guerra civil na Síria

EUA vai enviar mais 250 militares para a Síria


Nesta segunda-feira (25/04), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou o envio de mais 250 militares para a Síria. As novas tropas, que incluem soldados das Forças Especiais, têm como objetivo auxiliar forças locais no combate ao grupo “Estado Islâmico” (EI). Atualmente os EUA possuem 50 soldados no país. Obama também pediu uma maior participação da Europa e de outros aliados no combate ao EI.

Foto: Carolyn Kaster / AP

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Delegação da oposição se retira de negociações de paz da Síria


Nesta segunda-feira (18/04), o Alto Comitê de Negociações (HNC, em inglês), grupo que representa a oposição síria nas negociações de paz, anunciou a sua retirada temporária das conversas.  Segundo os líderes do HNC, o grupo não participará até o governo aceitar negociar um governo de transição. O enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, afirmou porém que a delegação do HNC continuará em Genebra e participará de discussões técnicas e informais.

Staffan de Mistura Foto: Fabrice Coffrini / AFP / Getty Images

Na Síria, rebeldes armados pela CIA estão lutando contra grupos apoiados pelo Pentágono


Segundo um artigo publicado no jornal Los Angeles Times (27/03), grupos armados pela CIA estão lutando contra os grupos apoiados pelo Pentágono no norte da Síria. Os primeiros seriam financiados para combater o governo de Bashar al-Assad, enquanto os segundos teriam como objetivo combater o Estado Islâmico. A falta de coordenação e controle das duas agências são exemplos das falhas da política dos Estados Unidos para a guerra civil no país.

Imagem: LA Times

 

Governo sírio recupera cidade histórica de Palmira


Nesta quarta-feira (23/03), o governo da Síria recuperou a cidade histórica de Palmira. Segundo um general sírio, o Exército atuou sem apoio aéreo. Cidade estava sob controle do grupo “Estado Islâmico” desde maio de 2015 e teve parte de seu patrimônio histórico destruído.

Foto: Wikipedia / Ulrich Waack

O legado russo na Síria


Segundo análise da Stratfor, a Rússia está de fato retirando suas forças da Síria, conforme anunciado pelo presidente Putin no dia 14/03. No entanto, imagens de satélite mostram que o legado russo no país é significativo: muita infraestrutura militar foi e segue sendo construída. Além disso, algumas forças russas permanecem na Síria, tais como caças de superioridade aérea, helicópteros e baterias antiaéreas.

Foto: ALEXEY DRUZHININ/AFP/Getty Images

Foto: Alexey Druzhinin / AFP / Getty Images.

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Vladimir Putin anuncia início da retirada das tropas russas da Síria


O presidente da Rússia,  Vladimir Putin, ordenou nesta segunda-feira (14/03) o início da retirada da maioria das forças russas da Síria. Segundo o líder russo, a intervenção, que iniciou em setembro de 2015, atingiu seu objetivo. O país não deu prazos para finalizar a retirada, mas afirmou que continuará operando suas instalações militares em território sírio. A medida coincide com o início das negociações de paz nesta terça-feira (15/03) em Genebra.

Foto: Mikhail Klimentyev / AP

Iniciam-se negociações de paz sobre a Síria em Genebra


Nesta sexta-feira (29/01), iniciaram-se em Genebra as negociações de paz com o objetivo de findar a guerra na Síria. Ao final do dia, o principal grupo de oposição concordou em participar, mas ressaltou que não conversará até que se resolvam as questões humanitárias no país. No primeiro momento, governo e oposição não se encontrarão diretamente — interlocutores mediadores da ONU se reunirão separadamente com seus representantes.

Foto: F. Coffrini / AFP / Getty Images.

Parte da oposição síria estabelece novas condições para negociações de paz


Nesta quarta-feira (27/01), a Coalizão Nacional Síria, um dos maiores blocos de oposição do país, anunciou que só estaria presente nas negociações de paz do dia 29 se, entre outras condições, os cercos ao redor do país fossem levantados pelo governo de Bashar Al Assad. Isso torna improvável sua participação nas conversas. Além disso, um porta-voz da ONU afirmou que apenas sírios foram convidados para participar, contradizendo a Turquia, que afirmou que “boicotaria” as negociações se os curdos sírios fossem convidados.

