guerra civil síria

Segunda rodada de negociações de paz sobre a Síria tem início em Genebra


A segunda rodada de negociações para conseguir a paz na Síria teve início nesta quarta-feira (13/04), informou o enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura. Primeiro encontro se deu com o Alto Comitê de Negociações (HNC, em inglês), que reúne os principais grupos da oposição síria. Segundo  de Mistura, a agenda das conversas será focada na transição política, na governança e na Constituição. A delegação do governo deve chegar em Genebra na sexta-feira.

Staffan de Mistura Foto: Xinhua / Xu Jinquan

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Grupo de oposição síria confirma presença nas negociações de paz


Nesta sexta-feira (11/03), o Alto Comitê de Negociações (HNC, em inglês), que reúne os principais grupos da oposição síria, anunciou que participará das negociações de paz com início em 14 de março, em Genebra. As conversas anteriores não atingiram resultados notáveis. O HNC defende nas negociações um órgão transnacional para governar o país, rejeitando a ideia de um federalismo, proposto pela ONU.

Foto: picture-alliance/ dpa /

Iniciam-se negociações de paz sobre a Síria em Genebra


Nesta sexta-feira (29/01), iniciaram-se em Genebra as negociações de paz com o objetivo de findar a guerra na Síria. Ao final do dia, o principal grupo de oposição concordou em participar, mas ressaltou que não conversará até que se resolvam as questões humanitárias no país. No primeiro momento, governo e oposição não se encontrarão diretamente — interlocutores mediadores da ONU se reunirão separadamente com seus representantes.

Foto: F. Coffrini / AFP / Getty Images.

Parte da oposição síria estabelece novas condições para negociações de paz


Nesta quarta-feira (27/01), a Coalizão Nacional Síria, um dos maiores blocos de oposição do país, anunciou que só estaria presente nas negociações de paz do dia 29 se, entre outras condições, os cercos ao redor do país fossem levantados pelo governo de Bashar Al Assad. Isso torna improvável sua participação nas conversas. Além disso, um porta-voz da ONU afirmou que apenas sírios foram convidados para participar, contradizendo a Turquia, que afirmou que “boicotaria” as negociações se os curdos sírios fossem convidados.

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Foto: AFP / Jiji.

Governo da Síria retoma importante cidade de rebeldes antes de negociações de paz


O governo sírio anunciou a retomada da cidade de Rabiya, principal bastião rebelde na província costeira de Latakia, neste domingo (24/01). A reconquista se dá antes das negociações para encerrar a guerra civil no país, previstas para ocorrer esta semana. Segundo a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos, o avanço foi apoiado por ataques aéreos russos e reforçados em solo por combatentes do Hezbollah libanês e forças iranianas.

Foto: picture-alliance / AP / A. Kots.

Sucesso da Rússia na Síria afeta negociações de paz


O ataques aéreos russos em apoio às forças do governo na Guerra Civil da Síria podem afetar as negociações de paz ao dificultar a posição de rebeldes e do Ocidente, segundo artigo de Liz Sly publicado no Washington Post (19/01). A intervenção da Rússia contra os rebeldes vem dando grandes vitórias para o regime de Bashar al-Assad, que agora possui vantagens nas negociações para finalizar o conflito. Esse fato muda a conjuntura em que os planos anteriores foram feitos, diminuindo a chance de concessões por parte do governo.

Foto: Khalil Ashawi / Reuters.

Devido ao conflito, Síria perde a sua classe média


A deterioração econômica causada pela guerra na Síria acabou alterando a estrutura social do país. A classe média cada vez mais engrossa a classe pobre, enquanto se reduzem também o número de ricos. A desvalorização da moeda (cerca de 700%), falta de energia, alta inflação, estagnação dos salários e desgaste psicológico causadas pelo conflito afetam enormemente a população. Apesar disso, o governo conseguiu manter o subsídio a alimentos essenciais, como o pão.

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Foto: Joseph Eid / AFP.

Firmado acordo para resolução da guerra na Síria


Rússia, Estados Unidos e mais 15 países, entre eles Irã, Arábia Saudita e Turquia, chegaram a um acordo neste sábado (14/11) sobre a resolução do conflito sírio. Plano envolve passos como negociações entre governo e oposição mediadas pela ONU; um cessar-fogo entre os beligerantes (grupos terroristas Al-Nusra e “Estado Islâmico” não estão incluídos); elaboração de uma nova constituição em até seis meses; e eleições livres sob a nova constituição fiscalizadas pela ONU até março de 2018 (18 meses).

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Foto: Thomas Trutschel /Photothek.

