integração europeia

Reino Unido pode se tornar paraíso fiscal


Nesta segunda-feira (04/07), o ministro das Finanças do Reino Unido, George Osborne, anunciou planos para reduzir significativamente os impostos para empresas no país como modo de reduzir os efeitos da saída britânica da União Europeia (UE). Segundo o político, a intenção é diminuir os atuais 20% de impostos corporativos para menos de 15%; na UE, apenas Irlanda e Chipre têm taxas mais baixas. Dessa forma, o Reino Unido teria uma das mais baixas taxas de impostos para empresas entre as grandes economias do mundo, o que a OCDE já disse que seria uma situação semelhante à de um “paraíso fiscal”.

Osborne. Foto: S. Rousseau / empics / picture-alliance via DW.

O Reino Unido pode voltar atrás e não sair da UE?


Na semana passada, o Reino Unido, em referendo, escolheu sair da União Europeia (UE). Algumas pessoas começaram a se arrepender diante das consequências, inclusive de possibilidade de dissolução do país. Segundo Carla Bleiker, ainda há possibilidades de reversão: o parlamento britânico pode votar contra a saída da UE, um novo referendo pode ser chamado para confirmar a intenção de saída e o modo que ela se dará, a UE pode fazer concessões suficientes para aplacar as demandas dos britânicos que querem o “Brexit” e, por fim, a Escócia pode vir a vetar a saída do país do bloco europeu.

Foto: E. S. Lesser / dpa / picture-alliance.

Saída da UE ameaça a coesão do Reino Unido


A reemergência de movimentos separatistas na Escócia e na Irlanda do Norte ameaçam a coesão do Reino Unido, após a votação pela saída do país da União Europeia (UE). Enquanto a maior parte dos ingleses optou pela saída do bloco regional, escoceses e norte-irlandeses escolheram a permanência na UE. A primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, afirma que já está em andamento a organização de um novo referendo pela separação do país, aos moldes do realizado em 2014, e seu governo já está buscando negociações diretas com a UE para posteriormente voltar a fazer parte do bloco. De forma similar, o partido nacionalista da Irlanda do Norte, Sinn Féin, anunciou que irá apoiar a organização de uma consulta popular para separação do Reino Unido e integração à Irlanda — que permanece membro da União Europeia. Analistas já apontam que a saída do Reino Unido da UE põe em risco o processo de paz da Irlanda do Norte na forma do Acordo de Belfast de 1998. Ademais, a própria Espanha anunciou o seu interesse em obter soberania compartilhada do enclave de Gibraltar, cuja maior parte da população (96%) também votou pela permanência na UE.

Imagem: Derek Bacon / The Economist.

UE pede saída rápida do Reino Unido


Nesta sexta-feira (24/06), as principais autoridades da União Europeia (UE) pediram por rapidez no processo de saída do Reino Unido do bloco, conforme decidido em referendo. Os presidentes do Conselho, da Comissão e do Parlamento da UE advertiram que atrasos elevariam a incerteza. Países da UE já manifestaram que não desejam esperar até a renúncia de Cameron em outubro para começar as tratativas de desvinculação de Londres à organização. Enquanto isso, líderes de partidos nacionalistas de extrema-direita já estão pedindo a realização de referendos iguais aos do Reino Unido, na França, Holanda, Dinamarca, Alemanha, Itália e outros.

Imagem: n.i.

Em referendo, Reino Unido decide sair da União Europeia


Em referendo realizado na quinta-feira (23/06), a maioria dos cidadãos do Reino Unido decidiu-se pela saída da União Europeia (UE). O “Brexit” recebeu aproximadamente 52% dos votos, enquanto a permanência ficou com 48%. Escócia, Irlanda do Norte e a cidade de Londres votaram para permanecer na UE, enquanto o restante da Inglaterra e o País de Gales optaram pela saída do bloco. Eleitores mais jovens apoiaram a UE ao passo que os mais idosos foram contrários. Resultado afetou diversas bolsas de valores ao redor do mundo e a moeda do país teve queda histórica. A favor da continuação na UE, o primeiro-ministro David Cameron já anunciou sua renúncia, a qual deve ocorrer em outubro.

Mapa: El País.

Cameron apresenta condições para permanência do Reino Unido na UE


Nesta terça-feira (10/11), o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, apresentou quatro metas de reforma na União Europeia (UE) como condições para que o país permaneça no bloco. As quatro áreas incluem o fim da suposta discriminação dos países que não pertencem à zona do euro, mais poder para os legislativos nacionais, menos restrições burocráticas para aumentar a competitividade e, mais controversamente, maior controle sobre a política de migração. Esta serviria para impedir imigrantes de países membros da UE de pedirem benefícios sociais em outros países do bloco. Até o fim de 2017, um referendo deve ocorrer no Reino Unido acerca da sua permanência no bloco regional.

