Guerra

Coreia do Norte: ideologia, guerra e violência


Confira aqui o artigo do pesquisador do ISAPE Bruno Gomes Guimarães sobre o papel da guerra e da violência nas ideologias da Coreia do Norte publicado na revista Conjuntura Austral. Usando marcos teóricos de Malešević e Schmitt sobre a ideologização da violência, o trabalho analisa as ideologias norte-coreanas Songun e Ch’ongdae. Conclui-se que ambas lidam com inimizades nos extremos e estão conscientes de uma possibilidade de guerra envolvendo o país. No entanto, nota-se que elas são articuladas somente para fins defensivos e que servem para a mobilização de guerra constante na Coreia do Norte.

Imagem: Chosun.

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A experiência militar israelense e a doutrina da Batalha Aeroterrestre


Confira aqui a monografia da pesquisadora do ISAPE, Laís Helena Andreis Trizotto, sobre as semelhanças entre a experiência militar israelense e o proposto na doutrina da Batalha Aeroterrestre (ALB, de Air-Land Battle). O trabalho é um estudo prospectivo de averiguação da experiência dos Estados Unidos com a ALB, no caso a Guerra do Golfo (1991), em comparação com experiências de Israel na Guerra do Yom Kippur, de 1973, e na Guerra do Líbano, de 1982. Mostra-se que a experiência militar de Israel em 1973 se aproximou dos marcos gerais do debate doutrinário acerca da ALB nos EUA.

Foto: picture-alliance / CPA Media via DW.

Transição hegemônica e poder naval: o declínio inglês e a ascensão dos EUA na primeira metade do Século XX


Confira aqui a monografia da pesquisadora do ISAPE, Giovana Esther Zucatto, sobre a relação entre o poder naval e as transições hegemônicas no sistema internacional, especificamente no processo de decadência da hegemonia da Inglaterra e de ascensão dos EUA na primeira metade do século XX. O trabalho trata das teorias do ciclo de acumulação sistêmica, poder naval e ciclos de supremacia naval, bem como da decadência da indústria naval britânica no período de declínio de Londres e do papel fundamental que teve o setor naval para a construção da hegemonia estadunidense.

Imagem: EUA / Wikimedia Commons.

Base Industrial de Defesa: experiência estadunidense e desenvolvimento socioeconômico (1930–1990)


Confira aqui a monografia da pesquisadora do ISAPE, Helena Marcon Terres, sobre a origem e o desenvolvimento da Base Industrial de Defesa (BID) estadunidense e os efeitos dos gastos militares no desenvolvimento socioeconômico do país entre 1930 e 1990. Procurando entender a funcionalidade dos gastos em defesa para o desenvolvimento dos EUA, o trabalho nota que, entre 1930 e até a Guerra do Vietnã, o nascimento e o estabelecimento da BID como um setor diferenciado na economia estadunidense possibilitaram notável desenvolvimento socioeconômico no país. Só que, a partir do conflito no Vietnã, os gastos militares e a evolução da BID assumiram um caráter crescentemente disfuncional, segundo o qual as capacidades produtivas e tecnológicas da economia foram elevadas sem haver, no entanto, geração de emprego e distribuição de renda.

Imagem: Estado de Oklahoma.

A industrialização da guerra: perfil de força, gestão do estado e mudança no regime de acumulação de capital (1850–1950)


Confira aqui a monografia do pesquisador do ISAPE, João Arthur da Silva Reis, sobre a industrialização da guerra e seus impactos no perfil de força, na gestão do Estado e na mudança do regime de acumulação de capital dos países centrais ao Sistema Internacional de 1850 a 1950. O trabalho trata de que maneira a evolução no perfil das forças armadas, notadamente dos EUA e da Prússia/Alemanha, a partir da industrialização da guerra, impactou na ascensão do industrialismo e na consolidação do regime de acumulação fordista/keynesiano de meados do século XIX até o século XX, passando pela Guerra Civil dos EUA, Guerra Franco-Prussiana e as duas Guerras Mundiais.

Mulheres trabalhando em fábrica de munições no Canadá durante a Primeira Guerra Mundial. Foto: n.i.

Crises e guerras contemporâneas e as perspectivas para indústria nacional de defesa do Brasil


Confira aqui artigo publicado pelo professor e pesquisador do ISAPE, Lucas Kerr de Oliveira, e por Patrícia de Freitas, que trata sobre as Crises e Guerras que marcam a instabilidade sistêmica global e suas perspectivas para a Indústria Nacional de Defesa no Brasil.

