Guerra na Síria

Turquia e Rússia reaproximam-se


Esta semana, a Turquia e a Rússia reaproximaram-se após Ancara ter pedido desculpas por ter abatido um caça russo próximo a fronteira sírio-turca. Em conversa de telefone, o presidente turco, Recep Erdogan, e o presidente russo, Vladimir Putin, concordaram em se encontrar pessoalmente para tratar de restaurar as relações diplomáticas, que estão congeladas desde o incidente.

Imagem: AFP via BBC.

Comandante do Hezbollah morre na Síria


O líder militar do Hezbollah, Mustafa Amine Badreddine, morreu em uma explosão em Damasco, na Síria. A informação foi confirmada pela organização nesta sexta-feira (13/05). Badreddine era o responsável por comandar as forças do Hezbollah na Síria, onde lutam em apoio ao governo de Bashar al-Assad. A causa da explosão não foi confirmada.

Foto: AP

EUA e Rússia monitorarão juntos o cessar-fogo na Síria


Nesta semana, o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, anunciou que EUA e Rússia monitorarão conjuntamente o acordo de cessar-fogo na Síria, ainda que à distância. Segundo Kerry, oficiais russos e estadunidenses, os quais estarão baseados em Genebra, utilizarão os mesmos recursos e infraestrutura para assegurar uma implementação clara da trégua no conflito sírio, incluindo a cidade de Aleppo, onde recentemente houve ataques de rebeldes a civis.

Hospital em Aleppo após bombardeio de rebeldes. Foto: SANA via AP.

Na Síria, rebeldes atacam Aleppo e atingem hospital


Esta semana rebeldes sírios realizaram um ataque a porções da cidade de Aleppo que estão sob controle de forças governamentais e atingiram um hospital, causando pelo menos 19 mortes. Os ataques de artilharia por parte dos rebeldes ocorrem durante tentativas internacionais de se chegar a um acordo de cessar-fogo na Síria. A ofensiva foi feita horas depois de o Conselho de Segurança da ONU passar unanimemente uma resolução pedindo proteção a funcionários da saúde e instalações hospitalares em todas as zonas de conflito ao redor do mundo.

Localização dos ataques rebeldes em Aleppo. Mapa: The Washington Post / Tim Meko / maps4news.com / (c)Here.

O legado russo na Síria


Segundo análise da Stratfor, a Rússia está de fato retirando suas forças da Síria, conforme anunciado pelo presidente Putin no dia 14/03. No entanto, imagens de satélite mostram que o legado russo no país é significativo: muita infraestrutura militar foi e segue sendo construída. Além disso, algumas forças russas permanecem na Síria, tais como caças de superioridade aérea, helicópteros e baterias antiaéreas.

Foto: ALEXEY DRUZHININ/AFP/Getty Images

Foto: Alexey Druzhinin / AFP / Getty Images.

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EUA e Rússia anunciam cessar-fogo na Síria


Os Estados Unidos e a Rússia chegaram a um novo acordo de cessar-fogo para a Síria, anunciado na segunda-feira da semana passada (22/02) e que entrou em vigor no sábado (27/02). A decisão não inclui o fim dos ataques contra o grupo autodenominado “Estado Islâmico” (EI) e a Frente al-Nusra, filiada à Al Qaeda. Segundo um líder de um grupo de oposição síria, a trégua deve ter uma duração inicial de duas semanas, com a possibilidade de ser prolongada “indefinidamente”.

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Foto: picture-alliance / dpa / I. Pitalev.

Turquia continuará a atacar curdos sírios e planeja intervenção com Arábia Saudita


O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, anunciou nesta quarta-feira (17/02) que os ataques de artilharia contra posições curdas na Síria não serão interrompidos. Os Estados Unidos e outros países já pediram pelo fim das operações, que já duram vários dias. Ainda, Ancara considera uma intervenção em conjunto com a Arábia Saudita na Síria. Riade já anunciou o envio de caças para bases aéreas turcas.

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Erdogan. Foto: Yasin Bulbul / Associated Press.

