Geopolítica da África

África Ocidental: oportunidades e desafios da integração regional frente às relações interafricanas (desde os anos 1960)


Confira aqui a tese do pesquisador do ISAPE, Mamadou Alpha Diallo, sobre as relações interafricanas a partir dos processos de integração regional em curso na parte ocidental do continente. O trabalho trata das incoerências entre o objetivo da integração regional, que é comum a todos, e a criação fragmentada de instituições econômicas e monetárias, baseadas em laços coloniais e em rivalidades internas. Mostra-se que, apesar de da serem apresentadas como complementares, as organizações de integração econômica e monetárias da África Ocidental, nomeadamente a CEDEAO (Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental), UEMOA (União Econômica e Monetária do Oeste Africano) e ZMOA (Zona Monetária do Oeste Africano), representam interesses particulares tanto interna quanto externamente e, consequentemente, a real integração política e econômica demora a se concretizar.

Membros da CEDEAO. Em verde: membros da CEDEAO e da UEMOA. Em vermelho: CEDEAO e ZMOA. Em azul: somente CEDEAO. Mapa: Wikimedia Commons.

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Política externa e integração na África Oriental: um estudo sobre Uganda, Tanzânia e Quênia


Confira aqui a dissertação do pesquisador e atual diretor-geral do ISAPE, Marcelo de Mello Kanter, sobre o processo de integração da África Oriental e as políticas externas de Quênia, Uganda e Tanzânia. O trabalho procura responder por que as políticas externas desses três países convergiram ao final da década de 1990 culminando na refundação da Comunidade da África Oriental (CAO). Levando em consideração tanto a política interna e o sistema internacional, a pesquisa realizada mostra que na Tanzânia a transição presidencial foi determinante para a mudança na política externa; já em Uganda, a superação da instabilidade interna (principalmente insurgências) permitiu o maior engajamento regional. Em contraste, a política externa queniana mostrou-se mais reativa ao contexto externo: a perda de valor estratégico do país para os Estados Unidos com o fim da Guerra Fria obrigou-o a buscar aliados regionais para evitar isolamento. Conclui-se que, mesmo havendo essa convergência e paulatinos avanços na CAO, ainda restam muitos desafios, pois os três países disputam entre si para tornar-se polos de poder.

Imagem: 24Tanzania.com

Segurança ambiental dos recursos hídricos internacionais: conflito e cooperação na bacia do Zambeze


Confira aqui a monografia da pesquisadora do ISAPE, Luciana Costa Brandão, sobre a situação dos recursos hídricos transfronteiriços na Bacia do Zambeze a partir da ótica da segurança ambiental. O trabalho identifica quais são os principais fatores de risco e ameaças aos sistemas hídricos compartilhados por dois ou mais países em geral e no caso específico do Zambeze na África Austral. Nota-se que a integração regional como um todo e a construção conjunta de projetos entre os Estados ribeirinhos são fatores que podem contribuir para o fortalecimento da segurança. Observa-se também que a incorporação dos múltiplos agentes de segurança aos mecanismos de cooperação institucionalizados é um passo importante para que se alcance uma segurança ambiental mais abrangente nas bacias hidrográficas internacionais.

Bacia hidrográfica do rio Zambeze. Mapa: Worldtraveller / Wikimedia Commons / University of Texas.

Desenvolvimento e construção regional no Golfo da Guiné: os casos de Angola e Nigéria no pós-Guerra Fria


Confira aqui a monografia da pesquisadora do ISAPE, Marília Bernardes Closs, sobre os modelos de desenvolvimento e da construção de um espaço regional por parte de Angola e Nigéria no Golfo da Guiné. O trabalho procura averiguar se os dois países podem ser considerados potências regionais africanas no Golfo, no período que vai de 2000 a 2015. Mostra-se que, embora Angola e Nigéria sejam potências regionais africanas, elas ainda não o são com relação ao Golfo da Guiné. Luanda e Abuja não conseguiram construir um espaço regional efetivo e politicamente coordenado no Golfo, que adquiriu uma geopolítica própria, o que seria essencial para a superação de diversos gargalos estruturais herdados do processo da formação dos Estados africanos.

Golfo da Guiné. Mapa: GlobalResearch.

Ciclo de palestras “Visões Sul-Americanas sobre Crises Regionais”


É com enorme satisfação que o ISAPE convida todos a participarem do ciclo de palestras “Visões Sul-Americanas sobre Crises Regionais”, que ocorrerá entre os dias 13 e 16 de outubro no Clube de Cultura (Porto Alegre, RS), sempre às 18h30.

visões sul-americanas de crises regionais

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