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Foto: Barra / MD.

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Boyd e Szafranski : elementos de estudo da guerra psicológica de espectro total


Confira aqui a monografia do pesquisador do ISAPE, João Gabriel Burmann da Costa, sobre o conceito de Guerra Psicológica de Espectro Total e sua aplicação contemporânea. O trabalho estuda as ideias de John Boyd e Richard Szafranski como forma de dar subsídio para o desenvolvimento do conceito, o qual leva em consideração o uso de elementos psicológicos, cognitivos e não físicos como forma complementar e/ou substituta ao uso da força para obter os resultados desejados em uma guerra. Identifica-se a aplicação da GPET nas ações estadunidenses: a estratégia de mudança de regimes (regime change) por meio das Revoluções Coloridas seria sua forma recente. Ao fazer uso dessa estratégia, as Grandes Potências tradicionais, em especial os Estados Unidos, estariam aplicando as soluções normativas de Boyd e Szafranski que propõem a gestão do Sistema Internacional por meio de soluções simplificadoras, frente ao iminente fim do interregno unipolar.

Imagem: CNN / YouTube.

Rússia e OTAN instalam linha de comunicação direta


Os comandos militares da Rússia e da OTAN instalaram uma linha telefônica direta para o caso de crise, divulgou o jornal alemão Frankfurter Allgemeine. Na semana passada, os números de contato foram entregues ao lado russo. No entanto, os detalhes da criação do novo canal de comunicação ainda não são públicos, de acordo com a publicação. Pela primeira vez desde a Guerra Fria, a Rússia e OTAN passam novamente a ter uma forma de comunicação direta entre as chefias militares.

Foto: Sputinik/Sergei Guneev

Temores de guerra se reacendem no sul do Cáucaso


Após uma rápida subida nas tensões entre Azerbaijão e Armênia por causa do território separatista de Nagorno-Karabach com os maiores níveis de trocas de tiros desde o cessar-fogo de 1994, crescem os temores de que a guerra seja reacesa. Um dos motivos seria o exemplo dado pela situação na Ucrânia.

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Mapa: The Economist.

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Egito e EAU atacam milícias islâmicas na Líbia


Os Emirados Árabes Unidos (EAU) e o Egito realizaram uma série de ataques aéreos em Trípoli, capital da Líbia, informaram nesta segunda (25) os funcionários dos Estados Unidos. A situação marca um agravamento da situação já caótica entre milícias rivais na Líbia.

Foto: Reuters/Hani Amara

Foto: Reuters/Hani Amara

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Israelenses protestam contra fracasso em conter disparos de Gaza


Aproximadamente 10 mil israelenses realizaram uma manifestação na noite desta quinta (14) em uma praça de Tel Aviv contra o que consideram como um fracasso da guerra de cinco semanas na Faixa de Gaza. Muitos manifestantes foram de ônibus até o local para participar do protesto, que ganhou apoiadores.

Foto: Reuters/Baz Ratner

Foto: Reuters/Baz Ratner

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Ban Ki-Moon faz apelo por acordo de paz entre Israel e Hamas


Depois de mais um ataque ao prédio da ONU que abrigava refugiados, secretário-geral Ban Ki-Moon pede acordo de paz. Israel recua tropas, mas manterá operação até destruição dos túneis do Hamas.

Foto: AFP/Getty Images

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Economia de Israel é abalada por conflito em Gaza


Crise armada reduz consumo e presença de turistas na região. Prejuízos vão crescer cada vez mais, com o avanço da ofensiva militar. Os setores afetados pedem ajuda ao governo, na tentativa de evitar demissões.

Foto: David Buimovitch / AFP / Getty Images.

Foto: David Buimovitch / AFP / Getty Images.

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Iraque confirma que jihadistas tomaram antigo depósito de armas químicas


Representantes do Iraque na ONU informaram que EIIL assumiu o controle de um arsenal de 2,5 mil foguetes químicos de gás sarin que foram armazenados juntamente com outras armas químicas. Corpos de cerca de 50 civis também foram encontrados no norte da província de Babel.

Foto: Reuters

Foto: Reuters

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ONU condena uso de água como arma de guerra


As Nações Unidas enfrentam um novo problema: a privação de água como arma de guerra em zonas de conflito. Os últimos casos estão na África e no Oriente Médio: Botswana, Egito, Iraque e Israel, que corta o serviço para os territórios palestinos que ocupa.

