Integração

Secretário-Geral da UNASUL comenta projeto de cidadania sul-americana


Na última quarta-feira (29/07), o secretário-geral da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL), Ernesto Samper, afirmou que está em construção o projeto de “cidadania sul-americana” idealizado pelo bloco. A iniciativa visa a estabelecer uma  identificação de cidadania sul-americana para os mais de 400 milhões de habitantes do continente, permitindo-lhes a livre circulação e trabalho na região. Além disso, o secretário apontou para o potencial da iniciativa em servir como proteção dos mais de 25 milhões de sul-americanos que vivem no exterior — especialmente para aqueles que passam por julgamentos em tribunais estrangeiros.

Foto: Ansur.

A política externa do México de 1970 a 1994: entre o estado desenvolvimentista e o estado neoliberal


Confira aqui a monografia do pesquisador do ISAPE, Diogo Ives de Quadros, sobre a política externa mexicana entre 1970 e 1994. O trabalho usa os conceitos de paradigmas de Estado formulados por Amado Cervo para analisar a trajetória do México no período e explicar por que houve uma significativa alteração em sua política externa dos anos 70 para os 90. O Estado mexicano teria passado de desenvolvimentista para neoliberal, em grande medida, por constrangimentos econômicos criados pela reprodução do capitalismo na América Latina em combinação com decisões da elite política local. Porém, o quadro de análise proposto se mostra insuficiente para explicar as ações externas mexicanas no âmbito securitário.

Imagem: MexicoXport.

África Ocidental: oportunidades e desafios da integração regional frente às relações interafricanas (desde os anos 1960)


Confira aqui a tese do pesquisador do ISAPE, Mamadou Alpha Diallo, sobre as relações interafricanas a partir dos processos de integração regional em curso na parte ocidental do continente. O trabalho trata das incoerências entre o objetivo da integração regional, que é comum a todos, e a criação fragmentada de instituições econômicas e monetárias, baseadas em laços coloniais e em rivalidades internas. Mostra-se que, apesar de da serem apresentadas como complementares, as organizações de integração econômica e monetárias da África Ocidental, nomeadamente a CEDEAO (Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental), UEMOA (União Econômica e Monetária do Oeste Africano) e ZMOA (Zona Monetária do Oeste Africano), representam interesses particulares tanto interna quanto externamente e, consequentemente, a real integração política e econômica demora a se concretizar.

Membros da CEDEAO. Em verde: membros da CEDEAO e da UEMOA. Em vermelho: CEDEAO e ZMOA. Em azul: somente CEDEAO. Mapa: Wikimedia Commons.

Política externa e integração na África Oriental: um estudo sobre Uganda, Tanzânia e Quênia


Confira aqui a dissertação do pesquisador e atual diretor-geral do ISAPE, Marcelo de Mello Kanter, sobre o processo de integração da África Oriental e as políticas externas de Quênia, Uganda e Tanzânia. O trabalho procura responder por que as políticas externas desses três países convergiram ao final da década de 1990 culminando na refundação da Comunidade da África Oriental (CAO). Levando em consideração tanto a política interna e o sistema internacional, a pesquisa realizada mostra que na Tanzânia a transição presidencial foi determinante para a mudança na política externa; já em Uganda, a superação da instabilidade interna (principalmente insurgências) permitiu o maior engajamento regional. Em contraste, a política externa queniana mostrou-se mais reativa ao contexto externo: a perda de valor estratégico do país para os Estados Unidos com o fim da Guerra Fria obrigou-o a buscar aliados regionais para evitar isolamento. Conclui-se que, mesmo havendo essa convergência e paulatinos avanços na CAO, ainda restam muitos desafios, pois os três países disputam entre si para tornar-se polos de poder.

Imagem: 24Tanzania.com

A integração produtiva intra-Mercosul: diagnóstico, possibilidades e desafios


Confira aqui o artigo do pesquisador do ISAPE, Henrique Gomes Acosta, sobre o processo de integração produtiva entre as economias que compõem o Mercosul. O trabalho nota que esse é um fenômeno incipiente na região e que, embora tenha avançado nos últimos 20 anos, apresenta uma série de desequilíbrios geográficos e setoriais. Três dificuldades para um aprofundamento da integração das estruturas produtivas da região são apontadas: (i) os entraves relacionados à livre circulação de bens e à coordenação de políticas industriais entre os países do bloco; (ii) as deficiências da infraestrutura regional; e (iii) a insuficiência dos mecanismos regionais de financiamento de longo prazo.

Imagem: MRE.

A integração de infraestrutura na América do Sul: uma análise da logística e dos desafios à defesa regional


Confira aqui o artigo da pesquisadora do ISAPE, Bruna Jaeger, em coautoria com as pesquisadoras Isadora Coutinho, Naiane Cossul e Namisi de Oliveira, publicado na Revista de Estudos Internacionais sobre a integração de infraestrutura na América do Sul e seus impactos para a defesa e logística regionais. O trabalho nota que historicamente a integração infraestrutural sul-americana preocupa-se somente com efeitos comerciais e pouco com defesa e questões geopolíticas. As autoras mostram que a construção de grandes obras de energia, transportes e comunicações constitui-se em um fator significativo para aumentar as capacidades logísticas da região, formar cadeias produtivas e reduzir as assimetrias existentes, especialmente no interior da América do Sul.

Mapa: Guia Geográfico – Globo Terrestre. 

Infraestrutura e desenvolvimento: estudo de caso sobre IIRSA e COSIPLAN


Confira aqui a tese do pesquisador do ISAPE, Fernando Dall’Onder Sebben, sobre a conexão entre infraestrutura e desenvolvimento na América do Sul. O trabalho analisa as políticas públicas de infraestrutura de energia, transporte e comunicações em ambientes institucionais marcados por diferentes níveis de cooperação entre os setores público e privado a partir de um estudo de caso dos projetos da Iniciativa para a Integração da Infraestrutura Regional Sul-Americana (IIRSA) e do Conselho Sul-Americano de Infraestrutura e Planejamento (COSIPLAN) de 2000 a 2015. Verifica-se, na análise, que há quatro tipos ideais de vínculo entre infraestrutura e desenvolvimento: Estado Neo-utilitário, Estado Autônomo, Estado Facilitador e Estado Desenvolvimentista. Concluiu-se também que há um predomínio do modelo do Estado Facilitador na América do Sul e que isso significa que as políticas de infraestrutura predominantemente favorecem e ampliam as vantagens comparativas produtivas existentes, sobretudo na comercialização de produtos primários. Consequentemente, reforça-se o padrão de especialização regressiva e condicionam-se as opções e a trajetória de desenvolvimento do Brasil e da América do Sul.

Foto: Datacenter Dynamics.

Relações em eixo e integração produtiva na América do Sul: Argentina, Brasil e Venezuela


Confira aqui a monografia do pesquisador do ISAPE, Leonardo Albarello Weber, sobre relações em eixo e integração produtiva na América do Sul, entre Argentina, Brasil e Venezuela. O trabalho procura analisar o papel estratégico de tais relações para a integração sul-americana, notando que foram construídos vínculos que hoje são um fator-chave para a política e integração regionais e que a integração produtiva é central ao desenvolvimento econômico e à integração regional como um todo apesar dos desafios.

Imagem: Jornal GGN.

Cabos submarinos de fibra óptica conectarão África e América do Sul em 2018


A empresa Angola Cables S.A. e a japonesa NEC Corp anunciaram nesta quarta-feira (06/04) que construirão o primeiro sistema de cabos submarinos de fibra óptica conectando a América do Sul e a África. As companhias investirão US$ 160 milhões e sistema deve ficar pronto em 2018. Cabos devem conectar a capital de Angola, Luanda, e Fortaleza, no Brasil.

Foto: Yuriko Nakao / Reuters

Planos de reforma da zona do euro começam a tomar forma


Depois das negociações de regaste para a Grécia, França, Alemanha e União Europeia passaram a cogitar seriamente reformas da Zona do Euro, com a criação de um governo econômico e impostos específicos para o bloco. O presidente francês, François Hollande, aventou a ideia do governo econômico com orçamento específico. Já na Alemanha e em Bruxelas, fala-se da criação do imposto específico para os países do euro. Em Berlim, no entanto, a chanceler Angela Merkel permanece cética quanto a essas reformas e ao invés disso favorece uma união política continental ainda mais forte, enquanto que o ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, é bem mais favorável às reformas, sendo muitas vezes mais ousado do que Hollande.

Foto: Thierry Chesnot, Getty Images.

Foto: Thierry Chesnot / Getty Images.

Integração infraestrutural sul-americana: impactos sobre a estratégia e a geopolítica regional


Confira aqui a monografia da pesquisadora do ISAPE, Bruna Jaeger, sobre a integração infraestrutural sul-americana. O trabalho trata dos efeitos dessa integração sobre a estratégia e a geopolítica regional e mostra que a promoção de infraestrutura integrada na América do Sul é um importante fator para garantir maior segurança e capacidades de defesa no continente, bem como para impulsionar o desenvolvimento socioeconômico e aumentar a presença do Estado em regiões isoladas.

 Estados Unidos, Venezuela e Paraguai na Geopolítica da América do Sul

Imagem: n.i.

2003-2013 – Uma Nova Política Externa: Debate e Lançamento do Livro


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Da esquerda para direita: Gustavo Feddersen, Consultor do ISAPE; Marcelo Kanter, Diretor-Geral do ISAPE; Profª Maria Regina Soares de Lima, da UERJ; Marco Aurélio Garcia, Assessor Especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais; Pedro Brites, Consultor do ISAPE; Gonzalo Berrón, Diretor da Friedrich Ebert Stiftung

Esta sexta-feira 10, ocorreu no Centro Universitário Ritter dos Reis o lançamento do livro “2003-2013: Uma Nova Política Externa”, juntamente com palestras dos principais debatedores da Conferência Nacional de Política Externa.

A integração da América do Sul, segundo os painelistas, é vista como um dos avanços importantes desse período que terá mais impacto na posição internacional e na segurança brasileira. Ficou explícito, durante as falas, que a continuidade dos esforços integracionistas são basilares para o desenvolvimento do continente. Os avanços nas esferas da UNASUL e do Mercosul foram avaliados como esforços premeditados pelos governos do período, no sentido de coadunar os interesses brasileiros com a cooperação com os países que compõem nosso entorno estratégico. Fica ainda a questão de como criar mecanismos para proteger tais progressos essenciais das vicissitudes postas pelos projetos políticos e econômicos concorrentes, propostos pelos defensores do alinhamento automático às potências externas ao continente.

O lançamento foi uma promoção do Governo do Rio Grande do Sul, junto ao Grupo de Reflexão sobre Relações Internacionais. A Conferência, realizada em julho de 2013, reuniu especialistas para a construção de ideias, tendo como objetivo principal contribuir para a análise e formulação das relações exteriores brasileiras e para a democratização do processo. O lançamento contou com a presença do assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia; o coordenador geral de Ações Internacionais de Combate à Fome do Ministério de Relações Exteriores, Milton Rondó Filho; a doutora em Ciência Política e professora da UERJ, Maria Regina Soares de Lima, e o diretor de Projetos de Política Internacional na Fundação Friedrich Ebert, Gonzalo Berrón. A moderação do encontro ficou a cargo do coordenador da Assessoria de Cooperação e Relações Internacionais, Tarson Nuñez.

Coreia do Sul, Japão e China negociam área de livre comércio apesar de tensões políticas


Apesar das tensões políticas na região, China, Japão e Coreia do Sul dão início à quarta rodada de negociações para um acordo de livre comércio trilateral. As conversas, desta vez em Seul, terminam na sexta-feira (07/03).

Foto: China FTA Network press release.

Foto: China FTA Network press release.

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I Encontro de Estudos Sociais Latino-Americanos debate Integração Regional na UNILA em Foz do Iguaçu


Portal da UNILA, 25/10/2013

Estudos Sociais

Evento teve como objetivo a reflexão sobre o pensamento latino-americano em Ciências Sociais

Publicado por Renan Xavier

1o Encontro de Estudos Sociais da América Latina

Encerrado nesta quinta-feira (24), o 1o Encontro de Estudos Sociais da América Latina, realizado na UNILA de 22 a 24 de outubro, trouxe à tona a reflexão sobre a necessidade de caminhos epistêmicos e de conhecimentos mais autóctones à pesquisa científica, em especial na área de Ciências Sociais, e às práticas políticas da América Latina. A proposta do evento, que contou com mesas-redondas, grupos de trabalho e apresentações culturais era promover o intercâmbio de acadêmicos, professores e pesquisadores na América Latina, fortalecer a inserção da UNILA no debate sobre integração latino-americana e discutir o papel da academia e das ciências sociais em relação a este tema. O evento foi organizado por professores e acadêmicos, em especial, do curso de Relações Internacionais e Integração, e pelo Centro de Estudios Avanzados da Universidad Nacional de Córdoba (UNC – Argentina).

