indústria nacional

Crises e guerras contemporâneas e as perspectivas para indústria nacional de defesa do Brasil


Confira aqui artigo publicado pelo professor e pesquisador do ISAPE, Lucas Kerr de Oliveira, e por Patrícia de Freitas, que trata sobre as Crises e Guerras que marcam a instabilidade sistêmica global e suas perspectivas para a Indústria Nacional de Defesa no Brasil.

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Foto: Barra / MD.

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KC-390 para o Canadá?


A empresa brasileira Embraer oferecerá o novo avião KC-390 ao Canadá, que lançou uma licitação para o fornecimento de aviões de busca e salvamento. Contrato de US$ 2,3 bilhões deve ser anunciado em janeiro de 2016 e o resultado no final do ano. Em caso de vitória, a Embraer pode garantir mercados importantes na América do Norte.

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Foto: Embraer.

Gripen promete estimular indústria aeroespacial brasileira


O Programa Gripen, parceria entre Brasil e Suécia para a produção de 36 caças, promete estimular a indústria aeroespacial brasileira, visto a cooperação técnica de empresas de ambos os países, a produção local de metade dos aviões encomendados e a transferência tecnológica do país escandinavo. Projeto, junto com o submarino nuclear da Marinha e o Guarani do Exército, também servem para alavancar o desenvolvimento tecnológico nacional em defesa.

Foto: Saab.

Representantes da indústria de defesa do Brasil debatem ações para o setor


A Secretaria de Produtos de Defesa (Seprod), vinculada ao Ministério da Defesa, reuniu-se na última terça-feira (28/07) para discutir as atuais metas e desafios do setor. A reunião contou com a presença de associações de empresas e federações de indústrias durante a 4ª reunião do Fórum das Indústrias de Defesa (FID), ocasião em que o fortalecimento da Base Industrial de Defesa (BID) foi destacada como fundamental para que a Estratégia Nacional de Defesa seja seguida como planejado. De acordo com o brigadeiro José Augusto Crepaldi Affonso, a transversalidade do tema, que ultrapassa os limites do setor e dialoga com áreas como a de Inovação e Comércio Exterior, deve ser tratada com cautela para que as políticas possam ser implementadas sem entraves.

Foto: Gilberto Alves, Ministério da Defesa.

Foto: Gilberto Alves / MD.

A inserção comercial do Brasil no mundo


Tulio Chiarini analisa o padrão de inserção comercial de países no mundo e, indiretamente, o grau de aptidão tecnológica acumulado para lançar produtos em mercados internacionais e o grau de dependência nacional em relação a produtos com elevado conteúdo tecnológico. No caso do Brasil, a indústria de alto conteúdo tecnológico corresponde a apenas 6,79% dos produtos exportados pelo Brasil em 2012, enquanto que a indústria de baixo conteúdo tecnológico corresponde a 40,14% no mesmo ano.

Imagem: Carta Maior.

Imagem: Carta Maior.

Índia limita aquisições da marinha à indústria nacional


O Ministério da Defesa indiano decidiu que todas as aquisições de navios e submarinos deverão ser feitas a indústrias nacionais. A Marinha da Índia deve investir cerca de 50 bilhões de dólares nos próximos dez anos. Seis submarinos convencionais que já estão sendo negociados poderão contar com empresas estrangeiras na fase de projeto, mas deverão ser construídos no território indiano. Os estaleiros estatais indianos estão trabalhando na sua capacidade máxima, o que faz os estaleiros privados serem os principais beneficiados pela decisão do governo indiano.

ABG, o maior estaleiro privado da Índia Foto: Sam Panthaky / AFP

ABG, o maior estaleiro privado da Índia
Foto: Sam Panthaky / AFP

EUA volta a liderar compra de manufatura brasileira


Os Estados Unidos voltaram a ser o principal cliente dos produtos manufaturados brasileiros neste ano. Fazia cinco anos que a Argentina era nosso principal cliente, mas a recente crise no país reduziu a demanda argentina por produtos industriais brasileiros.

