Leste Asiático

China suspende relações com Taiwan


Em análise publicada no The Diplomat, Shannon Tiezzi aborda os recentes problemas nas relações China-Taiwan decorrentes da ascensão de Tsai Ing-Wen, do Partido PDP, à presidência da República da China (Taiwan). Segundo a autora, Pequim suspendeu as relações interestreito em função da não aceitação pela nova administração taiwanesa do chamado “Consenso de 1992”. O anúncio do afastamento causou desconforto em Taiwan, que acusa a República Popular da China de utilizar o acordo anterior como forma de chantagem. Em nível mais amplo, segundo Tiezzi, a suspensão representaria um verdadeiro retrocesso para as relações bilaterais que se encontravam em plena ascensão, com consequências potencialmente catastróficas. A falta de um mecanismo de diálogo entre os dois países poderia causar danos irreversíveis para a política externa de ambos, diz a autora.

Tsai Ing Wen. Foto: n.i.

Tsai Ing-Wen. Foto: n.i.

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Coreia do Norte: ideologia, guerra e violência


Confira aqui o artigo do pesquisador do ISAPE Bruno Gomes Guimarães sobre o papel da guerra e da violência nas ideologias da Coreia do Norte publicado na revista Conjuntura Austral. Usando marcos teóricos de Malešević e Schmitt sobre a ideologização da violência, o trabalho analisa as ideologias norte-coreanas Songun e Ch’ongdae. Conclui-se que ambas lidam com inimizades nos extremos e estão conscientes de uma possibilidade de guerra envolvendo o país. No entanto, nota-se que elas são articuladas somente para fins defensivos e que servem para a mobilização de guerra constante na Coreia do Norte.

Imagem: Chosun.

A ascensão da China e os seus impactos para o leste asiático


Confira aqui a dissertação do pesquisador do ISAPE, Athos Munhoz Moreira da Silva, sobre a ascensão da China e os seus impactos para o leste asiático. Com base em uma análise histórica da ascensão chinesa, o trabalho trata da alteração fundamental na polaridade e na polarização regionais, com implicações em âmbito global. Constata-se que, diante da rivalidade estratégica entre Estados Unidos e China, os demais atores regionais buscam manter sua autonomia e margem de manobra entre as duas potências. Consideram-se três possíveis perspectivas para o leste asiático: uma hegemonia chinesa sem ocorrência de guerra central; o acirramento das tensões entre Pequim e Washington, com possibilidade de guerra central; e a concertação e criação de mecanismos de governança entre os atores regionais, podendo ser anárquica — sem líderes aparentes — ou hierárquica — condomínio de potências —.

Imagem: East by Southeast.

Oficina de estudos sobre China e leste asiático


Retomaremos as atividades no segundo semestre de 2016, a partir de 30 de agosto. As inscrições seguem abertas!

O ISAPE convida todos e todas a participarem da Oficina de Estudos sobre China e leste asiático. Trata-se de um espaço de discussão, debates, troca de experiências e produção intelectual coletiva sobre temas relacionados a relações internacionais, economia e cultura da China e leste asiático. A oficina ocorrerá quinzenalmente, sempre nas terças-feras das 18h às 21h, no Clube de Cultura (Rua Ramiro Barcelos, 1853 — Porto Alegre, RS). O primeiro encontro ocorrerá 31 de maio. Entrada franca. Inscrições em https://goo.gl/e9sVLC.

Oficina China Leste Asiático

A polaridade sob a perspectiva dos conceitos operacionais: o caso do A2/AD e da Air-Sea Battle


Confira aqui a monografia do pesquisador do ISAPE, Guilherme Henrique Simionato dos Santos, sobre a relação entre os conceitos operacionais de Antiacesso e Negação de Área (A2/AD) e de Air-Sea Battle (ASB ou Batalha Aeronaval) e a polaridade no Sistema Internacional. Um dos fatores-chave para esta é a inexpugnabilidade, i.e. a capacidade de um país manter a sua soberania frente a qualquer agressão externa. O trabalho mostra que a inexpugnabilidade da China se dá através de seu processo de modernização militar focado no A2/AD, mas que, em contrapartida, os Estados Unidos desenvolveram a ASB, cujo objetivo é garantir o acesso estadunidense à região do Leste e Sudeste Asiático a despeito do A2/AD chinês. Dessa forma, a ASB seria uma estratégia não declarada de primazia, pois prega a destruição da rede de informações e de mísseis da China, negando a Pequim uma capacidade de retaliação.

