golpe de estado

Turquia suspende tratado de direitos humanos


Nesta quinta-feira (21/07), a Turquia anunciou a suspensão da Convenção Europeia de Direitos Humanos durante o estado de emergência, decretado no dia anterior pelo presidente Recep Tayyip Erdogan e aprovado pelo Parlamento. Segundo o governo turco, a suspensão do tratado de 1953 será “como na França”, referindo-se a medidas relacionadas ao estado de emergência francês por causa de recentes atentados terroristas. Oposição política turca condena essas medidas e denuncia que o governo de Erdogan encaminha-se para uma autocracia.

Foto: C. McGrath / Getty Images.

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Governo da Turquia suspende 15 mil funcionários do Ministério da Educação


Nesta terça-feira (19/07), o governo da Turquia afastou mais de 15 mil funcionários do Ministério da Educação. O governo afirma que os afastados são suspeitos de participarem da tentativa de golpe e de integrarem a rede de seguidores de Fethullah Gülen, acusado por Ancara de ser um líder terrorista. Oficiais do governo e do Serviço de Inteligência da Turquia (MIT) também foram afastados. Além disso, foram revogadas as licenças de 21 mil professores que trabalham em instituições particulares. O governo também exigiu a renúncia de todos os reitores de universidades do país (cerca de 1.577) e fechou diversos canais de comunicação.

Foto: picture-alliance / abaca

A instabilidade presidencial da América Latina: 14 governos interrompidos em 30 anos


Em artigo publicado na Folha de S. Paulo (15/05), Luiza Olmedo, pesquisadora associada do ISAPE, discorre sobre a instabilidade política na América Latina. 14 presidentes da América Latina não concluíram seus mandatos nos últimos 30 anos. Dos 14, sete foram destituídos no Congresso, por meio do impeachment. Mecanismo estaria muitas vezes sendo utilizado erroneamente com motivos políticos, e não com base jurídica. Segundo especialistas, as causas da instabilidade dos governos de presidentes são os mesmos que levaram aos golpes militares na região no século passado: recessão econômica e protestos sociais.

Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

Dilma Rousseff é afastada da presidência do Brasil e Michel Temer assume interinamente


Nesta quinta-feira (12/05), o Senado Federal brasileiro aceitou o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff por 55 votos a favor e 22 contra, o que a afasta do cargo por até 180 dias. Após ser notificada, Dilma realizou um pronunciamento em que novamente qualificou o ocorrido de golpe e afirmou estar triste com o golpe à Constituição. O vice-presidente Michel Temer já assumiu interinamente a presidência junto com parte de seu novo ministério, duramente criticado por não possuir mulheres (a primeira vez desde o governo Geisel) nem negros. Nos meses que se seguem, o Senado julgará Dilma Rousseff politicamente pelos crimes de responsabilidade de que é acusada.

Foto: AP via Brasil Post.

O Itamaraty e o processo de impeachment no Brasil


Confira aqui a análise das pesquisadoras Letícia Pinheiro e Maria Regina Soares de Lima a respeito da postura do Itamaraty acerca do processo de impeachment em curso no Brasil. Argumenta-se que a adoção de um discurso de afastamento por se tratar de um processo político e partidário acaba por validar a tese de que este é ilegal.

Foto: Bruno Gomes Guimarães

Foto: Bruno Gomes Guimarães.

Em Burkina Faso, presidente deposto por golpe regressa ao poder


O presidente interino de Burkina Faso, Michel Kafando, que foi deposto por um golpe de Estado na semana passada, retornou ao poder nesta quarta-feira (23/09). Anúncio foi dado pelos próprios autores do golpe após pressão das Nações Unidas, da União Africana e da CEDEAO. A cerimônia de reempossamento contou com a presença de chefes de Estado da região.

Michel Kafando. Foto: Sia Kambou / AFP.

União Africana suspende Burkina Faso após golpe


A União Africana (UA) decidiu, na sexta-feira (18/09), suspender Burkina Faso do bloco em resposta ao golpe de Estado que ocorreu no país. A UA ameaçou ainda impor sanções caso os golpistas não libertem as autoridades presas e não deixem o poder dentro de quatro dias.

