Integração Sul Americana

11ª Cúpula da Aliança do Pacífico ocorre no Chile


Na última terça-feira (29/06), teve início a 11ª Cúpula da Aliança do Pacífico, reunindo os Chefes de Estado dos quatro países membros (Chile, Peru, Colômbia e México) e de dois países observadores (Argentina e Costa Rica). Na ocasião, o chanceler chileno Heraldo Muñoz celebrou a visita dos recém-eleitos Maurício Macri, da Argentina, e Pedro Pablo Kuczynski, do Peru como atores importantes para promoção dessa iniciativa regional. Já o presidente argentino pretende criar mais vínculos do Mercosul com a Aliança, a qual também deve se tornar uma área de livre comércio na América Latina.

Presidentes da Aliança do Pacífico. Foto: Nodal.

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Bolívia e Peru discutem construção de ferrovia transoceânica


Os presidentes de Bolívia e Peru, Evo Morales e Ollanta Humala, respectivamente, concordaram, nesta quinta-feira (28/01), em impulsionar o projeto da ferrovia transoceânica, que deve integrar os oceanos Atlântico e Pacífico. Plano inicial da ferrovia, financiado pela China, para integrar o porto de Santos, no Brasil, com o porto de Ilo, no Peru, não integrava a Bolívia, que vem pressionando para a alteração do mesmo.

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Foto: Nodal.

Brasil e Equador aprofundam relações bilaterais


A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e o presidente do Equador, Rafael Correa, acordaram nesta terça-feira (26/01) em aprofundar as relações bilaterais. Além de questões comerciais e sistemas de crédito, os dois líderes também discutiram a conexão de Manaus com a cidade costeira equatoriana Manta, que permitiria o acesso brasileiro ao Pacífico.

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Foto: ANSUR.

Brasil discute energia e hidrocarbonetos com Bolívia


Nesta quarta-feira (27/01), os secretários brasileiros da Energia e dos Hidrocarbonetos visitaram, acompanhados de comitiva com executivos da Eletrobras e da Petrobras, a Bolívia. Além da ampliação do contrato de venda de gás boliviano para o Brasil, também foram discutidos uma série de projetos conjuntos, como a da termoelétrica do Rio Madeira e uma sociedade brasileira-boliviana para a construção de uma planta petroquímica.

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Foto: ANSUR.

O mito do fracasso do Mercosul


O Grupo de Reflexão sobre Relações Internacionais (GR-RI), em artigo, desconstrói o mito de que o Mercosul teria fracassado e alerta para os perigos de sua flexibilização. O GR-RI informa que o comércio intrabloco cresceu bem acima do crescimento do comércio mundial nos últimos 15 anos e que, mais importante ainda, o comércio extra-bloco do Mercosul também aumentou acima do crescimento do comércio global, no mesmo período considerado. Dessa forma, a hipótese de que o Mercosul seria um fracasso e estaria impedindo maior participação dos Estados Partes nas cadeias produtivas globais — tese dos detratores do bloco — simplesmente não teria base empírica. Nesse contexto, o abandono da união aduaneira e a celebração célere e isolada de acordos de livre comércio com grandes potências econômicas seria um grande erro ao comprometer espaços de manobra de políticas industriais e tecnológicas.

Foto: PR / Ricardo Stuckert.

Por falta de dinheiro, Parlasul suspende atividades


Os deputados do parlamento do Mercosul (Parlasul) decidiram suspender as atividades da instituição por falta de dinheiro para o custeio de despesas administrativas. O déficit da instituição até o mês passado foi de 5,1 milhões de dólares (aproximadamente 16 milhões de reais). Todos os países membros do Mercosul estão em dívida. O maior devedor é o Brasil, que acumula US$ 2,5 milhões de aportes atrasados. O segundo maior devedor é a Argentina, com US$ 866 mil atrasados. A Venezuela deve US$ 857 mil e o Uruguai US$ 746 mil. O Paraguai é o país do Mercosul que menos deve, US$ 68 mil.

Foto: Mercosul / Leopoldo Silva / Senado Federal.

Unasul é única organização reconhecida por governo e oposição na solução da crise política venezuelana


A atuação da Unasul na solução negociada da crise política venezuelana contrasta com a recente atitude estadunidense em sancionar autoridades do país. Na última semana, chanceleres da Unsaul foram ao país e ouviram governo e oposição para garantir que não haja uma ruptura democrática. Em nota, o Itamaraty afirmou que “a Unasul é hoje o único organismo internacional que conta com a aprovação tanto do governo como da oposição para levar adiante a promoção do diálogo entre os venezuelanos”.

Foto: Agência Efe

Foto: Agência Efe

Os desafios da integração sul-americana após a morte de Hugo Chávez


Reportagem do Opera Mundi aborda os desafios encontrados pela integração sul-americana após a morte de Hugo Chávez, ferrenho defensor do regionalismo. Com um discurso de uma integração regional pelo anti-imperialismo, Chávez se consolidou como um líder da causa sul-americana, juntamente com Kirchner, também falecido, e Lula, que não ocupa mais cargo político. Entretanto, intelectuais entrevistados pelo Opera Mundi rejeitam que a integração se baseie sobre figuras políticas do momento, e que constitui um processo histórico econômico-social que deve transgredir mandatos individuais.

