guerra no Iêmen

Negociações de paz sobre o Iêmen têm início no Kuwait


As negociações de paz sobre o Iêmen apoiadas pela ONU tiveram início na última quinta-feira (21/04). As delegações dos Houthis e do grupo do ex-presidente Ali Abdullah Saleh, que se opõe ao governo, chegaram ao Kuwait após receberem garantias de que o cessar-fogo será respeitado pela coalizão liderada pela Arábia Saudita. As conversas estavam previstas para iniciar na segunda-feira, porém os representantes da oposição não compareceram.

Foto: M. al-Sayaghi / Reuters

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Negociações de paz sobre Iêmen são adiadas


A rodada de negociações de paz sobre o Iêmen, com início previsto para esta segunda-feira (18/04), foram adiadas após algumas delegações não comparecerem. Os representantes dos Houthis e do grupo do ex-presidente Ali Abdullah Saleh, aliados na luta contra o governo e a coalizão liderada pela Arábia Saudita, não chegaram ao Kuwait em tempo para as conversas. Segundo diversas fontes, o cessar-fogo que teve início no dia 10 de abril não é respeitado por nenhuma das partes.

Foto: M. Huwais / AFP/ Getty Images

Cessar-fogo no Iêmen é respeitado em seus primeiros dias


Teve início neste domingo (10/04) o cessar-fogo entre as partes do conflito no Iêmen. Segundo o enviado especial da ONU para o país, Ismail Ould Cheikh Ahmed, até esta segunda-feira (11/04), o acordo foi respeitado pelas forças do governo, pelos Houthis e pela coalizão internacional liderada pela Arábia Saudita. Apenas pequenas violações foram registradas, especialmente na cidade de Taiz. Segundo Ahmed, o sucesso do cessar-fogo é fundamental para as negociações de paz, que iniciam no dia 18 de abril.

Foto: Hani Mohammed / Associated Press

ONU anuncia trégua no Iêmen a partir de 10 de abril


O enviado especial da Organização das Nações Unidas para o Iêmen, Ismail Ould Cheikh Ahmed, declarou que um cessar-fogo no país terá início no dia 10 de abril. Segundo o anúncio desta quarta-feira (23/03), as partes no conflito iemenita iniciarão negociações de paz no Kuwait dia 18 de abril. Conversas devem se focar em cinco questões: a retirada de milícias e grupos armados; a entrega de armas pesadas para o Estado; segurança interna; restauração das instituições estatais e do diálogo político; e a criação de um comitê especial para prisioneiros.

Foto: Getty Images

Pelo menos 65 civis mortos no Iêmen após ataques aéreos de coalizão saudita


Pelo menos 65 pessoas morreram e 55 ficaram feridas no Iêmen após ataques aéreos da coalizão liderada pela Arábia Saudita nesta terça-feira (15/03). Os bombardeios ocorreram em um mercado popular na província de Hajja, localizada 123 quilômetros ao noroeste da capital Sanaa e atualmente controlada pelos Houthis. Além disso, cerca de 23 soldados Houthi e 14 do governo morreram também nesta terça-feira em combates pelo país.

Foto: Fahad Shadeed / Reuters

ONU condena ataque aéreo no Iêmen


O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu uma investigação sobre um ataque aéreo que matou 32 civis em um mercado na capital do Iêmen, Sanaa, no último sábado (27/02). Além das vítimas fatais, dezenas de pessoas ficaram feridas neste que foi um dos piores ataques dos últimos meses. Ban também demonstrou preocupação com os contínuos bombardeios e violações de direitos humanos no conflito.

Foto: Charlotte Cans / OCHA

Ministros do Iêmen retornam ao país


Nesta segunda-feira (25/01), o primeiro-ministro do Iêmen e seu gabinete retornaram para Aden, capital provisória, após meses em exílio na Arábia Saudita. Os ministros devem retomar as atividades de governo e têm como prioridades o reforço da segurança da cidade e do país, que ainda se encontra divido entre os rebeldes Houthis e as forças do governo.

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Foto: Wam.

ONU contabiliza 2.800 mortos no Iêmen desde março


Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), publicado nesta terça-feira (05/01), contabiliza 2.800 mortos no conflito no Iêmen nos últimos nove meses. Somente em dezembro morreram pelo menos 81 pessoas. Desde março de 2015 também contabilizaram-se 5.324 feridos.

