Grandes Potências

A polaridade sob a perspectiva dos conceitos operacionais: o caso do A2/AD e da Air-Sea Battle


Confira aqui a monografia do pesquisador do ISAPE, Guilherme Henrique Simionato dos Santos, sobre a relação entre os conceitos operacionais de Antiacesso e Negação de Área (A2/AD) e de Air-Sea Battle (ASB ou Batalha Aeronaval) e a polaridade no Sistema Internacional. Um dos fatores-chave para esta é a inexpugnabilidade, i.e. a capacidade de um país manter a sua soberania frente a qualquer agressão externa. O trabalho mostra que a inexpugnabilidade da China se dá através de seu processo de modernização militar focado no A2/AD, mas que, em contrapartida, os Estados Unidos desenvolveram a ASB, cujo objetivo é garantir o acesso estadunidense à região do Leste e Sudeste Asiático a despeito do A2/AD chinês. Dessa forma, a ASB seria uma estratégia não declarada de primazia, pois prega a destruição da rede de informações e de mísseis da China, negando a Pequim uma capacidade de retaliação.

Foto: Marinha dos EUA.

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A China é a maior beneficiada dos acontecimentos geopolíticos de 2015?


Em artigo publicado no último sábado (03/10), o professor Oliver Stuenkel analisa a hegemonia dos Estados Unidos e a ascensão da China no sistema internacional e nota que as diversas crises enfrentadas pelos Estados Unidos em 2015 beneficiaram a China, já que o hegêmona não conseguiu dar atenção devida à ascenção de uma nova potência.

Foto: n.i

Foto: n.i

EUA, Rússia, China e seus pivôs asiáticos


Confira aqui artigo publicado no Núcleo de Estudos e Análises Internacionais – IPRI/Unesp pela Mestranda Bruna Bosi Moreira sobre os pivots asiáticos dos Estados Unidos, Rússia e China. Nos últimos anos, as três potências têm direcionado suas atenções para a Ásia, e em especial a Ásia Central. Isso leva ao entrecruzamento das políticas externas dos países, que criam padrões de cooperação e competição, fundamentais para entender as dinâmicas regionais e globais de poder.

Mapa: n.i.

Mapa: n.i.

 

EUA deve assinar novos acordos militares com Índia


O Secretário da Defesa dos Estados Unidos, Ashton Carter, está em visita à Índia, onde espera-se que novos acordos militares bilaterais sobre segurança marítima sejam assinados. Há expectativas de que Washington ajude Nova Delhi na construção de seu porta-aviões e no desenvolvimento de motores de jatos. Medida poderia acirrar a rivalidade geopolítica entre China e Índia.

Foto: Getty Images.

 

Boyd e Szafranski : elementos de estudo da guerra psicológica de espectro total


Confira aqui a monografia do pesquisador do ISAPE, João Gabriel Burmann da Costa, sobre o conceito de Guerra Psicológica de Espectro Total e sua aplicação contemporânea. O trabalho estuda as ideias de John Boyd e Richard Szafranski como forma de dar subsídio para o desenvolvimento do conceito, o qual leva em consideração o uso de elementos psicológicos, cognitivos e não físicos como forma complementar e/ou substituta ao uso da força para obter os resultados desejados em uma guerra. Identifica-se a aplicação da GPET nas ações estadunidenses: a estratégia de mudança de regimes (regime change) por meio das Revoluções Coloridas seria sua forma recente. Ao fazer uso dessa estratégia, as Grandes Potências tradicionais, em especial os Estados Unidos, estariam aplicando as soluções normativas de Boyd e Szafranski que propõem a gestão do Sistema Internacional por meio de soluções simplificadoras, frente ao iminente fim do interregno unipolar.

Imagem: CNN / YouTube.