Foto: Wikicommons

Foto: Wikicommons

Unasul vai mediar tensão política entre governo e oposição na Venezuela


Os chanceleres de Brasil, Colômbia e Equador, somados ao Secretário-Geral da Unasul, Ernesto Samper, irão a Caracas na próxima sexta-feira (06/03) para mediar as tensões entre governo e oposição venezuelanos.  A situação se degradou no país com a prisão do prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, acusado de conspirar contra o governo.

Foto: M. Gutiérrez

Foto: M. Gutiérrez

Evo Morales assume terceiro mandato na Bolívia


A cerimônia de posse de Evo Morales começou ontem (21/01) e se extenderá até hoje (22/01) num ritual ancestral indígena. Ontem a cerimônia ocorreu no sítio arqueológico de Tiwanaku, próximo do lago Titicaca, e tem continuidade hoje na capital administrativa, La Paz, contando com a presença da presidenta Dilma Rousseff. Morales foi eleito com mais de 60% dos votos.

Foto: Roosewelt Pinheiro / Agência Brasil

Foto: Roosewelt Pinheiro / Agência Brasil

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Dilma confirma presença em posse de Evo Morales e não irá a Davos


Dilma Rousseff confirma presença em posse de Evo Morales na Bolívia e que não irá ao Fórum Econômico Mundial. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, irá a Suíça para representar o país. Opção pode simbolizar maior foco da política externa de seu segundo mandato às relações com os vizinhos sul-americanos.

Foto: Ichiro Guerra / Divulgação

Foto: Ichiro Guerra / Divulgação

Integração sul-americana: desafios vistos dos Andes


Tulio Vigevani analisa as dificuldades para a integração sul-americana do ponto de vista dos países andinos. As questões econômicas e de desenvolvimento são as mais importantes para estes países, que desejam que a coordenação entre as nações sul-americanas tenha por objetivo uma posição mais privilegiada nas cadeias globais de produção. Vigevani afirma que certamente avanços já foram alcançados, mas uma real complementaridade entre os países sul-americanos deve vir a partir de sua competitividade internacional.

Os impasses da integração regional vistos dos Andes equatorianos, por Tulio Vigevani

Foto: Golo / Flickr / Creative Commons

Foto: Golo / Flickr / Creative Commons

UNASUL inaugura sede no Equador e adota cidadania sul-americana


Presidentes e representantes dos países sul-americanos viajaram ao Equador para participar da 8ª Cúpula Extraordinária da UNASUL (União de Nações Sul-Americanas), na qual inaugurou-se a primeira sede do organismo, em Guayaquil, a 420 km de Quito. A reunião, que teve início na quarta-feira (03/12) e se encerra hoje (05/12), deu o primeiro passo para o estabelecimento da livre mobilidade na região, com a chamada “cidadania sul-americana”.

Foto: Ernesto Samper / Twitter.

Foto: Ernesto Samper / Twitter.

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Países da UNASUL definem requisitos técnicos para drone regional


Depois de quatro dias de discussões, os doze países membros da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL) conseguiram entrar em consenso e definiram os requisitos técnicos do sistema VANT (Veículo Aéreo Não Tripulado), também conhecido como drone, regional da América do Sul. As definições foram tomadas em encontro realizado na última semana em Salvador.

Representantes dos países da UNASUL. Foto: Karla Imad / MD.

Representantes dos países da UNASUL. Foto: Karla Imad / MD.

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Cúpula em Quito marca “novo despertar” da Unasul


Inauguração da nova sede da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL) e debates sobre um passaporte sul-americano estão na pauta do encontro, voltado a retomar esforço de integração do subcontinente. Cooperação política deve nortear trabalho do bloco.

Foto: teleSUR

Foto: teleSUR

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Unasul será vigilante em relação a casos de ruptura democrática, diz secretário


O secretár-geral da Unasul, Ernesto Samper, afirmou à presidenta brasileira que organização será vigilante quanto a rupturas democráticas na região. Prioridades da agenda da Unasul são o combate às desigualdades e promoção da competitividade na América do Sul.

Foto: Yuri Cortez / AFP / Getty Images

Foto: Yuri Cortez / AFP / Getty Images

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Parlasul faz declaração de apoio à soberania argentina sobre as Malvinas


O Parlamento do Mercosul (Parlasul) manifestou na última semana apoio à soberania argentina sobre as Malvinas. Em sessão extraordinária, o Parlasul aprovou por unanimidade declaração que afirma que disputa é um conflito colonial, criticando a militarização do arquipélago.

Foto: Leo Ramirez / AFP / Getty Images

Foto: Leo Ramirez / AFP / Getty Images

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Unasul inaugurará sede no Equador em dezembro


A Unasul deve inaugurar sua sede em Quito, capital do Equador, no próximo mês. O Ministro de Relações Exteriores do Equador, Ricardo Patiño, afirmou que a construção está quase concluída e convidou todo o povo sul-americano para prestigiar sua inauguração em 5 de dezembro.

