missões de paz

ONU estende missões de paz em Sudão, Mali e Colinas de Golan


Nesta quarta-feira (29/06), de forma unânime, o Conselho de Segurança da ONU estendeu os mandatos de três operações de paz lideradas pela organização no Mali, em Darfur (Sudão) e nas Colinas de Golan. A missão no Mali (MINUSMA) foi expandida por um ano e terá um maior número de tropas e policiais. Já a missão nas Colinas de Golan (UNDOF) foi estendida por apenas seis meses e houve forte condenação do conflito armado sírio nas proximidades. Por fim, a UNAMID, missão de paz em Darfur, no Sudão, foi mantida por mais um ano sem alterações.

Votação no Conselho de Segurança da ONU. Foto: UN Photo / JC McIlwaine. 

A nova “diplomacia de crise” da China


Luke Patey analisa, em artigo publicado na ISN (26/01), a nova “diplomacia de crise” da China. Com o aumento de seus interesses pelo mundo, como investimentos diretos, o país vem tomando maiores iniciativas em crises pelo mundo, especialmente na África e no Oriente Médio. O envolvimento de Pequim se mostra principalmente com a diplomacia na resolução de conflitos e com maior envolvimento com missões de manutenção da paz.

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Foto: Mohamed Somji.

ONU anunciam medidas para combater abuso sexual em Missões de Paz


A Organização das Nações Unidas anunciou no dia 4 de março um novo conjunto de medidas especiais para combater abusos sexuais relacionados com missões de paz. As investigações sobre abusos devem ser realizadas mais rapidamente, com a abertura de inquérito em até 10 dias e sua conclusão em até seis meses. Como a ONU não possui jurisdição criminal, os culpados serão indicados para o Estado do agressor. Além disso, a organização promete maior transparência nas investigações e que vítimas de abusos receberão maior apoio. Somente em 2015 foram reportadas 99 alegações de abuso sexual envolvendo pessoal da ONU.

Foto: Catianne Tijerina / ONU

O que leva o sul da Ásia a contribuir com tropas de manutenção de paz?


Em artigo para a DW, Gabriel Domínguez analisa o que leva os países do sul da Ásia a contribuírem com tantas tropas para missões de manutenção de paz sob a bandeira da Organização das Nações Unidas (ONU). Somadas, as contribuições de soldados feitas por Bangladesh, Paquistão, Índia e Nepal contam por mais de 30% do total. Entre as principais razões estão as vantagens financeiras, os ganhos diplomáticos — tanto no âmbito da ONU como nos países em que atuam diretamente — e experiência para suas Forças Armadas.

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Foto: AFP / Getty Images / P. Macdiarmid.

Questões sobre os capacetes azuis da ONU


Confira aqui mais um artigo do jornalista Chris McGreal publicado no jornal The Guardian em razão dos 70 anos do Sistema ONU. O autor questiona o sistema de manutenção da paz (peacekeeping) da ONU, que muitas vezes, principalmente nos últimos 20 anos, tem se mostrado ineficaz na proteção de civis em zonas de guerra. Fracassos como os de Ruanda e Bósnia marcaram as operações desde o fim da Guerra Fria, mesmo com o orçamento passando de US$ 490 milhões em 1991 para US$ 9 bilhões em 2015. Entre as principais críticas destacadas estão a falta de cooperação entre as forças nacionais com o comando da ONU, acusações de abuso sexual por parte de soldados, ausência de um objetivo específico em muitas missões e grandes potências provendo poucos (ou nenhum) soldados para as forças de paz.

Foto: EPA.

Auditorias internas apontam desperdícios e superfaturamentos na ONU


Documentos de auditorias internas da Organização das Nações Unidas (ONU) apontam desperdícios em compras para a missão de paz no Mali, em Darfur, no Haiti, para o acolhimento de refugiados na Turquia e em outros locais de conflitos, com possíveis superfaturamento de gastos ou investimentos desnecessários em carros, motos e alimentos mal conservados. Essas ineficiências comprometem o trabalho da organização ao redor do globo, a qual carece de maior transparência nos gastos, segundo Jamil Chade.