Na sessão de abertura, o diretor do Instituto Latino-Americano de Economia, Sociedade e Política (ILAESP), Felix Pablo Friggeri, ressaltou a importância do evento. “O encontro visa à troca e produção de conhecimentos e reflexão sobre novas epistemologias que possam contribuir ao processo de integração da Pátria Grande”, disse. Na sequência, Javier Moyano, diretor da Escola de História da Universidad Nacional de Córdoba, lembrou dos 95 anos da Reforma Universitária de Córdoba. “É um privilégio estar aqui e poder fazer parte deste evento, que marca outro momento importante para a América Latina no âmbito acadêmico e social. Há 95 anos, tínhamos um movimento lá também que culminou na Reforma Universitária de Córdoba. Espero que possamos continuar com estes seminários comuns, transitando sistematicamente”, pontuou.

Abertura do 1o Encontro de Estudos Sociais aconteceu na terça-feira (22)

“Estamos muito orgulhosos da realização deste evento aqui. Esperamos que possa ser o primeiro de muitos. É de grande relevância esta proposta de refletir de modo interdisciplinar dentro das Ciências Sociais”, explicou o coordenador do curso de Relações Internacionais e Integração, Lucas Kerr de Oliveira. Já Francisco Delich, diretor do Doutorado em Estudios Sociais da América Latina do Centro de Estudios Avanzados (UNC), reiterou a necessidade de um pensamento construído a partir de bases genuínas latino-americanas. “As metrópoles não foram generosas com suas colônias. Em relação ao pensamento, era sempre o europeu e depois o norte-americano que era válido. Os paradigmas que vinham de fora não eram colocados em dúvida, como se fossem enviados por Deus à terra e tivessem de ser aceitos e apenas replicados”, salientou.

Movimentos sociais

A mesa de abertura La construcción del pensamiento social latinoamericano desde los movimientos sociales y los procesos politicos actuales de la región contou a presença de Maria Susana Bonetto, diretora do Doutorado em Ciência Política do Centro de Estudios Avanzados da Universidad Nacional de Córdoba, e de Luis Tápia, do grupo Comuna-IDES da Universidad de San Andrés (UMSAM), de La Paz, Bolívia. “Este encontro, emblemático, tinha que ser na UNILA. Ele permite que pensemos em possibilidades, que retomemos a ideia de cidadãos coletivos, rechaçando a de cidadãos individuais”, disse. “Nenhuma outra construção deu lugar ao capitalismo, mas é preciso colocar limites. Importante, também, perceber que o consenso é impossível em uma sociedade com interesses contrapostos e desigual, e que o conflito tem lugar próprio na política. É ontológico”.

Luis Tapia destacou a importância dos movimentos sociais na construção das sociedades. “Os movimentos sociais, que surgiram como um enfrentamento ao neoliberalismo, ampliam o nosso conhecimento social e nos permitem avançar quanto à emergência de novas realidades. Assim, há maiores condições de possibilidade de conhecimento, além de ampliação do que é público e de maior visibilidade quanto às questões em si. Os movimentos sociais criam projetos coletivos socializados”, disse.

Tapia lembrou o processo de mudança social no Equador e Bolívia nas últimas décadas e pontuou que os movimentos sociais indígenas foram responsáveis por novas articulações que geraram a reconstrução da memória histórica, novas ressignificações e novas concepções sociais que foram incluídas, inclusive, nas novas Constituições nacionais. “A recuperação da memória histórica é importante ao processo de descolonização. Com esta dinâmica, surgem novas ideias e propostas, novos sujeitos, partidos e sindicatos. No caso da Bolívia e Equador, este processo mudou a autoimagem do país, que passou a se considerar multiétnico. Isto tudo tem efeito na Academia, por exemplo. Atualmente, você não pode estudar Ciências Sociais lá sem refletir sobre esse processo e sobre esses discursos que foram modificados”, explica.

Mesa discutiu a importância dos movimentos sociais à construção e manutenção de sociedades democráticas

Fonte: Portal da UNILA, http://www.unila.edu.br/noticias/estudos-sociais

Reingresso do Paraguai ao Mercosul e os desafios internos do governo Cartes


Reingresso do Paraguai ao Mercosul e os desafios internos do governo Cartes

15 de agosto de 2013

O Partido Colorado paraguaio, que foi governo do país entre 1948 à 2008, retorna com a eleição de Horácio Cartes. Considerado um “homem de negócios bem-sucedido” – presidiu o clube de futebol Libertad que tornou-se campeão e dono de 25 empresas no país – votou pela primeira vez aos 57 anos de idade para apoiar sua própria candidatura. (mais…)

Conflito e Integração Regional no Leste da Ásia: a crise na península coreana e as relações entre China, Coreias e Japão


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A crise na Península Coreana, iniciada em março de 2013, após a adoção de uma nova rodada de sanções contra a Coreia do Norte, desencadeou uma escalada das tensões na região a um nível similar ao da Guerra da Coreia. Essa crise inseriu-se no processo de reformulações políticas e estratégicas por que vem passando o Leste Asiático. No âmbito político, China, Coreia do Sul e Japão passaram por processos eleitorais marcados pela vitória de grupos tradicionalmente conservadores. No âmbito estratégico, o teste nuclear norte-coreano, os exercícios militares entre Coreia do Sul e Estados Unidos e a atuação chinesa mais assertiva em busca de uma resolução pacífica do conflito denotaram o alto nível de instabilidade regional.

A crise na península coreana teve suas origens no teste nuclear realizado pela Coreia do Norte em fevereiro de 2013, o que levou a uma nova rodada de sanções por parte da ONU. As novas sanções, aliadas à suspensão da ajuda japonesa, levaram à Coreia do Norte ao limite das suas capacidades, reforçando a crise humanitária. Em março, após o início dos exercícios militares conjuntos entre Estados Unidos e Coreia do Sul (Exercício Key Resolve), a Coreia do Norte suspendeu o armistício que vigorava desde o final da Guerra da Coreia (1953). A partir disso, houve uma escalada acentuada das tensões, que deixou a península muito próxima de uma conflagração, em um nível de tensionamento que não ocorria desde os anos 1950. A crise deixou claro que a estabilidade regional é sensível, e que os vizinhos (Japão, Coreia do Sul e, especialmente, China), em que pesem as particularidades, buscaram preservar o equilíbrio, dado que agiram no intuito de evitar o aprofundamento das tensões.

As eleições na China, Coreia do Sul e Japão, no final de 2012, foram marcadas pela vitória dos grupos conservadores desses países. Na China, o Grupo de Xangai, representado por Xi Jinping, desbancou a Juventude do Partido Comunista, passando a ocupar a ampla maioria dos assentos no Comitê Permanente do Politburo do Partido Comunista Chinês. Na Coreia do Sul, único dos três países em que os conservadores já estavam no poder, Park Geun-hye, do Partido Saenuri, foi eleita para a Presidência. No Japão, utilizando-se de uma retórica anti-China, Shinzō Abe foi eleito Primeiro-Ministro, representando a volta do Partido Liberal Democrata (PLD) ao poder e um enfraquecimento do Partido Democrático do Japão (PDJ). Apesar de em um primeiro momento, essa nova onda de governos conservadores indicar um acirramento de tensões, durante a crise os governos conservadores agiram de forma prudente, e, especialmente, no caso de Xi Jinping, contribuíram para o arrefecimento das tensões.

Estes três países adquiriram um peso político e econômico crescente no cenário internacional, marcado pela ascensão do Leste Asiático, a reestruturação das dinâmicas globais e a consolidação da multipolaridade. Esta ascensão da Ásia se destaca também pela emergência do Pacífico como centro do comércio e da geopolítica global, em detrimento da estagnação relativa do Atlântico. Este processo vem favorecendo as mudanças na Política Externa estadunidense para a região da Ásia-Pacífico, marcada pelo balanceamento global, denominado como movimento de “pivô” no Pacífico. Este balanceamento tem se materializado na forma da institucionalização de uma rede de tratados entre os EUA e os governos do Leste Asiático visando ao fortalecimento estratégico da posição estadunidense no Pacífico.

As consequências da ascensão do Leste Asiático para outras regiões, como a América do Sul, também são significativas. No caso do Brasil, destaca-se que o país já vivencia os efeitos da ascensão econômica da Ásia, mas ainda não se adaptou completamente a este processo em termos político-estratégicos. A Ásia representa atualmente cerca 31% do fluxo comercial brasileiro, um aumento expressivo se considerarmos que esta região representava entre 12 e 15% da corrente comercial do Brasil nos anos 1990. Como pode ser visualizado a partir dos dados da tabela a seguir, o Leste Asiático consolidou uma posição de grande relevância comercial para o Brasil:

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Destaca-se que a China se consolidou como maior parceiro comercial do Brasil, ultrapassando inclusive a Argentina e os EUA como maior importador de produtos brasileiros. O Japão tornou-se o quinto maior parceiro comercial do Brasil, enquanto a Coreia do Sul passou a ocupar a sétima posição, à frente de parceiros tradicionais como a França e o Reino Unido.

Entretanto, o aumento da relevância econômica e comercial da Ásia para o Brasil é apenas uma parcela dos efeitos globais da reemergência asiática. Esse reposicionamento da Ásia afeta também as disputas políticas e estratégicas mundiais, ampliando significativamente a necessidade de se aprofundar a capacidade analítica e conjuntural dos eventos políticos domésticos dos países daquela região.

Analisando os processos políticos nos quatro países nota-se que no caso da Coreia do Sul, desde o início de 2012, a tendência foi de um enfraquecimento do partido do então Presidente Lee Myung-Bak, já que nas eleições legislativas nacionais o partido governista perdeu parte dos assentos que mantinha no legislativo, reduzindo o número de cadeiras no Plenário Nacional de 165 para 152 de um total de 300. Esse panorama sugeria que as eleições Presidenciais de dezembro seriam vencidas pela oposição progressista. No entanto,ao longo da campanha eleitoral, cresceu a aceitação pública à candidata Park Geun-hye, também do partido Saenuri, à medida que ela adotava uma retórica similar à do candidato de oposição, Moon Jae In (Partido Democrático Unido). Ou seja, os liberais acabaram aderindo ao discurso progressista de conciliação com os vizinhos do norte, de crítica às políticas de favorecimento dos grandes conglomerados sul-coreanos, os chaebols, e de fomento do crescimento equilibrado entre as diferentes regiões do país.

Nos primeiros meses de governo, Park tem se mantido afastada das principais tensões regionais. Basicamente, manteve a política do governo Lee Myung-Bak de alinhamento à política externa dos Estados Unidos para a região. Isso ficou evidente quando da crise com a Coreia do Norte, em que o governo sul-coreano deu suporte à postura estadunidense, entretanto, não tomou nenhuma atitude que promovesse a escalada das tensões. A principal preocupação sul-coreana no momento parece ser a de assegurar um bom ambiente para a economia, que não impeça o fluxo de investimentos e as exportações. Em relação à Coreia do Norte, tudo indica que a política deve se manter cautelosa, apesar de existirem tímidos sinais de aproximação, mas em um ritmo muito menos acelerado do que nos tempos da Sunshine Policy. Em relação a China e Japão, a Coreia do Sul deve continuar empreendendo sua política externa pendular para o Leste Asiático, com sua tradicional política de barganha diplomática. Nesse sentido, nota-se que a Coreia do Sul deve continuar evitando maiores aprofundamentos dos laços regionais, ao menos enquanto não alcançar uma posição mais favorecida para sua economia, especialmente para sua indústria, diante da competição face aos gigantes vizinhos. A manutenção desse perfil conservador – em termos regionais – passa pela capacidade da nova Presidente eleita de mobilizar o Congresso coreano, onde possui frágil maioria.

Desde a morte de Kim Jong-Il, a Coreia do Norte vem passando por um processo de reformulação política orientado para a realização de reformas econômicas. A escolha de Kim Jong-Un para governar o país trouxe a perspectiva de alteração dos pilares que sustentavam política e economicamente o governo de seu pai. Algumas atitudes ilustram esse novo perfil: a troca de alguns generais de alta patente e o resgate de figuras políticas com perfil reformista, que haviam, aparentemente, caído no ostracismo, como o novo premiê Pak Pong-ju. Em relatório de 2013 do Congressional Research Service, que presta consultoria ao Congresso Norte-Americano, Kim Jong-un é descrito como um reformista, cujas ações se baseiam, por um lado, na busca de afirmação política interna e, por outro, na costura de um acordo que permita a revitalização econômica do país. Os testes balísticos de abril e dezembro de 2012 e o teste nuclear de fevereiro de 2013 serviram para o novo líder se afirmar internamente e, mais uma vez, tentar restabelecer uma rodada de negociações, especialmente com os EUA. A nova rodada de sanções e o agravamento da crise humanitária que assola o país colocaram a Coreia do Norte diante de uma encruzilhada: ou se obtém um acordo de paz com os Estados Unidos¹ ou o país poderá, de fato, colapsar. Nesse sentido, o governo norte-coreano parece ter elevado as tensões ao máximo nível possível, mesmo com a possibilidade de isso conduzir a uma conflagração.