Foto: teleSUR

Foto: teleSUR

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Unasul discutirá Corte Penal comum para América do Sul


Proposta encabeçada pelo Equador, a Unasul deverá discutir a criação de uma Corte Penal Comum para a região. Essa corte não substituiria as cortes nacionais dos países, mas se encarregaria de delitos pré-acordados entre os países.

Foto: Divulgação.

Foto: Divulgação.

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Cuba e Uruguai assinam acordo para facilitar comércio bilateral


Cuba e Uruguai assinarão um memorando para facilitar negócios e reafirmar o compromisso de promover o comércio bilateral. O acordo será assinado durante a feira Expo-Cuba – Feria Internacional de la Habana. Na mesma feira, empresários de vários países do mundo interagem com setores da economia cubana para promover as relações econômicas internacionais do país.

Foto: La Red 21

Foto: La Red 21

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Eleição no Brasil é definição geopolítica


Segundo o Oscar Guardiola-Rivera, a eleição de amanhã será uma definição geopolítica para o Brasil entre dois rumos: o de voltar à esfera de influência estadunidense, representado por Aécio Neves, ou de continuar o processo de autonomia e liderança da integração regional, representado por Dilma Rousseff.

Foto: Eduardo Knapp / Folhapress

Foto: Eduardo Knapp / Folhapress

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Integração de infraestrutura na América do Sul: pequenos passos, grandes efeitos


Embora os debates sobre a América do Sul normalmente fiquem reservados à defesa ou à crítica do Mercosul, é necessário expandir os horizontes. Críticos e defensores da empreitada de integração regional ignoram ou escolhem ignorar uma dimensão importante – quiçá a mais importante – da relação com nossos vizinhos: a integração de infraestrutura, campo em que temos significativas vitórias a comemorar, regional e nacionalmente.

Transnordestina. Foto: Divulgação / Planalto.

Transnordestina. Foto: Divulgação / Planalto.

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Gás de xisto e a integração energética sul-americana


Integração energética sul-americana ainda está muito aquém do ideal. Contudo, a exploração de gás de xisto no campo de Vaca Muerta na Argentina pode vir a ser um importante passo para a sua concretização.

Fonte: Milenio / Comunicacion Popular.

Fonte: Milenio / Comunicacion Popular.

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UNASUL realizará fórum sobre ciência e tecnologia


Do dia 2 a 4 de dezembro, será realizado um evento científico e tecnológico no Rio de Janeiro organizado pela UNASUL. Secretário-Geral da organização, Alí Rodríguez Araque, o caracteriza como sendo “essencial para a região”.

Secretário-Geral da UNASUL. Fonte: TelesurTV.

Secretário-Geral da UNASUL. Fonte: TelesurTV.

Unasur realizará foro sobre ciencia y tecnología

Telesur – 30/11/2013

La Unión de Naciones Suramericanas (Unasur) anunció este viernes que del 2 al 4 de diciembre se realizará en Río de Janeiro (sureste de Brasil) un evento enfocado en ciencia y tecnología, cuyo fin es impulsar los adelantos de la región en estas áreas.

En una entrevista exclusiva con teleSUR, el secretario general de la Unasur, Alí Rodríguez Araque, señaló que debe surgir “la creación de organismos que trabajen concentradamente” en el área científica y tecnológica.

Rodríguez Araque aseguró que “dentro de Unasur existe un Consejo de Tecnología pero esto debe ampliarse para que articule todas las instituciones y todas las personalidades investigadoras y científicas que trabajan en este ámbito”.

En la Universidad Federal de Río de Janeiro (sur de Brasil) se celebrará desde el 2 y hasta el 4 de diciembre, este evento organizador por la Unasur para discutir temas de ciencia, tecnología, innovación e industrialización, que se trata de un “plan que hemos venido desarrollando en Unasur, a partir de una decisión de los jefes de Estado y de Gobierno” del bloque, informó Rodríguez.

El vocero agregó que tras una revisión en Caracas (capital venezolana) “se acordó realizar eventos sectoriales”, a la vez que aclaró que dicho evento se trata de “un evento sectorial concentrado en la parte científica, tecnológica e innovación”.

“Sobre todo en innovación de recursos naturales porque conseguimos no solamente superar la mera fase extractiva corrigiendo muchas de las aberraciones en las que se ha incurrido con graves afectaciones de ambiente y también de las comunidades, al mismo tiempo que incrementamos la productividad a fin de reducir también el esfuerzo humano, reducir costos y mejorar las condiciones generales”, dijo.

Este proceso, aclaró “va acompañado de los procesos de transformación, es decir de la fase industrial, a fin de superar otra de las paradojas que tenemos en la región, donde si bien han crecido las exportaciones estas han estado compuestas fundamentalmente por materias primas y secundariamente por productos”.

El evento, según palabras de Rodríguez Araque “está orientado a trabajar en reducir impacto en el ambiente y mejorar las productividades en escala regional”.

