Governança Global

Quem governa a governança da internet? Uma análise do papel da internet sobre os rumos do sistema-mundo


Confira aqui a dissertação do pesquisador do ISAPE, Alexandre Arns Gonzales, sobre como a expansão da Internet afeta as estruturas de poder nas relações internacionais. Utilizando a Teoria de Redes e uma análise de Sistema-Mundo, o trabalho mostra quais são os grupos de interesses que disputam e moldam as diferentes áreas de governanças da Internet e sua arquitetura e também como que as práticas reais da governança da Internet impactam as relações entre o centro e periferia das relações internacionais.

Imagem: DigitalMed. 

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A liderança da China e a governança global de recursos naturais


O relatório “Navegando no Novo Normal: China e a governança global de recursos”, realizado em parceria pela Chatham House e pelo DRC, analisa os custos e benefícios de um papel mais ativo da China no âmbito da segurança e sustentabilidade dos recursos mundiais. O documento considera que o papel de ator global realizado pela China nesta área ajudará a definir sua reputação como líder mundial no futuro.

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Foto: n.i.

Os BRICS e a Declaração de Ufá


Essa semana ocorreu a sétima cúpula dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) na cidade russa de Ufá, a qual teve como resultado uma declaração de intenções e projetos do bloco, entre eles a oficialização da criação do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) e do Arranjo Contingente de Reserva. O analista Oliver Stuenkel observa que a Declaração de Ufá é um divisor de águas na história do grupo, simbolizando a sua crescente institucionalização. O autor assinala que com isso geram-se mais oportunidades e expectativas para os cinco países, tornando-se mais fácil de julgar o desempenho do bloco ao lidar com desafios globais.

Foto: Economy Lead.

O multilateralismo asiático


Recebedor do Nobel de Economia, Joseph Stiglitz argumenta que a criação do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB, sigla em inglês), liderado pela China mas com apoio de inúmeros países — asiáticos ou não –, é o acontecimento mais significativo nas regras de governança econômica global dos últimos tempos. Para ele, a multilateralização promovida pela Ásia é mais do que bem-vinda para dinamizar investimentos e acelerar o desenvolvimento mundial, especialmente na área específica da infraestrutura. Segundo Stiglitz, o Banco Mundial e outros órgãos liderados pelos EUA sofrem de excesso de ideologização, levando, em alguns casos, à desindustrialização de páises subdesenvolvidos.

Membros fundadores do AIIB. Fonte: China Daily.

Hollande e Dilma conversam sobre governança global e parceria estratégia Brasil-França


Presidente brasileira diz que quer ter França como parceira na construção de “nova ordem mundial”, e líder francês defende Brasil como membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Fonte: Reuters.

Fonte: Reuters.

Dilma agradece a Hollande por apoiar iniciativa contra espionagem

DW – 12/12/2013 – por Ericka de Sá

A presidente Dilma Rousseff recebeu nesta quinta-feira (12/12), em Brasília, o presidente francês, François Hollande, e aproveitou para agradecer pelo apoio dado por Paris à iniciativa promovida na ONU por Brasil e Alemanha contra a espionagem americana.

“Queremos ser sócios na construção de uma nova ordem mundial, mais justa, igualitária e democrática”, disse Dilma. “Quero agradecer o apoio do presidente Hollande às iniciativas brasileira e alemã nas Nações Unidas na defesa da privacidade na era digital.”

A presidente brasileira ressaltou, ainda, que “interessa muito uma parceira com a França em todas as áreas que dizem respeito à defesa cibernética”. Em abril de 2014, o Brasil sediará uma reunião sobre governança na internet, e Hollande já confirmou presença.

Defesa e ciência

A visita de Hollande é uma retribuição à viagem de Dilma à França no ano passado. Na declaração à imprensa, os dois países comentaram também a destruição do arsenal químico da Síria e os acordos sobre o programa nuclear iraniano.

“Há expectativa por parte do Brasil de que haja uma conclusão satisfatória de um acordo que atenda às preocupações da comunidade internacional e, ao mesmo tempo, respeitando o direito do Irã de uso pacífico da energia nuclear”, ressaltou Dilma Rousseff.

Sobre a Síria, François Hollande disse que, apesar da destruição dos armamentos, ainda não há paz. Ele também reconheceu o direito do governo iraniano de manter energia nuclear para fins civis.

Depois do encontro bilateral, o Ministério de Relações Exteriores ofereceu ao presidente francês um almoço no Palácio do Itamaraty. Durante o brinde, Hollande reafirmou a posição de apoio a uma mudança na governança mundial.