Turquia acusa Rússia de violar seu espaço aéreo novamente


Neste sábado (30/01), a Turquia acusou a Rússia de invadir novamente o seu espaço aéreo e enviou alertas a Moscou pelo “comportamento irresponsável”. O episódio teria ocorrido na sexta-feira (29/01); porém a Rússia negou a acusação e afirmou que Ancara está fazendo “propaganda infundada”.

Foto: Alan wilson / Flickr CC.

Iniciam-se negociações de paz sobre a Síria em Genebra


Nesta sexta-feira (29/01), iniciaram-se em Genebra as negociações de paz com o objetivo de findar a guerra na Síria. Ao final do dia, o principal grupo de oposição concordou em participar, mas ressaltou que não conversará até que se resolvam as questões humanitárias no país. No primeiro momento, governo e oposição não se encontrarão diretamente — interlocutores mediadores da ONU se reunirão separadamente com seus representantes.

Foto: F. Coffrini / AFP / Getty Images.

Parte da oposição síria estabelece novas condições para negociações de paz


Nesta quarta-feira (27/01), a Coalizão Nacional Síria, um dos maiores blocos de oposição do país, anunciou que só estaria presente nas negociações de paz do dia 29 se, entre outras condições, os cercos ao redor do país fossem levantados pelo governo de Bashar Al Assad. Isso torna improvável sua participação nas conversas. Além disso, um porta-voz da ONU afirmou que apenas sírios foram convidados para participar, contradizendo a Turquia, que afirmou que “boicotaria” as negociações se os curdos sírios fossem convidados.

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Foto: AFP / Jiji.

EUA e Rússia próximos de consenso sobre oposição síria


A Rússia e os Estados Unidos estão próximos de atingir um consenso sobre quais grupos de oposição devem ser representados nas negociações para encerrar a guerra civil na Síria. Segundo fontes anônimas, Moscou aceitou a presença de delegação da mílicia islâmica Jaysh al-Islam (Exército do Islã), apoiada por Washington, em troca de poder convidar outro grupo sem objeção deste.

Sergei Lavrov e John Kerry (D). Foto: Jacquelyn Martin / Reuters.

Negociações de paz sobre Síria são adiadas


As negociações de paz para a Síria, previstas para esta segunda-feira (25/01), foram adiadas para 29 de janeiro, afirmou o enviado especial da ONU para a Síria, Staffan de Mistura. Um dos principais impasses nas conversas é quais grupos devem participar das decisões sobre o cessar-fogo e o futuro governo.

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Foto: Xinhua / Xu Jinquan.

Governo da Síria retoma importante cidade de rebeldes antes de negociações de paz


O governo sírio anunciou a retomada da cidade de Rabiya, principal bastião rebelde na província costeira de Latakia, neste domingo (24/01). A reconquista se dá antes das negociações para encerrar a guerra civil no país, previstas para ocorrer esta semana. Segundo a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos, o avanço foi apoiado por ataques aéreos russos e reforçados em solo por combatentes do Hezbollah libanês e forças iranianas.

Foto: picture-alliance / AP / A. Kots.

EUA e Rússia chegam a impasse sobre rebeldes sírios em negociações de paz


Após encontro entre o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e o Ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, nesta quarta-feira (20/01), ambos os países concordaram em seguir as conversas para encerrar o conflito na Síria. Porém, ainda não há um acordo sobre quais grupos rebeldes devem ser incluídos e quais taxados de “terroristas”. A Rússia defende a inclusão de grupos que podem apoiar suas posições nas negociações, como os curdos sírios, enquanto EUA, Arábia Saudita e Turquia rejeitam a ideia.

U.S. Secretary of State John Kerry takes his seat across the table from Russian Foreign Minister Sergey Lavrov, for their meeting about Syria, in Zurich, Switzerland

Foto: Reuters / Jacquelyn Martin.

Sucesso da Rússia na Síria afeta negociações de paz


O ataques aéreos russos em apoio às forças do governo na Guerra Civil da Síria podem afetar as negociações de paz ao dificultar a posição de rebeldes e do Ocidente, segundo artigo de Liz Sly publicado no Washington Post (19/01). A intervenção da Rússia contra os rebeldes vem dando grandes vitórias para o regime de Bashar al-Assad, que agora possui vantagens nas negociações para finalizar o conflito. Esse fato muda a conjuntura em que os planos anteriores foram feitos, diminuindo a chance de concessões por parte do governo.

