EUA

Os presos políticos dos Estados Unidos


Confira aqui a reportagem do Opera Mundi sobre os presos políticos nos Estados Unidos. Segundo levantamento, há mais de 50 encarcerados nos EUA por motivos políticos, em sua maioria de minorias raciais e na prisão há mais de 40 anos. O ex-procurador-geral dos EUA afirmou que “os presos políticos não têm reconhecimento legal, são tratados como inimigos do Estado” e que “o objetivo é que sirvam de exemplo para novas gerações, estabelecendo o preço a pagar se recorrerem à rebelião e à insubordinação.” Os processos penais desses encarcerados, inclusive, contêm muitas irregularidades. Oficialmente, o governo estadunidense não tem interesse em comentar a situação.

Imagem: Opera Mundi.

Voto obrigatório e redução de desigualdades


Confira aqui a matéria de Aamna Mohdin que discute os problemas atuais das democracias ocidentais, principalmente a pouca participação em eleições de voto facultativo e o alto número de eleitores desinformados, e os méritos do voto obrigatório como ferramenta para combatê-los. Segundo pesquisas mostradas pela autora, o voto obrigatório aumenta o número de eleitores informados e, não só isso, reduz desigualdades de gênero e sociais.

Países com voto obrigatório. Mapa: CIA World Factbook via Quartz.

EUA volta a bombardear a Líbia


Nesta segunda-feira (01/08), os Estados Unidos voltaram a bombardear o território da Líbia visando regiões sob controle do “Estado Islâmico”. Segundo informações do Pentágono, os bombardeios estão sendo realizados na cidade de Sirte a pedido do Governo de Coalizão Nacional líbio. Os ataques devem durar alguns dias e, segundo fontes, há forças especiais dos EUA em prontidão no Mediterrâneo.

Mapa: BBC.

Novo acordo sobre Okinawa é firmado entre EUA e Japão


Os governos do Japão e dos Estados Unidos chegaram a um novo acordo, ainda a ser anunciado, quanto ao tratamento dos oficiais estadunidenses operando em Okinawa. A iniciativa ocorreu após o suposto envolvimento de um soldado estadunidense no assassinato de uma cidadã japonesa, seguido de uma série de protestos na ilha de Okinawa em maio e junho de 2016. Segundo a nova proposta, haverá uma revisão no acordo existente no sentido de diminuir a proteção aos funcionários dos Estados Unidos que cometam crimes em solo japonês, subdividindo os oficiais em categorias referentes às suas competências.

Aproximadamente metade dos soldados dos EUA no Japão estão na província de Okinawa Mapa: AFP.

Aproximadamente metade dos soldados dos EUA no Japão estão na província de Okinawa
Mapa: AFP.

Inteligência Artificial supera pilotos da Força Aérea dos EUA em simulações de combate


Uma nova tecnologia de Inteligência Artificial para combate aéreo, desenvolvida pela Universidade de Cincinnati, superou pilotos da Força Aérea dos Estados Unidos em simulações de batalhas. O sistema, conhecido como ALPHA, demonstrou uma habilidade tática extremamente desenvolvida, tendo uma capacidade de reação aguçada e conseguindo calcular movimentos instantaneamente. Pesquisadores acreditam que a tecnologia poderia ser de grande utilidade para a instalação em veículos aéreos não tripulados (VANTs ou drones), coordenando planejamentos táticos e sendo suporte para pilotos humanos da Força Aérea.

Foto: Lisa Ventre / Univ. de Cincinnati.

EUA começam a exportar gás natural para o Oriente Médio


Em artigo publicado no Financial Times (18/07), Ed Crooks analisa as recentes exportações de gás natural liquefeito (LNG , em inglês) dos Estados Unidos para o Oriente Médio -notadamente para o Kuwait e para Dubai-, uma região rica em recursos energéticos. As principais causas seriam o rápido aumento da demanda nos países da região, a falta de investimentos para explorar esses recursos, a grande produção dos EUA (principalmente pela exploração de reservas de xisto) e os baixos preços internacionais. Os EUA atualmente já exportam LNG para diversos países, entre eles Brasil e Índia. As previsões apontam que os EUA e a Austrália estarão entre os maiores exportadores de gás natural do mundo nos próximos anos.