Houthi militant walks on the rubble of the Chamber of Trade and Industry headquarters after it was hit by a Saudi-led air strike in Yemen's capital Sanaa

Foto: Reuters / Khaled Abdullah.

Irã acusa Arábia Saudita de atacar sua embaixada no Iêmen


A embaixada do Irã no Iêmen foi atingida “deliberadamente” por um ataque aéreo saudita nesta quarta-feira (06/01), segundo Teerã. O bombardeio feriu membros da equipe diplomática iraniana. A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou que denúncia será investigada. Episódio deve tensionar ainda mais as relações entre os dois países.

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Foto: Reuters.

“Estado Islâmico” ganha força no Iêmen


O conflito no Iêmen permitiu o aumento da presença e o fortalecimento de um braço do grupo “Estado Islâmico”, que já realizou diversos ataques terroristas no país. O território iemenita já conta com a presença do grupo sunita extremista Al-Qaeda na Península Arábica (AQAP, em inglês)Analistas de inteligência dos Estados Unidos afirmam que o EI no Iêmen representa uma ameaça tão séria quanto a AQAP.

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Foto: AFP / Getty Images.

Governo do Iêmen decreta cessar-fogo


O presidente do Iêmen, Abd Rabbu Mansour Hadi, ordenou um cessar-fogo com início nesta terça-feira (15/12). A medida coincide com negociações de paz mediadas pela ONU entre o governo e os rebeldes Houthis. Conversas tentarão melhor a situação humanitária do país e o retorno a uma transição política pacífica.

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Foto: Xinhua / AFP.

Arábia Saudita bombardeia MSF no Iêmen


Nesta terça-feira (27/10), um hospital da ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) no Iêmen foi alvo de um bombardeio por parte da Força Aérea da Arábia Saudita. Segundo a própria organização, médicos e pacientes encontravam-se nas instalações alvejadas. É o segundo hospital da MSF atingido por ataques aéreos em outubro.

Foto: AP / Hani Mohammed.

Governo do Iêmen aceita negociar com rebeldes Houthis


O governo do Iêmen aceitou, nesta segunda-feira (19/10), conversar com os rebeldes xiitas Houthis a fim de encerrar o conflito que assola o país e a possível implementação de resolução da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a situação. Diálogo ocorrerá em Genebra no fim do mês de outubro. Entre as medidas previstas pela ONU estão a deposição de armas pelos rebeldes. Governo é mantido por uma coalizão liderada pela Arábia Saudita, que realiza bombardeios contra os xiitas desde março.

Foto: Reuters

Federalismo no Iêmen?


Confira aqui o relatório de Peter Salisbury sobre a atual crise no Iêmen e suas possíveis soluções. O país se encontra instável desde revoltas ocorridas em 2011 e atualmente é um dos principais focos de conflito do Oriente Médio. O autor critica o “utopismo” estrangeiro de solução via federalismo, esquecendo-se de prover primeiro os serviços básicos e estabilidade para a população majoritariamente pobre.

Imagem: Wikimedia Commons

A falta de objetivos da Arábia Saudita no Iêmen


Confira aqui a análise de Neil Partrick do think tank Carnegie Endowment publicada este mês sobre a aparente falta de planos mais concretos da Arábia Saudita com relação ao conflito no Iêmen, confirmada, segundo o autor, pela mudança de discurso do porta-voz oficial do exército saudita acerca dos objetivos dos bombardeios aéreos. A Arábia Saudita tem se preocupado muito mais com o Iêmen do que com outras regiões em conflito no Oriente Médio, como a Síria e o Iraque, e parece apostar todas as suas fichas em manter o presidente Hadi no poder como forma de garantir seus interesses no país. Para o autor, isso, somado à insistência em um discurso que culpa o Irã pelos problemas no Iêmen, podem ser grandes erros estratégicos, especialmente em um momento em que a intervenção no país parece estar pesando nas contas públicas da Arábia Saudita.

Mapa: CNN.

Bombardeios no Iêmen atingem festas de casamento


Bombardeios realizados na semana passada pela coalizão de países árabes liderada pela Arábia Saudita atingiu uma casa onde acontecia uma festa de casamento, em cidade perto da capital, deixando 23 civis mortos. Em menos de uma semana, esse foi o segundo ataque que acabou por atingir um casamento no país, o que inflou as críticas com relação às ações militares da coalizão.