Foto: Andrew Testa / The New York Times

Foto: Andrew Testa / The New York Times

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Amorim defende que investimentos em Defesa cheguem a 2% do PIB em 10 anos


O Ministro da Defesa, Celso Amorim, defendeu que o percentual do Produto Interno Bruto (PIB) nacional investido na área de defesa alcance os 2% em dez anos. Nos últimos anos, esse percentual tem girado em torno de 1,5% do PIB – sendo que a média mundial é de 2,6%. “Temos que criar condições para que o poder de compra da indústria de defesa aumente”, afirmou.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / ABr.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / ABr.

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A União Europeia e o fim do Mercosul


Samuel Pinheiro Guimarães argumenta que um eventual acordo União Européia/Mercosul seria o início do fim do Mercosul e o fim da possibilidade de desenvolvimento autônomo e soberano brasileiro e do objetivo estratégico brasileiro de construir um bloco econômico e político na América do Sul, próspero, democrático e soberano.

Foto: Carta Maior.

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Quem vai mover as turbinas do Brasil?


Em editorial da Carta Maior, Saul Leblon critica políticas econômicas neoliberais para o desenvolvimento do Brasil e defende que o Estado seja o indutor do desenvolvimento tecnológico para ensejar maior crescimento econômico na economia brasileira, notadamente no caso da produção de turbinas, a exemplo do que os EUA fazem hoje para com sua indústria.

Foto: Carta Maior.

Foto: Carta Maior.

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Brasileiros criam microturbina para mísseis


A empresa Polaris, de São José dos Campos (SP), desenvolveu uma microturbina para mísseis e negocia a venda do equipamento a fabricantes internacionais de armamentos. Empresa não tem capital suficiente pra realizar a produção no Brasil.

Imagem: Divulgação.

Imagem: Divulgação.

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O Ministério Defesa terá R$ 1,527 bilhão do PAC Equipamentos