Foto: ft.com

EUA propõe maior cooperação com a Rússia na Síria


Obama propôs um novo acordo de cooperação militar entre Estados Unidos e Rússia para a situação na Síria. Segundo essa proposta, Washington e Moscou operariam em bombardeios aéreos conjuntos contra a Frente al-Nusrah (o braço da al-Qaeda na Síria) em troca de pressões russas pelo cessar dos bombardeios do governo sírio sobre alguns grupos rebeldes. Contudo, funcionários do corpo diplomático estadunidense e o próprio Ministro da Defesa se mostraram contrários à iniciativa, alegando que os bombardeios não enfraqueceriam a al-Nusrah e ainda beneficiariam as forças de Assad na guerra civil.

Imagem: Fotolia / viperagp.

Imagem: Fotolia / viperagp.

EUA remove proibição a transexuais nas Forças Armadas


Nesta quinta-feira (30/06), o secretário de Defesa dos EUA, Ashton Carter, anunciou que pessoas abertamente transgênero poderão se alistar e servir nas Forças Armadas estadunidenses, removendo uma proibição que até hoje excluía pessoas trans do serviço militar no país. Além disso, em uma medida sem precedentes, foi criado um programa para que os militares que queiram fazer a transição de gênero possam desenvolvê-la dentro das Forças Armadas. Até então, pessoas que declaravam sua condição de transgênero eram expulsas pelo Pentágono.

Ashton Carter. Foto: Saul Loeb / AFP via El País.

Armamentos que CIA e Arábia Saudita enviam para rebeldes sírios acabam no mercado negro


Armamentos enviados pela Agência Central de Inteligência (CIA) e pela Arábia Saudita para rebeldes sírios tem sido desviados e vendidos no mercado negro, afirmaram oficiais dos Estados Unidos e da Jordânia. As armas seriam enviadas para a Jordânia, que abriga campos de treinamento de rebeldes sírios que combatem o governo de Bashar al-Assad. Porém, os equipamentos, desviados por oficiais jordanianos, acabariam no mercado negro e vendidas para criminosos e contrabandistas (que revenderiam as armas em outros países).

Foto: Lucas Jackson / Reuters

Com empate, Suprema Corte dos EUA anula reforma em políticas de imigração de Obama


Na última quarta-feira (23/06), a Suprema Corte dos Estados Unidos bloqueou um projeto federal de reforma nas políticas de imigração proposto por Barack Obama em 2014, ao permanecer empatada (4 votos contra e 4 a favor). Empate ocorreu, porque o Senado, controlado pelos republicanos, recusa-se a votar a nomeação de um novo juiz feita por Obama. Tendo isso em vista, as decisões das esferas inferiores ficam valendo e a minirreforma imigratória é bloqueada. O programa de Obama, instituído através de uma Ordem Executiva, seria composto de duas fases elaboradas para aliviar as políticas de deportação de imigrantes ilegais no país. A decisão traz novamente à tona o debate quanto às políticas de imigração estadunidenses, constantemente tratadas nas campanhas presidenciais de Hillary Clinton e Donald Trump.

Sede da Suprema Corte dos EUA. Foto: n.i.

EUA, Índia e Japão realizam exercício militar conjunto no Pacífico


Na última quinta-feira (09/06), teve início o exercício militar conjunto Malabar, realizado pelos Estados Unidos, Índia e Japão. O evento deve durar até dia 17 e ocorrer em águas japonesas e no Mar das Filipinas. O exercício conta com uma fase no mar e outra na costa. O primeiro tem como objetivo aumentar as capacidades de guerra antissubmarino,  defesa aérea e operações interdição marítima. A Marinha dos EUA enviou, dentre outros navios e submarinos, o superporta-aviões USS Nimitz. O Malabar teve início em 1992 como um exercício bilateral entre EUA e Índia, com o Japão se tornando participante permanente em 2015.

Foto: U.S. Navy

OTAN participa de grande exercício militar na Polônia, e Rússia condena o evento


Nesta segunda-feira (06/06), tiveram início na Polônia as manobras Anaconda, um exercício militar que conta com a participação de forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). O exercício, com duração de dez dias, conta com a presença de 31 mil soldados de 24 países, incluindo 14 mil dos Estados Unidos, 12 mil da Polônia e mil do Reino Unido. Outros países do leste Europeu, como a Ucrânia, também participam. O evento, que seria para aumentar a confiança mútua e desestimular agressões externas contra a OTAN, foi condenado pela Rússia.