China e Rússia concluem exercício naval no Mediterrâneo


Após cinco dias de atividades, na manhã da última sexta-feira (22/05) Rússia e China concluíram seu primeiro exercício naval conjunto no Mar Mediterrâneo. Denominado “Joint Sea 2015”, o exercício envolveu nove navios de ambos os países. Foram simuladas operações de reabastecimento em rota, missões de escolta e transferência de carga à luz do dia com tiro real. Segundo análises, ambos os países querem aumentar a interoperabilidade de seus equipamentos e sinalizar à OTAN que esta não domina inconteste o Mediterrâneo.

Foto: Li Xiao/Hu Quanfu/Reuters

Foto: Li Xiao / Hu Quanfu / Reuters.

Conflito sírio: guerra contra os beligerantes?


Com a certeza de que a guerra na Síria já teria terminado não fosse a influência estrangeira, beligerantes (governo e rebeldes) se cansam da interferência das potências ocidentais, especialmente dos EUA, no conflito. Pan-arabismo ressurge como elemento político no Oriente Médio. Estados Unidos apresentam política de manutenção da guerra para conseguir melhor administrar e auferir ganhos e se voltam contra facções políticas que vinham defendendo no início do conflito.

Foto: New Eastern Outlook.

Foto: New Eastern Outlook.

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China: uma grande potência no Oriente Médio?


Enquanto os Estados Unidos se ocupavam em fazer seu pivô para a Ásia, a China aproveitou o espaço aberto para se tornar uma grande potência no Oriente Médio, laços econômicos e políticos crescentes.

Foto: Reuters / Lintao Zhang.

Foto: Reuters / Lintao Zhang.

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Frota russa se posiciona no litoral da Síria


A Marinha russa está reunindo no mar Mediterrâneo a maior força naval desde a queda da URSS. O que poderá fazer a força operacional russa em caso de agravamento da situação?

Cruzador lançador de Misseis de Guiados Moskva em Sebastopol - foto Andrew Karpov

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Rússia envia mais navios para a costa da Síria


Reuters, 06/09/2013

 

Russia sends more naval ships to Syrian coast

By Gabriela Baczynska

MOSCOW | Fri Sep 6, 2013 10:35am EDT

(Reuters) – Russia is sending more naval vessels to the coast of Syria, state news agencies reported on Friday, in a move Moscow says will help prevent a threatened U.S. attack on its ally President Bashar al-Assad.

The Russian Defence Ministry said in late August it would carry out a routine rotation of its ships off Syria.

But local media said on Friday additional units were also on the way. Interfax news agency quoted an unnamed navy source as saying large landing ship Nikolai Filchenkov was heading for the eastern Mediterranean.

“The vessel will dock in Novorossiysk where it will take special cargo on board and head to the designated area of military service in the eastern Mediterranean,” the source said without giving more details.

RIA news agency quoted an unnamed senior navy source as saying on Friday that the frigate Smetlivy would leave for the Mediterranean on September 12-14 and the corvette Shtil and missile boat Ivanovets would approach Syria at the end of the month.

The Defence Ministry declined to comment on the reports but Deputy Defence Minister Anatoly Antonov said on Thursday the Russian navy currently had a “pretty strong group” there.

“The Russian navy does not intend to take part directly or indirectly in a possible regional conflict,” he told the state Rossiya 24 broadcaster.

“Our navy vessels are a guarantee of stability, guarantee of peace, an attempt to hold back other forces ready to start military action in the region.”

Landing ships Minsk and Novocherkassk and the reconnaissance ship Prirazovye passed through the Bosphorus on September 5. on their way to the Mediterranean and Moscow has also sent missile cruiser Moskva and destroyer Admiral Panteleyev there.

Russia has a small naval facility in the Syrian port of Tartous, its only naval base outside the former Soviet Union.

Western and Arab states seek to oust Assad, and the United States is considering military strikes to punish Damascus for its alleged use of chemical weapons.

Russia, a long-time weapons supplier to Damascus, opposes any U.S. intervention, saying it would lack a mandate from the U.N. Security Council, where Moscow has blocked Western-led attempts to increase pressure on Assad.

The West accuses Russia of protecting Assad and the dispute has overshadowed a G20 summit in St Petersburg this week.