Foto: BBC Brasil

Foto: BBC Brasil.

França elevará orçamento de defesa a partir de 2016


Nesta quarta-feira (29/04), o presidente da França, François Hollande, anunciou que o país vai destinar mais 3,8 bilhões de euros para o seu orçamento de defesa ao longo dos próximos quatro anos. O aumento, que passa a valer em 2016, seria uma resposta a ameaças extremistas depois dos recentes ataques em Paris e também serviria para manter as missões francesas no exterior, notadamente na África. Além disso, 7 mil soldados estarão permanentemente alocados para a proteção de pontos considerados sensíveis, tais como a Torre Eiffel na capital Paris. As novas medidas contrariam uma decisão anterior, de corte de pessoal na área de defesa.

Foto: Getty Images / AFP / Bertrand Guay.

Insegurança nas missões de paz é desafio à ONU


Sofia Sebastian do Instituto Tecnológico de Zurique descreve as dificuldades e perigos que estão sendo enfrentados pelas missões de paz das Nações Unidas, particularmente no Mali. A missão de paz no país africano é constantemente atacada, sendo a mais perigosa para os militares que aí vão atuar como “capacetes azuis”. Ela crê que a superação dos dilemas criados pela realização de missões em ambientes muito perigosos vai ser definidora sobre a atuação da ONU em questões securitárias.

Foto: AFP

Foto: AFP

Segundo da hierarquia do LRA se rende e vai à Corte Penal Internacional


Dominique Ongwen, segundo na hierarquia do Lord’s Resistance Army (LRA), se rendeu e será levado à Corte Penal Internacional. O LRA atua na República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Sudão do Sul e Uganda desde os anos 1980, contribuindo para a instabilidade da região. Atualmente, uma missão de paz das Nações Unidas está na República Centro-Africana numa tentativa de estabilizar o país. A missão, chamada Minusca, ofereceu apoio logístico a oficiais estadunidenses e centro-africanos que trouxeram Ongwen à Bangui, capital da República.

Ongwen, segundo da direita à esquerda Foto: AFP / Getty Images

Ongwen, segundo da direita à esquerda
Foto: AFP / Getty Images

Presença de militares no Haiti será reduzida gradualmente, anuncia embaixador


O embaixador brasileiro no Haiti, Fernando de Mello Vidal, afirmou na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado que o efetivo brasileiro no Haiti será gradualmente reduzido até 2016. O Brasil lidera a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah). Se espera que a polícia haitiana consiga “caminhar com as próprias pernas” com a saída da missão do país.

Foto: Wlademir Barreto / Agência Senado

Foto: Wlademir Barreto / Agência Senado

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Cerca de 40 capacetes azuis são sequestrados na Síria


A Organização das Nações Unidas (ONU) confirmou que pelo menos 43 integrantes das tropas de paz, conhecidos como capacetes azuis, foram sequestrados na quinta-feira (28/08) por um “grupo armado” nas Colinas de Golã, na Síria, e que outros 81 estão impedidos de se deslocar pela região. Segundo o Observatório Sírio para Direitos Humanos, os soldados teriam sido detidos pelo grupo jihadista Frente al Nusra, filiado à Al-Qaeda.

Foto: AFP / Getty Images.

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Capacetes azuis: imperfeitos mas bons o bastante


Os soldados das operações de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), também conhecidos como “capacetes azuis” conseguiram reconstruir sua reputação nos anos 2000 após os fiascos dos anos 1990. Hoje, apesar de haver sérias deficiências, as operações da ONU têm conseguido realizar seus mandatos com relativo sucesso. No entanto, crises no Sudão do Sul e na República Centro-Africana podem pôr tudo em risco.