Foto: A. Keplicz / AP Photo / picture-alliance

Hillary Clinton alcança número de delegados necessário para nomeação à presidência


A pré-candidata à presidência dos Estados Unidos pelo Partido Democrata, Hillary Clinton, atingiu a marca dos 2.383 delegados em seu favor — o número necessário para a sua potencial candidatura. A quantidade de delegados foi atingida após uma vitória significativa em Porto Rico somada ao apoio dos chamados “superdelegados”. No entanto, a oficialização de sua candidatura só ocorrerá na Convenção Nacional do partido em julho deste ano.

Foto: n.i.

A contradição das taxas de juros negativas


Em análise, Robert Skidelsky expõe o fenômeno monetário das chamadas taxas de juros negativas, política econômica recente em países desenvolvidos como forma de impulsionar o crescimento econômico ao desincentivar a poupança. Porém, segundo o autor, as taxas de juros negativas trazem consigo a falsa impressão de que políticas monetárias por si só são suficientes para recuperar economias em estado de depressão, enquanto que, na verdade, a única forma de garantir a circulação de “novo dinheiro” seria por meio de gastos governamentais. Portanto, em um contexto de crise e debilidade econômica, políticas monetárias não conseguiriam estimular a atividade econômica sem um envolvimento do Estado na economia.

Skidelsky. Foto: n.i.

Donald Trump consegue votos necessários para nomeação do Partido Republicano


Donald Trump atingiu o número de delegados necessários para a nomeação pelo Partido Republicado para a eleição presidencial dos EUA, informaram a Associated Press (AP) e outros canais de notícias na última quinta-feira (26/05). Segundo diversas estimativas, Trump já conseguiu os 1.237 votos necessários para a nomeação, que deve ser oficialmente anunciada em julho. O partido não fornece uma contagem oficial de delegados ao longo da campanha das primárias, levando agências a fazer suas próprias estimativas.

Foto: T. S. Warren / AP Photo / picture-alliance

Por que os Estados Unidos suspenderam o embargo de armas ao Vietnã?


Em artigo publicado pela RAND, Scott Warren Harold (25/05) analisa as razões que levaram os Estados Unidos a suspenderem o embargo de armas letais ao Vietnã. Para o autor, medida faz parte de uma estratégia regional de Washington. Dentre os principais motivos estão: o rebalanceamento regional, com o governo Obama procurando melhorar as relações com os países da Ásia-Pacífico; o esforço dos EUA de liberalizar o sistema político e econômico de Hanoi, facilitando a entrada no acordo TPP; a busca por melhorar as capacidades militares (especialmente navais e aéreas) dos países do Sudeste Asiático, a fim de aumentar a venda de armas e a capacidade destes de defesa e consciência de situação; e auxiliar o Vietnã a se armar contra a assertividade chinesa no Mar do Sul da China.

Foto: Carlos Barria / Reuters

Líder do Talibã é morto em ataque aéreo dos EUA no Paquistão


Nesta segunda-feira (23/05), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, confirmou a morte do líder do Talibã. Akhtar Mansour foi morto em um ataque aéreo realizado no sábado (21/05) por um drone dos EUA na fronteira com o Paquistão. Obama pediu que o Talibã se una às conversas de paz. A morte de Mansour deve desencadear uma nova disputa pela liderança do grupo. O Paquistão afirmou que o ataque dos EUA violou sua soberania, já que foi realizado em seu território e sem aviso prévio.

Foto: AFP

 

EUA encerram embargo de armamentos ao Vietnã depois de 50 anos


Nesta segunda-feira (23/05), os Estados Unidos suspenderam o embargo à venda de armas para o Vietnã. Anúncio se deu durante visita do presidente dos EUA, Barack Obama, ao país. A restrição de vendas de armas vigorou por cerca de 50 anos. A suspensão do embargo, segundo oficiais estadunidenses, faz parte do caminho da normalização das relações com o Vietnã. Obama também deve promover o Acordo de Parceria Transpacífico na região (TPP, em inglês).

Foto: C. Barria / Reuters

Alemanha e EUA rejeitam que existe um golpe de Estado no Brasil


Nesta quarta-feira (18/05), representantes dos Estados Unidos e da Alemanha rejeitaram a classificação do processo de impeachment no Brasil como golpe. Segundo o representante interino dos EUA na Organização dos Estados Americanos (OEA), Michael Fitzpatrick, instituições democráticas foram respeitadas, e afirmou que o foco da OEA deve ser a Venezuela. O diplomata americano foi o único da organização a rechaçar abertamente a noção de que o processo de destituição de Dilma Rousseff seja um golpe. Já o governo alemão considerou que processo respeitou a Constituição.