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Foto: AFP / Jiji.

Governo da Síria retoma importante cidade de rebeldes antes de negociações de paz


O governo sírio anunciou a retomada da cidade de Rabiya, principal bastião rebelde na província costeira de Latakia, neste domingo (24/01). A reconquista se dá antes das negociações para encerrar a guerra civil no país, previstas para ocorrer esta semana. Segundo a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos, o avanço foi apoiado por ataques aéreos russos e reforçados em solo por combatentes do Hezbollah libanês e forças iranianas.

Foto: picture-alliance / AP / A. Kots.

Sucesso da Rússia na Síria afeta negociações de paz


O ataques aéreos russos em apoio às forças do governo na Guerra Civil da Síria podem afetar as negociações de paz ao dificultar a posição de rebeldes e do Ocidente, segundo artigo de Liz Sly publicado no Washington Post (19/01). A intervenção da Rússia contra os rebeldes vem dando grandes vitórias para o regime de Bashar al-Assad, que agora possui vantagens nas negociações para finalizar o conflito. Esse fato muda a conjuntura em que os planos anteriores foram feitos, diminuindo a chance de concessões por parte do governo.

Foto: Khalil Ashawi / Reuters.

Devido ao conflito, Síria perde a sua classe média


A deterioração econômica causada pela guerra na Síria acabou alterando a estrutura social do país. A classe média cada vez mais engrossa a classe pobre, enquanto se reduzem também o número de ricos. A desvalorização da moeda (cerca de 700%), falta de energia, alta inflação, estagnação dos salários e desgaste psicológico causadas pelo conflito afetam enormemente a população. Apesar disso, o governo conseguiu manter o subsídio a alimentos essenciais, como o pão.

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Foto: Joseph Eid / AFP.

Firmado acordo para resolução da guerra na Síria


Rússia, Estados Unidos e mais 15 países, entre eles Irã, Arábia Saudita e Turquia, chegaram a um acordo neste sábado (14/11) sobre a resolução do conflito sírio. Plano envolve passos como negociações entre governo e oposição mediadas pela ONU; um cessar-fogo entre os beligerantes (grupos terroristas Al-Nusra e “Estado Islâmico” não estão incluídos); elaboração de uma nova constituição em até seis meses; e eleições livres sob a nova constituição fiscalizadas pela ONU até março de 2018 (18 meses).

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Foto: Thomas Trutschel /Photothek.

Assad vai a Moscou encontrar-se com Putin


O presidente da Síria Bashar al-Assad foi a Moscou nesta terça-feira (20/10) em visita surpresa ao presidente russo Vladimir Putin para discutir uma estratégia conjunta quanto ao conflito no país. Essa foi a primeira viagem internacional de Assad desde o início da guerra na Síria em 2011. Ambos os presidentes reforçaram a importância do combate ao terrorismo na Síria e na região. Putin também teria destacado que a situação militar e a política estão conectadas e que uma solução pacífica só será possível quando os grupos terroristas forem contidos. Logo após a reunião, o presidente russo entrou em contato com o da Turquia para esclarecer o que fora discutido com Assad.

Russian President Vladimir Putin (R) shakes hands with his Syrian counterpart Bashar al-Assad (L) during their meeting at the Kremlin in Moscow on October 20, 2015. Syria's embattled President Bashar al-Assad made a surprise visit to Moscow on October 20 for talks with Russian President Vladimir Putin, his first foreign trip since the conflict erupted in 2011.  AFP PHOTO / RIA NOVOSTI / KREMLIN POOL / ALEXEY DRUZHININ        (Photo credit should read ALEXEY DRUZHININ/AFP/Getty Images)

Assad e Putin. Foto: Alexey Druzhinin / AFP / Getty Images.