Foto: Marinha dos EUA.

Segunda Guerra Sino-Japonesa: gênese de um modo asiático de fazer a guerra?


Confira aqui a monografia do pesquisador do ISAPE, Bruno Magno, sobre a 2ª Guerra Sino-Japonesa e sua relação com a Política Externa e de Segurança de Japão e China nos dias de hoje. O trabalho mostra que nem Pequim nem Tóquio conseguiram atingir seus objetivos estratégicos na guerra, que fez parte do teatro do Pacífico na Segunda Guerra Mundial, e que isso faz com que a mesma seja inconclusa. Esse fato traz implicações pros dias de hoje para o planejamento para a guerra e processos de modernização dos dois países, baseados em um “modo asiático de se fazer a guerra”.

Foto: Ullstein Bild via Getty Images.

Da intimidação nuclear ao escudo antimíssil: condicionantes do programa estratégico-nuclear chinês


Confira aqui a monografia do pesquisador do ISAPE, Osvaldo Alves Pereira Filho, sobre a conexão entre a intimidação nuclear e os processos de proliferação nuclear no Sistema Internacional, estudando o caso específico da China. Entre outros, o trabalho mostra que a intimidação nuclear foi o principal imperativo para Pequim iniciar o seu programa nuclear, e que o atual Escudo Antimíssil dos EUA no leste asiático tem levado a China a acelerar e aprofundar a sua modernização estratégica-nuclear. Portanto, o uso da intimidação nuclear aumentaria a percepção de ameaça nos atores do Sistema Internacional, gerando maior estímulo à proliferação.

Foto: Air Power Australia.

ISAPE seleciona dois bolsistas para extensão sobre China e Leste Asiático


O Instituto Sul-Americano de Política e Estratégia (ISAPE), em parceria com o Instituto de Letras da UFRGS, seleciona dois bolsistas remunerados (R$ 400,00/mês) para a Oficina de Estudos sobre China e Leste Asiático, contabilizando 20 horas semanais. Para a candidatura é necessário ser aluno de graduação da UFRGS matriculado em pelo menos 12 créditos e não possuir outra bolsa ou vínculo empregatício. Também é preciso que tenha disponibilidade às terças-feiras à noite. Os interessados e interessadas devem enviar uma carta de motivação e currículo vitae ou lattes para athos.munhoz[at]ufrgs.br até o dia 13 de maio.

seleção bolsistas ISAPE

Coreia do Norte aprova estratégia de desenvolvimento econômico e nuclear


Nesta segunda-feira (09/05), o Congresso do Partido dos Trabalhadores aprovou a política de desenvolvimento do arsenal nuclear da Coreia do Norte defendida por Kim Jung-un -presidente do país-, informou a agência de notícias estatal KCNA. A estratégia adotada prevê impulsionar simultaneamente o desenvolvimento econômico e a força nuclear autodefensiva, tanto em qualidade como em quantidade. Esse foi o primeiro Congresso do Partido em 36 anos.

Foto: picture-alliance / AP Photo

Armas nucleares e mudanças políticas na Coreia do Norte


Nesta sexta-feira (06/05) na Coreia do Norte, iniciou o Congresso do Partido dos Trabalhadores da Coreia. É a primeira vez que ele ocorre em 35 anos e, segundo análise da Stratfor, vem para sedimentar o poder de Kim Jong-un no país bem como suas reformas administrativas. O sistema político e administrativo do país, após a chegada de Jong-un ao poder, estaria se tornando menos dependente da figura do líder supremo e a política se tornado mais aberta ao público. Ao mesmo tempo, o programa nuclear e de mísseis da Coreia do Norte estaria entrando em uma fase crítica — faltando muito pouco para que Pyongyang consiga desenvolver ogivas nucleares que caibam em mísseis e um sistema de entrega crível.

Foto: Jung Yeon-je / AFP / Getty Images.