Foto: ONU.

Foto: ONU.

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Os EUA entrariam em guerra contra a Rússia?


James S. Robbins argumenta que é muito improvável que os Estados Unidos entrem em guerra contra a Rússia no caso de uma invasão desta no restante do território ucraniano. Caso a Rússia invada os países bálticos (Estônia, Letônia, Lituânia) para defender minorias russas ou mesmo a Polônia, Robbins argumenta que também se lhe afigura pouco provável que os EUA se involvam diretamente no conflito armado – o que sacramentaria o fim da OTAN.

Imagem: Fotolia / viperagp.

Imagem: Fotolia / viperagp.

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Vídeos sobre a Guerra na Síria


Putin afirma que a Rússia não está defendendo Assad, mas sim, o direito internacional

 

Debate sobre Guerra na Síria, no RussiaToday

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Geopolítica da guerra proxy na Síria e as disputas entre EUA e Rússia no Oriente Médio


Mundorama, 20/09/2013

A guerra proxy na Síria e as disputas estratégicas russo-estadunidenses no Oriente Médio

 Lucas Kerr Oliveira, Pedro V. P. Brites & João Arthur S. Reis

O acordo entre Rússia e Estados Unidos para a destruição das armas químicas sírias, anunciado dia 14 de setembro, pode, ao menos por ora, impedir uma nova intervenção estadunidense no Oriente Médio. O arranjo estabelece que o regime de Bashar Al-Assad entregue seu arsenal químico para o controle internacional e que este seja destruído até a metade de 2014 (RiaNovosti, 2013). O acordo proposto pela Rússia em 09 de setembro arrefeceu a escalada da mobilização militar dos EUA. O sucesso da iniciativa diplomática russa, que em grande medida deve-se ao envio de uma esquadra com considerável poder de fogo no Mediterrâneo, pode ser considerado uma inflexão na situação regional. Ao impedir o ataque à Síria, foi freada uma tendência que se mantinha desde a queda de Kaddafi em 2011: o avanço quase sem resistência dos interesses dos EUA e de seus aliados no Oriente Médio.

A guerra na Síria teve início a partir de uma escalada de violência, que começou com os protestos de 2011, pouco depois do início da “Primavera Árabe”. A violência das manifestações aumentou progressivamente, com crescente número de mortos, à medida que rebeldes armados aproveitaram-se da situação para atacar o governo instituído. Importa destacar que a “oposição” é formada por diferentes facções de rebeldes, inclusive com rivalidades entre si. Enquanto algumas facções são essencialmente étnicas, como os curdos sírios, outras são formadas por grupos religiosos conservadores e fundamentalistas, além de grupos como o Exército Sírio Livre, que inclui desertores das forças armadas nacionais e recebem apoio turco. Bandos armados mais radicais, como a Al-Nusra, ligada à Al-Qaeda, recebem apoio saudita e inclui grandes contingentes de mercenários líbios e chechenos. Este é o principal indício de que realmente está em andamento uma guerra proxy de diversos atores, entre eles Arábia Saudita e Turquia, contra a Síria.

Os Estados Unidos adotaram, desde o princípio, uma postura de condenação ao regime sírio e apoio aos rebeldes. Entretanto, apesar do suporte dado pela OTAN e pela CIA aos rebeldes – via Turquia e Jordânia –, os EUA não conseguiram obter a renúncia ou a capitulação do regime de Assad (Lubold, 2013). Entretanto, em 2012, Obama afirmou que os EUA só interviriam na Síria se o regime de Assad ultrapassasse o que ele chamou de “linha vermelha”, ou seja, utilizasse armas químicas ou biológicas.

Após o incidente de 21 de agosto, em que ocorreu o uso de armas químicas, o governo americano declarou que iria intervir militarmente na Síria, à revelia do Conselho de Segurança da ONU, mesmo que a comissão das Nações Unidas não tenha conseguido identificar o autor dos ataques (ONU, 2013), O Presidente americano, porém, transferiu para o Congresso a responsabilidade final de aprovar ou não a intervenção, que, a princípio, seria uma ação limitada, restrita a alvos específicos. Apesar do apoio incondicional da França, o veto do parlamento britânico à intervenção representou um revés significativo para a estratégia dos EUA. Além disso, na cúpula do G-20 em São Petersburgo ficou evidente o relativo isolamento americano, já que boa parte dos países presentes se opôs à ação militar.

