Geopolítica

A política externa do México de 1970 a 1994: entre o estado desenvolvimentista e o estado neoliberal


Confira aqui a monografia do pesquisador do ISAPE, Diogo Ives de Quadros, sobre a política externa mexicana entre 1970 e 1994. O trabalho usa os conceitos de paradigmas de Estado formulados por Amado Cervo para analisar a trajetória do México no período e explicar por que houve uma significativa alteração em sua política externa dos anos 70 para os 90. O Estado mexicano teria passado de desenvolvimentista para neoliberal, em grande medida, por constrangimentos econômicos criados pela reprodução do capitalismo na América Latina em combinação com decisões da elite política local. Porém, o quadro de análise proposto se mostra insuficiente para explicar as ações externas mexicanas no âmbito securitário.

Imagem: MexicoXport.

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A ascensão da China e os seus impactos para o leste asiático


Confira aqui a dissertação do pesquisador do ISAPE, Athos Munhoz Moreira da Silva, sobre a ascensão da China e os seus impactos para o leste asiático. Com base em uma análise histórica da ascensão chinesa, o trabalho trata da alteração fundamental na polaridade e na polarização regionais, com implicações em âmbito global. Constata-se que, diante da rivalidade estratégica entre Estados Unidos e China, os demais atores regionais buscam manter sua autonomia e margem de manobra entre as duas potências. Consideram-se três possíveis perspectivas para o leste asiático: uma hegemonia chinesa sem ocorrência de guerra central; o acirramento das tensões entre Pequim e Washington, com possibilidade de guerra central; e a concertação e criação de mecanismos de governança entre os atores regionais, podendo ser anárquica — sem líderes aparentes — ou hierárquica — condomínio de potências —.

Imagem: East by Southeast.

A integração de infraestrutura na América do Sul: uma análise da logística e dos desafios à defesa regional


Confira aqui o artigo da pesquisadora do ISAPE, Bruna Jaeger, em coautoria com as pesquisadoras Isadora Coutinho, Naiane Cossul e Namisi de Oliveira, publicado na Revista de Estudos Internacionais sobre a integração de infraestrutura na América do Sul e seus impactos para a defesa e logística regionais. O trabalho nota que historicamente a integração infraestrutural sul-americana preocupa-se somente com efeitos comerciais e pouco com defesa e questões geopolíticas. As autoras mostram que a construção de grandes obras de energia, transportes e comunicações constitui-se em um fator significativo para aumentar as capacidades logísticas da região, formar cadeias produtivas e reduzir as assimetrias existentes, especialmente no interior da América do Sul.

Mapa: Guia Geográfico – Globo Terrestre. 

A geopolítica da Operação “Lava Jato”


Em artigo publicado no jornal GNN, Luis Nassif questiona as atuais investigações contra a corrupção de grandes empresas brasileiras, tal como a “Operação Lava Jato”. Segundo o autor, elas importam uma visão ideológica pró-internacionalização da economia e criminalizam todas as políticas de promoção da economia interna. Além disso, também crítica o papel dos Estados Unidos nesses recentes eventos.

Imagem: GNN.

A China é a maior beneficiada dos acontecimentos geopolíticos de 2015?


Em artigo publicado no último sábado (03/10), o professor Oliver Stuenkel analisa a hegemonia dos Estados Unidos e a ascensão da China no sistema internacional e nota que as diversas crises enfrentadas pelos Estados Unidos em 2015 beneficiaram a China, já que o hegêmona não conseguiu dar atenção devida à ascenção de uma nova potência.

Foto: n.i

Foto: n.i

EUA, Rússia, China e seus pivôs asiáticos


Confira aqui artigo publicado no Núcleo de Estudos e Análises Internacionais – IPRI/Unesp pela Mestranda Bruna Bosi Moreira sobre os pivots asiáticos dos Estados Unidos, Rússia e China. Nos últimos anos, as três potências têm direcionado suas atenções para a Ásia, e em especial a Ásia Central. Isso leva ao entrecruzamento das políticas externas dos países, que criam padrões de cooperação e competição, fundamentais para entender as dinâmicas regionais e globais de poder.

Mapa: n.i.

Mapa: n.i.

