integração regional eurasiana

A China e sua Nova Rota da Seda


Confira aqui a matéria do The Economist sobre a China e sua iniciativa de estabelecer uma nova rota da seda na Eurásia. Oficialmente chamada de Cinturão e Rota (One Belt, One Road), a política visa à construção de infraestrutura na Eurásia de modo a torná-la um único espaço econômico centrado em Pequim com investimentos no valor de 4 trilhões de dólares. Podendo ser tida como um desafio ao domínio comercial dos Estados Unidos no mundo, a iniciativa do governo de Xi Jinping deve expandir os laços comerciais e físicos da China na Eurásia (e mesmo na África), bem como o seu poder brando (soft power). Embora haja inúmeros empecilhos à sua consecução, vários projetos já estão sendo feitos a alterando estruturas na economia mundial.

Mapa: The Economist.

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Rússia e China firmam novos acordos bilaterais


Em visita a Pequim, o presidente russo Vladimir Putin e o presidente chinês Xi Jinping firmaram mais de 30 novos acordos bilaterais. Entre as áreas temáticas, estão investimentos em infraestrutura, comércio, tecnologia e inovação, agricultura, finanças e internet. Embora tenha havido uma desaceleração da parceria entre Rússia e China, ambos os países notaram o seu sucesso estratégico. Xi Jinping afirmou ainda que os dois países “deveriam promover a ideia de serem amigos para sempre”.

Foto: Getty Images / G. Baker via DW.

Em desfile militar, Rússia e China fortalecem laços


Na ocasião do desfile militar em memória dos 70 anos do fim da Segunda Guerra Mundial em Moscou, a Rússia e a China fortaleceram significativamente seus laços bilaterais. Os respectivos presidentes Vladimir Putin e Xi Jinping assinaram diversos acordos, mormente em setores de infraestrutura, que vinculam o desenvolvimento estratégico de seus países. Ambos os países especialmente concordaram em inserir a União Econômica Eurasiana (UEE, bloco liderado por Moscou) à visão chinesa da Nova Rota da Seda. Putin ressaltou que a medida cria na prática um espaço econômico comum na Eurásia. Alguns analistas apontam que, apesar dos acordos, há uma grande dificuldade de aprofundar os laços bilaterais sino-russos. De forma geral, com o boicote de líderes ocidentais ao desfile militar, os países membros dos BRICS tornaram-se ainda mais relevantes para a inserção internacional russa, principalmente a China e a Índia.

Foto: Escritório da Presidência da Rússia.

O Grande Jogo no Cazaquistão


A Rússia vem tentando adquirir maior influência sobre a Ásia Central, especialmente no Cazaquistão. Contudo, mesmo após a criação da União Econômica Eurasiana, o presidente cazaque, Nursultan Nazarbayev, procura estabelecer laços mais profundos com a China para reduzir sua dependência de Moscou.

Nursultan Nazarbaev e Vladimir Putin. Foto: Genya Savilov / AFP / Getty Images.

Nursultan Nazarbayev e Vladimir Putin. Foto: Genya Savilov / AFP / Getty Images.

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Criação de União Econômica Eurasiana aumenta tensão entre UE e Rússia


Em reação à criação da União Econômica Eurasiana – bloco formado por Rússia, Cazaquistão e Belarus -, União Europeia reforçou interesse na adesão de Ucrânia, Geórgia e Moldávia. Observadores questionam pressa na admissão das ex-repúblicas soviéticas.

Foto: picture-alliance / dpa.

Foto: picture-alliance / dpa.

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Firmado acordo de criação da União Econômica Eurasiana


Nesta quinta-feira (29/05), foi firmado o acordo de criação da União Econômica Eurasiana (UEE). Inspirado na antiga União Soviética e na União Europeia, bloco formado por Rússia, Cazaquistão e Belarus quer abrir mercado a países menores, revitalizar a economia dos países membros e ampliar influência de Moscou na região.

Presidentes de Belarus, Rússia e Cazaquistão. Foto: picture-alliance / dpa.

Presidentes de Belarus, Rússia e Cazaquistão. Foto: picture-alliance / dpa.

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