No caso do Japão pode-se observar uma polarização maior do que a experienciada pelos coreanos, quadro que tende a se aprofundar. O Partido Liberal Democrático japonês, que governou o país por mais de meio século, perdeu as eleições de 2009 para o PDJ, então liderado por Yukio Hatoyama. Hatoyama foi eleito Primeiro-Ministro com uma plataforma de defesa da distribuição de renda, de fomento às instituições democráticas, de aproximação com os vizinhos asiáticos e, especialmente, de maior autonomia na Política Externa frente aos Estados Unidos. As dificuldades para superar a crise econômica agravaram ainda mais a crise política no Japão. Após fracassar no intento de remover a base estadunidense de Futenma em Okinawa, Hatoyama renunciou ao cargo de Primeiro-Ministro, em 2010, visando preservar seu projeto político progressista. Entretanto, o desastre nuclear de Fukushima agravou o quadro, que enfraqueceu o partido enormemente, com dissidentes mudando de partido ou migrando para o PLD.

Aproveitando-se dessa situação e das tensões com a China envolvendo as ilhas Senkaku/Diaoyu, o PLD adotou uma retórica extremada, utilizando-se de um discurso em tom anti-China, o que garantiu o apoio necessário para eleger seu candidato Primeiro-Ministro, Shinzō Abe. Em dezembro de 2012, nas eleições para a Câmara Baixa do Legislativo japonês, o PLD conseguiu maioria avassaladora, com 294 assentos de 480 cadeiras. Em uma coalizão com o Partido Novo Kōmeitō, o PLD terá dois terços dos votos, suficiente para vetar decisões da Câmara Alta, a Câmara dos Conselheiros, onde o PDJ ainda possui força. Com apenas 57 assentos na Câmara Baixa, o PDJ fica com apenas 3 cadeiras a mais do que o recém-criado Partido da Restauração Nacional (PRN), de cunho nacionalista radical. Uma possível aliança entre o PDJ e o PRN seria uma das poucas formas daquele partido conseguir levar adiante parte da sua plataforma política em um cenário dominado pelos liberais.

O tensionamento recente das relações sino-japonesas, decorrente das disputas territoriais marítimas reposicionou a polarização do debate político interno no Japão. A visita de Hatoyama à China, no mês de dezembro, cujo objetivo era abrandar as relações sino-japonesas, reforçou a ideia de que havia uma polarização intensa no Japão em torno da Política Externa, demonstrando que o PDJ ainda busca salvar seu projeto político regionalista para a Ásia. A crise coreana redimensionou a importância das questões regionais dentro do debate político interno. Após o início da crise coreana, as tensões entre China e Japão pelas ilhas Senkaku/Diaoyu ficaram em segundo plano. Em relação à questão coreana, a opção do Japão por suspender o auxílio alimentar à Coreia do Norte foi fundamental para desencadear o agravamento da crise humanitária e, por consequência, a escalada das tensões. No epicentro da crise, o Japão adotou medidas protetivas, como o posicionamento e ativamento dos sistemas antimísseis e, por outro lado, se distanciou do debate político acerca da crise.

A China, por sua vez, assistiu à alternância de poder representada pela saída da ala progressista de Hu Jintao, da Juventude do Partido Comunista, e a ascensão ao poder do representante da facção conservadora do partido, Xi Jinping, ligado ao Grupo de Xangai. O Grupo de Xangai é alinhado aos interesses do capital financeiro e representa, politicamente, a elite empresarial chinesa polarizada pela região de Xangai. Ao contrário da sua contraparte progressista, a Juventude do Partido Comunista ou Grupo da Harmonia, o Grupo de Xangai não se mostra interessado na distribuição mais equânime dos recursos advindos da industrialização do país, tanto em termos sociais quanto geográficos. No plano externo, defendem a manutenção do fomento das exportações, calcada na competição com os países vizinhos, vislumbrando que a relação com estes deve se focar na mera busca de vantagens comerciais para a China, em contraposição ao grupo de Hu Jintao, que pregava o aumento da margem de complementaridade com mercados vizinhos. Em discursos logo após sua posse como Secretário-Geral do Partido, Xi Jinping defendeu a continuação do modelo mais liberal de crescimento, voltado para as exportações, defendido pela facção de Xangai.

Ao longo do período, entretanto, Xi alterou sensivelmente seu discurso, passando a defender abertamente pontos presentes na plataforma da Juventude Comunista, como demonstrado por seu discurso no Fórum Boao para a Ásia de 2013, realizado em abril. Durante a crise na Península Coreana, o Presidente chinês foi um dos principais interessados em amenizar as tensões. A crise foi sintomática para a mudança da postura chinesa com relação à Coreia do Norte. Primeiramente, porque a China aprovou a rodada de sanções contra o país de Kim Jong-un. Segundo, porque condenou a postura agressiva dos antigos aliados e o que ficou nítido, inclusive, pela mobilização de forças na fronteira entre os dois países. De certo modo, pode-se dizer que Xi Jinping teve de assumir a “máscara do comando” e conduziu a China a agir enquanto potência responsável: como mediador das tensões regionais, reivindicando um comportamento moderado por parte dos países envolvidos.

Ainda, dentro do contexto chinês é importante mencionar também o resultado das eleições em Taiwan, que, mesmo não sendo um Estado independente, é carregado de importância para o contexto de política regional, especialmente devido ao sistema político-partidário autônomo. Ma Ying-jeou, do Kuomintang, foi reeleito no início de 2012. O Kuomintang sempre defendeu a existência de apenas uma China, e Ma inseriu no seu programa eleitoral a continuação da aproximação e eventual reunificação com o governo continental, em contraposição ao conservador Partido Democrático Popular, que defende a independência formal da ilha. A preferência do eleitorado pela plataforma de reunificação da China ganhou ímpeto em uma década em que predominaram governos favoráveis a projetos de Integração Regional no Leste Asiático. Ao mesmo tempo cresceu ainda mais a interdependência com a China continental, principalmente no contexto posterior à assinatura do acordo de livre comércio entre China e Taiwan, de 2010. Neste contexto de reaproximação, os governos da China e de Taiwan, inclusive, concordaram nas questões de soberania marítima contra o Japão.

As negociações entre China e Taiwan dos últimos anos envolveram basicamente a questão do futuro status da ilha, que seria similar ao de Hong Kong na atualidade, ou seja, com a manutenção de todas as prerrogativas de autonomia possíveis, exceto nas áreas de Defesa e Política Externa. Taiwan se beneficiaria da integração plena com a segunda maior economia do mundo e a China conseguiria enfim concluir seu longo processo de reunificação política.

Esta análise permite apontar alguns dos indicadores mais relevantes para a compreensão da conjuntura política da Ásia Oriental. Primeiramente, a concomitância de grupos conservadores no poder desses três países pode atrapalhar o aprofundamento da integração regional, mas, não se traduz, necessariamente, em retrocessos ou outras alterações bruscas nas linhas observadas até agora, devido à elevada interdependência econômica e comercial já alcançada entre China, Japão e Coreia do Sul. A polarização interna nos sistemas políticos dos três países dificulta uma desconstrução plena dos ímpetos integracionistas alcançados na última década. Assim, mesmo que iniciativas integracionistas não avancem significativamente, não serão totalmente inviabilizadas. Entretanto, a facilidade com que a crise na Península levou a região à beira da guerra mostra que a estabilidade regional é frágil. Ou seja, modificações bruscas num padrão de cooperação e conflito podem ocorrer inesperadamente.

O processo de integração regional no Leste Asiático pode ser considerado um processo histórico de longa duração, que apesar de oscilações entre períodos de maiores avanços ou estagnação, vem se consolidando lentamente. Apesar das rivalidades regionais ainda vigentes, os esforços políticos orientados para a cooperação regional vem se estruturando através de iniciativas como a de Chiang Mai (2000), a aproximação entre as Coreias que marcou a Sunshine Policy (1998-2008), a cooperação em bloco dos três países nas negociações com a ASEAN, que funciona efetivamente a mais de uma década, o projeto da Comunidade do Leste Asiático, lançado em 2009 nos governos de Hatoyama e Hu Jintao, ou a formalização do acordo financeiro entre China e Japão de 2011. Por outro lado, a crise na Península Coreana mostrou que a resolução da questão norte-coreana está no cerne do equilíbrio regional. Nesse sentido, a dissolução do problema coreano pode ser o elo para o avanço da integração regional ou para o definitivo acirramento das rivalidades históricas.

As eleições de 2012 não representaram, até agora, alterações fundamentais para a formulação da política externa dos países da Ásia oriental. A China firmou com o Japão, ainda em 2009, o compromisso de desnuclearizar a Península Coreana, durante encontro entre os ministros de relações exteriores. Com a mudança de governo nos dois países, este compromisso foi confirmado, mesmo diante da crise na Península Coreana e na ocasião da visita do Secretário de Estado norte-americano, John Kerry (2013). Isso demonstra a continuidade da política externa dos dois países, mesmo com a mudança de governos. Entretanto, no plano interno, as eleições representam um ponto de inflexão de tendências conservadoras.

Todavia, considerando os empecilhos para se aprofundar de forma significativa os processos de integração regional no Leste Asiático, é provável que a perspectiva de consolidação de um bloco na região continue sendo adiada, permanecendo, ao menos por enquanto, a polarização tradicional na região. Neste sentido, China, Japão e Coréia do Sul continuam sendo polos regionais de poder de relevância principalmente no contexto da Ásia Oriental, cujas rivalidades históricas continuam passíveis de manipulação e acirramento, o que não descarta possíveis escaladas de tensão entre os vizinhos asiáticos, como mostrou a recente crise.

Neste contexto, os Estados Unidos continuam sendo um ator fundamental e de grande influência nos rumos da política da Ásia-Pacífico. A atual política de contenção da China implica em fomentar as rivalidades entre os países asiáticos, incidindo diretamente sobre o perfil das relações entre a China, as Coreias e o Japão. A instabilidade na Península decorreu, em grande parte, da postura ofensiva norte-americana, exemplificada pelos testes com o bombardeiro estratégico B-2. A estratégia estadunidense acaba por interferir, também, nos rumos da política doméstica destes países, em que pese as grandes diferenças de resultados possíveis em cada um. Enquanto a China é o país menos suscetível a tais influências externas, a Coréia do Sul parece ser o país da região com menor autonomia frente às pressões estadunidenses.

Tudo indica, que a China deve se tornar uma das principais grandes potências do Sistema Internacional. Entretanto, enquanto prevalecer a instabilidade marcada por rivalidades e desconfianças na região, dificilmente a China será forte o suficiente para ser considerada um desafiante crível para o poderio estadunidense na Ásia-Pacífico. Os processos de integração regional vigentes representam, assim, uma das poucas variáveis que podem alterar esta realidade.

Por fim, nota-se que a ascensão ou reemergência da Ásia acelera o processo de reestruturação do padrão de distribuição de poder no Sistema Internacional, que se manifesta através da consolidação de um sistema mais nitidamente multipolar, o que pode ser denominado como recomposição hegemônica (MARTINS, 2013). O atual padrão de multipolaridade continua sendo bastante desigual, especialmente em termos de distribuição das capacidades estratégicas entre os diferentes polos de poder. O processo de integração regional no Leste Asiático está inserido, portanto, em um processo mais abrangente, de (re) emergência de novas potências e de mudanças na polarização sistêmica, que podem vir a alterar a polaridade do sistema internacional. Dessa forma, as respostas acerca do padrão de cooperação e conflito das relações entre a China, as Coreias e o Japão estão, em grande medida, atreladas aos desdobramentos do sistema internacional.

Notas
[1] – O acordo de paz com os Estados Unidos é premissa fundamental para que a República Democrática Popular da Coreia possa atrair investimentos externos e promover a reabertura econômica do país. Isso se deve ao Ato de Comércio com o Inimigo, que restringe transações econômicas com países em Estado de Guerra com os Estados Unidos. No caso da Coreia do Norte, desde 1953, apenas um armistício regulamenta o fim das hostilidades na Península.

Expediente | Responsáveis: Lucas Kerr de Oliveira, Pedro Vinicius Pereira Brites, Rômulo Barizon Pitt, Athos Munhoz Moreira da Silva, Bruno Magno | Pesquisadores: Bruno Gomes Guimarães, Giovana Esther Zucatto, Gustavo Feddersen, Igor Castellano da Silva, João Arthur da Silva Reis, João Gabriel Burmann da Costa, Luíza Costa Lima Correa | Colaboradores: Alexandre Arns Gonzales, Eduardo Urbanski Bueno, Thiago Borne Ferreira, Yasmin Ornelas

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Conselho de Defesa da Unasul realiza primeira reunião de 2013


TelesurTV, Jueves 16 de Mayo de 2013

Consejo de Defensa de Unasur se reúne en Lima por primera vez en 2013

Este jueves y viernes se celebra en Perú, la octava reunión del Consejo de Defensa Suramericano de la Unasur, con la participación de los viceministros de Defensa de 12 países de la región, para promover la transparencia en gastos y consolidar un sistema de medición.