Nesse contexto, a posição russa foi a mais assertiva. O anuncio do envio de navios do Mar Negro, do Norte e do Pacífico para o Mediterrâneo leste, foi um claro sinal de que a Rússia não toleraria um ataque à Síria, tradicional aliado do país. Em 11 de setembro, havia 8 navios russos na região, enquanto os EUA, por sua vez, contavam com 6 vasos de superfície, além de uma série de bases aéreas e navais no entorno. Apesar da evidente assimetria logística em favor dos Estados Unidos, não há grande discrepância na capacidade destrutiva mútua das duas esquadras. Trata-se de uma correlação surpreendente, dada a superioridade técnica da marinha estadunidense. Esse relativo equilíbrio de forças demonstra que o projeto da US Navy, ainda da década de 1990, de privilegiar a capacidade de ataque à terra, deixou-a relativamente vulnerável diante de outra marinha de guerra (Martins, 2013). Portanto, a presença da marinha russa no Mediterrâneo não teve caráter meramente simbólico, mas sim de dissuasão efetiva, ao demonstrar a possibilidade de escalada do conflito em caso de intervenção americana.

A presença das marinhas americana e russa na região reflete a importância geoestratégica do Oriente Médio para os dois países. Os múltiplos interesses estadunidenses na região incluem, principalmente, o controle geopolítico do petróleo e a defesa de seus aliados regionais. Nas duas últimas décadas ganhou força o projeto neoconservador de remodelar o mapa do Grande Oriente Médio em bases étnico-religiosas (Peters, 2006). A iniciativa de fragmentar a maior parte dos Estados Nacionais da região através de uma guerra permanente, tudo indica, começou com a balcanização do Iraque, Líbia e Síria, sendo o Irã um dos possíveis próximos alvos. Tal projeto aproxima os interesses dos neocons estadunidenses aos dos wahhabitas sauditas, que declaram a pretensão de liderar um grande califado regional petroexportador de maioria sunita, capaz de competir com o petróleo russo. Para isso, seria preciso viabilizar uma nova rede de oleodutos alternativa ao escoamento através do Estreito de Ormuz, sob a liderança saudita.

Para a Rússia é fundamental sustentar o equilíbrio de poder no Oriente Médio, mantendo os únicos aliados que lhe restaram na região, o Irã e a Síria, onde se localiza o Porto de Tartus, a única base naval russa de águas quentes fora de seu território. A possível balcanização destes aliados não ameaça apenas os interesses russos na região, mas influencia diretamente na estabilidade do Cáucaso. Principalmente porque há muitos chechenos entre as forças rebeldes sírias, o que fortalece o movimento separatista na Chechênia e Daguestão, um claro problema de segurança nacional para a Rússia. Portanto, da perspectiva russa, combater os rebeldes sírios seria uma forma de enfraquecer os radicais chechenos baseados no exterior (Hill, 2013). Assim, compreende-se que a oposição russa à intervenção dos EUA tem motivações mais profundas do que a simples defesa de um regime aliado.

Cabe destacar que a resolução da guerra na Síria ainda parece bastante distante. Mesmo se o acordo para a retirada das armas químicas se efetivar, isso não garante a estabilização do país e nem previne uma nova futura escalada das tensões entre as potências extrarregionais. Além disso, a evolução da crise na Síria será vital para o jogo político doméstico nos Estados Unidos. Após endurecer a retórica, a despeito da oposição da opinião pública à intervenção, o governo Obama teve de recuar diante da proposta do governo Putin, o que pode emparedar ainda mais o governo democrata. Nesse sentido, as disputas internas sobre o projeto americano para o Oriente Médio, bem como a reação de Rússia e China, parecem ensejar uma instabilidade ainda maior na região nos próximos anos.

Referências Bibliográficas

BINNIE, Jeremy (2013). “Syrian militant group swears allegiance to Al-Qaeda”. IHS Jane’s Defence Weekly, 10 de abril de 2013. <http://www.janes.com/article/11900/syrian-militant-group-swears-allegiance-to-al-qaeda> ; Acesso em 16 de setembro de 2013.

HILL, Fiona (2013). “The Real Reason Putin Supports Assad”. Foreign Affairs, 25 de março de 2013. <http://www.foreignaffairs.com/articles/139079/fiona-hill/the-real-reason-putin-supports-assad> ; Acesso em 16 de setembro de 2013.

LUBOLD, Gordon (2013). “Is Anyone In Charge Of U.S. Syria Policy?Foreign Policy, 20 de junho de 2013. <http://www.foreignpolicy.com/articles/2013/06/20/who_is_in_charge_of_us_syria_policy> ; Acesso em 16 de setembro de 2013.