El presidente del organismo señaló que la idea “en primer lugar es establecer una red que articule a todas las instituciones y personalidades que trabajan en desarrollo científicos y tecnológicos”.

Fonte: http://www.telesurtv.net/articulos/2013/11/30/presidente-de-unasur-insta-a-crear-un-organismo-enfocado-en-ciencia-y-tecnologia-6805.html

O BNDES como ator da integração na região sul-americana


ICTSD. O BNDES como ator da integração na região sul-americana. Pontes, v. 4, n. 5, nov. de 2008. Disponível em: http://ictsd.org/i/news/pontes/32901/

Fonte: BNDES.

Fonte: BNDES.

Nos últimos anos, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem-se consolidado como um mecanismo ativo da política externa do governo brasileiro. Este artigo busca identificar suas principais linhas de ação voltadas ao desenvolvimento da integração na América do Sul.

Na reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial de 2007, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, propôs a criação de um fundo internacional para o financiamento da integração sul-americana. Tal proposta insere-se no contexto de projeção regional do BNDES como instrumento da política externa do governo brasileiro, principalmente no que diz respeito à integração regional. Já em 2005, Guido Mantega, então presidente do BNDES, afirmava que “o Governo Lula estabeleceu como uma de suas prioridades alterar a geopolítica, construindo uma nova correlação de forças favorável aos países emergentes”.

Para financiar a integração na América do Sul, o governo federal brasileiro dispõe de três mecanismos principais: (i) a Iniciativa para a Integração da Infra-estrutura Regional Sul-americana (IIRSA)[1], criada em 2000; (ii) o Programa de Crédito à Exportação (PROEX)[2]; e (iii) o BNDES. Desde 2005, o BNDES tem criado linhas de apoio a empresas brasileiras, seja por meio de créditos à exportação de bens e serviços, seja pela criação de marcos regulatórios favoráveis à exportação de investimentos estrangeiros diretos (apoio à internacionalização das empresas). O fato de tal estratégia ter como foco as empresas brasileiras que comercializam com países sul-americanos é freqüentemente evocado pelas lideranças do BNDES como o aspecto definidor da sintonia do Banco com o programa de projeção regional definido pelo atual governo federal.

Apoio à exportação: principal frente de atuação do BNDES na região

O BNDES é hoje o maior banco de desenvolvimento da América Latina e o segundo maior do mundo (atrás apenas do Banco Mundial)[3]. Nos últimos três anos, o BNDES tem tido como foco o desenvolvimento e a multiplicação de linhas de crédito à exportação de bens e serviços praticada por empresas brasileiras, desempenhando um papel cada vez mais ativo no “desenvolvimento sustentável e competitivo da economia brasileira”, conforme declarações do próprio Banco.

São duas as suas principais linhas de apoio à exportação. No financiamento à produção, a empresa obtém, junto ao BNDES, recursos para produzir o bem ou serviço a ser exportado. Já na linha de financiamento à comercialização, o importador é financiado e o exportador (brasileiro) recebe os recursos antecipadamente. Aqui, cabe destacar a parceria recentemente firmada entre os governos do Brasil e da Argentina, de acordo com a qual o BNDES financiará em US$ 200 milhões as importações de produtos brasileiros por empresas argentinas.

Segundo dados do BNDES, 68% das linhas de crédito desembolsadas em 2005 (US$ 3,86 bilhões) correspondem a bens de capital, sendo as empresas que produzem equipamentos de transportes as mais beneficiadas. Os serviços, por sua vez, responderam por apenas 5% desse valor (US$ 252,2 milhões).

Ainda que os números representem 28% de aumento em relação a 2004, o BNDES passou a investir na formulação de estratégias de expansão da participação do setor de serviços em suas linhas de financiamento. Para além de uma preocupação com vistas ao equilíbrio da plataforma de empresas beneficiárias das linhas de crédito do BNDES, as altas lideranças do Banco defendem que “o apoio às exportações de serviços é fundamental para agregação de valor nas transações comerciais brasileiras e para melhorar o saldo de serviços”[4]. O principal ponto de atenção incide sobre os serviços de construção, uma vez que se trata de um setor no qual o país “possui vantagens comparativas”.

Infra-estrutura: ponto sensível para a integração regional

O tema relativo a infra-estrutura vem ocupando um espaço cada vez maior em fóruns nacionais e regionais. No Brasil, tem sido objeto de intensos debates no meio empresarial e político[5] e, na região, foram tais diálogos que deram origem à já mencionada IIRSA e ao Fundo para a Convergência Estrutural (FOCEM, sigla em espanhol), no âmbito do Mercado Comum do Sul (Mercosul). Independentemente do fórum, o diagnóstico é o mesmo: a assimetria entre os países sul-americanos no tocante à infra-estrutura constitui um dos principais desafios à integração desses países.