La octava reunión del Consejo de Defensa Suramericano (CDS) de la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur) se desarrolla en Lima (capital de Perú) este jueves y viernes por primera vez en 2013, con la participación de los viceministros de Defensa de 12 países de la región.

En el encuentro se revisan los mecanismos que transparenten las adquisiciones militares y medidas de confianza mutua y áreas para fortalecer el diálogo regional.

Algunos temas de la agenda son: Promover la transparencia en gastos de defensa y consolidar un sistema de medición de los mismos sobre una base común y de aceptación general.

También analizarán políticas de defensa, cooperación militar, acciones humanitarias y operaciones de paz, industria y tecnología de la defensa y formación y capacitación.

En la octava reunión de la Instancia Ejecutiva del CDS de la Unasur participan los viceministros de Defensa de Argentina, Bolivia, Brasil, Colombia, Chile, Ecuador, Guyana, Paraguay, Perú, Uruguay, Surinam y Venezuela.

La última reunión que sostuvieron los encargados de la defensa de los países de la Unasur fue en noviembre de 2012, también en Lima.

Perú, que dispone un poderío militar de 114 mil efectivos, 336 tanques, 61 aviones de combate y seis submarinos, realiza desde el 2011 una intensa campaña internacional para reducir el gasto militar y trabajar más en el rubro social.

En un reporte oficial, Perú ha dado cuenta que en poco más de un lustro, los países de la Unasur han desembolsado 23 mil millones de dólares en nuevas armas, aviones y naves.

Empresas brasileiras lideram projetos de desenvolvimento na Venezuela


Venezuela

Empresas brasileiras lideram projetos de desenvolvimento na Venezuela

09 de abril de 2013 – Opera Mundi/Marina Terra e Vinicius Mansur

Sob um calor siderúrgico, centenas de operários venezuelanos trabalham sobre e sob uma área de 140 hectares em Ciudad Piar, no estado Bolívar, a cerca de 700 km a sudeste de Caracas. Ao chegar ao terreno, apenas parte desses trabalhadores é visível. Outra está a até 7 metros abaixo do solo consolidando a planta da Empresa Básica Socialista Siderúrgica José Inácio Abreu e Lima.

A siderúrgica leva o nome do brasileiro que foi resgatado à história por Hugo Chávez e que comandou o jornal e tropas do Exército de Simón Bolívar no início do século 19. Também é brasileira a empresa encarregada do projeto, a Andrade Gutierrez (AG), responsável pela engenharia, suprimento e construção da planta, além de buscar o financiamento de US$ 860 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e grande parte da maquinaria necessária à obra orçada em U$ 3,8 bilhões.

A aliança estratégica firmada entre Venezuela e Brasil nos governos Chávez e Lula resultou em um incremento substancial da presença das companhias brasileiras no país vizinho, cujo portfólio de obras é estimado em US$ 20 bilhões, divididos entre Odebrecht, AG, Camargo Correia, Queiroz Galvão e Consilux.

Os frutos da aliança também foram colhidos em outros ramos da economia, já que o comércio bilateral saltou de US$ 880 milhões em 2003 para cerca de US$ 6 bilhões em 2012. Como as importações brasileiras foram de apenas US$ 996 milhões no ano passado, a Venezuela foi responsável pelo terceiro superávit da balança comercial brasileira, quase US$ 5 bilhões, só atrás da China e da Holanda (porta de entrada de toda a Europa).

Agora, pouco mais de um mês após a morte de Chávez e em meio à campanha para nova eleição presidencial, representantes de empresas brasileiras entrevistados por Opera Mundi analisam o atual cenário para investimento na Venezuela. Na visão delas, o país permanece sendo uma “terra de oportunidades” para a iniciativa privada brasileira.

Independência

“Viemos para ficar”, salienta João Martins Jr., CEO da Queiroz Galvão na Venezuela. A empresa desenvolve desde junho de 2010 um projeto com foco no desenvolvimento da soberania alimentar no Vale do Quibor, Estado de Lara. Orçado em mais de 1,5 milhões de dólares, o Projeto Agrário Socialista Valle de Quibor deve ser concluído em até seis anos.

Para Martins, não cabe à empresa avaliar o cenário eleitoral, como “no caso da eleição do Maduro”, mas fato é que existe uma “intenção bilateral de trocar experiências, fortalezas”, destacando que um dos aportes que o Brasil tem a oferecer é seu know how no setor de infraestrutura. “Para isso estamos aqui. Se a relação mudar, teremos que avaliar. Depende do Brasil a nossa atuação na Venezuela”, observa.

Espartano da Fonseca, CEO em Caracas da Consilux, que desenvolve projeto de habitação no país, aposta em uma melhora das relações comerciais com a eleição de Maduro. Para ele, o fato de o atual presidente interino ter sido chanceler por seis anos do governo Chávez, mantendo contato estreito com experiências comerciais ao redor do mundo, deve beneficiar especialmente o modo de pensar do governo.

“A palavra final sempre foi de Chávez, e ele tinha capacidade de gerenciar. De uma forma ou de outra, todos os problemas acabavam chegando nele, e ele os resolvia”, afirma Fonseca. De acordo com o empresário curitibano, caso eleito, Maduro tem a oportunidade de alterar a dinâmica de trabalho, como a de delegar poderes. “Ele tem a possibilidade de inaugurar uma nova forma de gestão com base nas experiências que conheceu”, opina.

Alberto Moreira, presidente da AG na Venezuela, salienta que o momento é de forte comoção pela morte de um líder, mas não de paralisação do país. “E a nova eleição também não vai mudar nada. Nós não temos uma ligação política com nenhum lado. As coisas estão acontecendo normalmente na Venezuela”, destaca. Moreira ressalta que os contratos foram firmados com um país, não com uma pessoa, não havendo razões para temor. “Nós confiamos muito na Venezuela”, conclui.

Problemas

Com a alta do preço do petróleo em 2008 e o apoio do governo brasileiro, diversas empresas brasileiras se animaram a desenvolver projetos na Venezuela. No entanto, o cenário nem sempre foi estável, principalmente entre 2009 e 2010, quando o valor do barril caiu para US$ 40, em um contexto de crise econômica mundial.

Muitas companhias reclamam do atraso nos pagamentos do governo venezuelano, cujas divisas dependem quase que exclusivamente do petróleo. Reclamações também foram direcionadas ao planejamento das obras, por vezes o responsável direto pela demora na transferência do dinheiro. Dezenas de projetos foram parados ou cancelados. No entanto, para as empresas entrevistadas, a Venezuela permanece sendo uma “terra de oportunidades”.

“Quando se vai à casa de alguém, não se coloca regras. Se vai ficar por um bom tempo, ou se adapta ou vai embora. Não foi nenhuma surpresa para nós a forma de trabalhar do venezuelano e a Queiroz Galvão tem envergadura para suportar situações como essa”, afirma Martins Jr., após admitir que a empresa ficou sem receber em 2011. “A Queiroz confia que as coisas aqui funcionam, dentro da situação e da forma de atuar deles. Nós nunca paramos o projeto, ele sempre esteve no ritmo”, conta.

Fonseca, da Consilux, não vê relação direta entre a queda do preço do petróleo e os atrasos de pagamentos. “Contratos foram fechados nessa época. O problema foi o planejamento. Qualquer país precisa definir quanto tem para gastar, fazendo uma projeção do ano e tem um limite de contratação”, aponta. “É preciso se adaptar, porque as coisas não são rápidas. Mas depois que elas funcionam, tudo corre bem. As dificuldades existem em qualquer lugar, é uma questão de optar qual.”

Seguindo otimista, o presidente da AG revelou que ainda esta semana uma fatura da empresa foi paga pelo governo e, fiel ao estilo mineiro, emendou: “Uai, só vou dizer que nós estamos muito satisfeitos, não temos problema”.

Integração de longo prazo

O primeiro encontro entre presidentes de Brasil e Venezuela aconteceu em 1973 e se pode contar nos dedos quantas reuniões tiveram até 1994, quando foi assinado o protocolo La Guzmania, institucionalizando a relação. Fernando Henrique Cardoso manteve três encontros com a autoridade máxima venezuelana e Lula, 28.

“É tardia esta aproximação. Nenhum um país que tenha um projeto nacional e soberano de desenvolvimento, tendo um vizinho com as maiores reservas de hidrocarbonetos do mundo, para não falar das várias outras, não se esforçaria para ter um projeto de desenvolvimento associado a ele. A Venezuela é estratégica”, analisa Pedro Silva Barros, titular da missão do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) na Venezuela.

O economista destaca que além de seguir incrementando o comércio bilateral, os governos e iniciativas privadas de ambos os países necessitam aprofundar sua integração produtiva, a partir de uma política industrial regional.

A exportação brasileira para a América Latina se caracteriza pelo alto percentual de produtos manufaturados em comparação com a exportação realizada para o resto do mundo. No comércio Brasil-China, por exemplo, 95% do que o Brasil exporta são produtos primários, enquanto 40% de todo o produto manufaturado que o Brasil exporta vai para a América Latina, dando ao país superávits tão elevados que, segundo Barros, são insustentáveis no longo prazo.

“A forma de combater isso não é diminuindo as exportações brasileiras e não é adequado que seja apenas aumentando a importação brasileira. O desejável é que haja integração produtiva. Esse é um caminho para os próximos anos e que demandará muitos esforços”, propõe.

Segundo Barros, o desenvolvimento associado aos seus vizinhos é condição fundamental para a continuidade do crescente projeto de inserção internacional levado a cabo pelo Brasil. “O Brasil sozinho terá uma limitação muito grande para a sua própria inserção. O país tem uma presença política internacional que é maior do que a sua presença econômica e é assim porque ele tem a legitimidade dos seus países vizinhos. Mas isso não necessariamente vai se perpetuar no tempo”, alerta.

Fonte:http://operamundi.uol.com.br/conteudo/reportagens/28256/empresas+brasileiras+lideram+projetos+de+desenvolvimento+na+venezuela.shtml

Uruguai e México fortalecem intercâmbio de experiências


Uy e Me

Dame esa manito
Mujica pidió ayuda a su par de México para instalar la Utec, y Peña Nieto le solicitó apoyo para aplicar el Plan Ceibal en su país.

29 de janeiro de 2013 – La diaria/Natalia Uval

Con intercambio de experiencias en materia educativa y un énfasis declarado en fortalecer la integración en la región, finalizó ayer la visita del presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, a Uruguay. La última actividad de la noche fue en Suárez y Reyes; hubo un encuentro de éste con el presidente José Mujica, luego se sumó el resto de las delegaciones y finalmente hubo una cena en la que no faltó la carne uruguaya. En medio de estas actividades, ambos mandatarios dieron una declaración breve a la prensa.

Mujica recordó la “solidaridad” de México con los exiliados uruguayos en ese país durante la última dictadura cívico-militar y se congratuló de la posición adoptada por el gobierno de Peña Nieto, ya anunciada durante la cumbre de la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (Celac), de privilegiar la relación con América Latina.

“México anunció la intención política de mirar hacia el sur, mirar el Caribe y hacia América Latina, en el sentido de buscar multiplicar la relación cultural, política y económica, porque se siente parte de una familia de pueblos y entiende que tiene que dar ese paso en esta hora. Es una de las cosas más gratas que dejaron los encuentros de estos días de Santiago”, destacó Mujica. “Somos amigos de México y vamos a hacer todo lo que podamos en el campo del Mercosur para estar cerca”, remarcó.

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Movimentos sociais defendem livre circulação entre países do Mercosul


Movimentos sociais mercosul

Movimentos sociais defendem livre circulação entre países do Mercosul

06 de dezembro de 2012 – Opera Mundi/Jonatas Campos

Um bloco de países onde seja garantida a livre circulação de pessoas, igualdade de direitos, liberdade política e econômica, além de isonomia de condições para acesso ao trabalho, a saúde e a educação. Com essa temática foi aberta nesta terça-feira (04/12) a 14ª Cúpula Social do Mercosul, no Museu Nacional de Brasília.