“Trabalhamos muito para que as Nações Unidas evoluam. E o Brasil deve ocupar um lugar que lhe cabe no Conselho de Segurança”, disse.

A construção de um satélite geoestacionário brasileiro em parceria com a França também foi objeto das conversas. Além disso, há um entendimento para transferência tecnologia espacial e também um contrato entre a brasileira Odebrecht e a francesa DCNS na área de defesa.

Nas áreas de ciência e tecnologia, foi anunciada uma cooperação em computação de alto desempenho para o Sinapad (Sistema Nacional de Processamento de Alto Desempenho), o que foi comemorado pelo governo brasileiro.

“Atualmente apenas dez países detêm capacidade instalada nesse campo. Com a implementação desse plano de trabalho, o Brasil entra para esse restrito grupo e vai realizar pesquisas em áreas estratégicas”, celebrou Dilma.

Turismo e educação

Os Ministérios da Educação dos dois países lançaram nesta quinta um programa que permitirá aos jovens passarem um ano no outro país, com visto temporário gratuito, chamado de visto “férias-trabalho”.

O programa é destinado a jovens entre 18 e 35 anos, que poderão trabalhar no país para complementar a renda durante o período. O número de beneficiados ainda será definido, mas os participantes precisarão atender a alguns requisitos além da idade, como possuir passagem de volta emitida ou dinheiro suficiente para comprá-la.

Além disso, até 2025, a França se comprometeu a receber mil estudantes brasileiros de mestrado profissional, que poderão passar até dois anos em estágio em empresa ou laboratório de pesquisa na França. Esse novo entendimento faz parte do programa Ciências Sem Fronteiras, que tem a França como terceiro destino mais procurado por estudantes brasileiros.

Também ficou acordada a expansão da parceria para a oferta de cursos de francês para brasileiros, incluindo acesso a um curso online gratuito, o Français sans Frontières.

Parceria estratégica

Brasil e França mantêm parceria estratégica desde 2006, principalmente nas áreas de ciência e tecnologia, defesa e educação. As trocas comerciais atingiram o valor de US$ 10 bilhões no ano passado. A França é atualmente o sexto maior investidor no Brasil.

Durante a visita do presidente francês, os dois países também lançaram o Foro Econômico Franco-Brasileiro, que tem o objetivo de reunir empresários dos dois países para incentivar investimentos por meio de encontros periódicos.

“Temos grandes ambições para duplicar nossas trocas comerciais nos próximos anos”, disse François Hollande.

Também fizeram parte do pacote de acordos as parcerias nas áreas de saúde, agricultura, esportes, propriedade intelectual.

Fonte: http://dw.de/p/1AYQa

5ª Cúpula Anual dos BRICS: como andam as relações desse grupo de países?


BRICS

5th Annual BRICS Summit: Not a new case of club diplomacy

20 de março de 2013 – Saiia/Catherine Grant-Makokera

There has not been a group of countries who have come together in recent years and quite captured the imagination like the BRICS. Brazil, Russia, India, China and South Africa would have seemed like unlikely bedfellows in the not-too-distant past but they are now actively pursuing a common agenda that covers a wide range of political, economic and social issues.

The potential collective power that these countries could wield in global governance terms is causing some consternation in the traditional powers of Europe and the United States of America. This is reflected by academic commentators and popular media who cynically question the ability of the BRICS to have any real influence on the critical issues facing the world economy. (mais…)

“A última coisa que precisamos é um G12 competindo com o G8”


The last thing we need is a G12 competing with a G8

Gordon Smith, The Globe and Mail

We must get beyond summit fatigue to better manage global interdependence

An important article was circulated this week by Xinhua, China’s official news agency, following on the G8/G20 meetings in Canada and the announcement that France will play host to next year’s summits. The article was written by M.D. Nalapat, a professor of geopolitics at India’s Manipal University, but it would be well to assume that it reflects perceptions, including government ones, in Beijing, New Delhi and elsewhere.

“Over the years, there has been a crescendo of voices from the U.S. and the EU urging that large emerging economies such as India and China be ‘responsible stakeholders in the international system.’ … When the G8 was expanded into the G20, it was expected that the new forum would set right the imbalance in global consultations on financial matters by ensuring that the voices of China, India and Brazil are heard before policy gets decided. In other words, just as the G7 became the G8, the G8 would become the G20. (mais…)