 Lançadores Múltiplos de Foguetes Astros II - AV-LMU. Foto: Avibrás

Defesa terá R$ 1,527 bilhão do PAC Equipamentos

Brasília, 27/06/2012 – O Ministério da Defesa terá R$ 1,527 bilhão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Equipamentos. Os recursos serão para compra de 4.170 caminhões, 40 carros de combate Guarani e 30 veículos lançadores de mísseis Astros 2020. O repasse do dinheiro foi autorizado, hoje (27), por meio de Medida Provisória assinada pela presidenta Dilma Rousseff em cerimônia ocorrida no Palácio do Planalto. Este programa destinará R$ 8,43 bilhões em 2012 e tem por objetivo estimular a economia brasileira com a ampliação dos investimentos e  geração de emprego e renda.
A MP encaminhada ao Congresso Nacional libera R$ 6,611 bilhões do orçamento que estavam contingenciados. Os detalhes do PAC Equipamentos foram divulgados pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao justificar que o governo federal toma tais medidas para estimular a economia nacional. De acordo com o ministro, em função da crise europeia, que tem efeitos imediatos na economia mundial, o governo toma “um conjunto de medidas para ampliar os investimentos, estimular a demanda, aumentar a confiança e acelerar o crescimento”.
Conjuntura econômica
Em discurso, a presidenta Dilma lembrou a conjuntura econômica conturbada pela qual o mundo atravessa e a comparou o momento econômico de 2008, iniciado no setor imobiliário dos Estados Unidos. Ela frisou que a crise do fim da década passada perdura e assume novas formas no momento atual.
“Agora, esse cenário nos preocupa, mas não nos amedronta. É importante ter consciência dele para evitar que nesse momento sejam feitas aventuras fiscais. Nenhum país do mundo, hoje, se permite uma política fiscal que não leve em conta, sobretudo, investimentos. Aventuras fiscais é a gente se comportar como se não estivesse acontecendo nada. Nós não nos amedrontamos, mas não podemos fingir que nada está acontecendo”, disse.
E para fazer frente ao momento atual, segundo destacou, o governo vem tomando medidas que incrementem o mercado interno. No discurso, Dilma Rousseff destacou também a importância do programa na destinação de recursos ao Ministério da Defesa para a compra de equipamentos para as Forças Armadas.
“Todas as compras que nós lançamos antes vão atender às necessidades do povo brasileiro. Eu vou citar: os ônibus para transporte escolar; os caminhões e veículos para as Forças Armadas, que têm de ser reequipadas, na medida em que cumprem um papel essencial; as ambulâncias para expandir o Samu; os caminhões e perfuratrizes para poços artesianos, facilitando o combate à seca; as retroescavadeiras, como eu disse, para manutenção das estradas vicinais; os mobiliários para as escolas públicas”, contou.
Compras da Defesa
O Ministério da Defesa receberá R$ 1,527 bilhão para equipamentos militares desenvolvidos a partir de projetos nacionais fabricados no Brasil. Deste total, R$ 342,4 milhões serão para a compra de 40 blindados Guarani. Como o Exército já tinha encomendado 21 unidades do tanque para este ano, o PAC Equipamentos permitirá que outros 19 Guarani sejam acrescidos à lista.
O plano também prevê R$ 246 milhões para adquirir 30 unidades do Veículo Lançador de Míssil – Astros 2020. Os R$ 939,6 milhões restantes serão para compra de 4.170 caminhões de diferentes tipos e modelos destinados ao transporte de tropas e de cargas, baú, basculante, pipa, combate a incêndio e de uso geral. Esses veículos se somarão aos 900 inicialmente previstos, totalizando encomenda de 5.070 caminhões em 2012.
Sobre os equipamentos:
Blindados – O Guarani é um projeto do Exército Brasileiro. Trata-se do primeiro modelo de uma família de blindados a ser produzida no país, em Minas Gerais, pela empresa Iveco. Esses carros de combate anfíbios sobre rodas substituirão, gradualmente, os atuais blindados utilizados pelo Exército (Urutu, Cascavel), que foram fabricados pela Engesa e estão com mais de 30 anos de utilização.
Astros 2020 – Trata-se de um sistema nacional de lançamento de foguetes e mísseis desenvolvido pelo Exército e fabricado pela empresa Avibrás, de São José dos Campos. Sucesso comercial, o lançador sobre rodas já foi exportado para vários países e vai aparelhar unidades de combate da artilharia do Exército. O 2020 é o modelo mais atual do lançador de foguetes terra-terra.
Benefícios – Os dois projetos (blindados e Astros 2020) são projetos estratégicos e estão em consonância com a Estratégia Nacional de Defesa (END). Deverão constar também no Plano de Articulação e Equipamento de Defesa (PAED), que está em fase de conclusão no Ministério e orientará as aquisições de equipamentos e produtos de defesa até 2030.
Ambos os projetos funcionarão como estímulo à inovação e à produção nacional de meios tecnologicamente avançados. Ou seja, têm o viés de promover efetividade da capacidade de defesa e também de impulsionar a competitividade da indústria nacional nos mercados interno e externo, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.
A compra dos caminhões reforçará a mobilidade e a logística das Forças Armadas. Os veículos incrementarão a capacidade das Forças de atuar em situações dentro e fora do meio militar, tais como auxílio da população civil em catástrofes naturais (enchentes, secas etc).
Fotos: Felipe Barra e Tereza Sobreira
Assessoria de Comunicação Social (Ascom)
 

fonte: Ministério da Defesa https://www.defesa.gov.br/index.php/noticias-do-md/2455177-27062012-defesa-defesa-tera-r-1527-bilhao-do-pac-equipamentos.html 
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Lançadores Múltiplos de Foguetes Astros II - AV-LMU. Foto: Avibrás
Lançadores Múltiplos de Foguetes Astros II – AV-LMU. Foto: Avibrás
Lançadores Múltiplos de Foguetes Astros II - AV-LMU. Foto: Avibrás
Lançadores Múltiplos de Foguetes Astros II fabricado pela Avibrás em São José dos Campos, SP, utilizado pelo Exército Brasileiro. Foto: Avibrás
 Lançadores Múltiplos de Foguetes Astros II – AV-LMU.   Foto: Avibrás