Foto: Khalil Ashawi / Reuters.

Curdos cometem crimes de guerra contra árabes, diz Anistia Internacional


Segundo a ONG Anistia Internacional, as forças curdas que lutam contra o grupo “Estado Islâmico” (EI) têm destruído deliberadamente diversas casas de árabes no Iraque, a fim de livrar a região de sua presença. Atos e outros crimes de guerra seriam cometidos como vingança ao apoio dessas comunidades ao EI. Segundo um porta-voz curdo, destruição é resultado direto dos conflitos contra o grupo extremista.

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Foto: Reuters.

O enigma do “Estado Islâmico”


Em artigo publicado no jornal Zero Hora (09/01), o professor Paulo Fagundes Visentini questiona os reais motivos e apoiadores do grupo extremista “Estado Islâmico” (EI). Para o autor, o grupo serve para desestabilizar e destruir Estados importantes como o Iraque e a Síria, aliados do Irã. Além do apoio das monarquias petrolíferas e da Turquia, o EI ainda conta com a aquiescência da Europa e dos Estados Unidos.

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Foto: Ahmad Al-Rubaye / AFP.

Caminhões de ajuda humanitária chegam à cidade sitiada na Síria


A cidade de síria de Madaya, recebeu, nesta segunda-feira (11/01), um comboio de ajuda humanitária com comida suficiente para alimentar os mais de 40.000 residentes durante um mês. Caminhões da ONU e do Crescente Vermelho levaram também itens básicos como água potável, cobertores e medicamentos. Madaya foi tomada por forças rebeldes e atualmente está cercada por forças do governo de Bashar al-Assad. A cidade estava isolada sem acesso à recursos desde outubro, o que causou uma crise humanitária.

Rebel fighters walk near Red Crescent vehicles on their way to al Foua and Kefraya, in Idlib province, Syria

Foto: Reuters / Ammar Abdullah.

Comandante do Hezbollah é morto na Síria


Um comandante do Hezbollah foi morto no sábado (19/12) na Síria após um ataque aéreo. Samir Kuntar — que foi prisioneiro em Israel por 30 anos e liberto em 2008 — estava em Damasco e participava da guerra civil do lado do governo sírio. O Hezbollah acusa Israel pelo ataque.

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Foto: Louai Beshara /AFP / Getty Images.

Turquia rejeita qualquer plano de paz que mantenha Assad no poder


O primeiro-ministro da Turquia, Ahmet Davutoglu, rejeitou neste sábado (19/12) qualquer solução para a crise síria que envolva a permanência de Bashar al-Assad, atual presidente sírio, no poder. Davutoglu considera que a manutenção de Assad só trará mais caos para a Síria. Um representante oposicionista ao regime — eleito na Árabia Saudita para representar uma série de grupos nas negociações — também afirmou que não aceitará qualquer proposta que considere Assad na transição política.

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Foto: EPA.

Conselho de Segurança da ONU aprova processo de paz para a Síria


Nesta sexta-feira (18/12), o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou por unanimidade uma resolução para endossar a estratégia internacional para um processo de paz na Síria. O texto não aborda a questão do destino de Assad. O documento pede à ONU opções para monitorar o cessar-fogo e dá apoio ao cronograma estabelecido previamente em Viena entre as principais potências envolvidas no conflito.

Reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas

Foto: Reuters / Mike Segar.

Devido ao conflito, Síria perde a sua classe média


A deterioração econômica causada pela guerra na Síria acabou alterando a estrutura social do país. A classe média cada vez mais engrossa a classe pobre, enquanto se reduzem também o número de ricos. A desvalorização da moeda (cerca de 700%), falta de energia, alta inflação, estagnação dos salários e desgaste psicológico causadas pelo conflito afetam enormemente a população. Apesar disso, o governo conseguiu manter o subsídio a alimentos essenciais, como o pão.

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Foto: Joseph Eid / AFP.