Foto: A. Dennis / Getty Images / AFP.

Planos de reforma da zona do euro começam a tomar forma


Depois das negociações de regaste para a Grécia, França, Alemanha e União Europeia passaram a cogitar seriamente reformas da Zona do Euro, com a criação de um governo econômico e impostos específicos para o bloco. O presidente francês, François Hollande, aventou a ideia do governo econômico com orçamento específico. Já na Alemanha e em Bruxelas, fala-se da criação do imposto específico para os países do euro. Em Berlim, no entanto, a chanceler Angela Merkel permanece cética quanto a essas reformas e ao invés disso favorece uma união política continental ainda mais forte, enquanto que o ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, é bem mais favorável às reformas, sendo muitas vezes mais ousado do que Hollande.

Foto: Thierry Chesnot, Getty Images.

Foto: Thierry Chesnot / Getty Images.

A Alemanha e a crise grega


O analista George Friedman trata neste texto do ressurgimento da primazia da Alemanha na Europa e de seu papel na União Europeia e sua política para a crise na Grécia. Para o autor, Berlim depende da manutenção da área de livre comércio da UE para manter seu desenvolvimento e, por isso, não poderia tolerar o retorno de anseios de soberania da Grécia (o que implicaria que a UE e, por consequência, a Alemanha seriam responsáveis pela dívida do país) e tampouco a saída de Atenas da zona do euro. O fortalecimento alemão e a saída encontrada para a crise grega, no entanto, carregam grande potencial de grandes tensões geopolíticas no continente.

Imagem: Forbes.

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Hollande propõe reformas e formação de governo único da zona do euro


O presidente da França, François Hollande, anunciou na última terça-feira (14/07) um plano de iniciativas para criação de um “governo econômico” para a zona do euro. Declaração veio em resposta à crise da dívida grega, que tem afetado a estabilidade do bloco. Em entrevista a canais de televisão, o presidente francês também ressaltou a necessidade de um orçamento comum aos 19 membros da união monetária, além da importância de uma harmonização de políticas sociais e fiscais. No domingo (19/07), Hollande novamente defendeu a criação de um orçamento específico para os países da zona do euro, assim como um parlamento para garantir o controle democrático sobre o bloco.

Foto: Xinhua, Zhou Lei.

Foto: Xinhua / Zhou Lei.

Grécia chega a acordo com credores


Após 17 horas de reunião, a Grécia e o Conselho Europeu chegaram unanimemente a um acordo, na manhã desta segunda-feira (13/07), para iniciar as negociações de um terceiro resgate financeiro em favor da Grécia. O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, realizou uma série de concessões e acatou exigências de reformas por parte da troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional), como mudança na aposentadoria, aumento de impostos e privatizações, além do retorno dos credores ao país para fiscalizar a implementação das reformas e avalizar mudanças na legislação do país. Acordo deve começar a ser implementado ainda essa semana; porém, pode causar uma reforma do executivo ou mesmo a realização de eleições antecipadas, se o partido Syriza rachar. Tsipras tentou minimizar as medidas de austeridade e afirmou continuar lutando pela soberania grega. Contudo, o ex-ministro da Economia da Grécia, Yanis Varoufakis, disse que as medidas acordadas são “políticas da humilhação” e constituem um novo Tratado de Versalhes.

Alexis Tsipras. Foto: Efe.

Eurogrupo retoma negociações sobre situação grega e Alemanha sugere saída temporada da zona do euro


Os ministros das Finanças da zona euro (Eurogrupo) retomaram hoje (12/07), em Bruxelas, negociações acerca de um terceiro programa de assistência à Grécia, mas as expetativas de um acordo são muito reduzidas. Para hoje também estava prevista uma reunião dos 28 chefes de Estado e de Governo da União Europeia, imediatamente depois da cúpula da zona euro, mas o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, cancelou o encontro, dizendo que a cúpula do euro vai durar até estarem concluídas as conversações sobre a situação grega. Durante a negociação, os países que se mostraram mais resistentes a um acordo com o governo da Grécia foram Finlândia, Estônia, Letônia, Lituânia e Alemanha. Helsinki deixou claro que, mais do que uma questão econômica, há desconfiança na proposta grega, a qual acatou praticamente todas as exigências de austeridade, apesar da população da Grécia ter se manifestado contrariamente em referendo. O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, já teria proposto aos demais líderes europeus a “saída temporária” da Grécia da zona do euro com duração de cinco anos.

