Iraque

Atentado do Estado Islâmico em Bagdá vitima mais de 200 pessoas


No domingo (03/07), o “Estado Islâmico” realizou um atentado terrorista em Bagdá, capital do Iraque, que causou a morte de pelo menos 213 pessoas e deixou cerca de 300 feridos. O ataque ocorreu do lado de fora da sorveteria mais antiga e popular da cidade no momento em que pessoas se juntavam para fazer as compras às vésperas do final do Ramadã, mês sagrado muçulmano. Além desse ataque, um outro foi realizado em outro bairro da cidade e deixou cinco mortos e 18 feridos, mas sem reivindicação de autoria até o momento. O Iraque vem sofrendo uma onda de atentados do “Estado Islâmico” em resposta às suas vitórias territoriais contra o grupo terrorista.

Foto: Reuters via Al Jazeera.

Iraque inicia ofensiva para retomar Falluja do “Estado Islâmico”


Nesta segunda-feira (23/05), o Iraque iniciou uma ofensiva para retomar a cidade de Falluja do grupo “Estado Islâmico (EI)”, informou o primeiro-ministro iraquiano Haider al-Abadi. Cidade é controlada pelo EI desde fevereiro de 2014. As Forças do governo já conquistaram distritos no exterior de Falluja e estão atingindo a cidade com artilharia. A ofensiva direta representa uma mudança de atitude de Bagdá, que até agora tentou tomar a cidade a isolando e cortando seus suprimentos, sem sucesso.

Foto: Ahmad Al-Rubaye / Agence France-Presse / Getty Images

 

Iraque lança ofensiva para retomar cidade do Estado Islâmico


Nesta segunda-feira (16/05), o Iraque e forças aliadas lançaram uma ofensiva para retomar a cidade de Al-Rutbah do grupo Estado Islâmico (EI). As operações contarão com tanques, artilharia, Forças Especiais, forças policiais e paramilitares. O apoio aéreo será realizado por aviões iraquianos e pela coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos. O EI controla a cidade desde 2014.

Foto: Moadh Al-Dulaimi / AFP

Estado Islâmico reivindica atentados terroristas no Iraque e no Iêmen


O Estado Islâmico (EI) reivindicou a autoria de ataques terroristas ocorridos no Iraque e no Iêmen neste domingo (15/05) . Um carro-bomba e seis extremistas atacaram uma fábrica de gás de cozinha na cidade de Taji (20 quilômetros ao norte de Bagdá), deixando pelo menos 14 mortos e 27 feridos. Outras 4 bombas explodiram nas proximidades e no interior de Bagdá, deixando mais de 15 mortos e 46 feridos. Já no Iêmen, um ataque contra um centro da polícia deixou, além de dezenas de feridos, pelo menos 25 recrutas mortos, na cidade de Mukalla, no sul do país. 

Foto: AFP

Mais de 80 mortos em atentados do Estado Islâmico em Bagdá


Nesta quarta-feira (11/05), pelo menos 80 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas após atentados terroristas em Bagdá, capital do Iraque. As três explosões atingiram bairros com maioria xiita da cidade. O grupo “Estado Islâmico” assumiu a autoria dos atentados.

Mourners react during a funeral of a victim who was killed in a bomb attack in Baghdad

Foto: Alaa Al-Marjani / Reuters

Iraque: reforma política e tensões sectárias


No final de abril, centenas de manifestantes invadiram o parlamento do Iraque em crítica à atual configuração política. Para o analista Jamal Hashim, a situação evidencia a necessidade de uma reforma política no país. Segundo Hashim, o atual sistema, baseado em divisão de poder (power sharing) entre grupos étnicos e religiosos, apenas fez aumentar a corrupção e que políticos ajam para ganhos paroquiais. O primeiro-ministro do país, Haider al-Abadi, prometeu fazer um governo exclusivamente de tecnocratas, mas há poucas chances de que esse plano se concretize.

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Foto: Reuters.

Ex-crianças-soldado de Serra Leoa são enviadas para o Iraque como mercenários


Empresas de segurança britânicas empregaram milhares de ex-crianças-soldado de Serra Leoa no Iraque, denunciou o acadêmico dinarmaquês Maya Mynster Christensen. O governo do país africano incentivaria a prática a fim de gerar recursos financeiros, enquanto as companhias diminuiriam suas despesas com a contratação de mercenários “mais baratos”. Os que foram enviados atuariam como guardas em bases militares dos EUA e muitos seriam tratados como escravos.