Foto: Pakistan Today.

Anistia Internacional condena bombardeio de civis no Iêmen


Na semana passada, a Anistia Internacional lançou um relatório condenando fortemente os bombardeios realizados pela coalizão árabe no Iêmen, que estariam tornando necessária a evacuação de cidades e até mesmo de regiões inteiras no país. De acordo com a organização não governamental, esse tipo de situação demonstra uma total ausência de distinção entre alvos civis e militares por parte dos agressores, o que traz à tona uma importante discussão sobre direitos humanos no conflito. O relatório é o resultado de treze investigações de campo de bombardeios realizadas na cidade de Sa’da desde março deste ano.

Foto: Times of Israel / YouTube.

Houthis comprometem-se com plano de paz para o Iêmen


Nesta quarta-feira (07), as Nações Unidas informaram que os rebeldes Houthis teriam concordado em acatar à resolução do Conselho de Segurança elaborada em abril, que pede pelo fim da violência e pela retirada das principais áreas ocupadas. A informação teria sido confirmada por um representante do partido do ex-presidente Ali Abdullah Saleh, supostamente aliado dos Houthis. A ONU anunciou que enviará um representante para avaliar a reação dos demais grupos envolvidos no conflito do país.

Foto: EPA.

Iêmen: Houthis divididos


O artigo de Michelle Ghabrial publicado na Foreign Affairs analisa os efeitos dos bombardeios sauditas no Iêmen, que acentuaram as divisões do país e dentre os rebeldes Houthis. Estes, desde que tomaram o poder, vêm perdendo apoio popular devido à corrupção, erros econômicos, falhas burocráticas e perseguições políticas.

Foto: AP / Hani Mohammed.

Foto: AP / Hani Mohammed.

 

Governo do Iêmen retorna ao país


O primeiro-ministro do Iêmen, Khaled Bahah, acompanhado de outras autoridades governamentais, retornou do exílio na Arábia Saudita nesta quarta-feira (16/09) e instalou-se no sul do país, na cidade portuária de Aden. A fuga do governo se deu após forças Houthis se aproximarem da cidade em março deste ano. Com a ajuda de países do Golfo, notadamente de forças da Arábia Saudita, os Houthis foram expulsos de Aden.

Foto: Reuters

Rebeldes Houthi perdem principal base aérea do Iêmen


Forças pró-governo reconquistaram a cidade da maior base aérea do Iêmen, localizada em al-Anad, anteriormente sob posse de rebeldes Houthis. As tropas do governo, oficialmente apoiadas pela coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita, também já reocuparam a cidade portuária de Aden, que tem recebido armamento e tanques dos Emirados Árabes Unidos nos últimos dias.

Foto: AFP.

Foto: AFP.

Coalizão árabe teria desembarcado até 3000 soldados no Iêmen


De acordo com imagens postadas hoje pela manhã no twitter de algumas agências de comunicação do Iêmen, a coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita teria desembarcado até 3.000 soldados e inúmeros tanques de batalha na cidade portuária de Aden. Imagens não verificadas exibem veículos armados BMP, tanques Oshkosh M-ATVs, entre outros tipos de armamento pesado.

Foto: Saikhamk via Twitter. 

Coalizão liderada pela Arábia Saudita planeja ofensivas terrestres no Iêmen


Depois de quatro meses de conflitos, soldados apoiados pela Arábia Saudita realizaram uma ofensiva terrestre no Iêmen, adquirindo controle de uma das principais cidades do país e inaugurando uma estrutura de guerrilha por terra contra as forças rebeldes Houthi. As tropas, secretamente treinadas pela Arábia Saudita, podem alterar o equilíbrio do conflito entre os Houthis e forças sunitas alinhadas ao presidente exilado Abed Rabbo Mansour Hadi.

Foto: Khaled Abdullah, Reuters.

Foto: Khaled Abdullah / Reuters.

Houthi perdem território no Iêmen


Forças leais ao presidente do Iêmen exilado na Arábia Saudita, Abd-Rabbu Mansour Hadi, conseguiram retomar a região do aeroporto de Aden que até o momento estava sob domínio de forças dos rebeldes Houthi. Esta operação militar, denominada “Operação da Flecha de Ouro”, foi o maior avanço da base governista desde que os Houthis entraram na cidade, em março deste ano.

Foto: STR, EPA.

Foto: STR / EPA.