União Africana

Sede da União Africana. Foto: n.i.

Conselho de Segurança da ONU repudia golpe em Burkina Faso e golpistas cedem


Na quinta-feira (17/09), o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) condenou a tomada de poder pela guarda presidencial em Burkina Faso. Organismo da ONU ordenou que os políticos presos, entre eles o presidente Michel Kafando, fossem imediatamente soltos. Também pediu-se que se mantivesse o calendário eleitoral, que prevê eleições para outubro, e lembrou que, se medidas não forem tomadas, o país está passível de sanções e imposições do Conselho. No dia seguinte (18/09),  os líderes do golpe anunciaram que soltaram vários ministros e o ex-presidente, além de reabrirem as fronteiras.

Foto: pmnewsnigeria

Em Burkina Faso, Guarda Presidencial realiza golpe de Estado


A Guarda Presidencial de Burkina Faso anunciou nessa quinta-feira (17/09) que tomou o poder do país, alegando que o governo do antigo presidente, Blaise Compaore, não era democrático. O golpe de Estado gerou diversos protestos, que foram duramente reprimidos pelo novo governo. Os Estados Unidos, a França, a União Africana repudiaram o ato.

Mapa: UOL.

Na Tailândia, junta militar quer nova constituição antes de eleições


A junta militar que governa a Tailândia desde o golpe em 2014 decidiu que haverá um referendo sobre uma nova constituição para o país e isto deve fazer com que a eleição geral, esperada para meados de 2016, seja adiada por um período por enquanto indefinido. A constituição que deve ser votada entrou em vigor logo após a deposição da premiê Yingluck Shinawatra ano passado e é criticada por fragmentar os partidos políticos, forçando governos de coalizão, e por prever legisladores não eleitos pelo povo.

Militares nas ruas de Bangkok. Foto: Holger Grafen.

Eleições parlamentares são adiadas no Burundi


Após semanas de protestos violentos e uma tentativa de golpe de estado, o presidente do Burundi, Pierre Nkurunziza, decidiu adiar em 10 dias as eleições parlamentares no país, as quais estavam marcadas para o dia 26 de maio deste ano, ou seja, serão realizadas dia 5 de junho. Medida foi tomada após a Comunidade da África Oriental ter solicitado ao governo burundiano que se adiassem as eleições parlamentares e presidencial devido à instabilidade no país.

Manifestante burundiano. Foto: EPA.

Na Tailândia, julgamento de Shinawatra deve fortalecer militares e monarquistas


Começou nesta terça-feira (19/05) na Suprema Corte da Tailândia o julgamento da ex-primeira-ministra Yingluck Shinawatra por negligência em caso de corrupção envolvendo subsídios agrícolas para plantações de arroz. Shinawatra, que já perdeu seus direitos políticos por cinco anos, ainda pode pegar até dez anos de prisão caso seja considerada culpada. A ex-premiê foi deposta por um golpe militar em maio de 2014 e sofreu processo de impeachment retroativo em janeiro deste ano. Analistas afirmam que o julgamento é de cartas marcadas e que a sentença deve reforçar poder de monarquistas e militares e enfraquecer de vez a família Shinawatra, a qual vinha dominando a política do país desde os anos 2000.

Militares nas ruas de Bangkok. Foto: Holger Grafen.

Fracassa golpe de estado no Burundi


Nesta sexta-feira (15/05), fracassou a tentativa de derrubar o presidente do Burundi, Pierre Nkurunziza. Os militares envolvidos na tentativa de golpe reconheceram a derrota após intensos confrontos na capital Bujumbura e renderam-se a tropas leais ao governo. Contudo, o General Godefroid Niyombare, líder da insurreição, está foragido. Nkurunziza já conseguiu retornar a Bujumbura. A crise política lançou temores de que houvesse um retorno à violência no país, que ainda está se recuperando de 13 anos de uma guerra civil que terminou em 2006 e deixou pelo menos 300 mil mortos. Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), cerca de 100 mil refugiados deixaram o Burundi nos últimos dias e estão agora em países vizinhos (R.D. Congo, Ruanda e Tanzânia).