 

EUA deve assinar novos acordos militares com Índia


O Secretário da Defesa dos Estados Unidos, Ashton Carter, está em visita à Índia, onde espera-se que novos acordos militares bilaterais sobre segurança marítima sejam assinados. Há expectativas de que Washington ajude Nova Delhi na construção de seu porta-aviões e no desenvolvimento de motores de jatos. Medida poderia acirrar a rivalidade geopolítica entre China e Índia.

Foto: Getty Images.

 

Rússia e China comprometem-se a não se hackearem


No bojo dos acordos assinados entre Rússia e China no início do mês na ocasião da comemoração do fim da Segunda Guerra Mundial, está um documento no qual ambos comprometem-se a não se hackearem, isto é, a não conduzirem ataques cibernéticos um contra o outro. Além disso, os dois países afirmaram a intenção de atuar conjuntamente contra tecnologias que possam desestabilizar a ordem interna ou interferir nos assuntos internos de outros países e de prover segurança a suas infraestruturas de informação. Analistas dizem que ato foi uma provocação aos Estados Unidos, mas que dificilmente iniciará uma guerra fria cibernética.

Vladimir Putin e Xi Jinping. Foto: AFP / Getty Images.

Geopolítica e o mercado global de caças


No mercado global de caças, fatores geopolíticos têm tido um peso cada vez maior para a decisão de compra. O caso francês é o mais claro: após o Brasil ter se decidido pelo Gripen NG, Paris procurou fortalecer laços geopolíticos para encontrar mercado, como, por exemplo, com o Qatar e com os Emirados Árabes Unidos. Essa iniciativa, porém, não foi replicada pelo Reino Unido para a venda do caça Eurofighter Typhoon, o qual está tendo dificuldades de ser vendido. Já a Suécia passou a ter maior demanda em países emergentes para o caça Gripen NG, após o Brasil ter viabilizado seu desenvolvimento.

Foto: divulgação.

Dassault Rafale. Foto: Divulgação.

Os Bálcãs e as potências externas


Os Bálcãs são historicamente um ponto focal de disputa entre potências globais. Nos dias de hoje, no entanto, tanto o Ocidente quanto a Rússia compartilham o interesse pela estabilidade da região no sudeste europeu. Ambos vêm tentando aumentar sua influência nos Bálcãs através de investimentos e projetos de infraestrutura energética. Enquanto isso, a Turquia tenta ressurgir como ator regional de peso. Contudo, o maior desafio atual, segundo a análise, é a ameaça representada pelas disputas políticas internas de cada país balcânico, como, por exemplo, na Macedônia. Já estes tendem a continuar barganhando com as potências estrangeiras a despeito da fragilidade interna.

Mapa: Stratfor.

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China e Rússia concluem exercício naval no Mediterrâneo


Após cinco dias de atividades, na manhã da última sexta-feira (22/05) Rússia e China concluíram seu primeiro exercício naval conjunto no Mar Mediterrâneo. Denominado “Joint Sea 2015”, o exercício envolveu nove navios de ambos os países. Foram simuladas operações de reabastecimento em rota, missões de escolta e transferência de carga à luz do dia com tiro real. Segundo análises, ambos os países querem aumentar a interoperabilidade de seus equipamentos e sinalizar à OTAN que esta não domina inconteste o Mediterrâneo.

Foto: Li Xiao/Hu Quanfu/Reuters

Foto: Li Xiao / Hu Quanfu / Reuters.

Integração infraestrutural sul-americana: impactos sobre a estratégia e a geopolítica regional


Confira aqui a monografia da pesquisadora do ISAPE, Bruna Jaeger, sobre a integração infraestrutural sul-americana. O trabalho trata dos efeitos dessa integração sobre a estratégia e a geopolítica regional e mostra que a promoção de infraestrutura integrada na América do Sul é um importante fator para garantir maior segurança e capacidades de defesa no continente, bem como para impulsionar o desenvolvimento socioeconômico e aumentar a presença do Estado em regiões isoladas.

 Estados Unidos, Venezuela e Paraguai na Geopolítica da América do Sul

Imagem: n.i.

Gasoduto ligando Rússia à Turquia entrará em operação em 2016


Nesta quinta-feira (07/05) em Ancara, capital da Turquia, a empresa russa Gazprom e o governo turco firmaram um acordo de entrega de gás através do gasoduto “Turkish Stream” a partir de dezembro de 2016. A construção do mesmo foi acordada em dezembro de 2014 entre Rússia e Turquia, após o projeto “South Stream” ter sido barrado pela União Europeia com a crise ucraniana. O “Turkish Stream” vai da Rússia à fronteira da Grécia com a Turquia através do Mar Negro, dando acesso a mercados do sudeste europeu a Moscou. Além disso, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que seu governo deve ajudar empresas gregas públicas e privadas interessadas em dar continuidade ao “Turkish Stream” em seu território.