Foto: Michele Sibiloni / AFP / Getty Images.

Foto: Michele Sibiloni / AFP / Getty Images.

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Norueguesa é 1ª mulher a comandar capacetes azuis da ONU


General Lund, 56 anos, será a primeira mulher a comandar uma força de manutenção de paz das Nações Unidas. Em agosto, ela irá suceder o general chinês Chao Liu, atual chefe da missão da ONU no Chipre.

Gen. Lund. Foto. AFP.

Gen. Lund. Foto. AFP.

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Amorim diz que é preciso que Haiti “assuma responsabilidade da própria segurança”


“É preciso que o Haiti assuma a responsabilidade de sua própria segurança”, afirmou o ministro da Defesa, Celso Amorim, em entrevista publicada pelo jornal Valor Econômico nesta quinta-feira (17/04), sinalizando que a saída da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), comandada pelo Brasil, está “prevista no horizonte”. A presença das forças militares completa dez anos em 2014.

Foto: Opera Mundi / Aldo Jofre Osorio.

Foto: Opera Mundi / Aldo Jofre Osorio.

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ONU nomeia brasileiro como novo comandante da missão no Haiti


O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, anunciou nesta quinta-feira (13/03) a nomeação do general brasileiro José Luiz Jaborandy como novo comandante militar da missão das Nações Unidas no Haiti (Minustah). Ele assumirá o comando da missão no próximo sábado, no lugar do general Edson Leal Pujol, também brasileiro.

Foto: Opera Mundi / Aldo Jofre Osorio.

Foto: Opera Mundi / Aldo Jofre Osorio.

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Alemanha acena com mudança na política de missões militares


Afastando-se de sua posição de moderação dos últimos anos, Berlim caminha para um maior envolvimento em operações de segurança, sobretudo em parceria com a França. Porém falta real motivação interna para essa guinada.

Foto: picture-alliance / dpa.

Foto: picture-alliance / dpa.

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Alemanha considera ter maior papel militar em assuntos globais


Novo governo alemão dá sinais de que está repensando a política externa do país. Ambos a Ministra da Defesa, Ursula von der Leyen, e o Ministro de Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, querem que a Alemanha assuma um papel maior na política global, especialmente em operações militares no exterior. Contudo, essa posição diverge frontalmente da concepção de política externa da Chanceler Angela Merkel.

Ursula von der Leyen e Frank-Walter Steinmeier. Fonte: DPA.

Ursula von der Leyen e Frank-Walter Steinmeier. Fonte: DPA.

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Argentina e Chile sinalizam interesse de ter o Brasil em força de paz, diz observador militar


Argentina e Chile sinalizam interesse de ter o Brasil em força de paz, diz observador militar

12 de novembro de 2012 – Agência Brasil/Renata Giraldi

As autoridades do Chile e da Argentina sinalizam o interesse de que o Brasil participe da Brigada Cruz Del Sur, que é uma força de paz, estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), para atuação em qualquer lugar do mundo. O subchefe de Logística Operacional do Ministério da Defesa, contra-almirante Jorge Armando Nery Soares, acompanhou a primeira operação da brigada, que ocorreu há dois dias, na Bahía Blanca, a 700 quilômetros de Buenos Aires, capital da Argentina.
“Foi muito importante a nossa participação porque demonstra que há interesse da Argentina e do Chile em ter o nosso apoio na força de paz. Verificamos as ações e conversamos sobre o assunto”, disse à Agência Brasil o contra-almirante. “Essa força de paz está à disposição da ONU, que definirá o local em que deve ser empregada.”