Ocidente deveria ouvir Putin sobre a guerra na Síria


Em artigo publicado (29/09) no The Guardian, o jornalista Simon Jenkins defende que o Ocidente deve, em relação à Síria, ouvir e concordar com o presidente russo Vladimir Putin. Segundo o autor, a cooperação com o presidente sírio Bashar al-Assad e seus aliados iranianos e libaneses (Hezbollah) para combater o fundamentalismo no país é vital para encerrar a guerra civil e derrotar o “Estado Islâmico”. A principal razão para o não alinhamento do Ocidente com essa ideia seria por questões internas e puramente ideológicas não comprometidas com o fim do conflito.

Foto: Xinhua / Landov / Barcroft Media.

Irã envia centenas de soldados para lutar na Síria


Segundo o canal de notícias Reuters, nos últimos 10 dias o Irã enviou centenas de soldados para lutar junto com o regime de Bashar al-Assad contra rebeldes na Síria. Terrã estaria coordenando com a milícia libanesa Hezbollah uma ofensiva terrestre contra inimigos do governo sírio. Ação contaria com suporte aéreo da Rússia, que recentemente começou a bombardear posições de grupos terroristas no país.

Imagem: Al Jazeera / ISW.

EUA interrompe recrutamento de rebeldes sírios temporariamente


Os Estados Unidos anunciaram que interromperam temporariamente o recrutamento de rebeldes “moderados” para combater na Síria. Programa foi revisto após homens treinados por Washington terem fornecido equipamento estadunidense para grupos terroristas, tais como a Al Qaeda. Os EUA, porém, continuarão com o suporte às forças combatentes e com o treinamento de rebeldes já iniciado.

Foto: Getty Images.

Possível intervenção russa na Síria: posição dos EUA


Artigo de  publicado nesta segunda-feira (21/09), trata da postura dos Estados Unidos em relação à crescente presença (e possibilidade de intervenção) russa na Síria. Apesar de possível perda de influência no fim do conflito, alguns analistas consideram a presença útil para acabar com a guerra que já dura quatro anos. Porém, ainda há desconfiança em relação contra quem a Rússia focará os seus esforços: os rebeldes “moderados”, apoiados e armados pela OTAN, ou contra os fundamentalistas do “Estado Islâmico”.

Infográfico: IHS Janes / The Washington Post.

Turquia utiliza refugiados para forçar intervenção da OTAN?


O jornalista Arad Nir, em artigo publicado na semana passada, afirma que o Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, está utilizando-se dos refugiados sírios para forçar uma intervenção ocidental na Síria. O governo turco, no início da crise, acolhia os refugiados e dificultava sua ida para a Europa. Mas, como a crise no vizinho prosseguia e causava instabilidade na região, Erdogan facilitou a fuga de refugiados para países da Europa Ocidental, o que forçaria uma intervenção “humanitária” da OTAN para derrubar o governo de Assad.

Foto: Reuters / Umit Bektas.

Rússia e Israel anunciam coordenação de ações na Síria


Em encontro em Moscou, nesta segunda-feira (21/09), o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, chegou a um acordo com o presidente russo, Vladimir Putin, para estabelecer um mecanismo para evitar desentendimentos entre as Forças de Defesa de Israel e tropas russas. Israel teme que armas enviadas pela Rússia para ajudar o regime de Bashar al-Assad caiam nas mãos do Hezbollah. Já Moscou, afirmou entender a preocupação, mas afirma que envios são necessários para combater o “Estado Islâmico” e que não há o que temer do Hezbollah.

Benjamin Netanyahu e Vladimir Putin. Foto: Reuters / RIA Novosti/ M. Klimentyev.

Rússia disposta a intervir na Síria caso solicitada


Nesta sexta-feira (18/09), Moscou afirmou que em caso de solicitação da Síria, poderia intervir diretamente no país. Os Estados Unidos sustentam que forças russas já estão ajudando e lutando pelo regime de Bashar al-Assad, o que é negado pelo Kremlin. Washington também anunciou que está disposto a iniciar diálogo com a Rússia, que já afirmou que está aberta para discussões sobre a guerra civil síria.

Foto: n.i.

