os Estados Unidos e a União Europeia tem gerado muitas preocupações na Alemanha. Transgênicos, frango desinfetado com cloro, carne com hormônios: cidadãos temem rebaixamento de padrões ambientais e de qualidade, além de reclamar da falta de transparência.

Protesto contra a TTIP. Foto: Corporate Europe Observatory.

Protesto contra a TTIP. Foto: Corporate Europe Observatory.

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A União Europeia e o fim do Mercosul


Samuel Pinheiro Guimarães argumenta que um eventual acordo União Européia/Mercosul seria o início do fim do Mercosul e o fim da possibilidade de desenvolvimento autônomo e soberano brasileiro e do objetivo estratégico brasileiro de construir um bloco econômico e político na América do Sul, próspero, democrático e soberano.

Foto: Carta Maior.

Foto: Carta Maior.

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TTIP: um tratado para estabelecer o governo das multinacionais


Negociado em segredo, o acordo de livre comércio da Parceria Transatlântica de Investimento e Comércio (TTIP, em inglês) entre os Estados Unidos e a União Europeia permitiria às multinacionais processar qualquer Estado que não siga as normas do liberalismo.

Imagem: eLab Europe.

Imagem: eLab Europe.

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TPP: parceria ou golpe?


Gordon Lafer chama atenção para as implicações antidemocráticas da Parceria Trans-Pacífico (TPP, sigla em inglês). Negociações são conduzidas a portas fechadas e lobby de empresas multinacionais tenta alterar regulamentações que já são rígidas nas leis nacionais de cada um dos países. Além disso, após o TPP entrar em vigor, por exemplo, empresas poderiam processar Estados-membros em tribunal internacional de instância única quando estes adotassem medidas trabalhistas ou ambientais mais rigorosas.

Fonte: Reuters.

Fonte: Reuters.

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“Países desenvolvidos querem a desintegração econômica do Mercosul”


Samuel Pinheiro Guimarães. Foto: n.i.

“Países desenvolvidos querem a desintegração econômica do Mercosul”

Revista Fórum – 03/10/2012 – por Beto Almeida & Pedro Rafael Ferreira

Nessa entrevista exclusiva concedida ao Brasil de Fato, ele volta a atacar o modus operandi dos países centrais do capitalismo na relação com a América Latina. “Os EUA e os países altamente desenvolvidos têm tido, como meta geral de política econômica e diplomacia externa, a eliminação de todas as barreiras ao comércio e ao fluxo de capitais. Ao mesmo tempo, têm advogado a adoção de uma série de normas que impedem qualquer controle sobre o capital estrangeiro”. Contundência. É dessa forma que o diplomata Samuel Pinheiro Guimarães costuma se expressar sobre os temas que bem conhece. Secretário-geral de Relações Exteriores durante sete anos do governo Lula (2003-2009), ele foi uma das vozes mais eloquentes no processo que ajudou a enterrar a Aliança para o Livre Comércio das Américas (Alca) – iniciativa que buscava apagar todas as fronteiras comerciais do continente, num claro favorecimento à indústria norte-americana.

Dono de uma sólida formação acadêmica na área jurídica e sociológica, e quadro do Itamaraty há quase 50 anos, Guimarães exerceu até junho desse ano a função de Alto-Representante do Mercosul, sendo articulador das políticas entre os países-membros do bloco. Professor de Economia Internacional na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ele analisa com propriedade os atuais desafios sul-americanos, especialmente a mudança geopolítica após a entrada da Venezuela no grupo. “Esse ingresso vai proteger o país das tentativas de golpe”, aponta. Sobre o Brasil, o diplomata detecta um perigoso processo de desindustrialização da economia e uma hegemonia do capital internacional no controle dos fluxos de capitais. (mais…)