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Shinzo Abe encontra-se com Putin para discutir disputa por ilhas e tratado de paz


O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, encontrou-se com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, nesta sexta-feira (06/05) na cidade russa de Sochi para promover o diálogo bilateral e discutir sobre o tratado de paz entre os dois países para findar formalmente a Segunda Guerra Mundial e sobre a disputa pelas ilhas Kurilas. A Rússia recusa-se a tratar dos dois temas conjuntamente, mas o Japão espera conseguir flexibilizar essa posição prometendo altos investimentos na economia russa, especialmente no setor energético. Tóquio procura diminuir sua dependência de hidrocarbonetos oriundos do Oriente Médio.

Shinzo Abe (E) e Vladimir Putin. Foto: AFP / JIJI.

A modernização naval chinesa: política de defesa e doutrina naval sob a luz de seus desafios estratégicos


Confira aqui o artigo dos pesquisadores associados do ISAPE Luis Rodrigo Machado e Raul Cavedon Nunes conjuntamente com Pedro Txai Brancher e Bruno Kern Duarte publicado na revista Conjuntura Austral que procura avaliar a Política de Defesa e a doutrina naval da República Popular da China à luz de seus desafios estratégicos. Para isso são discutidos: os desafios estratégicos chineses em seu entorno regional; a adoção por parte da China da doutrina da Defesa Ativa e sua relação com as capacidades de Antiacesso e Negação de Área (A2/AD); e por fim,a modernização naval chinesa, centrada nos mísseis e suas plataformas de entrega para a realização das tarefas de A2/AD e a efetivação da Defesa Ativa. O trabalho conclui que a modernização militar naval da China visa a responder aos objetivos doutrinários de preparação da Defesa Ativa e A2/AD, bem como à manutenção do desenvolvimento econômico e das Políticas Externa e de Defesa chinesa sem, entretanto, possuir capacidade de projeção de poder além de sua região.

A interação estratégica China-EUA envolvendo Taiwan


Confira aqui o artigo dos pesquisadores associados do ISAPE Gustavo Feddersen, Bruno Magno, Athos Munhoz e João Chiarelli publicado na revista Conjuntura Austral sobre a interação estratégica entre China e Estados Unidos envolvendo Taiwan. O trabalho procura encontrar variáveis para uma análise atual das relações entre Pequim e Washington sobre o tema em sua história: a Guerra da Coreia, as Primeiras Crises do Estreito, o Reatamento Sino-Estadunidense e a Terceira Crise do Estreito. Os autores concluem que a lógica da preempção é dominante na interação entre os dois países, mas que há proposições alternativas, tal como a do offshore control.

A criação do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura e os desafios à governança financeira global


Confira aqui o artigo dos pesquisadores associados do ISAPE Bruna Jaeger e Pedro Brites publicado na revista Conjuntura Austral acerca da criação do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB, em inglês) e os desafios à governança financeira global. O trabalho procura avaliar os impactos do estabelecimento do AIIB sobre a atual governança financeira global, tendo em vista o papel da China e seu perfil de inserção internacional, e conclui que o banco abre espaço para países emergentes, estabelece alternativas a instituições já consolidadas (como o Banco Mundial e o Banco de Desenvolvimento Asiático) e contribui para a possibilidade de enfraquecimento do dólar em âmbito global.

Irã exporta petróleo para China e Japão pela primeira vez após fim de sanções


O Irã realizou nesta quarta-feira (27/01) sua primeira exportação de petróleo após o fim das sanções internacionais. Os navios dirigem-se à China e ao Japão. Segundo oficiais iranianos, o país busca aumentar as exportações para o Japão para 300 mil barris por dia, o que durante a vigência das sanções eram 110 mil por dia.

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Foto: Ministério do Petróleo do Irã / KYODO.

Japão aprova orçamento de defesa recorde


O gabinete do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, aprovou, no dia 25 de dezembro, o maior gasto em Defesa da história do país para o ano fiscal de 2016/2017. Aumento de 1,5% — para US$ 41,4 bilhões — em relação ao ano anterior marca o quarto aumento consecutivo desde que Abe assumiu o governo. Medida ainda precisa ser aprovada pelo Parlamento. Uma das principais razões para o aumento são os grande gastos causados pela transferência de uma base militar dos Estados Unidos em Okinawa.

Members of Japan's Self-Defence Forces' infantry unit take part in the military's review during the annual troop review ceremony in Asaka, Japan

Foto: Issei Kato / Reuters.