Porém, a participação do Brasil na força de paz depende ainda de uma série de negociações. É necessário que seja articulado um acordo internacional, a ser submetido à Presidência da República, ao Ministério da Defesa e ao Congresso Nacional. “Há várias exigências que devem ser cumpridas, mas já existe um avanço [pelo fato de o Brasil ter sido convidado a acompanhar a ação militar]”, disse o militar brasileiro. (mais…)

Relatório da Defesa mostra sucateamento do setor militar


Fumaça do porta-aviões São Paulo da Marinha do Brasil, durante os primeiros testes após reforma de 4 anos. A maior parte do equipamento de defesa do Brasil está obsoleto, e, mesmo quando estão operacionais, muitas vezes, não correspondem às necessidades de defesa do Brasil atual. O único porta-aviões do país, de fabricação francesa, é antigo, pequeno e tem uma manutenção de alto custo. Além de navegar sem a escolta de uma esquadra, não conta com sistema de defesas anti-mísseis modernos, o que faz deste navio um verdadeiro "alvo flutuante" para os mísseis anti-navio modernos. Como carrega apenas os obsoletos aviões A4-Skyhawk de apenas 600km de alcance, sem real capacidade anti-navio, o porta-aviões brasileiro não tem capacidade nem ofensiva nem defensiva para uma guerra moderna. Seria muito melhor contar com uma frota de submarinos, fragatas e cruzadores lançadores de mísseis de cruzeiro anti-navio do que com um porta-aviões sem real capacidade de ataque ou defesa. Foto: Carlos Eduardo Rodrigues /Agência O Dia/Agência Estado

Fumaça do porta-aviões São Paulo da Marinha do Brasil, durante os primeiros testes após reforma de 4 anos. A maior parte do equipamento de defesa do Brasil está obsoleto, e, mesmo quando estão operacionais, muitas vezes, não correspondem às necessidades de defesa do Brasil atual. O único porta-aviões do país, de fabricação francesa, é antigo, pequeno e tem uma manutenção de alto custo. Além de navegar sem a escolta de uma esquadra, não conta com sistema de defesas anti-mísseis modernos, o que faz deste navio um verdadeiro “alvo flutuante” para os mísseis anti-navio modernos. Como carrega apenas os obsoletos aviões A4-Skyhawk de apenas 600km de alcance, sem real capacidade anti-navio, o porta-aviões brasileiro não tem capacidade nem ofensiva nem defensiva para uma guerra moderna. Seria muito melhor contar com uma frota de submarinos, fragatas e cruzadores lançadores de mísseis de cruzeiro anti-navio do que com um porta-aviões sem real capacidade de ataque ou defesa. Foto: Carlos Eduardo Rodrigues /Agência O Dia/Agência Estado

Relatório da Defesa mostra sucateamento do setor militar

Estado de São Paulo – 22/11/2011

Documento sigiloso produzido pelos comandos militares sobre a situação da defesa nacional repassado ao Palácio do Planalto nos últimos dias mostra um sucateamento dos equipamentos das três Forças. Segundo os militares, os dados esvaziam as pretensões brasileiras de obter uma cadeira permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas, além de inibir a participação do País em missões especiais da ONU.

De acordo com a planilha obtida pela reportagem, a Marinha, que em março mantinha em operação apenas dois de seus 23 jatos A-4, não tem hoje condições de fazer decolar um avião sequer do porta-aviões São Paulo. Com boa parte do material nas mãos de mecânicos, a situação da Marinha se distancia do discurso oficial, cuja missão seria zelar pela área do pré-sal, apelidada de Amazônia Azul.

Segundo o balanço, que mostrou uma piora em relação ao último levantamento, realizado em março, a situação da flotilha também não é confortável. Apenas metade dos navios chamados de guerra está em operação. Das 100 embarcações, incluídas corvetas, fragatas e patrulhas, apenas 53 estão navegando. Dos cinco submarinos, apenas dois ainda operam. Das viaturas sobre lagartas (com esteiras), como as usadas pelos Fuzileiros Navais para subir os morros do Rio de Janeiro, apenas 28 de 74 estão em operação.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,relatorio-da-defesa-mostra-sucateamento-do-setor-militar,801502,0.htm