Mapa: RT / Gazprom.

A geopolítica das eleições no Reino Unido


O analista George Friedman examina o cenário atual das eleições no Reino Unido e expõe as suas consequências geopolíticas para Londres. Friedman explica que estrategicamente o Reino Unido precisa equilibrar-se entre União Europeia e Estados Unidos para conseguir manter sua autonomia. Contudo, o fortalecimento de partidos não tradicionais põe isso em cheque: o UKIP (Partido do Reino Unido Independente) questiona as relações britâncias com Washington e Bruxelas; já o Partido Nacional Escocês (SNP, sigla em inglês) põe em dúvida a própria existência da nação britânica. Desse modo, conforme Friedman, ambos os partidos afetam profundamente a abilidade de o Reino Unido manter sua cultura estratégica.

Reino Unido na Europa. Mapa: Wikimedia Commons.

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Poroshenko defende referendo sobre entrada da Ucrânia na OTAN


O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, defendeu nesta quarta-feira (22/04) a realização de um referendo no país sobre a possível entrada na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). No final de 2014, o governo abandonou o seu status de país não alinhado ao confirmar intenção de aliar-se à organização. Poroshenko afirmou que referendo deve ocorrer nos próximos seis anos. Oficiais da OTAN já afirmaram que, antes de entrar, a Ucrânia precisa realizar inúmeras reformas para qualificar-se. Todos os 28 aliados precisariam aprovar a adesão ucraniana.

Foto: EPA

Poroshenko. Foto: EPA

Argentina entra na Justiça contra perfuração de petroleiras nas Malvinas


Nesta sexta-feira (17/04), a Argentina anunciou ter dado início a um processo judicial em um dos tribunais do país contra cinco empresas – três delas do Reino Unido – que estão fazendo perfurações para extrair petróleo e gás nas Ilhas Malvinas, aumentando a tensão diplomática com o Londres envolvendo o território disputado. Secretário argentino para o arquipélago diz que governo de Cristina Kirchner está determinado a recorrer ao “direito nacional e internacional” para evitar exploração.

Mapa: Post-Western World.

Mapa: Post-Western World.

A divisão entre xiitas e sunitas: conflito religioso ou político?


Ian Black analiza a divisão entre xiita e sunitas no Mundo Árabe e de que maneira essa divisão se radicalizou recentemente. Black defende que o sectarismo é mais um instrumento para a disputa de poder, território e recursos do que uma divisão essencialmente religiosa. O autor faz uma análise de como o sectarismo religioso se relacionou com conflitos, violência e extremismo nas últimas décadas na região para defender esse ponto de vista.

Foto: Joseph Eid / AFP / Getty Images

Foto: Joseph Eid / AFP / Getty Images

Competição no Ártico se acirra com atrito entre OTAN e Rússia


A disputa estratégica pelo Ártico está começando a despontar uma nova guerra fria. Planos de industrialização e militarização da Rússia preocupam seus vizinhos na região que deve tornar-se a principal fonte de hidrocarbonetos do mundo. Os russos são os principais produtores de petróleo na região, participando de todas as iniciativas de exploração. As sanções impostas à Rússia pela crise na Ucrânia acabaram por desfazer algumas das parcerias com empresas ocidentais, como com a ExxonMobil. Nesse contexto, Vladimir Putin retomou a militarização do Ártico na nova doutrina militar do país, gerando mais desconfiança dentre os países do Conselho Ártico.

Mapa: El País

Mapa e gráficos: El País

As eleições em Israel e a colisão entre Obama e Netanyahu


Willian Moraes Roberto, pesquisador do NERINT e graduando em Relações Internacionais na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Marcelo de Mello Kanter, Diretor-Geral do ISAPE, mestrando em Estudos Estratégicos Internacionais na UFRGS. Bacharel em Relações Internacionais pela UFRGS