Cabe ressaltar a experiência do FOCEM, fundo regional criado pelo Conselho do Mercado Comum (Decisão CMC N. 45/04) com quatro áreas de atuação principais: promover a convergência estrutural, o desenvolvimento da competitividade, a coesão social e o fortalecimento da estrutura institucional do Mercosul. Conforme o Primeiro Orçamento do Fundo (MERCOSUL/CMC/DEC. N. 28/06), relativo ao período 2006-2007, o foco dos trabalhos foi definido em torno da infra-estrutura, principalmente no Paraguai e Uruguai, incluindo as seguintes atividades:

  • construção, modernização e recuperação de vias de transporte modal e multimodal que otimizem o movimento da produção e promovam a integração física entre os Estados parte e suas sub-regiões;
  • exploração, geração, transporte e distribuição de combustíveis fósseis, biocombustíveis e energia elétrica; e
  • implementação de obras de infra-estrutura hídrica para contenção e condução de água bruta, saneamento ambiental e macro-drenagem.

As iniciativas acima apresentadas foram criadas sob a crença de que a harmonização da infra-estrutura constitui peça-chave para a viabilização da integração e do desenvolvimento dos países sul-americanos. Com efeito, nos últimos anos, o discurso político favorável à integração evoluiu mais rapidamente que os mecanismos capazes efetivar a integração sul-americana. Assim, o FOCEM, a IIRSA e o BNDES inserem-se em um contexto no qual a atenção das lideranças políticas da América do Sul voltou-se para o desenvolvimento de ferramentas capazes de superar as lacunas entre os países da região.

Dessa forma, a já mencionada preocupação do BNDES em aumentar a exportação de serviços foi adaptada ao ideário das lideranças políticas sul-americanas e o Banco passou a atuar como órgão financiador da integração sul-americana, com foco em serviços de infra-estrutura[6].

Dentre as operações financiadas pelo BNDES, destacam-se: (i) a ampliação da capacidade de gasodutos na Argentina, obra operada pela Odebrecht e Confab, que envolveu a concessão de aproximadamente US$ 237 milhões de financiamentos do BNDES; (ii) a construção do Aeroporto de Tena na Amazônia Equatoriana, também operada pela Odebrecht, que contou com US$ 50,4 milhões do BNDES; e (iii) a construção das linhas 3 e 4 do metrô de Caracas. Nesta última, o financiamento de cerca de US$ 107,4 milhões entre 2001 e 2005 envolveu a exportação de bens (tubulações para ar, água e eletricidade, aço para construção, guindastes, pontes rolantes e caminhonetes) e serviços (gerenciamento de obras civis, levantamentos topográficos, sismológicos e geológicos, administração de materiais e equipamentos).

As empresas mais beneficiadas pelo apoio do BNDES à exportação de serviços em infra-estrutura têm sido aquelas já consolidadas no mercado nacional e dotadas de projeção internacional. O exemplo mais emblemático é a Odebrecht[7], envolvida em quase todas as principais operações financiadas pelo Banco na América do Sul. A construtora brasileira, que ocupa a 16ª posição entre as maiores empresas da América Latina[8], atua em treze países, do México à Argentina, e mais de 80% (R$ 6 bilhões) da receita de sua receita é proveniente do exterior.

Considerações finais

A combinação de instrumentos nacionais e regionais com o objetivo de promover a integração sul-americana tem-se revelado uma prática comum do governo brasileiro, principalmente a partir de 2000. Para além de um ideal, a multiplicação de tabuleiros em que o Brasil atua tem trazido bons frutos à economia do país nos últimos anos. De fato, a integração regional impulsionou a competitividade das empresas brasileiras e abriu mercados para investimentos, entre outros benefícios. Ferramenta de grande importância para a promoção da integração sul-americana, o BNDES tem contribuído para o aumento da diversidade dos setores apoiados, bem como dos países com os quais o Brasil fechou acordos, o que se traduz em aumento de mercados consumidores.

No que diz respeito especificamente à infra-estrutura, o FOCEM e o BNDES parecem constituir os mecanismos de perfil regional prioritários ao governo brasileiro. No entanto, o volume dos financiamentos do BNDES ultrapassa em muito aqueles do FOCEM: para fins ilustrativos, somente as três obras destacadas na seção anterior (Argentina, Equador e Venezuela) totalizaram US$ 394,8 milhões em financiamentos do BNDES, mais do que o dobro dos recursos previstos no orçamento do primeiro biênio do FOCEM (US$ 125 milhões). Além disso, os projetos aprovados no primeiro semestre de 2007 no âmbito do FOCEM (6 no Paraguai e 6 no Uruguai) depararam-se com obstáculos burocráticos para sua implementação.

Cabe ressaltar que o FOCEM privilegia as empresas nacionais dos países em que a obra será executada para a concessão do financiamento, ao invés de gigantes mais competitivos como a Odebrecht. Nesse sentido, torna-se previsível a posição do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, de destacar o BNDES nos fóruns internacionais como uma ferramenta que oferece eficiência e credibilidade para o financiamento de obras de infra-estrutura na América do Sul. Exemplo disso é a recente viagem do presidente do Banco, Luciano Coutinho, a Tóquio para explorar a possibilidade de empréstimo de bancos japoneses ao BNDES. “Os bancos japoneses podem desenvolver, junto com o BNDES, fundos de apoio a investimentos em infra-estrutura, e há também grande interesse em instrumentos financeiros relacionados ao meio-ambiente, como o Fundo Amazônia”, disse Coutinho[9].