A reunião acontece desde 2008 e é uma tentativa de aproximar a sociedade do bloco econômico, recolhendo propostas que são entregues aos governos participantes. Participam organizações da sociedade civil, pesquisadores e representantes de instituições estatais de diversos países da América Latina, entre membros do bloco (Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela) e convidados (Bolívia e Equador). (mais…)

Conselho da UNASUL destaca a cooperação regional em defesa e infraestrutura e reforça o apoio à Argentina na questão das Malvinas


Itamaraty, Nota à Imprensa nº 307

VI Reunião Ordinária do Conselho de Chefes de Estado e de Governo da UNASUL

Lima, Peru, 30 de novembro de 2012 – Documentos Aprovados em 30/11/2012

I. DECLARAÇÃO DA VI REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO DE CHEFES DE ESTADO E DE GOVERNO DA UNASUL.

II. DECLARACIÓN DEL CONSEJO DE MINISTRAS Y MINISTROS DE RELACIONES EXTERIORES SOBRE PALESTINA.

III. DECLARACIÓN SOBRE EL PROCESO DE PAZ EN COLOMBIA.

IV. DECLARACIÓN SOBRE SURAMÉRICA COMO ZONA DE PAZ.

V. COMUNICADO ESPECIAL DE APOYO A LA LUCHA CONTRA EL TERRORISMO EN TODAS SUS FORMAS Y MANIFESTACIONES.

VI. DECLARACIÓN CONJUNTA SOBRE EL QHAPAQÑAN – SISTEMA VIAL ANDINO.

VII. DECLARACIÓN ESPECIAL SOBRE LA CUESTIÓN DE LAS ISLAS MALVINAS.

VIII. DECLARACIÓN ESPECIAL SOBRE “2013 AÑO INTERNACIONAL DE LA QUINUA”.

IX. DECLARACIÓN ESPECIAL SOBRE EL USO TRADICIONAL DEL MASTICADO DE LA HOJA DE COCA.

***

I. DECLARAÇÃO DA VI REUNIÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO DE CHEFES DE ESTADO E DE GOVERNO DA UNASUL

As Chefas e Chefes de Estado e de Governo dos Estados Membros da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL), reunidos na cidade de Lima, República do Peru, no dia 30 de novembro de 2012, em sua VI Reunião Ordinária, declaram:

1. O firme compromisso com os princípios orientadores e objetivos do Tratado Constitutivo da UNASUL, bem como a decidida disposição de continuar aprofundando-se no desenvolvimento de um espaço de integração política, econômica, social, cultural, energética, ambiental e de infraestrutura na região sul-americana.

2. Que reconhecendo os avanços no desenvolvimento institucional da União, reafirmam a vontade de impulsionar e dar prioridade aos temas que formam parte da agenda substantiva para a integração sul-americana no âmbito de uma visão estratégica.

3. Que é necessário conduzir esses esforços em direção a um processo de planificação e integração regional com base em uma visão estratégica compartilhada, que considere o enorme potencial que tem a região sul-americana, que é depositária de enormes recursos naturais das mais diversas índoles, diversidade biológica e de uma inavaliável riqueza cultural e humana. Isto complementa os esforços nacionais para alcançar o desenvolvimento e bem-estar de seus povos e fortalecer a presença e o papel da UNASUL no cenário internacional.

4. Seu agradecimento e interesse pela apresentação formulada pelo Secretário Geral da organização, o senhor Alí Rodríguez Araque e suas contribuições na busca de uma visão ao longo prazo para a UNASUL, a qual servirá de base ao fortalecimento do processo de integração e seu permanente direcionamento estratégico.

5. Sem prejuízo da avaliação das atividades nos Estados membros e nas instâncias pertinentes da UNASUL, instruem ao Secretário Geral:

• Iniciar, com a devida prioridade, e em coordenação com os conselhos setoriais pertinentes, um estudo sobre a disponibilidade e potencialidades dos recursos naturais da região sul-americana, visando o desenho de uma estratégia da UNASUL para o seu aproveitamento. O mencionado estudo contemplará, entre outros aspectos, uma vistoria e sistematização de informações relativas às reservas de recursos naturais, assim como um mapeamento e inventário dos mesmos.

• Organizar para o final do primeiro trimestre de 2013 um evento que congregue especialistas e autoridades dos Estados membros da UNASUL, com a finalidade de coletar provisões que contribuam à elaboração da mencionada estratégia.

• Informar ao Conselho de Delegadas e Delegados, em suas reuniões ordinárias, os avanços que efetuem na implementação deste mandato.

• Apresentar, uma vez culminado o citado estudo, ao Conselho de Chefas e Chefes de Estado e de Governo, para a sua consideração.

6. Seu reconhecimento à tarefa do Centro de Estudos Estratégicos de Defesa (CEED) e suas aportações à geração de um genuíno pensamento sul-americano valorizando, particularmente, o Projeto “Estudo Prospectivo América do Sul 2025”, relativo à defesa, ao conceito de interesse regional e à proteção dos recursos estratégicos sul-americanos. Elogiamos os resultados exitosos do I Curso Avançado de Defesa Sul-americano e o Curso Sul-americano de Formação de Civis em Defesa.

7. Que a plena vigência das instituições democráticas é uma condição indispensável para a construção do processo de integração sul-americano. Neste sentido, comprometem-se a continuar realizando esforços para promover, fortalecer e defender coletivamente a democracia na região e prevenir situações que afetem a ordem constitucional e o respeito dos princípios que sustentam a ordem democrática.

8. Sua disposição em concluir os esforços necessários para a entrada em vigor em breve do Protocolo Adicional sobre o Compromisso com a Democracia, firmado em 26 de novembro de 2012, para a consolidação dos objetivos do Tratado Constitutivo da UNASUL.

9. O valor das Missões Eleitorais como mecanismos de cooperação, participação e fortalecimento da ordem democrática na região, assim como a recente Missão de acompanhamento eleitoral à República Bolivariana da Venezuela como primeira experiência institucional da UNASUL, e agradecem a gestão e o relatório coordenado pelo Chefe da Missão, o senhor Carlos Álvarez. Igualmente, reafirmam suas felicitações ao Comandante Hugo Chávez pela sua contundente reeleição no passado 07 de outubro de 2012, como Presidente da República Bolivariana da Venezuela, para o período constitucional 2013-2019 e ao povo venezuelano pela sua demonstração de civismo e maturidade política ao registrar o maior índice de participação popular no referido processo eleitoral.

10. A importância de sua Decisão, adotada na presente data, de incorporar o Conselho Eleitoral da UNASUL à institucionalidade da União e a de organizar uma Missão Eleitoral da UNASUL para as próximas eleições gerais na República do Equador.

10. Seu especial reconhecimento ao “Grupo de Alto Nível da UNASUL para o seguimento e avaliação da situação da República do Paraguai”, que preside o senhor Salomón Lerner Ghitis, pelo esforço que vem realizando para cumprir o mandato contido na Decisão 26/2012, aprovada em 29 de junho de 2012 em Mendoza, República da Argentina.

12. Sua satisfação pela adoção da “Agenda de Ações Sociais Prioritárias”, que reafirma o compromisso da UNASUR de avançar para um desenvolvimento social e humano com eqüidade e inclusão, erradicar a pobreza e superar as desigualdades na região, contemplando as políticas sociais de maneira transversal, em seguimento do “Compromisso da UNASUL contra a Desigualdade”, adotado no dia 28 de julho de 2011, em Lima. Nesse sentido, deverão incorporar-se à Agenda as aportações dos demais Conselhos Ministeriais Setoriais.

13. Que as políticas sociais devem ter entre os seus principais desafios, o de garantir o acesso da população aos direitos sociais previstos nas leis e constituições dos países membros da UNASUL, assim como promover ações para gerar a autonomia dos cidadãos, para que sejam estes protagonistas de seu próprio desenvolvimento.

14. Seu compromisso de avançar, de maneira flexível e gradual, na consolidação de uma identidade sul-americana, através do reconhecimento progressivo dos direitos aos nacionais de um Estado Membro, residentes em qualquer dos outros Estados Membros da UNASUL, que permita forjar uma verdadeira cidadania sul-americana, como pilar fundamental de um espaço sul-americano integrado. Nesse sentido, destacam o avanço que significa a aprovação nesta VI Reunião Ordinária deste Conselho, da Decisão que concorda em iniciar o processo de construção da cidadania sul-americana, dando prioridade à dimensão migratória, sem prejudicar os avanços que produzam em outras dimensões prioritárias.

15. Que a participação dos agentes sociais é um aspecto substancial do processo de integração sul-americana e fundamento de sua Decisão de criar um Fórum de Participação Cidadã da UNASUL como espaço específico e próprio e encorajam os Conselhos Setoriais, Grupos de Trabalho e demais instancias da UNASUR a estabelecer, segundo a sua própria especificidade e fim, mecanismos de difusão de suas atividades e de recepção de sugestões e iniciativas.

16. Que a superação das barreiras geográficas da região para fomentar as mais diversas modalidades de conectividade territorial e integração é um desafio histórico, e nesse sentido, destacam o esforço de integração da União através da adoção, na data, de suas Decisões que aprovam o Plano de Ação Estratégico 2012-2022 e a Agenda de Projetos Prioritários de Integração, bem como a vontade de promover o uso intensivo das tecnologias de informação e de comunicações (TICs) e a breve construção do anel de fibra ótica sul-americano. Destacam, igualmente, a disposição em promover a redução de custos e a universalização do acesso à Internet, a soberania do tráfico de comunicações e as sinergias proporcionadas pela associação de obras de infraestrutura regionais na melhora da qualidade de vida e o desenvolvimento com equidade no espaço sul-americano.

17. Que a aprovação de sua Decisão sobre “Diretrizes Políticas da UNASUL para as Relações com Terceiros” reafirma sua convicção na capacidade da América do Sul para contribuir com o debate e as decisões da agenda regional e global. Nesse sentido, reafirmam sua disposição em continuar promovendo iniciativas de diálogo e mecanismos de cooperação com outros grupos regionais, Estados e outras entidades com personalidade jurídica internacional.

18. Que, de acordo com ditas Diretrizes, encomendam à Presidência Pro Tempore que, com o apoio da Secretaria Geral, inicie contatos com seus parceiros do Sistema de Integração Centro-americano (SICA) e da Comunidade do Caribe (CARICOM) com o objetivo de estabelecer vias de diálogo político e de cooperação.

19. Seu agradecimento pelo êxito da III Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da América do Sul – Países Árabes (ASPA), realizada em Lima nos dias 1 e 2 de outubro de 2012 e sua vontade de participar do seguimento de acordos de cooperação mediante os quais se comprometeram na mencionada Cúpula.

20. Seu compromisso de contribuir com o êxito da próxima Cúpula da Comunidade dos Estados Latinoamericanos e Caribenhos (CELAC), nos dias 27 e 28 de janeiro de 2013, para que seja uma importante demonstração de unidade e integração profunda das nações latinoamericanas e caribenhas, que fortaleça a CELAC como bloco político e de consolidação da cooperação econômica, social e cultural de nossos povos.

21. Igualmente, renovam o seu compromisso com o relacionamento e os vínculos bi-regionais entre a América Latina e o Caribe com a União Européia, destacando o impulso dado ao trabalho preparatório da Cúpula CELAC-UE, que será celebrado em Santiago, Chile, nos dias 26 e 27 de janeiro de 2013, com o tema “Aliança para um Desenvolvimento Sustentável: Promovendo Investimentos de Qualidade Social e Ambiental”.

22. Sua disposição em participar, ao mais alto nível, da III Cúpula da América do Sul-África (ASA) que se realizará, segundo sugestão da África, entre os dias 20 e 24 de fevereiro de 2013, em Malabo, Guiné Equatorial. A participação é fundamental para que a região siga avançando no enorme exercício de articulação com os países da África.

23. Que a necessidade da integração sul-americana tenha em consideração as realizações alcançadas pela Comunidade Andina e MERCOSUL, e oriente a articulação e complementação gradual com processos que vão mais além da convergência dos mesmos e reafirmam o sinalizado em sua Declaração dos Cardeais.

24. Que a entrada em vigor do Convênio Constitutivo do Banco do Sul contribui para o fortalecimento da capacidade produtiva e ao desenvolvimento e integração da região.

25. A necessidade de limitar o acionamento dos Fundos de Situações Especiais (Fundos Abutres), com a finalidade de que o comportamento destes agentes especulativos não afete a obtenção de acordos entre devedores e credores, nem ponha em risco a estabilidade financeira global. Nesse sentido, coincidiram que este tema deva ser abordado em nível internacional.

26. Que o acesso universal aos serviços de saúde é um objetivo permanente dos Estados membros e expressam sua satisfação pelos avanços da UNASUL para abordar, desde essa perspectiva integral e inovadora, a gestão pública deste aspecto fundamental para o desenvolvimento humano. Nesse sentido, respaldam o consenso alcançado para desenvolver os projetos de iniciativas comuns: um “Mapeamento das capacidades regionais de produção de medicamentos” e o “Banco de Preços de Medicamentos” iniciativas destinadas a criar melhores condições de acesso universal à saúde e, ao mesmo tempo, um uso mais eficaz dos recursos públicos.