China, Japão e Coreia do Sul restauram suas relações após cúpula trilateral


China, Japão e Coreia do Sul anuciaram que “restauraram completamente” suas relações após a primeira cúpula trilateral em três anos, realizada no início do mês de novembro (01/11). No encontro do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, com o premiê japonês, Shinzo Abe, e a presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, discutiram-se questões históricas, acordos comerciais e o progama nuclear norte-coreano. Além disso, o Japão planeja sediar a próxima reunião a ser realizada em maio de 2016.

Abe (E), Geun-hye (C) e Keqiang. Foto: Xinhua / Liu Weibing.

Eleições em Taiwan e a estabilidade do leste asiático


Confira aqui o artigo do pesquisador do ISAPE, Gustavo Henrique Feddersen, publicado no Boletim Mundorama sobre as eleições taiwaneses de 2016. Feddersen analisa as possíveis implicações desse evento, com o Kuomintang (KMT) em crise de representatividade e o Partido Democrático Progressista (PDP) — pró-independência — liderando as pesquisas. A possível eleição deste pode acirrar as relações interestreito e alterar a conjuntura regional.

Foto: Kate Xuehui Li.

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China celebra 70 anos da recuperação de Taiwan da ocupação japonesa


Na última sexta-feira (23/10), a China celebrou os 70 anos da recuperação de Taiwan da ocupação japonesa, a qual durou 50 anos. O retorno de Taiwan à China foi alcançado depois da vitória na Segunda Guerra Mundial em 1945. Altos líderes chineses advertiram contra atuais movimentos independentistas em Taiwan e afirmaram que a China continental está pronta para manter a paz nas relações interestreito e alcançar o desenvolvimento soberano do país. Em Taipei, o presidente taiwanês afirmou ser importante também reconhecer os benefícios da colonização japonesa para a ilha.

Foto: China Daily / Reuters.

EUA, Coreia do Sul e China querem retorno da Coreia do Norte para negociações das seis partes


Os Estados Unidos e a Coreia do Sul declararam conjuntamente na semana passada que trabalharão junto com a China para trazer a Coreia do Norte de volta para as conversas das seis partes — encerradas em 2008 — sobre o programa nuclear norte-coreano. A China, por sua vez, já afirmou anteriormente que pretende trabalhar com Pyongyang para concluir o mais rapidamente e pacificamente os diálogo sobre o projeto atômico.

Foto: Xinhua / Yin Bogu.

Em Taiwan, KMT troca de candidato à presidência pouco antes do pleito


O Kuomintang (KMT), ou Partido Nacionalista, grupo no poder de Taiwan, oficializou a troca de candidato presidencial para as eleições a serem realizadas em janeiro de 2016. Hung Hsiu-chu foi substituída por Eric Chu após fraco desempenho nas pesquisas eleitorais. Hung é vista como pró-unificação com a China continental, já Chu promete uma posição mais centrista nas relações com esta. Por sua vez, a candidata de oposição, líder nas pesquisas, Tsai Ing-wen, já visitou o Japão e os Estados Unidos, delineando sua política externa.

Foto: Wikimedia Commons/ 邱鈺鋒.

Reações à aprovação da reforma securitária no Japão


As leis aprovadas pela Dieta japonesa no último sábado (19/09), que permitem a atuação das Forças de Autodefesa do Japão atuar fora de seu território mesmo que país não esteja sobre ataque direto, tiveram repercussão interna e regional. Pesquisa realizada horas após a votação mostraram uma queda considerável de mais de 4% (38,9%) na aprovação do governo do premiê Shinzo Abe, e também a o aumento da desaprovação para 50,2% da população. As leis também geraram protestos por parte de países vizinhos, principalmente da China. Pequim e a Coreia do Norte afirmaram que nova legislação ameaça a paz e estabilidade regional. Já a Coreia do Sul pediu para o governo nipônico maior transparência nas novas políticas securitária, assim como a continuação do espírito pacífico.

Shinzo Abe. Foto: n.i.

Coreia do Sul e Filipinas aprofundam cooperação em defesa


A Coreia do Sul e as Filipinas aprofundarão cooperação em defesa, conforme anunciado nesta segunda-feira (14/09). O acordo aumentará a troca de inteligência militar, intercâmbio de oficiais e a colaboração no combate à ameaças não-tradicionais e transnacionais. Manila também busca levar adiante seus planos de modernização militar e Seul pode ser uma importante fonte de tecnologia e material bélico.