Foto: AP

EUA enviarão mais tropas e recursos para o Iraque


Os Estados Unidos aumentarão o número de tropas no Iraque, informou o secretário de Defesa do país, Ashton Carter, nesta segunda-feira (18/04). Serão enviados 217 militares para auxiliar as forças iraquianas diretamente na linha de frente contra o grupo “Estado Islâmico” (EI). Carter também anunciou o envio de oito helicópteros de ataque Apache para retomar Mosul e a ajuda de US$415 milhões para unidades militares peshmerga no país.

Foto: picture-alliance/ AP Photo

Pelo menos 29 pessoas morreram em atentados do EI no Iraque


Nesta segunda-feira (04/04), pelo menos 29 pessoas morreram e outras 60 ficaram feridas após uma série de atentados no Iraque. Ataques suicidas, reivindicados pelo grupo “Estado Islâmico” (EI), ocorreram em diversas regiões do país, inclusive na capital Bagdá. O pior ataque ocorreu na província de Dhi Qar, no sudeste do país, onde morreram 14 pessoas. A maioria dos alvos eram forças militares e paramilitares que lutam contra o EI.

Foto: K. Mohammed / DPA/ picture-alliance

Turquia bombardeia alvos curdos no norte do Iraque novamente


Nesta quarta-feira (23/03), a Turquia bombardeou alvos do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão) no norte do Iraque novamente, especificamente nas regiões de Hakkurk, Avasin e Basyan. 12 aviões de caça alvejaram supostos abrigos, bunkers e depósitos de munições do grupo curdo, considerado terrorista pela Turquia, pela União Europeia e pelos Estados Unidos.

Foto: DVIDSHUB / Flickr CC.

Envio de armas dos EUA para áreas em conflito aumentou 27%, segundo relatório


Segundo relatório do Instituto Internacional de Estudos sobre a Paz Estocolmo (SIPRI, na sigla em inglês), os Estados Unidos lideraram o comércio de armas entre 2011 e 2015, sendo responsável por cerca de 33% do total das exportações mundiais. O SIPRI ainda revela que exportações de armamentos e munições para o Iraque cresceram 83% entre 2006-10 e 2011-15, mesmo que muitas armas venham sendo interceptadas por grupos como o “Estado Islâmico”. Além disso, o volume de armas enviadas pelos Estados Unidos para áreas em conflito aumentou 27% em comparação ao período entre os anos 2006 e 2010.

Foto: U.S. Marine Corps

Força multinacional inicia operação para retomar Mosul


Uma força multinacional iniciou uma série de operações para retomar a cidade iraquiana de Mosul do grupo “Estado Islâmico” (EI). Segundo o anúncio feito nesta segunda-feira (29/02), ataques aéreos, terrestres e cibernéticos estão sendo realizados para isolar a cidade, considerada a capital do EI. Além da presença de suas Forças Especiais, os EUA participam com assessores militares e atividades logísticas.

Imagem: Ben Watson / Defense One

Sucesso da Rússia na Síria afeta negociações de paz


O ataques aéreos russos em apoio às forças do governo na Guerra Civil da Síria podem afetar as negociações de paz ao dificultar a posição de rebeldes e do Ocidente, segundo artigo de Liz Sly publicado no Washington Post (19/01). A intervenção da Rússia contra os rebeldes vem dando grandes vitórias para o regime de Bashar al-Assad, que agora possui vantagens nas negociações para finalizar o conflito. Esse fato muda a conjuntura em que os planos anteriores foram feitos, diminuindo a chance de concessões por parte do governo.

Foto: Khalil Ashawi / Reuters.

Curdos cometem crimes de guerra contra árabes, diz Anistia Internacional


Segundo a ONG Anistia Internacional, as forças curdas que lutam contra o grupo “Estado Islâmico” (EI) têm destruído deliberadamente diversas casas de árabes no Iraque, a fim de livrar a região de sua presença. Atos e outros crimes de guerra seriam cometidos como vingança ao apoio dessas comunidades ao EI. Segundo um porta-voz curdo, destruição é resultado direto dos conflitos contra o grupo extremista.

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Foto: Reuters.