Trata-se da maturação de uma proposta que foi apresenta por Coutinho em outubro do ano passado, durante a reunião anual do FMI e do Banco Mundial. A criação de um fundo internacional para o financiamento da integração sul-americana é necessária para a continuidade das atividades do BNDES, cuja demanda por recursos é elevada (o estoque de projetos de investimentos aprovados pelo banco hoje gira em torno de US$ 90 bilhões) e tende a crescer. Esse cenário deve pressionar as fontes de recursos do Banco, em especial se também considerado o atual contexto da crise econômica mundial.

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Notas:

[1] Os Presidentes da América do Sul decidiram, em reunião realizada em agosto de 2000, em Brasília, criar a IIRSA, uma vez reconhecida a carência de mecanismos de ação conjunta para impulsionar o processo de integração política, social e econômica, fundamentalmente por meio da modernização da infra-estrutura. No Brasil, é a União que opera a IRRSA, com recursos orçamentários para projetos específicos. Ver: <http://www.iirsa.org&gt;. A cesso em: 17 out. 2008.

[2] Ver: <http://www.fazenda.gov.br/sain/temas/proex.asp&gt;. Acesso em: 17 out. 2008.

[3] Ver: COSTA, Karen Fernandez. A transformação do BNDES e sua influência na política de Estado do Brasil na década de 90. In: 28 Encontro Anual da Anpocs, 2004, Caxambu. 28 Encontro Anual da Anpocs, 2004. http://www.encontroanpocs.org.br/2004/lista_sessoes_prog.asp?atvId=116

[4] Palavras proferidas por Guido Mantega em 2005, quando ainda era presidente do BNDES. Apresentação disponível em: <http://www.bndes.gov.br/empresa/download/apresentacoes/mantega_importancia_das_%20exportacoes.pdf&gt;. Acesso em: 17 out. 2008.

[5] Ver editorial intitulado “O desafio da competitividade para as exportações brasileiras”, neste número do Pontes Bimestral.

[6] Digno de nota, o BNDES não financia obras no exterior, mas sim exportações de bens e serviços produzidos no Brasil.

[7] Recentemente, a empresa foi objeto de um quadro de tensão junto ao governo equatoriano, que acusava a Odebrecht, participante do consórcio responsável pela execução do projeto da usina hidrelétrica de San Francisco, de ter utilizado materiais de qualidade inferior, com o objetivo de acelerar o ritmo da obra – entregue 9 meses antes do prazo, adiantamento que garantiu à Odebrecht o recebimento de um bônus contratual de US$ 13 milhões. Para mais informações, ver: Pontes Quinzenal, Vol. 3, No. 18. Relações Brasil-Equador se estremecem após caso Odebrecht. (13/10/2008). Disponível em: <http://ictsd.net/i/news/pontesquinzenal/31036/&gt;. Acesso em: 17 out. 2008.

[8] Ver BBC. Brasil domina ranking das 500 maiores empresas da América Latina. (28/07/2008). Disponível em: <http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/07/080728_brasilempresasranking.shtml&gt;. Acesso em: 17 out. 2008.

[9] Ver Agência Brasil. BNDES vai propor fundo internacional para financiar integração sul-americana. (17/10/2007). Disponível em: <http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2007/10/17/materia.2007-10-17.6337367433/view&gt;. Acesso em: 21 out. 2008. Ver também: BNDES. BNDES busca ampliar relacionamento com instituições internacionais. (17/10/2008). Disponível em: <http://www.bndes.gov.br/noticias/2008/not187_08.asp&gt;. Acesso em: 21 out. 2008.

I Encontro de Estudos Sociais Latino-Americanos debate Integração Regional na UNILA em Foz do Iguaçu


Portal da UNILA, 25/10/2013

Estudos Sociais

Evento teve como objetivo a reflexão sobre o pensamento latino-americano em Ciências Sociais

Publicado por Renan Xavier

1o Encontro de Estudos Sociais da América Latina

Encerrado nesta quinta-feira (24), o 1o Encontro de Estudos Sociais da América Latina, realizado na UNILA de 22 a 24 de outubro, trouxe à tona a reflexão sobre a necessidade de caminhos epistêmicos e de conhecimentos mais autóctones à pesquisa científica, em especial na área de Ciências Sociais, e às práticas políticas da América Latina. A proposta do evento, que contou com mesas-redondas, grupos de trabalho e apresentações culturais era promover o intercâmbio de acadêmicos, professores e pesquisadores na América Latina, fortalecer a inserção da UNILA no debate sobre integração latino-americana e discutir o papel da academia e das ciências sociais em relação a este tema. O evento foi organizado por professores e acadêmicos, em especial, do curso de Relações Internacionais e Integração, e pelo Centro de Estudios Avanzados da Universidad Nacional de Córdoba (UNC – Argentina).