(Editing by Andrew Roche)

http://blogs.reuters.com/fullfocus/2013/09/09/editors-choice-20/#a=1

Parlamento do Reino Unido vota contra agressão militar à Síria


Agência Estado, 29 de agosto de 2013

Parlamento britânico vota contra intervenção militar na Síria

David Cameron defendia a ação contra o regime de Assad mas disse que vai respeitar a decisão do parlamento

Fernando Nakagawa

Agência Estado

LONDRES – Os Estados Unidos perderam na noite desta quinta-feira um importante aliado para o plano de intervenção miliar na Síria. Após o Parlamento da Grã-Bretanha rejeitar a ação internacional contra o regime de Bashar Assad, o primeiro-ministro inglês David Cameron sinalizou que deve retirar o apoio à ação planejada por Washington em resposta ao suposto uso de armas químicas. “É claro para mim que o Parlamento britânico reflete a visão do povo britânico que não quer ver militares britânicos em ação”, disse Cameron.

UK House of Commons voted against military action in Syria - Foto - Reuters

Após longo e acalorado debate em uma votação com a presença do primeiro-ministro, o apoio aos EUA foi rechaçado por 285 parlamentares contra 272 que apoiaram a intervenção. Diante do placar desfavorável, Cameron reafirmou a suspeita de que Assad tenha usado armas químicas, mas disse que respeitará a decisão do Parlamento e que o governo vai agir “em conformidade” com o resultado da votação.

Parlamento do Reino Unido - UK Parliament

Na prática, a decisão dos parlamentares vai excluir o envolvimento britânico nas ações lideradas pelos Estados Unidos contra Assad. A derrota aconteceu um dia após o Reino Unido ter submetido ao Conselho de Segurança das Nações Unidas uma resolução que condenava a ação do governo sírio e pedia autorização para “medidas necessárias” para proteger civis.

Após a suspeita de que armas químicas mataram mais de 1.000 pessoas nos últimos dias nos arredores de Damasco, Londres foi um aliado de primeira hora à intenção de Washington de intervir militarmente contra o regime sírio. Outro aliado é a França.

A Stop the War Coalition protest at Downing St against any attack on Syria, 28 August 2013. www.stopwar.org.uk

Após a derrota, o secretário inglês de Defesa, Philip Hammond, disse que o governo Cameron estava “desapontado” com a votação e demonstrou certo constrangimento diante do prometido apoio aos EUA. Apesar disso, afirmou que o país não estará envolvido em eventuais ações militares contra o governo da Síria. “Espero que os Estados Unidos e outros países sigam olhando para respostas ao ataque químico. Eles podem ficar desapontados com o não envolvimento da Grã-Bretanha. Eu espero que a ausência da participação britânica não interrompa qualquer ação”, disse Hammond.

A derrota desta quinta-feira tem um expressivo valor simbólico: Cameron é o primeiro líder britânico em décadas que não conseguiu apoio da maioria dos parlamentares para enviar tropas em uma ação militar conjunta com os EUA. Na história recente, a oposição sempre apoiou as grandes investidas militares da Grã-Bretanha, como na Guerra das Malvinas contra a Argentina em 1982 e na Guerra do Iraque em 2003.

Acuado pela crise econômica e o avanço dos partidos de oposição – seja a esquerda Trabalhista ou partidos pequenos à direita, o primeiro-ministro Conservador pode ser considerado o grande derrotado desta quinta-feira. Enquanto o placar da votação era lido na Câmara dos Comuns, um dos parlamentares presentes à sessão gritou “renúncia” a poucos metros de David Cameron.