MARTINS, José M. Q. (2013). Painel Síria: Escalada ou Reequilíbrio? Apresentação realizada em 12 de setembro de 2013. FCE, Ufrgs, Porto Alegre, RS.

ONU (2013). Report on the Alleged Use of Chemical Weapons in the Ghouta Area of Damascus on 21 August 2013. United Nations Mission to Investigate Allegations of the Use of Chemical Weapons in the Syrian Arab Republic. Organização das Nações Unidas. <http://www.un.org/disarmament/content/slideshow/Secretary_General_Report_of_CW_Investigation.pdf> ; Acesso em 17 de setembro de 2013.

PETERS, Ralph (2006). “Blood borders: How a better Middle East would look”. Armed Forces Journal, Junho de 2006. <http://armedforcesjournal.com/archive/issue/2006/06/toc> ; Acesso em 15 de setembro de 2013.

RIA Novosti (2013). Russia, US Agree Syria Chemical Weapons Deal in Geneva. RIA Novosti, 14 de setembro de 2013. <http://en.rian.ru/russia/20130914/183438364/Russia-US-Agree-Syria-Chemical-Weapons-Deal-in-Geneva.html> ; Acesso em 16 de setembro de 2013.

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Lucas Kerr de Oliveira é professor e coordenador do curso de Relações Internacionais e Integração da Universidade Federal da Integração Latino-Americana – UNILA. Doutor em Ciência Política e Mestre em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS.

Pedro Vinícius Pereira Brites é Diretor-Geral do Instituto Sul-Americano de Política e Estratégia – ISAPE. Mestrando em Estudos Estratégicos Internacionais e Bacharel em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES.

João Arthur da Silva Reis é Graduando em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS. Pesquisador colaborador do Centro de Estudos Internacionais sobre Governo – CEGOV-UFRGS e do ISAPE.

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Fonte:

KERR-OLIVEIRA, Lucas; BRITES, Pedro V. P. &amp; REIS, João A. S. (2013). A guerra proxy na Síria e as disputas estratégicas russo-estadunidenses no Oriente Médio. Mundorama, 20/09/2013. Mundorama, Divulgação Científica em Relações Internacionais, ISSN 2175-2052. <http://mundorama.net/2013/09/20/a-guerra-proxy-na-siria-e-as-disputas-estrategicas-russo-estadunidenses-no-oriente-medio-por-lucas-kerr-de-oliveira-pedro-vinicius-pereira-brites-e-joao-arthur-da-silva-reis/>

Rússia irá garantir segurança de seus cidadãos na Síria


Navios da Marinha russa - foto Voz da Rússia

MRE russo: Rússia irá garantir segurança de seus cidadãos na Síria

Voz da Rússia – 09/09/2013

A Rússia pretende continuar a tomar todas as medidas necessárias para garantir a segurança dos seus cidadãos na Síria, incluindo a assistência àqueles que, tomando em conta a deterioração da situação no país, expressam seu desejo de deixar temporariamente a República Árabe da Síria, declarou hoje (09) o Ministério das Relações Exteriores da Federação Russa.

O ministério informou que, em 08 de setembro, um avião do Ministério das Situações de Emergência russo levou da cidade de Latakia um grupo de cidadãos russos, que têm residência permanente na Síria, e suas famílias, bem como os cidadãos dos países da CEI (no total 68 pessoas).

Cruzador lançador de mísseis da classe Moskva Marinha da Rússia - foto RIA NovostiFonte: http://portuguese.ruvr.ru/news/2013_09_09/mre-russo-russia-ira-garantir-seguranca-de-seus-cidadaos-na-siria-0077/

Frota russa se posiciona no litoral da Síria


A Marinha russa está reunindo no mar Mediterrâneo a maior força naval desde a queda da URSS. O que poderá fazer a força operacional russa em caso de agravamento da situação?

Cruzador lançador de Misseis de Guiados Moskva em Sebastopol - foto Andrew Karpov

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Rússia envia mais navios para a costa da Síria


Reuters, 06/09/2013

 

Russia sends more naval ships to Syrian coast

By Gabriela Baczynska

MOSCOW | Fri Sep 6, 2013 10:35am EDT

(Reuters) – Russia is sending more naval vessels to the coast of Syria, state news agencies reported on Friday, in a move Moscow says will help prevent a threatened U.S. attack on its ally President Bashar al-Assad.