Com a proximidade das eleições israelenses marcadas para 17 de março, o distanciamento entre os aliados tradicionais, Israel e Estados Unidos, tem se tornado mais evidente. Isso se reforça, sobretudo, após os sinais que apontam para um apoio de Obama ao bloco de oposição em Israel, o qual busca impedir a reeleição do Primeiro Ministro Netanyahu, líder do Likud. Numa eleição acirrada, esse respaldo pode ter efeito decisivo, alterando o contexto político de Israel e afetando o Oriente Médio como um todo. Este artigo busca apresentar as causas desta relação fria entre Netanyahu e Obama e o panorama da eleição israelense a fim de esclarecer as possíveis consequências dessa ligação. Argumenta-se que desde a chegada de Obama à Casa Branca, o presidente dos EUA divergiu com Israel em sua política externa para a Palestina e para o Irã, tendo de abrir mão de diversos objetivos por ele traçados em sua campanha. Desta forma, Obama demonstraria interesse que outro braço político governasse Israel na tentativa de alinhar as ambições entre os dois países aliados.

Barack Obama e Benjamin Netanyahu. Foto: AP / Pablo Martinez Monsivais.

Barack Obama e Benjamin Netanyahu. Foto: AP / Pablo Martinez Monsivais.

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EUA expande comércio com Rússia enquanto pede a aliados mais sanções


O presidente do comitê de relações exteriores da Duma, o parlamento russo, afirmou que os Estados Unidos expandiram suas transações comerciais com o país enquanto exigem de seus aliados europeus mais sanções. O comércio entre os países aumentou 7% em 2014, ainda que suas relações tenham deteriorados em virtude da crise da Ucrânia.

Foto: AP Photo / Ted S. Warren

Foto: AP Photo / Ted S. Warren

Mudanças na defesa japonesa propostas por Abe provocam raxa em sua coalizão


O Partido Democrático Liberal, do primeiro ministro japonês Shinzo Abe, e seu partido aliado de centro-direita, Komeito, divergiram sobre a proposta de Abe de rever a política de segurança do país. A administração japonesa pretende expandir a área de atuação do país na áreas de seu entorno estratégico e permitir maior cooperação com outros aliados além dos EUA. O ponto mais controverso das propostas de Abe é a dar ao governo a possibilidade de usar forças no exterior sem aprovação do parlamento nem do Conselho de Segurança da ONU.

Primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe. Foto: AFP.

Primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe. Foto: AFP.

Declínio demográfico e suas consequências econômicas


George Friedman, da empresa estadunidense Stratfor, faz uma análise das mudanças demográficas que o mundo passa num período de queda das taxas de natalidade. Para o autor, a imigração é a única saída para as consequências econômicas nos países mais afetados pela queda da população, como Japão, Alemanha e Estados Unidos. Além isso, Friedman analisa que consequências uma redução da taxa de natalidade pode ter na economia global. Segundo ele, os salários deverão crescer em relação à remuneração do capital, aliviando o atual desequilíbrio vivido no mundo em que a desigualdade de renda cresce. O crescimento do PIB nominal dos países terá de ser impulsionado por um aumento da produtividade relacionado a inovações, algo que é difícil de prever. A única certeza é que nesses processos de inovação os países mais ricos possuem claras vantagens na competição com os países de renda média.

Mapa: Stratfor

Mapa: Stratfor

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Putin quer auxiliar Egito a construir primeira usina nuclear


Durante a visita de Vladimir Putin ao Egito, foi assinado um acordo de intenções com o chefe de Estado Abdel Fattah al-Sisi para a construção da primeira usinda nuclear egípcia. Os dois países já possuem um acordo de energia nuclear desde 2001, agora planejam as construção de uma usina ultramoderna no norte do Egito. Os dois países também devem aprofundar sua cooperação militar e o combate ao terrorismo.

Foto: Reuters / A. Waguih

Foto: Reuters / A. Waguih

EUA revolucionou o mercado mundial de petróleo, afirma Agência Internacional de Energia


Um relatório anual recentemente publicado pela Agência Internacional de Energia, vinculada à Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), afirma que os Estados Unidos revolucionaram o mercado mundial de petróleo com a exploração do xisto. Nesse novo mercado da commodity, também delineado pela recusa da OPEP em controlar os preços e por uma baixa demanda mundial, os grandes perdedores foram tradicionais Estados exportadores, como a Rússia. O relatório prevê que a produção do país euroasiático deverá ser encolhida pela metade, ao passo que os Estados Unidos só ampliarão sua produção nos próximos cinco anos.