27. A relevância da iniciativa do Conselho de Saúde Sul-americano dirigida às pessoas com deficiências, materializada em sua VII Reunião Ordinária, que considera a inclusão do tratamento e atenção às pessoas com deficiências no Plano Quinquenal do Conselho, através de um Grupo de Trabalho; assim como o desenvolvimento de iniciativas de cooperação no âmbito da UNASUL.

28. A importância do trabalho do Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde (ISAGS) na realização de estudos e cursos direcionados a discutir e melhorar os sistemas públicos de saúde da região, formar recursos humanos e divulgar temas importantes da agenda de saúde pública.

29. Que a cooperação Sul-Sul adquiriu especial importância e se registrou um singular desenvolvimento nos países membros da UNASUL em referida matéria, e animam as Agências e entidades nacionais dos Estados Membros vinculadas à cooperação internacional a continuar realizando esforços que auxiliem no desenvolvimentos econômico e humano sustentáveis, assim como a busca de formas inovadoras para fortalecer suas capacidades.

30. Que a aprovação do Regulamento do Fundo de Iniciativas Comuns permitirá a UNASUL financiar projetos concretos de cooperação e promoção da integração elaborados pelos Conselhos Ministeriais Setoriais.

31. Seu compromisso solidário com o Haiti e salientam a importância da cooperação técnica, em estreita colaboração com o governo e demais instituições do Estado e da sociedade civil desse país. Igualmente, expressam sua satisfação ao Embaixador Rodolfo Mattarollo, Representante Especial da Secretaria Técnica UNASUL – Haiti, e a sua equipe pelo desempenho da Secretaria, cujo mandato foi prorrogado até 31 de março de 2013, bem como pelo Relatório apresentado ao Conselho de Ministras e Ministros das Relações Exteriores sobre as atividades desenvolvidas, projetadas e encaminhadas à execução.

32. Que a Secretaria Geral harmonize a informação sobre a cooperação bilateral e UNASUL entregue a Haiti sob distintas modalidades, com a finalidade de poder avaliar o cumprimento do compromisso assumido pelos países membros na Declaração de Quito e, em particular, de criar os fundos de solidariedade com o Haiti. Com base no anterior dito, a Secretaria Geral apresentará ao Conselho de Ministras e Ministros das Relações Exteriores da UNASUL propostas para o cumprimento dos compromissos assumidos;

33. Que a atividade turística constitui uma significativa contribuição às economias das países sul-americanos através da geração de oportunidades de negócios, da redução da pobreza, da promoção do crescimento econômico e do desenvolvimento sustentável dos povos. Nesse sentido, cumprimentam a vontade das Ministras, Ministros e Altas Autoridades de Turismo dos países sul-americanos de contar com um espaço de coordenação, cooperação e ação conjunta para o desenvolvimento da atividade turística e valorizar o potencial turístico da região sul-americana.

34. Que acolhe o convite do Governo do Equador para que no primeiro trimestre de 2013 se reúnam em Quito as Ministras, Ministros e Altas Autoridades do Turismo dos países membros da UNASUL a fim de que adotem um plano de trabalho comum e busquem constituir um mecanismo de coordenação permanente.

35. Que a diversidade cultural é um elemento importante na construção da identidade sul-americana e, nesse sentido, celebram a aprovação do projeto de iniciativas comuns, “Expresso Sul”, o qual difundirá as distintas expressões de seu patrimônio imaterial, e apoiam a conformação do “Banco de Conteúdos Culturais Audiovisuais” como plataforma de intercâmbio das produções culturais da região.

36. Sua decisão de reforçar os controles sobre o tráfico ilícito de bens culturais e elaborar programas de ação conjunta a favor da proteção de sua herança.

37. Seu apoio ao fortalecimento e a efetividade do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, destacando a eleição da Argentina, Brasil e Venezuela para o período 2013-2015. Igualmente, manifestam sua determinação em consolidar o Conselho como órgão representante de todos os membros das Nações Unidas e central para a promoção e proteção dos Direitos Humanos e liberdades fundamentais. Da mesma forma, agradecem e destacam a gestão do Uruguai diante da Presidência deste Conselho durante o período 2011-2012.

38. Sua satisfação pela criação do Grupo de Trabalho para estudar uma proposta para o tratamento e promoção dos Direitos Humanos na UNASUL.

39. Seu compromisso com o fortalecimento do Sistema Integral dos Direitos Humanos e, nesse sentido, solicitam ao Secretário Geral da OEA que convoque durante o primeiro bimestre de 2013 uma Conferência dos Estados Parte do Pacto de São José com o objetivo de aprofundar as discussões sobre as reformas da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, com vistas às negociações dentro do Conselho Permanente e da Assembléia Geral Extraordinária convocada para o mês de março de 2013.

40. Seu compromisso com a igualdade de gênero, o empoderamento das mulheres e a prevenção, sanção, e erradicação da violência contra a mulher. Nesse sentido, se comprometem a continuar promovendo o respeito aos direitos humanos e sua plena incorporação na vida política, social, cultural e econômica na América do Sul, como condição necessária para a superação das desigualdades e da pobreza. Neste contexto, destacam o Convênio firmado entre a Secretaria Geral da UNASUL e a Entidade das Nações Unidas para a Igualdade e o Empoderamento das Mulheres – ONU Mulheres– para receber o assessoramento técnico sobre a matéria e impulsionar a transversalização do enfoque de gênero. Da mesma forma, destacam o êxito do Primeiro Seminário da Incorporação da Mulher na Defesa, no âmbito do Conselho de Defesa Sul-americano.

41. Que a promoção do desenvolvimento sustentável, nas suas três dimensões, econômica, social e ambiental, com especial ênfase na erradicação da pobreza e da preocupação pelos efeitos adversos das mudanças climáticas, devem ter um caráter permanente no projeto de integração sul-americano.

42. Sua satisfação pelos resultados da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio +20), celebrada no Rio de Janeiro, Brasil, de 13 a 22 de junho de 2012, e destacam a adoção do documento final “O Futuro que Queremos”. Reafirmam o expresso nessa ocasião, acolhendo com aprovação o processo de negociação em curso de um instrumento a nível global sobre o mercúrio, que permita abordar os riscos que apresentam para a saúde humana e o meio ambiente, e fazendo um chamado para que as negociações sejam concluídas com êxito.

43. Sua preocupação pelo grande impacto humanitário e as consequências econômicas e sociais que produzem os desastres de origem natural e antrópica que afetam os países da região. Em tal sentido, se comprometem a continuar desenvolvendo políticas públicas e estratégias para prevenir, responder e mitigar seus efeitos, assim como mecanismos de coordenação e cooperação entre os países, para ajudar na reconstrução e dar assistência adequada às populações afetadas. Neste contexto, reconhecem os esforços que se vêm desenvolvendo nos diversos Conselhos Ministeriais Setoriais da Organização e acolhem com aprovação a convocatória da Reunião de Alto Nível de autoridades vinculadas à gestão de risco de desastres, dentro do segundo trimestre de 2013, com a finalidade de propor um mecanismo dentro da UNASUR que aborde de maneira permanente integral esta temática.

44. A importância dos avanços alcançados pelo Conselho de Defesa Sul-americano, em especial, as medidas tangíveis de confiança mútua regional, com o primeiro Registro Sul-americano de Gastos de Defesa, a ser publicado conforme o estabelecido na III Declaração de Lima do CDC, assim como o Inventário Militar Sul-americano; os programas regionais de formação e capacitação de civis e militares em defesa, as propostas de cooperação para enfrentar os desastres naturais e a promissora iniciativa aprovada na IV Reunião Ordinária do CDS, dedicada a trabalhar a proposta de criação de uma Escola Sul-americana de Defesa.

45. Seu permanente interesse em fortalecer a cooperação contra as ameaças do Crime Organizado Transnacional em todas as suas manifestações, bem como para enfrentar os desafios no campo da Segurança Cidadã. Nesse sentido, comemoram a criação, no âmbito desta Cúpula, do Conselho de Segurança Cidadã, Justiça e Luta contra o Crime Organizado Transnacional. Igualmente, tomam nota da proposta da República do Equador sobre a criação de um Tribunal Penal no âmbito da UNASUL.

46. Sua satisfação pela apresentação da senhora Prefeita da cidade de Lima, Susana Villarán de la Puente, diante do Conselho de Ministras e Ministros das Relações Exteriores, em relação à subscrição do Acordo de Vontades “Rede de Cidades Sul-americanas”, uma plataforma de integração que fomenta o diálogo entre os governos locais.

47. Que a geração de conhecimento e a inovação tecnológica são algumas das ferramentas fundamentais para uma melhor inserção de nossos países na economia internacional e as forças motrizes do crescimento econômico com inclusão social. Cumprimentam a adoção do “Programa Geral de Ciência, Tecnologia e Inovação 2013-2017 da UNASUL” e instruem a partir dele, as instâncias competentes da União, apresentarem na próxima reunião ordinária deste Conselho, os fundamentos e planos de ação para fazerem desta a “Década do Grande Salto Sul-americano em Ciência, Tecnologia e Inovação”.

48. Os progressos conseguidos pelo Conselho de Defesa Sul-americano para o desenho, desenvolvimento e produção do Avião Militar de Treinamento Primário Básico “UNASUL I”, o planejamento de um Sistema Sul-americano de Aeronaves não Tripuladas e a concepção de um sistema sul-americano de monitoramento de áreas especializadas utilizando os recursos do Centro de Gestão e Operações do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM).

49. Expressam o seu reconhecimento aos diferentes Conselhos, Grupos de Trabalho, Centros de Estudo, Institutos e outros mecanismos da Organização pelos esforços realizados para avançarem no cumprimento dos objetivos propostos, através da realização de várias reuniões, preparação de iniciativas, elaboração de planos de ação, entre outros, e pela valiosa contribuição ao progresso da integração do espaço regional Sul-americano.

50. O seu reconhecimento e agradecimento ao Presidente do Peru Ollanta Humala Tasso, ao Governo e ao povo peruano, pela sua hospitalidade e pela realização da VI Reunião Ordinária das Chefas e Chefes de Estado e de Governo da União das Nações Sul-americanas.

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II. DECLARACIÓN DEL CONSEJO DE MINISTRAS Y MINISTROS DE RELACIONES EXTERIORES SOBRE PALESTINA

Los Estados miembros de UNASUR dan la bienvenida a Palestina por la elevación de su status en la Organización de las Naciones Unidas a “Estado Observador”, adoptada en la fecha por la Asamblea General de la ONU.

Asimismo, reafirman su apoyo al retorno inmediato de las negociaciones entre Israel y Palestina que conduzcan al establecimiento de una paz sostenible y duradera basada en la solución de dos Estados y con garantía de seguridad para todos.

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III. DECLARACIÓN SOBRE EL PROCESO DE PAZ EN COLOMBIA

1. Los Estados Miembros de la Unión de Naciones Suramericanas – UNASUR reafirman su pleno apoyo al proceso de paz que se adelanta entre el Gobierno de Colombia y las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia – FARC.

2. Se trata de una oportunidad histórica, favorecida por el ambiente de cooperación y diálogo que prima en la región, particularmente en el marco de UNASUR.

3. El éxito del proceso de paz iniciado, basado en la fuerza de las instituciones democráticas que compartimos, tendrá un significado de amplio alcance para Colombia y para el conjunto de la región suramericana, permitiendo que concentremos cada vez más nuestros esfuerzos y recursos en el desarrollo económico con equidad que nos inspira a todos, preservando la paz como un valor colectivo en América del Sur.

Lima, 30 de noviembre de 2012.

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IV. DECLARACIÓN SOBRE SURAMÉRICA COMO ZONA DE PAZ

El Consejo de Jefas y Jefes de Estado y de Gobierno de la Unión de Naciones Suramericanas – UNASUR, reunido en ocasión de su VI Reunión Ordinaria;

Verificando con satisfacción la primacía de la democracia en Suramérica y el compromiso de sus países con el Derecho Internacional, y consciente de que la prosperidad y estabilidad de la región contribuye a la paz y seguridad internacionales;

Consciente de que la paz es un bien supremo y anhelo de todos los pueblos y que su preservación es un elemento sustancial de la visión estratégica de la integración suramericana;

Reafirmando que la integración fortalece la visión de un orden internacional justo, afirmado en el derecho y en una cultura de paz que excluye el uso de la fuerza y los medios no-legítimos de defensa, entre ellos las armas de destrucción masiva y, en particular, las armas nucleares;

Reafirmando la Declaración de los Presidentes de América del Sur, aprobada en su segunda reunión, en Guayaquil, Ecuador, el 27 de julio de 2002, en la que se declara a Suramérica como Zona de Paz y Cooperación;

Recordando la decisión de las Jefas y Jefes de Estado de UNASUR, reunidos en San Carlos de Bariloche, República Argentina, el 28 de agosto de 2009, de “fortalecer a Suramérica como Zona de Paz, comprometiéndonos a establecer un mecanismo de confianza mutua en materia de defensa y seguridad”;

Teniendo presente las negociaciones que se llevan a cabo para la elaboración de un protocolo de Paz, Seguridad y Cooperación en el Grupo de Trabajo del Consejo de Defensa Suramericano;

DECLARA:

El firme propósito de los Estados Miembros de UNASUR de preservar Suramérica como Zona de Paz y de impulsar la plena realización de sus fines, por medio de la cooperación regional y bilateral.