The Russian Defence Ministry said in late August it would carry out a routine rotation of its ships off Syria.

But local media said on Friday additional units were also on the way. Interfax news agency quoted an unnamed navy source as saying large landing ship Nikolai Filchenkov was heading for the eastern Mediterranean.

“The vessel will dock in Novorossiysk where it will take special cargo on board and head to the designated area of military service in the eastern Mediterranean,” the source said without giving more details.

RIA news agency quoted an unnamed senior navy source as saying on Friday that the frigate Smetlivy would leave for the Mediterranean on September 12-14 and the corvette Shtil and missile boat Ivanovets would approach Syria at the end of the month.

The Defence Ministry declined to comment on the reports but Deputy Defence Minister Anatoly Antonov said on Thursday the Russian navy currently had a “pretty strong group” there.

“The Russian navy does not intend to take part directly or indirectly in a possible regional conflict,” he told the state Rossiya 24 broadcaster.

“Our navy vessels are a guarantee of stability, guarantee of peace, an attempt to hold back other forces ready to start military action in the region.”

Landing ships Minsk and Novocherkassk and the reconnaissance ship Prirazovye passed through the Bosphorus on September 5. on their way to the Mediterranean and Moscow has also sent missile cruiser Moskva and destroyer Admiral Panteleyev there.

Russia has a small naval facility in the Syrian port of Tartous, its only naval base outside the former Soviet Union.

Western and Arab states seek to oust Assad, and the United States is considering military strikes to punish Damascus for its alleged use of chemical weapons.

Russia, a long-time weapons supplier to Damascus, opposes any U.S. intervention, saying it would lack a mandate from the U.N. Security Council, where Moscow has blocked Western-led attempts to increase pressure on Assad.

The West accuses Russia of protecting Assad and the dispute has overshadowed a G20 summit in St Petersburg this week.

(Editing by Andrew Roche)

http://blogs.reuters.com/fullfocus/2013/09/09/editors-choice-20/#a=1

UNASUL é contra um ataque da OTAN à Síria e defende solução política e pacífica


EFE, 31 de Agosto de 2013

Acaba la Cumbre de Unasur con una declaración contraria a un ataque a Siria

EFE, 31/08

Paramaribo, 30 ago (EFE).- La VII Reunión Ordinaria de Jefas y Jefes de Estado y de Gobierno de la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur) concluyó hoy en la capital de Surinam con una declaración conjunta contraria a cualquier ataque extranjero a Siria, a la espera de que se conozcan las conclusiones de Naciones Unidas.

paises-de-la-unasur-se-pronunciaron-sobre-el-conflicto-en-siria- foto EFE

“Desde Surinam tratamos de contribuir para asegurar que toda la familia de Unasur se una”, dijo el presidente de Surinam, Desiré (Desi) Delano Bouterse, quien asumió hoy la Presidencia pro témpore de Unasur y clausuró la cumbre de la que ha sido anfitrión.

Sin hacer referencia alguna a la detención y extradición hoy a EE.UU. de su hijo, Dino Bouterse, por tráfico de armas y drogas, añadió que, pese a las “pequeñas deficiencias” ocurridas durante la cumbre, su “pequeño país” ha hecho “todo lo posible para asegurar una reunión exitosa”.

 

En la amplia declaración sobre Siria los miembros de Unasur expresan su pesar por la situación que allí se vive y por la pérdida de vidas humanas, al tiempo que condenan cualquier posible intervención externa incompatible con la Carta de Naciones Unidas, así como el uso de armas químicas en todas sus formas, al que califican de crimen de guerra y de lesa humanidad.

Además, exigen el cese de la violencia, la interrupción de cualquier suministro de armas por parte de terceros países, el respeto del derecho internacional humanitario y el inicio del diálogo entre las partes.

Sobre cuestiones internas, los jefes de Estado y de gobierno aquí reunidos acordaron posponer un mes la decisión sobre el sucesor de Alí Rodríguez como secretario general de Unasur, ya que por el momento no hay consenso, aunque se barajan dos candidatos propuestos por Perú y Bolivia. Mientras tanto, el venezolano seguirá ejerciendo su cargo.

A la salida, el presidente de ese país, Nicolás Maduro, calificó la reunión, en la que se rindió homenaje al fallecido Hugo Chávez, de “un paso en firme para la consolidación” de Unasur, ya que se han revisado “muchos temas vitales para la vida” de la organización.