Mapa: Editoria de Arte / Folhapress.

Tentativa de golpe no Burundi impede retorno do presidente


O atual presidente do Burundi, Pierre Nkurunziza, estava em Dar es Salaam, na Tanzânia, para uma reunião de emergência entre os chefes de Estado da Comunidade da África Oriental (CAO) que discutia a crise no seu país e foi surpreendido com uma tentativa de golpe de Estado em sua ausência. Com isso, ao tentar retornar à capital, Bujumbura, o avião de Nkurunziza foi impedido de pousar no aeroporto, que havia sido tomado por uma facção de oposição do exército, liderado pelo General Godefroid Niyombare. O presidente burundinês não compareceu à cúpula da CAO, mas últimas notícias apontam que ele ainda se encontra em Dar es Salaam, cercado por seguranças. Líderes da CAO condenaram os eventos em Bujumbura e acusam os golpistas de tentarem evitar a realização da reunião da organização. Tropas leais à presidência já teriam reconquistado o aeroporto da capital burundinesa.

Foto: Sam Waswa

Foto: Sam Waswa

Suprema Corte da Tailândia decide que ex-premiê seja julgada por negligência


A Suprema Corte da Tailândia decidiu que Yingluck Shinawatra, ex-primeira-ministra do país, seja julgada pelo crime de negligência em um caso de corrupção envolvendo subsídios agrícolas para plantações de arroz. Shinawatra, que já perdeu seus direitos políticos por cinco anos, ainda pode pegar até dez anos de prisão caso seja considerada culpada no tribunal. A ex-premiê foi deposta por um golpe militar em maio de 2014 e sofreu processo de impeachment retroativo em janeiro deste ano.

Shinawatra. Foto: Reuters.

Yingluck Shinawatra. Foto: Reuters.

“Estado Islâmico” executa líderes que planejavam golpe


Divisões internas no “Estado Islâmico” provocaram a execução de altos oficiais do grupo que, supostamente, planejavam um golpe. Um dos principais executados foi o chefe da polícia da capital de facto do “EI”, a cidade de Raqqa. Além dele, o governador da província de Raqqa, oriundo da Frente Al-Nusra, também foi assassinado, considerado o mentor do possível “golpe”. No total, l”inhas-duras do “EI” executaram cerca de 60 “desertores” na última semana.

Militantes do "EI" em treinamento. Foto: ARA News

Militantes do “EI” em treinamento.
Foto: ARA News

Na Tailândia, começa julgamento de ex-primeira ministra


Na Tailândia, tribunal começou hoje (09/01) com as audiências sobre o suposto caso de corrupção envolvendo a ex-primeira ministra, Yingluck Shinawatra. Shanawatra é acusada de má gestão dos programas de subsídios ao arroz, que teriam custado mais de 12,5 milhões de euros aos cofres públicos do país. Julgamento deve terminar no final do mês.

Shinawatra. Foto: Reuters.

Yingluck Shinawatra. Foto: Reuters.

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Junta militar tailandesa lança campanha para conquistar apoio da população


A junta militar golpista da Tailândia lançou a Campanha Levar a Felicidade à População com o intuito de melhorar a imagem dos militares e contrariar as críticas ao golpe Estado ocorrido no dia 26 de maio.

Junta militar golpista. Foto: Reuters.

Junta militar golpista. Foto: Reuters.

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Junta militar detalha plano para reconciliação na Tailândia


O Conselho Nacional para Paz e Ordem da Tailândia revelou nesta terça-feira (03/06) o seu plano de reconciliação política no país. O plano possui três fases, sendo que a primeira já está em andamento e a segunda deve iniciar ainda este mês.

Junta militar golpista. Foto: Reuters.

Junta militar golpista. Foto: Reuters.

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Junta militar anuncia que eleições podem demorar a ocorrer na Tailândia


Em seu primeiro pronunciamento desde o golpe na Tailândia, o chefe da junta militar golpista disse que pode levar mais de um ano para que novas eleições sejam organizadas. Motivo alegado é a necessidade de reformas políticas e restauração da paz e da ordem.

Junta militar golpista. Foto: Reuters.