Foto: Flickr / Trevor Bair

Foto: Flickr / Trevor Bair

Guantánamo na estratégia dos EUA para o Caribe


Sim Tack analisa a importância da base militar de Guantánamo para a estratégia estadunidense no Caribe no momento que o restabelecimento das relações com Cuba dão origem ao pedido do país caribenho para que o território ocupado pelos Estados Unidos seja devolvido a Havana. Fazendo uma instrutiva narrativa histórica sobre a relação da superpotência com o arquipélago caribenho, Tack mostra como o papel de Guantánamo na estratégia estadunidense evoluiu. Segundo ele, a relevância de bases como essa na América Latina se reduziu muito. Guantánamo ganhou sobrevida após os ataques de 11 de setembro, quando tornou-se uma prisão. Hoje, a carceragem é questionada por violações de direitos humanos e a não garantia de direitos jurídico fundamentais aos presos que ali estão. Barack Obama declarou em seu último discurso do Estado da União sua intenção de fechar a presídio.

Foto: Portal Vermelho

Foto: Portal Vermelho

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Rússia pode realizar exercícios militares com Brasil no futuro


Em entrevista na última segunda-feira (02/02), o ministro da defesa russo, Sergei Shoigu, afirmou que está aprimorando a comunicação com as cúpulas militares de Brasil, Coreia do Norte, Cuba e Vietnã. A iniciativa pode visar à realização de exercícios militares conjuntos entre os países. Um ex-embaixador dos Estados Unidos na Ucrânia vê como pouco provável que militares russos e norte-coreanos realizem exercícios militares.

Um membro da polícia de elite russa OMON durante exercício militar em Stavropol. Foto: Eduard Korniyenko / Reuters

Um membro da polícia de elite russa OMON durante exercício militar em Stavropol.
Foto: Eduard Korniyenko / Reuters

A geopolítica da fragmentação europeia


No dia da publicação de seu novo livro sobre a crise na Europa, George Friedman publicou artigo em que trata dos recentes condicionantes da geopolítica do continente. O autor alerta para a fragmentação da construção europeia como reação à tese de Bruxelas de que a austeridade é a única saída para a crise. Na narrativa dos países do sul, a dívida foi imposta pelos mesmo países que posteriormente impuseram cortes orçamentários aos seus governos. A crise deve, portanto, continuar a ser um forte gerador de ceticismo quanto às zonas de livre comércio e livre trânsito de pessoas.

Em Londres, homem atento a discursos em comemoração à vitória do Syriza. Foto: David Levene / The Guardian

Em Londres, homem atento a discursos em comemoração à vitória do Syriza.
Foto: David Levene / The Guardian

Ignorando cessar-fogo, combates se intensificam na Ucrânia


Com os dois lados ignorando o cessar-fogo, o governo de Kiev fez uma ofensiva na região de Donetsk e tomou o controle do aeroporto da cidade, intensificando os confrontos no leste ucraniano. Houve conflitos em áreas residenciais, no momento em que milhares saem às ruas em Kiev pedindo paz. Porta-voz do Kremlin lamentou a violência na região que, segundo ele, não contribui para uma saída pacífica do conflito.

Foto: Reuters / Alexander Ermochenko

Foto: Reuters / Alexander Ermochenko

OTAN cria força de rápida reação no leste europeu


A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) criou uma força de rápida reação para proteger seus países-membros do Leste Europeu contra a Rússia, declarou nesta quarta-feira (14/01), em Berlim, o secretário-geral da aliança militar, Jens Stoltenberg. A medida é uma resposta à crise na Ucrânia que já dura um ano. As primeiras tropas da força recém-criada vêm da Alemanha, Holanda e Noruega.

Foto: Maurizio Gambarini / European Pressphoto Agency.

Foto: Maurizio Gambarini / European Pressphoto Agency.

Rússia quer triplicar número de pistas de pouso no Ártico


Oficiais de defesa russos anunciaram que o seu país quer triplicar o número de pistas de pouso militares no Ártico. Hoje a Rússia possui quatro e deverá ter 14 até o fim de 2015. Não está claro se serão construídas do zero ou se serão pistas soviéticas reativadas, e a localização das mesmas não foi divulgada. O Comando Estratégico Conjunto russo para o Ártico foi ativado em dezembro de 2014. A OTAN reconheceu que a Rússia é o país mais bem preparado para realizar operações na região.

Foto: Força Aérea Russa.

Foto: Força Aérea Russa.