Entre otros aspectos, durante la reunión se ha instruido a los cancilleres de la organización para que en un plazo de dos meses presenten un plan de acción para simplificar el funcionamiento interno de Unasur y reforzar su Secretaría General.

Pasados esos dos meses se organizará una nueva cumbre para tomar decisiones concretas en cuestiones de desarrollo industrial, económico, financiero, de defensa, salud, energía, educación y alfabetización en la región, y se prestará especial atención a la cuestión de la explotación de los recursos naturales como vía para impulsar el desarrollo regional.

“Unidos vamos a poder llegar al punto óptimo de desarrollo de nuestros pueblos”, defendió Maduro en declaraciones a los medios tras la reunión, en las que arremetió contra Estados Unidos y su supuesto interés por impulsar una guerra en Siria.

Además, expresó su afecto por el pueblo paraguayo, como muestra de superación de las diferencias entre ambos países, que han contribuido a que Paraguay haya estado suspendida de Unasur durante más de un año, hasta que hoy se oficializó su reincorporación a la organización.

“Pensemos en el presente y en el futuro. Hemos decidido pasar la página. Ahora viene abonar el camino para construir los lazos”, apostilló Maduro, quien apuntó que hoy tuvo “una muy buena reunión” con el presidente paraguayo, Horacio Cartes.

A modo de disculpa, dijo que “si hay algún paraguayo, algún sector político, económico, mediático, que se haya sentido de alguna manera afectado en su sensibilidad por nuestra actuación en junio del año pasado, nosotros pedimos comprensión y los llamamos a que superemos la página”.

http://es.euronews.com/teletipos/2095536-acaba-la-cumbre-de-unasur-con-una-declaracion-contraria-a-un-ataque-a-siria/

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Rússia promete ajuda para Ossétia do Sul e Abkhazia


PUTIN

RT – 26/08/2013

Rússia promete ajuda e suporte para Ossétia do Sul e Abkhazia

O presidente russo, felicitou os líderes das duas repúblicas no quinto aniversário do reconhecimento internacional da independência, e prometeu futura ajuda e suporte do lado da Rússia.

Na véspera do feriado, Vladimir Putin fez uma visita de trabalho à cidade turística de Abkhazia de Pitsunda onde ele realizou uma reunião com o presidente do país, Aleksandr Ankvab.

Na segunda-feira o presidente russo enviou endereços para Ankvab e ao Presidente da Ossétia do Sul, Leonid Tibilov. Nas mensagens do líder russo escreveu que a decisão de apoiar a luta das duas nações para a independência, feita em 2008, não foi fácil, mas era a única opção correta. Tal movimento foi crucial para os jovens estados, pois permitiu-lhes tomar decisões independentes sobre o seu futuro, Vladimir Putin acrescentou em sua mensagem.

A Rússia vai continuar a prestar ajuda e suporte técnico para as repúblicas, Vladimir Putin emphacized.

O Ministério das Relações Exteriores georgiano reagiu a visita de Putin com uma nota de protesto, chamando-o de uma tentativa de usurpar a soberania da Geórgia e da integridade territorial. A Geórgia continua a insistir em seu direito à Ossétia do Sul e da Abkházia, embora a tentativa frustrada de capturar estas terras foi uma das principais razões dos partidários do presidente nacionalista, Mikhail Saakashvili, perdidos na última eleição parlamentar para a Rússia muito mais amigável, Bidzina Ivanishvili.

A Rússia reconheceu oficialmente a independência da Ossétia do Sul e da Abkházia, em agosto de 2008 – pouco depois de os militares russos repeliram o ataque das forças armadas georgianas na Ossétia do Sul no chamado “cinco dias de guerra” . Estas nações se separaram da Geórgia no início de 1990, após uma guerra civil, mas o seu estatuto só se tornou graças oficiais para a resolução política da Rússia. Vários outros países, como Nicarágua e Venezuela, também reconheceram a independência da república seguindo exemplos da Rússia.