Junta militar golpista. Foto: Reuters.

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Golpistas dão continuidade a prisões de opositores na Tailândia


Um dia depois de receber a aprovação do rei Bhumibol Adulyadej, a junta militar da Tailândia prendeu nesta terça-feira (27/05) o ministro da Educação deposto, Chaturon Chaisang, pouco após o político conceder uma entrevista coletiva em Bancoc na qual ele não reconheceu a autoridade do Exército e defendeu o restabelecimento da democracia.

Momento da prisão do ministro. Foto: Efe.

Momento da prisão de Chaturon Chaisang. Foto: Efe.

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Rei apoia militares golpistas na Tailândia


O rei Bhumibol Adulyadej deu nesta segunda-feira (26/05) seu apoio à junta militar responsável pelo golpe de estado na semana passada. Militares disseram que ficarão no poder por tempo indeterminado, prometeram usar a força para conter protestos, se necessário, e garantiram que levarão a tribunal militar cidadãos que cometerem crime de lesa-majestade.

Junta militar golpista. Foto: Reuters.

Junta militar golpista. Foto: Reuters.

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EUA cancela exercício militar e visita à Tailândia após golpe


Os Estados Unidos cancelaram no sábado (24/05) um exercício militar com a Tailândia, visitas de militares de alta patente e um programa de treinamento policial por conta do golpe militar ocorrido nesta semana no país.

Foto: American School in Bangkok.

Foto: American School in Bangkok.

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Manifestações contra golpe na Tailândia


Mesmo com a proibição da junta militar a este tipo de atividade, centenas de tailandeses se reuniram no último sábado (24/05) na capital Bangcoc para protestar contra o golpe de estado no país. Alguns movimentos populares já convocaram novos protestos.

Foto: Efe.

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Após golpe, junta militar dissolve Senado na Tailândia


A junta militar que deu um golpe de Estado na Tailândia dissolveu neste sábado (24/05) o Senado e afastou de suas funções três altos funcionários da área de segurança considerados próximos à corrente política do governo deposto e seu líder, Thaksin Shinawatra. O Senado era até agora o único órgão legislativo ativo no país após a dissolução do Parlamento no começo do ano.

Foto: Efe.

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EUA interrompe cooperação militar com a Tailândia após o golpe


Os Estados Unidos suspenderam a ajuda militar à Tailândia no valor de 3,5 milhões de dólares. O país também instou para que as forças armadas tailandesas restaurassem o governo civil imediatamente. Washington também alertou turistas para cancelarem suas viagens ao país.

Foto: AFP.

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Tailândia: um golpe, a coroa e duas classes médias


O décimo-segundo golpe a acontecer na Tailândia desde 1932 evidencia o mau estado da democracia no país, bem como a erosão da monarquia e sua influência.

Foto: Reuters / Athit Perawongmetha.

Foto: Reuters / Athit Perawongmetha.

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Junta militar golpista mantém centenas presos na Tailândia e intima ex-premiês para conversa


Um dia após consumado o golpe militar para “restabelecer a ordem e a normalidade” na Tailândia, o chefe do Exército, general Prayuth Chan-ocha, disse nesta sexta-feira (23/05) que antes de organizar eleições gerais o país precisa de uma reforma eleitoral. Em meio a centenas de prisões de líderes políticos e ativistas tailandeses, a junta militar que tomou o poder no país convocou dois ex-primeiros ministros afastados, Yingluck Shinawatra e Niwattamrong Boonsongpaisan, para uma reunião.

Foto: Efe.

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Comunidade internacional condena golpe na Tailândia


A tomada do poder pelos militares na Tailândia gerou fortes reprimendas internacionais. Os Estados Unidos e a União Europeia já anunciaram que vão rever os programas de cooperação militar com o país.

Foto: Reuters.

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Militares suspendem Constituição e proíbem protestos na Tailândia


Após assumirem o poder, Forças Armadas tailandesas impuseram toque de recolher e provocaram tensão nas ruas de Bangkok, capital do país. Televisão e rádio só podem transmitir programação militar, e redes internacionais foram bloqueadas.

Foto: Reuters.

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