Que el propósito de UNASUR para preservar la Zona de Paz Suramericana implica el respeto de los principios y normas del derecho internacional, incluyendo los tratados internacionales de los que los Estados miembros son parte, las cartas de las Naciones Unidas y, en particular, el compromiso de los Estados de utilizar los medios de solución pacífica de controversias y de abstenerse de recurrir a la amenaza o al uso de la fuerza contra la integridad territorial de otro Estado.

El propósito de fortalecer las Medidas de Fomento de la Confianza y Seguridad y sus procedimientos de aplicación, mediante acciones tangibles de transparencia en los gastos militares adoptadas en el marco de UNASUR, en especial el registro de gastos de defensa.

La promoción en la región de una cultura de paz basada, entre otros, en los propósitos del Tratado Constitutivo de UNASUR y en los principios de la Declaración y Programa de Acción sobre Cultura de Paz de las Naciones Unidas.

El impulso de acciones tendientes al establecimiento de Suramérica como una Zona Libre de Minas Antipersonales, en el marco de las obligaciones contraídas por los Estados parte en las convenciones internacionales pertinentes.

El llamado a continuar en el marco del Consejo de Defensa Suramericano la negociación de un Protocolo de Paz, Seguridad y Cooperación.

Lima, 30 de noviembre de 2012.

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V. COMUNICADO ESPECIAL DE APOYO A LA LUCHA CONTRA EL TERRORISMO EN TODAS SUS FORMAS Y MANIFESTACIONES

Las Jefas y Jefes de Estado y de Gobierno de la Unión de Naciones Suramericanas – UNASUR;

Reiteran su más enérgica condena al terrorismo, en todas sus formas y manifestaciones, por considerarlo criminal e injustificable, bajo cualquier circunstancia, dondequiera y por quienquiera sea cometido, y porque constituye una grave amenaza a la paz y la seguridad internacionales, así como a las instituciones y los valores democráticos;

Reafirman su compromiso con la Estrategia Global contra el Terrorismo de las Naciones Unidas adoptada en setiembre 2006, actualizada en 2008 y 2010, y reiteran su determinación de aplicar los principios recogidos en la Estrategia y desarrollar todas las medidas que se contemplan en la misma como la vía más eficaz para acabar con la amenaza del terrorismo y asegurar a la vez el pleno respeto del estado de derecho y respeto por los derechos humanos;

Convienen en continuar respaldando los esfuerzos de las Naciones Unidas con miras a concluir un Convenio General sobre Terrorismo Internacional;

Expresan su solidaridad con las víctimas y familiares de las víctimas del terrorismo en todas sus formas y manifestaciones;

Reiteran su disposición de fortalecer, de ser necesario, su legislación y las medidas para prevenir y combatir la preparación, organización, instigación, facilitación, financiación, aliento o tolerancia de actividades terroristas;

Manifiestan, asimismo, su preocupación por actos de instigación o apología al terrorismo;

Reafirman la imperiosa necesidad de evitar la impunidad y asegurar que los autores intelectuales y materiales de actos terroristas sean detenidos y enjuiciados o extraditados, de conformidad con las disposiciones pertinentes del derecho nacional y en cumplimiento del Derecho Internacional, incluido el Derecho Internacional de los Derechos Humanos, el Derecho Internacional de los Refugiados y el Derecho Internacional Humanitario;

Instan a todos los Estados a que, de conformidad a lo establecido en el Derecho Internacional, el Derecho Internacional de los Derechos Humanos, el Derecho Internacional Humanitario y el Derecho Internacional de los Refugiados cooperen plenamente en la lucha contra el terrorismo, especialmente con aquellos en cuyo territorio o contra cuyos ciudadanos se comentan actos de terrorismo, a fin de encontrar, capturar y negar refugio seguro y someter a la justicia, sobre la base del principio del enjuiciamiento o extradición, y su propia legislación nacional, a quien apoye o facilite la financiación, planificación, preparación o comisión de actos de terrorismo o la provisión de refugio seguro o participe o intente participar de estos actos;

Coinciden en la necesidad de adoptar las medidas apropiadas para verificar, antes de conceder asilo o reconocer el Estatuto del Refugiado, que el solicitante no haya participado en actividades terroristas, de conformidad con el Artículo 1° literal f) de la Convención de 1951 sobre el Estatuto del Refugiado y, tras la concesión del asilo, en caso de hacerlo, asegurar que la condición de asilado o refugiado no se utilice para alentar, facilitar, financiar, instigar, organizar o tolerar actividades terroristas;

Manifiestan su compromiso de impedir la circulación de terroristas o de grupos terroristas mediante controles eficaces en frontera y controles de la emisión de documentos de identidad y de viaje, y mediante la adopción de medidas para evitar su falsificación, modificación ilegal y/o utilización fraudulenta;

Manifiestan su disposición de seguir trabajando para adoptar las medidas que sean necesarias y adecuadas, conforme con sus respectivas obligaciones en virtud del Derecho Internacional, a fin de prohibir por ley la incitación a cometer actos terroristas y prevenir las conductas de esa índole.

Lima, 30 de noviembre de 2012.

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VI. DECLARACION CONJUNTA SOBRE EL QHAPAQ ÑAN – SISTEMA VIAL ANDINO

Las Jefas y Jefes de Estado y de Gobierno de la Unión de Naciones Suramericanas – UNASUR;

Recordando la Declaración Conjunta suscrita por los Presidentas de Argentina, Chile y los Presidentes de Bolivia, Colombia, Ecuador y Perú, en ocasión de la XVII Reunión Cumbre del Grupo de Río (Cusco, 23 de mayo del 2003), y la Declaración Conjunta de Cancilleres suscrita en ocasión de la XX Cumbre Iberoamericana de Mar del Plata en 2010;

Teniendo en cuenta la significación que tiene el Qhapaq Ñan – Sistema Vial Andino, obra vial que abarca los caminos construidos por los pueblos pre incas que habitaban nuestros territorios, reutilizados y concluidos durante el periodo Inca, y que por su extensión, integridad y autenticidad constituye uno de los monumentos arqueológicos de mayor magnitud y significado en el mundo;

Destacando el ejemplo de integración física, cultural, social y económica que hasta hoy representa el Qhapaq Ñan en el continente americano;

DECLARAN

Su apoyo al proceso de nominación del Qhapaq Ñan a la Lista del Patrimonio Mundial de la UNESCO que impulsan los Gobiernos de Argentina, Bolivia, Chile, Colombia, Ecuador y Perú, y a los trabajos realizados por dichos países en pos de asegurar estándares para su conservación y manejo compatibles con su valor universal excepcional;

Su respaldo a los esfuerzos diplomáticos, técnicos e institucionales realizados hasta el momento en el marco de dicho proceso, los cuales demuestran una forma de integración cultural real a través de la investigación, registro y preservación de los valores universales excepcionales del sistema de comunicación continental prehispánico en los Andes;

Que la labor de acompañamiento y coordinación internacional que ha venido brindando el Centro de Patrimonio Mundial de la UNESCO a los Gobiernos de Argentina, Bolivia, Chile, Colombia, Ecuador y Perú, cuya acción concertada ha sido reconocida por el Comité de Patrimonio Mundial como ejemplo de buenas prácticas para la elaboración de candidaturas transnacionales, y destacamos las mismas como un verdadero ejemplo de cooperación cultural internacional;

Que a lo largo del proceso se haya privilegiado una lectura plural de la historia a través de una labor interdisciplinaria donde la arqueología, antropología y etnohistoria en la región Andina procuran dialogar y encontrar un equilibrio entre conservación y desarrollo para las comunidades de la región, las que han participado activamente en esta iniciativa;

Su apoyo a todos los esfuerzos nacionales y multinacionales que vienen realizando los Gobiernos de Argentina, Bolivia, Chile, Colombia, Ecuador y Perú para que la presentación formal de la candidatura del Qhapaq Ñan a la Lista del Patrimonio Mundial de la UNESCO pueda concretarse en enero de 2013 y formulamos los mejores votos para la feliz conclusión de dicho proceso.

Lima, 30 de noviembre de 2012.

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VII. DECLARACIÓN ESPECIAL SOBRE LA CUESTIÓN DE LAS ISLAS MALVINAS

Los Estados miembros de la Unión de Naciones Suramericanas – UNASUR, en conocimiento del anuncio de la celebración de un referéndum en las Islas Malvinas, manifiestan que éste en nada altera la esencia de la Cuestión de las Islas Malvinas, y que su eventual resultado no pone fin a la disputa de soberanía sobre las Islas Malvinas, Georgias del Sur y Sandwich del Sur, y los espacios marítimos circundantes.

Los orígenes de dicha disputa y su carácter colonial no pueden ser ignorados, así como tampoco las numerosas resoluciones de las Naciones Unidas relativas a la Cuestión de las Islas Malvinas, que la encuadran dentro de la Resolución 1514 (XV) y que establecen claramente el modo de solucionarla, cual es, la reanudación de las negociaciones entre la Argentina y el Reino Unido, teniendo debidamente en cuenta los intereses de los habitantes de las Islas. Asimismo, resulta aplicable la Resolución 31/49 que insta a los Gobiernos de la Argentina y del Reino Unido de Gran Bretaña e Irlanda del Norte a que se abstengan de adoptar decisiones que entrañen la introducción de modificaciones unilaterales en la situación mientras las Islas están atravesando por el proceso relativo a la disputa de soberanía.

Los Estados miembros de la UNASUR destacan que la Asamblea General de las Naciones Unidas, en el año 1985, rechazó por amplia mayoría la incorporación del principio de libre determinación a la resolución relativa a la Cuestión de las Islas Malvinas.

Los Estados miembros de UNASUR reiteran su firme respaldo a los legítimos derechos de la República Argentina en la disputa de soberanía con el Reino Unido de Gran Bretaña e Irlanda del Norte sobre las Islas Malvinas, Georgias del Sur y Sandwich del Sur y los espacios marítimos circundantes y ratifican el permanente interés regional en que el Reino Unido de Gran Bretaña e Irlanda del Norte se avenga a reanudar las negociaciones con la República Argentina a fin de encontrar -a la mayor brevedad posible- una solución pacífica y definitiva a esa disputa, de conformidad con los lineamientos de la comunidad internacional y las resoluciones y declaraciones pertinentes de la Organización de las Naciones Unidas (ONU) y de la Organización de Estados Americanos (OEA).
Lima, 30 de noviembre de 2012.

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VIII. DECLARACIÓN ESPECIAL SOBRE “2013 AÑO INTERNACIONAL DE LA QUINUA”

Las Jefas y Jefes de Estado y de Gobierno de la Unión de Naciones Suramericanas – UNASUR;

Recordando, la Declaración de la IV Reunión del Consejo de Jefas y Jefes de Estado y de Gobierno de UNASUR, aprobada en Georgetown, República Cooperativa de Guayana, el 26 de noviembre de 2010, a través de la cual se apoya la iniciativa del Estado Plurinacional de Bolivia para declarar el 2013 el Año Internacional de la Quinua, reconociendo el alto contenido de nutrientes y la contribución sustancial que tendrá en la alimentación de la población mundial como el grano del futuro;

Considerando, que la Resolución 66/221, aprobada por la Asamblea General de las Naciones Unidas (91ª sesión plenaria, del 22 de diciembre de 2011), declara el año 2013 como “Año Internacional de la Quinua”, observando que la quinua es un alimento natural con un elevado valor nutritivo y reconociendo que los pueblos indígenas andinos, mediante sus conocimientos y prácticas tradicionales expresadas en la concepción del vivir bien, en armonía con la naturaleza, han mantenido, controlado, protegido y preservado en su estado natural la quinua, incluidas sus numerosas variedades cultivadas y locales, como alimento para las generaciones actuales y venideras, y afirmando la necesidad de concentrar la atención mundial en la función que puede desempeñar la biodiversidad de la quinua, debido a su alto valor nutritivo, en el logro de la seguridad alimentaria, la nutrición y la erradicación de la pobreza;

DECLARAN

Acoger con beneplácito la declaración del año 2013 como “Año Internacional de la Quinua e invitan a los Estados miembros a desarrollar iniciativas que aumenten la conciencia del público respecto a las propiedades nutritivas, económicas, ambientales y culturales de la quinua.