 

A estratégia dos Houthi contra a Arábia Saudita é a mesma do Hezbollah contra Israel?


Analistas apontam que, de acordo com os últimos acontecimentos, a estratégia dos Houthi no Iêmen é muito semelhante à utilizada pelo Hezbollah contra Israel quando este invadiu o Líbano em 2006. Ambos os grupos têm apoio do Irã e há indícios de que houve treinamento conjunto entre eles. Supõe-se que os Houthi comecem a atacar mais frequentemente o território da Arábia Saudita com mísseis para que Riade ponha fim aos bombardeios ou para forçar uma invasão terrestre, o que aumentaria significativamente os custos dos sauditas. Dessa forma, o “modelo de resistência” do Hezbollah, combinando técnicas de guerrilha a ataques com mísseis, poderia vir a sacramentar a vitória dos rebeldes iemenitas ao criar um atoleiro para a Arábia Saudita.

Foto: Mohammed Huwais, AFP, Getty Images.

Foto: Mohammed Huwais, AFP, Getty Images.

Al Qaeda alia-se a tribos armadas anti-houthis no Iêmen


Nas últimas semanas, a Al Qaeda aliou-se a tribos armadas anti-Houthis no Iêmen, posicionando-se junto a países como os Estados Unidos e Arábia Saudita em sua luta contra os rebeldes. Da mesma forma, a organização terrorista tem enviado à Síria um número significativo de soldados que lutam na coalizão contra o presidente Bashar al-Assad, movimento que também evidencia o alinhamento da Al Qaeda com os EUA.

Foto: Ammar Abdullah, Reuters.

Foto: Ammar Abdullah, Reuters.

Arábia Saudita abate míssil Scud lançado do Iêmen


Segundo as Forças Armadas da Arábia Saudita, um míssil Scud foi abatido lançado do Iêmen foi abatido em espaço aéreo saudita pelo sistema antimísseis Patriot de Riade no último fim de semana. Governo saudita afirma que todos os mísseis do tipo que o Iêmen possui, cerca de 300, foram redirecionados para atingir território saudita pelas milícias Houthi. Ação, primeiro uso do míssil Scud, marca uma escalada do conflito na região. As milícias iemenitas também teriam atacado posições sauditas na fronteira, deixando quatro pessoas mortas.

Foto: The Cubic Lane.

Intervenção saudita no Iêmen apresenta pouco progresso


A intervenção da coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita no Iêmen, cujo foco era a contenção das ações das milícias Houthi, já completa seu terceiro mês embora tenha alcançado muito pouco progresso. Desde seu início, no dia 26 de março, os rebeldes houthis já expandiram seu território enquanto mantêm o controle da capital Sana, apesar dos bombardeios sauditas. Estes já mataram cerca de 1.800 pessoas, davastaram parte da infraestrutura já precarizada da região, fortaleceram a Al Qaeda na Península Arábica (AQAP) e também agudizaram a situação humanitária iemenita, fatos que demonstram o relativo o insucesso das operações da coalizão. Segundo analistas, um dos erros de Riade seria a falta de uma visão de como terminar o conflito.

Foto: Reuters / Khaled Abdullah

Região atingida por bombardeio da coalizão árabe. Foto: Reuters / Khaled Abdullah.

Navio iraniano muda de rota e atraca em Djibouti


O navio iraniano carregado de suprimentos humanitários, segundo o governo, com destino ao Iêmen mudou sua rota e ancorou no mar territorial de Djibouti, na África. A mudança de rota serviu para dirimir as tensões com a Arábia Saudita, que havia advertido o governo do Irã para que não enviasse o navio a iemenitas, temendo que na carga haja armamentos e munições.

Mapa: Baidoa Media.

Mapa: Baidoa Media.

Arábia Saudita retoma bombardeios no Iêmen


Nesta segunda-feira (18/05), a coalizão árabe liderada pela Arábia Saudita retomou os ataques aéreos a rebeldes houthis no Iêmen após cinco dias de cessar-fogo humanitário. Sauditas disseram que não pretendem retomar a trégua, porque rebeldes não a teriam respeitado. Porém, a Arábia Saudita ressaltou que, para que a ajuda humanitária continue chegando ao país, o aeroporto de Sanaa e aos portos de Aden e Al Hudaydah não serão atacados.

Foto: picture alliance / AP / A. Alseddik.