O enigma do “Estado Islâmico”


Em artigo publicado no jornal Zero Hora (09/01), o professor Paulo Fagundes Visentini questiona os reais motivos e apoiadores do grupo extremista “Estado Islâmico” (EI). Para o autor, o grupo serve para desestabilizar e destruir Estados importantes como o Iraque e a Síria, aliados do Irã. Além do apoio das monarquias petrolíferas e da Turquia, o EI ainda conta com a aquiescência da Europa e dos Estados Unidos.

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Foto: Ahmad Al-Rubaye / AFP.

Ataque terrorista em Bagdá deixa mais de 18 mortos


Nesta segunda-feira (11/01), um carro-bomba explodiu em um shopping de Bagdá, capital do Iraque, seguido por uma invasão do local por quatro homens armados, deixando pelo menos 18 mortos e mais de 50 feridos. Os invasores ainda tomaram dezenas de reféns, que foram depois liberados pelas autoridades iraquianas. A organização extremista “Estado Islâmico” (EI) reivindicou a autoria do ataque.

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Foto: Reprodução

Iraque cogita ação militar contra tropas turcas em seu território


O ministro das Relações Exteriores do Iraque, Ibrahim al-Jaafari, afirmou em entrevista no fim de dezembro (30/12) que a Turquia deve respeitar a soberania iraquiana ou “encarar atos militares”. Tropas turcas estão estacionadas no norte do país desde o início do mês com a justificativa de treinar combatentes contra o grupo “Estado Islâmico”. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que as forças de seu país continuarão no norte do Iraque — apenas com o propósito de treinar forças locais —.

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Foto: Reuters.

Iraque retoma a cidade de Ramadi


No final de dezembro, o governo iraquiano anunciou que suas forças de segurança retomaram a cidade de Ramadi das mãos do grupo autodenominado “Estado Islâmico” (EI). Agora o Exército do Iraque e a coalizão internacional têm como objetivo retomar a cidade de Mosul, no norte do país.

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Foto: Reuters.

China e Iraque anunciam parceria estratégica


Durante visita do primeiro-ministro do Iraque, Haider al-Abadi, à China na semana passada (22 e 23/12), os dois países publicaram uma declaração conjunta, elevando o status de suas relações para o de uma parceria estratégica. Também assinou-se um Memorando de Entendimento sobre cooperação energética. A China importa mais da metade da produção iraquiana de petróleo e prometeu maiores investimentos na infraestrutura do país, inserido na Rota da Seda.

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Foto: Shutterstock.com

EUA pede retirada de forças turcas do Iraque


Em comunicado publicado nesta segunda-feira (14/12), os Estados Unidos requisitaram à Turquia a retirada de suas tropas do norte do Iraque. A presença de tropas estrangeiras sem autorização fere a sobernia e integridade territorial do Iraque, além de aumentar as tensões na região. Ancara ainda mantém soldados no país, mas retirou alguns no início da semana.

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Foto: Yilmaz Kazandioglu / Reuters.

França ataca EI com mísseis de cruzeiro pela primeira vez


A França usou pela primeira vez nesta terça-feira (15/12) mísseis de cruzeiro ar-terra contra posições do grupo “Estado Islâmico” (EI) no Iraque, informou o Ministério da Defesa. Bombardeio foi inédito na ofensiva francesa contra o EI e foi realizado por caças Rafale e Mirage 2000.

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Foto: Terra / EFE.

EUA preparado para auxiliar o Iraque a retomar Ramadi


O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Ashton Carter, anunciou na quarta-feira (09/12) que o seu país está preparado para auxiliar o exército iraquiano na retomada de Ramadi, capital da província de Anbar sob controle do “Estado Islâmico”. Apoio contaria com assessores militares e helicópteros de ataque. Militares estadunidenses já estão presentes na província, mas limitam sua atuação ao treinamento de soldados iraquianos.

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Foto: Spc. Paris Maxey / Exército dos EUA.

Turquia bombardeia alvos curdos no norte do Iraque


Nesta quarta-feira (09/12), a Turquia bombardeou alvos do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão) com seus caças F-16 no norte do Iraque, especificamente nas regiões de Kandil, Hakurk, Zap e Avasin-Baysan. As relações entre Bagdá e Ancara estão tensas desde quando tropas turcas, incluindo tanques e arsenais de artilharia, foram deslocadas para o norte iraquiano, o que é tido pelo país como uma grave violação de sua soberania. Também nesta quarta-feira, por unanimidade, o parlamento iraquiano aprovou uma moção de condenação da entrada das tropas turcas no país.