Foto: E. Sa / AFP / Getty Images

Eric Fanning é o primeiro gay assumido a comandar Exército dos EUA


Nesta terça-feira (17/05), Eric Fanning assumiu o cargo de secretário do Exército dos Estados Unidos, se tornando o primeiro gay assumido a comandar a Força. Fanning foi indicado pelo presidente Barack Obama ano passado e ocupava o cargo de vice-secretário da Defesa. A indicação faz parte da política de integração dos homossexuais às Forças Armadas.

Foto: Alex Wong / Getty

A experiência militar israelense e a doutrina da Batalha Aeroterrestre


Confira aqui a monografia da pesquisadora do ISAPE, Laís Helena Andreis Trizotto, sobre as semelhanças entre a experiência militar israelense e o proposto na doutrina da Batalha Aeroterrestre (ALB, de Air-Land Battle). O trabalho é um estudo prospectivo de averiguação da experiência dos Estados Unidos com a ALB, no caso a Guerra do Golfo (1991), em comparação com experiências de Israel na Guerra do Yom Kippur, de 1973, e na Guerra do Líbano, de 1982. Mostra-se que a experiência militar de Israel em 1973 se aproximou dos marcos gerais do debate doutrinário acerca da ALB nos EUA.

Foto: picture-alliance / CPA Media via DW.

A polaridade sob a perspectiva dos conceitos operacionais: o caso do A2/AD e da Air-Sea Battle


Confira aqui a monografia do pesquisador do ISAPE, Guilherme Henrique Simionato dos Santos, sobre a relação entre os conceitos operacionais de Antiacesso e Negação de Área (A2/AD) e de Air-Sea Battle (ASB ou Batalha Aeronaval) e a polaridade no Sistema Internacional. Um dos fatores-chave para esta é a inexpugnabilidade, i.e. a capacidade de um país manter a sua soberania frente a qualquer agressão externa. O trabalho mostra que a inexpugnabilidade da China se dá através de seu processo de modernização militar focado no A2/AD, mas que, em contrapartida, os Estados Unidos desenvolveram a ASB, cujo objetivo é garantir o acesso estadunidense à região do Leste e Sudeste Asiático a despeito do A2/AD chinês. Dessa forma, a ASB seria uma estratégia não declarada de primazia, pois prega a destruição da rede de informações e de mísseis da China, negando a Pequim uma capacidade de retaliação.

Foto: Marinha dos EUA.

Transição hegemônica e poder naval: o declínio inglês e a ascensão dos EUA na primeira metade do Século XX


Confira aqui a monografia da pesquisadora do ISAPE, Giovana Esther Zucatto, sobre a relação entre o poder naval e as transições hegemônicas no sistema internacional, especificamente no processo de decadência da hegemonia da Inglaterra e de ascensão dos EUA na primeira metade do século XX. O trabalho trata das teorias do ciclo de acumulação sistêmica, poder naval e ciclos de supremacia naval, bem como da decadência da indústria naval britânica no período de declínio de Londres e do papel fundamental que teve o setor naval para a construção da hegemonia estadunidense.

Imagem: EUA / Wikimedia Commons.

Base Industrial de Defesa: experiência estadunidense e desenvolvimento socioeconômico (1930–1990)


Confira aqui a monografia da pesquisadora do ISAPE, Helena Marcon Terres, sobre a origem e o desenvolvimento da Base Industrial de Defesa (BID) estadunidense e os efeitos dos gastos militares no desenvolvimento socioeconômico do país entre 1930 e 1990. Procurando entender a funcionalidade dos gastos em defesa para o desenvolvimento dos EUA, o trabalho nota que, entre 1930 e até a Guerra do Vietnã, o nascimento e o estabelecimento da BID como um setor diferenciado na economia estadunidense possibilitaram notável desenvolvimento socioeconômico no país. Só que, a partir do conflito no Vietnã, os gastos militares e a evolução da BID assumiram um caráter crescentemente disfuncional, segundo o qual as capacidades produtivas e tecnológicas da economia foram elevadas sem haver, no entanto, geração de emprego e distribuição de renda.

Imagem: Estado de Oklahoma.