Fonte: http://rt.com/politics/putin-ossetia-abkhazia-independence-005/

Curso “Geopolítica da Energia”


Curso "Geopolítica da Energia" - ISAPE
O Instituto Sul-Americano de Política e Estratégia, ISAPE, promove nos dias 21 a 24 de janeiro o curso “Geopolítica da Energia”, que trata da geopolítica dos recursos energéticos que sustentam a economia global. Através de uma análise histórica, de uma apreciação do papel dos recursos na estratégia das grandes potências e de uma análise do atual perfil geográfico e tecnológico de recursos estratégicos, o curso provocará o aluno sobre a importância da problemática energética no nível internacional, abordando questões como a geopolítica do petróleo, as guerras por recursos energéticos, a transição energética e as fontes de energia mais limpas.
O curso será ministrado pelo professor dr. Lucas Kerr de Oliveira, no Clube de Cultura de Porto Alegre, as 18:30 às 22:00, nos dias 21, 22, 23 e 24 de janeiro de 2013.
Esta atividade é direcionada a graduandos universitários, vestibulandos, pesquisadores e o público em geral. Faça sua inscrição aqui: www.isape.org.br/
ISAPE - 2013 - Cursos - Cartaz do Curso de Geopolítica da Energia

Reino Unido pretende dobrar número de drones no Afeganistão


Foto: n.i.

Reino Unido dobra número de drones no Afeganistão

RT – 23/10/2012

The UK military reportedly aims to double the size of its armed drone fleet in Afghanistan to ten by purchasing five US-made Reaper drones, which for the first time will be controlled from a UK base. The first five were controlled at US stations.

The Royal Air Force (RAF) announced the expedited purchase of the US-made unmanned aerial vehicles (UAVs), with operations set to begin in six weeks, AFP reported. The drones will be flown and operated from a tech hub built 18 months ago in the British region of Waddington in Lincolnshire, a leap forward in technological prowess for the UK. (mais…)

Irã ameaça atacar bases dos EUA se a guerra irrompe


Iran threatens to attack US bases if war erupts

Rússia Today – 24/09/2012

Iranian officials say they aren’t scared of Israel’s threats of a military assault aimed at their rumored nuclear warhead program, but a senior officer in Iran’s Revolutionary Guard says such a strike would warrant retaliation against US bases.

Should Israel make good with its warning of using military force to take down an Iranian nuke procurement plan, Gen. Amir Ali Hajizadeh of Iran’s Revolutionary Guard says that the response will be costly for the United States military, even if America does not endorse a unilateral strike on Iran. (mais…)

Outubro surpresa: EUA e Israel se preparam para atacar o Irã


October surprise: US and Israel prepare to strike Iran

Rússia Today – 09/10/2012

The United States and Israel are already involved in discussions over how they could soon conduct a joint surgical strike on Iranian nuclear facilities, a source close to the talks tells Foreign Policy magazine.

After months of urging from Israeli authorities for the US to intervene in a rumored Iranian plan to procure a nuke, a source speaking on condition of anonymity tells Foreign Policy’s David Rothkopf that the two allies have come close to signing off on an attack against Iran. (mais…)

Segurança: Evacuações e planos de contingência para expatriados


Foto: n.i.

Evacuations and Contingency Planning

Stratfor – 06/09/2012 – por Scott Stewart

When the London 2012 Paralympic Games conclude the week of Sept. 9, the  British navy reportedly will send a task force to the Eastern Mediterranean Sea,  where it will participate in amphibious exercises off the coasts of Albania,  Sardinia and Turkey before lingering off the coast of Cyprus.

Ostensibly, the upcoming exercises are meant to prepare the navy for  evacuating Syria of British citizens. Indeed, the ongoing civil war in Syria has  prompted several Western countries to consider evacuation plans for their  citizens who remain in the war-torn country. Some countries already have issued  travel warnings against Syria, while others have advised their citizens to  vacate the country. The United States, the United Kingdom, Canada, France and  Germany have closed their embassies in Syria and are less able to assist their  citizens there. (mais…)

Coréia do Norte ameaça com uma guerra “total” a EE.UU. e Coréia do Sul


Corea del Norte amenaza con una guerra “total” a EE.UU. y Corea del Sur  

Rússia Times – 26/08/2012

Kim Jong-Un condena los ejercicios militares que Corea del Sur está realizando con la participación de EE.UU. El líder de Corea del Norte ha amenazado con una guerra “total” contra Corea del Sur al tiempo que denunció los ejercicios militares que Seúl realiza junto con EE.UU., anunciaron medios estatales este domingo.

El pasado lunes, militares de EE.UU. y Corea del Sur comenzaron las maniobras conjuntas ‘Ulchi Freedom Guardian’, que se prolongarán durante dos semanas, para el ensayo de las defensas contra una supuesta agresión de Corea del Norte. Aunque ambos países insisten en que los ejercicios son de carácter defensivo, Pyongyang los considera el simulacro de un ataque nuclear preventivo. (mais…)