Turquia aceita plano de transição com Assad no poder


Oficiais turcos afirmaram nesta terça-feira (20/10) que a Turquia está disposta a aceitar um plano de transição para a Síria em que o Presidente da Síria, Bashar al-Assad, se mantenha no poder, desde que com garantias e apenas por seis meses após um prazo a ser delimitado. Plano ainda é discutido com aliados do país.

Foto: Reuters / SANA / Handout via Reuters.

Foto: Reuters / SANA / Handout via Reuters.

Ocidente deveria ouvir Putin sobre a guerra na Síria


Em artigo publicado (29/09) no The Guardian, o jornalista Simon Jenkins defende que o Ocidente deve, em relação à Síria, ouvir e concordar com o presidente russo Vladimir Putin. Segundo o autor, a cooperação com o presidente sírio Bashar al-Assad e seus aliados iranianos e libaneses (Hezbollah) para combater o fundamentalismo no país é vital para encerrar a guerra civil e derrotar o “Estado Islâmico”. A principal razão para o não alinhamento do Ocidente com essa ideia seria por questões internas e puramente ideológicas não comprometidas com o fim do conflito.

Foto: Xinhua / Landov / Barcroft Media.

Turquia utiliza refugiados para forçar intervenção da OTAN?


O jornalista Arad Nir, em artigo publicado na semana passada, afirma que o Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, está utilizando-se dos refugiados sírios para forçar uma intervenção ocidental na Síria. O governo turco, no início da crise, acolhia os refugiados e dificultava sua ida para a Europa. Mas, como a crise no vizinho prosseguia e causava instabilidade na região, Erdogan facilitou a fuga de refugiados para países da Europa Ocidental, o que forçaria uma intervenção “humanitária” da OTAN para derrubar o governo de Assad.

Foto: Reuters / Umit Bektas.

Crescem sinais de participação russa no conflito sírio


Fontes dos EUA e do Líbano afirmam que a Rússia enviou armamento e tropas para combater ao lado de forças do governo de Bashar al-Assad na Síria. Moscou também teria enviado dois porta-aviões, jatos e fuzileiros navais, o que supostamente serviria para a construção de uma pista de pouso próxima à cidade de Lataquia. Porém, a Rússia negou nesta quinta-feira (10/09) ter aumentado sua presença militar na Síria, afirmando que nunca escondeu a ajuda militar ao governo sírio desde o início do conflito. Segundo o chanceler Sergei Lavrov tudo é feito “a pedido e de acordo com o governo sírio e os governos de outros países da região, se trata de ajudá-los na luta contra o terrorismo.”

Sergei Lavrov. Foto: Reuters / F. Lenoir.

Rússia defende venda de armas para a Síria


Nesta quarta-feira (09/09), o ministério das Relações Exteriores da Rússia defendeu a venda de equipamento militar para a Síria, argumentando que a medida estaria de acordo com o direito internacional. A medida, que também inclui treinamento para o uso dos sistemas bélicos no próprio país, é considerada um auxílio para combater o terrorismo. Declarações de Moscou seguem-se à proibição, imposta por Grécia e Bulgária sob pressão dos EUA, de uso de determinadas rotas aéreas por aviões cargueiros russos com destino à Síria.

Foto: picture-alliance / dpa / V. Pesnya.

EUA defenderá rebeldes sírios de ataques do governo de Assad


Neste domingo (02/08), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, autorizou a utilização da força aérea estadunidense na defesa dos rebeldes sírios, que têm sofrido ataques das forças do governo de Bashar al-Assad e de outros grupos aliados ao regime. A medida aumenta significativamente o risco de um conflito direto das forças armadas dos EUA com a Síria.

Foto: AFP, STR.

Foto: AFP / STR.

Relatório do Pentágono confirma que EUA contribuíram para criação do “Estado Islâmico”


Recentemente, um relatório de inteligência do Pentágono (Departamento de Defesa dos Estados Unidos) recém desclassificado confirmou que em 2012 Washington já sabia que a maioria dos rebeldes sírios era composta de extremistas sectários e previa a criação de um “principado salafista” entre a Síria e o Iraque. Apesar disso, os EUA, outras potências ocidentais, a Turquia e monarquias do golfo continuaram a apoiá-los em sua luta contra Bashar Al-Assad e, consequentemente, contribuíram para a formação do “Estado Islâmico” em 2014.

Ilustração: Eva Bee / The Guardian.

Minoria drusa confronta grupo filiado a Al Qaeda na Síria


Membros da minoria drusa radicada na Síria confrontaram grupo jihadista que planejava atacar uma base militar em Sweida, no sul do país. Entre os jihadistas, apoiados pelo Ocidente, estava o grupo terrorista Al Nusra, filiado da Al Qaeda na Síria..