Família de foguetes da Avibrás para Sistema Astros

 ASTROS Hawk - versão do Sistema de lançamento de foguetes a partir de um veículo blindado leve 4x4. Foto: Avibrás
ASTROS Hawk – versão do Sistema de lançamento de foguetes a partir de um veículo blindado leve 4×4.
  Foto: Avibrás
 
 MSS foguete fabricado pela Avibrás – lançador de foguete portátil  –  foto:  Avibrás
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Assista a seguir os vídeos sobre o sistema de lançamento de mísseis por saturação, o ASTROS II, fabricado pela Avibrás em São José dos Campos, SP, Brasil.

http://youtu.be/4PlqGeD7-EQ

Assista a seguir os vídeos sobre o novo blindado brasileiro, o Guarani.

 Este veículo anfíbio é produzido pela Iveco em Sete Lagoas, MG, Brasil. O blindado é produzido em parceria com a ELBIT (sistema de armas) e as siderúrgicas Usiminas e Villares (desenvolvimento do aço estrutural balístico nacional).

http://youtu.be/GmVkozWgMmE

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Na Petrobras, Dilma defende política de privilegiar fornecedores nacionais


Na Petrobras, Dilma defende política de privilegiar fornecedores nacionais

Correio do Brasil – 14/02/2012

A presidenta Dilma Rousseff defendeu na segunda-feira a preferência da Petrobras por empresas nacionais nas compras de equipamentos e contratação de serviços. Dilma discursou na posse da nova presidenta da estatal, Maria das Graças Foster, que substituiu José Sergio Gabrielli.

Dilma disse que até 2015 a Petrobras vai investir mais de US$ 220 bilhões na exploração e produção de petróleo e gás, em petroquímica, refino, transporte e na comercialização e frisou a importância de se comprar insumos, equipamentos e produtos no mercado brasileiro.

– A Petrobras é poderosa em escala mundial e é estratégica dentro do Brasil. Felizmente, sobreviveu a todos os ventos privatistas e persistiu como empresa brasileira. Sob controle do povo brasileiro. E, hoje, exerce papel fundamental em nosso modelo de desenvolvimento. Todos esses investimentos estarão orientados pelo compromisso de fortalecer a cadeia produtiva do país e de estimular o desenvolvimento tecnológico do setor no Brasil. Não abriremos mão de nossa decisão de garantir percentuais de conteúdo local nas compras da Petrobras, assegurou a presidenta. (mais…)

Governo do Brasil se torna sócio da Avibrás Aeroespacial, convertendo dívida da empresa em participação acionária


O Estado de S. Paulo

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Governo se torna sócio da Avibrás

Dívidas da principal fabricante de produtos militares do País com a União serão transformadas em participação

ASTROS II - Sistema lançador de míssil e foguetes fabricado pela Avibrás lança um míssil tático de cruzeiro - TM - até 300km de alcance - foto: Avibrás

ASTROS II – Sistema lançador de míssil e foguetes fabricado pela Avibrás lança um míssil tático de cruzeiro – TM – até 300km de alcance – foto: Avibrás

de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO – A Avibrás Aeroespacial, principal fabricante de produtos militares do País, vai ganhar um sócio: o governo federal. O grupo, de São José dos Campos, terá a participação do sistema financeiro da União na proporção de 15% a 25% – isso ainda está sendo discutido.

Não haverá aporte direto de dinheiro. Na forma prevista na Lei 11941/09, a presença dos recursos será efetivada por meio da conversão das dívidas da Avibrás. O anúncio da primeira parceria público-privada do setor de Defesa é esperado para abril.

A Avibrás está em regime de recuperação judicial desde julho de 2008. O valor do processo, cerca de R$ 500 milhões, foi superado pelo cumprimento de um rico contrato firmado com a Malásia, para fornecimento de baterias, munições e mais equipamentos de apoio do lançador de foguetes Astros-II, o principal produto do grupo.

Esse sistema de armas brasileiro é o principal recurso dissuasório da força terrestre malaia na região de tensão permanente no sudeste asiático.

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