Wolfgang Schäuble. Foto: picture-alliance / dpa / O. Hoslet.

O que fronteiras significam para a Europa?


Conforme análise de George Friedman, nos últimos anos, a Europa tem passado por três crises convergentes que, no fim, tratam do mesmo assunto: as fronteiras nacionais, o que elas significam e quem as controla. As três crises podem parecer distintas — imigração do mundo muçulmano, a economia grega e o conflito na Ucrânia — e não ter nada a ver umas com as outras. Porém, elas derivam, de formas diferentes, da questão central: o que significam os limites territoriais europeus hoje em dia?

Mapa: Stratfor.

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França adverte Reino Unido contra referendo sobre UE


A França advertiu o Reino Unido contra a realização do referendo sobre manutenção do país na União Europeia (UE). Para Paris, essa medida é “arriscada” e “perigosa”; porém, a Alemanha já sinalizou estar aberta para diálogo sobre reformas na organização. O governo francês, no entanto, já indicou que rejeitará quaisquer tentativas de Londres de alterar seu status na UE.

Foto: Etienne Laurent / Reuters.

Referendo sobre manutenção do Reino Unido na UE é anunciado pelo governo


O governo britânico anunciou hoje (27/05) uma proposta de lei para a organização de um referendo sobre “a manutenção ou não” do Reino Unido na União Europeia (UE) até o final de 2017 . O anúncio foi feito durante tradicional discurso da rainha ao Parlamento, em que ela lê o programa legislativo redigido pelo governo recém-eleito para os próximos cinco anos e marca a abertura da sessão parlamentar. Os pormenores da lei serão oficialmente apresentados aos deputados amanhã (28/05), à exceção da data exata do referendo. O primeiro-ministro David Cameron, que venceu as eleições de 7 de maio com maioria absoluta, prometeu, ainda antes da campanha eleitoral, a realização do mesmo. Outra medida constante do programa apresentado pela rainha Elizabeth é a devolução de “uma ampla gama de poderes” à Escócia, prometida por Cameron após a vitória do ‘não’ no referendo escocês sobre a independência do Reino Unido realizado em setembro.

Foto: Getty Images.

Comissão Europeia aprova projeto de mercado de energia comum


A Comissão Europeia (CE) aprovou uma proposta de mercado de energia comum para a Europa, o que dará mais poderes à instituição nas negociações de contratos de gás. Vários países europeus são dependentes hoje de um único fornecedor de gás, a Rússia, dependência essa que a CE busca diminuir. O projeto precisa ainda ser ratificado pelo Parlamento Europeu e por cada um dos Estados-membros da União Europeia.

Foto: Reuters

Foto: Reuters

Eurogrupo aprova pacote de reformas grego


Os ministros das finanças da zona do euro aprovaram o pacote de reformas proposto pelo governo grego como contrapartida à extensão da ajuda ao país por mais quatro meses. Agora, alguns parlamentos nacionais, como o alemão, precisam ratificar a decisão. Os principais pontos das reformas propostas pelo governo de Alexis Tsipras estão o combate à sonegação fiscal e à corrupção através da modernização da arrecadação e da administração pública. Também serão diminuídos os incentivos para a aposentadoria antecipada, principalmente nos bancos e no setor público.

Foto: Reuters / Y. Behrakis

Foto: Reuters / Y. Behrakis

A ascensão da Alemanha


George Friedman, do Strafor, faz análise do papel ascendente que a Alemanha vem tendo na política internacional, principalmente com a crise geopolítica da Ucrânia e a crise econômica europeia, particularmente acentuada no caso grego. Durante os anos de governo de Angela Merkel, que tornou-se chanceler em 2005, o país passou de uma situação de relativa paz e estabilidade para uma em que as crises o obrigaram a tomar a frente em determinadas negociações. Friedman analisa a liderança desempenhada pela Alemanha nas diferentes agendas de política externa do país.

Foto: Reuters / K. Lamarque

Foto: Reuters / K. Lamarque

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Banco Central Europeu lança pacote de estímulo de 60 bilhões de euros mensais


O Banco Central Europeu lançou um pacote de compra de bônus soberanos de países da zona do euro no valor de 60 bilhões de euros mensais até setembro de 2016. O valor é superior às estimativas do mercado e visa a tirar a zona do euro da estagnação. O lançamento do pacote, que entrará em vigor em março, marca uma mudança do foco da política monetária europeia, que antes se concentrava mais no controle da inflação que no crescimento econômico.

Foto: Reuters / Ralph Orlowski

Foto: Reuters / Ralph Orlowski