Fonte:  www.estadao.com.br/noticias/internacional,parlamento-britanico-vota-contra-intervencao-militar-na-siria,1069284,0.htm

  Manifestações pacifistas contra o ataque à Síria ocorreram na Inglaterra

UNASUL é contra um ataque da OTAN à Síria e defende solução política e pacífica


EFE, 31 de Agosto de 2013

Acaba la Cumbre de Unasur con una declaración contraria a un ataque a Siria

EFE, 31/08

Paramaribo, 30 ago (EFE).- La VII Reunión Ordinaria de Jefas y Jefes de Estado y de Gobierno de la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur) concluyó hoy en la capital de Surinam con una declaración conjunta contraria a cualquier ataque extranjero a Siria, a la espera de que se conozcan las conclusiones de Naciones Unidas.

paises-de-la-unasur-se-pronunciaron-sobre-el-conflicto-en-siria- foto EFE

“Desde Surinam tratamos de contribuir para asegurar que toda la familia de Unasur se una”, dijo el presidente de Surinam, Desiré (Desi) Delano Bouterse, quien asumió hoy la Presidencia pro témpore de Unasur y clausuró la cumbre de la que ha sido anfitrión.

Sin hacer referencia alguna a la detención y extradición hoy a EE.UU. de su hijo, Dino Bouterse, por tráfico de armas y drogas, añadió que, pese a las “pequeñas deficiencias” ocurridas durante la cumbre, su “pequeño país” ha hecho “todo lo posible para asegurar una reunión exitosa”.

 

En la amplia declaración sobre Siria los miembros de Unasur expresan su pesar por la situación que allí se vive y por la pérdida de vidas humanas, al tiempo que condenan cualquier posible intervención externa incompatible con la Carta de Naciones Unidas, así como el uso de armas químicas en todas sus formas, al que califican de crimen de guerra y de lesa humanidad.

Además, exigen el cese de la violencia, la interrupción de cualquier suministro de armas por parte de terceros países, el respeto del derecho internacional humanitario y el inicio del diálogo entre las partes.

Sobre cuestiones internas, los jefes de Estado y de gobierno aquí reunidos acordaron posponer un mes la decisión sobre el sucesor de Alí Rodríguez como secretario general de Unasur, ya que por el momento no hay consenso, aunque se barajan dos candidatos propuestos por Perú y Bolivia. Mientras tanto, el venezolano seguirá ejerciendo su cargo.

A la salida, el presidente de ese país, Nicolás Maduro, calificó la reunión, en la que se rindió homenaje al fallecido Hugo Chávez, de “un paso en firme para la consolidación” de Unasur, ya que se han revisado “muchos temas vitales para la vida” de la organización.

Entre otros aspectos, durante la reunión se ha instruido a los cancilleres de la organización para que en un plazo de dos meses presenten un plan de acción para simplificar el funcionamiento interno de Unasur y reforzar su Secretaría General.

Pasados esos dos meses se organizará una nueva cumbre para tomar decisiones concretas en cuestiones de desarrollo industrial, económico, financiero, de defensa, salud, energía, educación y alfabetización en la región, y se prestará especial atención a la cuestión de la explotación de los recursos naturales como vía para impulsar el desarrollo regional.

“Unidos vamos a poder llegar al punto óptimo de desarrollo de nuestros pueblos”, defendió Maduro en declaraciones a los medios tras la reunión, en las que arremetió contra Estados Unidos y su supuesto interés por impulsar una guerra en Siria.

Además, expresó su afecto por el pueblo paraguayo, como muestra de superación de las diferencias entre ambos países, que han contribuido a que Paraguay haya estado suspendida de Unasur durante más de un año, hasta que hoy se oficializó su reincorporación a la organización.

“Pensemos en el presente y en el futuro. Hemos decidido pasar la página. Ahora viene abonar el camino para construir los lazos”, apostilló Maduro, quien apuntó que hoy tuvo “una muy buena reunión” con el presidente paraguayo, Horacio Cartes.

A modo de disculpa, dijo que “si hay algún paraguayo, algún sector político, económico, mediático, que se haya sentido de alguna manera afectado en su sensibilidad por nuestra actuación en junio del año pasado, nosotros pedimos comprensión y los llamamos a que superemos la página”.

http://es.euronews.com/teletipos/2095536-acaba-la-cumbre-de-unasur-con-una-declaracion-contraria-a-un-ataque-a-siria/

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