Membros da Frente Al-Nusra na Síria. Foto: Divulgação.

Membros da Frente Al-Nusra na Síria. Foto: Divulgação.

Como as vitórias do “Estado Islâmico” influenciam a guerra civil síria


Análise da Stratfor indica que os recentes avanços do “Estado Islâmico” (EI) na Síria tendem a forçar o governo sírio e as forças insurgentes a se focarem no combate ao grupo terrorista, em vez de priorizar a luta entre eles. O EI deve voltar-se à defesa de suas linhas de suprimento, mas sem haver perda de sua flexibilidade em operações ofensivas.

Território do EI na Síria. Mapa: Stratfor.

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Rebeldes obtêm vitórias no noroeste da Síria


Forças rebeldes obtiveram importantes vitórias no noroeste da Síria e continuaram avançando nesta terça-feira (19/05), pondo pressão sobre as forças do governo do país. O presidente Bashar al-Assad afirmou que a derrota é apenas passageira e que as forças armadas do país em breve iniciariam uma contraofensiva. Dentre os grupos de insurgentes que capturaram entre outros a capital regional de Idlib estão milícias da Al-Nusra, filiada da Al-Qaeda, e grupos de rebeldes “moderados” treinados e equipados por países ocidentais.

Zona do avanço de rebeldes sírios. Mapa: The New York Times.

Zona do avanço de rebeldes sírios. Mapa: The New York Times.

China diz ter detido membros do Estado Islâmico no país


O secretário da província chinesa de Xinjiang, Zhang Chunxian, afirmou que o foram detidos militantes chineses que partiram para lutar para o “Estado Islâmico” e que haviam retornado ao país. A região possui população muçulmana da etnia uigur e foi alvo de atentados terroristas que o governo agora vincula ao grupo terrorista sírio. Em dezembro passado, um jornal oficial chinês afirmou que deveriam haver cerca de 300 nacionais chineses lutando pelo “EI” no Iraque e na Síria.

Zhang Chunxian, secretário da província de Xinjiang. Foto: Andy Wong / AP

Zhang Chunxian, secretário da província de Xinjiang.
Foto: Andy Wong / AP

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Hungria deve enviar tropas para combater “EI” no Iraque


O primeiro ministro húngaro, Viktor Orban, afirmou que seu governo está planejando o envio de tropas húngaras para combater o “Estado Islâmico” no Iraque. Orban quer que seu país participe mais intensamente das atividades de seus aliados ocidentais da coalizão que bobardeia posições do “EI”. O ministro das relações exteriores húngaro, Peter Szijjarto, afirmou que o país pode enviar entre 100 e 150 soldados para treinar tropas do governo iraquiano.

O primeiro ministro húngaro, Viktor Orban. Foto: Adam Berry / AFP

O primeiro ministro húngaro, Viktor Orban.
Foto: Adam Berry / AFP

Comandante da Frente al-Nusra é morto na Síria


O comandante militar da Frente al-Nusra, grupo ligado à al-Qaeda na Síria, foi morto por um ataque aéreo das forças de Bashar Al-Assad, deixando dúvidas sobre o futuro do grupo. Abu Humam al-Shami foi morto juntamente com outros líderes do grupo que se opõe tanto a Assad quanto ao “Estado Islâmico”. Nas próximas semanas deverá ficar claro se o grupo perderá força no conflito sírio pela morte de Abu Humam.

Casa pertencente à Frente al-Nusra foi destruída por ataque aéreo sírio. Foto: Reuters / Mohamad Bayoush

Casa pertencente à Frente al-Nusra foi destruída por ataque aéreo sírio.
Foto: Reuters / Mohamad Bayoush

Estratégia dos EUA contra “Estado Islâmico” depende cada vez mais do Irã


Para não ter de usar tropas estadunidenses, Barack Obama depende cada vez mais de cooperação com o Irã para combater o “Estado Islâmico” no Iraque. Nesta última semana, tropas iranianas juntaram-se ao Exército Iraquiano para avançar sobre o grupo extremista na cidade de Tikrit. Os Estados Unidos negam coordenação com Teerã, mas já é evidente que há algum monitoramento recíproco. A coalizão ocidental só tem sucesso no combate ao “EI” porque a ação iraniana no solo, se não é coordenada, é cooperativa com a estratégia estadunidense.

Foto: Ahmed Al-Hussaini / Reuters

Foto: Ahmed Al-Hussaini / Reuters

Síria acusa Turquia de agressão


A Turquia realizou operação que invadiu território sírio, o que foi denunciado pelo governo de Damasco. Cerca de 600 soldados de elite turcos entraram em território sírio durante a noite para resgatar 40 soldados turcos encurralados pelo “Estado Islâmico”. Cerca de 40 tanques também entraram em território sírio durante a operação.