Oposição e rebeldes sírios concordam em juntar-se para negociar com o governo de Assad


Nesta quinta-feira (10/12), rebeldes e oposicionistas sírios pela primeira vez concordaram em juntar-se em uma única entidade para negociar com o governo de Bashar al-Assad em um possível processo de paz. Reunião em Riade, capital da Arábia Saudita, durou cerca de dois dias e foi palco de grandes disputas entre membros mais moderados e os islamistas. Um dos maiores e mais radicais grupos rebeldes, o Ahrar al-Sham, bastante próximo da Al-Qaeda, chegou a abandonar as reuniões em desagrado. Todos concordaram que Assad deve deixar o poder em qualquer processo de paz e que a Síria deve se tornar um país democrático e plural.

Foto: Abdulmonam Eassa / AFP / Getty Images.

Putin diz que apoia o Exército Sírio Livre além das forças de Assad


Nesta sexta-feira (11/12), o presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que seu país apoia as forças de oposição do Exército Sírio Livre (FSA, em inglês), além de tropas governamentais de Assad. Moscou etaria dando apoio aéreo, armas e munições para a realização de operações conjuntas do FSA com o governo contra militantes jihadistas na Síria. Essa é a primeira vez que Putin afirma estar apoiando militarmente as forças opositoras de Assad.

Foto: Alexei Druzhinin / Reuters / Sputnik / Kremlin.

Na Síria, rebeldes passam a cidade Homs ao governo


Após três anos de cerco, rebeldes sírios começaram a evacuar o último bairro da cidade de Homs sob seu comando, efetivamente passando o controle da cidade ao governo de Bashar al-Assad de acordo com um cessar-fogo firmado recentemente e patrocinado pela ONU. Homs já foi considerada a capital dos rebeldes sírios, onde ocorreram alguns dos primeiros protestos contra Assad em 2011. Os rebeldes de Homs, entre eles alguns vinculados à Al-Qaeda, serão deslocados para a província de Idlib. Medida causa divisões entre as forças de oposição sírias.

Homs. Foto: Reuters.

As implicações da derrubada do caça russo pela Turquia


Em artigo publicado no blog Indian Punchline (25/11),  M. K. Bhadrakumar analisa as possíveis implicações da derrubada de um caça russo pela Turquia. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e os Estados Unidos já mostraram cautela e evitam uma escalada no conflito. A Rússia deve tentar buscar prejudicar a economia turca e sua participação nas negociações sobre a Síria. Ancara também deve enfrentar resistência russa em suas operações e alianças na Síria.

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Foto: Anadolu.

Parlamento alemão aprova missão militar de combate ao EI


O Bundestag (parlamento alemão) aprovou na última sexta-feira (06/12) uma missão militar para combater o grupo “Estado Islâmico” na Síria. Estão previstos o envio de seis caças de reconhecimento, uma fragata para ajudar na proteção do porta-aviões francês na região e até 1.200 militares. Porém, Berlim não participará de ataques aéreos conduzidos por outros países. Medida ainda precisa ser ratificada pelo Bundesrat (senado).

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Foto: Reuters / H. Hanschke.

Reino Unido inicia ataques contra EI na Síria


Poucas horas após o Parlamento aprovar a intervenção armada na Síria, a aviões do Reino Unido iniciaram ataques nesta quinta-feira (03/12) contra o grupo “Estado Islâmico” em território sírio. Missões partiram de base aérea no Chipre, que já era utilizada por Londres para atingir alvos do EI no Iraque.

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Foto: BBC.

Irã e Rússia opõem-se a tentativas externas de remover Assad do poder na Síria


Após encontro do presidente russo, Vladimir Putin, com o aiatolá Ali Khamenei em Teerã nesta segunda-feira (23/11), ambos os países anunciaram que se oporão a qualquer “tentativa externa” que visem tirar Bashar al-Assad do governo da Síria. Ainda anunciou-se o alinhamento de visões em relação à guerra síria.

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Foto: AFP.

Rússia ataca centenas de caminhões-tanque do EI


Na última semana, ataques aéreos da Rússia destruiram mais de 1.000 caminhões tanque com petróleo cru do grupo “Estado Islâmico” (EI) na Síria, segundo a agência de notícias síria SANA (23/11). Os ataques aconteceram na província de al-Raqqa, capital de facto do EI e também acertaram uma refinaria. A venda de petróleo é uma das principais fontes de receitas do grupo extremista.

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Foto: Russia Insider.