A industrialização da guerra: perfil de força, gestão do estado e mudança no regime de acumulação de capital (1850–1950)


Confira aqui a monografia do pesquisador do ISAPE, João Arthur da Silva Reis, sobre a industrialização da guerra e seus impactos no perfil de força, na gestão do Estado e na mudança do regime de acumulação de capital dos países centrais ao Sistema Internacional de 1850 a 1950. O trabalho trata de que maneira a evolução no perfil das forças armadas, notadamente dos EUA e da Prússia/Alemanha, a partir da industrialização da guerra, impactou na ascensão do industrialismo e na consolidação do regime de acumulação fordista/keynesiano de meados do século XIX até o século XX, passando pela Guerra Civil dos EUA, Guerra Franco-Prussiana e as duas Guerras Mundiais.

Mulheres trabalhando em fábrica de munições no Canadá durante a Primeira Guerra Mundial. Foto: n.i.

EUA realiza “pequenas guerras” contra terrorismo na África e no Oriente Médio


Os Estados Unidos estão aumentando a presença de soldados das Operações Especiais pelo mundo -especialmente África e Oriente Médio- a fim de impedir a expansão de grupos terroristas, incluindo com combate direto. As tropas seriam enviadas com as prerrogativa de auxiliar e aconselhar forças locais contra o terrorismo. Porém, o governo do presidente Obama estaria utilizando essas forças de elite em “pequenas guerras” diretas contra a al-Qaeda e o “Estado Islâmico” em países como Iêmen, Somália, Iraque, Síria e Líbia.

Foto: Navy Seals

Nos EUA, Bernie Sanders empurra Partido Democrata para a esquerda


Segundo a análise de Spencer Kimball, mais do que uma disputa pela nomeação para a candidatura presidencial em 2016, o duelo entre os pré-candidatos democratas, Hillary Clinton e Bernie Sanders, é uma batalha pelo futuro do partido. Autodeclarado “socialista” em um país onde o termo é usado como insulto, Sanders e seus apoiadores tentam influenciar a agenda do Partido Democrata com ideias mais à esquerda para além da disputa eleitoral de 2016. Entre suas ideias progressistas, estão ensino superior gratuito e saúde pública para todos, por exemplo.

Foto: L. Jackson / Reuters via DW.

EUA deve remover embargo de armas para o Vietnã


Conforme matéria da revista Foreign Policy, os Estados Unidos devem remover o embargo de armas em voga contra o Vietnã desde a guerra entre os dois países, finda em 1975. Ainda que o embargo tenha se flexibilizado há dois anos para permitir a venda de armamentos relacionados à “segurança marítima”, o seu fim oficial permitiria que Hanói comprasse artigos estadunidenses de alta tecnologia tais como radares e aeronaves de monitoramento. Medida serviria para reaproximar ambos em um contexto de crescente disputa entre EUA e China no pacífico ocidental. Entretanto, ainda há forte oposição interna nos EUA, que reclamam da situação dos direitos humanos no Vietnã principalmente.

Foto: KHAM / AFP / Getty Images via Foreign Policy. 

EUA e Rússia monitorarão juntos o cessar-fogo na Síria


Nesta semana, o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, anunciou que EUA e Rússia monitorarão conjuntamente o acordo de cessar-fogo na Síria, ainda que à distância. Segundo Kerry, oficiais russos e estadunidenses, os quais estarão baseados em Genebra, utilizarão os mesmos recursos e infraestrutura para assegurar uma implementação clara da trégua no conflito sírio, incluindo a cidade de Aleppo, onde recentemente houve ataques de rebeldes a civis.

Hospital em Aleppo após bombardeio de rebeldes. Foto: SANA via AP.

EUA realiza primeiro reassentamento de “refugiados climáticos”


Em janeiro de 2016, o governo dos EUA investiu cerca de 1 bilhão de dólares em projetos de mitigação e adaptação de comunidades às mudanças climáticas, incluindo o reassentamento de populações de deslocados internos devido ao clima, também conhecidos como “refugiados climáticos”. Estes tiveram de abandonar suas casas em ilhas ao sul dos Estados Unidos por causa de frequentes inundações e aumento do nível do mar. A realocação da comunidade, considerado o primeiro no mundo do tipo, está servindo para estudos de como fazê-lo em maior escala no futuro e como enfrentar os dilemas morais da medida.

Foto: Josh Haner / The New York Times.