Na sessão de abertura, o diretor do Instituto Latino-Americano de Economia, Sociedade e Política (ILAESP), Felix Pablo Friggeri, ressaltou a importância do evento. “O encontro visa à troca e produção de conhecimentos e reflexão sobre novas epistemologias que possam contribuir ao processo de integração da Pátria Grande”, disse. Na sequência, Javier Moyano, diretor da Escola de História da Universidad Nacional de Córdoba, lembrou dos 95 anos da Reforma Universitária de Córdoba. “É um privilégio estar aqui e poder fazer parte deste evento, que marca outro momento importante para a América Latina no âmbito acadêmico e social. Há 95 anos, tínhamos um movimento lá também que culminou na Reforma Universitária de Córdoba. Espero que possamos continuar com estes seminários comuns, transitando sistematicamente”, pontuou.

Abertura do 1o Encontro de Estudos Sociais aconteceu na terça-feira (22)

“Estamos muito orgulhosos da realização deste evento aqui. Esperamos que possa ser o primeiro de muitos. É de grande relevância esta proposta de refletir de modo interdisciplinar dentro das Ciências Sociais”, explicou o coordenador do curso de Relações Internacionais e Integração, Lucas Kerr de Oliveira. Já Francisco Delich, diretor do Doutorado em Estudios Sociais da América Latina do Centro de Estudios Avanzados (UNC), reiterou a necessidade de um pensamento construído a partir de bases genuínas latino-americanas. “As metrópoles não foram generosas com suas colônias. Em relação ao pensamento, era sempre o europeu e depois o norte-americano que era válido. Os paradigmas que vinham de fora não eram colocados em dúvida, como se fossem enviados por Deus à terra e tivessem de ser aceitos e apenas replicados”, salientou.

Movimentos sociais

A mesa de abertura La construcción del pensamiento social latinoamericano desde los movimientos sociales y los procesos politicos actuales de la región contou a presença de Maria Susana Bonetto, diretora do Doutorado em Ciência Política do Centro de Estudios Avanzados da Universidad Nacional de Córdoba, e de Luis Tápia, do grupo Comuna-IDES da Universidad de San Andrés (UMSAM), de La Paz, Bolívia. “Este encontro, emblemático, tinha que ser na UNILA. Ele permite que pensemos em possibilidades, que retomemos a ideia de cidadãos coletivos, rechaçando a de cidadãos individuais”, disse. “Nenhuma outra construção deu lugar ao capitalismo, mas é preciso colocar limites. Importante, também, perceber que o consenso é impossível em uma sociedade com interesses contrapostos e desigual, e que o conflito tem lugar próprio na política. É ontológico”.

Luis Tapia destacou a importância dos movimentos sociais na construção das sociedades. “Os movimentos sociais, que surgiram como um enfrentamento ao neoliberalismo, ampliam o nosso conhecimento social e nos permitem avançar quanto à emergência de novas realidades. Assim, há maiores condições de possibilidade de conhecimento, além de ampliação do que é público e de maior visibilidade quanto às questões em si. Os movimentos sociais criam projetos coletivos socializados”, disse.

Tapia lembrou o processo de mudança social no Equador e Bolívia nas últimas décadas e pontuou que os movimentos sociais indígenas foram responsáveis por novas articulações que geraram a reconstrução da memória histórica, novas ressignificações e novas concepções sociais que foram incluídas, inclusive, nas novas Constituições nacionais. “A recuperação da memória histórica é importante ao processo de descolonização. Com esta dinâmica, surgem novas ideias e propostas, novos sujeitos, partidos e sindicatos. No caso da Bolívia e Equador, este processo mudou a autoimagem do país, que passou a se considerar multiétnico. Isto tudo tem efeito na Academia, por exemplo. Atualmente, você não pode estudar Ciências Sociais lá sem refletir sobre esse processo e sobre esses discursos que foram modificados”, explica.

Mesa discutiu a importância dos movimentos sociais à construção e manutenção de sociedades democráticas

Fonte: Portal da UNILA, http://www.unila.edu.br/noticias/estudos-sociais

Conselho de Defesa da Unasul realiza primeira reunião de 2013


TelesurTV, Jueves 16 de Mayo de 2013

Consejo de Defensa de Unasur se reúne en Lima por primera vez en 2013

Este jueves y viernes se celebra en Perú, la octava reunión del Consejo de Defensa Suramericano de la Unasur, con la participación de los viceministros de Defensa de 12 países de la región, para promover la transparencia en gastos y consolidar un sistema de medición.

La octava reunión del Consejo de Defensa Suramericano (CDS) de la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur) se desarrolla en Lima (capital de Perú) este jueves y viernes por primera vez en 2013, con la participación de los viceministros de Defensa de 12 países de la región.

En el encuentro se revisan los mecanismos que transparenten las adquisiciones militares y medidas de confianza mutua y áreas para fortalecer el diálogo regional.