Foto: picture-alliance / AP Photo / B. Ozbilibi

Foto: picture-alliance / AP Photo / B. Ozbilibi

EUA e Turquia assinam acordo para treinar e equipar oposição moderada síria


O ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Mevlut Cavusoglu, afirmou que seu país e os Estados Unidos concordaram em treinar e equipar oposição dita moderada ao presidente sírio Bashar al-Assad. O programa deverá treinar cerca de 1200 homens em território turco, que serão equipados pelos Estados Unidos.

Foto: Zein Al-Rifai / AFP / Getty Images

Foto: Zein Al-Rifai / AFP / Getty Images

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Hezbollah e governo sírio atacam posições rebeldes próximas das Colinas de Golã


Tropas do governo de Bashar al-Assad, com o apoio de oficiais do grupo libanês Hezbollah e do Irã, atacaram posições de rebeldes ligados à Al-Qaeda ao sul de Damasco, perto das Colinas de Golã. As tropas chegaram próximas à fronteira deste território ocupado por Israel. As tensões na região aumentaram desde o dia 18 de janeiro, quando um ataque aéreo israelense matou seis soldados do Hezbollah e um general iraniano. As tropas de Assad e do Hezbollah conquistaram vários pontos estratégicos dos rebeldes, muitos deles ligados à Frente al-Nusra.

Foto: AFP / Getty

Foto: AFP / Getty

Mais de 20 mil soldados foram à Síria e ao Iraque lutar pelo “EI”


Segundo oficiais da inteligência dos Estados Unidos, o fluxo de soldados vindos de todo o mundo para lutar pelo “Estado Islâmico” na Síria e no Iraque está em seu ápice. Um total de 20 mil homens, vindos de todo o mundo, estariam pegando em armas na região, sendo 3.400 de países ocidentais. As autoridades de segurança dos países ocidentais temem que alguns destes concidadãos retornem e planejem atos terroristas.

Foto: AP Photo

Foto: AP Photo

Emirados Árabes Unidos saem da coalizão de bombardeios ao “EI”


Os Emirados Árabes Unidos, um dos principais aliados árabes na luta contra “Estado Islâmico”, cessou seus ataques aéreos ao grupo em dezembro. O motivo alegado pela monarquia do Golfo Pérsico foi a segurança de seus pilotos, após um jordaniano ter sido capturado e executado pelo grupo. O país exige dos Estados Unidos o uso de aeronaves V-22 Osprey no norte do Iraque para garantir a recuperação de quaisquer pilotos que venham a cair em território controlado pelo “EI”.

V-22 Osprey realiza operações de resgate. Foto: Aviation Week

V-22 Osprey realiza operações de resgate.
Foto: n.i

“Estado Islâmico” executa líderes que planejavam golpe


Divisões internas no “Estado Islâmico” provocaram a execução de altos oficiais do grupo que, supostamente, planejavam um golpe. Um dos principais executados foi o chefe da polícia da capital de facto do “EI”, a cidade de Raqqa. Além dele, o governador da província de Raqqa, oriundo da Frente Al-Nusra, também foi assassinado, considerado o mentor do possível “golpe”. No total, l”inhas-duras do “EI” executaram cerca de 60 “desertores” na última semana.

Militantes do "EI" em treinamento. Foto: ARA News

Militantes do “EI” em treinamento.
Foto: ARA News

Comandante paquistanês do “Estado Islâmico” confessa ter sido financiado pelos EUA


Um homem preso no Paquistão, considerado o comandante do “Estado Islâmico” no país, Yousaf al Salafi, confessou em depoimento a forças de segurança paquistanesas ter recebido financiamento estadunidense para suas atividades. Ele recebia cerca de 600 dólares para cada homem que conseguisse recrutar para a luta do “EI” na Síria.

Foto: Reuters

Foto: Reuters

Síria: Liga Árabe pede à ONU para impor cessar-fogo obrigatório


Síria: Liga Árabe pede à ONU para impor cessar-fogo obrigatório

Agência Brasil – 14/03/2013

A Liga Árabe pediu hoje (14) ao Conselho de Segurança das Nações Unidas para impor um cessar-fogo obrigatório a todas as partes envolvidas no conflito na Síria.

O apelo faz parte de um relatório sobre a situação dos refugiados sírios que o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil Al Arabi, distribuiu aos ministros da Saúde árabes reunidos hoje no Cairo, Egito.

O texto pede ao Conselho de Segurança para intervir de forma firme na Síria, de acordo com os instrumentos de que dispõe conforme a Cláusula 7ª da Carta das Nações Unidas. (mais…)