F-16. Foto: DVIDSHUB / Flickr CC.

Iraque ameaça ação na ONU caso Turquia não retire suas tropas de seu território


O Iraque anunciou que recorrerá à Organização das Nações Unidas (ONU) caso a Turquia não retire as suas tropas — cerca de 600 miltares — do território iraquiano nos próximos dias. Segundo o governo de Ancara, suas forças foram requisitadas por grupos iraquianos para o treinamento de soldados que lutam contra o grupo “Estado Islâmico”. Na segunda-feira (07/12), a Turquia interrompeu o envio de mais 350 militares para o norte do Iraque após os protestos de Bagdá.

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Foto: AFP.

EUA deve enviar tropas especiais ao Iraque


O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Ashton Carter, anunciou, nesta terça-feira (01/12), o envio de tropas “especializadas” ao Iraque para combater o grupo extremista “Estado Islâmico” (EI). Essa força deve auxiliar as forças de segurança iraquianas e os combatentes curdos peshmerga no combate aos jihadistas. Segundo Carter, os “militares poderão conduzir operações, libertar reféns, reunir inteligência e capturar os líderes do EI”. Medida ainda precisa ser aprovada pelo governo iraquiano.

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Foto: Getty Images / J. Moore.

 

“Estado Islâmico” estaria desenvolvendo armas químicas


Segundo oficiais de inteligência do Iraque e dos Estados Unidos, o grupo “Estado Islâmico” possui um ramo dedicado à obtenção de armas químicas. Cientistas iraquianos, sírios e de outros países estariam participando do projeto. Bagdá já começou a fornercer a suas forças máscaras e roupas de guerra química.

Fighters of al-Qaeda linked Islamic State of Iraq and the Levant parade at Syrian town of Tel Abyad

Foto: Reuters.

Rússia ataca centenas de caminhões-tanque do EI


Na última semana, ataques aéreos da Rússia destruiram mais de 1.000 caminhões tanque com petróleo cru do grupo “Estado Islâmico” (EI) na Síria, segundo a agência de notícias síria SANA (23/11). Os ataques aconteceram na província de al-Raqqa, capital de facto do EI e também acertaram uma refinaria. A venda de petróleo é uma das principais fontes de receitas do grupo extremista.

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Foto: Russia Insider.

Conselho de Segurança da ONU aprova resolução para combater “Estado Islâmico”


Nesta sexta-feira (20/11), o Conselho de Segurança da ONU aprovou unanimemente uma resolução pedindo que todos os países façam o possível para combater o grupo terrorista “Estado Islâmico” (EI). O texto pede que sejam erradicados os locais de abrigo do EI na Síria e no Iraque e que os Estados-membros da ONU façam o possível para impedir que seus cidadãos se juntem às fileiras do EI. A proposta de resolução foi apresentada pela França segundo os moldes da resolução aprovada pelo organismo em 2001 pouco depois dos atentados de 11 de setembro. Ainda será votada a proposta russa.

Foto: ONU / Amanda Voisard.

Rússia propõe resolução de combate ao EI no Conselho de Segurança da ONU


Nesta quarta-feira (18/11), a Rússia apresentou ao Conselho de Segurança das Nações Unidas um projeto de resolução sobre o combate ao grupo terrorista “Estado Islâmico” (EI) na Síria e no Iraque. O texto visa a coordernar os esforços internacionais contra o EI e contém uma disposição que exige o consentimento dos governos da região (Síria e Iraque) para a luta contra o grupo extremista em seu território. Há dois meses EUA, Reino Unido e França foram contra um projeto semelhante de resolução exatamente por causa desta disposição. Embaixador russo na ONU, Vitaly Churkin, avisou que o novo projeto foca mais no EI do que o anterior.

Churkin. Foto: Reuters.

Capacidades terroristas subestimadas e fracassos de inteligência


O Ocidente subestimou as capacidades de realizar atentados terroristas do grupo “Estado Islâmico” (EI). Países como a França e a Rússia não levaram em conta os enormes recursos humanos e econômicos disponíveis para o EI e outros grupos terroristas. Especificamente, a inteligência iraquiana havia alertado diversos países, principalmente a França, da possibilidade de um ataque terrorista um dia antes dos atentados de Paris. Também, a complexidade das operações de sexta-feira (13/11) demonstraria um grande fracasso dos serviços europeus de inteligência.

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Foto: AFP / Pierre Constant.