Algunos temas de la agenda son: Promover la transparencia en gastos de defensa y consolidar un sistema de medición de los mismos sobre una base común y de aceptación general.

También analizarán políticas de defensa, cooperación militar, acciones humanitarias y operaciones de paz, industria y tecnología de la defensa y formación y capacitación.

En la octava reunión de la Instancia Ejecutiva del CDS de la Unasur participan los viceministros de Defensa de Argentina, Bolivia, Brasil, Colombia, Chile, Ecuador, Guyana, Paraguay, Perú, Uruguay, Surinam y Venezuela.

La última reunión que sostuvieron los encargados de la defensa de los países de la Unasur fue en noviembre de 2012, también en Lima.

Perú, que dispone un poderío militar de 114 mil efectivos, 336 tanques, 61 aviones de combate y seis submarinos, realiza desde el 2011 una intensa campaña internacional para reducir el gasto militar y trabajar más en el rubro social.

En un reporte oficial, Perú ha dado cuenta que en poco más de un lustro, los países de la Unasur han desembolsado 23 mil millones de dólares en nuevas armas, aviones y naves.

Paraguai sinaliza aceitar inclusão de Venezuela no Mercosul


Frederico Franco

Frederico Franco. Foto: n.i.

Sem Chávez, Paraguai sinaliza aceitar inclusão de Venezuela no Mercosul

Opera Mundi – 08/03/2013 – por Vitor Sion

O presidente do Paraguai, Federico Franco, sinalizou pela primeira vez, nesta sexta-feira (08/03), que poderá aceitar o ingresso da Venezuela no Mercosul. Segundo Franco, com a morte de Hugo Chávez, há uma nova realidade a ser debatida no bloco regional.

“Vamos escutar as propostas que possam surgir”, afirmou o presidente paraguaio, que, na terça-feira (05/03), havia emitido um comunicado com “as mais sentidas condolências” ao povo venezuelano. “Esperamos trabalhar com o novo governo venezuelano de forma absolutamente profissional, responsável, sem ingerências nos assuntos internos de outros países.”

A Venezuela se tornou membro pleno do Mercosul em julho de 2012, pouco mais de um mês depois que o Paraguai foi suspenso do bloco, em decorrência da destituição do presidente Fernando Lugo. Até então, a entrada da Venezuela dependia apenas da aprovação do Congresso paraguaio, o que deixou de ser necessário com a suspensão do país. (mais…)

Dilma destaca importância da América do Sul e da África para a economia e o desenvolvimento


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Dilma Rousseff. Foto: n.i.

Dilma destaca importância da América do Sul e da África para a economia e o desenvolvimento

Agência Brasil – 22/02/2013 – por Renata Giraldi

A presidenta Dilma Rousseff destacou hoje (22) a importância do crescimento econômico nos países da América do Sul e da África e o passado comum entre as duas regiões. Dilma está em Malabo, na Guiné Equatorial, onde participa da 3ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo América do Sul-África (ASA). Segundo ela, o século 21 será um período de destaque para os países sul-americanos e africanos.

Para a presidenta, será possível “reduzir a distância” entre os sul-americanos e africanos e os países em desenvolvimento. Dilma lembrou que o momento atual é diferente do passado que ligou a África às Américas por meio da escravidão. “Viva a Unasul [União de Nações Sul-Americanas], a América do Sul e a África!”, disse a presidenta.

Dilma tem atividades durante todo o dia, com almoço, reuniões e encerramento da agenda previsto para as 18h30 (14h30 em Brasília). A presidenta viajou acompanhada por vários ministros, como Antonio Patriota (Relações Exteriores), Helena Chagas (Secretaria de Comunicação Social) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). (mais…)

Eleição equatoriana não influenciará no processo de integração, diz embaixador brasileiro


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Eleição equatoriana não influenciará no processo de integração, diz embaixador brasileiro

12 de fevereiro de 2013 – Opera Mundi/Ana Maria Passos

O embaixador do Brasil no Equador, Fernando Simas Magalhães, afirma que o processo eleitoral no país andino está sendo conduzido com transparência e que nas eleições gerais do país, marcadas para 17 de fevereiro, os equatorianos terão a chance de reafirmar as transformações pelas quais o país vem passando nos últimos seis anos. Em todas as pesquisas de preferência de voto divulgadas até o momento o presidente Rafael Correa, em campanha pela reeleição, desponta como favorito entre os oito candidatos.

O diplomata chegou a Quito em agosto de 2010, quando Brasil e Equador estavam superando um estremecimento que durou dois anos, provocado por decisão de Correa de questionar através de uma corte internacional as condições de um contrato estatal com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Ele também expulsou do país a construtora Odebrecht, então responsável pelas obras e operação da Central Hidroelétrica San Francisco.

Em entrevista a Opera Mundi na embaixada do Brasil na capital equatoriana, Simas disse que o governo brasileiro e o equatoriano, na gestão de Correa, sempre estiveram em sintonia na busca pela integração latino-americana. E que o Brasil está tomando medidas para diminuir as assimetrias nas relações comerciais entre os dois países. (mais…)