integração economica

África Ocidental: oportunidades e desafios da integração regional frente às relações interafricanas (desde os anos 1960)


Confira aqui a tese do pesquisador do ISAPE, Mamadou Alpha Diallo, sobre as relações interafricanas a partir dos processos de integração regional em curso na parte ocidental do continente. O trabalho trata das incoerências entre o objetivo da integração regional, que é comum a todos, e a criação fragmentada de instituições econômicas e monetárias, baseadas em laços coloniais e em rivalidades internas. Mostra-se que, apesar de da serem apresentadas como complementares, as organizações de integração econômica e monetárias da África Ocidental, nomeadamente a CEDEAO (Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental), UEMOA (União Econômica e Monetária do Oeste Africano) e ZMOA (Zona Monetária do Oeste Africano), representam interesses particulares tanto interna quanto externamente e, consequentemente, a real integração política e econômica demora a se concretizar.

Membros da CEDEAO. Em verde: membros da CEDEAO e da UEMOA. Em vermelho: CEDEAO e ZMOA. Em azul: somente CEDEAO. Mapa: Wikimedia Commons.

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26 líderes africanos firmam acordo de criação da maior área de livre comércio do continente


Líderes de 26 países africanos assinaram nesta quarta-feira (10/06) um histórico acordo de livre comércio que se estende do Egito à África do Sul, tornando-se o maior do continente. A Área de Livre Comércio Tripartite (ALCT), como é chamada, foi negociada ao longo de cinco anos e vincula três blocos comerciais já existentes: a Comunidade da África Oriental (CAO), a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC, sigla em inglês) e o Mercado Comum da África Oriental e Austral (COMESA, sigla em inglês). Somadas, as economias desses três blocos atingem 1 trilhão de dólares, aproximadamente, para uma população de 625 milhões. O texto da ALCT será oficialmente apresentado na reunião de cúpula da União Africana nos dias 14 e 15 de junho e deverá ainda ser ratificado pelos Estados membros.

Estados membros da ALCT. Mapa: BBC.

Integração sul-americana: desafios vistos dos Andes


Tulio Vigevani analisa as dificuldades para a integração sul-americana do ponto de vista dos países andinos. As questões econômicas e de desenvolvimento são as mais importantes para estes países, que desejam que a coordenação entre as nações sul-americanas tenha por objetivo uma posição mais privilegiada nas cadeias globais de produção. Vigevani afirma que certamente avanços já foram alcançados, mas uma real complementaridade entre os países sul-americanos deve vir a partir de sua competitividade internacional.

Os impasses da integração regional vistos dos Andes equatorianos, por Tulio Vigevani

Foto: Golo / Flickr / Creative Commons

Foto: Golo / Flickr / Creative Commons

A União Europeia e o fim do Mercosul


Samuel Pinheiro Guimarães argumenta que um eventual acordo União Européia/Mercosul seria o início do fim do Mercosul e o fim da possibilidade de desenvolvimento autônomo e soberano brasileiro e do objetivo estratégico brasileiro de construir um bloco econômico e político na América do Sul, próspero, democrático e soberano.

Foto: Carta Maior.

Foto: Carta Maior.

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Equador descarta entrar na Aliança do Pacífico


Para Rafael Correa, presidente do Equador, seria quase um “suicídio” a entrada do país na Aliança do Pacífico, porque isso implicaria a perda da política comercial e dos instrumentos de equilíbrio do setor externo. Afirou também que a política equatoriana se assemelha mais à do Mercosul.

Rafael Correa. Foto: AFP.

Rafael Correa. Foto: AFP.

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Aumentam as chances de uma área de livre comércio da África


26 países do sul e do leste da África estão progredindo para alcançar um acordo a respeito do estabelecimento de uma área de livre comércio que abarcaria cerca 600 milhões de pessoas.

Foto: Madele Cronje / M&G.

Foto: Madele Cronje / M&G.

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El Salvador estuda ingressar na Aliança do Pacífico


El Salvador cogita entrar na Aliança do Pacífico, mas, para fazer parte, país centro-americano terá de firmar acordo de livre comércio com os quatro países-membros.

Membros e observadores da Aliança do Pacífico. Fonte: Wikimedia Commons.

Membros e observadores da Aliança do Pacífico. Fonte: Wikimedia Commons.

El Salvador estuda ingressar na Aliança do Pacífico

Opera Mundi – 19/11/2013

O vice-ministro de Economia de El Salvador, Mario Roger Hernandez, afirmou nesta segunda-feira (18/11) que o país centro-americano tem interesse em integrar a Aliança do Pacífico, bloco econômico formado por México, Colômbia, Chile e Peru. Embora El Salvador já seja observador do grupo, Hernández reconhece que isso não deve ocorrer a curto prazo. As informações são jornal salvadorenho La Prensa Gráfica.

“Um dos pré-requisitos que a Aliança estabeleceu para a participação [plena] é que todos os países que façam parte dela devem estabelecer entre eles um tratado de livre comércio. Mas, sim, temos interesse de seguir na Aliança do Pacífico”, disse Hernádez, que afirmou que já existe um processo em negociação.

Dos atuais membros que integram a Aliança, o Peru é o único país com quem os salvadorenhos tem um acordo comercial.

“Como todo processo de negociação comercial importante, ele abre certas oportunidades, mas também apresenta elementos que devem ser analisados com bastante cuidado”, disse Hernández.

Por sua vez, Pablo Durán, presidente da Coexport (Corporação de Exportadores de El Salvador), disse que se o país conseguir integrar-se à aliança poderia obter alguns benefícios, especialmente na área de exportação. “Dentro da Aliança, poderemos aproveitar a vizinhança do Oceano Pacífico, que nos permitiria um intercâmbio via marítima dos produtos, intensificando o comércio entre todos os países”, disse Durán.

O empresário disse que, ao entrar nessa zona de livre comércio, o empresariado salvadorenho deverá atender outros mercados e que, para isso, é necessário gerar as condições produtivas para atender a demanda.

Antes de El Salvador, no entanto, o próximo integrante do bloco deverá ser o Panamá. Para isso, ele precisará terminar, ainda este ano, as negociações para fechar um acordo com Colômbia e México. A Costa Rica também tem mostrado interesse em entrar no grupo.

A Aliança do Pacífico é uma iniciativa de integração regional criada em 28 de abril de 2011, cujo objetivo é aumentar o livre comércio entre os membros. Muitos países latino-americanos enxergam nesta aliança uma tentativa não declarada dos Estados Unidos de dividir o continente, enfraquecendo instituições como o Mercosul (Mercado Comum do Cone Sul) e a Unasul (União das Nações Sul-Americanas), e de facilitar a abertura dos mercados no continente.

Fonte: http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/32502/el+salvador+estuda+ingressar+na+alianca+do+pacifico.shtml

O Mercosul e a China: Alternativas


O Mercosul e a China: Alternativas

20 de setembro de 2012 – Carta Maior/Samuel Pinheiro Guimarães

A crise da economia mundial, que durará pelo menos mais uma década, e a maior liberdade de políticas econômicas na área externa, decorrente do enfraquecimento do pensamento e da prática neoliberal que a provocou e das ações protecionistas dos países desenvolvidos, fazem com que os países do Mercosul possam aproveitar essa rara oportunidade na sua história para aproveitar a extraordinária demanda chinesa por produtos primários e torná-la um fator de seu desenvolvimento econômico, isto é do seu desenvolvimento industrial. O artigo é de Samuel Pinheiro Guimarães. (mais…)