Exhortar a los gobiernos y a las organizaciones regionales e internacionales pertinentes a que hagan contribuciones voluntarias y presten otras formas de apoyo a la celebración del “Año Internacional de la Quinua”, e invitar a las organizaciones no gubernamentales, otras partes interesadas y al sector privado a que aporten contribuciones generosas y apoyen la celebración de dicho Año.

Lima, 30 de noviembre de 2012.

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IX. DECLARACIÓN ESPECIAL SOBRE EL USO TRADICIONAL DEL MASTICADO DE LA HOJA DE COCA

Las Jefas y los Jefes de Estado y de Gobierno de la Unión de Naciones Suramericanas -UNASUR, en ocasión de la VI Reunión del Consejo de Jefas y Jefes de Estado y de Gobierno de la Unión;

RECORDANDO la Declaración Presidencial de Quito de la III Reunión Ordinaria del Consejo de Jefas y Jefes de Estado y de Gobierno de la Unión de Naciones Suramericanas – UNASUR, del 10 de agosto de 2009 y la Declaración de Georgetown, de la Reunión del Consejo de Jefas y Jefes de Estado y de Gobierno UNASUR, del 26 de noviembre de 2010;

CONSCIENTES de que uno de los objetivos establecidos en el Tratado Constitutivo de UNASUR es la promoción de la diversidad cultural y de las expresiones de la memoria y de los conocimientos y saberes de los pueblos de la región, para el fortalecimiento de sus identidades;

RECONOCEN que el uso tradicional del masticado (akulliku) de la Hoja de Coca es una manifestación cultural ancestral de los pueblos de Bolivia y del Perú que debe ser respetada por la Comunidad Internacional.

Lima, 30 de noviembre de 2012

Fonte: http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/notas-a-imprensa/vi-reuniao-ordinaria-do-conselho-de-chefes-de-estado-e-de-governo-da-unasul-2013-lima-peru-30-de-novembro-de-2012-documentos-aprovados

Argentina Malvinas

Conselho de Defesa da Unasul se reúne em Lima, no Peru


Ministro de Defensa de Perú proyecta a Sudamérica como “zona de paz”  

PeoplesDaily, 29/11/2012

Conselho de Defesa da UNASUL - reunião dos Ministros de Defesa Sul-Americanos em Lima - Peru - novembro de 2012 - Foto: PeoplesDaily

Ministros asisten a la toma de la fotografía oficial de ministros de Defensa de la Unión de Naciones Suramericanas (UNASUR), durante la IV Reunión del Consejo de Defensa Suramericano (CDS), de los países miembros de la UNASUR, en Lima, capital de Perú.

LIMA, 28 nov (Xinhua) — El presidente “pro témpore” del Consejo de Defensa Suramericano (CDS) y ministro del ramo en Perú, Pedro Cateriano, dijo hoy que esa región del continente americano se proyecta como una “zona de paz”, con una arquitectura en defensa y seguridad basada en la cooperación mutua y la transparencia.

“Sudamérica se proyecta como zona de paz, con papel constructivo en la gobernanza mundial”, afirmó Cateriano durante la IV Reunión del CDS, que se realiza en Lima desde el lunes pasado y que concluye en esta jornada.

El ministro de Defensa añadió que Perú apuesta por la unidad regional como soporte de integración de pueblos hermanos.

Cateriano resaltó el esfuerzo comunitario para establecer una estrategia de defensa, con la finalidad de vencer desafíos comunes como “a escasez de agua, el agotamiento de fuentes de energía y la provisión de alimentos.

El ministro de Defensa de Perú, Pedro Cateriano (c-frente), saluda a su homólogo de Argentina, Arturo Puricelli (i-frente), durante la IV Reunión del Consejo de Defensa Suramericano (CDS), de los países miembros de la Unión de Naciones Suramericanas (UNASUR), en Lima, capital de Perú.

“Implica la voluntad política para la apertura de los estados miembros a una metodología para la medición de gastos militares, el desarrollo de un inventario militar, el procedimiento de medidas de confianza mutua que lleven a mecanismos más transparentes”, señaló durante el foro efectuado en el distrito limeño de San Isidro.

Cateriano explicó que el CDS desarrolla estudios para la construcción de un Avión Básico de Entrenamiento y a partir de ahí emprender una industria de Defensa suramericana autónoma.

En la IV Reunión del CDS, presidida por Cateriano, participan los ministros de Defensa Argentina, Bolivia, Brasil, Chile, Guayana y Venezuela, así como los viceministros de Colombia, Ecuador, Surinam y Uruguay.

Paraguay no está representado debido a que está suspendido por la Unasur a raíz de la destitución del mandatario Fernando Lugo por el Congreso de su país en junio pasado.

Recordó la participación de los países sudamericanos en operaciones de paz desarrolladas por las Naciones Unidas.

También exhortó a propiciar “una región libre de minas terrestres”, permanente amenaza a la población civil, al señalar que Perú y Ecuador demuestran cómo dos naciones vecinas, que mantuvieron diferencias, se unen para erradicar estos artefactos.

Destacó también los avances de la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur) en los esfuerzos de cooperación y las medidas de confianza mutua en seguridad y defensa.

“Esta confianza debe permitir estandarizar nuestras fuerzas militares para enfrentar potenciales amenazas sobre nuestras naciones”, puntualizó.

Fonte: http://spanish.people.com.cn/31616/8039450.html

Bolívia irá apresentar exigências para se tornar sócio pleno do Mercosul


Bolívia irá apresentar exigências para se tornar sócio pleno do Mercosul

29 de novembro de 2012 – Opera Mundi/Vitor Sion

A Bolívia apresentará em dezembro uma série de exigências para entrar no Mercosul como sócio pleno. A lista de pedidos deverá ser apresentada alguns dias antes do próximo encontro entre presidentes do bloco, marcado para 6 e 7 de dezembro, em Brasília.

Caso entre como membro pleno do Mercosul, a Bolívia não pretende perder as tarifas preferenciais que mantém com Colômbia, Equador e Peru, países que formam a CAN (Comunidade Andina de Nações).

De acordo com o vice-ministro boliviano de Comércio Exterior, Pablo Guzmán, a ideia é que os dois grupos passem a adotar as mesmas tarifas em alguns produtos, como a soja e seus derivados. (mais…)

Paraguai tem esperança de que Unasul revogue a suspensão do país no grupo


Paraguai tem esperança de que Unasul revogue a suspensão do país no grupo

28 de novembro de 2012 – Agência Brasil/Renata Giraldi

O governo do Paraguai tem esperança de que a Cúpula da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), no Peru, decida revogar a suspensão do país no grupo. O vice-ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Antonio Rivas Palacios, disse ontem (27) que o governo aguarda o encontro para decidir quais serão as próximas ações. Segundo ele, o Paraguai sofre uma “cruzada persecutória” .

O Paraguai está suspenso, há cinco meses, da Unasul e do Mercosul até 21 de abril de 2013. A suspensão foi definida pelos presidentes sul-americanas por discordarem da forma como foi conduzido o processo de impeachment do então presidente paraguaio Fernando Lugo, em junho. Para os líderes políticos, houve rompimento da ordem democrática no país. (mais…)

Os 54 países da União Africana receberão o Haiti como membro pleno


Sede da UA. Foto: n.i.

Los 54 países de la Unión Africana recibirán a Haití como miembro pleno

La República – 26/10/2012

En un giro inédito de la historia americana en general, un país del continente –Haití- será recibido como miembro del mayor bloque de países africano, lo que podria constituir un antecedente clave para la conformación de un entramado geopolítico desconocido hasta el momento.

La nación caribeña, se encuentra ya en camino de convertirse en el primer país no africano que se une al grupo, según consigna la cadena internacional BBC.

Para los haitianos sin embargo lo novedoso podría casi parecer obvio, en tanto gran cantidad de participantes de Naciones Unidas, trabajando en el país, tienen su origen en Benin: allí nació Toussaint Louverture, quien lideró en el siglo XVIII la revuelta de los esclavos haitianos contra Francia y es considerado el símbolo de la independencia negra. (mais…)

Presidente do Paraguai reclama da falta de diálogo com o Brasil e a Argentina


Presidente do Paraguai reclama da falta de diálogo com o Brasil e a Argentina

14 de outubro de 2012 – Agência Brasil/Renata Giraldi

Brasília – O presidente do Paraguai, Federico Franco, reclamou que a falta de diálogo com as presidentas Dilma Rousseff e Cristina Kirchner, da Argentina, impede a construção de pontes ligando os territórios dos três países. Um dos projetos ameaçados, segundo Franco, é o da construção da segunda ponte sobre o Rio Paraná, na fronteira com o Brasil, e a que ficará na região fronteiriça de Ñeembucú, do Paraguai com a Argentina.

O Paraguai está suspenso do Mercosul desde junho, quando os líderes políticos da região concluíram que houve o rompimento da ordem democrática na região durante o processo de destituição do poder do então presidente Fernando Lugo. Porém, as autoridades paraguaias negam irregularidades no processo. (mais…)

Analistas debatem saída do Reino Unido da União Europeia


Analistas debatem saída da Grã-Bretanha da União Europeia

Estadão / BBC Brasil – 01/10/2012

Uma declaração dada pelo premiê britânico, David Cameron, em junho deste ano sobre um possível referendo a ser realizado no seu país para discutir a relação com a União Europeia (UE) alimentou especulações de que a Grã-Bretanha possa acabar deixando o bloco europeu.

Analistas das mais diferentes correntes econômicas discordam sobre quão possível ou até mesmo desejável tal medida seria. Alguns gostariam que a Grã-Bretanha permanecesse na União Europeia, mas, para outros, uma eventual saída do bloco seria algo inevitável no futuro.  (mais…)

SADC deve se focar nas menores ações para diminuir barreiras comerciais


Foto: n.i.

SADC should sweat the small stuff

Mail & Guardian – 13/08/2012

It aims to deal with the region’s deficit in road, rail, ports, power, communication and water infrastructure. The deficit is estimated to be about $100-billion.

Regional leaders and businesses welcome this ambitious programme, but a recent study by the South African Institute of International Affairs, with support from the Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit in Botswana, has shown there are a number of smaller interventions that could ease trade among the Southern African Development Community members significantly.

The study consisted of firm-level interviews with about 50 companies throughout the region to gauge whether documented trade barriers in Southern Africa are the most problematic. Drawing on existing work carried out by the World Bank and the region’s own analysis of the problem in the regional indicative ­strategic development programme, the institute compiled an initial list of trade barriers that it expected companies to mention. (mais…)

Insatisfação trabalhista pode inviabilizar reeleição de Sarkozy


Insatisfação trabalhista pode inviabilizar reeleição de Sarkozy

Reuters / Catherine Bremer – 12/04/2012

Arrastando-se na entrada de Paris, com bolhas nos pés após dez dias de marcha a partir de uma siderúrgica ameaçada de fechamento no nordeste da França, o metalúrgico Jerome Baroin não queria nem ouvir falar na possibilidade de o presidente Nicolas Sarkozy ser reeleito.

“Sarkozy não fez nada por nós. Suas promessas são só mentiras”, disse Baroin, de 29 anos, que percorreu 350 quilômetros na companhia de 17 colegas a partir da fábrica desativada de Florange, na fronteira com a Alemanha.

Os metalúrgicos têm uma queixa bem específica: no começo da atual campanha, o presidente conservador disse ter selado um acordo com a ArcelorMittal, proprietária da usina, para religar as fornalhas, mas a empresa posteriormente disse que só fará isso quando a economia se recuperar.

Mas o protesto desse grupo simboliza uma insatisfação mais generalizada dos trabalhadores contra o governo francês. As pesquisas dizem que Sarkozy não está conseguindo repetir o apoio proletário que o ajudou a ser eleito pela primeira vez em 2007, quando seu slogan era “trabalhar mais para ganhar mais”.  (mais…)

Presidentes equatoriano e peruano se encontram para estreitar laços securitários e cooperativos


Foto por: Reuters

 Los presidentes Humala y Correa se reúnen para estrechar la cooperación

BBC Mundo – 29/02/2012

Los presidentes de Perú, Ollanta Humala, y de Ecuador, Rafael Correa, inauguraron este miércoles el V Gabinete Binacional en la ciudad peruana de Chiclayo.

El mandatario ecuatoriano llegó a Perú para hablar con su par peruano sobre los problemas de seguridad en la región y fortalecer los vínculos de cooperación mediante la firma de varios acuerdos en áreas importantes como la economía y la infraestructura.

“No sólo tenemos un pasado común, sino un destino común”, sostuvo Correa al comenzar la reunión que busca una mayor integración entre los dos países.

Humala señaló que esta cita “marca una nueva etapa de integración profunda y relación entre dos pueblos hermanos que vienen de una misma historia, de una misma matriz”. Entre las experiencias que buscan aprovechar ambos países se encuentran las políticas sociales para discapacitados de Ecuador y la agricultura desarrollada en zonas desérticas de Perú. (mais…)