Crescem sinais de participação russa no conflito sírio


Fontes dos EUA e do Líbano afirmam que a Rússia enviou armamento e tropas para combater ao lado de forças do governo de Bashar al-Assad na Síria. Moscou também teria enviado dois porta-aviões, jatos e fuzileiros navais, o que supostamente serviria para a construção de uma pista de pouso próxima à cidade de Lataquia. Porém, a Rússia negou nesta quinta-feira (10/09) ter aumentado sua presença militar na Síria, afirmando que nunca escondeu a ajuda militar ao governo sírio desde o início do conflito. Segundo o chanceler Sergei Lavrov tudo é feito “a pedido e de acordo com o governo sírio e os governos de outros países da região, se trata de ajudá-los na luta contra o terrorismo.”

Sergei Lavrov. Foto: Reuters / F. Lenoir.

Rússia defende venda de armas para a Síria


Nesta quarta-feira (09/09), o ministério das Relações Exteriores da Rússia defendeu a venda de equipamento militar para a Síria, argumentando que a medida estaria de acordo com o direito internacional. A medida, que também inclui treinamento para o uso dos sistemas bélicos no próprio país, é considerada um auxílio para combater o terrorismo. Declarações de Moscou seguem-se à proibição, imposta por Grécia e Bulgária sob pressão dos EUA, de uso de determinadas rotas aéreas por aviões cargueiros russos com destino à Síria.

Foto: picture-alliance / dpa / V. Pesnya.

Minoria drusa confronta grupo filiado a Al Qaeda na Síria


Membros da minoria drusa radicada na Síria confrontaram grupo jihadista que planejava atacar uma base militar em Sweida, no sul do país. Entre os jihadistas, apoiados pelo Ocidente, estava o grupo terrorista Al Nusra, filiado da Al Qaeda na Síria..

Membros da Frente Al-Nusra na Síria. Foto: Divulgação.

Membros da Frente Al-Nusra na Síria. Foto: Divulgação.

Al Qaeda alia-se a tribos armadas anti-houthis no Iêmen


Nas últimas semanas, a Al Qaeda aliou-se a tribos armadas anti-Houthis no Iêmen, posicionando-se junto a países como os Estados Unidos e Arábia Saudita em sua luta contra os rebeldes. Da mesma forma, a organização terrorista tem enviado à Síria um número significativo de soldados que lutam na coalizão contra o presidente Bashar al-Assad, movimento que também evidencia o alinhamento da Al Qaeda com os EUA.

Foto: Ammar Abdullah, Reuters.

Foto: Ammar Abdullah, Reuters.

Como as vitórias do “Estado Islâmico” influenciam a guerra civil síria


Análise da Stratfor indica que os recentes avanços do “Estado Islâmico” (EI) na Síria tendem a forçar o governo sírio e as forças insurgentes a se focarem no combate ao grupo terrorista, em vez de priorizar a luta entre eles. O EI deve voltar-se à defesa de suas linhas de suprimento, mas sem haver perda de sua flexibilidade em operações ofensivas.

Território do EI na Síria. Mapa: Stratfor.

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Moscou vai sediar diálogos de paz entre governo e oposição sírias


Uma nova rodada de diálogo para a reconciliação síria será realizada em Moscou entre os dias 6 e 9 de abril, afirmou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia. Diplomatas russos foram a Damasco convidar Bashar Al-Assad para o diálogo, que confirmou a participação de oficiais do governo sírio.

Foto: AFP / Louai Beshara

Foto: AFP / Louai Beshara

Síria: Liga Árabe pede à ONU para impor cessar-fogo obrigatório


Síria: Liga Árabe pede à ONU para impor cessar-fogo obrigatório

Agência Brasil – 14/03/2013

A Liga Árabe pediu hoje (14) ao Conselho de Segurança das Nações Unidas para impor um cessar-fogo obrigatório a todas as partes envolvidas no conflito na Síria.

O apelo faz parte de um relatório sobre a situação dos refugiados sírios que o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil Al Arabi, distribuiu aos ministros da Saúde árabes reunidos hoje no Cairo, Egito.

O texto pede ao Conselho de Segurança para intervir de forma firme na Síria, de acordo com os instrumentos de que dispõe conforme a Cláusula 7ª da Carta das Nações Unidas. (mais…)