Foto: Flickr / República da Coreia.

EUA, Coreia do Sul e China manifestam-se quanto a lançamento de satélite norte-coreano


Com o possível lançamento de um satélite por parte da Coreia do Norte, os Estados Unidos e a Coreia do Sul reagiram afirmando que isto violaria diversas resoluções do Conselho de Segurança da ONU, já que o teste seria um disfarce para teste de misseis balísticos. Seul anunciou que, apesar de não existir nenhum indício concreto do lançamento, responderá em conjunto com membros da ONU à provocação. Já a China pediu que as partes seguissem as resoluções existentes e que evitassem tensões na península coreana.

Foto: Wikimedia / Sungwon Baik / VOA

Foto: Wikimedia / Sungwon Baik / VOA.

Japão e Vietnã aumentarão cooperação em defesa


Em visita oficial a Tóquio nesta terça-feira (15/09), o Secretário Geral do Partido Comunista do Vietnã, Nguyen Phu Trong, encontrou-se com o premiê japonês Shinzo Abe. Ambos afirmaram a necessidade de maior cooperação na área econômica e de defesa. Também foi assinado um acordo de cooperação entre as guardas costeiras dos dois países. O Japão ainda comprometeu-se a prover mais navios a Hanói.

Foto: Xinhua / Ma Ping.

Coreia do Norte anuncia teste de satélite e reativação de reator nuclear


Nesta terça-feira (15/09), a Coreia do Norte anunciou que voltou a operar o reator nuclear de Yongbyon. O país também está concluindo os testes de seu primeiro satélite, com previsão de lançamento para outubro. Em resposta, a China pediu que o governo norte-coreano mantivesse a paz e a estabilidade na península coreana. Pequim também reforçou sua posição contra a armas nucleares na península.

Foto: AP.

China e Taiwan aumentam cooperação no setor bancário


Durante o quinto encontro interestreito sobre supervisão bancária, nesta segunda-feira (14/09), representantes da China e de Taiwan anunciaram o aumento da cooperação na área financeira e bancária, como o aumento do número de filiais de bancos entre as partes. Até o fim de agosto, 14 bancos taiwaneses possuíam 52 filiais no continente. Já bancos continentais possuem três filiais na ilha, com a previsão de mais uma a ser aberta em breve.

Imagem: Hokongwei.

No Japão, novos protestos contra reformas securitárias de Shinzo Abe


Nesta segunda feira (14/09), dezenas de milhares de japoneses protestaram em frente ao Parlamento japonês em Tóquio contra as reformas securitárias defendidas pelo primeiro-ministro Shinzo Abe. As medidas já foram alvo de protesto no fim de agosto. Caso as leis sejam aprovadas, as Forças de Autodefesa do Japão poderiam atuar fora de seu território e em defesa de outros países.

Foto: Thomas Peter/Reuters

Foto: Thomas Peter/Reuters

Fundação Sukarno dará prêmio da paz a Kim Jong-un


De acordo com a Agência France-Presse, a Sukarno Education Foundation, mantida por familiares de Sukarno, o primeiro presidente da Indonésia, concederá a Kim Jong-un, presidente da Coreia do Norte, o prêmio da “paz, justiça e humanidade” em setembro deste ano. Após severas críticas de mídias ocidentais, a neta de Sukarno, Rachmawati Sukarnoputri, afirmou que o líder norte-coreano merece “ser honrado por sua luta contra o imperialismo neocolonialista” e que muitas das críticas recebidas são mera “propaganda ocidental”. Mahatma Gandhi e Aung San Suu Kyi já receberam a mesma honraria.

Foto: Rodong Sinmun.

Relatório de Defesa do Japão caracteriza China como ameaça regional


O Relatório de Defesa do Japão, aprovado na última terça-feira (21/07) com atraso de mais de uma semana, caracteriza a China como uma ameaça de tensão regional. O governo de Shinzo Abe vem trabalhando para convencer a população japonesa sobre a necessidade da aprovação de leis que aumentem o escopo de ação de suas Forças Armadas a despeito da forte oposição popular.

Mapa: UNCLOS.

Mapa: UNCLOS.